Hoje, 20 de Janeiro de 2019, assinalam-se (e celebram-se?) os dez anos do início do meu (outro) blog Obamatório, «irmão mais novo» do Octanas - que em Abril próximo cumprirá, por sua vez, catorze. Em texto evocativo que nele publiquei há cerca de meia hora faço uma reflexão sobre uma década de análise ininterrupta (ou seja, em todos os meses existiu pelo menos um novo post) da política e da sociedade dos Estados Unidos da América, área em que abundam a estupidez, a hipocrisia, a ignorância, a manipulação e a propaganda. Chegado aqui o sentimento é de dever cumprido e de consciência tranquila, embora não isento de frustrações.
domingo, janeiro 20, 2019
segunda-feira, dezembro 31, 2018
Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2018
A literatura: «Entre Filosofia e Cultura - Percursos pelo Pensamento Filosófico-Poético Português nos Séculos XIX e XX», Celeste Natário; «Vinil. Álbum. Capa. Arte - O Catálogo Completo da Hipgnosis», Aubrey Powell; «Lovesenda ou o Enigma das Oito Portas de Cristal» e «Eros e Psychê ou os malefícios da luxúria», António de Macedo; «O Bordel das Musas ou as Nove Donzelas Putas», Claude Le Petit; «As Grandes Batalhas/A Resistência - Os Exércitos das Sombras» e «(...)/Afrika Korps - A Guerra do Deserto», Pierre Dupuis; «O segundo sol», Ruy de Fialho.
A música: «Outras Histórias», Deolinda; «Please Please Me», Beatles; «Getz/Gilberto», Stan Getz e João Gilberto; «Turn! Turn! Turn!», Byrds; «Fresh Cream», Cream; «Mr. Fantasy», Traffic; «White Light/White Heat», Velvet Underground; «Encantamento», Mafalda Arnauth; «Autobahn», Kraftwerk; «Live!», Bob Marley & The Wailers; «Zoot Allures», Frank Zappa; «Marquee Moon», Television; «Peter Gabriel (1978)», Peter Gabriel; «Bop Till You Drop», Ry Cooder; «Ao Vivo Em 1997», José Mário Branco; «Spaceways», «Outer Spaceways Incorporated» e «Calling Planet Earth», Sun Ra; «HitNRun Phase One» e «HitNRun Phase Two», Prince; «My Beautiful Dark Twisted Fantasy», Kanye West; «Cerco» e «Puro», Xutos & Pontapés; «Love Yourself - Tear», BTS; «Sonatas», Domenico Scarlatti (por Cremilde Rosado Fernandes); «Pièces de Clavecin En Concerts», Jean-Phillippe Rameau (por Barthold Kuijken, Robert Kohnen, Sigiswald Kuijken e Wieland Kuijken).
O cinema: «A Rapariga que Saltava Através do Tempo», Mamoru Hosoda; «G. I. Joe - A Ascensão de Cobra», Stephen Sommers; «HomemDoRei - O Círculo Dourado», Matthew Vaughn; «Cinquenta Tons Mais Escuros», James Foley; «O Último Combate» e «Nikita», Luc Besson; «Coco», Lee Unkrich; «Annabelle - Criação», David F. Sandberg; «Pantera Negra», Ryan Coogler; «Sai», Jordan Peele; «Fio Fantasma», Paul Thomas Anderson; «Correspondências», Rita Azevedo Gomes; «Dredd», Pete Travis; «Abraham Lincoln - Caçador de Vampiros», Timur Bekmambetov; «Condutor Bebé», Edgar Wright; «Cidade do Pecado - Uma Dama Por Quem Matar», Frank Miller e Robert Rodriguez; «Vigilância da Baía», Seth Gordon; «O Maior Homem do Espectáculo», Michael Gracey; «DeadPool 2», David Leitch; «Três Cartazes à Saída de Ebbing, Missouri», Martin McDonagh; «300 - Erguer de um Império», Noam Murro; «Honra dos Prizzi», John Huston; «O Juiz», David Dobkin; «O Filme Emoji», Tony Leondis; «A Forma da Água», Guillermo del Toro; «As Runaways», Floria Sigismondi; «A Montanha Entre Nós», Hany Abu-Assad; «Missão Impossível - Queda», Christopher McQuarrie; «A Caminhada», Robert Zemeckis.
E ainda...: «Flechas Quebradas - As Bombas Perdidas da Guerra Fria», (documentário de) Thierry Piantanida e Thierry Ragobert; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «Memórias da Chapelaria Porfírio» (Museu Municipal) + exposição «Alverca e a aviação (1918-2018)» + conferências «100 anos de aeronáutica militar em Alverca (Luís Barbosa)», «Viagens aéreas históricas com partida de Alverca (Vasco Callixto)», «O hangar do balão em Alverca (Jorge Lima Basto)» e «Gago Coutinho, almirante com alma de tenente (Rui Costa Pinto)» (Núcleo Museológico de Alverca); Museu do Neo-Realismo - exposição «Cosmo/Política # 2 - Conflito e Unidade» + exposição de fotografia de Emiliano Dantas «Entre o mato e a roça»; União das Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz - «Portugal no Mundo de Afonso de Albuquerque»/«Conversas com História»; Associação Épica/Junta de Freguesia do Lumiar - colóquio «República Irreal & Fantástica»; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «"As Mil e Uma Noites" em Portugal» + exposição «A fábrica de sonhos - Os primeiros 25 anos da Agência Portuguesa de Revistas (1948-1973)» + mostra «O azulejo português no livro» + mostra «O "nosso" Prémio - 20 anos do Nobel de José Saramago» + mostra «Irmãs Bronte - 200 anos» + mostra «João Rui de Sousa - 90 anos»; Galeria Valbom - exposição «Manta 90/40 - 90 anos de vida/40 anos da edição das "Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar"»; Biblioteca Palácio Galveias - exposição «Cardoso Pires por Eduardo Gageiro» + lançamento do livro «Contos Eróticos do Velho Testamento» de Deana Barroqueiro, com apresentação de Maria Helena Trindade Lopes (/Planeta Editora); «Castle» - primeiro e último episódios; FNAC - exposição de fotografias de João Henriques «School Affairs» (Vasco da Gama).
quarta-feira, dezembro 12, 2018
Outros: Contra o AO90 (Parte 16)
«Nunca como hoje Portugal correu o risco de perder a sua identidade», «Grupo (mais um) que avalia o impacto do AO90 é para valer ou é outra farsa?», «O meu manifesto contra o falso acordo ortográfico/1990», «Estamos todos muito cansados da idiotice que grassa em Portugal na questão da língua», «Sabem o que ando a fazer no que respeita ao AO90?», «Novíssima carta aberta ao senhor Presidente da República Portuguesa», «Não existe lei alguma que obrigue um professor a ensinar Português segundo a cartilha brasileira nas escolas portuguesas», «AO90 – Desvinculação proposta pelo PCP rejeitada pelo PS, PSD, CDS e BE», «Recessão da língua portuguesa só em Portugal», «Sugestão politicamente correcta para se acabar de vez com a mixórdia ortográfica em Portugal», «A cegueira dos acordistas», «Uma das maiores ignorâncias dos acordistas é pretenderem comparar o AO90 com as anteriores reformas ortográficas», «O que fazer quando um orientador de curso força um aluno a escrever segundo o AO90?», «Anedota do dia – Santos Silva diz que a uniformização da ortografia preserva a coerência da língua», «Cimeira da CPLP em Cabo Verde foi uma monumental fantochada protagonizada por fantoches ao serviço de interesses ocultos», «Mais um parecer jurídico que aponta a inconstitucionalidade do AO90», «Estas são as vozes audíveis que gritam contra a extinção da língua portuguesa», «Já não há pachorra para as ignorâncias dos acordistas», «Carta à UNESCO pela salvaguarda da Língua Portuguesa como Património Cultural Imaterial» (com Francisco João da
Silva), «Carta aberta aos professores de língua portuguesa e aos seus sindicatos» e «Porquê sete países lusófonos têm de se submeter à grafia brasileira?», Isabel A. Ferreira; «Vê-se», «O fato roto da EMEL», «Sabem, sabem, e é o que se vê», «Faziam falta os Dez Mil» e «A brincar, a brincar», Helder
Guégués; «4379 cidadãos para a Língua Portuguesa», «O vocabulário da diferença», «Um último Zenão», «O Estado da Nação Ortográfica», «Assine a Iniciativa Legislativa de idadãos», «Notas de apreço (1, 2, 3, 4, 5)» e «Polícia manda fechar “banca” da ILC-AO na Feira do Livro do Porto», Rui Valente; «Sai uma espetada para o senhor espetador», «Acabará em excessão a correção da conceção?», «Estes silêncios que tanto nos “afetam”», «Ortografices ao correr da pena», «Surdos dos olhos, cegos dos ouvidos», «Olhe que não, senhor ministro…»,
«Foi-se o “all aboard”, ficou a “deceção”», «As bibliotecas já estão a arder?»,
«Ficou a Academia, foi-se o bom senso», «Afinal Ricardo Araújo Pereira tinha razão», «A bondade linguística e o cadáver adiado», «Ascensão e queda dos pontinhos voadores», «Os meados do mês não são os miados do gato» e «Ideias com fífias e músicas sem elas», Nuno Pacheco; «Pequenas escolhas do dia-a-dia»,
Hermínia Castro; «Sobre o Acordo Ortográfico de 1990», «Um acto de resistência»
e «Dignidade», Maria do Carmo Vieira; «Idadismo», Joaquim Alexandre Rodrigues; «Admirável
Língua Nova (5, 6, 7, 8, 9)», Manuel Matos Monteiro; «Para o bailinho, sff», «Por esse fato», «O Acordo Ortográfico de 1990 explicado por um jogador do Benfica»,
«Mentiras ortográficas», «Greve dos ferroviários para 90% dos comboios?», «Ronaldo, o “elbow” e o Egipto», «Os agentes da ortografia», «Dúvidas legítimas da Fenprof», «Espalhafatos e coisinhas assim», «Não há ortografia», «Contra o Orçamento do Estado para 2019» e «Sem acção, isto é, atuado», Francisco Miguel
Valada; «Países “atrasados” onde farmácia escreve-se “ainda” com PH», «Recesso, já!», «Uma oportunidade perdida», «”Um elefante sentado no meio da sala”»,
«Romper a cortina de silêncio», «FAQ AO90 (1, 2, 3, 4, 5, 6)», «As variações da
mentira (1, 2, 3, 4)», «Ah, então está bem», «Manual de Patranhas», «Fronteiras 31», «Afinal nAO!» e «11 – Não discutirás com idiotas», João Pedro Graça; «Resistência
activa ao aborto ortográfico (128, 129, 130, 131, 132, 133)», «A tontice do (des)acordo»,
«Calinada “cultural”» e «Pensamento da semana», Pedro Correia; «O fato do senhor deputado» e «Acordo Ortográfico – O verbo obrigado a imitar uma preposição»,
António Fernando Nabais; «Coisas que dão (ou deviam dar) que pensar…» e
«Consolida, filho, consolida», Ana Cristina Leonardo; «O Acordo Mortográfico na AR», António Bagão Félix; «Assine a etição», José Diogo Quintela; «Acordo ortográfico regressa ao Parlamento» e «Pactos de regime», António Duarte; «Hoje comemora-se o Dia da Língua Materna», Luís Afonso; «Assim se vê a força do PC»,
José Pimentel Teixeira; «Lost in translation» e «Uma decisão para lamentar»,
Luís Menezes Leitão; «A “novilíngua” portuguesa?», Mário Cunha Reis; «Acordo ortográfico sim, mas o antigo!», Joaquim Jorge; «Este país partido ao meio pela própria língua», Alexandra Lucas Coelho; «Podemos e devemos reagir!», Luís de
Matos; «O ministro da Cultura e o AO/90», Carlos Fernandes; «Os agentes políticos e o (des)acordo ortográfico», Manuel Simões; «Língua Portuguesa, diversidade sim, uniformidade não!», Rafael Dias; «Este atrofio ortográfico de 1990», Luís Filipe Pimentel Costa; «Cem palavras» e «Notas finais sobre a Feira do Livro do Porto 2018», Olga Rodrigues; «A língua e a comunidade» e «O “acordo” que ninguém quer», Viriato Teles; «Em defesa da ortografia (2, 3, 4)»,
João Esperança Barroca; «Coisas do aborto ortográfico», João Roque Dias; «A falta de tacto dos contatos», João Vacas; «Fui sempre contra o acordo ortográfico», António Conceição; «Acordo Arquitetográfico», Pedro Piedade
Marques; «Da língua geral ao ridículo total», Miguel Sousa Tavares. (Também no MILhafre.)
sexta-feira, novembro 30, 2018
Orientação: Sobre o (bom) nome, no Público
A partir de hoje, no sítio na Internet
do jornal Público, está o meu artigo «Restaurar o (bom) nome», escrito
especialmente para mais uma celebração, amanhã, do 1º de Dezembro, dia feriado
em que se assinala a Restauração da Independência.
Um excerto: «O golpe de Estado de 5 de Outubro de 1910,
precedido, dois anos antes, por um duplo homicídio, cujas vítimas foram
“apenas” o chefe de Estado e o seu sucessor, pôs fim a uma democracia – ao
nível das que então existiam em outros países – e instaurou uma ditadura. Hoje,
a “democracia” que supostamente vigora - cuja constituição que a sustenta nunca
foi referendada e, logo, legitimada, ao contrário do que aconteceu em Espanha –
permitiu a acumulação de casos de (alegados) “crimes de colarinho branco” (o de José Sócrates é sem dúvida o pior, mas
bastantes existem) e a falência do Estado (induzida por... José Sócrates, e por
outros que entretanto voltaram a ser ministros), e nem oferece garantias de
protecção aos cidadãos».
Este
artigo marca também o meu regresso às páginas (por enquanto, só electrónicas)
do Público, quase dois anos depois, e igualmente após um muito surpreendente e
desagradável episódio de censura, que motivou, aliás, uma tripla queixa da
minha parte. Porém, e entretanto, uma nova Direcção daquele jornal foi nomeada,
pelo que o diferendo estará, espero, superado. (Também no MILhafre.)
domingo, novembro 25, 2018
Observação: Os primeiros em Holanda
Recebeu uma especial atenção – e mereceu
um considerável apoio académico e institucional (note-se, neste aspecto, a
existência de três comissões, de honra, científica e executiva) – a realização
do congresso internacional «Francisco de Holanda (1517/18-1584) – Arte e Teoria no Renascimento Europeu», realizado em Lisboa no final desta semana que passou,
a 22 e 23 de Novembro n(a sala polivalente do Centro de Arte Moderna d)a
Fundação Calouste Gulbenkian, e a 24 n(o anfiteatro d)a Biblioteca Nacional de
Portugal…
… Embora tenham sido os membros e os
convidados do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e do Movimento
Internacional Lusófono, após proposta minha, os que primeiro celebraram, no ano
passado, a vida e a obra daquele grande artista português do século XVI, e, em
especial e mais concretamente, o 500º aniversário do seu nascimento, através do
colóquio «Francisco de Holanda (1517-2017) – Pintura e Pensamento», decorrido a
4 de Dezembro também na BNP. O «atraso» da outra iniciativa deve-se, aparentemente,
à convicção da sua principal responsável de que o autor de «Da Fábrica que
Falece à Cidade de Lisboa» nasceu em 1518 e não no ano anterior – uma convicção
que, pelo menos até ao momento, não encontra qualquer confirmação nas fontes
documentais disponíveis.
É de salientar que a(maioria da)s
comunicações apresentadas no nosso colóquio já estão publicadas - no Nº 22 da revista Nova Águia, correspondente ao segundo semestre de 2018. (Também no MILhafre.)
quarta-feira, outubro 24, 2018
Ocorrência: Homenagear António de Macedo
A 14 de Outubro último (isto é, duas
semanas depois da data inicialmente prevista), terceiro e último dia do Fórum
Fantástico 2018, procedeu-se ao anúncio do vencedor (da primeira edição) do Prémio António de Macedo, instituído pela Editorial Divergência, e que foi atribuído
a Pedro Lucas Martins, que esteve presente na Biblioteca Orlando Ribeiro em
Lisboa, pela sua obra (romance inédito, e que deverá ser editado em resultado deste
triunfo) «As Sombras de Lázaro». Tal galardão foi, e é, possível, porque aquela
editora publicou o último romance do saudoso cineasta, escritor e investigador,
«Lovesenda, ou o Enigma das Oito Portas de Cristal». Por sua vez, tal
publicação foi possível porque eu sugeri a António de Macedo que enviasse e
propusesse aquele seu livro para a editora fundada por Pedro Cipriano…
… O que constituíu, no fundo, uma
consequência, um prolongamento como que «natural» do acompanhamento e do apoio que,
na associação Simetria, demos à Divergência praticamente desde o seu início.
Também por isso, quando decidi (tentar) organizar e publicar uma antologia
colectiva de contos de Ficção Científica & Fantástico – a minha terceira,
depois de «A República Nunca Existiu!» e de «Mensageiros das Estrelas» - mas
agora com a característica principal de esses contos serem em Inglês como forma
de divulgar mais e melhor no estrangeiro a FC & F nacional, foi à
Divergência que apresentei, em Dezembro de 2017, a respectiva proposta, que
desde logo lhe mereceu a aprovação. Em Abril último fiz o primeiro anúncio deste projecto, apontando o Outono deste ano como momento desejável e provável
de concretização…
… Mas porém, e infelizmente, tal não vai
acontecer. Principalmente, mas não só, porque nem todos os autores convidados
entregaram em tempo útil os seus textos, e ainda porque, sendo uma pequena
empresa com compreensíveis limitações financeiras, a Divergência presentemente
não tem capacidade para alargar abruptamente o seu catálogo, tendo sido dado
prioridade neste final de ano ao lançamento de obras previamente aprovadas,
tais como «Tudo Isto Existe», de João Ventura, e «O Resto é Paisagem»,
antologia coordenada por Luís Filipe Silva. Foi também por isso que não estive
presente, ao contrário do que chegou a estar previsto, no FF2018, mais
concretamente no dia 13 de Outubro e no painel dedicado às actividades da
Divergência e da Convergência – na apresentação do programa deste ano, feito na FNAC Chiado em 22 de Setembro, João Morales referiu precisamente o meu nome
duas vezes, uma quanto à minha participação no colóquio «República Irreal & Fantástica», que se efectivou, e outra quanto à minha participação no Fórum,
que não se efectivou.
Enfim,
quanto à antologia de contos em Inglês por autores portugueses, posso adiantar que
actualmente estão prontos (depois de recebidos, aprovados e revistos) 11 (nos quais se inclui um meu, à semelhança de «A República…» e de
«Mensageiros…»), e estava prevista a
«chegada» de pelo menos mais dois. Não existe neste momento qualquer (nova)
data apontada para a sua publicação. Se e quando existirem mais novidades, de
preferência positivas, sobre o desenvolvimento deste projecto, elas serão
dadas. Sempre com o pensamento de que a sua concretização será mais uma forma
de dignamente, honradamente, homenagear António de Macedo. (Também no Simetria.)
segunda-feira, outubro 01, 2018
Orientação: SS com 650!
Hoje
celebra-se mais um Dia Mundial da Música, o que significa também, no sítio
da Simetria, a publicação de uma nova edição do projecto Simetria Sonora.
E, tal como em edições anteriores, a esta grande lista foram adicionados 50
discos por mim considerados de ficção científica e de fantástico: são agora
650. Ilustra a de 2018 a imagem da capa de «Mistérios e Maravilhas», dos
(portugueses) Tantra, lançado originalmente em 1978 – ou seja, há 40 anos. A
ouvir… e a descobrir. Tudo, e sempre!
sábado, setembro 29, 2018
Ocorrência: Albuquerque no muro
Hoje, em Alhandra, Afonso de Albuquerque foi duplamente evocado e homenageado na sua terra natal, numa iniciativa da Junta de Freguesia daquela vila ribatejana: primeiro, através de inauguração de
uma pintura mural; depois, através da realização de uma conferência.
A obra, denominada «Portugal no Mundo de Afonso de Albuquerque», está situada na Rua Augusto Marcelino Chamusco (perto
do rio Tejo) e é o resultado do trabalho criativo do artista Vile (Rodrigo
Nunes). Porém, comporta também uma placa com um texto que, a pedido de Mário Cantiga, Presidente da JFA, eu redigi, e que inclui um excerto de uma
carta do grande conquistador ao Rei D. Manuel I: «Afonso de Albuquerque/Alhandra, 1453 - Goa,
1515/Soldado, marinheiro, diplomata, Vice-Rei da Índia/”Terrível”, “Marte Português”, “Leão dos
Mares”, “César do Oriente”/”... Apontar os perigos contínuos da guerra e
percalços dela (...), andar nesse mar pegado em uma tábua; e se atrás quisesse
tornar, revolvendo os anos passados, que passam de trinta e oito que comecei de
tomar armas, sempre me acharia em todos os trabalhos e serviços do Reino...”»
A conferência, intitulada «Conversas com
a História», que teve lugar na sede da CURPIFA-Comissão Unitária de
Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Alhandra (Rua Miguel Bombarda,
32), teve como oradores convidados Luísa Timóteo, da Associação Coração em Malaca, e Luís Farinha Franco, da
Biblioteca Nacional de Portugal; ambos já haviam participado no
colóquio «Afonso de Albuquerque, 500 anos depois – Memória e Materialidade»,
iniciativa por mim concebida e co-organizada, realizada em Dezembro de 2015 na
BNP, no Palácio da Independência e no Arquivo Nacional Torre do Tombo.
Este evento local, que decorreu sob o
lema «Partilhar memórias», teve contudo um enquadramento nacional e mesmo
internacional, dado pelas Jornadas Europeias do Património, que decorreram em
Portugal e no Velho Continente neste fim-de-semana de 28, 29 e 30 de Setembro,
e isto quando 2018 foi designado «Ano Europeu do Património Cultural». (Também no Albuquerque500 e no MILhafre.)
terça-feira, setembro 25, 2018
Oráculo: Sobre a República (ir)real, em Lisboa
No próximo dia 5 de Outubro, a partir
das 16 horas, estarei presente, a convite da associação Épica (a mesma que
organiza anualmente o Fórum Fantástico), no colóquio «República Irreal & Fantástica», que terá lugar no Pólo de Telheiras da Junta de Freguesia do Lumiar, situado na Rua Prof. Francisco Gentil, 33, em Lisboa.
Rogério
Ribeiro dará início ao evento com «Uma introdução à história alternativa lusófona».
Seguir-se-á o painel «A dinastia da imaginação», em que, além de mim, que falarei principalmente,
obviamente, da antologia colectiva de contos «A República Nunca Existiu!», que
concebi, organizei, em que participei e que foi editada em 2008, aquando do centenário do Regicídio, intervirão também José Navarro de Andrade, autor de
«Derradeiro Suspiro Real», e Ana da Silveira Moura (AMP Rodriguez), uma das dinamizadoras do projecto
«Wine Punk». Depois, será a vez do painel «Entre utopias e distopias, estamos tramados?»,
com as colaborações de António Ladeira (este por vídeo-conferência), Joana
Bértholo, Jorge Martins Rosa e Luís Filipe Silva. A iniciativa terminará com
«Que a música comece!», em que João Morales apresentará uma «selecção de temas
adequados à discussão em torno de repúblicas e monarquias».
Os organizadores apresentam o «RI&F» como um «pré-evento»
do Fórum Fantástico «dedicado a história alternativa, aconselhável a
republicanos e monárquicos, utopistas e distopistas». E a outros,
evidentemente. (Também no MILhafre e no Simetria.)
(Adenda - Nas páginas de Facebook do Fórum Fantástico e de João Morales foram colocados registos - com fotografias - da realização do encontro.)
(Adenda - Nas páginas de Facebook do Fórum Fantástico e de João Morales foram colocados registos - com fotografias - da realização do encontro.)
sexta-feira, agosto 31, 2018
Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2018
A literatura: «Uma Mão Cheia de Nada, Outra de Coisa Nenhuma», Irene Lisboa; «O Muro», Jean-Paul Sartre; «Portugal em Sade, Sade em Portugal, seguido de O "Affaire Sade" de Lisboa», Aníbal Fernandes e Pedro Piedade Marques; «Homem-Morcego - O Cavaleiro Escuro - Raça Mestre», Frank Miller (com Andy Kubert, Brian Azzarello e Klaus Janson); «Uma Vez que Tudo se Perdeu», Pedro Mexia; «Quidditch Através dos Tempos», J. K. Rowling (sob o pseudónimo Kennilworthy Whisp); «A Viagem do Elefante», José Saramago; «O simulacro», Lavie Tidhar; «O amaldiçoado de Ish-tar», Artur de Carvalho.
A música: «Mundo Pequenino», Deolinda; «NBC TV Special», Elvis Presley; «In The Court Of The Crimson King», King Crimson; «Moondance», Van Morrison; «Muswell Hillbillies», Kinks; «Close To The Edge», Yes; «2001 Odisseia No Chaço», Ena Pá 2000; «Chariots Of Fire», Vangelis; «A Pagan Place», Waterboys; «Infected», The The; «Substance», New Order; «Broadway The Hard Way», Frank Zappa; «Inéditos 1967-1999», José Mário Branco; «Frampton Comes Alive!», Peter Frampton; «The Head On The Door», Cure; «Ray Of Light», Madonna; «Encore», Eminem; «Love Yourself - Her», BTS; «Direito Ao Deserto», Xutos & Pontapés; «Damn The Torpedoes», Tom Petty & The Heartbreakers; «Mule Variations», Tom Waits; «Petrushka/Le Sacre Du Printemps», Igor Stravinsky (pela Orquestra Sinfónica de Detroit dirigida por Antal Dorati); «1. Sinfonie "Titan"», Gustav Mahler (pela Orquestra Sinfónica de Chicago dirigida por Georg Solti).
O cinema: «Princesa Mononoke», Hayao Miyazaki; «Jogo de Ender», Gavin Hood; «Corredor de Lâmina 2049», Denis Villeneuve; «Centurião», Neil Marshall; «Super 8» e «Guerra das Estrelas - A Força Desperta», J. J. Abrams; «Liga da Justiça», Zack Snyder; «O Guarda-Costas do Assassino», Patrick Hughes; «Desprezível Eu 3», Kyle Balda e Pierre Coffin; «No Coração do Mar», Ron Howard; «A Grande Beleza», Paolo Sorrentino; «A Fábrica de Nada», Pedro Pinho; «47 Ronin», Carl Rinsch; «As Aventuras Extraordinárias de Adèle Blanc-Sec» e «Valerian e a Cidade dos Mil Planetas», Luc Besson; «Thor - Ragnarok», Taika Waititi; «Jumanji - Bem-Vindos à Selva», Jake Kasdan; «Rei Artur - Lenda da Espada», Guy Ritchie; «Mirando os Comboios 2», Danny Boyle; «A Grande Muralha», Zhang Yimou; «O Bebé Patrão», Tom McGrath; «Guerra das Estrelas - O Último Jedi», Rian Johnson; «Credo do Assassino», Justin Kurzel; «Cinquenta Tons de Grey», Sam Taylor-Johnson; «Transformadores - O Último Cavaleiro», Michael Bay; «Elementos Escondidos», Theodore Melfi; «A Cidade Perdida de Z», James Gray.
E ainda...: Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «O universo dos livros cartoneros» + exposição «A três vinténs - 100 anos de fascículos de aventuras em Portugal» + exposição «Augusto Abelaira e o continuum narrativo» + mostra «200 anos de liberalismo em Portugal/O Sinédrio - conspiração maçónica» + mostra «Vitorino Magalhães Godinho (1918-2011) - A pensar e a querer agir, uma vida exemplar» + mostra «A. Campos Matos - 90 anos» + mostra «Vianna da Motta (1868-1948) - Non sine altera»; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «Alverca vista do ar» + conferência «Arquitecturas e narrativas da água no século XVIII» com Maria Alexandra Gago da Câmara (Núcleo Museológico de Alverca); Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - 88ª Feira do Livro de Lisboa; FNAC - exposição colectiva de fotografias «Retratos do Cante» (Vasco da Gama); Associação de Condóminos do Lote 398 (Olivais, Lisboa) - Sessão sobre «Língua Portuguesa» com José Fernando Tavares e Renato Epifânio; Everything Is New/Ozzy Osbourne - «No More Tours II» - Altice Arena, 2018/7/2 (primeira parte, Judas Priest); «Extinct», (vídeo musical dos) Moonspell; Câmara Municipal de Loulé/Galeria de Arte da Praça do Mar de Quarteira - exposição «Evidências - Pintura e Escultura» de Daniel Vieira e Hermínio Pinto + exposição «Do Abstracto ao Figurativo» de Henrique Silva, Marisa Patrício e Martins Leal; Sport TV/ReporTV - «O renascido do Ribatejo», (reportagem de) Filipe Lopes Gonçalves.
sexta-feira, agosto 10, 2018
Observação: Para quando o «livro do Obamatório»?
Provavelmente (muit)os que têm lido o meu blog Obamatório ao longo dos últimos quase dez anos fizeram pelo menos uma vez a seguinte pergunta, nem que fosse em pensamento a eles próprios: «será que Octávio dos Santos pensa algum dia fazer um livro a partir dos textos que ele escreve e publica neste seu blog?»
A resposta a essa (eventual) pergunta é «sim». Desde que iniciei o Obamatório sempre foi um objectivo construir um livro com base na selecção, adaptação e revisão daqueles que eu consideraria os melhores textos colocados naquele espaço. O «quando» fazer isso também logo me pareceu óbvio: quando Barack Obama deixasse de ser presidente dos Estados Unidos da América. Tive esperança de que tal acontecesse em 2013; porém, e infelizmente, foram mais quatro anos. Assim, só concluí a elaboração desta minha obra em Julho de 2017 – sim, há pouco mais de um ano.
Não vou divulgar aqui e agora o título que lhe dei, mas vou transcrever a sinopse que escrevi e que constitui igualmente o texto de contracapa: «Depois da eleição presidencial nos Estados Unidos da América realizada no dia 8 de Novembro de 2016, muitas pessoas em todo o Mundo, incluindo Portugal, terão formulado diversas variantes da seguinte pergunta: “O que correu mal nestes anos de Barack Obama para que o povo americano votasse numa mudança tão radical, e entregasse o mais alto cargo da nação a alguém tão ‘sinistro’ como Donald Trump?” Na verdade, muita coisa correu mal, a presidência do Sr. Hussein não constituiu um sucesso, e foi por isso que, precisamente, grande parte do povo americano – incluindo em (dezenas de) condados e em Estados que em 2008 e em 2012 haviam dado a vitória ao marido de Michelle – votou numa “mudança tão radical”. Além de que Hillary Clinton era, efectivamente, uma alternativa pior do que o milionário novaiorquino. Durante oito anos, entre 2009 e 2017, os mesmos dos dois mandatos do 44º presidente dos EUA, Octávio dos Santos, escritor e jornalista premiado, relatou, no seu blog Obamatório, os factos desagradáveis – insultos, incompetências, erros, escândalos – que marcaram a actuação de Barack Hussein Obama e da sua administração… e que a generalidade da comunicação social portuguesa, mas não só, omitiu, desvalorizou, e/ou, até, sobre os quais pura e simplesmente mentiu. Agora, reunido neste livro, está o melhor - ou, talvez mais correctamente, o “pior” - desse demorado e dedicado trabalho de observação, recolha, selecção, análise e opinião. Leia, e enumere os “episódios” aqui relatados, tanto os hediondos como os hilariantes, de que tinha conhecimento antes de virar as páginas precedentes… e provavelmente terá uma surpresa!»
Nos cerca de doze meses que entretanto decorreram já propus o livro para publicação a seis editoras… e todas recusaram. A primeira disse «não» ainda antes de eu ter o livro concluído e de a sinopse estar pronta – apenas lhes enviei uma primeira selecção, incompleta e provisória, dos textos a incluir; foi a Contraponto. A seguir, contactei as duas editoras que lançaram em 2016 (antes de 8 de Novembro) livros cuja principal premissa, e previsão, era a de que Hillary Clinton iria vencer a eleição presidencial e tornar-se a primeira mulher presidente dos EUA – algo a que eu já fizera referência então; portanto, tanto à PrimeBooks, que editou «Nunca é Tarde Para Ganhar», como à Tinta da China, que editou «Administração Hillary», apresentei o meu livro, que assenta em factos confirmáveis e não em adivinhações pouco menos do que astrológicas… mas ambas rejeitaram-no. Depois, tentei uma editora que já lançara (em 2006) um livro (co-)escrito por mim, «Os Novos Descobrimentos»; no entanto, na Almedina, disse-me uma pessoa que trabalha naquele grupo editorial, «infelizmente não houve consenso quanto à publicação (do meu livro) por uma questão temática sobretudo, e não obstante o facto de estar extremamente bem escrito» (já o sabia, mas é sempre bom que outros o confirmem ;-)); mas houve lá quem preferisse gastar (muito mais) dinheiro na aquisição dos direitos, na tradução e na publicação (em pouco mais de um mês) de «Fogo e Fúria – Dentro da Casa Branca de Donald Trump», de Michael Wolff – alguém que confessou que o seu trabalho «nada tem a ver com a verdade». Posteriormente experimentei a Matéria-Prima, mas esta alegou que o seu plano editorial (para este ano?) já estava fechado – e de lá não responderam à minha pergunta subsequente sobre se o meu livro seria considerado depois de o plano editorial ser reaberto. Enfim, dirigi-me à Gradiva depois de saber que aquela publicara (em Junho último) «Os Anos Trump – O Mundo em Transe», de Eduardo Paz Ferreira (marido de Francisca Van Dunem, actual Ministra da Justiça), para quem DJT constitui uma «ameaça à civilização»; a réplica, todavia, uma vez mais negativa, veio no (para mim) tempo recorde de 15 horas (!), tendo o próprio Guilherme Valente depois me comunicado – e admitido – que não leram nem iriam ler o meu livro (além, suponho, da sinopse)… por não o terem considerado «adequado à programação».
Por tudo isto se confirma que em Portugal – e não apenas, claro, no que se refere a perspectivas sobre a política dos EUA – no sector editorial se verificam praticamente os mesmos níveis de discriminação, preconceito e desinformação que se registam no da comunicação social. Alguém que trabalha naquele e que o conhece bem deu-me a seguinte explicação, a sua «leitura» da situação: «por mau que tenha sido o mandato de Obama, e para a grande maioria das pessoas não foi, o que se lhe está a seguir torna-o, aos olhos das pessoas, bom. É aquela velha máxima de que "atrás de mim virá quem de mim bom fará". Não sei se a evolução dos acontecimentos futuros tornará a realidade como uma oportunidade para lançar no mercado um livro com as características do seu. Neste momento, não avalio como bom o momento que vivemos, pelo excesso de livros relacionados com Obama e até com Trump, pela reacção dos compradores, pela impopularidade de Trump que ajuda a valorizar Obama e pela dificuldade de passar para fora o conceito de um livro que desfaz o ex-presidente.» Talvez seja o que explica também porque é que Bernardo Pires de Lima, que co-escreveu (com Raquel Vaz-Pinto) «Administração Hillary», e Germano Almeida, que escreveu «Nunca é Tarde para Ganhar», não só não foram sancionados, penalizados, por arrogantemente, e com a incompetente, irresponsável cumplicidade das suas editoras, se terem armado em «profetas», como continuam a ser convidados e a participar frequentemente como comentadores, «especialistas», em vários canais de rádio e de televisão – aliás, o criador do blog (há dois anos inactivo) Casa Branca, porque, aparentemente, há uma «escassez» de analistas, tem, «coitado», de às 21.30 de um dia estar na RTP e às 7 do dia seguinte na SIC para dar os seus (nada credíveis) «bitaites» e depois de escrever e de publicar artigos nos sítios da TVI e da RTP, pouco tempo assim lhe restando para dedicar à sua actividade profissional alegadamente principal, a de jornalista desportivo com enfoque no futebol (aliás, actualmente trabalha na FPF)!
É também porque eu me «indigno» com inaceitáveis «abusos» como este que, ao longo dos anos, e com alguma regularidade (a última vez que o fiz foi no mês passado), fui oferecendo a minha colaboração, propondo os meus serviços enquanto comentador sobre os EUA a diversos órgãos de comunicação social… e nunca recebi respostas (positivas). Poderá esta situação mudar se e quando o «livro do Obamatório» for publicado? Será melhor eu esperar sentado… ;-) (Também no Obamatório.)
Nos cerca de doze meses que entretanto decorreram já propus o livro para publicação a seis editoras… e todas recusaram. A primeira disse «não» ainda antes de eu ter o livro concluído e de a sinopse estar pronta – apenas lhes enviei uma primeira selecção, incompleta e provisória, dos textos a incluir; foi a Contraponto. A seguir, contactei as duas editoras que lançaram em 2016 (antes de 8 de Novembro) livros cuja principal premissa, e previsão, era a de que Hillary Clinton iria vencer a eleição presidencial e tornar-se a primeira mulher presidente dos EUA – algo a que eu já fizera referência então; portanto, tanto à PrimeBooks, que editou «Nunca é Tarde Para Ganhar», como à Tinta da China, que editou «Administração Hillary», apresentei o meu livro, que assenta em factos confirmáveis e não em adivinhações pouco menos do que astrológicas… mas ambas rejeitaram-no. Depois, tentei uma editora que já lançara (em 2006) um livro (co-)escrito por mim, «Os Novos Descobrimentos»; no entanto, na Almedina, disse-me uma pessoa que trabalha naquele grupo editorial, «infelizmente não houve consenso quanto à publicação (do meu livro) por uma questão temática sobretudo, e não obstante o facto de estar extremamente bem escrito» (já o sabia, mas é sempre bom que outros o confirmem ;-)); mas houve lá quem preferisse gastar (muito mais) dinheiro na aquisição dos direitos, na tradução e na publicação (em pouco mais de um mês) de «Fogo e Fúria – Dentro da Casa Branca de Donald Trump», de Michael Wolff – alguém que confessou que o seu trabalho «nada tem a ver com a verdade». Posteriormente experimentei a Matéria-Prima, mas esta alegou que o seu plano editorial (para este ano?) já estava fechado – e de lá não responderam à minha pergunta subsequente sobre se o meu livro seria considerado depois de o plano editorial ser reaberto. Enfim, dirigi-me à Gradiva depois de saber que aquela publicara (em Junho último) «Os Anos Trump – O Mundo em Transe», de Eduardo Paz Ferreira (marido de Francisca Van Dunem, actual Ministra da Justiça), para quem DJT constitui uma «ameaça à civilização»; a réplica, todavia, uma vez mais negativa, veio no (para mim) tempo recorde de 15 horas (!), tendo o próprio Guilherme Valente depois me comunicado – e admitido – que não leram nem iriam ler o meu livro (além, suponho, da sinopse)… por não o terem considerado «adequado à programação».
Por tudo isto se confirma que em Portugal – e não apenas, claro, no que se refere a perspectivas sobre a política dos EUA – no sector editorial se verificam praticamente os mesmos níveis de discriminação, preconceito e desinformação que se registam no da comunicação social. Alguém que trabalha naquele e que o conhece bem deu-me a seguinte explicação, a sua «leitura» da situação: «por mau que tenha sido o mandato de Obama, e para a grande maioria das pessoas não foi, o que se lhe está a seguir torna-o, aos olhos das pessoas, bom. É aquela velha máxima de que "atrás de mim virá quem de mim bom fará". Não sei se a evolução dos acontecimentos futuros tornará a realidade como uma oportunidade para lançar no mercado um livro com as características do seu. Neste momento, não avalio como bom o momento que vivemos, pelo excesso de livros relacionados com Obama e até com Trump, pela reacção dos compradores, pela impopularidade de Trump que ajuda a valorizar Obama e pela dificuldade de passar para fora o conceito de um livro que desfaz o ex-presidente.» Talvez seja o que explica também porque é que Bernardo Pires de Lima, que co-escreveu (com Raquel Vaz-Pinto) «Administração Hillary», e Germano Almeida, que escreveu «Nunca é Tarde para Ganhar», não só não foram sancionados, penalizados, por arrogantemente, e com a incompetente, irresponsável cumplicidade das suas editoras, se terem armado em «profetas», como continuam a ser convidados e a participar frequentemente como comentadores, «especialistas», em vários canais de rádio e de televisão – aliás, o criador do blog (há dois anos inactivo) Casa Branca, porque, aparentemente, há uma «escassez» de analistas, tem, «coitado», de às 21.30 de um dia estar na RTP e às 7 do dia seguinte na SIC para dar os seus (nada credíveis) «bitaites» e depois de escrever e de publicar artigos nos sítios da TVI e da RTP, pouco tempo assim lhe restando para dedicar à sua actividade profissional alegadamente principal, a de jornalista desportivo com enfoque no futebol (aliás, actualmente trabalha na FPF)!
É também porque eu me «indigno» com inaceitáveis «abusos» como este que, ao longo dos anos, e com alguma regularidade (a última vez que o fiz foi no mês passado), fui oferecendo a minha colaboração, propondo os meus serviços enquanto comentador sobre os EUA a diversos órgãos de comunicação social… e nunca recebi respostas (positivas). Poderá esta situação mudar se e quando o «livro do Obamatório» for publicado? Será melhor eu esperar sentado… ;-) (Também no Obamatório.)
domingo, julho 15, 2018
Observação: Afinal, não são
No meu texto aqui publicado no passado dia 14 de Junho, e em que referi e comentei o artigo então saído no Público sobre a atribuição do Prémio José Mariano Gago, promovido pela Sociedade
Portuguesa de Autores, a uma obra da qual um dos seus co-autores era também
membro do júri daquele, fiz notar que naquele momento não havia indícios de que «este caso de “compadrio cultural”, de
atropelo à ética, de “promiscuidade professoral”» iria «ter consequências, mais
concretamente, e obviamente, (algumas) demissões».
Na verdade,
e não surpreendentemente, essas demissões (até agora) não aconteceram. José Jorge
Letria, a quem apelei que cancelasse a entrega do Prémio José Mariano Gago,
continua como presidente da Direcção da SPA; Rui Vieira Nery, que, na prática,
atribuiu a si próprio aquele prémio, continua como presidente da mesa da
Assembleia Geral da SPA, e não consta que entretanto tenha sofrido quaisquer
sanções por parte de outras instituições a que está ligado, como a Universidade Nova
de Lisboa e a Fundação Calouste Gulbenkian; o mesmo acontece com Carlos
Fiolhais e José Eduardo Franco, supostos «vencedores» do prémio enquanto
coordenadores principais da colecção «Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa», o
primeiro relativamente à Universidade de Coimbra, à Fundação Francisco Manuel
dos Santos e à Gradiva, e o segundo relativamente à Universidade de Lisboa e à Universidade
Aberta.
Talvez
mais significativo, e tanto quanto pude apurar, nenhum dos protagonistas deste
lamentável caso se pronunciou publicamente sobre o mesmo e/ou o artigo no
Público a ele referente, com excepção de Rui Vieira Nery e apenas em declarações
prestadas ao jornalista Rodrigo Nogueira. Da parte do responsável máximo da SPA, nenhuma reacção,
nenhum comentário ao Prémio José Mariano Gago após a sua «atribuição». O silêncio
sobre este assunto tem sido também constante por parte de Carlos Fiolhais e de
José Eduardo Franco, como se pode constatar nas páginas de Facebook de um e de
outro. Porém, o mutismo, quanto a este assunto, do professor, investigador e
divulgador de Física torna-se ainda mais intenso e mais incómodo quando se
considera a sua constante intervenção mediática, em especial no Público, do qual é cronista regular (!), e no De Rerum Natura, do qual é co-fundador e um
dos mais prolíficos colaboradores. Naquele blog, precisamente, tentei pela
segunda vez entrar em contacto com ele sobre o «caso SPA»: no primeiro post que Fiolhais publicou após a saída do artigo de Nogueira, inseri, no espaço para
comentários, às 11.55 horas de 15 de Junho último, e, evidentemente,
devidamente identificado, a seguinte pergunta: «Por
quanto tempo mais vai manter o seu silêncio sobre a forma irregular (para não
usar uma expressão mais forte) com que, juntamente com José Eduardo Franco, “venceu”
o Prémio José Mariano Gago?» Previsivelmente, este meu comentário não foi
aprovado; no entanto, e curiosamente, CF não tem aparentemente qualquer
problema em autorizar comentários anónimos, até mesmo os que são algo ofensivos
para ele próprio, como por exemplo este, em contradição flagrante com os requisitos
explicitados no blog.
A primeira vez que tentei entrar em
contacto com Carlos Fiolhais sobre o «caso SPA» foi, claro, através da mensagem
de correio electrónico que lhe enviei a 23 de Maio último, ou seja, no dia
seguinte ao da entrega do prémio, e mencionada no artigo do Público. Divulgo agora, pela primeira vez, excertos da mesma: «(…) Infelizmente, esta minha mensagem não
tem como objectivo felicitar-vos. Pelo contrário, serve para (vos) sugerir que,
assim que for possível, anunciem a recusa do prémio e devolvam os componentes
do mesmo, isto é, o troféu e o valor pecuniário de 2500 euros. Porquê? Porque o
prémio vos foi atribuído indevidamente, e até irregularmente: um dos membros do
júri - Rui Vieira Nery - é também um dos autores-colaboradores da colecção,
sendo o coordenador do volume 20, designado “Primeiros Tratados de Música”.
Obviamente, é - ou deve(ria) ser - um critério, e exigência, fundamental de
qualquer prémio ou concurso que nunca um membro do júri seja igualmente
participante do mesmo, directa ou indirectamente. (…) Porquê esperar pelo
desenrolar - e, eventualmente, avolumar - de um processo que muito
provavelmente se tornará embaraçoso? Confio que o senhor e o Prof. José Eduardo
Franco, que creio serem homens de honra, tomarão a atitude correcta, e rapidamente.»
Afinal, a atitude correcta não foi tomada, nem rápida nem demoradamente;
afinal, não são homens de honra. E o que falta em honra sobra em hipocrisia: talvez
para atenuar a cumplicidade, e até a culpabilidade, na elaboração de um
«monumento» - em 30 volumes! – a essa ofensiva (porque, efectivamente, ofende)
neo-fascista, neo-colonialista, ridícula, inútil, ilegal e prejudicial contra a
cultura que é o «acordo ortográfico de 1990», Carlos Fiolhais lá vai divulgando
de vez em quando, no De Rerum Natura, indivíduos e iniciativas contra aquele.
Que não se pense, contudo, que este
«caso SPA», esta autêntica fraude intelectual perpetrada contra a ciência, contra
outros eventuais e reais concorrentes (para além de mim e do meu livro «Nautas»), e, mais grave ainda, contra
o nome e a memória de José Mariano Gago, é um «incidente» isolado. Não será
mais do que um «elo da cadeia», do que uma demonstração, entre muitas, de um «padrão».
Com efeito, pouco depois da publicação do artigo no Público, fiquei a saber que,
em Janeiro último, Rui Vieira Nery recebeu o Prémio Universidade de Coimbra 2018, atribuído por um júri do qual fazia parte… Carlos Fiolhais. Que interessante!
Que mais poderá haver por aí à espera de ser (re)descoberto? (Também no MILhafre.)
quinta-feira, junho 14, 2018
Ocorrência: Fraude na SPA
No jornal Público foi ontem publicado
electronicamente, e hoje na edição (Nº 10281, página 32) em papel, o artigo (e notícia) «Rui Vieira Nery premiou como júri obra de que é um dos coordenadores», escrito por Rodrigo
Nogueira.
Este é um facto do qual eu fui o
primeiro a tomar conhecimento… fora da Sociedade Portuguesa de Autores, cujos
principais (ir)responsáveis vieram a revelar-se cúmplices numa situação de
autêntica fraude intelectual, e privando-me, e ao meu livro «Nautas – O início da Sociedade da Informação em Portugal» (e, eventualmente, a outros autores e a
outras obras), de um prémio, com o nome de José Mariano Gago, já falecido e
saudoso professor, investigador e ministro, nesta capacidade tendo dado início,
em meados da década de 90, a um processo, a um projecto, de modernização
tecnológica do país, do Estado e da sociedade civil, corporizado no «Livro
Verde para a Sociedade da Informação em Portugal», editado em 1997, e que,
precisamente, constituiu o pretexto e o ponto de partida para a minha carreira
enquanto jornalista especializado em tecnologias da informação e da comunicação.
Reuni os que considero serem os melhores textos dessa carreira num volume
publicado no ano passado, quando se assinalou o 20º aniversário do «Livro Verde…».
Custaria a acreditar que um livro feito
por causa de José Mariano Gago, e em homenagem (explícita) a José Mariano Gago,
não vencesse a primeira edição de um prémio com o nome de José Mariano Gago,
com o objectivo declarado de «ser atribuído ao autor português do melhor livro de divulgação científica publicado no ano anterior». Porém, infelizmente e até
escandalosamente, foi isso mesmo o que aconteceu. Para o artigo do Público dei o
meu depoimento e, deste, excertos são citados, resumindo correctamente o que
sucedeu desde 22 de Maio último: a minha surpresa após saber qual tinha sido a obra «vencedora», considerando as suas características, incluindo em especial o
estar «escrita» em sujeição ao AO90; a minha ainda maior surpresa ao descobrir,
quase por acaso, que um dos membros do júri era também um dos co-autores da
obra – veja-se, e confirme-se, quem coordena(rá) o volume Nº 20 daquela; o meu contacto
junto da SPA, com conhecimento do Presidente da Direcção daquela, José Jorge
Letria, apelando a que a entrega do prémio fosse cancelada, o que não aconteceu; a minha mensagem a Carlos Fiolhais (que, enquanto director da
colecção «Ciência Aberta» da Gradiva, recusou publicar o meu livro «Nautas»
naquela editora, isto depois de se ter queixado, no seu livro «A Ciência em
Portugal», de que faltavam obras escritas por jornalistas de ciência)
sugerindo-lhe, e a José Eduardo Franco, que renunciassem ao prémio, e da qual, significativamente, não recebi resposta.
No momento em que escrevo e publico este
relato não há indícios de que este caso de «compadrio cultural», de atropelo à
ética, de «promiscuidade professoral», vá ter consequências, mais
concretamente, e obviamente, (algumas) demissões. Afinal, é tão só mais um
exemplo de como neste país certas pessoas sentem ter a autoridade e a
impunidade para fazerem o que, como e quando querem, não obedecendo a regras ou
adoptando regras diferentes para elas próprias. No entanto, e apesar de
particularmente grave, este «incidente» com a SPA não constitui o único exemplo
recente, e em que eu estou de algum modo envolvido, de prémios literários organizados e/ou atribuídos de forma duvidosa. Antes, mas já igualmente neste
ano de 2018, (um júri nomeado pel)a Associação Portuguesa de Escritores
concedeu o seu Prémio de Crónica e Dispersos Literários, não a «Nautas» mas sim a «A Alma Vagueante» de Mário Cláudio… que, por «coincidência» e curiosamente, é igualmente presidente da mesa da assembleia geral da APE! Todavia,
aqui houve um regulamento, divulgado publicamente, que indicava claramente como
(única?) incompatibilidade a de membros do júri não poderem ser autores
concorrentes ao prémio. Contudo, será isso suficiente para afastar as
suspeitas? (Também no MILhafre. Referência no Apartado 53.)
terça-feira, junho 12, 2018
Oráculo: Falar da Lusofonia nos Olivais
No próximo dia 16 de Junho (sábado), a
partir das 16 horas, estarei presente em Lisboa, n(a sala de convívio para
condóminos, localizada na cave, d)o edifício Lote 398, situado na Rua Cidade de
Bissau, junto à estação de metropolitano dos Olivais, para uma «tarde cultural», uma mesa-redonda que tem a língua portuguesa e a Lusofonia como temas de debate. A minha comunicação inicial será sobre o «acordo ortográfico
de 1990» (que não está em vigor); intervirão também Renato Epifânio, sobre «Da
Razão Atlântica à Razão Lusófona», e José Fernando Tavares, sobre «Avaliação
Crítica do Ensino de Português». Esta é uma iniciativa com o apoio do Movimento
Internacional Lusófono e da revista Nova Águia.
domingo, maio 20, 2018
Orientação: Os meus livros na biblioteca do ISCTE
No passado dia 24 de Abril, aquando de
uma audiência com a actual reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues,
entreguei exemplares de dois dos meus mais recentes livros para serem
oferecidos à biblioteca da escola onde fiz a minha formação universitária (em
Sociologia): «Nautas – O início da Sociedade da Informação em Portugal», de
2017, e «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», de 2012. São já, pois,
três as obras da minha bibliografia que agora integram o acervo daquele espaço:
já lá estava «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre
História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», de 2006, escrito com Luís
Ferreira Lopes, e que inclui o artigo «Vozes pela Lusofonia – propostas de estratégia
para o “reencontro de culturas”», publicado pela primeira vez em 1994 na edição
Nº 15 da revista Finisterra, e que também consta, separadamente, dos materiais disponíveis
e referenciados.
segunda-feira, abril 30, 2018
Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2018
A literatura: «Ulisses», Maria Alberta Menéres; «A Europa e o Mar», Michel Mollat du Jourdin; «Cartas para El-Rei D. Manuel I», Afonso de Albuquerque; «Auto da Índia», Gil Vicente; «As Grandes Batalhas - Banzai! De Pearl Harbor a Hiroxima», Pierre Dupuis; «O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar», Yukio Mishima; «Senhor das Moscas», William Golding; «O Velho e o Mar», Ernest Hemingway; «A ilha», João Henriques; «Pena de papagaio», AMP Rodriguez.
A música: «Dois Selos E Um Carimbo», Deolinda; «Brotherhood Of The Snake», Testament; «Belus», Burzum; «Rage Against The Machine», Rage Against The Machine; «Heaven Upside Down», Marilyn Manson; «Fura Fura», José Afonso; «Kick Out The Jams», MC5; «Fire And Water», Free; «Van Halen», Van Halen; «If You Want Blood You've Got It», AC/DC; «Cairo», Táxi; «Porcupine», Echo & The Bunnymen; «Fisherman's Box - The Complete Fisherman's Blues Sessions 1986-88», Waterboys; «Republic», New Order; «Exciter», Depeche Mode; «À Flor Da Pele», UHF; «Moody Blue», Elvis Presley; «Tinsel Town Rebellion», Frank Zappa; «Popular Problems», Leonard Cohen; «Court And Spark», Joni Mitchell; «Popless», GNR; «Déjà Vu», Crosby, Stills, Nash & Young; «Let It Be», Beatles; «Live/Dead», Grateful Dead; «Goodbye», Cream; «Ao Vivo Na Antena 3», Xutos & Pontapés; «Water Music», George Frideric Handel (pela Orquestra Barroca de Amsterdão dirigida por Ton Koopman); «Tafelmusik», Georg Philip Telemann (pelo Ensemble Il Fondamento dirigido por Paul Dombrecht).
O cinema: «Homicida - Agente 47», Aleksander Bach; «La La Land», Damien Chazelle; «Guardiões da Galáxia, Vol. 2», James Gunn; «Beleza Colateral», David Frankel; «Trasgos», Mike Mitchell; «Piratas das Caraíbas - Homens Mortos Não Contam Histórias», Espen Sandberg e Joachim Ronning; «Larry Crowne», Tom Hanks; «Jason Bourne», Paul Greengrass; «Luar», Barry Jenkins; «Bolo de Camadas», Matthew Vaughn; «Júpiter Ascendendo», Andrew Wachowski e Laurence Wachowski; «Efeitos Secundários», Steven Soderbergh; «Ela», Paul Verhoeven; «Passageiros», Morten Tyldum; «Holofote», Tom McCarthy; «O Fundador», John Lee Hancock; «A Múmia», Alex Kurtzman; «Dunquerque», Christopher Nolan; «Suspiria», Dario Argento; «O Caminho de Volta», Peter Weir; «Capote», Bennett Miller; «Clube de Compradores de Dallas», Jean-Marc Vallée; «John Wick - Capítulo 2», Chad Stahelski; «Vergonha», Steve McQueen; «Alienígena - Covenant», Ridley Scott; «Loura Atómica», David Leitch; «A Duquesa», Saul Dibb; «Os Maias - Cenas da Vida Romântica», João Botelho; «Quem Está Batendo à Minha Porta», Martin Scorsese; «Mulher-Maravilha», Patty Jenkins; «Homem-Aranha - Regresso a Casa», Jon Watts; «A Mexicana», Gore Verbinski.
E ainda...: Museu do Neo-Realismo - exposição «Miúdos, a vida às mãos cheias - A infância do Neo-Realismo português» + exposição «Cosmo/Política # 1 - A sexta parte do Mundo»; Prémio de Jornalismo Cultural 2018 da Sociedade Portuguesa de Autores - Nuno Pacheco; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «O Tempo das Imagens II - Obra gráfica do Centro Português de Serigrafia» + exposição «MDM (1968-2018) - 50 anos - Mulheres fazendo História» + exposição «Letra perfeita e clara que se pode ler sem óculos - Nos 550 anos da morte de Gutenberg» + mostra «Frankenstein: 200 anos» + mostra «Nureyev no espólio de Alberto de Lacerda» + mostra «Saúde Natural em Portugal (Séculos XIX-XXI)» + mostra «A Biblioteca do Museu Português da Grande Guerra» + mostra «Tomás da Fonseca (1877-1968)» + mostra «José Francisco Arroyo (1818-1886)» + mostra «O Agora... é tudo o que temos - Constança Capdeville (1937-1992)» + mostra «Maria José Marinho: 90 anos»; FNAC - exposição de fotografias de Luís Preto «Maciço Antigo» (Chiado) + exposição de ilustrações (de vários autores) «Imagens que contam» (Vasco da Gama); ISCTE-IUL/Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas - conferência «Editoras e edições subversivas em ditadura: um exemplo de pluralismo limitado em regimes autoritários?» com Filipa Raimundo e Pedro Piedade Marques; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «CartoonXira 2018/Cartoons do ano 2017 + Desenhos Desordenados/Oscar Grillo» (Biblioteca Municipal de VFX/Fábrica das Palavras); Direcção-Geral da Administração da Justiça - exposição de pintura e cerâmica «Porque» de Luís Gonçalves e Sandra Trindade.
segunda-feira, abril 16, 2018
Oráculo: Nova antologia no Outono
Depois de «A República Nunca Existiu!»,
em 2008, e de «Mensageiros das Estrelas», em 2012, uma terceira antologia
colectiva de contos de ficção científica e fantasia por mim concebida e
organizada – e em que também participo – deverá ser publicada e apresentada
neste ano de 2018, mais concretamente no Outono. Porém, e ao contrário das
outras duas, todos os contos estarão escritos em Inglês: o seu objectivo é,
será, (contribuir para) divulgar a FC & F portuguesa no estrangeiro.
A Editorial Divergência aceitou, após
proposta minha feita ao seu director Pedro Cipriano em Dezembro último,
produzir e lançar este livro. Recordo que esta é a editora que recomendei ao
saudoso António de Macedo para a publicação daquele que viria a ser o seu
último romance, «Lovesenda ou o Enigma das Oito Portas de Cristal». Aliás, esta
ligação entre escritor e empresa persiste: no próximo mês deverá ser editada
uma póstuma colectânea de contos intitulada «O Terceiro Chega em Maio»; e foi
criado o Prémio António de Macedo, cuja primeira edição tem como data limite de
submissão de originais (de romances) o próximo dia 30 de Junho.
Entretanto, este meu novo projecto já
assegurou a colaboração de vários autores, tendo mais de metade deles já
enviado os seus textos. Assim que for justificável e oportuno serão divulgadas
mais informações relevantes com ele relacionadas. (Também no Simetria.)
quarta-feira, março 21, 2018
Ocorrência: «Nautas» em destaque…
…
Na Biblioteca Municipal de Alverca,
durante este mês de Março. O meu mais recente livro publicado está, desde o passado dia 1 e até ao próximo dia 31 (a não ser que entretanto tenha sido requisitado), num expositor, ornado com a designação
«Escritores cá da nossa terra», colocado à entrada daquela biblioteca – que,
aliás, tem uma «colecção» quase completa das minhas obras (no momento em que escrevo só faltam duas), por
mim oferecidas (e autografadas) à medida que foram saindo ao longo dos anos.
Agradeço à equipa da BMA a atenção e a distinção pela segunda vez – a primeira foi em Abril de 2016, e relativa a «Q – Poemas de uma Quimera». Este,
aliás, pode ser uma leitura apropriada hoje, Dia Mundial da Poesia; e, tal como
«Nautas», integra a crescente colecção de edições do Movimento Internacional Lusófono. (Adenda - Afinal, o período de «exposição» de «Nautas» na BMA foi prolongado até 31 de Maio, e poderá ainda prolongar-se...)
domingo, fevereiro 25, 2018
Outros: Que merecem ser divulgados…
… Mais
concretamente, alguns amigos e/ou colegas de profissão e/ou de «vocação», com
projectos recentes e/ou com presenças próximas em eventos interessantes e
relevantes, sempre de algum modo relacionados com a cultura.
Pedro Piedade Marques estará presente amanhã, 26 de Fevereiro, no
ISCTE-IUL (edifício II, piso 2, auditório B2-03-Ferreira de Almeida), em
Lisboa, para participar – juntamente com Filipa Raimundo e Daniel Melo, e entre
as 18 e as 20 horas – na conferência «Editoras
e edições subversivas em ditadura: Um exemplo do pluralismo limitado em regimes
autoritários?» Este é indubitavelmente um tema em que PPM está
particularmente à vontade, como o demonstra a sua autoria do livro «Editor Contra – Fernando
Ribeiro de Mello e a Afrodite» (publicado em 2015) e a sua co-autoria do
livro «Portugal em Sade,
Sade em Portugal, seguido de o “affaire Sade” em Lisboa» (publicado em 2017).
É sempre de relembrar e de realçar que o Pedro fez a capa, o desenho gráfico e/ou a paginação de três dos meus livros: «Poemas» de Alfred Tennyson, «Um Novo
Portugal – Ideias de, e para, um País» e «Mensageiros das Estrelas».
João
Barreiros estará presente sexta-feira, 3 de Março, a partir das 15 horas, na
Pensão Amor (Rua do Alecrim, 19), em Lisboa, para a primeira apresentação
do seu novo livro, intitulado «Crazy Equóides». O autor descreve a obra
como «uma space
opera comme il faut, cheia
daquele tipo de maldades que se impõem nestas situações, o primeiro de um ciclo
hipotético de outras novelas ao qual vou dar o nome genérico de “O Fim do
Exoceno”.» E garante que quer «todos e todas lá, no local combinado, com as
caudas a dar a dar, com o objectivo de assistirem aos momentos derradeiros de
uma espécie alienígena nada fofinha que vagamente se assemelha a centauros TS».
Parece… prometedor?
Deana Barroqueiro lançou o seu mais recente livro em Novembro de 2017: «1640», um romance que revisita a restauração da independência de Portugal pelas perspectivas mais ou menos ficcionadas de quatro figuras históricas da época – Brás Garcia Mascarenhas, Violante do Céu, Francisco Manuel de Melo e António Vieira. É uma obra grande também pelo número de páginas… 880, e todas «desacordizadas», o que é de enaltecer. Recorde-se que DB esteve presente, a meu convite, como oradora nos colóquios dedicados a Afonso de Albuquerque (em 2015) e, precisamente, a Francisco Manuel de Melo (em 2016), que eu concebi e co-organizei no âmbito do Movimento Internacional Lusófono.
Bruno Martins Soares criou um novo blog, Hyperjumping, tendo nele publicado o seu primeiro texto a 6 de Novembro último; é um espaço onde, em Inglês, ele dá as suas opiniões sobre literatura, cinema e televisão; representa como que um complemento, noutra língua, ao que ele tem feito no Simetria.
Deana Barroqueiro lançou o seu mais recente livro em Novembro de 2017: «1640», um romance que revisita a restauração da independência de Portugal pelas perspectivas mais ou menos ficcionadas de quatro figuras históricas da época – Brás Garcia Mascarenhas, Violante do Céu, Francisco Manuel de Melo e António Vieira. É uma obra grande também pelo número de páginas… 880, e todas «desacordizadas», o que é de enaltecer. Recorde-se que DB esteve presente, a meu convite, como oradora nos colóquios dedicados a Afonso de Albuquerque (em 2015) e, precisamente, a Francisco Manuel de Melo (em 2016), que eu concebi e co-organizei no âmbito do Movimento Internacional Lusófono.
Bruno Martins Soares criou um novo blog, Hyperjumping, tendo nele publicado o seu primeiro texto a 6 de Novembro último; é um espaço onde, em Inglês, ele dá as suas opiniões sobre literatura, cinema e televisão; representa como que um complemento, noutra língua, ao que ele tem feito no Simetria.
quinta-feira, fevereiro 01, 2018
Ocorrência: 10 anos «sem» República
Pode
custar a acreditar, mas é verdade: «A República Nunca Existiu!» foi editada há
uma década. A antologia colectiva de contos de história alternativa, que eu
concebi, organizei e em que participei, surgiu em Janeiro de 2008 também como
uma forma de assinalar o centenário do Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908. Um
facto… real, verdadeiro, mas infeliz, trágico, para o país, serviu de pretexto,
de mote, para a escrita de narrativas curtas que imaginaram um Portugal
diferente em que a Monarquia não só não foi derrubada como até se viu
reforçada.
Em termos de impacto mediático, «A República Nunca Existiu!» constituiu indubitavelmente, até agora, o meu projecto literário de maior sucesso. Sobre ele foram feitas referências, notícias, menções, alusões, na Bang!, Blitz, Diário de Notícias, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Jornal do Modelo (!), (a entretanto extinta revista) Os Meus Livros, Público, RTP (tanto rádio, pelo programa «À Volta dos Livros», em que fui entrevistado, como televisão, pelo (entretanto extinto) programa Câmara Clara), Sol, Tempo Livre e Visão. Fora da comunicação social tradicional, o livro foi também objecto de uma considerável cobertura blogosferérica, tendo sido citado no Almanaque Republicano, Bad Books Don’t Exist, Companhia dos Animais, Correio do Fantástico, Estante de Livros, Fórum Defesa, Innerspace, Muito Para Ler, Segredo dos Livros, Somos Portugueses, Tecnofantasia… e, obviamente, no Simetria. Posteriormente, viria a ter página própria no GoodReads. Mais importante e significativo, a antologia foi incluída no Uchronia, sítio agregador de obras de história alternativa em todo o Mundo, um feito que se ficou a dever a Gerson Lodi-Ribeiro, um dos 14 autores que participaram no livro e, na verdade, um dos seus inspiradores…
Em termos de impacto mediático, «A República Nunca Existiu!» constituiu indubitavelmente, até agora, o meu projecto literário de maior sucesso. Sobre ele foram feitas referências, notícias, menções, alusões, na Bang!, Blitz, Diário de Notícias, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Jornal do Modelo (!), (a entretanto extinta revista) Os Meus Livros, Público, RTP (tanto rádio, pelo programa «À Volta dos Livros», em que fui entrevistado, como televisão, pelo (entretanto extinto) programa Câmara Clara), Sol, Tempo Livre e Visão. Fora da comunicação social tradicional, o livro foi também objecto de uma considerável cobertura blogosferérica, tendo sido citado no Almanaque Republicano, Bad Books Don’t Exist, Companhia dos Animais, Correio do Fantástico, Estante de Livros, Fórum Defesa, Innerspace, Muito Para Ler, Segredo dos Livros, Somos Portugueses, Tecnofantasia… e, obviamente, no Simetria. Posteriormente, viria a ter página própria no GoodReads. Mais importante e significativo, a antologia foi incluída no Uchronia, sítio agregador de obras de história alternativa em todo o Mundo, um feito que se ficou a dever a Gerson Lodi-Ribeiro, um dos 14 autores que participaram no livro e, na verdade, um dos seus inspiradores…
… E o conceituado escritor
brasileiro de Ficção Científica e Fantasia voltou recentemente a abordar a
experiência de que, há dez anos, fez parte. Tal aconteceu no seu novo blog, Cenários Históricos Alternativos: «Nunca cogitara escrever uma narrativa de Império
Alternativo, até receber o convite para participar da antologia “A
República Nunca Existiu!” (2008). Desafio aceito, cumpria arbitrar
um ponto de divergência capaz de estabelecer um cenário histórico minimamente
plausível. Daí, a divergência do conto “Primos de Além-Mar” é a sobrevivência
de Pedro Afonso, filho de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina, que pereceu em
1850 aos dezoito meses de idade em nossa linha histórica. Mal saído da
adolescência, esse príncipe imperial se torna o grande herói da última fase da
Guerra do Paraguai, ao capturar Solano Lopez e trazê-lo vivo para cumprir pena
no Rio de Janeiro. Em 1908, a presença de Dom Pedro Henrique, filho de Dom
Pedro III do Brasil, em Lisboa frustra o atentado regicida contra a vida de Dom
Carlos, garantindo assim a permanência da Casa Bragança em tronos nas duas
margens do Atlântico. A (acção) desse conto se desenrola na década de
1930, época em que o rei de Portugal fugiu para o exílio no Império do Brasil,
quando seu país foi invadido pelas forças de Franco, apoiadas pela Alemanha
Nazista. A maior parte da narrativa se dá ao longo de uma caçada de onça
na região serrana nas cercanias da cidade de Petrópolis. Um análogo português
dos cenários de Impérios do Brasil Alternativos é a sobrevivência da monarquia
em Portugal até os dias de hoje. Organizada por Octávio dos Santos, a
recém-citada antologia temática “A República Nunca Existiu!” (2008)
reuniu algumas narrativas interessantes de Reinos de Portugal Alternativos. O
ponto de divergência é praticamente o mesmo nos nove trabalhos considerados
como Reinos de Portugal Alternativos: o regicídio de 1908 malogra e a monarquia
sobrevive no país.»
Era meu objectivo publicar
um segundo volume d’«A República Nunca Existiu!» em 2010, aquando do centenário
da implantação da República em Portugal. Porém, a Saída de Emergência, através
do seu fundador e editor principal, não cumpriu a palavra dada, não honrou a
promessa feita, não respeitou um contrato assinado. A «Parte 2» viria a sair,
enquanto um dos seus capítulos, em outra antologia colectiva de contos de FC
& F por mim concebida e organizada, «Mensageiros das Estrelas», lançada em
2012 pela Fronteira do Caos aquando da (e na) segunda edição do colóquio com o
mesmo nome, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entre
os autores que participaram na «sequela» destacou-se António de Macedo, a quem,
aliás, o livro de 2008 havia sido dedicado. (Também no MILhafre e no Simetria (aqui em versão alargada).)
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