sábado, abril 30, 2016

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2016

A literatura: «52 Métricas de Marketing e Vendas», Luís Bettencourt Moniz e Pedro Celeste; «Arte de "Guerra das Estrelas" - Conceito», Doug Chiang, Erik Tiemens, Joe Johnston, Ralph McQuarrie, Ryan Church, e outros; «Contos do Gin-Tonic» e «Novos Contos do Gin», Mário-Henrique Leiria; «Discussão», Jorge Luis Borges; «O Homem que Trazia Instruções, e Outras Estórias», Beatriz Pacheco Pereira; «Profetas e Profecias», Jean-Paul Bourre; «A Morte», Maria Filomena Mónica; «Vampirella Vive», Amanda Conner, Jimmy Palmiotti e Warren Ellis.
A música: «26 Classic Pop Hits» e «26 Country Hits», Tom Jones; «4» e «Agent Provocateur», Foreigner; «Every Good Boy Deserves Favour», Moody Blues; «To Be Kind», Swans; «Fado Português», Amália Rodrigues; «Never Mind The Bollocks, Here's The...», Sex Pistols; «Take It Satch!», Louis Armstrong & The All Stars; «It's Time For A Love Revolution», Lenny Kravitz; «Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81», Pink Floyd; «Il Trionfo d'Amore», Francisco António de Almeida (por Ana Quintans, Carlos Mena, Cátia Moreso, Fernando Guimarães, Joana Seara e João Fernandes, com Vozes Celestes e Os Músicos do Tejo sob direcção de Marcos Magalhães).
O cinema: «Casa Segura», Daniel Espinosa; «De Dentro Para Fora», Pete Docter; «Os Gatos Não Têm Vertigens», António Pedro de Vasconcelos; «Os Pinguins do Sr. Popper», Mark Waters; «Salvando o Sr. Banks», John Lee Hancock; «Terminador - GéneSis», Alan Taylor; «O Grão e a Tainha», Abdellatif Kechiche; «Homem do Rei - O Serviço Secreto», Matthew Vaughn; «Orgulho e Preconceito», Joe Wright; «Vingadores - Idade de Ultron», Joss Whedon; «Que Estranho Chamar-se Federico», Ettore Scola; «O Feiticeiro de Oz», Larry Semon; «Intocáveis», Eric Toledano e Olivier Nakache; «O Caçador de Recompensas», Andy Tennant; «Gravidade», Alfonso Cuarón; «Ted», Seth MacFarlane; «Maleficente», Robert Stromberg; «Beijo Beijo, Bang Bang», Shane Black; «Táxi», Tim Story; «A Dupla Vida de Verónica», Krzysztof Kieslowski; «Hannah Arendt», Margarethe Von Trotta; «Imperador», Peter Webber; «Orla do Amanhã», Doug Liman; «O Calor», Paul Feig; «Spectre», Sam Mendes; «O Mordomo», Lee Daniels; «Yvone Kane», Margarida Cardoso; «Atrás do Candelabro», Steven Soderbergh; «Fúria», David Ayer; «RoboCop», José Padilha; «Minha Mãe», Nanni Moretti.
E ainda...: «Lazarus», (vídeo musical de) David Bowie; «Our Return» (documentário sobre o regresso oficial da Porsche às 24 Horas de Le Mans); «O Sonhador de Oz - A História de L. Frank Baum» (telefilme), Jack Bender; Museu do Neo-Realismo - exposição «Manuel Guimarães, Sonhador Indómito» + exposição «Garcez da Silva - Percursos» + exposição «SemConsenso, Banda Desenhada, Ilustração e Política» + «Mostra de escultura do acervo do MNR»; FNAC - exposição de ilustrações «Viagem ao imaginário de "Eu Quero a Minha Cabeça!" e "Barriga da Baleia"» de António Jorge Gonçalves (Chiado) + exposição de fotografias (de vários autores) «Rock In Rio - 30 Anos» (Vasco da Gama); Plataforma de Associações da Sociedade Civil - «IV Congresso da Cidadania Lusófona - O Balanço da CPLP»; Biblioteca Nacional de Portugal - colóquio «Uma "insólita ofensiva de corrupção": nos 50 anos dos processos à Afrodite no Tribunal Plenário» com Pedro Piedade Marques, João Pedro George e João Paulo Guerra + exposição «O Tempo das Imagens: edições recentes do Centro Português de Serigrafia» + exposição «A circulação do Direito na Europa Medieval: manuscritos jurídicos europeus em bibliotecas portuguesas» + mostra «Os intelectuais portugueses e a guerra 1914-1918» + mostra «No Centenário da Cruzada das Mulheres Portuguesas» + mostra «80 anos d'O Mosquito» + mostra «Entre páginas, entre vidas: marcadores de livros (colecção de Lúcio Alcântara)»; «Black Dandy», (documentário de) Ariel Wizman e Laurent Lunetta; Centro Interpretativo do Parque das Nações/Pavilhão de Portugal - exposição «A Cidade Imaginada»; «Californicação» (sétima e última temporada, último episódio).

terça-feira, abril 26, 2016

Obrigado: Aos alunos e aos professores…

… Da Escola EBI do Bairro do Paraíso e da Escola EB1 Dr. Sousa Martins, ambas em Vila Franca de Xira e pertencentes ao Agrupamento de Escolas Professor Reynaldo dos Santos, que, respectivamente no passado dia 20 de Abril e hoje, 26, me receberam para me ouvir falar – e com eles conversar – sobre as causas, consequências e significados dos acontecimentos ocorridos no dia 25 de Abril de 1974. Tendo, naqueles dois estabelecimentos de ensino, estado perante crianças do 3º e do 4º anos de escolaridade, ou seja, com não mais do que 9 anos de vida, o meu ponto de partida foi o de que aquando da «Revolução dos Cravos» eu tinha exactamente aquela idade; e, embora privilegiando uma perspectiva nacional na abordagem daquele facto histórico, não deixei de incluir uma referência regional, concelhia... e até familiar, pessoal – a evocação dos irmãos Carlos e Octávio Pato, meus primos, originários de VFX, militantes do Partido Comunista Português, resistentes ao regime deposto em 1974/4/25, presos e torturados (e, no caso do primeiro, assassinado) pela PIDE. Enfim, aqui faço também um agradecimento especial a António José Fonseca, professor-bibliotecário do AEPRS, que me convidou.  

sexta-feira, abril 22, 2016

Outros: Contra o AO90 (Parte 13)

«Autores “infanto-juvenis”: colaboracionismo ortográfico?», Madalena Homem Cardoso; «Uma verdade que os leitores do Expresso não estão a ver», «Professores “da esquerda” e “muito arrogantes”?», «Back to the “fatos” e “contatos”», «O Acordo Ortográfico de 1990 e o sistema grafémico do português europeu», «Como se para um homem», «Havendo activos, há esperança», «Algumas reflexões acerca da fiscalização abstracta», «O New York Times e a falta de perspectiva», «”Piada com Sporting obriga Marisa Matias a retratar-se”», «Retrospectiva ortográfica», «Não há perspetiva comum», «Orçamento de Estado para 2016», «Afinal, havia outro», «O retrato oficial» e «Em “direção” ao futuro?», Francisco Miguel Valada; «O português devora-se a si mesmo», José Carlos Fernandes; «Resistindo ao desejo de gastar seis euros» e «Emudecendo consoantes», José António Abreu; «Treinador Octávio Machado muda de nome», «Há que não “compatuar” mas “convitamente”», «Descubra as diferenças», «”Project” é Inglês? Não interessa. Acordize-se!», «Proselitismo na sombra», «Tão subtil como uma marretada na cabeça», «A Wikipédjia lusôfuna», «Contrato de edição "ne varietur" (proposta)», «Academia de Lisboa versus Académie française», «A escola do caos», «Empate técnico», «Presidência “direta”», «Muhammad Saeed al-Sahhaf não está em vigor», «Como diz a outra», «Literatura, concursos, prémios, direitos de autor e AO90» e «cAOs na Presidência», João Pedro Graça; «”Acordo Ortográfico” discutido pela terceira vez em 25 anos» e «”AO”/90 – Um monumento de incompetência e ignorância», Ivo Miguel Barroso; «O Acordo Ortográfico e o ensino – Instantâneos do caos», «E novidades sobre o acordo ortográfico? Não há!» e «Pagamento da factura – A influência do AO90 na pronunciação», António Fernando Nabais; «O númerozinho» e «Ardeu a língua “passada dos carretos”?», Rui Valente; «António Costa deve ser julgado por crime de lesa-Pátria», João José Horta Nobre; «Academia e bom senso», «Tudo língua, tudo Coimbra», «Se fosse só três sílabas…», «Palmas para a Academia», «Ortografia é que não» e «A oitava revisão», Nuno Pacheco; «O órgão vital – O bolso», «Língua sacaneada», «Estrela de seis pontas», «A revelação da língua portuguesa» e «Bombeiros pirómanos», Olga Rodrigues; «Resistência activa ao aborto ortográfico (111, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 118) e «Presidenciais (32)», Pedro Correia; «Réu condenado a pena suspensa», Duarte Afonso; «Deixemos respirar livremente as ortografias nacionais», Artur Anselmo; «Ao(s) sábio(s) da “Real” Academia das Ciências de Lisboa», António Marques; «Quem te avisa teu amigo é» e «”Ne Varietur” – Crónica de uma publicação almejada», Graça Maciel Costa; «O acordo adormecido» e «E a montanha pariu um rato», Isabel Coutinho Monteiro; «Carta aberta a António Costa, primeiro-ministro de Portugal» e «AO/90 – “Fição” de alucinados ou português “koiné”?», Isabel A. Ferreira; «O “Acordo Ortográfico” de 1990 não está em vigor», «O AO90 não está em vigor em Estado nenhum», «O Presidente da República e o Acordo Ortográfico de 1990» e «A não vigência do Acordo Ortográfico de 1990», Carlos Fernandes; «Insólito» e «Insólito II», Edward d’Abreu; «O ”Acordo Ortográfico” de 1990 e as Presidenciais», Artur Magalhães Mateus; «Gentílico acreano deve integrar armas e brasões do Acre», Luísa Karlberg; «O apocalipse “apocalítico”», José Mário Silva; «O que alguns irmãos do Brasil pensam», José Ramos-Horta; «Carta aberta a Marcelo Rebelo de Sousa», Belmiro Narino; «Sofismas e outros “arenques vermelhos”», Cláudio Quintino Crow; «Achegas», Sérgio de Almeida Correia; «Como utilizar e odiar o Novo Acordo Ortográfico», Joana Costa; «Em defesa da língua portuguesa», José Manuel Araújo. (Também no MILhafre.)

sábado, abril 16, 2016

Orientação: Sobre «extremos», no Público

Na edição de hoje (Nº 9496) do jornal Público, e na página 52, está o meu artigo «Em extremos opostos da Europa». Um excerto: «Felizmente para a Europa, a situação nacional é, neste âmbito, um caso praticamente único. Vítima inevitável e inescapável da sua intrínseca falácia intelectual e da sua inerente falência moral (e material, muitas vezes também), a esquerda está em recuo, em retirada, em retracção, em retrocesso por todo o Velho Continente… E esse processo é mais visível e está mais completo para lá da linha Oder-Neisse, onde há um país que, politicamente, é como que um reflexo do nosso, um contraste total connosco.»
O conceito principal deste artigo já havia sido de certo modo abordado em comentários recentes que fiz a textos no blog Delito de Opinião. Um de Luís Menezes Leitão a 30 de Março último: «O feriado de 5 de Outubro foi bem abolido: comemora(va) um golpe de Estado perpetrado por uma minoria de fanáticos e de terroristas (regicidas, assassinos) que derrubou um regime democrático (pelos padrões da época, e em consonância com o que existia em outros países). Neste assunto Pedro Passos Coelho não mostrou “fanatismo” mas sim incompetência e inépcia. Além de que PSD e CDS poderão ser partidos ”estúpidos” - a manutenção do AO90, e não só, demonstra-o - mas não são de direita»..
… E outro de Pedro Correia a 8 de Abril último: «(…) Não me incluo naqueles que hoje consideram “quase exemplares” e que “entoam hossanas” as/às gerações de políticos/galeria de “estadistas” que se sucederam após o 25 de Abril, praticamente todos de esquerda. Elaboraram e aprovaram uma constituição que não precisou de esperar pelo seu 40º aniversário (que se “celebra” este ano) para se tornar obsoleta, quase “digna” do ex-COMECON, ofensiva e anti-democrática com o seu “abrir caminho para uma sociedade socialista” e a (obrigação de manter a) “forma republicana de governo”, de tal modo ideológica, programática e restritiva que tem condicionado, impedido, o verdadeiro desenvolvimento. Levaram o país à falência mais do que uma vez. Implementaram o “(des)acordo ortográfico”... É por isto e muito mais que eu sou monárquico e a favor de uma mudança de regime; do actual, da III República, muito pouco(s) se aproveita(ria)(m).»
Hoje, Dia Mundial da Voz, constitui uma ocasião ainda mais simbólica e significativa para se fazer ouvir aquela, mesmo que na forma escrita… mas correcta, evidentemente. (Também no MILhafre.) 

quinta-feira, abril 07, 2016

Ordem: Estou interessado e disponível…

… E não é de agora, para participar em festivais literários, em Portugal e no estrangeiro. Preferiria, obviamente, que as organizações desses festivais que eventualmente me convidassem custeassem as minhas despesas de transporte, alojamento e alimentação inerentes a essas participações, mas tal não seria indispensável para que eu considerasse e mesmo aceitasse, se não todas, pelo menos algumas delas.
Faço esta – séria, mas com um sorriso nos lábios - «declaração de interesses» na sequência da publicação do artigo «Para que(m) servem um Festival Literário?», de Joana Emídio Marques, publicado no jornal Observador no passado dia 20 de Março. Apesar de estar escrito em «acordês», justifica-se desta vez conter a repugnância pela forma devido à qualidade e à relevância do conteúdo: a jornalista decidiu compilar, listar, comparar, enfim, (tentar) sistematizar quais são os escritores nacionais mais solicitados para colaborar nos – já bastantes – festivais literários que são realizados regularmente (anualmente) em vários pontos do país. A conclusão principal? Existe um pequeno grupo de «habitués», de privilegiados, invariavelmente presentes nas sucessivas edições desses festivais, que retiram daí benefícios – se não financeiros, pelo menos (o que não é pouco) mediáticos, promocionais, de prestígio – do seu «estatuto» (oficioso) de «convidados permanentes».
Surpreendentemente (ou talvez não…), e tanto quanto pude apurar, não existiram até ao momento muitas e/ou significativas reacções públicas ao artigo… com excepção de (apenas) cinco comentários na sua respectiva página digital. Um deles, porém, especialmente significativo, é do escritor Pedro Garcia Rosado, que considera que o trabalho de investigação de Joana Emídio Marques «está bem feito e é um retrato bem sugestivo de uma actividade que parece não escapar à lógica portuguesa das “capelinhas” e dos bem nutridos egos dos seus membros.» Mais: «entre 2004 e 2014 tive 10 livros publicados, não em edição de autor mas sim por editoras reais (Temas e Debates/Círculo de Leitores, Asa e 20|20/TopSeller). Nunca fui convidado para ir a uma das iniciativas citadas no texto. Talvez por não pertencer a “famílias” como as que parecem habitar as várias iniciativas mas também, muito provavelmente, por escrever “thrillers”, ou “policiais”, literatura que em Portugal parece mal.» Na verdade, um muito maior grupo de escritores não tem tido acesso a estas iniciativas… a não ser como espectadores. E, precisamente, há (sub)géneros literários que pura e simplesmente não (e)s(t)ão representados nesses eventos. Não só o policial mas também, e principalmente, a ficção científica e fantástico, que, no meu artigo «A nostalgia da quimera», demonstrei ser o mais importante da história da literatura portuguesa.
Assim, e por tudo isto, eu «apelo», «desafio», (a)os promotores dos encontros de Belmonte, Bragança, Castelo Branco, Lourinhã, Matosinhos, Óbidos, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, entre outros: não hesitem em contactar-me! E, se quiserem, terei todo o gosto em sugerir outros nomes! ;-) (Também no MILhafre.)