quarta-feira, julho 08, 2026

Ocorrência: Apresentado, e agora depende de vocês

Tal como anunciado aqui, e ainda nos muitos convites que enviei atempadamente, decorreu no passado dia 3 de Julho, no El Corte Inglés de Lisboa, a (primeira) apresentação de «Discursos» de Abraham Lincoln, que seleccionei e traduzi; uma obra editada pela Alma dos Livros e que constitui o primeiro volume impresso em Português com textos escritos pelo 16º Presidente dos Estados Unidos da América. Além de para a AdL, que tornou esta ocasião possível, e para o ECI, que tão bem recebeu os que compareceram na sua sala de Âmbito Cultural, o meu – e o maior - «muito obrigado» vai para Miguel Morgado, que me honrou com o posfácio que escreveu para o «Discursos» e com a sua presença e a sua alocução, ao meu lado na mesa durante a apresentação. Entre os espectadores, e além da minha família imediata (esposa, três filhas, dois genros e uma neta), devo destacar Jonathan Nwosu, em representação da Embaixada dos EUA e do Embaixador John Arrigo, com quem conversei sobre o meu trabalho neste projecto, a minha admiração pelo «Honest Abe», a minha paixão pela grande nação do outro lado do Atlântico na véspera de ela celebrar o seu 250º aniversário...
... O que plenamente justificava os desejos de «parabéns» antecipados que então expressei ao diplomata. E, no dia seguinte, 4 de Julho, do Atlântico ao Pacífico, do Alaska ao Hawaii, os norte-americanos festejaram a sua pátria no seu principal dia feriado, tendo a Casa Branca e o Presidente Donald Trump assumido o papel e o protagonismo principais, algo aliás perfeitamente previsível e inevitável. Há que, porém, reconhecer que nem todos os norte-americanos sentem felicidade e orgulho em serem... norte-americanos. Refiro-me, obviamente, aos de esquerda, aos democratas, que, em especial desde 1976, aquando do bicentenário, sentem-se cada vez menos patrióticos, e há sondagens que o indicam. Essa atitude, esse «estado de espírito», agravou-se compreensivelmente desde 2016, quando DJT conquistou pela primeira vez a presidência, e, uma década depois, foram muitos os «burros», na política, nos media e no entretenimento, que se esforçaram para expelir os mais ofensivos e/ou os mais ridículos disparates a despeito das (sem dúvida saudáveis) exaltações nacionalistas: vejam-se, entre outros, os casos de Adelita Grijalva, Alicia Keys, Sunny Hostin, Chuck Todd, Jasmine Crockett, Kyle Kulinski, Nicholas Kristof, Robin Givhan e Zohran Mamdani. A repulsa, a rejeição da «stars and stripes» e dos seus significados representa, mais do que um «padrão», uma «tradição» dos democratas que vem da Guerra Civil, durante a qual eles optaram pela bandeira confederada; posteriormente, e além de queimarem regularmente o símbolo nacional, foi frequente marcharem com outros estandartes dificilmente consensuais como o arco-íris e o «palestiniano». Agora, compare-se, e contraste-se, as «birras» injustificadas destes esquerdistas «cidadãos», que não valorizam o que de positivo têm, com as reacções de surpresa, agrado e deslumbramento por parte de muitos estrangeiros de visita aos EUA, europeus e não só, para assistirem aos jogos do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026. Estrangeiros esses que se aperceberam, enfim, de que quase todos os órgãos de comunicação social dos seus países, e também a maior parte dos dirigentes políticos, lhes mentiram ao longo de anos e de décadas sobre a realidade da vida nos «States». E isto porque a América suscita (muita) inveja há 250 anos, como bem salientou Alberto Gonçalves.
A partir de hoje, 8 de Julho, «Discursos» de Abraham Lincoln está à venda em praticamente todos os espaços onde se vendem livros em Portugal, o mesmo é dizer, livrarias e grandes superfícies comerciais. Impelido por esta continuada celebração da independência, e depois de apresentado, agora depende de vocês, os leitores, proporcionarem a este trabalho o sucesso que ele eventualmente mereça. (Também no Obamatório.) 

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