Tal como
anunciado aqui, e ainda nos muitos convites que enviei atempadamente, decorreu no passado dia
3 de Julho, no El Corte Inglés de Lisboa, a (primeira) apresentação de
«Discursos» de Abraham Lincoln, que seleccionei e traduzi; uma obra editada
pela Alma dos Livros e que constitui o primeiro volume impresso em Português
com textos escritos pelo 16º Presidente dos Estados Unidos da América. Além de
para a AdL, que tornou esta ocasião possível, e para o ECI, que tão bem recebeu
os que compareceram na sua sala de Âmbito Cultural, o meu – e o maior - «muito
obrigado» vai para Miguel Morgado, que me honrou com o posfácio que escreveu
para o «Discursos» e com a sua presença e a sua alocução, ao meu lado na mesa
durante a apresentação. Entre os espectadores, e além da minha família imediata
(esposa, três filhas, dois genros e uma neta), devo destacar Jonathan Nwosu, em
representação da Embaixada dos EUA e do Embaixador John Arrigo, com quem
conversei sobre o meu trabalho neste projecto, a minha admiração pelo «Honest
Abe», a minha paixão pela grande nação do outro lado do Atlântico na véspera de
ela celebrar o seu 250º aniversário...
... O que
plenamente justificava os desejos de «parabéns» antecipados que então expressei
ao diplomata. E, no dia seguinte, 4 de Julho, do Atlântico ao Pacífico, do Alaska ao Hawaii, os norte-americanos festejaram a sua pátria no seu principal
dia feriado, tendo a Casa Branca e o Presidente Donald Trump assumido o papel e
o protagonismo principais, algo aliás perfeitamente previsível e inevitável. Há
que, porém, reconhecer que nem todos os norte-americanos sentem felicidade e
orgulho em serem... norte-americanos. Refiro-me, obviamente, aos de esquerda,
aos democratas, que, em especial desde 1976, aquando do bicentenário, sentem-se
cada vez menos patrióticos, e há sondagens que o indicam. Essa atitude, esse
«estado de espírito», agravou-se compreensivelmente desde 2016, quando DJT
conquistou pela primeira vez a presidência, e, uma década depois, foram muitos os
«burros», na política, nos media e no entretenimento, que se esforçaram para
expelir os mais ofensivos e/ou os mais ridículos disparates a despeito das (sem
dúvida saudáveis) exaltações nacionalistas: vejam-se, entre outros, os casos de
Adelita Grijalva, Alicia Keys, Sunny Hostin, Chuck Todd, Jasmine Crockett, Kyle Kulinski, Nicholas Kristof, Robin Givhan e Zohran Mamdani. A repulsa, a rejeição
da «stars and stripes» e dos seus significados representa, mais do que um «padrão»,
uma «tradição» dos democratas que vem da Guerra Civil, durante a qual eles optaram
pela bandeira confederada; posteriormente, e além de queimarem regularmente o
símbolo nacional, foi frequente marcharem com outros estandartes dificilmente
consensuais como o arco-íris e o «palestiniano». Agora, compare-se, e
contraste-se, as «birras» injustificadas destes esquerdistas «cidadãos», que
não valorizam o que de positivo têm, com as reacções de surpresa, agrado e deslumbramento
por parte de muitos estrangeiros de visita aos EUA, europeus e não só, para
assistirem aos jogos do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026. Estrangeiros esses
que se aperceberam, enfim, de que quase todos os órgãos de comunicação social
dos seus países, e também a maior parte dos dirigentes políticos, lhes mentiram
ao longo de anos e de décadas sobre a realidade da vida nos «States». E isto
porque a América suscita (muita) inveja há 250 anos, como bem salientou Alberto
Gonçalves.
A partir de hoje,
8 de Julho, «Discursos» de Abraham Lincoln está à venda em praticamente todos
os espaços onde se vendem livros em Portugal, o mesmo é dizer, livrarias e
grandes superfícies comerciais. Impelido por esta continuada celebração da independência,
e depois de apresentado, agora depende de vocês, os leitores, proporcionarem a este
trabalho o sucesso que ele eventualmente mereça. (Também no Obamatório.)
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