Terça-feira, Dezembro 15, 2009

Ocorrência: Mais um Prémio SI

Hoje, no Hotel Tivoli, foram anunciados os galardoados com os Prémios e Homenagens Sociedade da Informação, iniciativa anual promovida pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação.
No Prémio Editorial (de jornalismo) Sociedade da Informação, o distinguido foi... eu, pelo artigo «Humáquinas – A ciência e a tecnologia estão a criar novos corpos», publicado no ano passado (na sua versão integral) no sítio da Associação Simetria (uma primeira versão, reduzida, havia sido publicada, também em 2008, no jornal Público). É a quarta vez (terceira vitória) que sou distinguido no âmbito deste prémio: recordo que em 1998, 1999 e 2000 foram-me atribuídos, respectivamente, um primeiro lugar absoluto, uma menção honrosa e um co-primeiro lugar ex-aequo.
No Prémio Personalidade do Ano o distinguido foi Vasco Matos Trigo. E no Prémio Homenagem a uma Vida o distinguido foi Lourenço Fernandes.

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Obrigado: Aos que compareceram...

... À apresentação de «Poemas» de Alfred Tennyson, antes de ontem em Lagoa e hoje em Lisboa. No Algarve quero agradecer em especial a hospitalidade de Barbara Fellgiebel e de Fiona Perris, pela ALFA; na capital a de Helena Fernandes, pela BPCC – e ainda, muito em especial, a disponibilidade e a generosidade de Paulo Lowndes Marques, que me honrou com a sua presença e as suas palavras... sobre o livro, sobre o grande poeta inglês, sobre as relações anglo-portuguesas.

Orientação: MILhafre (2)

A partir de hoje está no MILhafre o meu texto «Casas portuguesas... sem certezas», a propósito de Almeida Garrett, da sua casa em Lisboa... e de outras residências notórias.

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Oráculo: «Poemas» em Lagoa e em Lisboa

O livro «Poemas» de Alfred Tennyson, numa tradução para português (a primeira publicada exclusiva deste autor) feita por mim, e numa edição da Saída de Emergência, vai ser apresentado na próxima semana em dois locais: Lagoa e Lisboa.
A 7 de Dezembro, segunda-feira, pelas 19.30 horas, a apresentação decorrerá no Convento de São José, em Lagoa, durante o encontro mensal da ALFA/Association of the Literary and Film Friends of the Algarve.
A 9 de Dezembro, quarta-feira, pelas 18.30 horas, a apresentação decorrerá na Câmara de Comércio Luso-Britânica, em Lisboa, e contará com a presença de Paulo Lowndes Marques, presidente da Sociedade Histórica Britânica de Portugal. (Convite também aqui e aqui. Divulgação também ali e acolá.)

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Orientação: blog MILhafre

A partir de hoje está no MILhafre (o «blogue do MIL, o fórum da Lusofonia», que vem complementar/desdobrar/substituir naquele âmbito o blog Nova Águia) o meu texto «“H” de Homem, “H” de Herói, ”H” de Henrique» - a propósito de Henrique Paiva Couceiro mas também com referências a Fernando Pessoa e, claro, a 1640.

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Outros: Livros de espantar

Com o Natal a aproximar-se será apropriado dar algumas sugestões de livros que amigos, conhecidos e «colegas» meus das áreas da FC & F escreveram e editaram recentemente. Para que as festas também tenham, como «prendas», espantos... e sustos!
Bruno Martins Soares, que comigo colaborou em «A República Nunca Existiu!», lançou (sob o pseudónimo Martin S. Braun) «Alex 9 – A Guardiã da Espada». Outro colaborador d’«A República...», João Seixas, organizou «Com a Cabeça na Lua».
David Soares tem não um mas sim dois livros novos - «Mucha» (com a ajuda de Mário Freitas e Osvaldo Medina) e «Brinca Comigo!» (ainda com as «aparições» de João Barreiros, João Ventura e Luís Filipe Silva). E Telmo Marçal tem «As Atribulações de Jacques Bonhomme» - o segundo livro de um autor português na colecção 1001 Mundos da Gailivro depois do meu «Espíritos das Luzes».
Começámos com um Bruno, terminamos com outro: Bruno Fonseca, que prossegue a sua «campanha» de divulgação... alternativa da sua obra «Fachoda – Contos de História Alternativa» - depois de recorrer ao suporte da Lulu, utiliza agora a estrutura da Biblioteca24x7 e até já está presente na Amazon!

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Orientação: Artigo na Blitz

Na edição de Dezembro de 2009 (Nº 42) da revista Blitz, e nas páginas 54 e 55, está o meu artigo «O homem por detrás do espelho» - sobre Marilyn Manson e as suas ligações ao cinema; nele também é feita uma referência à Simetria Sonora – por via da presença de MM na lista com todos os seus discos de originais. Comprem e leiam!

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Orientação: blog Simetria

Com o texto «”Avatar” de hoje a um mês!», publicado hoje, inicio uma nova fase na minha colaboração com a Associação Simetria, de que sou membro. Assim, e para além do projecto permanente Simetria Sonora, começado há três anos, a minha contribuição passará também pela inserção – mais ou menos regular – de breves apontamentos sobre factos e figuras, obras e autores relevantes nos domínios da ficção científica e do fantástico... e também, ocasionalmente, no domínio da ciência que se aproxima da ficção e da fantasia. E, tal como acontece com o Obamatório, não darei alertas imediatos e singulares das actualizações que faça – apenas (eventuais) alertas periódicos e plurais.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Obras: «Estados» (a propósito do Muro de Berlim)

Passam hoje 20 anos sobre a queda do Muro de Berlim. Ou, mais correctamente, sobre a autorização, dada pelas autoridades da então RDA aos seus cidadãos, de passagem da fronteira para a então RFA. Além do início da demolição do «muro da vergonha», esta data assinalou o começo do processo de reunificação da Alemanha, e, consequentemente, também do realinhamento e reformulação das relações e políticas europeias... e até mundiais.
Há duas décadas eu estava no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa a frequentar a licenciatura em Sociologia daquele instituto. E, curiosamente, tinha escolhido «Políticas Europeias Comuns» como uma das disciplinas optativas nesse ano lectivo de 1989/1990. Pelo que foi inevitável que o primeiro trabalho apresentado por mim, pensado e elaborado «em cima dos acontecimentos», tivesse, como tema, «As mudanças a Leste e a Comunidade Europeia».
Assim, e porque me parece oportuno e relevante este exercício de memória, deixo a seguir alguns excertos desse meu trabalho, que viria a integrar o livro (ainda não publicado) «Estados – Ensaios sobre Sistemas de Poder», que tem como autor, além de mim, o meu amigo (e colega no ISCTE) Rui Paulo Almas.

«(...) “Os países de Leste têm também raízes históricas europeias muito fortes para que estejam relegados para um plano de enquadramento comunitário demasiado remoto. Se a construção do mercado único entre os países da Europa Ocidental membros da Comunidade vier a implicar uma clivagem acrescida entre o comércio do novo mercado e os países de Leste, o desiderato da União Europeia fica fortemente prejudicado.”
As extraordinárias transformações ocorridas a Leste, impulsionadas pela “Perestroika” de Mikhail Gorbatchov e consideravelmente aceleradas após a queda do Muro de Berlim, só vieram confirmar a actualidade e a pertinência daquelas palavras. E vieram também relançar o debate sobre quais devem ser os principais objectivos da Comunidade Europeia. Mais: sobre o que deve ser a própria Comunidade Europeia. Na verdade, parece-nos que se tornou um pouco prematuro falar neste momento em “Políticas Comuns” antes de se (re)definir o que se entende por “Europeias”. Por isso mesmo nos parece também correcto afirmar que o debate cooperação/integração – que nos últimos tempos tinha sido substituído pelo debate integração/unificação – tem agora novas e melhores condições para se desenvolver... e uma maior legitimidade. (...)
Era mais ou menos este, numa síntese possível, o “estado das coisas” no interior da Comunidade Económica Europeia em finais de Outubro do ano passado. Porém, poucos dias depois, em 9 de Novembro de 1989 – uma data que ficará para a História – o Muro de Berlim cai. A partir de aqui, nada será como antes; e apesar de os acontecimentos a Leste não implicarem necessariamente, pelo menos de imediato, uma alteração profunda nos principais objectivos da Comunidade, eles vão todavia condicionar inevitável e decisivamente o timing e os modos da sua concretização. (...)
A Cimeira (extraordinária) de Paris de 18 de Novembro, que reuniu os chefes de Estado e de Governo dos países da Comunidade, constituiu a primeira tentativa de resposta concertada às mudanças aceleradas ocorridas nos países da Europa de Leste por parte dos Estados membros da CEE.(...)
Se já muito antes dos acontecimentos na Europa de Leste se duvidava da possibilidade da concretização efectiva do Acto Único em geral e do Mercado Interno em particular, depois da queda do Muro de Berlim as dúvidas avolumaram-se até um ponto em que é legítimo perguntar: faz hoje sentido continuar a insistir na união política da Europa?
Ao contrário do que afirmam, entre outros, François Mitterrand e Jacques Delors, as mudanças nos países de Leste não ocorreram devido principalmente ao facto de a CEE constituir um pólo de atracção, mas sim devido, essencialmente, ao movimento de reformas – a “Perestroika” - desencadeado pelo líder soviético Mikhail Gorbatchov, que permitiu a esses povos exigirem – e conseguirem – mais liberdade e mais democracia e, o que é mais importante, afirmarem a sua própria identidade nacional e cultural.
O que está a acontecer no Leste é a explosão – por vezes trágica – dos nacionalismos; ou seja, um fenómeno totalmente oposto à tendência que se está a tentar consolidar na Europa dos Doze. E apesar de os Estados membros do Comecon estarem agora a solicitar a ajuda dos Estados membros da CEE, não nos parece que isso signifique que aqueles desejam passar de um “federalismo” para outro. (...)»

(Efeméride referida igualmente no Esquinas (58).)

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Obras: “1984”

Eu deveria ter adivinhado...
Eu deveria ter calculado...
Bastava fazer as contas:
mil novecentos e oitenta e quatro, noves fora...
dá quatro.

Afinal, George Orwell estava enganado,
mas quatro cavaleiros apareceram
trazendo o meu apocalipse privado.

Eles deixaram sinais...
Eles deixaram avisos...
Porque antes levaram quatro imortais,
assim iniciando os choros e findando os risos.

António Variações, cantando, se calou.
Ary dos Santos, declamando, se parou.
Baptista Pereira, nadando, se secou.
Joaquim Agostinho, pedalando, se apeou.

E no desporto despontaram quatro memoráveis momentos desse ano:
derrotas deprimentes, ante italianos e franceses, do Porto e de Portugal;
três medalhas olímpicas, uma de ouro para Carlos Lopes, o nosso herói;
no Estoril regressou a Fórmula 1 e Niki Lauda foi, de novo, campeão mundial.

Mas esse Verão passou e com ele outra vida se desfolhou;
no Dia de Finados vi um carro funerário e pressenti que estava perto.
E a 4 de Novembro, às quatro da manhã, num quarto de um quarto andar,
o futuro surgiu branco como o lençol cobrindo quem nunca mais veria desperto.

Na música procurei alívio e ânimo para uma existência à beira da desistência.
Ouvi canções sobre liberdade, guiar, duas tribos, nascido nos Estados Unidos.
Eu sabia que era Natal, e a melhor prenda foi realmente o disco de um príncipe
que, qual feiticeiro, fez cair uma chuva púrpura que purificou os meus sentidos.


Poema (Nº 293) escrito em 2004 (a 4 de Novembro) e incluído no meu livro «Espelhos».

(Evocação também no Esquinas (57).)

Domingo, Novembro 01, 2009

Organização: «Lisboa 1755»... é para continuar!

Mais um ano que passa desde a grande tragédia do século XVIII, mais um ano que passa desde a destruição do Teatro Real do Paço da Ribeira... mais uma ocasião para informar sobre a situação do projecto que eu iniciei há cinco anos.
Como relatei aqui em Fevereiro, a recriação virtual da Ópera do Tejo evoluiu, expandiu-se – entretanto também com um sítio na Internet próprio – para a recriação virtual da Lisboa Pré-Terramoto 1755. Porém, o correspondente, e reformulado, projecto, denominado «Cidade e Espectáculo – Uma Visão da Lisboa Pré-Terramoto», apresentado à Fundação para a Ciência e Tecnologia no âmbito de um concurso de projectos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico, não foi, surpreendentemente, aprovado pelo respectivo júri. Ou seja, não nos foi concedido o (avultado mas justificado) financiamento que havia sido requerido, e que nos permitiria realizar um trabalho de ainda maior qualidade. No entanto, não está afastada a probabilidade de voltarmos a concorrer numa próxima edição do mesmo concurso.
Se a nível nacional a nossa iniciativa não está a ter todo o reconhecimento que merece, a nível internacional está a começar a deixar uma boa impressão: marcámos presença (a 12 de Setembro) em Viena no VSMM 2009 – 15ª Conferência Internacional sobre Sistemas Virtuais e Multimédia, e (a 21 de Setembro) em Varsóvia no Congresso Internacional sobre a Cultura do Barroco Espanhol e Ibero-Americano e o seu Contexto Europeu; para além disto, a Ópera do Tejo/Lisboa Pré-1755 é a base que possibilitou à – portuguesa e nossa associada – Beta Technologies desempenhar o papel principal no desenvolvimento da fase 3 do projecto Theatron.
Neste ano que passou surgiram igualmente novas informações, e especulações, de que, afinal, até podem ter subsistido partes – concretas, físicas! – da Ópera do Tejo. Uma hipótese extraordinária, inesperada, que, obviamente, iremos analisar atentamente.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Opções: Em Defesa da Reserva Agrícola Nacional

Assinei hoje a petição «Em Defesa da Reserva Agrícola Nacional». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei também no Esquinas (56).

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Organização: Simetria em renovação

A Simetria/Associação Portuguesa de Ficção Científica e de Fantástico teve a sua «base de operações», o seu «quartel-general», enfim, a sua sede, no Pavilhão do Dramático de Cascais. Porém, no início deste milénio, e além de outros motivos, a desactivação – e depois a demolição – daquele edifício implicou para a Simetria um período de dispersão (do seu material) e de inacção... até agora.
Em 2008 perguntei a Luísa Marques da Silva, minha colaboradora no livro «A República Nunca Existiu!» e professora e investigadora no Instituto Superior Técnico, se seria possível àquela instituição vir a albergar a associação. No final do ano passado a resposta tinha sido dada e era positiva: a biblioteca da Simetria – cerca de 5000 objectos, principalmente livros mas também revistas e vídeos – foi transferida para o pólo do IST no Taguspark, em Oeiras, onde pode ser acedida por qualquer discente, docente ou funcionário não docente do instituto - bem como, obviamente, pelos sócios da associação.
Este ano, e neste Outono, concluída a instalação, inicia-se uma nova fase no funcionamento da Simetria: foi já anunciado um concurso de mini-contos; e no próximo dia 19 de Outubro (segunda-feira), às 19 horas, na sala 0.32 do IST-Tagus, Luís Miguel Sequeira vai proferir uma conferência sobre o tema «Os direitos das inteligências artificiais», a que se seguirá um debate. Duas primeiras iniciativas do que se pretende que seja uma longa série, e que marcam - com o meu projecto Simetria Sonora - o retorno da Simetria ao primeiro plano do panorama da ficção científica e do fantástico em Portugal. (Informação dada também no Esquinas (55).)

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Outros: Alfred Tennyson no Get Real (outra vez)

Na edição de hoje (Nº 141) do jornal Get Real, e na página 29, está, na secção «Broaden your vocabulary», a minha tradução para português do poema «Crossing the Bar» de Alfred Tennyson. Com o título «Cruzando a barra», este é um dos 50 poemas que eu traduzi e que integram um livro que o grupo Saída de Emergência vai editar ainda este ano. É a segunda vez que este semanário gratuito em inglês, dirigido principalmente à comunidade britânica residente no Algarve, faz uma referência ao meu projecto sobre o grande autor inglês do século XIX – a primeira havia sido na edição 134, de 25 de Agosto.

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

Outros: «A República...» na RTP 2 (outra vez)

O livro «A República Nunca Existiu!» foi mencionado e mostrado no programa da RTP 2 «Sociedade Civil» emitido hoje (mesmo a acabar, antes dos créditos finais...) O tema foi, exactamente, «E se não tivesse existido República?», e os convidados de Fernanda Freitas foram António Reis, Inês Pedrosa, José Adelino Maltez e Rui Gomes Araújo. Este livro que eu concebi, organizei, e em que participei com mais 13 autores, editado pela Saída de Emergência em Janeiro de 2008 para assinalar o centenário do Regicídio, já havia sido no ano passado objecto de referência num outro programa do segundo canal da televisão pública: o «Câmara Clara».

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Orientação: Simetria Sonora (versão 4)

Hoje, Dia Mundial da Música, é pela quarta vez a data adequada para a apresentação da nova versão – a quarta, precisamente – da Simetria Sonora. Mais 50 títulos foram acrescentados, pelo que são agora 200 discos de FC & F! A ler... e a ouvir. (Informação dada também no Esquinas (54).)

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Orientação: Esquinas (53)

A partir de hoje está no Esquinas o meu texto «Sob a bandeira arco-íris», onde tento fazer uma reflexão bem humorada sobre a relevância da homossexualidade para os «republicanos, laicos e socialistas» portugueses.

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Organização: No CC do MIL

Por convite de Renato Epifânio, reiterado por Miguel Real, aceitei ser membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono. Esclareço, porém, que esta decisão não altera a minha posição – de oposição – ao Acordo Ortográfico.

Orientação: Obamatório (2)

Com o texto «A ponta de um ACORN», publicado hoje, o Obamatório atinge as 50 entradas. É um número especial num projecto especial, iniciado em Janeiro deste ano.
Devo constatar e mencionar que, no momento em que escrevo, ainda não há qualquer comentário deixado neste meu novo blog. O que não me surpreende nem me desanima: eu sei que o Obamatório é visto, lido, consultado... mas a muitas pessoas custa admitir que também «caíram na rede» da maior e mais espantosa campanha de desinformação e de demagogia de que há memória na história contemporânea. Em Portugal a responsabilidade por esse logro cabe quase por inteiro à quase generalidade dos órgãos de comunicação social, que, tanto antes como depois das eleições presidenciais americanas de 4 de Novembro de 2008, têm sistematicamente escondido, escolhido e/ou distorcido as informações que chegam dos EUA.
Para se aferir da utilidade do Obamatório basta cada um perguntar-se se soube de determinados casos, ou de algum aspecto fundamental dos mesmos, na imprensa, rádio e televisão nacionais. Exemplos? O aumento do défice. Biden, o Bobo. Os 150 mil empregos. Os 57 Estados. A confusão na saúde. A língua austríaca. Os problemas com os telepontos. As trapalhadas diplomáticas (Honduras, Irão, Reino Unido, Rússia). Vénias a muçulmanos. E muito mais...
Com o Obamatório tenho tentado demonstrar que a «Obamalândia» que é descrita por Victor Gonçalves na RTP (mas não só) não corresponde à realidade. Há assuntos muito mais importantes do que a limusina do Barack, o cão do Barack ou as férias do Barack. (Ocorrência registada também no Esquinas (52).)

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

Orientação: PCR (11)

A partir de hoje está no blog da Plataforma do Centenário da República uma referência a um texto de João Gonçalves – intitulado «Uma nova república contra cem anos desta» - no blog Portugal dos Pequeninos, no qual me pareceu oportuno deixar um comentário.

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Orientação: PCR (10)

A partir de hoje está também no blog da Plataforma do Centenário da República o meu artigo, publicado no jornal O Diabo no ano passado, em que anuncio quem «recebeu» o «Prémio Miguel de Vasconcelos 2008».

Domingo, Setembro 06, 2009

Orientação: PCR (9)

A partir de hoje está no blog da Plataforma do Centenário da República mais um texto da minha autoria sobre esse «aborto» (cultural) que é o (des)Acordo Ortográfico.

Segunda-feira, Agosto 31, 2009

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2009

A literatura: «Objectivos do Milénio – Vencer os Medos», João Paulo Cotrim (org.); «Leva-me Esta Noite», Cristina Flora; «Canta o Galo Gordo», Inês Pupo e Gonçalo Pratas; «Taikodon: Crônicas», Gerson Lodi-Ribeiro; «Carbono Alterado», Richard Morgan; «O Sal da Terra», Miguel Real; «A viagem para o Céu», Maria de Menezes, «As asas», Isabel Cristina Pires (de «Comboio com Asas», António Fournier (org.)); «Entre a pureza e o desejo», Jorge Candeias, «Boas-Vindas», Maria de Menezes, «Quatro milhões de Lolitas», João Barreiros, «A melhor diversão da cidade», Gerson Lodi-Ribeiro (de «Como Era Gostosa a Minha Alienígena!», Gerson Lodi-Ribeiro (org.)).
A música: «Enquanto Há Força», José Afonso; «Into The Light», Gloria Estefan; «Canta O Galo Gordo», Gonçalo Pratas e Inês Pupo; «The High End Of Low», Marilyn Manson; «Perto De Ti», Lena D’Água; «Acid Queen», Tina Turner; «Even In The Quietest Moments...», Supertramp; «Kyrie e Gloria», João Domingos Bomtempo (por Véronique Gens, Helena Rasker, John Bower, e outros, com o Coro e a Orquestra Gulbenkian dirigidos por Michel Corboz).
O cinema: «Últimos Dias», Gus Van Sant; «A Volta ao Mundo em 80 Dias», Frank Coraci; «Klimt», Raul Ruiz; «Declaro-vos Agora Chuck e Larry», Dennis Dugan; «Central do Brasil», Walter Salles; «Dr. T. e as Mulheres» e «McCabe e a Sra. Miller», Robert Altman; «Eterno Brilho Solar da Mente sem Manchas», Michel Gondry; «O Ultimato de Bourne», Paul Greengrass; «O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes», Tay Garnett; «Um Ano Bom», Ridley Scott; «Syriana», Stephen Gaghan; «Diamante de Sangue», Edward Zwick; «Crepúsculo», Catherine Hardwicke; «Bandeiras dos Nossos Pais» e «Cartas de Iwo Jima», Clint Eastwood; «Woodstock», Michael Wadleigh; «Aquele Querido Mês de Agosto», Miguel Gomes.
E ainda...: 79ª Feira do Livro de Lisboa; Exposição de Cerâmica, Pintura e Escultura de Artur Figueiredo, Rui Cristino da Silva e Teresa Ponte (Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira); Debate «Como dar a volta à crise», com José António Carmo, José Santa Marta Pico, Luís Ferreira Lopes e Maria da Luz Rosinha (Fundação CEBI, Alverca); V Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja; Exposições «Rafael Bordalo Pinheiro – Da Caricatura à Cerâmica» + «World Press Cartoon 2009» (Museu de Arte Moderna de Sintra); Conferência «Penamacor Contemporâneo – Figuras e Factos» (Câmara Municipal de Penamacor); Exposição «Freiras e Donas de Santa Clara – Arqueologia da Clausura» (Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra); Xiradania/Clube Vilafranquense - «A Nova Vilafranca» (Debate com Helena Roseta e Rui Perdigão); Mostra Evocativa – José Estêvão e Luís de Magalhães/Mostra Bibliográfica – Jorge de Sena (Biblioteca Nacional, Lisboa); Exposição «Ruas da Memória» (Museu Municipal de Vila Franca de Xira); XV Bienal de Cerveira; i Nº 1.

Terça-feira, Agosto 25, 2009

Outros: Alfred Tennyson no Get Real

Na edição de hoje (Nº 134) do jornal Get Real (semanário gratuito em inglês dirigido principalmente à comunidade britânica residente no Algarve), e na página 27, está o artigo «Alfred Lord Tennyson – in Portuguese». É escrito pela directora do periódico, Fiona Perris, a quem telefonei a 6 de Agosto para a informar do meu projecto de um livro de traduções de 50 poemas daquele autor inglês, a publicar neste ano de 2009 por se celebrarem o bicentenário do seu nascimento e os 150 anos da sua visita a Portugal.

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Opções: Contra a tourada

Assinei hoje a petição «Não à tourada, sim à cultura!». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esclareço, porém, que não sou militante ou simpatizante do denominado «Partido Pelos Animais», que promove a iniciativa. Esta é uma posição que reiterei também no Esquinas (51).

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

Outros: Alfred Tennyson no Público

Na edição de hoje (Nº 7080) do jornal Público, e nas páginas 2 e 3 do caderno P2, a habitual rubrica de efeméride é dedicada a Alfred Tennyson. Por sugestão minha, e com base na biografia que escrevi e enviei, este jornal evoca os 150 anos da chegada do poeta inglês a Portugal.
Foi a 21 de Agosto de 1859 que Alfred Tennyson, juntamente com dois amigos, desembarcou em Lisboa. «Visitaram o Mosteiro dos Jerónimos, a Sé, a Igreja de São Vicente de Fora e o Jardim Botânico da Ajuda... e gostaram tanto da “exótica e luxuriante vegetação” do jardim que o visitaram uma segunda vez. Alfred Tennyson terá ficado tão impressionado com o local que poderá tê-lo recordado, e utilizado, enquanto inspiração para poemas posteriores, em especial “Enoch Arden”; porém, ficou desagrado por encontrar o cemitério (inglês) protestante encerrado... porque queria ver o túmulo de Henry Fielding, o autor de “Tom Jones”, falecido na capital portuguesa em 1754. A 23 de Agosto partiram para Sintra, onde chegaram após uma viagem de três horas; visitaram o castelo, o Parque e o Palácio da Pena, o Palácio da Vila, a Quinta e o Palácio de Monserrate (onde William Beckford habitara quase 70 anos antes), Colares e a Praia das Maçãs – onde “permaneceram longamente, admirando os pescadores, a grande quietude do local e o oceano Atlântico”. De volta a Lisboa a 26 de Agosto, os três ingleses assistiram a uma tourada no Campo de Santana, tendo apreciado a “forma menos violenta e cruel (em comparação com Espanha) de tratar os touros”. A 5 de Setembro, e já sem Grove, que entretanto partira, Palgrave e Tennyson foram a Santarém, onde, mais do que do castelo (em ruínas...), dos conventos e das igrejas, gostaram da vista sobre o vale da cidade e as “longas curvas do verde Tejo”. Finalmente, a 7 de Setembro, embarcaram de regresso a Inglaterra – não concretizando, assim, o plano inicial da viagem, que previa também viagens a Cádis, Granada, Málaga, Sevilha, Gibraltar e Tânger.»
A versão integral do texto de onde este excerto foi retirado poderá ser encontrada no livro «Poemas» de Alfred Tennyson, que eu organizei, e que será editado ainda em 2009 pela Ministério dos Livros. Esta é, aliás, a segunda grande efeméride relativa ao autor novecentista que se assinala neste ano e neste mês: no passado dia 6 cumpriram-se os 200 anos do seu nascimento. (Informação e evocação também no Esquinas (50).)

Sábado, Agosto 15, 2009

Outros: «Espíritos das Luzes» na NS

Na edição de hoje (Nº 188) da revista Notícias Sábado, incluída nos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias, está (nas páginas 46 e 47) o artigo «A invasão do mundo fantástico», de Mariana Correia de Barros, em que se esboça um breve panorama da literatura de FC & F em Portugal. Por causa do meu livro «Espíritos das Luzes» fui um dos autores entrevistados para este trabalho.

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

Orientação: PCR (8)

A partir de hoje está também no blog da Plataforma do Centenário da República o meu artigo, publicado no jornal Público no ano passado, em que afirmo e explico qual deveria ser, em vez de 10 de Junho, o verdadeiro Dia de Portugal.

Quinta-feira, Agosto 06, 2009

Oráculo: «Poemas», de Tennyson, no Outono

Passam hoje 200 anos sobre o nascimento de Alfred Tennyson – um dos mais importantes e populares poetas ingleses de todos os tempos. No Reino Unido as comemorações do bicentenário decorrem durante todo este ano; ao mesmo tempo, a BBC está a promover uma iniciativa para a eleição do «Poeta Favorito da Nação», e, claro, o autor de «A Carga da Brigada Ligeira», poeta laureado (oficial) da «Velha Albion» aquando do reinado de Victória, é um dos candidatos.
Portugal proporciona em 2009, e também em Agosto (no dia 21), outra importante efeméride relativa ao grande escritor novecentista: os 150 anos da sua visita ao nosso país. Por tudo isto, e porque, incrivelmente, nunca foi editado um livro, em português, só com as suas criações, decidi no ano passado traduzir 50 dos seus poemas. Já em Março último, no Dia Mundial da Poesia, havia pré-anunciado este projecto, que deverá ter concretização no próximo Outono (Outubro ou Novembro): a Ministério dos Livros (uma chancela da Saída de Emergência) comunicou-me a sua intenção de publicar esta obra.

Quarta-feira, Julho 22, 2009

Orientação: PCR (7)

A partir de hoje no blog da Plataforma do Centenário da República, e tomando como pretexto três exemplos recentes vindos de outros tantos países estrangeiros, uma breve reflexão sobre as diferenças entre «ética republicana» e «Ética Monárquica».

Domingo, Julho 19, 2009

Orientação: Esquinas (49) e Nova Águia (30)

A partir de hoje, no Esquinas e no Nova Águia, um comentário meu a determinados aspectos... linguísticos dos Jogos da Lusofonia.

Terça-feira, Julho 14, 2009

Orientação: PCR (6)

A partir de hoje no blog da Plataforma do Centenário da República, e tomando como pretexto mais uma efeméride (esta funesta), uma breve reflexão sobre aquela que eu considero ser a «Mãe de Todas as Catástrofes Contemporâneas» - a Revolução Francesa (e os seus impactos em Portugal).

Domingo, Julho 05, 2009

Obrigado: Aos que compareceram ontem

Agradeço a todos os que compareceram ontem em Penamacor, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, para assistirem à conferência «Penamacor Contemporâneo – Figuras e Factos» e à apresentação do meu livro «Espíritos das Luzes». Um «muito obrigado» especial a Domingos Torrão, Presidente da Câmara Municipal de Penamacor; e outro «muito obrigado» ainda mais especial a Joaquim Nabais, responsável pelo Gabinete de Comunicação e Acção Sócio-Cultural daquela autarquia, a quem devo a inclusão da minha apresentação na conferência, e que, finalmente, conheci pessoalmente, cinco anos depois dos primeiros contactos por telefone – quando pedi que me fosse enviado um dos livros com textos de António Ribeiro Sanches editados por aquele município, que celebra em 2009 os seus 800 anos. Esta foi a minha primeira visita a Penamacor, onde fui bem recebido... e fiquei com vontade de regressar.