sexta-feira, agosto 10, 2018

Para quando o «livro do Obamatório»?

Provavelmente (muit)os que têm lido o meu blog Obamatório ao longo dos últimos quase dez anos fizeram pelo menos uma vez a seguinte pergunta, nem que fosse em pensamento a eles próprios: «será que Octávio dos Santos pensa algum dia fazer um livro a partir dos textos que ele escreve e publica neste seu blog
A resposta a essa (eventual) pergunta é «sim». Desde que iniciei o Obamatório sempre foi um objectivo construir um livro com base na selecção, adaptação e revisão daqueles que eu consideraria os melhores textos colocados naquele espaço. O «quando» fazer isso também logo me pareceu óbvio: quando Barack Obama deixasse de ser presidente dos Estados Unidos da América. Tive esperança de que tal acontecesse em 2013; porém, e infelizmente, foram mais quatro anos. Assim, só concluí a elaboração desta minha obra em Julho de 2017 – sim, há pouco mais de um ano.
Não vou divulgar aqui e agora o título que lhe dei, mas vou transcrever a sinopse que escrevi e que constitui igualmente o texto de contracapa: «Depois da eleição presidencial nos Estados Unidos da América realizada no dia 8 de Novembro de 2016, muitas pessoas em todo o Mundo, incluindo Portugal, terão formulado diversas variantes da seguinte pergunta: “O que correu mal nestes anos de Barack Obama para que o povo americano votasse numa mudança tão radical, e entregasse o mais alto cargo da nação a alguém tão ‘sinistro’ como Donald Trump?” Na verdade, muita coisa correu mal, a presidência do Sr. Hussein não constituiu um sucesso, e foi por isso que, precisamente, grande parte do povo americano – incluindo em (dezenas de) condados e em Estados que em 2008 e em 2012 haviam dado a vitória ao marido de Michelle – votou numa “mudança tão radical”. Além de que Hillary Clinton era, efectivamente, uma alternativa pior do que o milionário novaiorquino. Durante oito anos, entre 2009 e 2017, os mesmos dos dois mandatos do 44º presidente dos EUA, Octávio dos Santos, escritor e jornalista premiado, relatou, no seu blog Obamatório, os factos desagradáveis – insultos, incompetências, erros, escândalos – que marcaram a actuação de Barack Hussein Obama e da sua administração… e que a generalidade da comunicação social portuguesa, mas não só, omitiu, desvalorizou, e/ou, até, sobre os quais pura e simplesmente mentiu. Agora, reunido neste livro, está o melhor - ou, talvez mais correctamente, o “pior” - desse demorado e dedicado trabalho de observação, recolha, selecção, análise e opinião. Leia, e enumere os “episódios” aqui relatados, tanto os hediondos como os hilariantes, de que tinha conhecimento antes de virar as páginas precedentes… e provavelmente terá uma surpresa!»
Nos cerca de doze meses que entretanto decorreram já propus o livro para publicação a seis editoras… e todas recusaram. A primeira disse «não» ainda antes de eu ter o livro concluído e de a sinopse estar pronta – apenas lhes enviei uma primeira selecção, incompleta e provisória, dos textos a incluir; foi a Contraponto. A seguir, contactei as duas editoras que lançaram em 2016 (antes de 8 de Novembro) livros cuja principal premissa, e previsão, era a de que Hillary Clinton iria vencer a eleição presidencial e tornar-se a primeira mulher presidente dos EUA – algo a que eu já fizera referência então; portanto, tanto à PrimeBooks, que editou «Nunca é Tarde Para Ganhar», como à Tinta da China, que editou «Administração Hillary», apresentei o meu livro, que assenta em factos confirmáveis e não em adivinhações pouco menos do que astrológicas… mas ambas rejeitaram-no. Depois, tentei uma editora que já lançara (em 2006) um livro (co-)escrito por mim, «Os Novos Descobrimentos»; no entanto, na Almedina, disse-me uma pessoa que trabalha naquele grupo editorial, «infelizmente não houve consenso quanto à publicação (do meu livro) por uma questão temática sobretudo, e não obstante o facto de estar extremamente bem escrito» (já o sabia, mas é sempre bom que outros o confirmem ;-)); mas houve lá quem preferisse gastar (muito mais) dinheiro na aquisição dos direitos, na tradução e na publicação (em pouco mais de um mês) de «Fogo e Fúria – Dentro da Casa Branca de Donald Trump», de Michael Wolff – alguém que confessou que o seu trabalho «nada tem a ver com a verdade». Posteriormente experimentei a Matéria-Prima, mas esta alegou que o seu plano editorial (para este ano?) já estava fechado – e de lá não responderam à minha pergunta subsequente sobre se o meu livro seria considerado depois de o plano editorial ser reaberto. Enfim, dirigi-me à Gradiva depois de saber que aquela publicara (em Junho último) «Os Anos Trump – O Mundo em Transe», de Eduardo Paz Ferreira (marido de Francisca Van Dunem, actual Ministra da Justiça), para quem DJT constitui uma «ameaça à civilização»; a réplica, todavia, uma vez mais negativa, veio no (para mim) tempo recorde de 15 horas (!), tendo o próprio Guilherme Valente depois me comunicado – e admitido – que não leram nem iriam ler o meu livro (além, suponho, da sinopse)… por não o terem considerado «adequado à programação».
Por tudo isto se confirma que em Portugal – e não apenas, claro, no que se refere a perspectivas sobre a política dos EUA – no sector editorial se verificam praticamente os mesmos níveis de discriminação, preconceito e desinformação que se registam no da comunicação social. Alguém que trabalha naquele e que o conhece bem deu-me a seguinte explicação, a sua «leitura» da situação: «por mau que tenha sido o mandato de Obama, e para a grande maioria das pessoas não foi, o que se lhe está a seguir torna-o, aos olhos das pessoas, bom. É aquela velha máxima de que "atrás de mim virá quem de mim bom fará". Não sei se a evolução dos acontecimentos futuros tornará a realidade como uma oportunidade para lançar no mercado um livro com as características do seu. Neste momento, não avalio como bom o momento que vivemos, pelo excesso de livros relacionados com Obama e até com Trump, pela reacção dos compradores, pela impopularidade de Trump que ajuda a valorizar Obama e pela dificuldade de passar para fora o conceito de um livro que desfaz o ex-presidente.» Talvez seja o que explica também porque é que Bernardo Pires de Lima, que co-escreveu (com Raquel Vaz-Pinto) «Administração Hillary», e Germano Almeida, que escreveu «Nunca é Tarde para Ganhar», não só não foram sancionados, penalizados, por arrogantemente, e com a incompetente, irresponsável cumplicidade das suas editoras, se terem armado em «profetas», como continuam a ser convidados e a participar frequentemente como comentadores, «especialistas», em vários canais de rádio e de televisão – aliás, o criador do blog (há dois anos inactivo) Casa Branca, porque, aparentemente, há uma «escassez» de analistas, tem, «coitado», de às 21.30 de um dia estar na RTP e às 7 do dia seguinte na SIC para dar os seus (nada credíveis) «bitaites» e depois de escrever e de publicar artigos nos sítios da TVI e da RTP,  pouco tempo assim lhe restando para dedicar à sua actividade profissional alegamente principal, a de jornalista desportivo com enfoque no futebol (aliás, actualmente trabalha na FPF)!
É também porque eu me «indigno» com inaceitáveis «abusos» como este que, ao longo dos anos, e com alguma regularidade (a última vez que o fiz foi no mês passado), fui oferecendo a minha colaboração, propondo os meus serviços enquanto comentador sobre os EUA a diversos órgãos de comunicação social… e nunca recebi respostas (positivas). Poderá esta situação mudar se e quando o «livro do Obamatório» for publicado? Será melhor eu esperar sentado… ;-) (Também no Obamatório.)

domingo, julho 15, 2018

Observação: Afinal, não são

No meu texto aqui publicado no passado dia 14 de Junho, e em que referi e comentei o artigo então saído no Público sobre a atribuição do Prémio José Mariano Gago, promovido pela Sociedade Portuguesa de Autores, a uma obra da qual um dos seus co-autores era também membro do júri daquele, fiz notar que naquele momento não havia indícios de que «este caso de “compadrio cultural”, de atropelo à ética, de “promiscuidade professoral”» iria «ter consequências, mais concretamente, e obviamente, (algumas) demissões».
Na verdade, e não surpreendentemente, essas demissões (até agora) não aconteceram. José Jorge Letria, a quem apelei que cancelasse a entrega do Prémio José Mariano Gago, continua como presidente da Direcção da SPA; Rui Vieira Nery, que, na prática, atribuiu a si próprio aquele prémio, continua como presidente da mesa da Assembleia Geral da SPA, e não consta que entretanto tenha sofrido quaisquer sanções por parte de outras instituições a que está ligado, como a Universidade Nova de Lisboa e a Fundação Calouste Gulbenkian; o mesmo acontece com Carlos Fiolhais e José Eduardo Franco, supostos «vencedores» do prémio enquanto coordenadores principais da colecção «Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa», o primeiro relativamente à Universidade de Coimbra, à Fundação Francisco Manuel dos Santos e à Gradiva, e o segundo relativamente à Universidade de Lisboa e à Universidade Aberta.
Talvez mais significativo, e tanto quanto pude apurar, nenhum dos protagonistas deste lamentável caso se pronunciou publicamente sobre o mesmo e/ou o artigo no Público a ele referente, com excepção de Rui Vieira Nery e apenas em declarações prestadas ao jornalista Rodrigo Nogueira. Da parte do responsável máximo da SPA, nenhuma reacção, nenhum comentário ao Prémio José Mariano Gago após a sua «atribuição». O silêncio sobre este assunto tem sido também constante por parte de Carlos Fiolhais e de José Eduardo Franco, como se pode constatar nas páginas de Facebook de um e de outro. Porém, o mutismo, quanto a este assunto, do professor, investigador e divulgador de Física torna-se ainda mais intenso e mais incómodo quando se considera a sua constante intervenção mediática, em especial no Público, do qual é cronista regular (!), e no De Rerum Natura, do qual é co-fundador e um dos mais prolíficos colaboradores. Naquele blog, precisamente, tentei pela segunda vez entrar em contacto com ele sobre o «caso SPA»: no primeiro post que Fiolhais publicou após a saída do artigo de Nogueira, inseri, no espaço para comentários, às 11.55 horas de 15 de Junho último, e, evidentemente, devidamente identificado, a seguinte pergunta: «Por quanto tempo mais vai manter o seu silêncio sobre a forma irregular (para não usar uma expressão mais forte) com que, juntamente com José Eduardo Franco, “venceu” o Prémio José Mariano Gago?» Previsivelmente, este meu comentário não foi aprovado; no entanto, e curiosamente, CF não tem aparentemente qualquer problema em autorizar comentários anónimos, até mesmo os que são algo ofensivos para ele próprio, como por exemplo este, em contradição flagrante com os requisitos explicitados no blog.
A primeira vez que tentei entrar em contacto com Carlos Fiolhais sobre o «caso SPA» foi, claro, através da mensagem de correio electrónico que lhe enviei a 23 de Maio último, ou seja, no dia seguinte ao da entrega do prémio, e mencionada no artigo do Público. Divulgo agora, pela primeira vez, excertos da mesma: «(…) Infelizmente, esta minha mensagem não tem como objectivo felicitar-vos. Pelo contrário, serve para (vos) sugerir que, assim que for possível, anunciem a recusa do prémio e devolvam os componentes do mesmo, isto é, o troféu e o valor pecuniário de 2500 euros. Porquê? Porque o prémio vos foi atribuído indevidamente, e até irregularmente: um dos membros do júri - Rui Vieira Nery - é também um dos autores-colaboradores da colecção, sendo o coordenador do volume 20, designado “Primeiros Tratados de Música”. Obviamente, é - ou deve(ria) ser - um critério, e exigência, fundamental de qualquer prémio ou concurso que nunca um membro do júri seja igualmente participante do mesmo, directa ou indirectamente. (…) Porquê esperar pelo desenrolar - e, eventualmente, avolumar - de um processo que muito provavelmente se tornará embaraçoso? Confio que o senhor e o Prof. José Eduardo Franco, que creio serem homens de honra, tomarão a atitude correcta, e rapidamente.» Afinal, a atitude correcta não foi tomada, nem rápida nem demoradamente; afinal, não são homens de honra. E o que falta em honra sobra em hipocrisia: talvez para atenuar a cumplicidade, e até a culpabilidade, na elaboração de um «monumento» - em 30 volumes! – a essa ofensiva (porque, efectivamente, ofende) neo-fascista, neo-colonialista, ridícula, inútil, ilegal e prejudicial contra a cultura que é o «acordo ortográfico de 1990», Carlos Fiolhais lá vai divulgando de vez em quando, no De Rerum Natura, indivíduos e iniciativas contra aquele.
Que não se pense, contudo, que este «caso SPA», esta autêntica fraude intelectual perpetrada contra a ciência, contra outros eventuais e reais concorrentes (para além de mim e do meu livro «Nautas»), e, mais grave ainda, contra o nome e a memória de José Mariano Gago, é um «incidente» isolado. Não será mais do que um «elo da cadeia», do que uma demonstração, entre muitas, de um «padrão». Com efeito, pouco depois da publicação do artigo no Público, fiquei a saber que, em Janeiro último, Rui Vieira Nery recebeu o Prémio Universidade de Coimbra 2018, atribuído por um júri do qual fazia parte… Carlos Fiolhais. Que interessante! Que mais poderá haver por aí à espera de ser (re)descoberto? (Também no MILhafre. 

quinta-feira, junho 14, 2018

Ocorrência: Fraude na SPA

No jornal Público foi ontem publicado electronicamente, e hoje na edição (Nº 10281, página 32) em papel, o artigo (e notícia) «Rui Vieira Nery premiou como júri obra de que é um dos coordenadores», escrito por Rodrigo Nogueira.
Este é um facto do qual eu fui o primeiro a tomar conhecimento… fora da Sociedade Portuguesa de Autores, cujos principais (ir)responsáveis vieram a revelar-se cúmplices numa situação de autêntica fraude intelectual, e privando-me, e ao meu livro «Nautas – O início da Sociedade da Informação em Portugal» (e, eventualmente, a outros autores e a outras obras), de um prémio, com o nome de José Mariano Gago, já falecido e saudoso professor, investigador e ministro, nesta capacidade tendo dado início, em meados da década de 90, a um processo, a um projecto, de modernização tecnológica do país, do Estado e da sociedade civil, corporizado no «Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal», editado em 1997, e que, precisamente, constituiu o pretexto e o ponto de partida para a minha carreira enquanto jornalista especializado em tecnologias da informação e da comunicação. Reuni os que considero serem os melhores textos dessa carreira num volume publicado no ano passado, quando se assinalou o 20º aniversário do «Livro Verde…».
Custaria a acreditar que um livro feito por causa de José Mariano Gago, e em homenagem (explícita) a José Mariano Gago, não vencesse a primeira edição de um prémio com o nome de José Mariano Gago, com o objectivo declarado de «ser atribuído ao autor português do melhor livro de divulgação científica publicado no ano anterior». Porém, infelizmente e até escandalosamente, foi isso mesmo o que aconteceu. Para o artigo do Público dei o meu depoimento e, deste, excertos são citados, resumindo correctamente o que sucedeu desde 22 de Maio último: a minha surpresa após saber qual tinha sido a obra «vencedora», considerando as suas características, incluindo em especial o estar «escrita» em sujeição ao AO90; a minha ainda maior surpresa ao descobrir, quase por acaso, que um dos membros do júri era também um dos co-autores da obra – veja-se, e confirme-se, quem coordena(rá) o volume Nº 20 daquela; o meu contacto junto da SPA, com conhecimento do Presidente da Direcção daquela, José Jorge Letria, apelando a que a entrega do prémio fosse cancelada, o que não aconteceu; a minha mensagem a Carlos Fiolhais (que, enquanto director da colecção «Ciência Aberta» da Gradiva, recusou publicar o meu livro «Nautas» naquela editora, isto depois de se ter queixado, no seu livro «A Ciência em Portugal», de que faltavam obras escritas por jornalistas de ciência) sugerindo-lhe, e a José Eduardo Franco, que renunciassem ao prémio, e da qual, significativamente, não recebi resposta.
No momento em que escrevo e publico este relato não há indícios de que este caso de «compadrio cultural», de atropelo à ética, de «promiscuidade professoral», vá ter consequências, mais concretamente, e obviamente, (algumas) demissões. Afinal, é tão só mais um exemplo de como neste país certas pessoas sentem ter a autoridade e a impunidade para fazerem o que, como e quando querem, não obedecendo a regras ou adoptando regras diferentes para elas próprias. No entanto, e apesar de particularmente grave, este «incidente» com a SPA não constitui o único exemplo recente, e em que eu estou de algum modo envolvido, de prémios literários organizados e/ou atribuídos de forma duvidosa. Antes, mas já igualmente neste ano de 2018, (um júri nomeado pel)a Associação Portuguesa de Escritores concedeu o seu Prémio de Crónica e Dispersos Literários, não a «Nautas» mas sim a «A Alma Vagueante» de Mário Cláudio… que, por «coincidência» e curiosamente, é igualmente presidente da mesa da assembleia geral da APE! Todavia, aqui houve um regulamento, divulgado publicamente, que indicava claramente como (única?) incompatibilidade a de membros do júri não poderem ser autores concorrentes ao prémio. Contudo, será isso suficiente para afastar as suspeitas? (Também no MILhafre. Referência no Apartado 53.

terça-feira, junho 12, 2018

Oráculo: Falar da Lusofonia nos Olivais

No próximo dia 16 de Junho (sábado), a partir das 16 horas, estarei presente em Lisboa, n(a sala de convívio para condóminos, localizada na cave, d)o edifício Lote 398, situado na Rua Cidade de Bissau, junto à estação de metropolitano dos Olivais, para uma «tarde cultural», uma mesa-redonda que tem a língua portuguesa e a Lusofonia como temas de debate. A minha comunicação inicial será sobre o «acordo ortográfico de 1990» (que não está em vigor); intervirão também Renato Epifânio, sobre «Da Razão Atlântica à Razão Lusófona», e José Fernando Tavares, sobre «Avaliação Crítica do Ensino de Português». Esta é uma iniciativa com o apoio do Movimento Internacional Lusófono e da revista Nova Águia.   

domingo, maio 20, 2018

Orientação: Os meus livros na biblioteca do ISCTE

No passado dia 24 de Abril, aquando de uma audiência com a actual reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues, entreguei exemplares de dois dos meus mais recentes livros para serem oferecidos à biblioteca da escola onde fiz a minha formação universitária (em Sociologia): «Nautas – O início da Sociedade da Informação em Portugal», de 2017, e «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», de 2012. São já, pois, três as obras da minha bibliografia que agora integram o acervo daquele espaço: já lá estava «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», de 2006, escrito com Luís Ferreira Lopes, e que inclui o artigo «Vozes pela Lusofonia – propostas de estratégia para o “reencontro de culturas”», publicado pela primeira vez em 1994 na edição Nº 15 da revista Finisterra, e que também consta, separadamente, dos materiais disponíveis e referenciados.

segunda-feira, abril 30, 2018

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2018

A literatura: «Ulisses», Maria Alberta Menéres; «A Europa e o Mar», Michel Mollat du Jourdin; «Cartas para El-Rei D. Manuel I», Afonso de Albuquerque; «Auto da Índia», Gil Vicente; «As Grandes Batalhas - Banzai! De Pearl Harbor a Hiroxima», Pierre Dupuis; «O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar», Yukio Mishima; «Senhor das Moscas», William Golding; «O Velho e o Mar», Ernest Hemingway; «A ilha», João Henriques; «Pena de papagaio», A. M. P. Rodriguez.
A música: «Dois Selos E Um Carimbo», Deolinda; «Brotherhood Of The Snake», Testament; «Belus», Burzum; «Rage Against The Machine», Rage Against The Machine; «Heaven Upside Down», Marilyn Manson; «Fura Fura», José Afonso; «Kick Out The Jams», MC5; «Fire And Water», Free; «Van Halen», Van Halen; «If You Want Blood You've Got It», AC/DC; «Cairo», Táxi; «Porcupine», Echo & The Bunnymen; «Fisherman's Box - The Complete Fisherman's Blues Sessions 1986-88», Waterboys; «Republic», New Order; «Exciter», Depeche Mode; «À Flor Da Pele», UHF; «Moody Blue», Elvis Presley; «Tinsel Town Rebellion», Frank Zappa; «Popular Problems», Leonard Cohen; «Court And Spark», Joni Mitchell; «Popless», GNR; «Déjà Vu», Crosby, Stills, Nash & Young; «Let It Be», Beatles; «Live/Dead», Grateful Dead; «Goodbye», Cream; «Ao Vivo Na Antena 3», Xutos & Pontapés; «Water Music», George Frideric Handel (pela Orquestra Barroca de Amsterdão dirigida por Ton Koopman); «Tafelmusik», Georg Philip Telemann (pelo Ensemble Il Fondamento dirigido por Paul Dombrecht).
O cinema: «Homicida - Agente 47», Aleksander Bach; «La La Land», Damien Chazelle; «Guardiões da Galáxia, Vol. 2», James Gunn; «Beleza Colateral», David Frankel; «Trasgos», Mike Mitchell; «Piratas das Caraíbas - Homens Mortos Não Contam Histórias», Espen Sandberg e Joachim Ronning; «Larry Crowne», Tom Hanks; «Jason Bourne», Paul Greengrass; «Luar», Barry Jenkins; «Bolo de Camadas», Matthew Vaughn; «Júpiter Ascendendo», Andrew Wachowski e Laurence Wachowski; «Efeitos Secundários», Steven Soderbergh; «Ela», Paul Verhoeven; «Passageiros», Morten Tyldum; «Holofote», Tom McCarthy; «O Fundador», John Lee Hancock; «A Múmia», Alex Kurtzman; «Dunquerque», Christopher Nolan; «Suspiria», Dario Argento; «O Caminho de Volta», Peter Weir; «Capote», Bennett Miller; «Clube de Compradores de Dallas», Jean-Marc Vallée; «John Wick - Capítulo 2», Chad Stahelski; «Vergonha», Steve McQueen; «Alienígena - Covenant», Ridley Scott; «Loura Atómica», David Leitch; «A Duquesa», Saul Dibb; «Os Maias - Cenas da Vida Romântica», João Botelho; «Quem Está Batendo à Minha Porta», Martin Scorsese; «Mulher-Maravilha», Patty Jenkins; «Homem-Aranha - Regresso a Casa», Jon Watts; «A Mexicana», Gore Verbinski.  
E ainda...: Museu do Neo-Realismo - exposição «Miúdos, a vida às mãos cheias - A infância do Neo-Realismo português» + exposição «Cosmo/Política # 1 - A sexta parte do Mundo»; Prémio de Jornalismo Cultural 2018 da Sociedade Portuguesa de Autores - Nuno Pacheco; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «O Tempo das Imagens II - Obra gráfica do Centro Português de Serigrafia» + exposição «MDM (1968-2018) - 50 anos - Mulheres fazendo História» + exposição «Letra perfeita e clara que se pode ler sem óculos - Nos 550 anos da morte de Gutenberg» + mostra «Frankenstein: 200 anos» + mostra «Nureyev no espólio de Alberto de Lacerda» + mostra «Saúde Natural em Portugal (Séculos XIX-XXI)» + mostra «A Biblioteca do Museu Português da Grande Guerra» + mostra «Tomás da Fonseca (1877-1968)» + mostra «José Francisco Arroyo (1818-1886)» + mostra «O Agora... é tudo o que temos - Constança Capdeville (1937-1992)» + mostra «Maria José Marinho: 90 anos»; FNAC - exposição de fotografias de Luís Preto «Maciço Antigo» (Chiado) + exposição de ilustrações (de vários autores) «Imagens que contam» (Vasco da Gama); ISCTE-IUL/Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas  - conferência «Editoras e edições subversivas em ditadura: um exemplo de pluralismo limitado em regimes autoritários?» com Filipa Raimundo e Pedro Piedade Marques; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «CartoonXira 2018/Cartoons do ano 2017 + Desenhos Desordenados/Oscar Grillo» (Biblioteca Municipal de VFX/Fábrica das Palavras); Direcção-Geral da Administração da Justiça - exposição de pintura e cerâmica «Porque» de Luís Gonçalves e Sandra Trindade.

segunda-feira, abril 16, 2018

Oráculo: Nova antologia no Outono

Depois de «A República Nunca Existiu!», em 2008, e de «Mensageiros das Estrelas», em 2012, uma terceira antologia colectiva de contos de ficção científica e fantasia por mim concebida e organizada – e em que também participo – deverá ser publicada e apresentada neste ano de 2018, mais concretamente no Outono. Porém, e ao contrário das outras duas, todos os contos estarão escritos em Inglês: o seu objectivo é, será, (contribuir para) divulgar a FC & F portuguesa no estrangeiro.  
A Editorial Divergência aceitou, após proposta minha feita ao seu director Pedro Cipriano em Dezembro último, produzir e lançar este livro. Recordo que esta é a editora que recomendei ao saudoso António de Macedo para a publicação daquele que viria a ser o seu último romance, «Lovesenda ou o Enigma das Oito Portas de Cristal». Aliás, esta ligação entre escritor e empresa persiste: no próximo mês deverá ser editada uma póstuma colectânea de contos intitulada «O Terceiro Chega em Maio»; e foi criado o Prémio António de Macedo, cuja primeira edição tem como data limite de submissão de originais (de romances) o próximo dia 30 de Junho.
Entretanto, este meu novo projecto já assegurou a colaboração de vários autores, tendo mais de metade deles já enviado os seus textos. Assim que for justificável e oportuno serão divulgadas mais informações relevantes com ele relacionadas. (Também no Simetria.)      

quarta-feira, março 21, 2018

Ocorrência: «Nautas» em destaque…

… Na Biblioteca Municipal de Alverca, durante este mês de Março. O meu mais recente livro publicado está, desde o passado dia 1 e até ao próximo dia 31 (a não ser que entretanto tenha sido requisitado), num expositor, ornado com a designação «Escritores cá da nossa terra», colocado à entrada daquela biblioteca – que, aliás, tem uma «colecção» quase completa das minhas obras (no momento em que escrevo só faltam duas), por mim oferecidas (e autografadas) à medida que foram saindo ao longo dos anos. Agradeço à equipa da BMA a atenção e a distinção pela segunda vez – a primeira foi em Abril de 2016, e relativa a «Q – Poemas de uma Quimera». Este, aliás, pode ser uma leitura apropriada hoje, Dia Mundial da Poesia; e, tal como «Nautas», integra a crescente colecção de edições do Movimento Internacional Lusófono. (Adenda - Afinal, o período de «exposição» de «Nautas» na BMA foi prolongado até 31 de Maio, e poderá ainda prolongar-se...

domingo, fevereiro 25, 2018

Outros: Que merecem ser divulgados…

… Mais concretamente, alguns amigos e/ou colegas de profissão e/ou de «vocação», com projectos recentes e/ou com presenças próximas em eventos interessantes e relevantes, sempre de algum modo relacionados com a cultura.
Pedro Piedade Marques estará presente amanhã, 26 de Fevereiro, no ISCTE-IUL (edifício II, piso 2, auditório B2-03-Ferreira de Almeida), em Lisboa, para participar – juntamente com Filipa Raimundo e Daniel Melo, e entre as 18 e as 20 horas – na conferência «Editoras e edições subversivas em ditadura: Um exemplo do pluralismo limitado em regimes autoritários?» Este é indubitavelmente um tema em que PPM está particularmente à vontade, como o demonstra a sua autoria do livro «Editor Contra – Fernando Ribeiro de Mello e a Afrodite» (publicado em 2015) e a sua co-autoria do livro «Portugal em Sade, Sade em Portugal, seguido de o “affaire Sade” em Lisboa» (publicado em 2017). É sempre de relembrar e de realçar que o Pedro fez a capa, o desenho gráfico e/ou a paginação de três dos meus livros: «Poemas» de Alfred Tennyson, «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País» e «Mensageiros das Estrelas».  
João Barreiros estará presente sexta-feira, 3 de Março, a partir das 15 horas, na Pensão Amor (Rua do Alecrim, 19), em Lisboa, para a primeira apresentação do seu novo livro, intitulado «Crazy Equóides». O autor descreve a obra como «uma space opera comme il faut, cheia daquele tipo de maldades que se impõem nestas situações, o primeiro de um ciclo hipotético de outras novelas ao qual vou dar o nome genérico de “O Fim do Exoceno”.» E garante que quer «todos e todas lá, no local combinado, com as caudas a dar a dar, com o objectivo de assistirem aos momentos derradeiros de uma espécie alienígena nada fofinha que vagamente se assemelha a centauros TS». Parece… prometedor?
Deana Barroqueiro lançou o seu mais recente livro em Novembro de 2017: «1640», um romance que revisita a restauração da independência de Portugal pelas perspectivas mais ou menos ficcionadas de quatro figuras históricas da época – Brás Garcia Mascarenhas, Violante do Céu, Francisco Manuel de Melo e António Vieira. É uma obra grande também pelo número de páginas… 880, e todas «desacordizadas», o que é de enaltecer. Recorde-se que DB esteve presente, a meu convite, como oradora nos colóquios dedicados a Afonso de Albuquerque (em 2015) e, precisamente, a Francisco Manuel de Melo (em 2016), que eu concebi e co-organizei no âmbito do Movimento Internacional Lusófono.
Bruno Martins Soares criou um novo blogHyperjumping, tendo nele publicado o seu primeiro texto a 6 de Novembro último; é um espaço onde, em Inglês, ele dá as suas opiniões sobre literatura, cinema e televisão; representa como que um complemento, noutra língua, ao que ele tem feito no Simetria.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Ocorrência: 10 anos «sem» República

Pode custar a acreditar, mas é verdade: «A República Nunca Existiu!» foi editada há uma década. A antologia colectiva de contos de história alternativa, que eu concebi, organizei e em que participei, surgiu em Janeiro de 2008 também como uma forma de assinalar o centenário do Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908. Um facto… real, verdadeiro, mas infeliz, trágico, para o país, serviu de pretexto, de mote, para a escrita de narrativas curtas que imaginaram um Portugal diferente em que a Monarquia não só não foi derrubada como até se viu reforçada.
Em termos de impacto mediático, «A República Nunca Existiu!» constituiu indubitavelmente, até agora, o meu projecto literário de maior sucesso. Sobre ele foram feitas referências, notícias, menções, alusões, na Bang!, Blitz, Diário de Notícias, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Jornal do Modelo (!), (a entretanto extinta revista) Os Meus Livros, Público, RTP (tanto rádio, pelo programa «À Volta dos Livros», em que fui entrevistado, como televisão, pelo (entretanto extinto) programa Câmara Clara), Sol, Tempo Livre e Visão. Fora da comunicação social tradicional, o livro foi também objecto de uma considerável cobertura blogosferérica, tendo sido citado no Almanaque Republicano, Bad Books Don’t Exist, Companhia dos Animais, Correio do Fantástico, Estante de Livros, Fórum Defesa, Innerspace, Muito Para Ler, Segredo dos Livros, Somos Portugueses, Tecnofantasia… e, obviamente, no Simetria. Posteriormente, viria a ter página própria no GoodReads. Mais importante e significativo, a antologia foi incluída no Uchronia, sítio agregador de obras de história alternativa em todo o Mundo, um feito que se ficou a dever a Gerson Lodi-Ribeiro, um dos 14 autores que participaram no livro e, na verdade, um dos seus inspiradores…
… E o conceituado escritor brasileiro de Ficção Científica e Fantasia voltou recentemente a abordar a experiência de que, há dez anos, fez parte. Tal aconteceu no seu novo blog, Cenários Históricos Alternativos: «Nunca cogitara escrever uma narrativa de Império Alternativo, até receber o convite para participar da antologia “A República Nunca Existiu!” (2008).  Desafio aceito, cumpria arbitrar um ponto de divergência capaz de estabelecer um cenário histórico minimamente plausível.  Daí, a divergência do conto “Primos de Além-Mar” é a sobrevivência de Pedro Afonso, filho de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina, que pereceu em 1850 aos dezoito meses de idade em nossa linha histórica. Mal saído da adolescência, esse príncipe imperial se torna o grande herói da última fase da Guerra do Paraguai, ao capturar Solano Lopez e trazê-lo vivo para cumprir pena no Rio de Janeiro. Em 1908, a presença de Dom Pedro Henrique, filho de Dom Pedro III do Brasil, em Lisboa frustra o atentado regicida contra a vida de Dom Carlos, garantindo assim a permanência da Casa Bragança em tronos nas duas margens do Atlântico. A (acção) desse conto se desenrola na década de 1930, época em que o rei de Portugal fugiu para o exílio no Império do Brasil, quando seu país foi invadido pelas forças de Franco, apoiadas pela Alemanha Nazista. A maior parte da narrativa se dá ao longo de uma caçada de onça na região serrana nas cercanias da cidade de Petrópolis. Um análogo português dos cenários de Impérios do Brasil Alternativos é a sobrevivência da monarquia em Portugal até os dias de hoje. Organizada por Octávio dos Santos, a recém-citada antologia temática “A República Nunca Existiu!” (2008) reuniu algumas narrativas interessantes de Reinos de Portugal Alternativos. O ponto de divergência é praticamente o mesmo nos nove trabalhos considerados como Reinos de Portugal Alternativos: o regicídio de 1908 malogra e a monarquia sobrevive no país.»
Era meu objectivo publicar um segundo volume d’«A República Nunca Existiu!» em 2010, aquando do centenário da implantação da República em Portugal. Porém, a Saída de Emergência, através do seu fundador e editor principal, não cumpriu a palavra dada, não honrou a promessa feita, não respeitou um contrato assinado. A «Parte 2» viria a sair, enquanto um dos seus capítulos, em outra antologia colectiva de contos de FC & F por mim concebida e organizada, «Mensageiros das Estrelas», lançada em 2012 pela Fronteira do Caos aquando da (e na) segunda edição do colóquio com o mesmo nome, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entre os autores que participaram na «sequela» destacou-se António de Macedo, a quem, aliás, o livro de 2008 havia sido dedicado. (Também no MILhafre e no Simetria (aqui em versão alargada).)

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Orientação: Os meus livros na BNP

A minha ligação à Biblioteca Nacional de Portugal tem já vários anos, e não apenas enquanto regular visitante e/ou utilizador. Na verdade, fui, sou, mecenas da instituição – em 2004 paguei o restauro de um exemplar de «O Uruguai», uma das obras fundadoras da literatura do Brasil, no âmbito do programa «Salve um Livro» promovido pela BNP. E, claro, tenho sido um colaborador regular, e desde 2006, na organização de colóquios na Biblioteca, por mim concebidos e propostos - através, mais recentemente, do Movimento Internacional Lusófono e do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, organizações de que sou membro - dedicados a grandes individualidades da história e da cultura portuguesas tais como Francisco de Holanda, Francisco Manuel de Melo, Afonso de Albuquerque e Luís António Verney.
Porém, e obviamente, é a função principal, primordial, da Biblioteca Nacional de Portugal enquanto depositária, e guardiã, de (se possível) todos os livros editados no nosso país (e não só) que assume também para mim a maior importância. Na verdade, não é só na minha casa que existe uma colecção completa dos meus livros editados até agora – dez, desde «Visões» (2003) até «Nautas – O início da Sociedade da Informação em Portugal» (2017): na grande casa da cultura situada no Campo Grande esses volumes também existem, devidamente catalogados e conservados para presentes e futuros interessados, e a respectiva lista pode ser vista aqui. No entanto, nem todos estão representados pelas suas capas, pois a BNP só começou a digitalizar as mesmas nos últimos cinco anos.   

domingo, dezembro 31, 2017

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2017

A literatura: «Leandro, Rei da Helíria», Alice Vieira; «Sob a Águia», Simon Scarrow; «Designers Portugueses - João Abel Manta», Pedro Piedade Marques; «Indignação Endireitada - Desculpem-me Enquanto eu Salvo o Mundo!», Andrew Breitbart; «Tempo da Música, Música do Tempo», Eduardo Lourenço (com Barbara Aniello); «O Avesso e o Direito» e «Discursos da Suécia», Albert Camus; «Contos Pouco Prováveis», Ana Cristina Luz; «SuperHomem & Homem-Morcego - Poder Absoluto», Carlos Pacheco, Jeph Loeb, Jesus Merino e Laura Martin; «Rara Mente», Luís Lamancha;  «Bestas Fantásticas e Onde Encontrá-las», J. K. Rowling (sob o pseudónimo Newt Scamander); «Movendo», Bruno Martins Soares.
A música: «No Dia Em Que O Rei Fez Anos», José Cid & Green Windows; «Bridges To Babylon», Rolling Stones; «Works - Volume 1», Emerson, Lake & Palmer; «Earthling», David Bowie; «Darkness On The Edge Of Town», Bruce Springsteen; «No Jardim Da Celeste», Banda do Casaco; «The Silent Force», Within Temptation; «Mutter», Rammstein; «The Book Of Souls», Iron Maiden; «Just Push Play», Aerosmith; «New Faces», Dizzy Gillespie; «Survival», Bob Marley & The Wailers; «Mr. Tambourine Man», Byrds; «Eat A Peach», Allman Brothers Band; «Sleep Dirt», Frank Zappa; «Contos Velhos Rumos Novos», José Afonso; «Viva!», Roxy Music; «Green», R.E.M.; «Bullet In A Bible», Green Day; «Kid A», Radiohead; «Todos Os Dias», Amélia Muge; «Minutes To Midnight», Linkin Park; «Absolution», Muse; «Tristan Und Isolde», Richard Wagner (por Blanche Thebom, Dietrich Fischer-Dieskau, Josef Greindl, Kirsten Flagstad, Ludwig Suthaus, Rudolf Schock, e outros, com a Orquestra Filarmonia de Londres e o Coro da Casa Real de Ópera de Covent Gardner sob a direcção de Wilhelm Furtwangler).
O cinema: «O Contabilista», Gavin O'Connor; «A Gaiola Dourada», Ruben Alves; «Tommy», Ken Russell; «Miles à Cabeça», Don Cheadle; «Atirador», Antoine Fuqua; «Lar da Menina Peregrine para Crianças Peculiares», Tim Burton; «Veredas», João César Monteiro; «Homens-X - Apocalipse», Bryan Singer; «Jack Reacher - Nunca Voltes Atrás», Edward Zwick; «Juventude», Paolo Sorrentino; «Alice Através do Vidro de Olhar», James Bobin; «Equipa América - Polícia Mundial», Trey Parker; «Madrugada dos Mortos», Zack Snyder; «Logan», James Mangold; «Ofício de Guerra», Duncan Jones; «Doutor Strange», Scott Derrickson; «Festa da Salsicha», Conrad Vernon e Greg Tiernan; «Ponte de Espiões», Steven Spielberg; «Esquadrão Suicida», David Ayer; «Django Desacorrentado» e «Os Oito Odiosos», Quentin Tarantino; «Alta Fidelidade», Stephen Frears; «Encosta de Hacksaw», Mel Gibson; «O Regressado», Alejandro G. Iñárritu; «Ela», Spike Jonze; «Revolta Um - Uma História de Guerra das Estrelas», Gareth Edwards; «Creed», Ryan Coogler; «Fantasma na Concha», Rupert Sanders; «A Rapariga no Comboio», Tate Taylor; «Repartido», M. Night Shyamalan; «Os Homens dos Monumentos», George Clooney; «Os Jogos da Fome - Tordogaio, Parte 1» e «Os Jogos da Fome - Tordogaio, Parte 2», Francis Lawrence; «O Gabinete do Ajustamento», George Nolfi; «Os Beatles - Oito Dias Por Semana - Os Anos de Digressão», Ron Howard; «Coco Antes de Chanel», Anne Fontaine; «Silêncio», Martin Scorsese; «Moana», John Musker e Ron Clements; «Além de Uma Dúvida Razoável», Peter Hyams; «Jogos de Rena», John Frankenheimer.  
E ainda...: «Lift», (vídeo musical dos) Radiohead; FNAC - exposições de fotografias de Mariana Lopes/«Limbo», de Ana Borges/«Terrain Vague» e de Ricardo Sousa Lopes/«Janela Para Lá» (Vasco da Gama); Biblioteca Nacional de Portugal - colóquio «Francisco de Holanda (1517-2017) - Pintura e Pensamento» (em co-organização com o Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e Movimento Internacional Lusófono) + exposição «A Biblioteca dos Passeios e Arvoredos (Lisboa, 1875)» + exposição «Oh, Vida, sê bela! - Alberto de Lacerda (1928-2007)» + exposição «Os Carmelitas no mundo português» + mostra «Prémios Nobel da literatura ibero-americana» + mostra «Portugal Futurista e outras publicações de 1917» + mostra «Mário Saraiva - O percurso de um doutrinador» + mostra «Delfim Maya (1886-1978)» + mostra «"O melhor jornal para rapazes" - 70 anos do Camarada» + mostra «"A Morte Lenta - Memórias de um Sobrevivente de Buchenwald", de Emile Henry»; «"4 Diabos" - Traços de um filme perdido (documentário incluído na edição especial em Blu-Ray e DVD de "Nascer do Sol" de F. W. Murnau)», Janet Bergstrom; «Sand Art/Arte Areia - Praia da Torre + Oeiras», Emanuel Rosa; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «O Ribatejo na obra de Delfim Maya - Escultor do movimento» (Museu Municipal) + exposição «Outros olhares sobre a Grande Guerra» (Celeiro da Patriarcal) + mostra «Combatentes de Alverca do Ribatejo na Grande Guerra» (Núcleo Museológico de Alverca); «Lying With You», (vídeo musical de) Charlotte Gainsbourg; «Senna, o teste - 1992. Ayrton Senna. IndyCar?», (documentário de) Marshall Pruett e Travis Long.

quarta-feira, dezembro 20, 2017

Outros: O livro do Delito

Neste ano de 2017 que está prestes a terminar recebi três convites de Pedro Correia, e todos aceitei. O primeiro foi para a apresentação do seu livro «Política de A a Z» - que escreveu com Rodrigo Gonçalves – a 26 de Janeiro no El Corte Inglés; estive lá e adquiri o meu exemplar, que foi autografado pelos dois autores. O segundo foi para eu escrever e publicar no blog Delito de Opinião um texto no âmbito da rubrica «Convidados» (de outros blogs); em consequência, o meu artigo «Mulheres de(s)arma(da)s» foi publicado no DdO a 19 de Julho, e tal constituiu para mim uma honra. O terceiro foi para eu participar na subscrição prévia e pública, pelo sistema de crowdfunding, do livro «Delito de Opinião desde 2009 – Uma Antologia», o que fiz a 30 de Novembro; neste momento ainda faltam 55 apoiantes dos 160 necessários para o financiamento da edição, pelo que deixo a sugestão… e o convite aos que me lêem aqui no Octanas para que sejam também «mecenas» daquela obra; considerem esse contributo como uma diferente, e mesmo original, prenda de Natal, de que vários beneficiarão. (Referência no Delito de Opinião.

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 6)…

… Escritos e publicados, desde Dezembro último (sim, do ano passado), nos seguintes blogs (e um jornal): Malomil (um, dois, três); MILhafre; Horas Extraordinárias; Delito de Opinião (um, dois, três quatro, cinco); Rascunhos (um, dois); Intergalactic Robot; Jornal de Negócios; 31 da Armada; Apartado 53. E que abord(ar)am, entre outros subtemas: a conveniência, a justeza, e até a obrigatoriedade moral, de não se comprar livros escritos e impressos em sujeição ao AO90; a diferença entre erros de acentuação e erros «acordistas»; os «paradoxos» do AO90 que só se resolvem… acabando com ele; indignação e vergonha pela atribuição a José Carlos de Vasconcelos do Prémio de Cidadania Cultural Vasco Graça Moura; degradação do jornalismo e dos jornalistas (que não merecem carteira profissional) em Portugal devido à submissão ao AO90; A Origem das Espécies não merece selecção; (ainda maiores) extremos na supressão de consoantes induzidos pelo AO90; a contradição, e até hipocrisia, de um político (e outros haverão) que se queixa do nefasto «legado» de José Sócrates mas que, porém, usa o «acordês»; a cobardia d(e uma grande parte d)os professores, que se manifestam e entram em greve pelos seus salários e pelas suas carreiras mas não contra as formas e os conteúdos do ensino, com destaque (negativo) para o AO90, cujas (previsíveis) consequências negativas já se fazem sentir.

sexta-feira, dezembro 01, 2017

Observação: Mais protagonismo, menos protocolo

No passado dia 15 de Março recebi (mais) uma mensagem de correio electrónico da Real Associação de Lisboa, de que sou membro. O tema era uma petição, apoiada pela Causa Real e pela sua associação distrital mais representativa, com o título (e objectivo) «inclusão do Duque de Bragança na lei do protocolo do Estado». Após leitura da, e reflexão sobre a, referida petição, decidi que não a assinaria.
O motivo da minha decisão, da minha posição nesta questão, não está, evidentemente, em eu considerar que D. Duarte Pio não é merecedor de respeito, individual e institucional, que não é digno de reconhecimento oficial em cerimónias públicas. Muito pelo contrário: é exactamente por eu não duvidar de que o herdeiro do trono de Portugal merece um estatuto acima de qualquer suspeita que eu acredito que ele não deve ter qualquer tipo de presença ou de pertença a este Estado, a este regime, a esta terceira república, que, no seguimento das duas que a precederam, embora de diferentes – mas sempre deprimentes, mental e materialmente – formas, tanto tem prejudicado este país em geral e as suas pessoas em particular. Uma terceira república marcada por: permanente incapacidade de defender devidamente a integridade física tanto do território como dos cidadãos, não disponibilizando a bombeiros, polícias e a outras entidades de protecção e de segurança os meios adequados, apesar de uma carga fiscal excessiva e que não diminui; sucessivos, crescentes (em gravidade, dimensão, complexidade) escândalos de corrupção, ou, pelo menos, casos de incompetência e de irresponsabilidade governativas; constante desrespeito pela opinião dos eleitores, ao serem tomadas decisões importantes, fundamentais, e mesmo estruturantes, no presente e para o futuro, sem aqueles serem consultados em referendos -  sobre matérias europeias (adesão à CEE, tratado de Maastricht que definiu a transição de «comunidade» para «união», moeda única) ou outras mais ou menos «fracturantes» («acordos ortográficos», «casamento» e adopção entre/por pessoas/«casais» do mesmo sexo, incentivos – incluindo financeiros - ao aborto em larga escala, e, em breve, talvez a eutanásia).
Entre os proponentes e os primeiros subscritores da petição estão várias individualidades por quem tenho respeito e até admiração, e não duvido das suas boas intenções ao avançarem com esta iniciativa. No entanto, receio que assim estejam a «assinar» - inconscientemente, involuntariamente – a «rendição» definitiva do movimento monárquico nacional perante a repugnante, ridícula, ruinosa e arruinada, república: que assim estejam a confirmar o (seu) conformismo com a situação, com o «sistema»; a concordar com «se não consegues vencê-los, junta-te a eles»; a (quererem) entrar numa «festa» para o qual não se foi convidado… e ainda bem, porque aquela é frequentada por gente de carácter duvidoso, dada a comportamentos perigosos, se não mesmo criminosos. Seria preferível que, da parte da Causa Real, das reais associações, e do próprio Duque de Bragança, houvesse uma (re)afirmação da vontade, indestrutível, insubmissa, inegociável, imune a quaisquer cortesias, de restaurar o Reino de Portugal, e de tudo fazer nesse sentido, começando com um distanciamento em relação à república e aos seus desacreditados, decadentes, degradados, redutos e rituais, e continuando com a definição e a realização de uma estratégia – mesmo que de longo prazo, mas efectiva – de (re)conquista do poder. É bom que se façam visitas, missas, jantares, homenagens, conferências, mas é preciso mais do que isso. Espera-se de todos os monárquicos, e em especial dos seus representantes, mais protagonismo – em palavras e em actos – na concretização da causa que (n)os une, e menos (preocupação com o, um) protocolo. Espera-se resistência, persistência, desobediência, e não desistência. (Artigo publicado no passado dia 12 de Setembro na página 23 da edição Nº 2124 do jornal O Diabo.) (Também no MILhafre.)     

segunda-feira, novembro 20, 2017

Oráculo: Colóquio sobre FdH, a 4 do 12

No próximo dia 4 de Dezembro decorrerá, no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, o colóquio «Francisco de Holanda (1517-2017) – Pintura e Pensamento». É mais uma organização do Movimento Internacional Lusófono e do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira segundo uma sugestão e uma iniciativa minhas, na sequência dos eventos similares (assentes em efemérides significativas) dedicados a Luís António Verney em 2013 (aquando dos 300 anos do nascimento), a Afonso de Albuquerque em 2015 (aquando dos 500 anos da morte) e a Francisco Manuel de Melo em 2016 (aquando dos 350 anos da morte).
Este colóquio pretende ser (mais) um contributo para (re)descobrir uma das figuras mais importantes, fascinantes e inspiradoras da história nacional – falecida em 1584, quatro anos depois de Luís de Camões. Já neste ano, entre 6 de Abril e 24 de Junho, esteve patente ao público, no Museu do Dinheiro do Banco de Portugal, a exposição «Francisco de Holanda - Desejo, Desígnio e Desenho (1517-2017)», dedicada a «um homem ímpar na história da cultura portuguesa. Pintor, desenhador, arquitecto, iluminista, ensaísta, idealista, foi um intelectual com o verdadeiro peso que a palavra tem. (…) Artista de relevo na cena renascentista nacional e internacional, que contribuiu de forma determinante para a (ruptura) com a mentalidade lusitana, cristalizada noutras épocas (…), uma personalidade ímpar, singularizada pela incessante procura do saber, (…) (que contribuiu) para a história da arte, numismática, arquitectura militar e urbanismo, (…) (que deixou um) legado artístico e filosófico (enquanto) humanista que consagrou a sua vida a desenhar, a projectar uma nova cidade de Lisboa, e a escrever, designadamente sobre o artista e o seu papel na sociedade, sobre a arte do desenho e as suas virtudes, sobre os planos de defesa da cidade, sobre a Europa e o Mundo no séc. XVI.»
A lista de oradores do colóquio inclui os nomes de Américo Pereira, António Moreira Teixeira, Idalina Maia Sidoncha, J. E. Mikosz, José Almeida, José Carlos Pereira, Manuel Cândido Pimentel, Manuel Curado, Maria de Lourdes Sirgado Ganho, Mendo Castro Henriques, Paulo de Assunção, Samuel Dimas, Teresa Amado e Teresa Lousa. António Braz Teixeira será o moderador na parte da manhã e eu serei o moderador na parte da tarde. (Referência no Cadernos de Daath.

sábado, novembro 04, 2017

Outros: Contra o AO90 (Parte 15)

«Acordo, desacordo», Maria do Rosário Pedreira; «As invasões ao contrário – ou o Francês atirado ao lixo», «O Português na hora di bai?», «Acordemos, para desacordar de vez», «Pirâmides, futebóis e ortografia», «A nova ortografia vai nua? Vistam-na, depressa!», «Cerá ke istu tambãe ce iskreve acim?», «O acordismo militante ou o doce dom de iludir», «O disparate é livre, mas para quê abusar?», «Algumas luzes no túnel da ortografia», «Dois tempos desortografados», «Eles abusaram e agora a língua é que paga», «Pequenas lembranças proto-ortográficas», «Sabiam que Cleópatra era de Idanha-a-Velha?» e «Dança com letras nas modas de cá e lá», Nuno Pacheco; «Desacordo ortográfico» e «Brincadeira, disse ela», António Duarte; «Vê lá no que te metes, ó Academia», «Um Acordo como deve ser» e «Como o “Acordo Ortográfico” regressou dos mortos», Fernando Venâncio; «Resistência activa ao aborto ortográfico (120, 121, 122, 123, 124, 125, 126, 127)», «Reflexão do dia (1, 2)», «Frei Barroso», «O “acordo” é bom, mau é o povo» e «Elogio a tradutores que resistem», Pedro Correia; «Quando um burro zurra, os outros baixam as orelhas» e «Foi por vontade de Deus?», Ana Cristina Leonardo; «Um problema de óptica», «Fatos narrados», «Presos linguísticos», «É simples», «E eles querem?», «A cada Natal» e «Desisto», Helder Guégués; «Admirável Língua Nova (1, 2, 3, 4)», Manuel Matos Monteiro; «Lampadinhas», «Os números não mentem (1, 2, 3, 4, 5)», «”Voltar a aprender Português”», «”A unificação é uma miragem”», «Assim com’assim», «O que diz Pacheco», «”O AO90 facilita a aprendizagem”, dizem eles (1, 2)», «Amnésia colectiva, ignorância geral, estupidez militante», «No fim de contas», «Grupo de trabalho parlamentar para a avaliação do “impato”», «Anatomia da fraude», «”O idioma faz a nossa identidade”», «As eleições autocráticas», «O camartelo (1, 2, 3)» e «Morra o Dantas, morra, pim! (1, 2)», João Pedro Graça; «Desconexão ortográfica», «Ortografia – Apocalipse agora», «Ortografia dentro das expectativas», «E se os linguistas dão o alarme? Dêem ouvidos», «Ortografia à bruta» e «O “fato” académico», António Fernando Nabais; «Estou triste», Dário Silva; «Português, língua estrangeira?», Mário João Fernandes; «Así que pasen cinco años», «A CPLP e os pontos de contato», «Além dos fatos – Coacções, coações e equações», «Efectivamente, assento», «A recessão calorosa», «A Seção Consular de Portugal na Bélgica não existe», «Efectivamente, a ideia de batizar parece-me ridícula», «Estranheza e estupefacção», «Extracto-extrato-estrato», «Estupefacto sem pê», «Unidos de fato», «Sobre a “opinião dos linguistas”, a arrogância, a ignorância e a continência», «Susceptibilidades e rigor científico», «Há uma grafia rasca em Portugal», «Contra o Orçamento do Estado para 2018» e «As lições de Português do Professor Expresso», Francisco Miguel Valada; «Criado grupo de trabalho no parlamento para avaliar o impacto da aplicação do AO90», «O AO90 no Correntes d’Escritas e uma pergunta ao Presidente da República», «Excelente reflexão sobre o fraudulento AO90», «A incoerência de um governo que não sabe o que faz e uma FENPROF subserviente», «Oposição ao acordo ortográfico de 1990», «Portugal é caso único no Mundo quanto à venda da sua língua oficial», «Que vergonha, senhor primeiro-ministro!» e «Palavras sem sentido que o AO90 anda por aí a “grelar”…», Isabel A. Ferreira; «Até prova em contrário», «A nossa memória colectiva», «O Acordo Ortográfico está em vigor», «A ILC-AO no Parlamento – notícia», «A ILC-AO no Parlamento – intervenção inicial», «A ILC-AO noParlamento – gravação» e «O futuro da língua portuguesa», Rui Valente; «Ao menos fica a brilhar», Vítor Cunha; «Sinais de fumo», João Pereira Coutinho; «Criatura para durar», Leonardo Ralha; «Crónica de um desacordo anunciado», Pedro Vieira; «Acordo ortográfico moribundo», Manuel Silveira da Cunha; «O desacordo ortográfico», Fernando Sobral; «Acordo ortográfico – Uma morte assistida», Artur Coimbra; «O “corretor” aperfeiçoado», Nuno Cardoso Dias; «(H)ora H para o AO», António Bagão Félix; «A polémica ortográfica», Maria do Carmo Vieira; «Palavras inventadas pelo Acordo Ortográfico de 1990», Ivo Miguel Barroso; «Acordo? Discordo», José Mendonça da Cruz; «Falta apenas bom senso», João Roque Dias; «Um ataque pessoal a Camões», Indira dos Santos; «Breve reflexão sobre a minha esquisitíssima profissão», Pedro Barroso; «O acordo ortográfico», Manuel Vaz Pires; «Contra o Acordo Ortográfico de 1990 (e qualquer outro desta natureza)», Luiz Fagundes Duarte; «A ortografia lusófona», José Pacheco; «Procuram-se – profissões sem AO90», Hermínia Castro; «O “acordo”ortográfico de 1990 em 2017», José Pedro Gomes; «O Acordo Ortográfico», José Pimentel Teixeira. (Também no MILhafre.) 

quinta-feira, outubro 12, 2017

Orientação: Entrevista a’O Mirante

Na edição de hoje (Nº 1320) do jornal (semanário regional) O Mirante, e na página 20, está uma entrevista que eu concedi a Jéssica Rocha, sob o título «O jornalismo de proximidade é imprescindível nos nossos tempos». Um excerto: «A multiplicidade de fontes e meios de informação é boa, mas por vezes leva a que o rigor seja menor. Já não se espera tanto. E as vozes mais experientes vão sendo afastadas, não porque não se adaptem às novas tecnologias mas porque é mais caro mantê-las. (…) O online tem imensas vantagens, um grande alcance e permite a actualização constante dos assuntos. Consumimos cada vez mais informação em formato digital mas, ao contrário do que se dizia, os livros continuam a ter mais saída em papel do que em ebook.» (Também no MILhafre.)

terça-feira, outubro 10, 2017

Obituário: António de Macedo

Decorreu ontem, segunda-feira, à tarde, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, o funeral (missa de corpo presente seguida de cremação) de António de Macedo, que faleceu no passado dia 5 de Outubro. Eu estive presente para participar na cerimónia de despedida a um homem, artista, cidadão, exemplar e excepcional, a quem eu devo tanto, a quem muitos outros devem tanto.
No meu caso, e como constantemente tenho referido ao longo do tempo, a ele devo o início da minha carreira literária, ao ter decidido publicar, por sugestão de Sérgio Franclim, o meu livro «Visões» na colecção «Bibliotheca Phantastica» da (entretanto extinta) editora Hugin, para o qual escreveu, aliás, uma elogiosa introdução, que replicou, oralmente, na apresentação da minha obra de estreia, ocorrida n(a Biblioteca d)o Palácio Galveias, em Lisboa, em 2003. Depois disso, foram muitos anos de encontros, conversas e colaborações – em especial a sua participação na antologia colectiva de contos de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas», que eu concebi e co-organizei, e cuja apresentação, na edição de 2012 do colóquio internacional com o mesmo nome, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, contou com a sua presença. Várias apresentações de livros autografados por ele, que não incluem, infelizmente, o seu último romance, «Lovesenda ou o Enigma das Oito Portas de Cristal», cuja publicação pela Editorial Divergência eu me orgulho de ter proporcionado. Aliás, a apresentação daquela obra, ocorrida em 18 de Fevereiro último na Biblioteca São Lázaro, em Lisboa, não contou com a sua presença, o que constituíu um indício infeliz de que o seu estado de saúde já se agravara consideravelmente.
Assim, a última ocasião em que eu – e muitas outras pessoas – estive(mos) com ele foi aquando da estreia no cinema São Jorge, em Setembro do ano passado durante o festival MoteLx, do seu último filme, «O Segredo das Pedras Vivas», num auditório repleto que o aplaudiu, que o ovacionou antes e depois de subir ao palco para, rodeado por actores e técnicos que com ele trabalharam naquele projecto, falar deste e ainda da sua carreira; sobre esta, e não muito tempo depois, era estreado o documentário «Nos Interstícios da Realidade – O Cinema de António de Macedo», o que contribuíu para fazer de 2016 «o ano de António». Então vimo-lo frágil, andando com dificuldade. Tínhamos esperança de que ele recuperasse, que o seu corpo readquirisse o vigor que a sua mente nunca deixou de ter. Porém, tal acabou por não ser possível.
Este desfecho não foi, pois, inesperado. No entanto, não deixa por isso de ser triste. Fica a admiração, a gratidão, a saudade. E, ao contrário do que afirmou Jorge Mourinha no Público, António de Macedo não estava «ultimamente esquecido»… pelo menos não totalmente; eventualmente, talvez, por alguns ignorantes, ingratos e invejosos de uma certa, pequenina, «cultura à portuguesa»; não, de certeza, pelos adeptos e praticantes mais jovens da FC & F nacional, que tinham – e têm, e continuarão a ter – nele um mentor, um modelo.
A ler ainda as homenagens assinadas por Ana Almeida, David Soares, João Campos, João Lopes, Luís Miguel Sequeira e Rogério Ribeiro. (Também no MILhafre e no Simetria.   

domingo, outubro 08, 2017

Obrigado: Aos que compareceram…

… Ontem, no Núcleo de Alverca do Museu Municipal de Vila Franca de Xira, para a apresentação dos meus livros «Nautas – O início da Sociedade da Informação em Portugal», «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo» e «Q – Poemas de uma Quimera». Gostei muito de (re)ver familiares, amigos e ex-colegas, alguns do Notícias de Alverca, onde, em 1985, me iniciei no jornalismo. Eu e Renato Epifânio, em nome do Movimento Internacional Lusófono, muito agradecemos, em especial, a Anabela Ferreira, Coordenadora do NAMMVFX, e à sua equipa, por tão bem nos terem recebido e por terem divulgado a iniciativa. Que, entretanto, já foi objecto de (breve) notícia no sítio na Internet do jornal O Mirante, cuja jornalista Jéssica Rocha me fez uma entrevista também ontem, e que deverá ser publicada em breve na edição em papel daquele semanário regional. (Também no MILhafre.)

quarta-feira, outubro 04, 2017

Orientação: Entrevista ao Voz Ribatejana

Na edição de hoje (Nº 173) do jornal (quinzenário regional) Voz Ribatejana, e nas páginas 26 e 27, está uma entrevista que eu concedi ao director daquele, Jorge Talixa, sob o título «Sociedade da informação motiva novo livro de Octávio dos Santos», sendo o livro, obviamente, «Nautas». Um excerto: «Actualmente tudo, ou quase, se pode ver, consultar, receber e pagar pela Internet, com um ecrã e um teclado. Contudo, não sei se em certos casos se terá passado do “oito” ao “oitenta”, ou mesmo do “zero” ao “cem”. Ainda existem significativas faixas da população, constituídas por pessoas idosas e com pouco ou nenhum contacto com as nova tecnologias, que como que são forçadas a cumprir as suas obrigações, fiscais e não, em modo electrónico. Acho que é um erro, e um erro perigoso, estar-se a tentar abolir, completamente ou quase, a utilização de papel. Tem de haver salvaguardas físicas, concretas, e a Rede, embora poderosa, pode ser ou tornar-se frágil, como o demonstram os constantes ataques e infiltrações por hackers que muitos sítios sofrem. Apesar disso, sou por princípio contra a imposição de “regras” ou “factores de controlo” que reduzam eventuais “abusos”, em especial no que se refere à liberdade de expressão. Oponho-me incondicionalmente à censura prévia, e se alguém se sentir prejudicado por algo que aconteceu, viu ou ouviu, que recorra aos tribunais. Prefiro a auto-regulação à regulação… quantas vezes com “tiques” totalitários.. vinda de cima. Os cidadãos devem estar sempre atentos, fazer bom uso das ferramentas que têm ao seu dispôr… e não acreditarem em tudo o que lêem. Mais uma vez digo, o cepticismo e a desconfiança, em doses adequadas, são atitudes saudáveis.» (Também no MILhafre.)