segunda-feira, dezembro 31, 2007

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2007

A literatura: «O Táxi Nº 9297», Reinaldo Ferreira; «Fragmentos de uma Conspiração», José Manuel Lopes; «Romance da Raposa», Aquilino Ribeiro; «O Dedo Mágico», «A Girafa, o Pelicano e Eu», «Os Tontos», «O Enorme Crocodilo» e «George e o Remédio Mágico», Roald Dahl.
A música: «Planet Earth», Prince; «Autoamerican», Blondie; «The Piper At The Gates Of Dawn», Pink Floyd; «Pet Sounds», Beach Boys; «Forever Changes», Love; «South Saturn Delta», Jimi Hendrix; «Be Yourself Tonight», Eurythmics; «Concerto para Violino e Orquestra/Tentações de S. Frei Gil», Luís de Freitas Branco (pela Orquestra Sinfónica da RDP dirigida por Silva Pereira, com Vasco Barbosa, violino).
O cinema: «As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa», Andrew Adamson; «Casino Royale», Martin Campbell; «A Rainha», Stephen Frears; «Rei Artur», Antoine Fuqua; «Instinto Básico 2», Michael Caton-Jones; «Noite no Museu», Shawn Levy; «300», Zack Snyder; «Conheçam os Fockers», Jay Roach; «Quatro Fantásticos e o Surfista Prateado», Tim Story; «O Jardineiro Constante», Fernando Meirelles; «Harry Potter e a Ordem da Fénix», David Yates; «Shrek o Terceiro», Chris Miller; «Die Hard 4.0», Len Wiseman; «Homem Aranha 3», Sam Raimi.
E ainda...: Museu Nacional da Imprensa/Ministério das Finanças – PortoCartoon 2007; Câmara Municipal de Sintra/Adega Visconde de Salreu - «Alfredo Keil em Sintra – 100 Anos Depois»; Fundação Arbués Moreira – Museu do Brinquedo; Club Vilafranquense/Comissão para a Reabilitação do Teatro Salvador Marques de Alhandra – «Teatros Históricos», por José Carlos Alvarez; Fórum Fantástico 2007; Pavilhão Atlântico de Lisboa – Marilyn Manson (2007/11/19); Arquivo e Biblioteca Nacional/Torre do Tombo – (Exposições) Guerra Peninsular/200 Anos + Tratados entre Portugal e os Países da União Europeia/Séculos XIII-XXI.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Orientação: Artigo no Jornal de Negócios

A edição Nº 1159 do Jornal de Negócios, publicada hoje, 28 de Dezembro de 2007, inclui, nas páginas XX e XXI do caderno Weekend, o meu artigo «O “sinal”, duas décadas depois», sobre os 20 anos da edição de «Sign “O” The Times», de Prince.

terça-feira, dezembro 25, 2007

Obras: “Charlot”

Com um chapéu de coco, uma bengala, sapatos enormes e um bigode a fingir
ele fez deste Mundo um lugar melhor para se estar.

Ele sempre nos fez rir,
mas, ao mesmo tempo, obrigava-nos também a pensar.

As calúnias com que o tentaram atingir
não foram suficientes para o conseguirem silenciar.

E nem quando chegou a altura de partir
ele nos deixou, ao menos por uma vez, chorar.

Porque escolheu a noite de Natal para se despedir
oferecendo-nos como presentes muitas imagens para recordar.

E apesar da imensa tristeza que deveríamos sentir
só pensámos na alegria, na beleza e no amor que ele tinha para nos dar.

Talvez ele tenha regressado para junto dos seus, a dormir,
e reencontrado a sua infância, mais feliz, ao acordar.


Hoje, 25 de Dezembro de 2007, passam 30 anos sobre a morte de Charles Chaplin.

Poema (Nº 235) escrito em 1991 e incluído no meu livro «Museu da História».

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Organização: «Livro do Regicídio» está pronto

Hoje, 10 de Dezembro de 2007, concluí a organização (redacção e revisão), e enviei à editora Saída de Emergência, (d)o livro «A República Nunca Existiu!», obra que pretende assinalar o primeiro centenário do Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, que vitimou o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe.
Além de mim, participam mais 13 autores: Alexandre Vieira, Bruno Martins Soares, Cristina Flora, Gerson Lodi-Ribeiro, João Aguiar, João Seixas, José Manuel Lopes, Luísa Marques da Silva, Luís Bettencourt Moniz, Luís Richheimer de Sequeira, Maria de Menezes, Miguel Real e Sérgio Sousa-Rodrigues.
Esta obra colectiva, que se insere no âmbito da literatura fantástica e do sub-género da história alternativa, será, em princípio, apresentada em Lisboa no próximo dia 31 de Janeiro de 2008.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Obras: “Rosa vermelha, rosa branca”

Naquele momento o corso* deixou de ser uma ameaça;
ele e ela esqueceram-se de que havia uma guerra entre nações.
Estavam sós num enorme palácio abandonado ao crepúsculo
e o bater dos seus corações era mais forte do que o troar dos canhões.

Ela não podia continuar bordando e lendo poesia
depois de receber aquela carta lacrada do seu amado.
Ele obtivera uma breve licença da frente de batalha
e implorava-lhe que não faltasse a um encontro, talvez o último a ser marcado.

Eles sabem que serão condenados pelas suas aristocráticas famílias,
mas por bailes românticos e jantares faustosos não podem esperar.
Há muito que não há corridas de carruagens puxadas por cavalos brancos sob fogo de artifício;
há muito que não há passeios de barco ao som de violinos em lagos banhados pelo luar.

Assim que se viram beijaram-se demorada e ternamente,
após o que ele lhe ofereceu uma bela e fresca rosa vermelha.
Sussurrando: «A flor da paixão violenta e arrebatada,
a que tudo submete, que tudo consome, tudo incendeia!»

E nessa noite a melancolia desapareceu e a felicidade explodiu.
Dois corpos flamejantes abriram feridas na esperança e no medo.
Mais profundas que as abertas nas planícies por soldados e cavalos
porque estas, embora dolorosas, cicatrizam sempre mais tarde ou mais cedo.

Quando ela acordou de madrugada ele já tinha partido
mas deixara uma bela e fresca rosa branca a seu lado sobre o travesseiro.
Com um bilhete que dizia: «A flor do amor puro e eterno,
que vai além da vida e da morte por ser verdadeiro.»


* Napoleão Bonaparte

Hoje, 19 de Novembro de 2007, passam 200 anos sobre o início das invasões francesas de Portugal.

Poema (Nº 190) escrito em 1988 e incluído no meu livro «Alma Portuguesa».

quarta-feira, novembro 14, 2007

Orientação: Esquinas (11)

Três meses depois da publicação da Lei Nº 37/2007 de 14 de Agosto, que «aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo» (e que só entra em vigor a 1 de Janeiro de 2008), está a partir de hoje também disponível no Esquinas o meu artigo «É só fumaça!», publicado originalmente em 1997.

domingo, novembro 11, 2007

Outros: Ecos do Fórum

A edição Nº 6435 do jornal Público, publicada hoje, 11 de Novembro de 2007, inclui, nas páginas 10 e 11 do caderno P2, o artigo «É tempo de curtas», escrito pela jornalista Dulce Furtado, e que constitui um balanço do Fórum Fantástico 2007, que se realizou nos passados dias 8, 9 e 10 de Novembro na Universidade Lusófona em Lisboa. Nele é referido, entre outros livros de contos que começam a ganhar algum destaque, aquele que eu estou a organizar: «O FF 2007 veio dar a achega de que está a ocorrer uma inversão, também no panorama literário português. Primeira prova dada pela publicação das antologias de contos de vários autores portugueses “Por Universos Nunca Dantes Navegados”, “A República Nunca Existiu!” e “Contos de Terror do Homem-Peixe”, ao que se somam “A Conspiração dos Abandonados – Contos Neogóticos”, de António de Macedo, e “Pequenos Mistérios”, do norte-americano Bruce Holland Rogers.» Convirá esclarecer que, de todos os livros citados, «A República Nunca Existiu!» é o único que ainda não está publicado.
Entretanto, já estão disponíveis fotografias daquele evento, incluindo duas referentes à pré-apresentação do «Livro do Regicídio» que eu efectuei no dia 9 com Luís Corte Real, da Saída de Emergência. Uma foi tirada por Rogério Ribeiro, a outra por Safaa Dib, ambos organizadores do Fórum.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Obrigado: Aos que compareceram hoje

Exprimo aqui o meu agradecimento a todos aqueles que compareceram hoje à segunda sessão do Fórum Fantástico 2007 em que eu e Luís Côrte-Real, da editora Saída de Emergência, fizemos a «pré-apresentação» do livro «A República Nunca Existiu!», obra colectiva no sub-género «história alternativa» e que deverá ser apresentada no próximo dia 1 de Fevereiro de 1908, em que passarão 100 anos sobre o Regicídio que vitimou o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe. Digo um «muito obrigado» muito especial à Épica/Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes, em particular a Rogério Ribeiro e a Safaa Dib, por terem aceitado a minha sugestão e satisfeito o meu pedido, praticamente à «última hora», de inclusão no programa do Fórum deste ano do anúncio e divulgação de um projecto que nasceu, pode dizer-se, no Fórum do ano passado.

Outros: Comentário ao «nome do aeroporto»

Na edição de hoje, 9 de Novembro de 2007, do jornal Destak, na página 22, vem transcrita uma mensagem de António Brotas com comentários ao meu artigo «Que nome para o aeroporto?», publicado na edição do passado dia 3 de Novembro do jornal Expresso. O mesmo texto está, aliás, igualmente reproduzido no blog Novo Aeroporto de Lisboa, em entrada também com data de hoje.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Oráculo: «Regicídio» no FF07

O Fórum Fantástico 2007, que decorrerá no auditório da Biblioteca Victor de Sá da Universidade Lusófona, em Lisboa (no Campo Grande), nos próximos dias 8, 9 e 10 de Novembro, vai incluir, no dia 9 (sexta-feira) e às 15.30 horas, uma pré-apresentação do livro «A República Nunca Existiu!». Este primeiro «anúncio oficial» da colectânea de contos de vários autores (que eu concebi e estou a organizar) estará a meu cargo e também de Luís Côrte-Real, da editora Saída de Emergência.

sábado, novembro 03, 2007

Orientação: Artigo no Expresso

A edição Nº 1827 do jornal Expresso, publicada hoje, 3 de Novembro de 2007, inclui, na página 36 (primeiro caderno), o meu artigo «Que nome para o aeroporto?» Comprem e leiam!

quinta-feira, novembro 01, 2007

Orientação: Esquinas (10)

Neste dia em que passa o 252º aniversário do Terramoto de Lisboa, fica mais uma vez o convite, agora através do Esquinas, para uma visita à Ópera do Tejo.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Orientação: Esquinas (9)

Neste dia em que se assinala mais uma... Noite das Bruxas, ou Halloween, fica mais uma vez o convite, agora através do Esquinas, para uma visita à Simetria Sonora.

terça-feira, outubro 16, 2007

Orientação: Esquinas (8)

Uma semana depois de ter sido publicado originalmente no jornal O Diabo, está a partir de hoje disponível no Esquinas – e sem gralhas, mórbidas ou outras – o meu artigo «Keil, Fialho e Bruno».

terça-feira, outubro 09, 2007

Orientação: Mais um artigo n’O Diabo

A edição Nº 1606 do jornal O Diabo, publicada hoje, 9 de Outubro de 2007, inclui, na página 21, o meu artigo «Keil, Fialho e Bruno».

sábado, outubro 06, 2007

Orientação: Esquinas (7)

Seis meses depois de ter sido publicado originalmente no jornal Público, está a partir de hoje disponível no Esquinas o meu artigo «300 aos 50», sobre Frank Miller e o filme «300», baseado num dos seus livros.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Orientação: Esquinas (6)

A partir de hoje, também no Esquinas, o meu artigo «Datas marcadas», em comemoração de mais um 5 de Outubro – o de 1143, não o de 1910.

quinta-feira, setembro 27, 2007

quarta-feira, setembro 26, 2007

Organização: «A marcha sobre Lisboa» na IGAC

Entreguei hoje, 26 de Setembro de 2007, na sede da Inspecção-Geral das Actividades Culturais, situada no Palácio Foz, em Lisboa, o requerimento de registo de direito de autor - que deu entrada sob o número 4051/07 - sobre mais uma obra: «A marcha sobre Lisboa» é um conto que constitui igualmente a minha contribuição para a obra colectiva «Livro do Regicídio» (título provisório), projecto que eu concebi e que estou a organizar, e que pretende assinalar os 100 anos do atentado em que foram assassinados o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe. Deverá por isso ser apresentado a 1 de Fevereiro do próximo ano, em Lisboa.

domingo, setembro 09, 2007

Orientação: Esquinas (3)

Hoje, 9 de Setembro de 2007, prestei o meu terceiro contributo ao sítio Esquinas – desta vez, decidi «republicar» o meu artigo «Por uma nova literatura», já inserido aqui no «Octanas» e publicado originalmente na (já extinta) revista Tempo, na sua edição Nº 79 de 25 de Maio de 2005.

sábado, setembro 01, 2007

Opinião: «MeDiana»

Agora, olhando para trás, recordando tudo o que aconteceu, como começou, como acabou, parece perfeito. Morbidamente, perversamente perfeito. Uma verdadeira tragédia, ideal para uma peça dramática ou uma ópera séria de grande impacto.
Sabendo tudo o que sabemos, parece hoje «lógico», «natural», «normal», que Diana Spencer, Princesa de Gales, mãe do futuro Rei do Reino Unido, tenha morrido desta maneira. Violenta. Horrível. Imerecida. Prematura.
A morte de Diana parece-nos «lógica», tal como nos pareceram «lógicas» as mortes de Ayrton Senna – também num carro em alta velocidade – e de Freddie Mercury – vítima da Sida. Ou, mais remotamente, as mortes de James Dean – também num carro em alta velocidade! – de Marilyn Monroe e de Elvis Presley – ambos, alegadamente, vítimas de comprimidos em demasia. Violentas ou não, as suas mortes pareceram estar em consonância com as vidas que levaram: excessivas, rápidas, nos limites, mas em que foram seguidos e imitados por multidões de adoradores que viam neles modelos e exemplos de imagem e de comportamento, rigorosos e exigentes consigo próprios e com os outros.
Embora tendo muitas semelhanças com os de outras figuras que são símbolos culturais do nosso tempo, o caso de Diana é diferente. A sua notoriedade começou por ser instantânea, imediata e extremamente alta, ao contrário das «estrelas» referidas, e outras, cuja fama foi construída progressivamente, lentamente, à medida que os seus talentos iam sendo reconhecidos e as suas obras difundidas. Isto não aconteceu com Diana por dois motivos principais. Primeiro, ela não era uma pessoa qualquer – esposa do herdeiro do trono de Inglaterra, e logo, futura rainha! Segundo motivo, e talvez o mais importante: a fama de Diana iniciou-se e prolongou-se numa era em que os meios de comunicação conheceram o extraordinário desenvolvimento que hoje está à vista de todos. Os outros ídolos, os outros artistas, não tiveram ao seu dispor a quantidade e a qualidade de meios a que Diana teve acesso.
Diana constituiu o primeiro, e talvez por isso o maior, «objecto de estudo e de trabalho» da revolução mediática que transformou o Mundo em que vivemos. Consolidou-se durante 16 anos em que as novas tecnologias da informação e da comunicação abalaram o Mundo.
O «mito Diana» começou na altura em que o vídeo caseiro se generalizou. Em que o computador pessoal se tornou uma realidade útil e acessível, e cada vez mais sofisticada. Em que surgiram, ou se expandiram, todas as maravilhas da digitalização, a televisão por cabo, por satélite e de alta definição, a câmara de vídeo pessoal, os jogos de computador, o CD, o mini-disc, a DCC, a realidade virtual, a Internet. O mito Diana começou com uma transmissão televisiva internacional em directo – a do seu casamento – e acabou com outra – a do seu funeral.
Porém, o mais provável é que não tenha acabado. E que só agora, e verdadeiramente, tenha começado. Porque se antes ela já era considerada uma santa, pelas suas inúmeras, e cremos que sinceras, acções de caridade, generosidade e solidariedade, depois de morta a sua figura ganha definitivamente um contorno divino. Diana tem uma aura, e é electrónica. Para a maioria esmagadora de nós, que só a víamos nas imagens da televisão, das revistas e dos jornais, e nunca «ao vivo», as diferenças não serão muitas… porque continuaremos a vê-la, durante muitos e muitos anos, nessas mesmas imagens e talvez em outras, inéditas, que entretanto possam surgir. E continuaremos a não acreditar que ela tenha morrido.
As «imagens reais», paradas ou em movimento, asseguram muito mais a imortalidade do que os desenhos ou as pinturas dos séculos passados. E se as imagens em duas dimensões podem desempenhar essa função, imagine-se como será uma Diana reproduzida em três dimensões, para realidade virtual, ou recriada em imagens de síntese de computador, dizendo coisas que nunca disse, fazendo coisas que nunca fez. Poderemos assim dizer, exclamar: «Ela está entre nós!» Se não em corpo, pelo menos em espírito. Um espírito feito de «bits» de computador, de impulsos eléctricos, de ondas hertzianas.

Hoje, 1 de Setembro de 2007, passam 10 anos sobre a morte de Diana Spencer.

Artigo publicado na revista Cyber.Net Nº 27, 1997/10

sexta-feira, agosto 31, 2007

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2007

A literatura: «Sucesso.pt – Casos de Excelência em Português», Luís Ferreira Lopes, Liliana Carvalho, Mafalda Avelar e Patrícia Cracel; «Contos», José Fialho de Almeida; «A Cidade e as Serras», Eça de Queirós; «O Último Eça» e «O Último Negreiro», Miguel Real; «O Último Evangelho», Sebastião Sá-Rodrigues; «Afonso, o Conquistador», Maria Helena Ventura; «E-Medo», Luísa Marques da Silva.
A música: «Fleetwood Mac», Fleetwood Mac; «This Is The Sea», Waterboys; «Eat Me Drink Me», Marilyn Manson; «Siren», Roxy Music; «Skylarking» e «Oranges & Lemons», XTC; «Laundry Service», Shakira; «Stadium Arcadium», Red Hot Chili Peppers; «Requiem à Memória de Camões», João Domingos Bomtempo (pela Orquestra Sinfónica e Coro da Rádio de Berlim dirigidos por Heinz Rogner).
O cinema: «Destino Final», James Wong; «O Pacificador», Adam Shankman; «O Candidato Manchuriano», Jonathan Demme; «A Intérprete», Sidney Pollack; «Constantine», Francis Lawrence; «Homem em Fogo», Tony Scott; «Medo e Nojo em Las Vegas», Terry Gilliam; «O Príncipe e Eu», Martha Coolidge; «Embate», Paul Haggis; «Confissões de uma Rainha Dramática Adolescente», Sara Sugarman; «As Dez Jardas Integrais», Howard Deutch; «O Terminal», Steven Spielberg; «Elektra», Rob Bowman; «Do Inferno», Albert e Allen Hughes; «13 Quase 30», Gary Winick; «Os Quatro Fantásticos», Tim Story; «25ª Hora», Spike Lee.
E ainda...: Museu da Música/Exposição «No Tempo dos Giradiscos»; Fundação Casa de Bragança – Paço Ducal e Castelo (Museu de Arqueologia + Museu da Caça) de Vila Viçosa; Fundação/Fórum Eugénio de Almeida (Évora) – Exposição «Um Silêncio Interior: Os Retratos de Henri Cartier-Bresson»; Câmara Municipal de Évora/TEOARTIS – 5º Festival/Bienal Internacional de Gravura de Évora.

sábado, julho 21, 2007

Outros: Teatro Salvador Marques

Hoje, 21 de Julho de 2007, é a data da minha entrada na Comissão para a Reabilitação do Teatro Salvador Marques de Alhandra. Edifício notável, tanto pela obra em si como pelos muitos espectáculos e outros acontecimentos que albergou ao longo de mais de um século, deve o seu nome ao jornalista e dramaturgo nascido em 1844, e cujo centenário da morte se assinala, precisamente, este ano.
Encerrado há vários anos, o Teatro Salvador Marques continua desaproveitado e em risco de ser demolido devido à incúria e à incompetência da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. A fazer-lhe frente tem estado quase só a Comissão a que agora pertenço, que, através de estudos e pesquisas, presenças e participações em assembleias autárquicas, intervenções junto da comunicação social, colóquios e conferências, contactos com outras instituições e empresas, e até acções em tribunal, tem feito tudo o que lhe é possível para preservar um património de grande valor, para a região e para o país.
Este é um projecto que sem dúvida merece ser conhecido e apoiado. Divulguem-no!

sábado, julho 07, 2007

Obras: “Se7e”

Em todos os sete dias da semana
contavam-me histórias como as do João Mata Sete,
a Branca de Neve e os Sete Anões
e as Botas de Sete Léguas.
Tentava chegar ao sétimo céu
mas desistia quando contava as sete cores do arco íris
e aprendia música com o homem dos sete instrumentos.

Quando visitava as minhas sete quintas lembrava-me
que um ano na nossa vida corresponde a sete na de um cão.
Avisaram-me sobre os sete anos de azar se partisse um espelho
e os sete anos de solteiro se me sentasse na esquina de uma mesa.
Quando assistia a uma missa do sétimo dia
vi o Diabo a sete
e fugi... a sete pés!

Navegando pelos sete mares
visitei as sete maravilhas do Mundo.
Aprendi as sete artes,
excitei-me com a dança dos sete véus...
cometi os sete pecados mortais!
Fui fechado a sete chaves numa sela
onde combati e matei o bicho das sete cabeças.


Poema (Nº 12) escrito em 1982 e incluído no meu livro «Museu da História».

quarta-feira, julho 04, 2007

Orientação: Esquinas (2)

Hoje, 4 de Julho de 2007, prestei o meu segundo contributo ao sítio Esquinas - (a transcrição d)o meu artigo «Drogas: ou o “oito” ou o “oitenta”», publicado no jornal O Diabo no passado dia 26 de Junho.

segunda-feira, julho 02, 2007

Oráculo: «Livro do Regicídio» em Janeiro

Hoje, 2 de Julho de 2007, passam 75 anos sobre a data da morte, no seu exílio em Londres, e com apenas 42 anos de idade, do último Rei de Portugal, D. Manuel II – filho de D. Carlos I e irmão de D. Luís Filipe, assassinados a 1 de Fevereiro de 1908 em Lisboa. E daqui a cerca de seis meses, em Janeiro de 2008, deverá ser editado, pela Saída de Emergência, o «Livro do Regicídio» (título definitivo ainda por anunciar).
Tal como revelei em Fevereiro passado, este meu projecto consiste numa colectânea de contos de vários autores – foram convidados, e aceitaram, entre outros, António de Macedo, João Aguiar, Maria de Menezes e Miguel Real – que, assente no conceito de «realidade alternativa», parte pois dos seguintes pressupostos: e se o Regicídio nunca tivesse acontecido? E se a República nunca tivesse sido instaurada no nosso país? Mais novidades em breve!

terça-feira, junho 26, 2007

Orientação: Outro artigo n’O Diabo

A edição Nº 1591 do jornal O Diabo, publicada hoje, 26 de Junho de 2007, inclui, na página 21, o meu artigo «Drogas: ou o “oito” ou o “oitenta”». Comprem e leiam!

quarta-feira, junho 13, 2007

Obras: “Variações”

Em 13 de Junho um poeta morre infeliz
vítima da doença antes de fruir todo o talento e glória.
Durante anos viajou pelo Mundo cantando o seu país
e este homenageou-o acolhendo-o na sua História.

Tem barba mas não se chama Luís
e a sua obra é feita de muitas variações.
O seu nome é António e alguém diz
que noutra época tinha por apelido Camões.


Poema (Nº 271) escrito em 1994 e incluído no meu livro «Alma Portuguesa».

domingo, maio 20, 2007

Obituário: António Simões Monteiro

Apenas hoje, 20 de Maio de 2007, tomei conhecimento do falecimento na passada sexta-feira, 18 de Maio, de António Simões Monteiro. Engenheiro, uma das grandes figuras do sector das novas tecnologias da informação e da comunicação em Portugal, nestes últimos dez anos e antes disso, desempenhou neste âmbito uma série de funções – divulgador, executivo, professor, dirigente associativo (era actualmente Director Geral da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação), consultor... e jornalista: conheci-o em 1998 quando entrei como redactor para a revista Inter.Face, de que ele foi director. Lamento não ter estado presente no seu funeral; mas lamento muito mais o não voltar a encontrar e a falar com um homem com grandes qualidades pessoais e profissionais, sempre afável e disponível, a quem eu, tal como de certeza muitas outras pessoas, muito fiquei a dever, pelo que nos ensinou, pelo exemplo que constituiu.

quinta-feira, maio 17, 2007

Obrigado: Aos que compareceram hoje

Exprimo aqui o meu agradecimento a todos aqueles que compareceram hoje ao colóquio «Fialho de Almeida – 150 Anos», bem como à inauguração da respectiva exposição bibliográfica, realizado no Gabinete de Estudos Olisiponenses, em Lisboa. Digo um «muito obrigado» muito especial a António Cândido Franco, António Valdemar, Isabel Pinto Mateus, Guilherme de Oliveira Martins e Ricardo Revez por nos terem dado a honra da sua presença e o valor das suas intervenções. E uma saudação especial ao GEO, nomeadamente nas pessoas de Luísa Mellid Monteiro e de Ilda Crugeira, por ter aceite a minha ideia e concordado em co-organizar esta iniciativa.

quinta-feira, maio 10, 2007

Oráculo: 5 nomes para 17 de Maio

É de hoje a uma semana, a 17 de Maio de 2007, a partir das 18.30, que terá lugar no Gabinete de Estudos Olisiponenses, em Lisboa, o colóquio «Fialho de Almeida – 150 Anos» - uma iniciativa que, recordo, resulta de uma ideia minha. Estarão presentes, como oradores, António Cândido Franco, António Valdemar, Guilherme de Oliveira Martins, Isabel Pinto Mateus e Ricardo Revez.

segunda-feira, maio 07, 2007

Outros: Fialho no Público

A edição Nº 6247 do jornal Público, publicada hoje, 7 de Maio de 2007, inclui, na página 47, o artigo «Fialho de Almeida nasceu há 150 anos», da autoria de Isabel Pinto Mateus. Este texto representa a concretização de uma sugestão que eu fiz àquela docente e investigadora da Universidade do Minho, especialista naquela grande escritor português oitocentista (aliás, a sua tese de doutoramento foi sobre ele): porque não foi possível realizar hoje em Lisboa, como era meu objectivo, um colóquio/exposição sobre Fialho, não quis deixar de o evocar de alguma outra maneira na data em que passa século e meio sobre o seu nascimento. Assim: estabeleci o contacto com aquele jornal, informando da efeméride e inquirindo da disponibilidade em a assinalar – isto é, providenciei a «forma»; e Isabel Pinto Mateus forneceu o «conteúdo». Porém, dever-se-á mesmo organizar, brevemente, e por minha iniciativa, um evento sobre Fialho de Almeida na capital.

segunda-feira, abril 30, 2007

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2007

A literatura: «Confissões», José António Saraiva; «Sete Histórias Por Acontecer», Luísa Marques Da Silva; «Percepções E Realidade», Pedro Santana Lopes; «Espírito Infinito Negras Paisagens», S. Franclim; «Textos Neo-Gnósticos – Os Códigos Mistéricos Da Quinta Idade», António De Macedo; «A Morte Melancólica Do Rapaz Ostra E Outras Histórias», Tim Burton.
A música: «Roxy Music», «For Your Pleasure», «Country Life» e «Manifesto», Roxy Music; «Feline», Stranglers; «A Espuma Das Canções», Rui Veloso; «Bedtime Stories», Madonna; «Fake Chemical State», Skin; «Ten New Songs», Leonard Cohen; «Lovers Rock», Sade; «Too Long In Exile», Van Morrison; «Everlasting», Natalie Cole; «Substance», Joy Division; «One Of These Nights», Eagles; «Sonatas», Pedro António Avondano (por Rosana Lanzelotte); «Canções E Obras Para Piano», Alfredo Keil (por Ana Ferraz e Gabriela Canavilhas); «Vathek/Suite Alentejana Nº 2», Luís De Freitas Branco (pela Orquestra Filarmónica de Budapeste dirigida por András Kórodi).
O cinema: «O Código Da Vinci», Ron Howard; «Hellboy», Guillermo Del Toro; «Os 12 Do Oceano», Steven Soderbergh; «Carros», John Lasseter; «O Miar Do Gato», Peter Bogdanovich; «Por Cima Da Sebe», Tim Johnson e Karey Kirkpatrick; «Miúda De Um Milhão de Dólares», Clint Eastwood; «Starsky E Hutch», Todd Phillips; «Montanha Fria», Anthony Minghella; «Ali G», Mark Mylod; «Atlântida – O Império Perdido», Gary Trousdale e Kirk Wise; «Colateral», Michael Mann; «Tráfico», João Botelho; «O Último Metro», François Truffaut; «Os Diários Da Motocicleta», Walter Salles; «A Casa Monstruosa», Gil Kenan; «As Crónicas De Riddick», David Twohy; «Raparigas Más», Mark Waters; «Sahara», Breck Eisner; «A Marcha Do Imperador», Luc Jacquet; «Legalmente Loura 2 – Vermelha, Branca e Loura», Charles Herman-Wurmfeld; «Gato Preto, Gato Branco», Emir Kusturica; «As Esposas De Stepford», Frank Oz; «Perdido Na Tradução», Sofia Coppola; «O Fantasma Da Ópera», Joel Schumacher; «Extraterrestres Das Profundezas», James Cameron e Steven Quale; «Eu Tamanho Super», Morgan Spurlock; «Quase Famosos», Cameron Crowe.
E ainda...: CartoonXira 2007; Museu do Chiado - Columbano Bordalo Pinheiro/1857-2007.

quinta-feira, abril 26, 2007

Obrigado: Aos que compareceram hoje

Exprimo aqui, em meu nome e no de Luís Ferreira Lopes, o nosso agradecimento a todos aqueles que compareceram hoje, em Peniche, na conferência de apresentação do nosso livro «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», realizada na Escola Superior de Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria. Reiteramos uma saudação especial aos corpos discente e docente pelo seu interesse e disponibilidade. E dizemos um «muito obrigado» muito especial ao Prof. Luís Lima Santos, pelo convite, por ter sido o grande animador da iniciativa e da nossa visita.

quinta-feira, abril 19, 2007

Oráculo: «OND» na Escola do Mar

É de hoje a uma semana, a 26 de Abril de 2007 e a partir das 15 horas, que eu e Luís Ferreira Lopes iremos estar na Escola Superior de Tecnologia do Mar, um estabelecimento de ensino sediado em Peniche e integrado no Instituto Politécnico de Leiria. A convite do Prof. Luís Lima Santos, coordenador da Licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira daquela escola, vamos fazer uma (nova) apresentação do nosso livro «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas» (editado pela Almedina em 2006) e discuti-lo com discentes e docentes.

quarta-feira, abril 18, 2007

Orientação: Esquinas

Hoje, 18 de Abril de 2007, prestei o meu primeiro contributo ao sítio Esquinas – um projecto colectivo interactivo, uma autêntica tertúlia que, além de se reunir regularmente «off line» (isto é, para bons almoços em bons restaurantes de Lisboa), também sentiu necessidade de existir permanentemente «on line» como forma de expressar o pensamento, a acção, a criatividade dos seus diversos elementos. E esse meu primeiro contributo é (a transcrição d)o meu artigo «Sem pejo», publicado no jornal O Diabo no passado dia 10 de Abril.

segunda-feira, abril 16, 2007

Orientação: O sítio da MAR

Está já activo o espaço, o sítio na Internet do meu projecto MAR – a revista que tem como objectivo dar a conhecer casos de «sucesso que fala(m) português». E enquanto não for possível concretizá-la numa publicação em papel periódica, a MAR existirá aqui, electronicamente, (mais ou menos) simbolicamente, demonstrando as suas potencialidades e desenvolvendo, na medida do possível, actividades. Estas passarão principalmente por, muito ou pouco, com maior ou menor regularidade, divulgar aqueles que falam português que são os melhores, ou quase, nas suas profissões, nos seus domínios, nos seus campos de acção.

sábado, abril 14, 2007

Oráculo: Recordar António Teixeira

É de hoje a um mês, a 14 de Maio de 2007, que se assinalam os 300 anos do baptizado (porque não se sabe a data do nascimento, mas que se supõe ter sido poucos dias antes) de António Teixeira, um dos mais importantes compositores da história da música portuguesa em geral e do século XVIII em particular. Tendo sido um dos artistas patrocinados e protegidos pelo Rei D. João V, estudou em Itália e, no regresso, além de pelas obras sacras, tornou-se conhecido pelas óperas que compôs sobre peças de teatro de António José da Silva – em especial «Guerras de Alecrim e Manjerona» e «As Variedades de Proteu». E porque até hoje só foi gravado e editado um disco - «Te Deum» - com músicas deste compositor (e por uma orquestra e uma editora inglesas!), decidi iniciar um projecto de gravação e edição de (mais) um disco com peças de António Teixeira. Já foram contactados maestro e músicos, já foram sondadas editoras, já foram convidadas empresas para apoiarem financeiramente este empreendimento cultural. Espero poder dar mais novidades em breve.

terça-feira, abril 10, 2007

Orientação: Artigo n’O Diabo

A edição Nº 1580 do jornal O Diabo, publicada hoje, 10 de Abril de 2007, inclui, nas páginas 20-21, o meu artigo «Sem pejo», sobre os dois mandatos de Jorge Sampaio enquanto presidente da república. Comprem e leiam!

sábado, abril 07, 2007

Oráculo: Recordar Fialho de Almeida

É de hoje a um mês, a 7 de Maio de 2007, que se assinalam os 150 anos do nascimento de Fialho de Almeida, um dos mais importantes escritores portugueses do século XIX. Por isso, já contactei a Câmara Municipal de Lisboa, mais concretamente através dos directores do Gabinete de Estudos Olisiponenses e da Hemeroteca Municipal, no sentido de se organizar uma conferência e uma exposição evocativas da vida e da obra do autor de «Os Gatos». Espero poder dar mais novidades em breve.

sexta-feira, abril 06, 2007

Orientação: Artigo no Público

A edição Nº 6216 do jornal Público, publicada hoje, 6 de Abril de 2007, inclui, na página 14 do suplemento Ípsilon, o meu artigo «Os anjos vingadores de Frank Miller», a propósito da estreia em Portugal do filme «300», baseado no livro daquele grande autor de BD norte-americano. Comprem e leiam!

terça-feira, março 13, 2007

Outros: Associação Agostinho da Silva

Hoje, 13 de Março de 2007, é a data da minha inscrição na Associação Agostinho da Silva. Tornar-me membro desta entidade que tem como objectivo preservar e divulgar a memória e a obra de um homem que foi uma das maiores figuras da cultura em língua portuguesa do século XX era algo que, admito-o, já há muito deveria ter feito. Aconteceu, finalmente, e num dia para mim especial: o do aniversário do nascimento do meu pai – a quem, postumamente, devo o ter podido conhecer o Professor.
O meu primeiro contributo para esta Associação foi o empréstimo de alguns dos materiais que possuo relacionados com Agostinho da Silva - nomeadamente recortes de jornais e de revistas, e ainda cartas e cartões manuscritos, redigidos por ele e dirigidos a mim – para serem devidamente copiados e integrados no vasto arquivo/biblioteca que a AAS está a construir na sua sede – localizada no edifício da Junta de Freguesia das Mercês, na Rua do Jasmim, Nº 11, perto da Praça do Príncipe Real.

quinta-feira, março 08, 2007

Obras: “Rosa”

És uma rosa branca que ostenta a pureza
mas não deixas de ter muitos picos aguçados.
Para te poder acariciar homenageando a tua beleza
os meus dedos sangram e tardam em ficar cicatrizados.

Das tuas pétalas exala-se um suave odor,
um aroma agradável de uma frescura primaveril.
Com a Primavera vieste em todo o teu esplendor;
contigo a vida será eternamente juvenil.

A um arrebatamento teu nada se assemelha.
De repente, a rosa branca tornou-se vermelha.

Crescer forte e saudável será a tua história.
Vou ter-te sempre, sempre junto a mim.
Cuidarei de ti e desabrocharás em glória
com as raízes bem assentes no meu jardim.

E quando fizermos a troca de pólens com regularidade
uma semente será criada como ode à fertilidade.


Hoje, 8 de Março de 2007, celebra-se (mais um) Dia Internacional da Mulher.

Poema (Nº 136) escrito em 1985 e incluído no meu livro «Alma Portuguesa».

quinta-feira, março 01, 2007

Outros: «OND» em exposição no ISCTE

Na biblioteca do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (o estabelecimento de ensino superior onde, recordo, fiz a Licenciatura em Sociologia) abriu hoje ao público a exposição bibliográfica «PALOP/Portugal – Cooperação para o Desenvolvimento», que estará patente até ao último dia deste mês. Desta exposição, que conta com o apoio do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, faz também parte o livro «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», escrito por mim e por Luís Ferreira Lopes – e cuja edição (pela Almedina no ano passado) foi, precisamente, apoiada pelo IPAD.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Opções: «Grandes Portugueses» («Parte 2»)

Hoje, dia de Carnaval, decidi participar na «segunda fase» da iniciativa «Grandes Portugueses» promovida pela RTP, apesar de lamentar que: a minha escolha da «primeira fase», Afonso de Albuquerque, não esteja entre os «finalistas»; e que nenhuma mulher esteja também presente nos «dez mais».
Assim, e utilizando todos os telefones que tenho à disposição (tal como é permitido e está previsto), decidi «repartir» - de forma desigual, note-se - os meus votos por três figuras: Afonso Henriques – por ter sido, de facto, o primeiro português, por ter, efectivamente, sonhado e criado Portugal; Luís de Camões – por ter personificado, melhor do que ninguém, a «portugalidade» intemporal, tanto na arte como na vida; e Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal – por ter constituído como que o «interface» entre o «Portugal antigo» e o «Portugal moderno», por ter fortalecido um país e reconstruído a sua capital.
Agora, que ganhe o «melhor»... desde que esse não seja, claro, nem Álvaro Barreirinhas Cunhal nem António Oliveira Salazar!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Oráculo: Um livro para assinalar o Regicídio

Hoje, 1 de Fevereiro de 2007, passam 99 anos sobre a data do assassinato, em Lisboa, do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe. A Real Associação de Lisboa, da qual me orgulho de ser membro, está a preparar uma série de iniciativas com as quais pretende evocar dignamente, daqui a um ano, o centenário de tão fatídico e funesto acontecimento. Uma delas foi proposta por mim e está actualmente em preparação: a edição de um livro de ficção, com contos de vários autores. Oportunamente irei dando mais informações sobre este projecto.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Opções: «7 Maravilhas»

É verdade que na lista apresentada existem algumas lacunas. É ainda mais verdade que esta iniciativa serve de (fraca) consolação pelo facto de nenhuma obra portuguesa estar na lista das mais importantes do Mundo, cuja escolha vai ter a sua apoteose em Lisboa. Porém, apesar disso, decidi participar na escolha das «7 Maravilhas» de Portugal. E os meus votos, enviados hoje, foram para (por ordem alfabética): Castelo de Guimarães; Convento de Cristo, Tomar; Convento de Mafra; Mosteiro da Batalha; Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa; Paço Ducal de Vila Viçosa; Torre de Belém, Lisboa.

sábado, janeiro 27, 2007

Outros: SbH - e «Visões» - no Expresso e no Público

A edição Nº 1787 de hoje, 27 de Janeiro de 2007, do Expresso, inclui, na revista Única (páginas 32-36), o artigo «Livros em alta voz», cujo tema é a edição de áudiolivros no nosso país – e nele é feita uma referência (com fotografia) a Albertina Dias e à Solutions by Heart, «editora pioneira dos áudiolivros em Portugal», que já lançou, entre outros, a «versão em disco» do meu livro «Visões». Antes, a 19 de Janeiro, a edição do jornal Público desse dia incluía, no suplemento Mil Folhas (páginas 4-6), o artigo «Livros por ouvir», sobre o mesmo tema e igualmente com uma referência (mais pequena) à SbH.

sábado, janeiro 20, 2007

Ocorrência: 90 anos

A minha avó materna, Antónia Maria do Vale, completou hoje 90 anos de vida. Não é uma idade, e um número, qualquer. Bem pelo contrário: tratou-se de um momento muito especial. E o ano em que ela nasceu foi igualmente um ano muito especial. Foi o ano das Revoluções Russas, da partida do Corpo Expedicionário Português para França (para combater na Primeira Grande Guerra), das aparições de Fátima, da tomada do poder por Sidónio Pais, do «Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas» de José de Almada Negreiros, d’«O Emigrante» de Charles Chaplin. Nasceste em 1917, e ainda estás connosco. Obrigado, avó! Parabéns, avó!

domingo, janeiro 14, 2007

Orientação: Ópera do Tejo tem novo espaço

«Abriu hoje ao público» o sítio da Ópera do Tejo. Ou, mais concretamente, o espaço na Rede que é a sede do projecto que tem como objectivo permanente «recriar virtualmente» o Teatro Real do Paço da Ribeira de Lisboa, inaugurado em 1755 e destruído no mesmo ano pelo grande terramoto de 1 de Novembro.
Inicialmente, e como muitos devem saber, as imagens da evocação por computação gráfica que o nosso grupo – eu, Alexandra Câmara, Luís Sequeira e Silvana Moreira – realizou estiveram alojadas no sítio da ARCI (Associação Recreativa para a Computação e Informática). Porém, a nossa relação com aquela instituição cessou, e, em consequência, vimo-nos na necessidade de construir, finalmente, a nossa própria «casa». E ela aí está!
No entanto, e tal como a nossa «ópera» é um protótipo em contínuo desenvolvimento, também o formato deste sítio é tudo menos definitivo. Ao longo do tempo iremos mudar e melhorar o seu desenho gráfico, alterar a sua estrutura, acrescentar conteúdos, adicionar funcionalidades. E neste processo, estamos, obviamente, receptivos a comentários e a sugestões.