quarta-feira, dezembro 31, 2014

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2014

A literatura: «Descrição da Cidade de Lisboa», Damião de Góis; «Fervor de Buenos Aires», «Lua Defronte» e «Caderno San Martín», Jorge Luis Borges; «O Trono do Altíssimo» e «O Jardim das Delícias», João Aguiar; «Canção de Kali», Dan Simmons; «Palmas Para o Esquilo», David Soares e Pedro Serpa;  «Super-Homem - Filho Vermelho», Dave Johnson e Mark Millar; «Tsubaki», Bruno Martins Soares; «As moças do campo», Telmo Marçal.
A música: «Portraits (So Long Ago, So Clear)», Vangelis; «Alessandro Safina», Alessandro Safina; «Seasons In The Abyss», Slayer; «Lusitana», Dulce Pontes; «Blue Train», John Coltrane; «Tuba Jazz», Ray Draper Quintet; «In Chicago», Cannonball Adderley Quintet; «Dog Man Star», Suede; «Parklife», Blur; «Badmotorfinger», Soundgarden; «Simply Christmas - Festive Songs, Carols And Christmas Classics - 01/Christmas Crooners», Bing Crosby, Frank Sinatra, Nat King Cole, Perry Como, e outros.
O cinema: «O Filme Lego», Christopher Miller e Phil Lord; «Eragon», Stefen Fangmeier; «A Rapariga com a Tatuagem de Dragão», David Fincher; «Eu Sou o Amor», Luca Guadagnino; «Amigos com Benefícios», Will Gluck; «Jogo de Ripley», Liliana Cavani; «O Dilema», Ron Howard; «Ira de Titãs», Jonathan Liebesman; «Os Homens da Companhia», John Wells; «Mal Residente - Pós-Vida», Paul W. S. Anderson; «50/50», Jonathan Levine; «Sombras Escuras», Tim Burton; «RPG», David Rebordão e Tino Navarro; «Esquecendo Sarah Marshall», Nicholas Stoller; «O Desconhecido do Lago», Alain Guiraudie; «Florbela», Vicente Alves do Ó; «O que Esperar Quando se está de Esperanças», Kirk Jones; «Operação Outono», Bruno de Almeida; «Congelado», Chris Buck e Jennifer Lee; «Morte ao Smoochy», Danny DeVito; «A Campanha», Jay Roach; «Capitão América - O Soldado de Inverno», Anthony Russo e Joe Russo; «O Grande Kilapy», Zézé Gamboa; «Cosmopólis», David Cronenberg; «Branca de Neve e o Caçador», Rupert Sanders.
E ainda...: Biblioteca Nacional - exposição «David de Almeida - A ética da mão» + exposição «Uma colecção, dois coleccionadores - Pereira e Sousa - Mendonça Cortês» + exposição «A biblioteca do embaixador - Os livros de D. García de Silva e Figueroa (1614-1624)» + mostra «António Ramos Rosa - A poesia em diálogo com o Universo» + mostra «Ruy Coelho (1889-1986) - O espólio de um compositor» + mostra «Do manuscrito ao espectáculo - A colecção de teatro de António José de Oliveira» + mostra «Biografias de Teixeira de Pascoaes» + mostra «José Pedro Machado (1914-2005) - Uma vida de estudo»; «Shake It Off» e «Blank Space», Taylor Swift; Salvador Caetano-Vila Franca de Xira - «Dia Toyota»; Centro de Estudos Anglísticos da (Faculdade de Letras da) Universidade de Lisboa - colóquio internacional «Mensageiros das Estrelas - Episódio III»; QualAlbatroz - «Um livro feito à mão», José Alfaro; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal - Bienal de Fotografia 2014; Museu do Neo-Realismo - exposição «Arsénio Mota - Uma vida como obra»; Biblioteca Municipal/Fábrica das Palavras de Vila Franca de Xira - exposição de fotografia «Nasci com passaporte de turista» de Afonso de Burnay; Espaço-Museu do Hospital de Vila Franca de Xira.

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Obrigado: Aos que das «estrelas»…

… Serviram de «mensageiros», que trouxeram as «mensagens» aos meros terrestres. Foi há precisamente um mês, a 19 de Novembro, que teve início, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o «Episódio III» - isto é, a terceira edição – do colóquio internacional (bianual) de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas». E foi também há um mês que eu participei, como já anunciara a 2 de Novembro, juntamente com João Barreiros e Luís Filipe Silva (Telmo Marçal faltou), no debate «Ficção Científica e Crise», que Margarida Vale de Gato, a moderadora, considerou no final ter sido um dos melhores do género a que havia assistido e/ou em que havia participado. Não se procedeu a um registo vídeo mas fizeram-se algumas fotografias.
O colóquio teve uma divulgação assinalável, talvez superior às dos seus dois antecessores, em 2010 e em 2012. De facto, além de menções em espaços exclusivamente digitais – Mundo Snitram, Notícias Ao Minuto, Os Fantásticos Mundos de Elsa, Ouroboros Lair, Pátria de Heróis – o evento organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos da UL mereceu também destaque nos sítios de publicações em papel – no Correio da Manhã, no Diário de Notícias, na Fórum e no Sol através de breves textos, e no Público com um artigo alargado.
Agora, é aguardar «apenas» dois anos até ao «Mensageiros das Estrelas – Episódio IV», em 2016. Será «uma nova esperança»? ;-) (Também no Simetria.

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Ocorrência: Louçã a espaços

Francisco Louçã é, juntamente com António Bagão Félix e Ricardo Cabral, um dos colaboradores permanentes no blog do jornal Público Tudo Menos Economia. Há precisamente uma semana, a 3 de Dezembro, decidiu escrever sobre cinema e, mais concretamente, sobre o mais recente filme realizado por Christopher Nolan: «Interestelar».
No texto, intitulado «A utopia resgata o presente do futuro?», o ex-líder do Bloco de Esquerda realça que «este é o segundo filme (o primeiro foi «Gravidade») de grande audiência que, em pouco tempo, nos faz olhar para o espaço. Mas “Interestelar” não é unicamente um passeio no cosmos e um filme-catástrofe: é uma narrativa sobre a fronteira da ciência quando a Terra se esgota. E essa fronteira é misteriosa. (…) Ao deixar as perguntas, o filme desenha uma utopia: o êxodo da humanidade salva-a de si própria, depois de esgotado o planeta da origem. Mas, desse modo, o filme afasta-se da tradição mais eloquente da ficção científica, a que procura outros seres que são como nós ou que são meios de nós próprios. (…) A ficção científica não imagina o passado, procura o futuro e por isso ocupa a incerteza mais radical, que as artes do feitiço não podem sequer simular. A nostalgia é conservadora, a ficção é ousadamente transformadora.»
É sempre salutar, e de saudar, que pessoas, político(a)s, figuras públicas que estamos mais habituados a ver - e a ouvir – intervir em matérias mais do interesse geral, nacional, relacionadas com a economia e o Estado, procedam também, mesmo que ocasionalmente, a reflexões sobre outros temas – da cultura, e não só – que eventualmente proporcionem concordância por parte de outros que habitualmente deles discordam. Porém, isso não quer dizer que essas reflexões estejam isentas de erros, e esta foi um desses casos. De facto, Francisco Louçã escreveu «Alfonso Cuarín» em vez de «Cuarón»; que Ridley Scott realizou «Aliens» - este, na verdade, foi dirigido por James Cameron, e Scott deu-nos, antes, «Alien»; que «Blade Runner» foi «adaptado de um conto» de Philip K. Dick – na verdade, foi adaptado de um romance, «Do Androids Dream of Electric Sheep?»
Depois de detectar estas falhas – que alguém, que dá mais importância ao CdP (Culto da Personalidade) e ao SI (Sectarismo Ideológico) do que à FC, optou por ignorar – decidi apontá-las, juntamente com as respectivas correcções, à Direcção do Público, que por sua vez as comunicou a Francisco Louçã. Este procedeu às alterações no dia seguinte – embora, quanto a «Blade Runner», tenha optado por indicar aquele filme como tendo sido feito «a partir de um texto de…» - mas não indicou que aquelas alterações tinham sido efectuadas nem quem as tinha induzido. O que, enfim, não é de espantar: à esquerda há sempre muita dificuldade em se admitir que se estava (está) enganado. (Também no Simetria.   

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Outros: Contra o AO90 (Parte 10)

«É importante respirar, ter uma pausa, pensar, reflectir», «A grafia Schweinstnegger e o Record», «Aparentemente, as farturas dão sorte», «Acordo Ortográfico de 1990 – ortografia descaracterizada», «Einstein a mostrar a língua», «Polícia para o trânsito para patos atravessarem», «Despedimento colectivo», «Onde para o socialismo? Para onde vai o PS?», «De *fato e de direito, hoje, no sítio do costume», «Metro de Lisboa para todo o dia», «A “perspectiva” e a “perspetiva” – a unidade essencial», «A óptica é óptima – parabéns ao Expresso», «Ricardo Carvalho e a retractação», «Diálogo sobre a intervenção directa no processo de avaliação», «Contra o Orçamento de Estado para 2015», «Presidência do Brasil», «Vem aí a recessão» e «A imagem de Portugal no estrangeiro ficou com aftas?», Francisco Miguel Valada; «Carta aberta à Associação 25 de Abril», Maria José Abranches; «Isto admite-se?», Noémia Pinto; «Vasco Graça Moura», «Francisco José Viegas, o anjinho da procissão», «AO90 – vogais fechadas para balanço», «Um dos piores fatos que já vi» e «Redacções invadidas por “batéria” altamente contagiosa», António Fernando Nabais; «Vasco Graça Moura morreu!», António Marques; «O respeitador cosmopolita do português», João Gonçalves; «Deixem a ortografia em paz», Jaime Pinsky; «Reflexões sobre o AO», «Para quando o Ptydepe?» e «Ainda os puristas da língua…», Luís Miguel Rosa; «Tudo menos teimosias de um velho», «Saramago traduzido para português», «A velhíssima mãe e os seus diferentes filhos», «Língua rica, língua pobre e uma linha a menos», «Chumbem Vieira! Chumbem Pessoa!» e «Avesso às “leis" mas não à alma», Nuno Pacheco; «A importância da preservação da língua portuguesa» e «O acordo ortográfico e o arco-da-velha», Paulo Ramires; «Os responsáveis políticos pelo “acordo ortográfico” de 1990» e «Conversor Lince – uma estranha forma de estar na vida pública portuguesa», Ivo Miguel Barroso; «Cordatos, cordados… mas invertebrados» e «Enriquecimento pela divergência», Isabel Coutinho Monteiro; «Quando o dinheiro fala, ninguém repara na gramática que usa», Graça Maciel Costa; «O Acordo Ortográfico», Miguel Tamen; «O legado de Vasco Graça Moura», Jorge Colaço; «A palhaçada do Acordo Ortográfico» e «Diktat - imposição linguística», Tomás Goldstein; «Um relvado à beira-mar mal plantado», Madalena Homem Cardoso; «Porque não existe objecção de consciência em relação ao Acordo Ortográfico?», «O Acordo Ortográfico e o terrorismo do Estado português contra a cultura portuguesa» e «Fernando Pessoa escrito segundo a novilíngua brasileira», Orlando Braga; «Nota de leonino apreço…» e «”Só” dez por cento?!?», Rui Valente; «Quinze magníficos séculos de idioma», Fernando Venâncio; «Falta de respeito» e «Um caso de sucesso», Sérgio de Almeida Correia; «Penso rápido (19)», «Penso rápido (21)», «Onra aos omens onestos», «Nem como se lê nem como se diz» e «Estou com eles, obviamente», Pedro Correia; «Obiang e o Acordo Ortográfico» e «Retalhos da nossa língua», António Bagão Félix; «É “supra citado” ou “supracitado”? Porquê?», Helena Rebelo; «Ensaio sobre a loucura», «Um “esclarecimento” muito pouco ou nada claro», «Boato, ameaça ou manobra de diversão?» e «Da contradição», João Pedro Graça; «Monstruosidades contra a língua portuguesa», David Soares; «Barbaridades contra a língua portuguesa», António Justo; «Mais uma tomada de três pinos», Janer Cristaldo; «A hipótese de uma ortografia do português de Angola», Wa Zani; «Diz Pimentel que Cyro disse que Pimentel disse o que Cyro diz que não disse», Hermínia Castro; «Hora sem agá», Maria do Rosário Pedreira; «Enjoados do português», Fernando Dacosta; «Poetas portugueses refutam o novo acordo ortográfico», Barroso da Fonte; «O novo acordo ortográfico, uma pedrada na língua portuguesa», António Galopim de Carvalho; «Despachar o português – o dever de recusa», José Manuel Martins; «Delírio reformista», José Augusto Carvalho; «Mas a língua, Senhor Malaca?», Ana Cristina Leonardo. (Também no MILhafre (99).)