… António de Macedo completaria hoje, 5 de Julho de 2021, 90 anos de idade. Porém, infelizmente, não é, tendo nos deixado a 5 de Outubro de 2017… mas apenas fisicamente. Porque mentalmente, espiritualmente, nas memórias dos que tiveram o privilégio de o conhecer pessoalmente e de com ele conviver, continua bem presente. Curiosa e algo melancolicamente, em 2016, que eu considerei ter sido como que «O ano de António», também pela sua inesquecível – para todos os que, como eu, a testemunharam - participação no MoteLx, havia ainda talvez como que uma ténue esperança de que mais maravilhas, e durante mais tempo, iríamos receber dele; de que, depois dos seus 85º e 86º aniversários, bastantes outros teríamos a possibilidade de festejar. Pelo que, agora, pode-se matar as saudades lendo os seus livros, dos quais há que destacar «Lovesenda, ou o Enigma das Oito Portas de Cristal», o seu grande e último romance, também a sua derradeira obra a ser publicada ainda com ele partilhando connosco este nível de existência. Também é possível recordá-lo voltando a vê-lo e ouvi-lo em apresentações, conversas, debates, entrevistas, intervenções diversas, das quais existem felizmente vários registos. E, enfim, e sem dúvida o mais importante, há que evocá-lo – e invocá-lo – (re)vendo os seus filmes, que merecem sem dúvida uma maior e melhor divulgação do que ocasionais, raras, exibições na Cinemateca Portuguesa e na Rádio e Televisão de Portugal. Seria óptimo, pois, que aquando da celebração do centésimo aniversário do seu nascimento – ou até, de preferência, mais cedo – estivesse já disponível em disco (DVD e/ou Blu-Ray) a sua filmografia, se possível em versões restauradas e com materiais adicionais. (Também no MILhafre e no Simetria.)
segunda-feira, julho 05, 2021
terça-feira, junho 22, 2021
Observação: Prescrições menos fictícias
Uma vez mais, escrevo sobre Mariano Martín
Rodríguez, espanhol, tradutor, filólogo, investigador em literatura com
«especialização» em ficção cientifica e fantástico, e, neste género, com
particular atenção aos autores de línguas latinas, contemporâneos ou nem tanto.
Com ele primeiro estabeleci contacto em 2013 –
na verdade, ele é que me contactou, por correio electrónico – e no ano seguinte
eu e outras figuras da FC & F nacional conhecemo-lo pessoalmente aquando de
uma visita dele a Lisboa. Em
Janeiro último divulguei novamente o seu trabalho, mais concretamente
traduções e análises de textos mais ou menos conhecidos de Teófilo Braga, Raul
Brandão e Eça de Queiroz…
… E agora o motivo para o mencionar volta a
ser, como há oito anos, o meu livro «Visões» e, mais precisamente, um dos
contos que o integra, «Decreto-Lei Nº 54»: ambos foram citados – e divulgo-o
com «algum» atraso, pelo que me «penitencio» ;-) – por Mariano Martín
Rodríguez no seu artigo «Discurso
prescritivo, ficção literária e cacotopia – “A Hora da Verdade” de Santiago
Eximeno, no seu contexto genérico», publicado em 2015 no Nº 24 da revista
(da Associação Espanhola de Semiótica) Signa. Na página 429 pode ler-se: «Todos
os textos prescritivos fictícios recentes de que temos notícia se podem
classificar na ampla categoría da literatura projectiva, salvo talvez o
intitulado “DecretoLei n.º 54” (en Visões, 2003), de Octávio dos Santos, em que
um Estado não localizado geográfica nem cronologicamente e implicitamente
cacotópico cria um imaginário “Instituto de Apoio ao Suicídio” (Santos 2003:
53) con matizes sarcásticas e inclusivamente absurdas.» O certo é que, desde que
soube da existência de MMR e dos estudos que desenvolve, passei a estar (ainda
mais) atento a qualquer exemplo de fictoprescrição (já tinha, mesmo que
inconscientemente, uma noção do que era antes de apreender o termo) que
eventualmente encontre. E, no período de um ano, encontrei dois exemplos, ambos
não em livros ou em revistas literárias mas sim, curiosamente, em blogs,
portugueses, de âmbito abrangente e que não costumam ter a FC & F como
tema.
Um é de Abril deste ano e está no Blasfémias.
Escrito por Vítor Cunha, intitula-se «Dizem que é o futuro»: «Extracto do
Despacho nº 1/2021 da República Portuguesa dos Bananas. A crise demográfica que
vivemos apresenta-se como um problema sério, quer para a sobrevivência da
cultura de vítima que cultivamos desde pelo menos o Marquês de Pombal, quer
para a sustentabilidade da segurança social num ambiente de pandemias
sucessivas em que importa reforçar o sistema hospitalar com algumas cenas importantes,
como ventiladores encaixotados. (…) 3 – É decretada a requisição temporária,
por motivos de urgência e interesse público e nacional, (d)a totalidade dos
contribuintes dependentes do sexo feminino, género indiferente, com peso entre
45 e 65 kg. 4 – Todas (e todos) serão sujeitos a teste de verificação de
virgindade, sendo aptas (e aptos) para o serviço de repovoação de contribuintes
todas (e todos) aquelas (e aqueles) que não apresentarem mácula indicadora de
violação do dever geral de confinamento. 5 – A requisição é válida enquanto a
declaração de situação de calamidade demográfica for aplicável ao território
nacional. 6 – Compete aos contribuintes que mantêm estas (e estes) virgens
assegurar a sua alimentação durante o período de salvação nacional. Roupa não é
necessária, que até está quentinho. 7 – A cada virgem será cobrada uma taxa
pelo privilégio de contribuir para a causa nacional.»
O outro é de Maio do ano passado e está no
Corta-Fitas – mas só o início, porque a
versão integral está no Observador. Escrito por José Mendonça da Cruz,
intitula-se «Regulamento nacional e socialista para o usufruto das praias»: «As
praias marítimas e fluviais são parcelas valiosas do património comum, pelo que
a sua fruição não deve ser deixada ao capricho privado e às forças selvagens do
mercado, antes deve obedecer a regras determinadas pelo poder político
socialmente legitimado e segundo políticas de garantia de uma praia para as
pessoas. É no pleno entendimento destes princípios e a fim de assegurar a boa
utilização balnear e uma gestão adequada dos tempos livres por parte dos
cidadãos que se determina o seguinte…» Deste dei conhecimento a Mariano Martín
Rodríguez em mensagem que lhe enviei no mesmo dia da publicação do post de
JMC, e na qual, depois de expressar votos de que ele estivesse «bem, seguro, a
salvo deste vírus, desta pandemia que parece ter tornado as nossas vidas
”normais” em cenários de autêntica distopia», lhe revelei o motivo do contacto:
«ter encontrado o que se me afigura ser mais um exemplo de um tema muito
interessante que o Mariano estudou, a “fictoprescrição”. Ao contrário do meu
“Decreto-Lei Nº 54”, o texto de que lhe deixo a hiperligação em baixo não
é um conto, não se assume como uma obra literária, mas é sim um artigo de
opinião marcadamente satírico, e em que o aparente exagero não estará tão
distante do que várias autoridades anunciaram que vão talvez fazer.» MMR
respondeu-me afirmando: «Com efeito, o texto enviado não é ficcional, e temo
que prontamente será legislação verdadeira, considerando o prazer que têm os
nossos governantes sabendo que o medo do lobo faz com que renunciemos como
ovelhas aos nossos direitos e liberdade, de maneira que podem levar-nos ao
matadouro da ruína económica sem que nos queixemos.» Difícil não lhe dar razão
atendendo ao que aconteceu nos 12 meses que entretanto decorreram. (Também no Simetria.)
quinta-feira, maio 06, 2021
Ocorrência: 35 anos depois, a homenagem
Ontem,
5 de Maio de 2021, exactamente 35 anos depois do acidente ferroviário ocorrido na estação de Póvoa de Santa Iria, sete das 18 vítimas mortais foram
homenageadas através do descerramento de uma placa toponímica e de um memorial colocados junto à estação ferroviária de Alverca do Ribatejo, cujo largo adjacente passou a designar-se, precisamente, 5 de Maio de 1986; por sua vez, o memorial tem
inscritos os nomes daquelas sete vítimas, todas elas jovens estudantes em
escolas secundárias e universitárias de Lisboa que então residiam em Alverca do
Ribatejo. A iniciativa foi da Junta de Freguesia daquela cidade, e a cerimónia teve
a participação e a intervenção, entre outros, do respectivo presidente, Carlos
Gonçalves, do presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto
Mesquita, de elementos da associação cultural Inestética, e de um dos
sobreviventes do acidente, o meu amigo Luís Lamancha…
… Que leu um poema da sua autoria alusivo à tragédia perante uma plateia onde se encontravam presentes outros sobreviventes e ainda familiares e amigos daqueles e das vítimas – não só as mortais, pois há que não esquecer nunca que o acidente causou também mais de 80 feridos. Porém, continua por se fazer uma homenagem geral, nacional, a todas essas vítimas, e para isso o local lógico, adequado, é a estação ferroviária da Póvoa de Santa Iria, que há muito tempo já deveria ter erigido o seu próprio monumento. Enquanto isso não acontece (quanto anos mais teremos de esperar? Talvez até 2036, quando se assinalar o 50º aniversário?), pode-se e deve-se ler, ver e ouvir evocações do acidente, como esta em 2016 (30º aniversário), esta em 2011 (25º) e esta em 2006 – 20º, em que divulguei aqui no Octanas um texto que escrevi e publiquei na edição de Junho de 1986 do Notícias de Alverca, jornal no qual era então chefe de redacção, e que incluiria no meu livro «Um Novo Portugal», editado em 2012.
… Que leu um poema da sua autoria alusivo à tragédia perante uma plateia onde se encontravam presentes outros sobreviventes e ainda familiares e amigos daqueles e das vítimas – não só as mortais, pois há que não esquecer nunca que o acidente causou também mais de 80 feridos. Porém, continua por se fazer uma homenagem geral, nacional, a todas essas vítimas, e para isso o local lógico, adequado, é a estação ferroviária da Póvoa de Santa Iria, que há muito tempo já deveria ter erigido o seu próprio monumento. Enquanto isso não acontece (quanto anos mais teremos de esperar? Talvez até 2036, quando se assinalar o 50º aniversário?), pode-se e deve-se ler, ver e ouvir evocações do acidente, como esta em 2016 (30º aniversário), esta em 2011 (25º) e esta em 2006 – 20º, em que divulguei aqui no Octanas um texto que escrevi e publiquei na edição de Junho de 1986 do Notícias de Alverca, jornal no qual era então chefe de redacção, e que incluiria no meu livro «Um Novo Portugal», editado em 2012.
sexta-feira, abril 30, 2021
Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2021
A literatura: «Alix - O Túmulo Etrusco» e «(...) - O Príncipe do Nilo», Jacques Martin; «Cavaleiro Ardente - O Príncipe Negro» e «(...) - Os Lobos de Rougecogne», François Craenhals; «Blueberry - Cara de Anjo» e «(...) - Nariz Partido», Jean-Michel Charlier e Jean Giraud; «Corto Maltese - A Balada do Mar Salgado», Hugo Pratt; «A Batalha de Inglaterra/Furacão Sobre a Mancha» e «Fortalezas Voadoras», Pierre Dupuis; «O Joker - 80 Anos do Príncipe Palhaço do Crime», Dennis O'Neil, Jim Starlin, Paul Dini, Bob Kane, Walt Simonson, Bill Finger, e outros (Erika Rothberg, org.); «Michel Vaillant - O Forçado das Galés», «(...) - Desapareceu um Piloto» e «(...) - O Desconhecido das Mil Pistas», Jean Graton; «A Nau» (com Eliseu Gouveia e Mariana Flores) e «Loophole» (com Fernando Lucas e Patrícia Furtado), Pedro Potier.
A música: «Segredo», Amália Rodrigues; «Goats Head Soup», Rolling Stones; «Head Hunters», Herbie Hancock; «The Lamb Lies Down On Broadway», Genesis; «On Your Feet Or On Your Knees», Blue Oyster Cult; «Coro Dos Tribunais», José Afonso; «Paris», Supertramp; «Shut Up 'N Play Yer Guitar», Frank Zappa; «Nebraska», Bruce Springsteen; «Cais Das Colinas», Trovante; «We Are Chaos», Marilyn Manson; «The Arista Years», Grateful Dead; «Rockaria», Electric Light Orchestra; «Super Black Market Clash», Clash; «Toccata Und Fuge In D-Moll BWV 565», Johann Sebastian Bach (por Simon Preston); «Il Mondo Della Luna», Pedro António Avondano (por Carla Caramujo, Carla Simões, Fernando Guimarães, João Fernandes, João Pedro Cabral, Luís Rodrigues e Susana Gaspar, com os Músicos do Tejo dirigidos por Marcos Magalhães).
O cinema: «Snu», Patrícia Sequeira; «Vício Inerente», Paul Thomas Anderson; «Quando és Estranho», Tom DiCillo; «Escola do Rock», Richard Linklater; «Nove», Rob Marshall; «A Voz da Lua», Federico Fellini; «Pontapé-no-Rabo 2», Jeff Wadlow; «Os Cavalheiros», Guy Ritchie; «Tenet», Christopher Nolan; «Equilíbrio», Kurt Wimmer; «Mosquito», João Nuno Pinto; «A Fazedora de Vestidos», Jocelyn Moorhouse; «Trumbo», Jay Roach; «Desafio», Edward Zwick; «Serena», Susanne Bier; «Adama», Simon Rouby; «O Farol», Robert Eggers; «A Conspiradora», Robert Redford; «Victor Frankenstein», Paul McGuigan; «Drácula não Dito», Gary Shore; «A Flor das Mil e Uma Noites», Pier Paolo Pasolini; «As Aventuras do Barão Munchausen», Terry Gilliam; «Conto de Inverno», Akiva Goldsman; «Pixels», Chris Columbus; «Homens de Negro - Internacional», F. Gary Gray; «Filme da Ovelha Shaun», Mark Burton e Richard Starzak; «O Gajo do Cabo», Ben Stiller.
E ainda...: Museu do Neo-Realismo - exposição «Júlio Pomar - A obra gráfica numa colecção privada» + mostra «Homenagem a Bernardo Santareno»; Instituto Realitas - Diálogo com Manuel Curado (parte 1, parte 2); «Chemtrails Over The Country Club», (vídeo musical de) Lana Del Rey; Outrun/The Milk Crate Club - «Os Corredores que Pararam o Mundo», (documentário de) Al Clark; Canal História - (documentário) «Os Carros que Fizeram o Mundo» + (documentário) «Patriotas Negros - Heróis da Revolução»+ (documentário) «Rodas Quentes e Carros Musculados»; The New York Times Presents - (documentário) «Enquadrando Britney Spears»; Museu Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «Memórias do Oculista Nunes»; ITV - (documentário) «Sob Cobertura - Dentro do Gulag Digital Chinês», Robin Barnwell; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Os livros de Luís Teixeira - Jurista, humanista e preceptor de D. João III» + exposição «Atlas Suzanne Daveau»; FNAC/The Argentic - exposição de fotografias de Campiso Rocha e de Mário Galiano «Contrastes - Memórias pessoais e transmissíveis» (Chiado).
A música: «Segredo», Amália Rodrigues; «Goats Head Soup», Rolling Stones; «Head Hunters», Herbie Hancock; «The Lamb Lies Down On Broadway», Genesis; «On Your Feet Or On Your Knees», Blue Oyster Cult; «Coro Dos Tribunais», José Afonso; «Paris», Supertramp; «Shut Up 'N Play Yer Guitar», Frank Zappa; «Nebraska», Bruce Springsteen; «Cais Das Colinas», Trovante; «We Are Chaos», Marilyn Manson; «The Arista Years», Grateful Dead; «Rockaria», Electric Light Orchestra; «Super Black Market Clash», Clash; «Toccata Und Fuge In D-Moll BWV 565», Johann Sebastian Bach (por Simon Preston); «Il Mondo Della Luna», Pedro António Avondano (por Carla Caramujo, Carla Simões, Fernando Guimarães, João Fernandes, João Pedro Cabral, Luís Rodrigues e Susana Gaspar, com os Músicos do Tejo dirigidos por Marcos Magalhães).
O cinema: «Snu», Patrícia Sequeira; «Vício Inerente», Paul Thomas Anderson; «Quando és Estranho», Tom DiCillo; «Escola do Rock», Richard Linklater; «Nove», Rob Marshall; «A Voz da Lua», Federico Fellini; «Pontapé-no-Rabo 2», Jeff Wadlow; «Os Cavalheiros», Guy Ritchie; «Tenet», Christopher Nolan; «Equilíbrio», Kurt Wimmer; «Mosquito», João Nuno Pinto; «A Fazedora de Vestidos», Jocelyn Moorhouse; «Trumbo», Jay Roach; «Desafio», Edward Zwick; «Serena», Susanne Bier; «Adama», Simon Rouby; «O Farol», Robert Eggers; «A Conspiradora», Robert Redford; «Victor Frankenstein», Paul McGuigan; «Drácula não Dito», Gary Shore; «A Flor das Mil e Uma Noites», Pier Paolo Pasolini; «As Aventuras do Barão Munchausen», Terry Gilliam; «Conto de Inverno», Akiva Goldsman; «Pixels», Chris Columbus; «Homens de Negro - Internacional», F. Gary Gray; «Filme da Ovelha Shaun», Mark Burton e Richard Starzak; «O Gajo do Cabo», Ben Stiller.
E ainda...: Museu do Neo-Realismo - exposição «Júlio Pomar - A obra gráfica numa colecção privada» + mostra «Homenagem a Bernardo Santareno»; Instituto Realitas - Diálogo com Manuel Curado (parte 1, parte 2); «Chemtrails Over The Country Club», (vídeo musical de) Lana Del Rey; Outrun/The Milk Crate Club - «Os Corredores que Pararam o Mundo», (documentário de) Al Clark; Canal História - (documentário) «Os Carros que Fizeram o Mundo» + (documentário) «Patriotas Negros - Heróis da Revolução»+ (documentário) «Rodas Quentes e Carros Musculados»; The New York Times Presents - (documentário) «Enquadrando Britney Spears»; Museu Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «Memórias do Oculista Nunes»; ITV - (documentário) «Sob Cobertura - Dentro do Gulag Digital Chinês», Robin Barnwell; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Os livros de Luís Teixeira - Jurista, humanista e preceptor de D. João III» + exposição «Atlas Suzanne Daveau»; FNAC/The Argentic - exposição de fotografias de Campiso Rocha e de Mário Galiano «Contrastes - Memórias pessoais e transmissíveis» (Chiado).
sexta-feira, abril 16, 2021
Orientação: Sobre máscaras, n'O Diabo
Na edição de hoje (Nº 2311) do jornal (semanal) O Diabo, e na página 14, está o meu artigo «Desmascarar os déspotas». Um
excerto: «No início, quando pouco se sabia sobre a doença, justificava-se
alguma tolerância para com os erros dos políticos ao lidar com aquela. Mas
agora, mais de um ano depois, não: já se sabe quais são as suas principais
características, como se propaga, quem são os indivíduos mais vulneráveis
(idosos, doentes crónicos e graves). E a resposta oficial em Portugal expôs
novamente a estupidez e a incompetência que já se conheciam anteriormente,
patente em tantas situações num passado próximo, em especial ocorrências
trágicas como os incêndios em Pedrógão Grande em 2017. Quando as pessoas ocupam
cargos importantes, posições de responsabilidade, não pela sua capacidade ou
pelo seu mérito mas sim por terem o cartão partidário certo e/ou por serem
parentes ou amigos de ministros e de secretários de Estado, é muito provável
que não estarão à altura dos acontecimentos quando surgirem crises
efectivamente graves e excepcionais.» (Também no MILhafre e no Obamatório.)
sexta-feira, março 26, 2021
Observação: Revisionismo discrimino-censório
No início desta semana que agora termina, e em
dias consecutivos, duas pessoas que podem ser colocadas (eu coloco-as) entre os
mais destacados «bloguistas» portugueses publicaram «postas» sobre o que é,
praticamente, o mesmo tema: as consequências do que vamos designar de um
extremo revisionismo dicrimino-censório – versão mais recente e demente do já
de si duradouro e detestável «politicamente correcto» - na literatura mundial e
até no mercado literário português e nos autores nacionais, revisionismo esse
que tem origem em muitas universidades dos Estados Unidos da América, e que a
partir daí «contaminou» bastantes – demasiado(a)s) – indivíduos e instituições
(incluindo empresas privadas), não só naquele país mas também noutros.
A 21 de Março, no Malomil e em texto intitulado «A traição dos intelectuais», António de Araújo aborda as controvérsias decorrentes da tradução do primeiro livro daquela que é supostamente a mais jovem vedeta das letras norte-americanas: «(…) Porque é que Amanda Gorman e os seus agentes levantaram objecções a que a sua poesia fosse traduzida para catalão por um branco, Victor Obiols, mas não objectaram a que fosse traduzido para espanhol por uma branca, Nuria Barrios, dita “sem historial activista”? Porque é que só agora, à boleia desta nova polémica, é que Grada Kilomba vem questionar e criticar a tradução para português do seu livro, “Memórias da Plantação”, feita por um homem branco, Nuno Quintas, e nada disse nem objectou quando essa tradução foi feita, em 2019? (…) Que características de um determinado autor devem ser valorizadas na escolha do seu tradutor? No caso de Amanda Gorman, vemos apontadas as seguintes características: “jovem”, “mulher”, “negra”, “filha de mãe solteira”. Dessas, qual a decisiva na escolha do tradutor? Apenas uma, a etnia? Todas? Porque não o facto de ser mulher? Ou jovem? Ou filha de mãe solteira? Com que legitimidade se erige a etnia em detrimento do género, por exemplo? Se escolhemos a etnia como ponto decisivo do “lugar da fala”, isto significa que apenas negros podem traduzir negros e brancos podem traduzir brancos? Se sim, porquê? Se não, porquê? Porque é que a etnia de um tradutor lhe confere especiais qualificações para o seu ofício? Isso não será racismo, no fim de contas? (…) Quem pode traduzir Amanda Gorman? Uma homem de meia-idade pode fazê-lo? Ou apenas Amanda Gorman pode traduzir-se a si própria? Um homem pode traduzir literatura feminista? Um heterossexual pode traduzir escritos gay? Um agnóstico pode dar voz à “Bíblia”? E quem pode traduzir os clássicos, Aristóteles ou Platão, Joyce ou T. S. Eliot? Um judeu não pode traduzir “Mein Kampf”? Ou, pelo contrário, só um judeu pode fazê-lo? Não haverá aqui o risco, mais do que evidente, de se criarem novos casulos e barreiras, contrariando a essência própria, universalista, dialogante, do acto de traduzir? (…)»
A 22 de Março, no Horas Extraordinárias e em texto intitulado «Estupidez», Maria do Rosário Pedreira aborda a – inesperada – dificuldade em conseguir editar nos EUA um (por ela não identificado) escritor nacional: «Disse-se ao longo de mais de uma centena de anos que a América era a terra das oportunidades; infelizmente, passou a ser a terra da oportunidade de ficar calado, pois não se pode agora falar de nada sem que todas as nossas palavras, por mais inocentes que sejam, acabem julgadas da pior maneira. Recentemente soube que recusaram a obra de um autor português com um relatório em que, antes de mais nada, o descreviam como muitíssimo talentoso; mas esse talento era secundário para a editora norte-americana que decidiu não o publicar porque um dos romances falava de forma muito directa de um tema que, para a imprensa norte-americana, era muito sensível (a deficiência); e o outro tinha, entre as suas personagens, uma transsexual (mas, como o autor não o é, certamente iria ser acusado de falar do que não sabe; ainda pensaram pedir um segundo relatório de leitura a alguém da comunidade LGBT lá do sítio, mas não encontraram nenhum trans que lesse português). (…) É uma outra forma de preconceito que em nada ajuda as minorias, fingindo que as protege. Se os autores não podem falar do que não sentiram na pele, não é isso uma negação da imaginação? (…)»
Nestes seus textos tanto António de Araújo como Maria do Rosário Pedreira colocam questões pertinentes, resultantes também do que parece ser genuína supresa e até indignação perante o que acontece – no âmbito cultural, pelo menos – no outro lado do Atlântico. Porém, ambos não podem alegar que não foram avisados, e nomeadamente por mim, sobre as mais do que prováveis e previsíveis consequências de a pérfida perversão, atentatória dos mais bons e básicos valores civilizacionais, inerente à esquerda norte-americana e núcleo perene do Partido Democrata se expandir e se consolidar, talvez e infelizmente de uma forma permanente. Recordo que o actual consultor da Presidência da República me «convidou» a deixar de comentar no Malomil depois de eu ter respondido, discordando (com factos), a alguns posts em que criticava Donald Trump; e que a actual editora da Leya não pareceu ter reconhecido o erro que cometeu ao elogiar uma bibliotecária luso-descendente de Boston que rejeitou livros oferecidos por Melania Trump, e, na prática, ofendeu a primeira-dama… e no meu comentário já alertava para o perigo de a proibição de certas obras e artistas por parte dos novos «inquisidores» se tornar uma rotina – e o certo é que, menos de quatro anos depois, são (alguns d)os de Theodor «Dr. Seuss» Geisel, que Liz Soeiro desprezou, que estão entre os primeiros (porque, sim, há outros) a serem «apagados» na vigência do regime que foi instaurado a 20 de Janeiro passado numa Washington pejada de soldados e de barreiras com arame farpado.
No entanto, nestes seus textos António de Araújo e Maria do Rosário Pedreira dão igualmente mostras de uma surpreendente ingenuidade… ou de algo pior. Ele também pergunta: «Como é possível conciliar este debate com o propósito de união anunciado no discurso da tomada de posse de Joe Biden, sem o qual poucos saberiam sequer quem é Amanda Gorman?» Obviamente, isso não é possível, porque os democratas não são nem nunca foram pela união e pela integração (racial e outras) mas sim pela secessão e pela segregação; e estar na Casa Branca um ilegítimo e xexé «chefe de Estado» é uma garantia de que vai continuar a invasão por imigrantes ilegais, a perseguição policial e judicial de opositores políticos e a promoção de campanhas de menorização (ou seja, de discriminação e mesmo de ódio) contra brancos, além de que se irá tentar proceder ao desarmamento da sociedade civil e a «purgas» ideológicas nas forças armadas – tudo acções que provavelmente levarão, não à unidade, mas à implosão do país, quiçá até a uma nova guerra civil; quando alguém que tem uma licenciatura em Direito e um doutoramento em História, e com actividades importantes e influentes, e que apesar disso revela não ter um conhecimento suficiente de factos fulcrais relativos aos EUA, é de duvidar da qualidade dos conselhos políticos que dá no Palácio de Belém. Ela também pergunta: «Então hoje para uma editora o talento é menos importante do que o assunto de um romance? E um agente cultural como uma editora mete o rabo entre as pernas, recusa-se a arriscar e abdica de mudar mentalidades mesmo quando diz que o autor tem muito talento?» A verdade é que – e sei-o por experiência própria – MRP já se recusou a arriscar por causa do assunto de um romance e não ponderou devidamente o talento do respectivo autor; todavia, é elementar e da mais básica justiça reconhecer que, neste aspecto, ela está longe de ser um caso único.
Ainda sobre o texto citado do Horas Extraordinárias, é quase certo que o autor nele mencionado é Afonso Reis Cabral, trineto de José Maria Eça de Queiroz. E este, curiosamente, tornou-se igualmente uma «vítima» do revisionismo PC devido a alegados «preconceitos raciais» existentes n’«Os Maias», que foram primeiro «denunciados» por uma «investigadora» que estudou… nos EUA. Ela será certamente bem vinda se quiser participar no segundo congresso – por mim proposto, e organizado pelo Movimento Internacional Lusófono – sobre EdQ, que deverá decorrer no próximo mês de Outubro e que terá como temas os 150 anos da publicação de «O Mistério da Estrada de Sintra», da realização das Conferências do Casino e do início da edição d’«As Farpas». Imagine-se o que ele teria dito e escrito sobre estes novos «puritanos» da treta! (Também no Obamatório.)
A 21 de Março, no Malomil e em texto intitulado «A traição dos intelectuais», António de Araújo aborda as controvérsias decorrentes da tradução do primeiro livro daquela que é supostamente a mais jovem vedeta das letras norte-americanas: «(…) Porque é que Amanda Gorman e os seus agentes levantaram objecções a que a sua poesia fosse traduzida para catalão por um branco, Victor Obiols, mas não objectaram a que fosse traduzido para espanhol por uma branca, Nuria Barrios, dita “sem historial activista”? Porque é que só agora, à boleia desta nova polémica, é que Grada Kilomba vem questionar e criticar a tradução para português do seu livro, “Memórias da Plantação”, feita por um homem branco, Nuno Quintas, e nada disse nem objectou quando essa tradução foi feita, em 2019? (…) Que características de um determinado autor devem ser valorizadas na escolha do seu tradutor? No caso de Amanda Gorman, vemos apontadas as seguintes características: “jovem”, “mulher”, “negra”, “filha de mãe solteira”. Dessas, qual a decisiva na escolha do tradutor? Apenas uma, a etnia? Todas? Porque não o facto de ser mulher? Ou jovem? Ou filha de mãe solteira? Com que legitimidade se erige a etnia em detrimento do género, por exemplo? Se escolhemos a etnia como ponto decisivo do “lugar da fala”, isto significa que apenas negros podem traduzir negros e brancos podem traduzir brancos? Se sim, porquê? Se não, porquê? Porque é que a etnia de um tradutor lhe confere especiais qualificações para o seu ofício? Isso não será racismo, no fim de contas? (…) Quem pode traduzir Amanda Gorman? Uma homem de meia-idade pode fazê-lo? Ou apenas Amanda Gorman pode traduzir-se a si própria? Um homem pode traduzir literatura feminista? Um heterossexual pode traduzir escritos gay? Um agnóstico pode dar voz à “Bíblia”? E quem pode traduzir os clássicos, Aristóteles ou Platão, Joyce ou T. S. Eliot? Um judeu não pode traduzir “Mein Kampf”? Ou, pelo contrário, só um judeu pode fazê-lo? Não haverá aqui o risco, mais do que evidente, de se criarem novos casulos e barreiras, contrariando a essência própria, universalista, dialogante, do acto de traduzir? (…)»
A 22 de Março, no Horas Extraordinárias e em texto intitulado «Estupidez», Maria do Rosário Pedreira aborda a – inesperada – dificuldade em conseguir editar nos EUA um (por ela não identificado) escritor nacional: «Disse-se ao longo de mais de uma centena de anos que a América era a terra das oportunidades; infelizmente, passou a ser a terra da oportunidade de ficar calado, pois não se pode agora falar de nada sem que todas as nossas palavras, por mais inocentes que sejam, acabem julgadas da pior maneira. Recentemente soube que recusaram a obra de um autor português com um relatório em que, antes de mais nada, o descreviam como muitíssimo talentoso; mas esse talento era secundário para a editora norte-americana que decidiu não o publicar porque um dos romances falava de forma muito directa de um tema que, para a imprensa norte-americana, era muito sensível (a deficiência); e o outro tinha, entre as suas personagens, uma transsexual (mas, como o autor não o é, certamente iria ser acusado de falar do que não sabe; ainda pensaram pedir um segundo relatório de leitura a alguém da comunidade LGBT lá do sítio, mas não encontraram nenhum trans que lesse português). (…) É uma outra forma de preconceito que em nada ajuda as minorias, fingindo que as protege. Se os autores não podem falar do que não sentiram na pele, não é isso uma negação da imaginação? (…)»
Nestes seus textos tanto António de Araújo como Maria do Rosário Pedreira colocam questões pertinentes, resultantes também do que parece ser genuína supresa e até indignação perante o que acontece – no âmbito cultural, pelo menos – no outro lado do Atlântico. Porém, ambos não podem alegar que não foram avisados, e nomeadamente por mim, sobre as mais do que prováveis e previsíveis consequências de a pérfida perversão, atentatória dos mais bons e básicos valores civilizacionais, inerente à esquerda norte-americana e núcleo perene do Partido Democrata se expandir e se consolidar, talvez e infelizmente de uma forma permanente. Recordo que o actual consultor da Presidência da República me «convidou» a deixar de comentar no Malomil depois de eu ter respondido, discordando (com factos), a alguns posts em que criticava Donald Trump; e que a actual editora da Leya não pareceu ter reconhecido o erro que cometeu ao elogiar uma bibliotecária luso-descendente de Boston que rejeitou livros oferecidos por Melania Trump, e, na prática, ofendeu a primeira-dama… e no meu comentário já alertava para o perigo de a proibição de certas obras e artistas por parte dos novos «inquisidores» se tornar uma rotina – e o certo é que, menos de quatro anos depois, são (alguns d)os de Theodor «Dr. Seuss» Geisel, que Liz Soeiro desprezou, que estão entre os primeiros (porque, sim, há outros) a serem «apagados» na vigência do regime que foi instaurado a 20 de Janeiro passado numa Washington pejada de soldados e de barreiras com arame farpado.
No entanto, nestes seus textos António de Araújo e Maria do Rosário Pedreira dão igualmente mostras de uma surpreendente ingenuidade… ou de algo pior. Ele também pergunta: «Como é possível conciliar este debate com o propósito de união anunciado no discurso da tomada de posse de Joe Biden, sem o qual poucos saberiam sequer quem é Amanda Gorman?» Obviamente, isso não é possível, porque os democratas não são nem nunca foram pela união e pela integração (racial e outras) mas sim pela secessão e pela segregação; e estar na Casa Branca um ilegítimo e xexé «chefe de Estado» é uma garantia de que vai continuar a invasão por imigrantes ilegais, a perseguição policial e judicial de opositores políticos e a promoção de campanhas de menorização (ou seja, de discriminação e mesmo de ódio) contra brancos, além de que se irá tentar proceder ao desarmamento da sociedade civil e a «purgas» ideológicas nas forças armadas – tudo acções que provavelmente levarão, não à unidade, mas à implosão do país, quiçá até a uma nova guerra civil; quando alguém que tem uma licenciatura em Direito e um doutoramento em História, e com actividades importantes e influentes, e que apesar disso revela não ter um conhecimento suficiente de factos fulcrais relativos aos EUA, é de duvidar da qualidade dos conselhos políticos que dá no Palácio de Belém. Ela também pergunta: «Então hoje para uma editora o talento é menos importante do que o assunto de um romance? E um agente cultural como uma editora mete o rabo entre as pernas, recusa-se a arriscar e abdica de mudar mentalidades mesmo quando diz que o autor tem muito talento?» A verdade é que – e sei-o por experiência própria – MRP já se recusou a arriscar por causa do assunto de um romance e não ponderou devidamente o talento do respectivo autor; todavia, é elementar e da mais básica justiça reconhecer que, neste aspecto, ela está longe de ser um caso único.
Ainda sobre o texto citado do Horas Extraordinárias, é quase certo que o autor nele mencionado é Afonso Reis Cabral, trineto de José Maria Eça de Queiroz. E este, curiosamente, tornou-se igualmente uma «vítima» do revisionismo PC devido a alegados «preconceitos raciais» existentes n’«Os Maias», que foram primeiro «denunciados» por uma «investigadora» que estudou… nos EUA. Ela será certamente bem vinda se quiser participar no segundo congresso – por mim proposto, e organizado pelo Movimento Internacional Lusófono – sobre EdQ, que deverá decorrer no próximo mês de Outubro e que terá como temas os 150 anos da publicação de «O Mistério da Estrada de Sintra», da realização das Conferências do Casino e do início da edição d’«As Farpas». Imagine-se o que ele teria dito e escrito sobre estes novos «puritanos» da treta! (Também no Obamatório.)
sábado, fevereiro 13, 2021
Outras: Casas listadas para serem contactadas
Enviei
ontem a João Português, Presidente da Câmara Municipal de Cuba, e ainda para
outras pessoas daquele municipio, para a Direcção Regional de Cultura do Alentejo,
para a Associação Cultural Fialho de Almeida e para (um membro da Direcção d)a
Associação Portuguesa de Escritores uma mensagem de correio electrónico
contendo, em ficheiro anexo, um documento com uma lista elaborada por mim das
casas de escritores de língua portuguesa actualmente existentes, abertas ao
público e com evidente (mesmo que mínima) actividade cultural. Esta lista
pretende ser o ponto de partida do início da formação da Rede de Casas de Escritores de Língua Portuguesa, um projecto que delineei em Outubro de 2019 e
cuja liderança eu e o Movimento Internacional Lusófono oferecemos à CMC através
do Museu Literário Casa Fialho de Almeida. Após mais de um ano de espera, a 5
de Janeiro último aquele autarca alentejano finalmente respondeu-me, e positivamente.
A lista inclui uma casa em Angola, oito no Brasil e
quase 30 em Portugal, mas, como é óbvio, não se pretende que seja definitiva,
não só porque podem existir casas que eu não encontrei durante a minha pesquisa
mas também porque existem outras – tomei conhecimento de pelo menos três (duas
no nosso país, uma no país irmão) – em (avançado) processo de concretização. Evidentemente,
e como seria de esperar, várias épocas e diversos estilos literários têm
«representação» na lista. Por exemplo(s): o século XVIII, dito o das «Luzes»,
conta com a casa em Setúbal onde nasceu Manuel Maria Barbosa du Bocage; os anos
de Oitocentos destacam-se, inevitavelmente, por José Maria Eça de Queiroz – através
da quinta em Tormes que é a sede da fundação com o seu nome – e ainda por contemporâneos
como Júlio Dinis, Antero de Quental e Sousa Martins; e, previsivelmente, o
século XX é o que dispõe da maior «representação», tanto em Portugal como no
Brasil, devido a nomes como José Régio, José Saramago, Erico Veríssimo e Jorge
Amado. (Também no MILhafre, no Ópera do Tejo e no Queiroz150.) (Referência no Horas Extraordinárias.)
quinta-feira, janeiro 14, 2021
Outros: «Pequenos monstros»
Em
artigo publicado hoje no (sítio na Internet do) jornal Público, intitulado «O ocaso das consoantes e a felicidade dos jovens», o jornalista Nuno
Pacheco, vencedor em 2018 do Prémio de Jornalismo
Cultural atribuído pela SPA e autor do livro «Acordo Ortográfico – Um Beco com Saída», publicado em 2019 pela Gradiva, faz referência
a mim e a um artigo que publiquei naquele jornal: «A tal “assimilação” rápida
das “novas regras” produz todos os dias pequenos monstros, obrigando-nos a ler
coisas como “otogonal”, “inato” (por inapto, que inato é outra coisa!),
“impato”, “etoplasma”, “adeto”, “ocipital”, “inteletual”, “ocional”,
“eucalito”, “rétil”, “elítico” e até “arimética”. Esta colheita é recente e
pode juntar-se à da minha crónica anterior. Mas é curioso que já em 2015, no
Público, o jornalista e escritor Octávio dos Santos (num artigo intitulado
“Apocalise abruto”) mencionava dezenas de disparates deste calibre, coligidos
em documentos oficiais, institucionais ou na imprensa, por especialistas
atentos.» Recordo que, em Junho do ano passado, Nuno Pacheco havia referenciado,
noutro seu artigo, dois meus. (Também no MILhafre.)
quinta-feira, dezembro 31, 2020
Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2020
A literatura: «Política de A a Z», Pedro Correia e Rodrigo Gonçalves; «A Lista de Aristides de Sousa Mendes», Ana Cristina Luz; «Como se Fazia Cinema em Portugal - Inconfidências de um Ex-Praticante», António de Macedo; «Remar Contra a Maré - Sucesso.pt» e «Esperança e Reinvenção - Ideias para o Portugal do Futuro» (org., com Carlos Coelho, Cristina Fonseca, Daniel Bessa, Nuno Fernandes Thomaz, e outros), Luís Ferreira Lopes; «Marketing Performance - 80 Métricas de Marketing e Vendas», Luís Bettencourt Moniz e Pedro Celeste; «Mariana», Paulo Monteiro; «Nanoamour», Ricardo Cruz Ortigão.
A música: «Roubados», Aldina Duarte; «Some Enchanted Evening», Blue Oyster Cult; «Studio Tan» e «Joe's Garage», Frank Zappa; «It´s Alive», Ramones; «Film», Gift; «A Kind Of Magic», Queen; «Actually», Pet Shop Boys; «Naked», Talking Heads; «Doolittle», Pixies; «Danças E Folias», Brigada Victor Jara; «Born To Die», Lana Del Rey; «The Marshall Matters LP 2», Eminem; «Songs Of Innocence», U2; «Plectrumelectrum», Prince (& 3rdEyeGirl); «Cores E Aromas», António Pinho Vargas; «Under Wheels Of Confusion 1970-1987 (Vols. 3 & 4)», Black Sabbath; «La Senna Festeggiante», Antonio Vivaldi (por Juanita Lascarro, Nicola Uliveri e Sonia Prina, com o Concerto Italiano dirigido por Rinaldo Alessandrini); «Weihnachts Oratorium», Johann Sebastian Bach (por Elly Ameling, Helen Watts, Peter Pears e Tom Krause, com os Cantores de Lubeck dirigidos por Hans Jurgen Wille e a Orquestra de Câmara de Estugarda dirigida por Karl Munchinger).
O cinema: «Turbo», David Soren; «Fita do Sexo» e «Jumanji - O Nível Seguinte», Jake Kasdan; «Godzilla - Rei dos Monstros», Michael Dougherty; «Chappie», Neill Blomkamp; «Dumbo», Tim Burton; «Viriato», Luís Albuquerque; «Jojo Coelho», Taika Waititi; «Facas de Fora», Rian Johnson; «Mães Más», Jon Lucas e Scott Moore; «Patrões Horríveis 2», Sean Anders; «Primeiro», Dmitriy Suvorov; «A Favorita», Yorgos Lanthimos; «Vadio das Planíces Altas», Clint Eastwood; «Uma Ponte Longe de Mais», Richard Attenborough; «Os Mortos não Morrem», Jim Jarmusch; «Parasita», Bong Joon Ho; «Terra dos Zombies - Pancada Dupla», Ruben Fleischer; «Terminador - Destino Escuro», Tim Miller; «Ad Astra», James Gray; «Labirinto», Jim Henson; «Os Contos de Canterbury», Pier Paolo Pasolini; «Rob Roy», Michael Caton-Jones; «O Grande Roubo ao Comboio», Michael Crichton; «1917», Sam Mendes; «Ford vs. Ferrari», James Mangold; «A Vida Secreta dos Animais de Estimação 2», Chris Renaud; «Ex Machina», Alex Garland; «Sr. Holmes», Bill Condon; «A Côr Púrpura», Steven Spielberg.
E ainda...: Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - 90ª Feira do Livro de Lisboa; Canal Smithsonian - (documentário) «Memphis Belle a Cores»; RTP - (documentário) «Exílio no Atlântico», Pedro Mesquita + (documentário) «Visita Guiada - Fundação Eça de Queiroz», Paula Moura Pinheiro; «No Time to Die», (vídeo musical de) Billie Eilish; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «O tempo das imagens III - 35 anos do Centro Português de Serigrafia» + exposição «O "Cântico dos Cânticos" - Beija-me com os beijos da tua boca» + mostra «Germão Galharde - 500 anos de tipografia em Portugal» + mostra «A poesia de Amália»; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «CartoonXira 2020/Cartoons do ano 2019 + Desenhos à flor da pele/Cau Gomez» (Celeiro da Patriarcal); Canal História - (documentário) «Alienígenas Antigos - Destino Chile» + (documentário) «Nazis sob drogas - Hitler e a Blitzkrieg» + (documentário) «Grant» + (documentário) «Os que Viraram o Jogo - Por dentro das Guerras dos Jogos de Vídeo»; Museu do Neo-Realismo - exposição de Elisa Pône, Filipe Pinto, Francisco Pinheiro, João Fonte Santa, Marta Leite, Nuno Barroso e Sofia Gonçalves «Cosmo/ Política #6 - Biblioteca Cosmos»; «O Grande C», Darlene Hunt; «O Ornamento de Natal», Mark Jean.
quarta-feira, dezembro 23, 2020
Orientação: Sobre Fialho, no Boletim da ACFdA
Na
edição d( Novembro d)e 2020 (Nº 5, 2ª Série) do Boletim da Associação Cultural Fialho de Almeida,
e nas páginas 49 e 50, está o meu artigo «Sensação de pertença». Um excerto: «Porquê este interesse e esta
vontade em ajudar a divulgar e homenagear este escritor? Porque eu sou uma
pessoa para quem ler, fruir, apreciar a sua obra não é frequentemente
suficiente para expressar a admiração por alguém, artista ou não. E no caso de
Fialho de Almeida tal ímpeto ganha mais urgência quando há a percepção – ou até
a constatação – de que a pessoa em causa tem vindo a ser injustamente
desvalorizada, secundarizada ou mesmo olvidada.» Um texto que resulta também da
minha admissão como sócio, este ano, da Associação. E que mais justifica a
minha intervenção, sempre que isso se justifica, no sentido de corrigir
qualquer incorrecção que eu detecte sobre a vida do autor de «O País das Uvas»,
como, por exemplo, aqui. (Também no MILhafre.)
quinta-feira, novembro 19, 2020
Oráculo: HA, de novo, no Porto
Em 2019
tive a honra e o orgulho de participar, como orador, na primeira edição. Em 2020
não estarei lá, mas porque valorizo a iniciativa – quanto mais não seja por eu ser
um autor no sub-género da História Alternativa – e admiro quem a organiza,
divulgo o 2º Encontro Internacional de História Mundial «e se?», que decorrerá
n(o auditório Casa Comum d)a Reitoria da Universidade do Porto – tal como no
ano passado – nos próximos dias 24, 25 e 26 de Novembro. Porém, desta vez e por
causa da pandemia, assistir ao evento não será feito de forma presencial mas
sim virtual.
quarta-feira, outubro 07, 2020
Obras: Que vieram do «caos»
A
editora Fronteira do Caos tem vindo a divulgar, neste ano e no seu blog, livros menos recentes do seu catálogo. Entre eles estão dois da minha autoria, um parcial e outro total.
Hoje foi (entre outros) «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico»; a 11 de Julho havia sido (com outro) «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País». Ambos foram publicados em 2012 e,
obviamente, continuam disponíveis para venda.
quinta-feira, outubro 01, 2020
Orientação: SimSon com 750!
Hoje,
1 de Outubro de 2020, celebra-se mais um Dia Mundial da Música, o que
significa também, no sítio da Simetria, a publicação de uma nova edição do
projecto Simetria Sonora. E, tal como em edições anteriores, a esta grande
lista foram adicionados 50 discos por mim considerados de ficção científica e
de fantástico: são agora 750. A ilustrar está a imagem da capa de
«Remain In Light», dos Talking Heads, lançado originalmente em 1980 – ou seja,
há 40 anos. A ouvir… e a descobrir. Tudo, e sempre!
quarta-feira, setembro 16, 2020
Outros: O meu primo campeão
Em
2017 fui entrevistado pelo jornal (semanário regional) O Mirante, e este ano
foi a vez de um familiar meu, mais jovem e bem mais merecedor do destaque. Em
reportagem recente intitulada «Gustavo Pato vive um sonho sobre rodas» aquele
meu primo, a propósito do início da sua carreira enquanto atleta sénior no Riba d’Ave Hóquei Clube, recordou o seu percurso naquele desporto onde, tanto ao
nível de clubes (incluindo Sporting e Benfica) como ao de selecções, já foi por
mais de uma vez campeão. De sublinhar também a forte influência dos pais e o apego
à sua cidade, Samora Correia.
segunda-feira, agosto 31, 2020
Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2020
A literatura: «Clepsidra», Camilo Pessanha; «Os Quatro Grandes», Agatha Christie; «Argumentos Para Filmes», Fernando Pessoa (Claudia J. Fischer e Patricio Ferrari, org.); «O Amor Louco», André Breton; «O Sol nas Noites e o Luar nos Dias - Volume 1», Natália Correia; «Príncipe Valente - Os Caçadores de Hunos», «(...) - De Roma a Damasco», «(...) - À Procura de Aleta» e «(...) - A Maldição da Torre Negra», Harold R. Foster; «Comunidade», Luíz Pacheco.
A música: «Banda Sonora Do Filme "A Canção De Lisboa", Fados E Marchas Populares», Beatriz Costa; «Anthem Of The Peaceful Army», Greta Van Fleet; «Teen, Age», Seventeen; «Rammstein - Paris», Rammstein; «Lemonade», Beyoncé; «1979-1987», Doce; «The Queen Is Dead», Smiths; «Psychocandy», Jesus And Mary Chain; «The Magazine», Rickie Lee Jones; «The Revolution By Night», Blue Oyster Cult; «Por Sendas, Montes E Vales», Brigada Victor Jara; «Abraxas», Santana; «Mad Dogs & Englishmen», Joe Cocker; «Hot Rats» e «Cruising With Ruben & The Jets», Frank Zappa; «Vol. 1 - Bird Of Paradise», Charlie Parker; «Il Cimento Dell'Armonia E Dell'Invenzione», Antonio Vivaldi (por Edmondo Malanotte, Franco Gulli e Renato Zanfini, com os Virtuosos de Roma dirigidos por Renato Fasano); «Goldberg Variationen», Johann Sebastian Bach (por Glenn Gould).
O cinema: «Tolkien», Dome Karukoski; «Bem Vindos a Marwen», Robert Zemeckis; «Bestas Fantásticas - Os Crimes de Grindelwald», David Yates; «Homem-Aranha - Longe de Casa», Jon Watts; «Cézanne e Eu», Danièle Thompson; «Joker», Todd Phillips; «Atirador Americano», Clint Eastwood; «John Wick - Capítulo 3 - Parabellum», Chad Stahelski; «Victoria e Abdul», Stephen Frears; «Osmosis Jones», Bobby Farrelly e Peter Farrelly; «Homens-X - Fénix Negra», Simon Kinberg; «Ontem», Danny Boyle; «Capitã Marvel», Anna Boden e Ryan Fleck; «Alita - Anjo de Batalha», Robert Rodriguez; «Variações», João Maia; «Orgulho e Preconceito e Zombies», Burr Steers; «A Rapariga do Capuz Vermelho», Catherine Hardwicke; «O Amor nos Tempos da Cólera», Mike Newell; «Conan, o Bárbaro», Marcus Nispel; «Pokémon Detective Pikachu», Rob Letterman; «Aves de Rapina e a Emancipação Fantabulosa de uma tal de Harley Quinn», Cathy Yan; «Hortelã-Pimenta», Pierre Morel; «Prisioneiros», Denis Villeneuve; «Era uma Vez na América», Sergio Leone; «O Decameron», Pier Paolo Pasolini.
E ainda...: Força Espacial dos Estados Unidos - primeiro anúncio de recrutamento; «Tabu», Chips Hardy, Tom Hardy e Steven Knight; Museu do Neo-Realismo - exposição «Rui Filipe - Em busca do absoluto» + mostra «Homenagem a Soeiro Pereira Gomes»; «O Grande Encontro», (anúncio publicitário da Ferrari realizado por) Claude Lelouch; Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira/Fábrica das Palavras - exposição «António Antunes - Entrelinhas»; «Leitura de "O Corvo" de Edgar Allan Poe, numa tradução de Fernando Pessoa», (vídeo literário de) David Soares; Câmara Municipal de Loulé/Galeria de Arte da Praça do Mar de Quarteira - exposição colectiva de Ana Almeida, Ana Feu, Carlos Correia, Gerda Gritzka, Fiona Issler, Filipe Paixão, Júlio Antão, Hermínio Pinto e Tó Quintas «Lixo x Arte (Between)»; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Jardins históricos de Portugal - Memória e futuro» + exposição «Cidades de papel - Separatas e construções de armar» + mostra «A arte liga-nos - Serigrafia solidária assinada por nove artistas portugueses (Cristina Ataíde, Gracinda Candeias, José de Guimarães, Leonel Moura, Marçal, Pedro Calapez, Rico Sequeira, Silva Palmeira e Sofia Areal)»; Força Aérea Portuguesa - Museu do Ar (pólo de Sintra); «We Are Chaos», (vídeo musical de) Marilyn Manson.
domingo, agosto 16, 2020
Orientação: Para as armas...
... No MILhafre e no Obamatório está, a partir de hoje, o meu texto «Armados e virtuosos», que aborda as diferenças na resposta ao aumento da insegurança e da criminalidade nos EUA, no Brasil e em Portugal, e, em especial, como o assunto da posse e o uso de armas por parte de cidadãos não-cadastrados é encarado naqueles três países - muito bem no primeiro, melhor no segundo e mau no terceiro.
terça-feira, julho 14, 2020
Outros: Contra o AO90 (Parte 17)
«Pensamento da semana»,
«Cavaco, Sócrates e os analfabetos funcionais», «Resistência activa ao aborto
ortográfico (134, 135, 136, 137, 138, 139)» e «Tiro à letra», Pedro Correia; «2019 – O ano da entrega da ILC-AO no parlamento», «Mais uma etapa…», «A ILC-AO na Feira do Livro do Porto – A saga continua!», «A ILC-AO na XIV Legislatura», «A ILC-AO e o PS», «Audiência na Comissão de Cultura», «Reunião com o PS», «A ILC-AO é o instrumento legal adequado – Parecer jurídico», «Quando um parecer não basta», «Assembleia da República – Entre o essencial e o acessório» e «O parecer da Comissão de Assuntos Constitucionais - Uma obra de ficção jurídica?», Rui
Valente; «As queixas de Pepetela e a boa opção da Forbes», «Irreversível, o acordo ortográfico? Só uma coisa é irreversível, a morte», «De onde vêm as palavras dos dicionários? Trá-las a cegonha, como aos bebés», «A responsabilidade de 20 mil assinaturas pela Língua Portuguesa», «Arranjem uns assentos para os acentos, se não eles caem», «A miséria ortográfica nacional e o fulgor das línguas do mundo», «O Brasil quer livrar-se do acordo ortográfico? Também nós», «No Dia da Liberdade ainda há uma ditadura que mexe, a dos idiotas», «Socorro, querem roubar-nos a língua e deixar-nos mudos», «Haverá sobre o Acordo Ortográfico uma clara posição parlamentar? Ou para lamentar?»,
«Querem datas giras para duvidar da validade do Acordo Ortográfico? Aqui vão algumas», «Alerta geral, diplomacia maltrata ortografia, pede-se divórcio, urgente», «A triste história da vogal que foi separada de uma consoante e emudeceu», «Vamos brincar às línguas? Ou não brincamos já demasiado com a nossa?», «O que quer, o que pode esta língua? Eles não fazem a mínima ideia»,
«Conhece uma língua filogeneticamente próxima da sua? Proponha-lhe namoro», «O Acordo Ortográfico não é um facto consumado, é um fato consumido», «A língua portuguesa tem um problema nas articulações, é melhor chamar o médico», «Um bom exemplo brasileiro e mais datas para duvidar da validade do Acordo Ortográfico», «O vocabulário oficial do Acordo Ortográfico está morto há dias e ninguém deu por nada!», «Ressuscitou como morreu, como fraude. E ainda há quem lhe chame vocabulário», «Anatomia de uma fraude com duas palavras picantes como condimento», «A herança de Malaca Casteleiro e a alucinação unificadora da ortografia», «A ortografia do português e a estranha história do prédio pintado de roxo», «Aprende-se muito, ao rever 30 anos», «Enquanto combatemos o novo coronavírus, o velho “ortogravírus” não pára», «A língua portuguesa resiste bem, mas urge acabar com o estado a que ela chegou», «Língua portuguesa – Uns só sabem do sonho, outros é mais inquietação, inquietação», «Façam à língua o mesmo que ao euro – Igual na face, mas reversos diferentes», «Chique, chicana, chiqueiro, ou os ecos de uma saraivada ortográfica», «Ortografia – De recomendações e petições está o inferno cheio» e «Vai uma sopinha de letras? Olhe que são portuguesas e muito nutritivas…», Nuno Pacheco; «Iguais e diferentes ou diferentes mas iguais?», «Os Lusitansos», «A “unificação” ao contrário», «”Vocabulário de Mudança” – O filme» e «Volta ao AO90 por etapas
(1, 2, 3)», João Pedro Graça; «Lixo linguístico», Pedro Mexia; «Os futuros médicos têm melhor desempenho a português…», Luís Afonso; «Blogue da semana (1,
2)», Luís Menezes Leitão; «Admirável Língua Nova (Parte X)», Manuel Matos
Monteiro; «Por via do AO90», «O maior embuste desde o 25 de Abril», «Mais de dois por ano», «Não é fácil», «Não se recomenda», «Nem cinquenta anos chegarão», «É esse o problema», «Falta a certidão de óbito», «Parem quietos» e
«Não se tratem, não», Helder Guégués; «Um grande livro e uma grande tristeza»,
José Mendonça da Cruz; «Vede a unificação ortográfica e pasmai!», «Sem contacto com a ortografia», «Debate “Acordo Ortográfico – Manter ou revogar?”, Feira do Livro de Lisboa 2019», «Ó filho, já não estamos no tempo da ortografia!», «Uma questão de saia», «A treta da uniformização ortográfica» e «O Acordo Ortográfico da Relógio d’Água», António Fernando Nabais; «Do humor com agá»,
Ana Cristina Leonardo; «E se o Brasil revogar o acordo ortográfico?», João
Roque Dias; «Língua de fora», Maria do Rosário Pedreira; «O acordo errográfico»,
José Luís Mendonça; «Os espectadores activos contra os espetadores ativos – A inércia e o desprezo pela nossa língua» e «O vírus que atacou a língua portuguesa», José Pacheco Pereira; «Acordo ortográfico – A última oportunidade para evitar um crime de lesa-pátria» e «Acordo ortográfico – Proposta de solução», Manuel Maria Carrilho; «Acordo ortográfico? Revogar, claro!», «A força incómoda do passado», «Acordo Ortográfico – Não há como uma grande burla!», «O novo tempo de censura» e «Ninguém para para pensar no Acordo Ortográfico», António Jacinto Pascoal; «Um acordo que nunca o foi», Cláudia
Madeira; «Pensar livremente – E porque não o Acordo Ortográfico?» e «Atentados e absurdos no ensino do Português – Tudo em família», Maria do Carmo Vieira;
«Momentos na Feira do Livro do Porto», Olga Rodrigues; «Uma comunidade às avessas», José Augusto Filho; «O Acordo Ortográfico e um livro para ler e reler», António Carlos Cortez; «O que talvez não se saiba sobre o AO90 e é crucial saber, para não se fazer papel de parvo», «Porque será que só os estudantes…», «Se Portugal fosse um Estado de Direito, o AO90 já tinha sido extinto…», «É inadmisssível que uma professora marque como “erro”…», «Sobre Augusto dos Santos Silva, actual Ministro dos Negócios Estrangeiros…», «Presidente da República evoca Malaca Casteleiro como “defensor” da Língua Portuguesa?»,
«Desmistificando a ideia da irreversibilidade do AO90», «Senhores governantes, vamos fazer um “pato”?», «A propósito do recuo da TAP…» e «Senhor Presidente da República, não estará mais “estupefato” do que eu!», Isabel A. Ferreira; «Voltando ao AO90 – Um miserável desacordo ortográfico», Carlos Fernandes; «Contra o Orçamento de Estado para 2020», «O Acordo Ortográfico de 1990 e os “fatores” de Pinto da Costa», «O Acordo Ortográfico e as respectivas facções», «Afecções e infecções ortográficas» e «O Acordo Ortográfico de 1990 – Um pouco mais de chá, sff», Francisco Miguel Valada; «O Acordo do Desacordo», Tiago Matias; «O Acordo Ortográfico e o fora-da-lei», João Esperança Barroca; «Parar ou parir»,
Francisco Martins da Silva; «Em português (ainda) nos entendemos?», Carlos Santos Pereira. (Também no MILhafre.)
sexta-feira, julho 03, 2020
Outros: Que estiveram n’«A Lista de Mendes»
Em
texto intitulado «Dádivas» publicado hoje no seu blog Horas Extraordinárias,
Maria do Rosário Pedreira faz referência a mim, e, mais, muito mais importante,
a um livro editado recentemente cuja divulgação naquele seu espaço eu lhe
sugeri, e que é…
… «A Lista de Aristides de Sousa Mendes», de Ana Cristina Luz – talentosa, prolífica
e multifacetada autora que, recordo, colaborou na antologia colectiva de contos
«Mensageiros das Estrelas» (2012, Fronteira do Caos), que eu concebi,
co-organizei e em que também participei, tendo aliás estado presente na primeira
apresentação daquela, em Lisboa aquando do (segundo) colóquio com a mesma
designação, e na segunda, feita na edição de 2013 do FantasPorto.
Resultado
de uma investigação realizada no âmbito da sua tese de mestrado, em «A Lista de
Aristides de Sousa Mendes» Ana Cristina Luz identifica mais de 50 artistas salvos do nazismo pelo
então cônsul português em Bordéus, incluindo o pintor espanhol Salvador Dalí, o actor
norte-americano Robert Montgomery, o pianista polaco Witold Malcuzynski e a
escritora francesa Tereska Torrès. A primeira
apresentação do livro decorrerá no próximo dia 19 de Julho em Cabanas de
Viriato, na Casa do Passal – a que, precisamente, foi de Aristides. (Também no MILhafre.)
quinta-feira, junho 11, 2020
Outros: «Acordistas» e «anglicistas»
Em
artigo publicado hoje no (sítio na Internet do) jornal Público, intitulado «O entusiasmo dos galegos a desconfinar o idioma e a anglicização portuguesa», o
jornalista Nuno Pacheco, vencedor em 2018 do Prémio de Jornalismo Cultural atribuído pela SPA e autor do livro «Acordo Ortográfico – Um Beco com Saída», publicado em 2019 pela Gradiva, faz referência a mim e a dois textos que publiquei naquele jornal:
«Esse “Azores” já tinha sido referido, e criticado, no espaço de opinião do
Público em 2014 e 2015, em artigos assinados pelo jornalista e
escritor Octávio dos Santos. Criticava ele, também, o recurso excessivo ao
inglês em títulos de programas televisivos: “Chef’s Academy”, “Off-Side”, “I
Love It”, “RTP Running”, “Shark Tank”, “Cinebox” ou “The
Money Drop”, entre muitos.»
As
três principais estações de televisão portuguesas estão de facto entre as
entidades que mais praticam a contradição de se submeterem ao ridículo, ilegal,
inútil e prejudicial «AO90» e, em simultâneo, abusarem dos anglicismos
(palavras inglesas) caracterizados por duplas consoantes e pelo «ph», que os
acordistas apontam e condenam como símbolos do que é supostamente obsoleto na
língua. Mas não são as únicas, e o (des)governo nacional pode mesmo ser o
principal exemplo desta imbecil incongruência, como se comprova igualmente pelo
adopção do lema «Estamos On!» como denominação da plataforma que congrega as
informações sobre o Covid-19. Porém, e ao contrário do que teve origem na China comunista, para o «vírus» da ordinarice ortográfica parece tardar mais o
desenvolvimento de uma adequada «vacina». (Também no MILhafre.)
domingo, junho 07, 2020
Ocorrência: Aderi à ACFdA
Foi há
precisamente um mês: no passado dia 7 de Maio de 2020, data de mais um aniversário do
nascimento de José Valentim Fialho de Almeida, enviei a minha ficha de
inscrição de sócio na Associação Cultural Fialho de Almeida, assim
correspondendo positiva e naturalmente a um convite nesse sentido feito por
Francisca Bicho, actual Presidente da Direcção daquela associação.
Tratou-se
de uma decisão inevitável para quem é um admirador do autor de «O País das
Uvas» e que, além disso, lhe dedicou dois colóquios realizados em Lisboa (um em
2007, outro em 2011), e ainda propôs que a formação da Rede de Casas de
Escritores de Língua Portuguesa tivesse como ponto de partida o recentemente
inaugurado (no próximo dia 10 fará um ano) em Cuba museu literário com o
seu nome, na casa que foi sua.
A ACFdA
passou a integrar a lista das entidades de que sou membro, e que já incluía,
para além do Movimento Internacional Lusófono e da Simetria, onde sou
particularmente activo, também a Associação Portuguesa de Sociologia (aquela a
que estou ligado há mais tempo, quase 30 anos), a Real Associação de Lisboa e a
Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
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