sábado, setembro 11, 2021

Orientação: 20 anos depois, no Obamatório

No meu outro blog Obamatório publiquei hoje o artigo «Retorno à casa de partida», que tem como objectivo e tema principal a evocação dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 quando decorrem duas décadas desde aqueles. Uma efeméride tornada mais dramática, mesmo trágica, pela forma escandalosa e extremamente incompetente, quiçá criminosa, como Joe Biden, usurpador da presidência dos EUA por fraude eleitoral, e um bando de cobardes e corruptos que passa por sua «administração» conduziram (para a «valeta» da História) a retirada norte-americana do Afeganistão. Ainda sobre o que vai acontecendo no outro lado do Atlântico será de (re)ler também textos como «Impeachment para totós (Parte 2)», «Um “chefe de Estado” xexé», «Rever em alta (Parte 5)» e «Roletas, e escarretas, russas».

terça-feira, agosto 31, 2021

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2021

A literatura: «Estrada de Morrer», Urbano Tavares Rodrigues; «Viver com os Outros», Isabel da Nóbrega; «Canções e Poemas» e «O Último dos Ofícios», Boris Vian; «Engrenagem» e «Praça de jorna», Soeiro Pereira Gomes; «A Estrada Para o Molhe de Wigan», George Orwell; «Nós», Yevgeny Zamyatin; «Motivos de Beleza», António Botto; «Erótica Proibida - A Colecção Rotenberg», Laura Mirsky (intro., org.); «Quem semeia no Tejo», Pedro G. P. Martins.      
A música: «Chão Nosso», Trovante; «Trouble», Whitesnake; «Van Halen II», Van Halen; «Making Movies», Dire Straits; «Friday Night In San Francisco», Al Di Meola, John McLaughlin, Paco De Lucia; «Canto Da Boca», Sérgio Godinho; «Live 1975-85», Bruce Springsteen; «Bad Animals», Heart; «Surfer Rosa», Pixies; «Bleach», Nirvana; «Os Poetas», Amália Rodrigues; «Behaviour», Pet Shop Boys; «In Concert», Doors; «Dirty», Sonic Youth; «The Yellow Shark», Frank Zappa;  «Brandenburgische Konzerte (1-2-3-4-5-6)», Johann Sebastian Bach (pelos English Concert dirigidos por Trevor Pinnock); «Te Deum (1769)», João de Sousa Carvalho (por Alexandra do Ó, António Wagner Diniz, Bernardo Cabral, Helen Moen, Mário Alves, Nicholas McNair, e outros, com o Arte Real Ensemble dirigido por Ketil Haugsand e o Coro Ricercare dirigido por Paulo Lourenço).    
O cinema: «Pedro e Inês», António Ferreira; «Licença para Matar», John Glen; «Sicário - Dia do Soldado», Stefano Sollima; «Anjo Caiu», Ric Roman Waugh; «Rapazes Maus Para Toda a Vida», Adil El Arbi e Bilall Fallah; «O Imperador de Paris», Jean François Richet; «Rainha do Deserto», Werner Herzog; «Professor Marston e as Mulheres Maravilha», Angela Robinson; «Sobrevivendo a Picasso», James Ivory; «Vida», Anton Corbijn; «A Herdade», Tiago Guedes; «Janis», Howard Alk; «O Posto», Steven Spielberg; «Jobs», Joshua Michael Stern; «Richard Jewell», Clint Eastwood; «Na Cidade Branca», Alain Tanner; «Grita Liberdade», Richard Attenborough; «Judy», Rupert Goold; «Brooklyn», John Crowley; «O Último Vermeer», Dan Friedkin; «Vem e Vê», Elem Klimov; «Midway», Roland Emmerich; «Perguntem ao Pó», Robert Towne; «Hugo», Martin Scorsese; «Sufragista», Sarah Gavron; «História do Brinquedo 4», Josh Cooley; «Crescidos», Dennis Dugan; «Depois do Crepúsculo», Brett Ratner.
E ainda...: Junta de Freguesia de Alverca do Ribatejo e Sobralinho - Cerimónia de descerramento da placa toponímica «Largo 5 de Maio de 1986»; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - 16ª Bienal de Fotografia (Celeiro da Patriarcal e Museu Municipal) + «CartoonXira 2021/Cartoons do ano 2020-Rosstoons/Ross Thomson-Europa à vista?/Michael Kountouris» (Celeiro da Patriarcal e Fábrica das Palavras); «O Mundo Segundo a Amazon», (documentário de) Adrien Pinon e Thomas Lafarge; Artview - exposição virtual «Imagens Projectadas - Noronha da Costa»; «Ninharias Essenciais - Episódio 3/Origem de Tragédia» e «(...) - Episódio 4/Notícias Falsas, Censura e o Homem das Botas», (vídeos literários de) David Soares; Canal História - (documentário) «Alienígenas Antigos - A Agenda Secreta da NASA»; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Velocidade de Cruzeiro» + exposição «100 anos Nadir» + mostra «Tóquio 1964 - Os primeiros Jogos Olímpicos na Ásia» + mostra «Seis séculos de música - Raridades manuscritas em Portugal (1000-1600)»; Câmara Municipal de Loulé - exposição «Com os pés na terra e as mãos no mar - 6000 anos de história de Quarteira» (antiga lota) + exposição «Imaginário de Élsio Menau» (Galeria de Arte da Praça do Mar de Quarteira); Rádio e Televisão de Portugal - (documentário) «José Afonso - Traz outro amigo também».   

quarta-feira, agosto 11, 2021

Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 9)…

… Escritos e publicados, desde Março de 2020, nos seguintes blogs: O Insurgente; MILhafre (um, dois); Malomil; Horas Extraordinárias (um, dois, três, quatro, cinco); 31 da Armada; Intergalactic Robot; Corta-Fitas; Blasfémias; Porta da Loja (um, dois); Rascunhos. E que aborda(ra)m, entre outros subtemas: a incoerência daqueles que criticam José Sócrates e o PS mas que escrevem em «acordês»; a inutilidade do Instituto Internacional da Língua Portuguesa se este servir para impôr o AO90; de como livros, jornais e revistas impressos em «acordês» podem ser alternativa ao papel higiénico; o Jornal de Letras, Artes e Ideias passou a ser (tal como a A Bola e o Expresso) um pasquim desde que «adotou» o AO90; continuar a boicotar (isto é, não comprar) obras em «acordês»; de como muitos continuam contaminados com o «vírus» da parvoíce ortográfica; de como certos professores não têm capacidade nem qualidade para o serem (e não só por se sujeitarem ao AO90); quem integraria uma «lista da infâmia» dos maiores activistas da «novilíngua nacional».

domingo, julho 25, 2021

Orientação: Sobre «normalidade», no Boletim

Na edição de Junho de 2021 do Boletim UFARS (União das Freguesias de Alverca do Ribatejo e do Sobralinho) e na página 11, está o meu (breve) texto (mais apelo do que crónica) «Voltemos» (embora sem indicação do título). A colaboração aconteceu na sequência da inauguração do memorial às vítimas do acidente ferroviário de 1986 na Póvoa de Santa Iria e resultou de um convite daquela autarquia.
Transcrevo: «Quem vive na minha freguesia e no meu concelho decerto tem os mesmos objectivos, as mesmas esperanças, que eu e todas as outras pessoas no resto do país e até no Mundo: que, rapidamente, se volte ao normal que existia antes da pandemia, e não a um suposto «novo normal», que não se sabe muito bem, exactamente, o que seria, mas que muito provável e infelizmente implicaria a continuação de – injustificáveis – restrições a todas as nossas liberdades, de circulação, associação e até de expressão, liberdades essas que era de esperar que o 25 de Abril de 1974 tivesse trazido e a Constituição de 1976 consagrado. A aplicação cada vez mais generalizada de vacinas contra o Covid-19 – e sempre dando primazia aos segmentos mais vulneráveis da população, isto é, a idosos e a doentes crónicos – torna em simultâneo cada vez menos aceitável que se continue a viver com medo e até com terror. Que voltemos a sentar-nos onde queremos – em bancos de jardins, igrejas e estádios de futebol. Que voltemos a comprar bebidas alcóolicas depois das 20 horas (e isto dito por alguém que é um raro consumidor daquelas). Que voltemos a frequentar, por já estarem enfim reabertas e totalmente, espera-se, operacionais – porque muitas entretanto fecharam definitivamente as portas – as pequenas e médias lojas do comércio tradicional, porque não são só as grandes superfícies (que não têm, ou não deveriam ter, mais direitos do que as outras) que merecem fazer negócio e evitarem a falência e os despedimentos. E que voltemos a andar, tanto no exterior como no(s) interior(es) (incluindo, aqui, dentro dos automóveis), sem máscaras – é fundamental não apenas (re)vermos os rostos uns dos outros mas também respirarmos à vontade.»
Este texto constitui também como que uma continuação do meu artigo «Desmascarar os déspotas», publicado pel’O Diabo no passado mês de Abril. E, infelizmente, os déspotas – em Portugal e não só – continuam a querer impôr restrições inadmissíveis e mesmo ilegais aos direitos e liberdades fundamentais – em especial de expressão, circulação e associação – dos cidadãos. Entretanto, o lema «meu corpo, minha escolha» já não parece ser tão enaltecido como antes.

segunda-feira, julho 05, 2021

Ocorrência: Se ainda fosse vivo...

 … António de Macedo completaria hoje, 5 de Julho de 2021, 90 anos de idade. Porém, infelizmente, não é, tendo nos deixado a 5 de Outubro de 2017… mas apenas fisicamente. Porque mentalmente, espiritualmente, nas memórias dos que tiveram o privilégio de o conhecer pessoalmente e de com ele conviver, continua bem presente. Curiosa e algo melancolicamente, em 2016, que eu considerei ter sido como que «O ano de António», também pela sua inesquecível – para todos os que, como eu, a testemunharam - participação no MoteLx, havia ainda talvez como que uma ténue esperança de que mais maravilhas, e durante mais tempo, iríamos receber dele; de que, depois dos seus 85º e 86º aniversários, bastantes outros teríamos a possibilidade de festejar. Pelo que, agora, pode-se matar as saudades lendo os seus livros, dos quais há que destacar «Lovesenda, ou o Enigma das Oito Portas de Cristal», o seu grande e último romance, também a sua derradeira obra a ser publicada ainda com ele partilhando connosco este nível de existência. Também é possível recordá-lo voltando a vê-lo e ouvi-lo em apresentações, conversas, debates, entrevistas, intervenções diversas, das quais existem felizmente vários registos. E, enfim, e sem dúvida o mais importante, há que evocá-lo – e invocá-lo – (re)vendo os seus filmes, que merecem sem dúvida uma maior e melhor divulgação do que ocasionais, raras, exibições na Cinemateca Portuguesa e na Rádio e Televisão de Portugal. Seria óptimo, pois, que aquando da celebração do centésimo aniversário do seu nascimento – ou até, de preferência, mais cedo – estivesse já disponível em disco (DVD e/ou Blu-Ray) a sua filmografia, se possível em versões restauradas e com materiais adicionais. (Também no MILhafre e no Simetria.)

terça-feira, junho 22, 2021

Observação: Prescrições menos fictícias

Uma vez mais, escrevo sobre Mariano Martín Rodríguez, espanhol, tradutor, filólogo, investigador em literatura com «especialização» em ficção cientifica e fantástico, e, neste género, com particular atenção aos autores de línguas latinas, contemporâneos ou nem tanto. Com ele primeiro estabeleci contacto em 2013 – na verdade, ele é que me contactou, por correio electrónico – e no ano seguinte eu e outras figuras da FC & F nacional conhecemo-lo pessoalmente aquando de uma visita dele a Lisboa. Em Janeiro último divulguei novamente o seu trabalho, mais concretamente traduções e análises de textos ais ou menos conhecidos de Teófilo Braga, Raul Brandão e Eça de Queiroz…
… E agora o motivo para o mencionar volta a ser, como há oito anos, o meu livro «Visões» e, mais precisamente, um dos contos que o integra, «Decreto-Lei Nº 54»: ambos foram citados – e divulgo-o com «algum» atraso, pelo que me «penitencio» ;-) – por Mariano Martín Rodríguez no seu artigo «Discurso prescritivo, ficção literária e cacotopia – “A Hora da Verdade” de Santiago Eximeno, no seu contexto genérico», publicado em 2015 no Nº 24 da revista (da Associação Espanhola de Semiótica) Signa. Na página 429 pode ler-se: «Todos os textos prescritivos fictícios recentes de que temos notícia se podem classificar na ampla categoría da literatura projectiva, salvo talvez o intitulado “DecretoLei n.º 54” (en Visões, 2003), de Octávio dos Santos, em que um Estado não localizado geográfica nem cronologicamente e implicitamente cacotópico cria um imaginário “Instituto de Apoio ao Suicídio” (Santos 2003: 53) con matizes sarcásticas e inclusivamente absurdas.» O certo é que, desde que soube da existência de MMR e dos estudos que desenvolve, passei a estar (ainda mais) atento a qualquer exemplo de fictoprescrição (já tinha, mesmo que inconscientemente, uma noção do que era antes de apreender o termo) que eventualmente encontre. E, no período de um ano, encontrei dois exemplos, ambos não em livros ou em revistas literárias mas sim, curiosamente, em blogs, portugueses, de âmbito abrangente e que não costumam ter a FC & F como tema.
Um é de Abril deste ano e está no Blasfémias. Escrito por Vítor Cunha, intitula-se «Dizem que é o futuro»: «Extracto do Despacho nº 1/2021 da República Portuguesa dos Bananas. A crise demográfica que vivemos apresenta-se como um problema sério, quer para a sobrevivência da cultura de vítima que cultivamos desde pelo menos o Marquês de Pombal, quer para a sustentabilidade da segurança social num ambiente de pandemias sucessivas em que importa reforçar o sistema hospitalar com algumas cenas importantes, como ventiladores encaixotados. (…) 3 – É decretada a requisição temporária, por motivos de urgência e interesse público e nacional, (d)a totalidade dos contribuintes dependentes do sexo feminino, género indiferente, com peso entre 45 e 65 kg. 4 – Todas (e todos) serão sujeitos a teste de verificação de virgindade, sendo aptas (e aptos) para o serviço de repovoação de contribuintes todas (e todos) aquelas (e aqueles) que não apresentarem mácula indicadora de violação do dever geral de confinamento. 5 – A requisição é válida enquanto a declaração de situação de calamidade demográfica for aplicável ao território nacional. 6 – Compete aos contribuintes que mantêm estas (e estes) virgens assegurar a sua alimentação durante o período de salvação nacional. Roupa não é necessária, que até está quentinho. 7 – A cada virgem será cobrada uma taxa pelo privilégio de contribuir para a causa nacional.»
O outro é de Maio do ano passado e está no Corta-Fitas – mas só o início, porque a versão integral está no Observador. Escrito por José Mendonça da Cruz, intitula-se «Regulamento nacional e socialista para o usufruto das praias»: «As praias marítimas e fluviais são parcelas valiosas do património comum, pelo que a sua fruição não deve ser deixada ao capricho privado e às forças selvagens do mercado, antes deve obedecer a regras determinadas pelo poder político socialmente legitimado e segundo políticas de garantia de uma praia para as pessoas. É no pleno entendimento destes princípios e a fim de assegurar a boa utilização balnear e uma gestão adequada dos tempos livres por parte dos cidadãos que se determina o seguinte…» Deste dei conhecimento a Mariano Martín Rodríguez em mensagem que lhe enviei no mesmo dia da publicação do post de JMC, e na qual, depois de expressar votos de que ele estivesse «bem, seguro, a salvo deste vírus, desta pandemia que parece ter tornado as nossas vidas ”normais” em cenários de autêntica distopia», lhe revelei o motivo do contacto: «ter encontrado o que se me afigura ser mais um exemplo de um tema muito interessante que o Mariano estudou, a “fictoprescrição”. Ao contrário do meu “Decreto-Lei Nº 54”, o texto de que lhe deixo a hiperligação em baixo não é um conto, não se assume como uma obra literária, mas é sim um artigo de opinião marcadamente satírico, e em que o aparente exagero não estará tão distante do que várias autoridades anunciaram que vão talvez fazer.» MMR respondeu-me afirmando: «Com efeito, o texto enviado não é ficcional, e temo que prontamente será legislação verdadeira, considerando o prazer que têm os nossos governantes sabendo que o medo do lobo faz com que renunciemos como ovelhas aos nossos direitos e liberdade, de maneira que podem levar-nos ao matadouro da ruína económica sem que nos queixemos.» Difícil não lhe dar razão atendendo ao que aconteceu nos 12 meses que entretanto decorreram. (Também no Simetria.)

quinta-feira, maio 06, 2021

Ocorrência: 35 anos depois, a homenagem

Ontem, 5 de Maio de 2021, exactamente 35 anos depois do acidente ferroviário ocorrido na estação de Póvoa de Santa Iria, sete das 18 vítimas mortais foram homenageadas através do descerramento de uma placa toponímica e de um memorial colocados junto à estação ferroviária de Alverca do Ribatejo, cujo largo adjacente passou a designar-se, precisamente, 5 de Maio de 1986; por sua vez, o memorial tem inscritos os nomes daquelas sete vítimas, todas elas jovens estudantes em escolas secundárias e universitárias de Lisboa que então residiam em Alverca do Ribatejo. A iniciativa foi da Junta de Freguesia daquela cidade, e a cerimónia teve a participação e a intervenção, entre outros, do respectivo presidente, Carlos Gonçalves, do presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, de elementos da associação cultural Inestética, e de um dos sobreviventes do acidente, o meu amigo Luís Lamancha…
… Que leu um poema da sua autoria alusivo à tragédia perante uma plateia onde se encontravam presentes outros sobreviventes e ainda familiares e amigos daqueles e das vítimas – não só as mortais, pois há que não esquecer nunca que o acidente causou também mais de 80 feridos. Porém, continua por se fazer uma homenagem geral, nacional, a todas essas vítimas, e para isso o local lógico, adequado, é a estação ferroviária da Póvoa de Santa Iria, que há muito tempo já deveria ter erigido o seu próprio monumento. Enquanto isso não acontece (quanto anos mais teremos de esperar? Talvez até 2036, quando se assinalar o 50º aniversário?), pode-se e deve-se ler, ver e ouvir evocações do acidente, como esta em 2016 (30º aniversário), esta em 2011 (25º) e esta em 2006 – 20º, em que divulguei aqui no Octanas um texto que escrevi e publiquei na edição de Junho de 1986 do Notícias de Alverca, jornal no qual era então chefe de redacção, e que incluiria no meu livro «Um Novo Portugal», editado em 2012.

sexta-feira, abril 30, 2021

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2021

A literatura: «Alix - O Túmulo Etrusco» e «(...) - O Príncipe do Nilo», Jacques Martin; «Cavaleiro Ardente - O Príncipe Negro» e «(...) - Os Lobos de Rougecogne», François Craenhals; «Blueberry - Cara de Anjo» e «(...) - Nariz Partido», Jean-Michel Charlier e Jean Giraud; «Corto Maltese - A Balada do Mar Salgado», Hugo Pratt; «A Batalha de Inglaterra - Furacão Sobre a Mancha» e «Fortalezas Voadoras», Pierre Dupuis; «O Joker - 80 Anos do Príncipe Palhaço do Crime», Dennis O'Neil, Jim Starlin, Paul Dini, Bob Kane, Walt Simonson, Bill Finger, e outros (Erika Rothberg, org.); «Michel Vaillant - O Forçado das Galés», «(...) - Desapareceu um Piloto» e «(...) - O Desconhecido das Mil Pistas», Jean Graton; «A Nau» (com Eliseu Gouveia e Mariana Flores) e «Loophole» (com Fernando Lucas e Patrícia Furtado), Pedro Potier.           
A música: «Segredo», Amália Rodrigues; «Goats Head Soup», Rolling Stones; «Head Hunters», Herbie Hancock; «The Lamb Lies Down On Broadway», Genesis; «On Your Feet Or On Your Knees», Blue Oyster Cult; «Coro Dos Tribunais», José Afonso; «Paris», Supertramp; «Shut Up 'N Play Yer Guitar», Frank Zappa; «Nebraska», Bruce Springsteen; «Cais Das Colinas», Trovante; «We Are Chaos», Marilyn Manson; «The Arista Years», Grateful Dead; «Rockaria», Electric Light Orchestra; «Super Black Market Clash», Clash; «Toccata Und Fuge In D-Moll BWV 565», Johann Sebastian Bach (por Simon Preston); «Il Mondo Della Luna», Pedro António Avondano (por Carla Caramujo, Carla Simões, Fernando Guimarães, João Fernandes, João Pedro Cabral, Luís Rodrigues e Susana Gaspar, com os Músicos do Tejo dirigidos por Marcos Magalhães). 
O cinema: «Snu», Patrícia Sequeira; «Vício Inerente», Paul Thomas Anderson; «Quando és Estranho», Tom DiCillo; «Escola do Rock», Richard Linklater; «Nove», Rob Marshall; «A Voz da Lua», Federico Fellini; «Pontapé-no-Rabo 2», Jeff Wadlow; «Os Cavalheiros», Guy Ritchie; «Tenet», Christopher Nolan; «Equilíbrio», Kurt Wimmer; «Mosquito», João Nuno Pinto; «A Fazedora de Vestidos», Jocelyn Moorhouse; «Trumbo», Jay Roach; «Desafio», Edward Zwick; «Serena», Susanne Bier; «Adama», Simon Rouby; «O Farol», Robert Eggers; «A Conspiradora», Robert Redford; «Victor Frankenstein», Paul McGuigan; «Drácula não Dito», Gary Shore; «A Flor das Mil e Uma Noites», Pier Paolo Pasolini; «As Aventuras do Barão Munchausen», Terry Gilliam; «Conto de Inverno», Akiva Goldsman; «Pixels», Chris Columbus; «Homens de Negro - Internacional», F. Gary Gray; «Filme da Ovelha Shaun», Mark Burton e Richard Starzak; «O Gajo do Cabo», Ben Stiller.               
E ainda...: Museu do Neo-Realismo - exposição «Júlio Pomar - A obra gráfica numa colecção privada» + mostra «Homenagem a Bernardo Santareno»; Instituto Realitas - Diálogo com Manuel Curado (parte 1, parte 2); «Chemtrails Over The Country Club», (vídeo musical de) Lana Del Rey; Outrun/The Milk Crate Club - «Os Corredores que Pararam o Mundo», (documentário de) Al Clark; Canal História - (documentário) «Os Carros que Fizeram o Mundo» + (documentário) «Patriotas Negros - Heróis da Revolução»+ (documentário) «Rodas Quentes e Carros Musculados»; The New York Times Presents - (documentário) «Enquadrando Britney Spears»; Museu Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «Memórias do Oculista Nunes»; ITV - (documentário) «Sob Cobertura - Dentro do Gulag Digital Chinês», Robin Barnwell; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Os livros de Luís Teixeira - Jurista, humanista e preceptor de D. João III» + exposição «Atlas Suzanne Daveau»; FNAC/The Argentic - exposição de fotografias de Campiso Rocha e de Mário Galiano «Contrastes - Memórias pessoais e transmissíveis» (Chiado).      

sexta-feira, abril 16, 2021

Orientação: Sobre máscaras, n'O Diabo

Na edição de hoje (Nº 2311) do jornal (semanal) O Diabo, e na página 14, está o meu artigo «Desmascarar os déspotas». Um excerto: «No início, quando pouco se sabia sobre a doença, justificava-se alguma tolerância para com os erros dos políticos ao lidar com aquela. Mas agora, mais de um ano depois, não: já se sabe quais são as suas principais características, como se propaga, quem são os indivíduos mais vulneráveis (idosos, doentes crónicos e graves). E a resposta oficial em Portugal expôs novamente a estupidez e a incompetência que já se conheciam anteriormente, patente em tantas situações num passado próximo, em especial ocorrências trágicas como os incêndios em Pedrógão Grande em 2017. Quando as pessoas ocupam cargos importantes, posições de responsabilidade, não pela sua capacidade ou pelo seu mérito mas sim por terem o cartão partidário certo e/ou por serem parentes ou amigos de ministros e de secretários de Estado, é muito provável que não estarão à altura dos acontecimentos quando surgirem crises efectivamente graves e excepcionais.» (Também no MILhafre e no Obamatório.)

sexta-feira, março 26, 2021

Observação: Revisionismo discrimino-censório

No início desta semana que agora termina, e em dias consecutivos, duas pessoas que podem ser colocadas (eu coloco-as) entre os mais destacados «bloguistas» portugueses publicaram «postas» sobre o que é, praticamente, o mesmo tema: as consequências do que vamos designar de um extremo revisionismo dicrimino-censório – versão mais recente e demente do já de si duradouro e detestável «politicamente correcto» - na literatura mundial e até no mercado literário português e nos autores nacionais, revisionismo esse que tem origem em muitas universidades dos Estados Unidos da América, e que a partir daí «contaminou» bastantes – demasiado(a)s) – indivíduos e instituições (incluindo empresas privadas), não só naquele país mas também noutros.
A 21 de Março, no Malomil e em texto intitulado «A traição dos intelectuais», António de Araújo aborda as controvérsias decorrentes da tradução do primeiro livro daquela que é supostamente a mais jovem vedeta das letras norte-americanas: «(…) Porque é que Amanda Gorman e os seus agentes levantaram objecções a que a sua poesia fosse traduzida para catalão por um branco, Victor Obiols, mas não objectaram a que fosse traduzido para espanhol por uma branca, Nuria Barrios, dita “sem historial activista”? Porque é que só agora, à boleia desta nova polémica, é que Grada Kilomba vem questionar e criticar a tradução para português do seu livro, “Memórias da Plantação”, feita por um homem branco, Nuno Quintas, e nada disse nem objectou quando essa tradução foi feita, em 2019? (…) Que características de um determinado autor devem ser valorizadas na escolha do seu tradutor? No caso de Amanda Gorman, vemos apontadas as seguintes características: “jovem”, “mulher”, “negra”, “filha de mãe solteira”. Dessas, qual a decisiva na escolha do tradutor? Apenas uma, a etnia? Todas? Porque não o facto de ser mulher? Ou jovem? Ou filha de mãe solteira? Com que legitimidade se erige a etnia em detrimento do género, por exemplo? Se escolhemos a etnia como ponto decisivo do “lugar da fala”, isto significa que apenas negros podem traduzir negros e brancos podem traduzir brancos? Se sim, porquê? Se não, porquê? Porque é que a etnia de um tradutor lhe confere especiais qualificações para o seu ofício? Isso não será racismo, no fim de contas? (…) Quem pode traduzir Amanda Gorman? Uma homem de meia-idade pode fazê-lo? Ou apenas Amanda Gorman pode traduzir-se a si própria? Um homem pode traduzir literatura feminista? Um heterossexual pode traduzir escritos gay? Um agnóstico pode dar voz à “Bíblia”? E quem pode traduzir os clássicos, Aristóteles ou Platão, Joyce ou T. S. Eliot? Um judeu não pode traduzir “Mein Kampf”? Ou, pelo contrário, só um judeu pode fazê-lo? Não haverá aqui o risco, mais do que evidente, de se criarem novos casulos e barreiras, contrariando a essência própria, universalista, dialogante, do acto de traduzir? (…)»
A 22 de Março, no Horas Extraordinárias e em texto intitulado «Estupidez», Maria do Rosário Pedreira aborda a – inesperada – dificuldade em conseguir editar nos EUA um (por ela não identificado) escritor nacional: «Disse-se ao longo de mais de uma centena de anos que a América era a terra das oportunidades; infelizmente, passou a ser a terra da oportunidade de ficar calado, pois não se pode agora falar de nada sem que todas as nossas palavras, por mais inocentes que sejam, acabem julgadas da pior maneira. Recentemente soube que recusaram a obra de um autor português com um relatório em que, antes de mais nada, o descreviam como muitíssimo talentoso; mas esse talento era secundário para a editora norte-americana que decidiu não o publicar porque um dos romances falava de forma muito directa de um tema que, para a imprensa norte-americana, era muito sensível (a deficiência); e o outro tinha, entre as suas personagens, uma transsexual (mas, como o autor não o é, certamente iria ser acusado de falar do que não sabe; ainda pensaram pedir um segundo relatório de leitura a alguém da comunidade LGBT lá do sítio, mas não encontraram nenhum trans que lesse português). (…) É uma outra forma de preconceito que em nada ajuda as minorias, fingindo que as protege. Se os autores não podem falar do que não sentiram na pele, não é isso uma negação da imaginação? (…)»
Nestes seus textos tanto António de Araújo como Maria do Rosário Pedreira colocam questões pertinentes, resultantes também do que parece ser genuína supresa e até indignação perante o que acontece – no âmbito cultural, pelo menos – no outro lado do Atlântico. Porém, ambos não podem alegar que não foram avisados, e nomeadamente por mim, sobre as mais do que prováveis e previsíveis consequências de a pérfida perversão, atentatória dos mais bons e básicos valores civilizacionais, inerente à esquerda norte-americana e núcleo perene do Partido Democrata se expandir e se consolidar, talvez e infelizmente de uma forma permanente. Recordo que o actual consultor da Presidência da República me «convidou» a deixar de comentar no Malomil depois de eu ter respondido, discordando (com factos), a alguns posts em que criticava Donald Trump; e que a actual editora da Leya não pareceu ter reconhecido o erro que cometeu ao elogiar uma bibliotecária luso-descendente de Boston que rejeitou livros oferecidos por Melania Trump, e, na prática, ofendeu a primeira-dama… e no meu comentário já alertava para o perigo de a proibição de certas obras e artistas por parte dos novos «inquisidores» se tornar uma rotina – e o certo é que, menos de quatro anos depois, são (alguns d)os de Theodor «Dr. Seuss» Geisel, que Liz Soeiro desprezou, que estão entre os primeiros (porque, sim, há outros) a serem «apagados» na vigência do regime que foi instaurado a 20 de Janeiro passado numa Washington pejada de soldados e de barreiras com arame farpado.    
No entanto, nestes seus textos António de Araújo e Maria do Rosário Pedreira dão igualmente mostras de uma surpreendente ingenuidade… ou de algo pior. Ele também pergunta: «Como é possível conciliar este debate com o propósito de união anunciado no discurso da tomada de posse de Joe Biden, sem o qual poucos saberiam sequer quem é Amanda Gorman?» Obviamente, isso não é possível, porque os democratas não são nem nunca foram pela união e pela integração (racial e outras) mas sim pela secessão e pela segregação; e estar na Casa Branca um ilegítimo e xexé «chefe de Estado» é uma garantia de que vai continuar a invasão por imigrantes ilegais, a perseguição policial e judicial de opositores políticos e a promoção de campanhas de menorização (ou seja, de discriminação e mesmo de ódio) contra brancos, além de que se irá tentar proceder ao desarmamento da sociedade civil e a «purgas» ideológicas nas forças armadas – tudo acções que provavelmente levarão, não à unidade, mas à implosão do país, quiçá até a uma nova guerra civil; quando alguém que tem uma licenciatura em Direito e um doutoramento em História, e com actividades importantes e influentes, e que apesar disso revela não ter um conhecimento suficiente de factos fulcrais relativos aos EUA, é de duvidar da qualidade dos conselhos políticos que dá no Palácio de Belém. Ela também pergunta: «Então hoje para uma editora o talento é menos importante do que o assunto de um romance? E um agente cultural como uma editora mete o rabo entre as pernas, recusa-se a arriscar e abdica de mudar mentalidades mesmo quando diz que o autor tem muito talento?» A verdade é que – e sei-o por experiência própria – MRP já se recusou a arriscar por causa do assunto de um romance e não ponderou devidamente o talento do respectivo autor; todavia, é elementar e da mais básica justiça reconhecer que, neste aspecto, ela está longe de ser um caso único.
Ainda sobre o texto citado do Horas Extraordinárias, é quase certo que o autor nele mencionado é Afonso Reis Cabral, trineto de José Maria Eça de Queiroz. E este, curiosamente, tornou-se igualmente uma «vítima» do revisionismo PC devido a alegados «preconceitos raciais» existentes n’«Os Maias», que foram primeiro «denunciados» por uma «investigadora» que estudou… nos EUA. Ela será certamente bem vinda se quiser participar no segundo congresso – por mim proposto, e organizado pelo Movimento Internacional Lusófono – sobre EdQ, que deverá decorrer no próximo mês de Outubro e que terá como temas os 150 anos da publicação de «O Mistério da Estrada de Sintra», da realização das Conferências do Casino e do início da edição d’«As Farpas». Imagine-se o que ele teria dito e escrito sobre estes novos «puritanos» da treta! (Também no Obamatório.

sábado, fevereiro 13, 2021

Outras: Casas listadas para serem contactadas

Enviei ontem a João Português, Presidente da Câmara Municipal de Cuba, e ainda para outras pessoas daquele municipio, para a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, para a Associação Cultural Fialho de Almeida e para (um membro da Direcção d)a Associação Portuguesa de Escritores uma mensagem de correio electrónico contendo, em ficheiro anexo, um documento com uma lista elaborada por mim das casas de escritores de língua portuguesa actualmente existentes, abertas ao público e com evidente (mesmo que mínima) actividade cultural. Esta lista pretende ser o ponto de partida do início da formação da Rede de Casas de Escritores de Língua Portuguesa, um projecto que delineei em Outubro de 2019 e cuja liderança eu e o Movimento Internacional Lusófono oferecemos à CMC através do Museu Literário Casa Fialho de Almeida. Após mais de um ano de espera, a 5 de Janeiro último aquele autarca alentejano finalmente respondeu-me, e positivamente.   
A lista inclui uma casa em Angola, oito no Brasil e quase 30 em Portugal, mas, como é óbvio, não se pretende que seja definitiva, não só porque podem existir casas que eu não encontrei durante a minha pesquisa mas também porque existem outras – tomei conhecimento de pelo menos três (duas no nosso país, uma no país irmão) – em (avançado) processo de concretização. Evidentemente, e como seria de esperar, várias épocas e diversos estilos literários têm «representação» na lista. Por exemplo(s): o século XVIII, dito o das «Luzes», conta com a casa em Setúbal onde nasceu Manuel Maria Barbosa du Bocage; os anos de Oitocentos destacam-se, inevitavelmente, por José Maria Eça de Queiroz – através da quinta em Tormes que é a sede da fundação com o seu nome – e ainda por contemporâneos como Júlio Dinis, Antero de Quental e Sousa Martins; e, previsivelmente, o século XX é o que dispõe da maior «representação», tanto em Portugal como no Brasil, devido a nomes como José Régio, José Saramago, Erico Veríssimo e Jorge Amado. (Também no MILhafre, no Ópera do Tejo e no Queiroz150.) (Referência no Horas Extraordinárias.

quinta-feira, janeiro 14, 2021

Outros: «Pequenos monstros»

Em artigo publicado hoje no (sítio na Internet do) jornal Público, intitulado «O ocaso das consoantes e a felicidade dos jovens», o jornalista Nuno Pacheco, vencedor em 2018 do Prémio de Jornalismo Cultural atribuído pela SPA e autor do livro «Acordo Ortográfico – Um Beco com Saída», publicado em 2019 pela Gradiva, faz referência a mim e a um artigo que publiquei naquele jornal: «A tal “assimilação” rápida das “novas regras” produz todos os dias pequenos monstros, obrigando-nos a ler coisas como “otogonal”, “inato” (por inapto, que inato é outra coisa!), “impato”, “etoplasma”, “adeto”, “ocipital”, “inteletual”, “ocional”, “eucalito”, “rétil”, “elítico” e até “arimética”. Esta colheita é recente e pode juntar-se à da minha crónica anterior. Mas é curioso que já em 2015, no Público, o jornalista e escritor Octávio dos Santos (num artigo intitulado “Apocalise abruto”) mencionava dezenas de disparates deste calibre, coligidos em documentos oficiais, institucionais ou na imprensa, por especialistas atentos.» Recordo que, em Junho do ano passado, Nuno Pacheco havia referenciado, noutro seu artigo, dois meus. (Também no MILhafre.)

quinta-feira, dezembro 31, 2020

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2020

A literatura: «Política de A a Z», Pedro Correia e Rodrigo Gonçalves; «A Lista de Aristides de Sousa Mendes», Ana Cristina Luz; «Como se Fazia Cinema em Portugal - Inconfidências de um Ex-Praticante», António de Macedo; «Remar Contra a Maré - Sucesso.pt» e «Esperança e Reinvenção - Ideias para o Portugal do Futuro» (org., com Carlos Coelho, Cristina Fonseca, Daniel Bessa, Nuno Fernandes Thomaz, e outros), Luís Ferreira Lopes; «Marketing Performance - 80 Métricas de Marketing e Vendas», Luís Bettencourt Moniz e Pedro Celeste; «Mariana», Paulo Monteiro; «Nanoamour», Ricardo Cruz Ortigão.  
A música: «Roubados», Aldina Duarte; «Some Enchanted Evening», Blue Oyster Cult; «Studio Tan» e «Joe's Garage», Frank Zappa; «It´s Alive», Ramones; «Film», Gift; «A Kind Of Magic», Queen; «Actually», Pet Shop Boys; «Naked», Talking Heads; «Doolittle», Pixies; «Danças E Folias», Brigada Victor Jara; «Born To Die», Lana Del Rey; «The Marshall Matters LP 2», Eminem; «Songs Of Innocence», U2; «Plectrumelectrum», Prince (& 3rdEyeGirl); «Cores E Aromas», António Pinho Vargas; «Under Wheels Of Confusion 1970-1987 (Vols. 3 & 4)», Black Sabbath; «La Senna Festeggiante», Antonio Vivaldi (por Juanita Lascarro, Nicola Uliveri e Sonia Prina, com o Concerto Italiano dirigido por Rinaldo Alessandrini); «Weihnachts Oratorium», Johann Sebastian Bach (por Elly Ameling, Helen Watts, Peter Pears e Tom Krause, com os Cantores de Lubeck dirigidos por Hans Jurgen Wille e a Orquestra de Câmara de Estugarda dirigida por Karl Munchinger).              
O cinema: «Turbo», David Soren; «Fita do Sexo» e «Jumanji - O Nível Seguinte», Jake Kasdan; «Godzilla - Rei dos Monstros», Michael Dougherty; «Chappie», Neill Blomkamp; «Dumbo», Tim Burton; «Viriato», Luís Albuquerque; «Jojo Coelho», Taika Waititi; «Facas de Fora», Rian Johnson; «Mães Más», Jon Lucas e Scott Moore; «Patrões Horríveis 2», Sean Anders; «Primeiro», Dmitriy Suvorov; «A Favorita», Yorgos Lanthimos; «Vadio das Planíces Altas», Clint Eastwood; «Uma Ponte Longe de Mais», Richard Attenborough; «Os Mortos não Morrem», Jim Jarmusch; «Parasita», Bong Joon Ho; «Terra dos Zombies - Pancada Dupla», Ruben Fleischer; «Terminador - Destino Escuro», Tim Miller; «Ad Astra», James Gray; «Labirinto», Jim Henson; «Os Contos de Canterbury», Pier Paolo Pasolini; «Rob Roy», Michael Caton-Jones; «O Grande Roubo ao Comboio», Michael Crichton; «1917», Sam Mendes; «Ford vs. Ferrari», James Mangold; «A Vida Secreta dos Animais de Estimação 2», Chris Renaud; «Ex Machina», Alex Garland; «Sr. Holmes», Bill Condon; «A Côr Púrpura», Steven Spielberg.
E ainda...: Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - 90ª Feira do Livro de Lisboa; Canal Smithsonian - (documentário) «Memphis Belle a Cores»; RTP - (documentário) «Exílio no Atlântico», Pedro Mesquita + (documentário) «Visita Guiada - Fundação Eça de Queiroz», Paula Moura Pinheiro; «No Time to Die», (vídeo musical de) Billie Eilish; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «O tempo das imagens III - 35 anos do Centro Português de Serigrafia» + exposição «O "Cântico dos Cânticos" - Beija-me com os beijos da tua boca» + mostra «Germão Galharde - 500 anos de tipografia em Portugal» + mostra «A poesia de Amália»; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «CartoonXira 2020/Cartoons do ano 2019 + Desenhos à flor da pele/Cau Gomez» (Celeiro da Patriarcal); Canal História - (documentário) «Alienígenas Antigos - Destino Chile» + (documentário) «Nazis sob drogas - Hitler e a Blitzkrieg» + (documentário) «Grant» + (documentário) «Os que Viraram o Jogo - Por dentro das Guerras dos Jogos de Vídeo»; Museu do Neo-Realismo - exposição de Elisa Pône, Filipe Pinto, Francisco Pinheiro, João Fonte Santa, Marta Leite, Nuno Barroso e Sofia Gonçalves «Cosmo/ Política #6 - Biblioteca Cosmos»; «O Grande C», Darlene Hunt; «O Ornamento de Natal», Mark Jean.

quarta-feira, dezembro 23, 2020

Orientação: Sobre Fialho, no Boletim da ACFdA

Na edição d( Novembro d)e 2020 (Nº 5, 2ª Série) do Boletim da Associação Cultural Fialho de Almeida, e nas páginas 49 e 50, está o meu artigo «Sensação de pertença». Um excerto: «Porquê este interesse e esta vontade em ajudar a divulgar e homenagear este escritor? Porque eu sou uma pessoa para quem ler, fruir, apreciar a sua obra não é frequentemente suficiente para expressar a admiração por alguém, artista ou não. E no caso de Fialho de Almeida tal ímpeto ganha mais urgência quando há a percepção – ou até a constatação – de que a pessoa em causa tem vindo a ser injustamente desvalorizada, secundarizada ou mesmo olvidada.» Um texto que resulta também da minha admissão como sócio, este ano, da Associação. E que mais justifica a minha intervenção, sempre que isso se justifica, no sentido de corrigir qualquer incorrecção que eu detecte sobre a vida do autor de «O País das Uvas», como, por exemplo, aqui. (Também no MILhafre.

quinta-feira, novembro 19, 2020

Oráculo: HA, de novo, no Porto

Em 2019 tive a honra e o orgulho de participar, como orador, na primeira edição. Em 2020 não estarei lá, mas porque valorizo a iniciativa – quanto mais não seja por eu ser um autor no sub-género da História Alternativa – e admiro quem a organiza, divulgo o 2º Encontro Internacional de História Mundial «e se?», que decorrerá n(o auditório Casa Comum d)a Reitoria da Universidade do Porto – tal como no ano passado – nos próximos dias 24, 25 e 26 de Novembro. Porém, desta vez e por causa da pandemia, assistir ao evento não será feito de forma presencial mas sim virtual.

quarta-feira, outubro 07, 2020

Obras: Que vieram do «caos»

A editora Fronteira do Caos tem vindo a divulgar, neste ano e no seu blog, livros menos recentes do seu catálogo. Entre eles estão dois da minha autoria, um parcial e outro total. Hoje foi (entre outros) «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico»; a 11 de Julho havia sido (com outro) «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País». Ambos foram publicados em 2012 e, obviamente, continuam disponíveis para venda.

quinta-feira, outubro 01, 2020

Orientação: SimSon com 750!

Hoje, 1 de Outubro de 2020, celebra-se mais um Dia Mundial da Música, o que significa também, no sítio da Simetria, a publicação de uma nova edição do projecto Simetria Sonora. E, tal como em edições anteriores, a esta grande lista foram adicionados 50 discos por mim considerados de ficção científica e de fantástico: são agora 750. A ilustrar está a imagem da capa de «Remain In Light», dos Talking Heads, lançado originalmente em 1980 – ou seja, há 40 anos. A ouvir… e a descobrir. Tudo, e sempre!

quarta-feira, setembro 16, 2020

Outros: O meu primo campeão

Em 2017 fui entrevistado pelo jornal (semanário regional) O Mirante, e este ano foi a vez de um familiar meu, mais jovem e bem mais merecedor do destaque. Em reportagem recente intitulada «Gustavo Pato vive um sonho sobre rodas» aquele meu primo, a propósito do início da sua carreira enquanto atleta sénior no Riba d’Ave Hóquei Clube, recordou o seu percurso naquele desporto onde, tanto ao nível de clubes (incluindo Sporting e Benfica) como ao de selecções, já foi por mais de uma vez campeão. De sublinhar também a forte influência dos pais e o apego à sua cidade, Samora Correia.

segunda-feira, agosto 31, 2020

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2020

A literatura: «Clepsidra», Camilo Pessanha; «Os Quatro Grandes», Agatha Christie; «Argumentos Para Filmes» (Claudia J. Fischer e Patricio Ferrari, org.), Fernando Pessoa; «O Amor Louco», André Breton; «O Sol nas Noites e o Luar nos Dias - Volume 1», Natália Correia; «Príncipe Valente - Os Caçadores de Hunos», «(...) - De Roma a Damasco», «(...) - À Procura de Aleta» e «(...) - A Maldição da Torre Negra», Harold R. Foster; «Comunidade», Luíz Pacheco.
A música: «Banda Sonora Do Filme "A Canção De Lisboa", Fados E Marchas Populares», Beatriz Costa; «Anthem Of The Peaceful Army», Greta Van Fleet; «Teen, Age», Seventeen; «Rammstein - Paris», Rammstein; «Lemonade», Beyoncé; «1979-1987», Doce; «The Queen Is Dead», Smiths; «Psychocandy», Jesus And Mary Chain; «The Magazine», Rickie Lee Jones; «The Revolution By Night», Blue Oyster Cult; «Por Sendas, Montes E Vales», Brigada Victor Jara; «Abraxas», Santana; «Mad Dogs & Englishmen», Joe Cocker; «Hot Rats» e «Cruising With Ruben & The Jets», Frank Zappa; «Vol. 1 - Bird Of Paradise», Charlie Parker; «Il Cimento Dell'Armonia E Dell'Invenzione», Antonio Vivaldi (por Edmondo Malanotte, Franco Gulli e Renato Zanfini, com os Virtuosos de Roma dirigidos por Renato Fasano); «Goldberg Variationen», Johann Sebastian Bach (por Glenn Gould).
O cinema: «Tolkien», Dome Karukoski; «Bem Vindos a Marwen», Robert Zemeckis; «Bestas Fantásticas - Os Crimes de Grindelwald», David Yates; «Homem-Aranha - Longe de Casa», Jon Watts; «Cézanne e Eu», Danièle Thompson; «Joker», Todd Phillips; «Atirador Americano», Clint Eastwood; «John Wick - Capítulo 3 - Parabellum», Chad Stahelski; «Victoria e Abdul», Stephen Frears; «Osmosis Jones», Bobby Farrelly e Peter Farrelly; «Homens-X - Fénix Negra», Simon Kinberg; «Ontem», Danny Boyle; «Capitã Marvel», Anna Boden e Ryan Fleck; «Alita - Anjo de Batalha», Robert Rodriguez; «Variações», João Maia; «Orgulho e Preconceito e Zombies», Burr Steers; «A Rapariga do Capuz Vermelho», Catherine Hardwicke; «O Amor nos Tempos da Cólera», Mike Newell; «Conan, o Bárbaro», Marcus Nispel; «Pokémon Detective Pikachu», Rob Letterman; «Aves de Rapina e a Emancipação Fantabulosa de uma tal de Harley Quinn», Cathy Yan; «Hortelã-Pimenta», Pierre Morel; «Prisioneiros», Denis Villeneuve; «Era uma Vez na América», Sergio Leone; «O Decameron», Pier Paolo Pasolini. 
E ainda...: Força Espacial dos Estados Unidos - primeiro anúncio de recrutamento; «Tabu», Chips Hardy, Tom Hardy e Steven Knight; Museu do Neo-Realismo - exposição «Rui Filipe - Em busca do absoluto» + mostra «Homenagem a Soeiro Pereira Gomes»; «O Grande Encontro», (anúncio publicitário da Ferrari realizado por) Claude Lelouch; Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira/Fábrica das Palavras - exposição «António Antunes - Entrelinhas»; «Leitura de "O Corvo" de Edgar Allan Poe, numa tradução de Fernando Pessoa», (vídeo literário de) David Soares; Câmara Municipal de Loulé/Galeria de Arte da Praça do Mar de Quarteira - exposição colectiva de Ana Almeida, Ana Feu, Carlos Correia, Gerda Gritzka, Fiona Issler, Filipe Paixão, Júlio Antão, Hermínio Pinto e Tó Quintas «Lixo x Arte (Between)»; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Jardins históricos de Portugal - Memória e futuro» + exposição «Cidades de papel - Separatas e construções de armar» + mostra «A arte liga-nos - Serigrafia solidária assinada por nove artistas portugueses (Cristina Ataíde, Gracinda Candeias, José de Guimarães, Leonel Moura, Marçal, Pedro Calapez, Rico Sequeira, Silva Palmeira e Sofia Areal)»; Força Aérea Portuguesa - Museu do Ar (pólo de Sintra); «We Are Chaos», (vídeo musical de) Marilyn Manson.

domingo, agosto 16, 2020

Orientação: Para as armas...

... No MILhafre e no Obamatório está, a partir de hoje, o meu texto «Armados e virtuosos», que aborda as diferenças na resposta ao aumento da insegurança e da criminalidade nos EUA, no Brasil e em Portugal, e, em especial, como o assunto da posse e o uso de armas por parte de cidadãos não-cadastrados é encarado naqueles três países - muito bem no primeiro, melhor no segundo e mau no terceiro.

terça-feira, julho 14, 2020

Outros: Contra o AO90 (Parte 17)

«Pensamento da semana», «Cavaco, Sócrates e os analfabetos funcionais», «Resistência activa ao aborto ortográfico (134, 135, 136, 137, 138, 139)» e «Tiro à letra», Pedro Correia; «2019 – O ano da entrega da ILC-AO no parlamento», «Mais uma etapa…», «A ILC-AO na Feira do Livro do Porto – A saga continua!», «A ILC-AO na XIV Legislatura», «A ILC-AO e o PS», «Audiência na Comissão de Cultura», «Reunião com o PS», «A ILC-AO é o instrumento legal adequado – Parecer jurídico», «Quando um parecer não basta», «Assembleia da República – Entre o essencial e o acessório» e «O parecer da Comissão de Assuntos Constitucionais - Uma obra de ficção jurídica?», Rui Valente; «As queixas de Pepetela e a boa opção da Forbes», «Irreversível, o acordo ortográfico? Só uma coisa é irreversível, a morte», «De onde vêm as palavras dos dicionários? Trá-las a cegonha, como aos bebés», «A responsabilidade de 20 mil assinaturas pela Língua Portuguesa», «Arranjem uns assentos para os acentos, se não eles caem», «A miséria ortográfica nacional e o fulgor das línguas do mundo», «O Brasil quer livrar-se do acordo ortográfico? Também nós», «No Dia da Liberdade ainda há uma ditadura que mexe, a dos idiotas», «Socorro, querem roubar-nos a língua e deixar-nos mudos», «Haverá sobre o Acordo Ortográfico uma clara posição parlamentar? Ou para lamentar?», «Querem datas giras para duvidar da validade do Acordo Ortográfico? Aqui vão algumas», «Alerta geral, diplomacia maltrata ortografia, pede-se divórcio, urgente», «A triste história da vogal que foi separada de uma consoante e emudeceu», «Vamos brincar às línguas? Ou não brincamos já demasiado com a nossa?», «O que quer, o que pode esta língua? Eles não fazem a mínima ideia», «Conhece uma língua filogeneticamente próxima da sua? Proponha-lhe namoro», «O Acordo Ortográfico não é um facto consumado, é um fato consumido», «A língua portuguesa tem um problema nas articulações, é melhor chamar o médico», «Um bom exemplo brasileiro e mais datas para duvidar da validade do Acordo Ortográfico», «O vocabulário oficial do Acordo Ortográfico está morto há dias e ninguém deu por nada!», «Ressuscitou como morreu, como fraude. E ainda há quem lhe chame vocabulário», «Anatomia de uma fraude com duas palavras picantes como condimento», «A herança de Malaca Casteleiro e a alucinação unificadora da ortografia», «A ortografia do português e a estranha história do prédio pintado de roxo», «Aprende-se muito, ao rever 30 anos», «Enquanto combatemos o novo coronavírus, o velho “ortogravírus” não pára», «A língua portuguesa resiste bem, mas urge acabar com o estado a que ela chegou», «Língua portuguesa – Uns só sabem do sonho, outros é mais inquietação, inquietação», «Façam à língua o mesmo que ao euro – Igual na face, mas reversos diferentes», «Chique, chicana, chiqueiro, ou os ecos de uma saraivada ortográfica», «Ortografia – De recomendações e petições está o inferno cheio» e «Vai uma sopinha de letras? Olhe que são portuguesas e muito nutritivas…», Nuno Pacheco; «Iguais e diferentes ou diferentes mas iguais?», «Os Lusitansos», «A “unificação” ao contrário», «”Vocabulário de Mudança” – O filme» e «Volta ao AO90 por etapas (1, 2, 3)», João Pedro Graça; «Lixo linguístico», Pedro Mexia; «Os futuros médicos têm melhor desempenho a português…», Luís Afonso; «Blogue da semana (1, 2)», Luís Menezes Leitão; «Admirável Língua Nova (Parte X)», Manuel Matos Monteiro; «Por via do AO90», «O maior embuste desde o 25 de Abril», «Mais de dois por ano», «Não é fácil», «Não se recomenda», «Nem cinquenta anos chegarão», «É esse o problema», «Falta a certidão de óbito», «Parem quietos» e «Não se tratem, não», Helder Guégués; «Um grande livro e uma grande tristeza», José Mendonça da Cruz; «Vede a unificação ortográfica e pasmai!», «Sem contacto com a ortografia», «Debate “Acordo Ortográfico – Manter ou revogar?”, Feira do Livro de Lisboa 2019», «Ó filho, já não estamos no tempo da ortografia!», «Uma questão de saia», «A treta da uniformização ortográfica» e «O Acordo Ortográfico da Relógio d’Água», António Fernando Nabais; «Do humor com agá», Ana Cristina Leonardo; «E se o Brasil revogar o acordo ortográfico?», João Roque Dias; «Língua de fora», Maria do Rosário Pedreira; «O acordo errográfico», José Luís Mendonça; «Os espectadores activos contra os espetadores ativos – A inércia e o desprezo pela nossa língua» e «O vírus que atacou a língua portuguesa», José Pacheco Pereira; «Acordo ortográfico – A última oportunidade para evitar um crime de lesa-pátria» e «Acordo ortográfico – Proposta de solução», Manuel Maria Carrilho; «Acordo ortográfico? Revogar, claro!», «A força incómoda do passado», «Acordo Ortográfico – Não há como uma grande burla!», «O novo tempo de censura» e «Ninguém para para pensar no Acordo Ortográfico», António Jacinto Pascoal; «Um acordo que nunca o foi», Cláudia Madeira; «Pensar livremente – E porque não o Acordo Ortográfico?» e «Atentados e absurdos no ensino do Português – Tudo em família», Maria do Carmo Vieira; «Momentos na Feira do Livro do Porto», Olga Rodrigues; «Uma comunidade às avessas», José Augusto Filho; «O Acordo Ortográfico e um livro para ler e reler», António Carlos Cortez; «O que talvez não se saiba sobre o AO90 e é crucial saber, para não se fazer papel de parvo», «Porque será que só os estudantes…», «Se Portugal fosse um Estado de Direito, o AO90 já tinha sido extinto…», «É inadmisssível que uma professora marque como “erro”…», «Sobre Augusto dos Santos Silva, actual Ministro dos Negócios Estrangeiros…», «Presidente da República evoca Malaca Casteleiro como “defensor” da Língua Portuguesa?», «Desmistificando a ideia da irreversibilidade do AO90», «Senhores governantes, vamos fazer um “pato”?», «A propósito do recuo da TAP…» e «Senhor Presidente da República, não estará mais “estupefato” do que eu!», Isabel A. Ferreira; «Voltando ao AO90 – Um miserável desacordo ortográfico», Carlos Fernandes; «Contra o Orçamento de Estado para 2020», «O Acordo Ortográfico de 1990 e os “fatores” de Pinto da Costa», «O Acordo Ortográfico e as respectivas facções», «Afecções e infecções ortográficas» e «O Acordo Ortográfico de 1990 – Um pouco mais de chá, sff», Francisco Miguel Valada; «O Acordo do Desacordo», Tiago Matias; «O Acordo Ortográfico e o fora-da-lei», João Esperança Barroca; «Parar ou parir», Francisco Martins da Silva; «Em português (ainda) nos entendemos?», Carlos Santos Pereira. (Também no MILhafre.)

sexta-feira, julho 03, 2020

Outros: Que estiveram n’«A Lista de Mendes»

Em texto intitulado «Dádivas» publicado hoje no seu blog Horas Extraordinárias, Maria do Rosário Pedreira faz referência a mim, e, mais, muito mais importante, a um livro editado recentemente cuja divulgação naquele seu espaço eu lhe sugeri, e que é…
… «A Lista de Aristides de Sousa Mendes», de Ana Cristina Luz – talentosa, prolífica e multifacetada autora que, recordo, colaborou na antologia colectiva de contos «Mensageiros das Estrelas» (2012, Fronteira do Caos), que eu concebi, co-organizei e em que também participei, tendo aliás estado presente na primeira apresentação daquela, em Lisboa aquando do (segundo) colóquio com a mesma designação, e na segunda, feita na edição de 2013 do FantasPorto.  
Resultado de uma investigação realizada no âmbito da sua tese de mestrado, em «A Lista de Aristides de Sousa Mendes» Ana Cristina Luz identifica mais de 50 artistas salvos do nazismo pelo então cônsul português em Bordéus, incluindo o pintor espanhol Salvador Dalí, o actor norte-americano Robert Montgomery, o pianista polaco Witold Malcuzynski e a escritora francesa Tereska Torrès. A primeira apresentação do livro decorrerá no próximo dia 19 de Julho em Cabanas de Viriato, na Casa do Passal – a que, precisamente, foi de Aristides. (Também no MILhafre.)

quinta-feira, junho 11, 2020

Outros: «Acordistas» e «anglicistas»

Em artigo publicado hoje no (sítio na Internet do) jornal Público, intitulado «O entusiasmo dos galegos a desconfinar o idioma e a anglicização portuguesa», o jornalista Nuno Pacheco, vencedor em 2018 do Prémio de Jornalismo Cultural atribuído pela SPA e autor do livro «Acordo Ortográfico – Um Beco com Saída», publicado em 2019 pela Gradiva, faz referência a mim e a dois textos que publiquei naquele jornal: «Esse “Azores” já tinha sido referido, e criticado, no espaço de opinião do Público em 2014 e 2015, em artigos assinados pelo jornalista e escritor Octávio dos Santos. Criticava ele, também, o recurso excessivo ao inglês em títulos de programas televisivos: “Chef’s Academy”, “Off-Side”, “I Love It”, “RTP Running”, “Shark Tank”, “Cinebox” ou “The Money Drop”, entre muitos.»
As três principais estações de televisão portuguesas estão de facto entre as entidades que mais praticam a contradição de se submeterem ao ridículo, ilegal, inútil e prejudicial «AO90» e, em simultâneo, abusarem dos anglicismos (palavras inglesas) caracterizados por duplas consoantes e pelo «ph», que os acordistas apontam e condenam como símbolos do que é supostamente obsoleto na língua. Mas não são as únicas, e o (des)governo nacional pode mesmo ser o principal exemplo desta imbecil incongruência, como se comprova igualmente pelo adopção do lema «Estamos On!» como denominação da plataforma que congrega as informações sobre o Covid-19. Porém, e ao contrário do que teve origem na China comunista, para o «vírus» da ordinarice ortográfica parece tardar mais o desenvolvimento de uma adequada «vacina». (Também no MILhafre.)

domingo, junho 07, 2020

Ocorrência: Aderi à ACFdA

Foi há precisamente um mês: no passado dia 7 de Maio de 2020, data de mais um aniversário do nascimento de José Valentim Fialho de Almeida, enviei a minha ficha de inscrição de sócio na Associação Cultural Fialho de Almeida, assim correspondendo positiva e naturalmente a um convite nesse sentido feito por Francisca Bicho, actual Presidente da Direcção daquela associação.
Tratou-se de uma decisão inevitável para quem é um admirador do autor de «O País das Uvas» e que, além disso, lhe dedicou dois colóquios realizados em Lisboa (um em 2007, outro em 2011), e ainda propôs que a formação da Rede de Casas de Escritores de Língua Portuguesa tivesse como ponto de partida o recentemente inaugurado (no próximo dia 10 fará um ano) em Cuba museu literário com o seu nome, na casa que foi sua.
A ACFdA passou a integrar a lista das entidades de que sou membro, e que já incluía, para além do Movimento Internacional Lusófono e da Simetria, onde sou particularmente activo, também a Associação Portuguesa de Sociologia (aquela a que estou ligado há mais tempo, quase 30 anos), a Real Associação de Lisboa e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.   

segunda-feira, maio 25, 2020

Orientação: Sobre música e o MPMP, na Glosas

Desde o dia 23 de Maio, no sítio na Internet da revista Glosas, está (juntamente com outros nove... o meu é o oitavo) o meu artigo-depoimento «Eu “voto” no MPMP!»; trata-se de um texto que Edward d’Abreu, Presidente da Direcção do Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa e Director daquela revista, me pediu (tal como a várias outras individualidades) que escrevesse e enviasse para ser publicado como forma de assinalar os dez anos da fundação do MPMP; é o meu segundo contributo para a Glosas, depois de «Estrela cadente – Recordando e recriando a Ópera do Tejo», publicado em 2013 no Nº 8 da revista. Um excerto: «É necessário muito mais do que boas intenções por parte de amadores como eu: exige-se um trabalho colectivo e criativo constante de recuperação, execução e difusão realizado preferencialmente por equipas de profissionais com capacidades, competências, conhecimentos, e que em simultâneo sintam a paixão indispensável que os motive em permanência para a (re)descoberta de uma componente fundamental da cultura nacional. Num contexto em que o Estado continua a desiludir e o sector empresarial se revela, infelizmente, frequentemente indiferente, é óptimo que organizações emanadas da sociedade civil façam o trabalho indispensável, nesta área como em outras.» (Adenda - O Nº 20 da revista Glosas, edição especial comemorativa do décimo aniversário do MPMP, foi publicado em papel no mês de  Setembro, e o meu texto está nas páginas 70, 80 e 81.) (Também no MILhafre e na Ópera do Tejo.

sexta-feira, maio 15, 2020

Outros: Uma carta elogiando o meu artigo

Na edição de hoje (Nº 2263) do jornal (semanal) O Diabo, e na página 22, mais concretamente na secção «Correio», está a transcrição de uma carta que recebi de Fernando Murta Rebelo – que conheci pessoalmente aquando de um debate realizado em Lisboa, com a colaboração do Movimento Internacional Lusófono, em 16 de Junho de 2018 – elogiando o meu artigo «Uma nova, grande “muralha”», publicado no mesmo jornal no passado dia 17 de Abril. Um excerto: «Queira receber estas breves palavras de saudação e aplauso pelo artigo (…). O leitor está perante um texto oportuno e corajoso, animado de um correcto sentido crítico que revela um articulista esclarecido sobre a verdade histórica da política mundial. Comentários desta natureza na imprensa portuguesa contribuem para um melhor conhecimento dos valores da verdade que devem ser cultivados no mundo conflituoso das relações públicas.»

quinta-feira, abril 30, 2020

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2020

A literatura: «Carta de Guia de Casados», Francisco Manuel de Melo; «Tratado Sobre a Tolerância - Por ocasião da morte de Jean Calas», Voltaire (pseudónimo de François-Marie Arouet); «O País das Uvas», Fialho de Almeida; «As Aventuras Aeronáuticas do Pequeno Nemo» (continuação de «Pequeno Nemo no País da Modorra»), Winsor McCay; «Ploc e Outros Contos», Anabela Ferreira; «Palavras de Força e Perseverança», Helen Exley; «Venha a mim o nosso reino», Ricardo Correia; «As duas caras de António», Carlos Eduardo Silva.
A música: «Luz», Cuca Roseta; «Six», Soft Machine; «Burnin'», Bob Marley & The Wailers; «Diamond Dogs», David Bowie; «Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy», Elton John; «Rosa Carne», Clã; «Cultosaurus Erectus» e «Fire Of Unknown Origin», Blue Oyster Cult; «The Concert In Central Park», Simon & Garfunkel; «London Symphony Orchestra», Frank Zappa; «Fados De Cabelo Branco», Daniel Gouveia; «Greatest Hits», Jam; «Galore», Cure; «At Storyville», Lee Konitz; «Le Quattro Stagioni», Antonio Vivaldi (por Isaac Stern, Itzhak Perlman, Pinchas Zukerman e Shlomo Mintz, com a Orquestra Filarmónica de Israel dirigida por Zubin Mehta); «Matthaus Passion/Passio Domini Nostri J. C. Secundum Evangelistam Mattheum», Johann Sebastian Bach (por Andreas Schmidt, Anthony Rolfe Johnson, Barbara Bonney, Cornelius Hauptmann, Olaf Bar, Ruth Holton, e outros, com o Coro Juvenil do Oratório de Londres, o Coro Monteverdi e os Soloístas Barrocos Ingleses dirigidos por John Eliot Gardiner).
O cinema: «Robin Hood», Otto Bathurst; «A Tempo», Andrew Niccol; «Chapéu Negro», Michael Mann; «Ave, César!», Ethan Coen e Joel Coen; «Nós», Jordan Peele; «Fantástico Sr. Raposo», Wes Anderson; «Livro Verde», Peter Farrelly; «Mary Poppins Regressa», Rob Marshall; «Nasci com a Trovoada - Autobiografia Póstuma de um Cineasta», Leonor Areal; «Era Uma Vez... em Hollywood», Quentin Tarantino; «O Caderno», Nick Cassavetes; «Vindos Directamente de Compton», F. Gary Gray; «Godzilla», Gareth Edwards; «Walesa - Homem de Esperança«, Andrzej Wajda; «Tramóia na Torre», Brett Ratner; «O Homem de Novembro», Roger Donaldson; «Mais Estranho do que Ficção», Marc Forster; «Feliz Natal, Sr. Lawrence», Nagisa Oshima; «A Vida Secreta dos Animais de Estimação», Chris Renaud; «Corpos Quentes», Jonathan Levine; «O Jogo da Imitação», Morten Tyldum; «Amor e Outras Drogas», Edward Zwick; «Mike e Dave Precisam de Pares para um Casamento», Jake Szymanski; «Camus», Laurent Jaoui; «Os Matadores de Substituição», Antoine Fuqua; «Porque é Este o Meu Ofício», Paulo Monteiro.
E ainda...: Museu Nacional da Música - Concerto de Lucília São Lourenço «Fado no meu Canto»; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Revistas modernistas em Portugal - Tradição e vanguarda (1910-1926)» + exposição «Volta ao Mundo - Obra gráfica de José de Guimarães» + exposição «Jorge de Sena (1919-1978) - As máscaras do poeta» + exposição «Sociedade das Nações (1920-1946) - Promessas e legados» + mostra «Sophia - Instantes de poesia» + mostra «Frei Bartolomeu dos Mártires - Um novo santo português» + mostra «Al-Mu'tamid - Poeta do Gharb al-Andalus» + mostra «Adalberto Alves - 40 anos de vida literária»; Prince - «Live in Houston, 12/29/82» (DVD incluído na edição especial com seis discos de «1999»); Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «Cheias de 67» (Celeiro da Patriarcal); Museu do Neo-Realismo - exposição de Paulo Mendes, Susana Mouzinho e Tiago Baptista «Cosmo/Política #5 - Comunidades provisórias» + exposição «Raízes de uma colecção - Alves Redol e (seus) ilustradores»; Canal História - «Mao - O pai indigno da China moderna», (documentário de) Philippe Saada; «Burnin For You» e «Joan Crawford», (vídeos musicais dos) Blue Oyster Cult; «José Ruy - Uma Forma de Respirar», (documentário de) Manuel Monteiro.