domingo, dezembro 31, 2017

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2017

A literatura: «Leandro, Rei da Helíria», Alice Vieira; «Sob a Águia», Simon Scarrow; «Designers Portugueses - João Abel Manta», Pedro Piedade Marques; «Indignação Endireitada - Desculpem-me Enquanto eu Salvo o Mundo!», Andrew Breitbart; «Tempo da Música, Música do Tempo», Eduardo Lourenço (com Barbara Aniello); «O Avesso e o Direito» e «Discursos da Suécia», Albert Camus; «Contos Pouco Prováveis», Ana Cristina Luz; «SuperHomem & Homem-Morcego - Poder Absoluto», Carlos Pacheco, Jeph Loeb, Jesus Merino e Laura Martin; «Rara Mente», Luís Lamancha;  «Bestas Fantásticas e Onde Encontrá-las», J. K. Rowling (sob o pseudónimo Newt Scamander); «Movendo», Bruno Martins Soares.
A música: «No Dia Em Que O Rei Fez Anos», José Cid & Green Windows; «Bridges To Babylon», Rolling Stones; «Works - Volume 1», Emerson, Lake & Palmer; «Earthling», David Bowie; «Darkness On The Edge Of Town», Bruce Springsteen; «No Jardim Da Celeste», Banda do Casaco; «The Silent Force», Within Temptation; «Mutter», Rammstein; «The Book Of Souls», Iron Maiden; «Just Push Play», Aerosmith; «New Faces», Dizzy Gillespie; «Survival», Bob Marley & The Wailers; «Mr. Tambourine Man», Byrds; «Eat A Peach», Allman Brothers Band; «Sleep Dirt», Frank Zappa; «Contos Velhos Rumos Novos», José Afonso; «Viva!», Roxy Music; «Green», R.E.M.; «Bullet In A Bible», Green Day; «Kid A», Radiohead; «Todos Os Dias», Amélia Muge; «Minutes To Midnight», Linkin Park; «Absolution», Muse; «Tristan Und Isolde», Richard Wagner (por Blanche Thebom, Dietrich Fischer-Dieskau, Josef Greindl, Kirsten Flagstad, Ludwig Suthaus, Rudolf Schock, e outros, com a Orquestra Filarmonia de Londres e o Coro da Casa Real de Ópera de Convent Garden sob a direcção de Wilhelm Furtwangler).
O cinema: «O Contabilista», Gavin O'Connor; «A Gaiola Dourada», Ruben Alves; «Tommy», Ken Russell; «Miles à Cabeça», Don Cheadle; «Atirador», Antoine Fuqua; «Lar da Menina Peregrine para Crianças Peculiares», Tim Burton; «Veredas», João César Monteiro; «Homens-X - Apocalipse», Bryan Singer; «Jack Reacher - Nunca Voltes Atrás», Edward Zwick; «Juventude», Paolo Sorrentino; «Alice Através do Vidro de Olhar», James Bobin; «Equipa América - Polícia Mundial», Trey Parker; «Madrugada dos Mortos», Zack Snyder; «Logan», James Mangold; «Ofício de Guerra», Duncan Jones; «Doutor Strange», Scott Derrickson; «Festa da Salsicha», Conrad Vernon e Greg Tiernan; «Ponte de Espiões», Steven Spielberg; «Esquadrão Suicida», David Ayer; «Django Desacorrentado» e «Os Oito Odiosos», Quentin Tarantino; «Alta Fidelidade», Stephen Frears; «Encosta de Hacksaw», Mel Gibson; «O Regressado», Alejandro G. Iñárritu; «Ela», Spike Jonze; «Revolta Um - Uma História de Guerra das Estrelas», Gareth Edwards; «Creed», Ryan Coogler; «Fantasma na Concha», Rupert Sanders; «A Rapariga no Comboio», Tate Taylor; «Repartido», M. Night Shyamalan; «Os Homens dos Monumentos», George Clooney; «Os Jogos da Fome - Tordogaio, Parte 1» e «Os Jogos da Fome - Tordogaio, Parte 2», Francis Lawrence; «O Gabinete do Ajustamento», George Nolfi; «Os Beatles - Oito Dias Por Semana - Os Anos de Digressão», Ron Howard; «Coco Antes de Chanel», Anne Fontaine; «Silêncio», Martin Scorsese; «Moana», John Musker e Ron Clements; «Além de Uma Dúvida Razoável», Peter Hyams; «Jogos de Rena», John Frankenheimer.  
E ainda...: «Lift», (vídeo musical dos) Radiohead; FNAC - exposições de fotografias de Mariana Lopes/«Limbo», de Ana Borges/«Terrain Vague» e de Ricardo Sousa Lopes/«Janela Para Lá» (Vasco da Gama); Biblioteca Nacional de Portugal - colóquio «Francisco de Holanda (1517-2017) - Pintura e Pensamento» (em co-organização com o Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e Movimento Internacional Lusófono) + exposição «A Biblioteca dos Passeios e Arvoredos (Lisboa, 1875)» + exposição «Oh, Vida, sê bela! - Alberto de Lacerda (1928-2007)» + exposição «Os Carmelitas no mundo português» + mostra «Prémios Nobel da literatura ibero-americana» + mostra «Portugal Futurista e outras publicações de 1917» + mostra «Mário Saraiva - O percurso de um doutrinador» + mostra «Delfim Maya (1886-1978)» + mostra «"O melhor jornal para rapazes" - 70 anos do Camarada» + mostra «"A Morte Lenta - Memórias de um Sobrevivente de Buchenwald", de Emile Henry»; «"4 Diabos" - Traços de um filme perdido (documentário incluído na edição especial em Blu-Ray e DVD de "Nascer do Sol" de F. W. Murnau)», Janet Bergstrom; «Sand Art/Arte Areia - Praia da Torre + Oeiras», Emanuel Rosa; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «O Ribatejo na obra de Delfim Maya - Escultor do movimento» (Museu Municipal) + exposição «Outros olhares sobre a Grande Guerra» (Celeiro da Patriarcal) + mostra «Combatentes de Alverca do Ribatejo na Grande Guerra» (Núcleo Museológico de Alverca); «Lying With You», (vídeo musical de) Charlotte Gainsbourg; «Senna, o teste - 1992. Ayrton Senna. IndyCar?», (documentário de) Marshall Pruett e Travis Long.

quarta-feira, dezembro 20, 2017

Outros: O livro do Delito

Neste ano de 2017 que está prestes a terminar recebi três convites de Pedro Correia, e todos aceitei. O primeiro foi para a apresentação do seu livro «Política de A a Z» - que escreveu com Rodrigo Gonçalves – a 26 de Janeiro no El Corte Inglés; estive lá e adquiri o meu exemplar, que foi autografado pelos dois autores. O segundo foi para eu escrever e publicar no blog Delito de Opinião um texto no âmbito da rubrica «Convidados» (de outros blogs); em consequência, o meu artigo «Mulheres de(s)arma(da)s» foi publicado no DdO a 19 de Julho, e tal constituiu para mim uma honra. O terceiro foi para eu participar na subscrição prévia e pública, pelo sistema de crowdfunding, do livro «Delito de Opinião desde 2009 – Uma Antologia», o que fiz a 30 de Novembro; neste momento ainda faltam 55 apoiantes dos 160 necessários para o financiamento da edição, pelo que deixo a sugestão… e o convite aos que me lêem aqui no Octanas para que sejam também «mecenas» daquela obra; considerem esse contributo como uma diferente, e mesmo original, prenda de Natal, de que vários beneficiarão. (Referência no Delito de Opinião.

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 6)…

… Escritos e publicados, desde Dezembro último (sim, do ano passado), nos seguintes blogs (e um jornal): Malomil (um, dois, três); MILhafre; Horas Extraordinárias; Delito de Opinião (um, dois, três quatro, cinco); Rascunhos (um, dois); Intergalactic Robot; Jornal de Negócios; 31 da Armada; Apartado 53. E que abord(ar)am, entre outros subtemas: a conveniência, a justeza, e até a obrigatoriedade moral, de não se comprar livros escritos e impressos em sujeição ao AO90; a diferença entre erros de acentuação e erros «acordistas»; os «paradoxos» do AO90 que só se resolvem… acabando com ele; indignação e vergonha pela atribuição a José Carlos de Vasconcelos do Prémio de Cidadania Cultural Vasco Graça Moura; degradação do jornalismo e dos jornalistas (que não merecem carteira profissional) em Portugal devido à submissão ao AO90; A Origem das Espécies não merece selecção; (ainda maiores) extremos na supressão de consoantes induzidos pelo AO90; a contradição, e até hipocrisia, de um político (e outros haverão) que se queixa do nefasto «legado» de José Sócrates mas que, porém, usa o «acordês»; a cobardia d(e uma grande parte d)os professores, que se manifestam e entram em greve pelos seus salários e pelas suas carreiras mas não contra as formas e os conteúdos do ensino, com destaque (negativo) para o AO90, cujas (previsíveis) consequências negativas já se fazem sentir.

sexta-feira, dezembro 01, 2017

Observação: Mais protagonismo, menos protocolo

No passado dia 15 de Março recebi (mais) uma mensagem de correio electrónico da Real Associação de Lisboa, de que sou membro. O tema era uma petição, apoiada pela Causa Real e pela sua associação distrital mais representativa, com o título (e objectivo) «inclusão do Duque de Bragança na lei do protocolo do Estado». Após leitura da, e reflexão sobre a, referida petição, decidi que não a assinaria.
O motivo da minha decisão, da minha posição nesta questão, não está, evidentemente, em eu considerar que D. Duarte Pio não é merecedor de respeito, individual e institucional, que não é digno de reconhecimento oficial em cerimónias públicas. Muito pelo contrário: é exactamente por eu não duvidar de que o herdeiro do trono de Portugal merece um estatuto acima de qualquer suspeita que eu acredito que ele não deve ter qualquer tipo de presença ou de pertença a este Estado, a este regime, a esta terceira república, que, no seguimento das duas que a precederam, embora de diferentes – mas sempre deprimentes, mental e materialmente – formas, tanto tem prejudicado este país em geral e as suas pessoas em particular. Uma terceira república marcada por: permanente incapacidade de defender devidamente a integridade física tanto do território como dos cidadãos, não disponibilizando a bombeiros, polícias e a outras entidades de protecção e de segurança os meios adequados, apesar de uma carga fiscal excessiva e que não diminui; sucessivos, crescentes (em gravidade, dimensão, complexidade) escândalos de corrupção, ou, pelo menos, casos de incompetência e de irresponsabilidade governativas; constante desrespeito pela opinião dos eleitores, ao serem tomadas decisões importantes, fundamentais, e mesmo estruturantes, no presente e para o futuro, sem aqueles serem consultados em referendos -  sobre matérias europeias (adesão à CEE, tratado de Maastricht que definiu a transição de «comunidade» para «união», moeda única) ou outras mais ou menos «fracturantes» («acordos ortográficos», «casamento» e adopção entre/por pessoas/«casais» do mesmo sexo, incentivos – incluindo financeiros - ao aborto em larga escala, e, em breve, talvez a eutanásia).
Entre os proponentes e os primeiros subscritores da petição estão várias individualidades por quem tenho respeito e até admiração, e não duvido das suas boas intenções ao avançarem com esta iniciativa. No entanto, receio que assim estejam a «assinar» - inconscientemente, involuntariamente – a «rendição» definitiva do movimento monárquico nacional perante a repugnante, ridícula, ruinosa e arruinada, república: que assim estejam a confirmar o (seu) conformismo com a situação, com o «sistema»; a concordar com «se não consegues vencê-los, junta-te a eles»; a (quererem) entrar numa «festa» para o qual não se foi convidado… e ainda bem, porque aquela é frequentada por gente de carácter duvidoso, dada a comportamentos perigosos, se não mesmo criminosos. Seria preferível que, da parte da Causa Real, das reais associações, e do próprio Duque de Bragança, houvesse uma (re)afirmação da vontade, indestrutível, insubmissa, inegociável, imune a quaisquer cortesias, de restaurar o Reino de Portugal, e de tudo fazer nesse sentido, começando com um distanciamento em relação à república e aos seus desacreditados, decadentes, degradados, redutos e rituais, e continuando com a definição e a realização de uma estratégia – mesmo que de longo prazo, mas efectiva – de (re)conquista do poder. É bom que se façam visitas, missas, jantares, homenagens, conferências, mas é preciso mais do que isso. Espera-se de todos os monárquicos, e em especial dos seus representantes, mais protagonismo – em palavras e em actos – na concretização da causa que (n)os une, e menos (preocupação com o, um) protocolo. Espera-se resistência, persistência, desobediência, e não desistência. (Artigo publicado no passado dia 12 de Setembro na página 23 da edição Nº 2124 do jornal O Diabo.) (Também no MILhafre.)