quinta-feira, abril 30, 2020

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2020

A literatura: «Carta de Guia de Casados», Francisco Manuel de Melo; «Tratado Sobre a Tolerância - Por ocasião da morte de Jean Calas», Voltaire; «O País das Uvas», Fialho de Almeida; «As Aventuras Aeronáuticas do Pequeno Nemo», Winsor McCay; «Ploc e Outros Contos», Anabela Ferreira; «Palavras de Força e Perseverança», Helen Exley; «Venha a mim o nosso reino», Ricardo Correia; «As duas caras de António», Carlos Eduardo Silva.
A música: «Luz», Cuca Roseta; «Six», Soft Machine; «Burnin'», Bob Marley & The Wailers; «Diamond Dogs», David Bowie; «Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy», Elton John; «Rosa Carne», Clã; «Cultosaurus Erectus» e «Fire Of Unknown Origin», Blue Oyster Cult; «The Concert In Central Park», Simon & Garfunkel; «London Symphony Orchestra», Frank Zappa; «Fados De Cabelo Branco», Daniel Gouveia; «Greatest Hits», Jam; «Galore», Cure; «At Storyville», Lee Konitz; «Le Quattro Stagioni», Antonio Vivaldi (por Isaac Stern, Itzhak Perlman, Pinchas Zukerman e Shlomo Mintz, com a Orquestra Filarmónica de Israel dirigida por Zubin Mehta); «Matthaus Passion/Passio Domini Nostri J. C. Secundum Evangelistam Mattheum», Johann Sebastian Bach (por Andreas Schmidt, Anthony Rolfe Johnson, Barbara Bonney, Cornelius Hauptmann, Olaf Bar, Ruth Holton, e outros, com o Coro Juvenil do Oratório de Londres, o Coro Monteverdi e os Soloístas Barrocos Ingleses dirigidos por John Eliot Gardiner).
O cinema: «Robin Hood», Otto Bathurst; «A Tempo», Andrew Niccol; «Chapéu Negro», Michael Mann; «Ave, César!», Ethan Coen e Joel Coen; «Nós», Jordan Peele; «Fantástico Sr. Raposo», Wes Anderson; «Livro Verde», Peter Farrelly; «Mary Poppins Regressa», Rob Marshall; «Nasci com a Trovoada - Autobiografia Póstuma de um Cineasta», Leonor Areal; «Era Uma Vez... em Hollywood», Quentin Tarantino; «O Caderno», Nick Cassavetes; «Vindos Directamente de Compton», F. Gary Gray; «Godzilla», Gareth Edwards; «Walesa - Homem de Esperança«, Andrzej Wajda; «Tramóia na Torre», Brett Ratner; «O Homem de Novembro», Roger Donaldson; «Mais Estranho do que Ficção», Marc Forster; «Feliz Natal, Sr. Lawrence», Nagisa Oshima; «A Vida Secreta dos Animais de Estimação», Chris Renaud; «Corpos Quentes», Jonathan Levine; «O Jogo da Imitação», Morten Tyldum; «Amor e Outras Drogas», Edward Zwick; «Mike e Dave Precisam de Pares para um Casamento», Jake Szymanski; «Camus», Laurent Jaoui; «Os Matadores de Substituição», Antoine Fuqua; «Porque é Este o Meu Ofício», Paulo Monteiro.
E ainda...: Museu Nacional da Música - Concerto de Lucília São Lourenço «Fado no meu Canto»; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Revistas modernistas em Portugal - Tradição e vanguarda (1910-1926)» + exposição «Volta ao Mundo - Obra gráfica de José de Guimarães» + exposição «Jorge de Sena (1919-1978) - As máscaras do poeta» + exposição «Sociedade das Nações (1920-1946) - Promessas e legados» + mostra «Sophia - Instantes de poesia» + mostra «Frei Bartolomeu dos Mártires - Um novo santo português» + mostra «Al-Mu'tamid - Poeta do Gharb al-Andalus» + mostra «Adalberto Alves - 40 anos de vida literária»; Prince - «Live in Houston, 12/29/82» (DVD incluído na edição especial com seis discos de «1999»); Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «Cheias de 67» (Celeiro da Patriarcal); Museu do Neo-Realismo - exposição de Paulo Mendes, Susana Mouzinho e Tiago Baptista «Cosmo/Política #5 - Comunidades provisórias» + exposição «Raízes de uma colecção - Alves Redol e (seus) ilustradores»; Canal História - «Mao - O pai indigno da China moderna», (documentário de) Philippe Saada; «Burnin For You» e «Joan Crawford», (vídeos musicais dos) Blue Oyster Cult; «José Ruy - Uma Forma de Respirar», (documentário de) Manuel Monteiro.

sexta-feira, abril 17, 2020

Orientação: Sobre uma nova «muralha», n’O Diabo

Na edição de hoje (Nº 2259) do jornal (semanal) O Diabo, e na página 9, está o meu artigo «Uma nova, grande, “muralha”». Um excerto: «Incrível e inquietante, parece que a tenebrosa influência do PCC se estendeu a toda a Terra: milhões de pessoas um pouco por todo o Mundo foram obrigadas a encerrar-se nos seus lares para se protegerem de um eventual contágio e arriscaram-se a ser multadas e até presas se fossem à rua sem uma justificação considerada válida pelas autoridades, com ou sem "estado de emergência" declarado, e isto enquanto assistiam à destruição das economias das suas nações, às desvalorizações acentuadas nos mercados de capitais, à multiplicação das empresas em falência, ao aumento acelerado do desemprego; num cenário talvez pior do que o da grande depressão da década de 30 do século XX, as sociedades ocidentais estão em risco de colapsar.» (Também no MILhafre e no Obamatório.)

quinta-feira, abril 16, 2020

Oráculo: Amanhã o meu contributo…

… Necessariamente modesto para a compreensão da crise – da pandemia – que todo o Mundo enfrenta actualmente, as suas características, as causas e as consequências, e uma possível solução, será dado num artigo de opinião nas páginas de um jornal nacional. Que representa(rá) também uma reacção, uma resposta da minha parte, mesmo que indirecta, aos constantes e cada vez mais disparatados comentários – incluindo sob as formas de fotografias e de vídeos a(du)lterados – nas ditas «redes sociais» de pessoas que eu conheço e prezo, algumas das quais considero até amigas, que pela sua idade (para ter juízo) e pela sua inteligência deveriam – especialmente neste período que atravessamos, mas não só – usar de maior sensatez nessas intervenções mais ou menos públicas, e mostrar menor susceptibilidade a preconceitos e a propagandas. Mais concretamente, refiro-me a apontar, a acusar falsamente (e ridiculamente) como principal e mesmo único culpado deste problema (e ainda de outros anteriormente) um certo chefe de Estado estrangeiro – e, não, não é o da China. ;-)

quarta-feira, abril 08, 2020

Outros: David Soares na Simetria

David Soares, notável escritor (ficcionista e ensaísta) que Portugal não conhece nem valoriza tanto quanto deveria (e como ele há outros…), é, após um convite meu que ele amável e generosamente aceitou, o novo colaborador da Simetria. E publicou hoje no sítio daquela o seu primeiro texto enquanto tal, intitulado «O heroísmo das pessoas fracas», e cujo tema é uma nova série de televisão baseada numa obra de Stephen King. Curiosamente, é o segundo Soares da «companhia», pois esta já conta nas suas «fileiras» com Bruno Martins Soares desde Janeiro de 2017. Da nossa parte é um motivo de orgulho passar a ter o autor de livros extraordinários como «A Conspiração dos Antepassados», «Lisboa Triunfante» e «O Evangelho do Enforcado» enquanto (mais um) «residente» no espaço virtual mais antigo – e em «funcionamento» permanente – da Ficção Científica e Fantástico em Portugal.

quarta-feira, março 04, 2020

Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 8)…

… Escritos e publicados, desde Março de 2019, nos seguintes blogs: MILhafre (um, dois, três); Corta-Fitas (um, dois, três); Horas Extraordinárias (um, dois); Malomil; Actualidade Religiosa. E que aborda(ra)m, entre outros subtemas: uma nova plataforma para a destruição do Português promovida pela Porto Editora e pelo Instituto Camões; um novo projecto, também do IC, para impor o AO90 em Angola de um modo neo-colonialista; a inutilidade, e até a risibilidade, do denominado «Conselho de Ortografia da Língua Portuguesa»; a escolha – que não deveria ser difícil – entre a honra (ortográfica, e não só) e o dinheiro; de como uma «andorinha» - no caso, Maria do Rosário Pedreira – ainda não é suficiente para trazer a «Primavera ortográfica» à LeYa, e a SPA premiou mais uma obra submetida ao AO90; rejeição de livros «acordizados», nacionais e estrangeiros (traduzidos), e preferência e prioridade aos originais; o «acordês» que prolifera, indevida e insidiosamente, por quem e por onde não era suposto proliferar…
… Como, por exemplo (um entre muitos, infelizmente), a Rádio Renascença, que motivou um breve «diálogo» entre mim e Filipe d’Avillez, e em que disse o seguinte: «Absurda é a aceitação, a sujeição de indivíduos e de instituições fora do âmbito estatal – como, por exemplo, e precisamente, a Rádio Renascença – aos ditames totalitarizantes do AO90 – e, aliás, nem mesmo os que trabalham na Administração Pública são (deveriam ser) obrigados a usar o “acordês” porque o dito cujo é ilegal, é inconstitucional. O conformismo, e até a cobardia, de muitas pessoas neste país perante aldrabices inúteis e injustificáveis continua a espantar-me. E quanto à ligação entre o AO e a EP (“esquerda progressista”), que disse eu de errado? Acaso há dúvidas de que “entre os seus mais fanáticos ‘defensores’ se encontram aqueles que também preconizam ‘mudanças progressistas’”? Afinal, foram Lula da Silva e José Sócrates que “desenterraram” o “cadáver”. Não neguei, nem nego, que há excepções, como a pessoa que indicou, e outras,  por(des)ventura algo ingénuas para perceberem todo o contexto. Este problema teve início com a instauração da república, quando uma das primeiras e principais medidas de Afonso Costa e dos seus capangas para reescrever e História e construir o “Portugal novo” e... progressista foi, logo em 1911, implementar unilateralmente a primeira “reforma ortográfica” – a “caixa de Pandora” original de que resultaram, nesta área, os problemas que ainda hoje temos. Que bom que seria, por isto e não só, podermos dizer que “A República Nunca Existiu!” ;-)»
Entretanto, continuarei a comentar, e a confrontar e a combater, o «acordo» e os «acordistas», quer activos, por convicção (poucos, fanáticos, pervertidos) quer passivos, por capitulação (muitos, cobardes, preguiçosos). E estarei muito atento – tal como outras pessoas – quando a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico for votada (espera-se!) este ano. 

sábado, fevereiro 08, 2020

Outros: Steiner, Bloom… e Leiria

Entre os (não muitos) sítios na Internet, incluindo blogs, que consulto e leio regularmente, e até diariamente, está o Horas Extraordinárias de Maria do Rosário Pedreira. A editora da LeYa escreve e publica invariavelmente textos interessantes e até frequentemente com informações relevantes, e o facto de ela ter rejeitado continuar a ler – e, logo, também publicar – o meu segundo romance após 30 páginas por não ter sentido «empatia» não diminuiu (muito) o meu apreço pelo seu profissionalismo, apesar de a concepção de «literatura séria» que tem ser algo questionável… em especial quando decidiu aprovar o lançamento de uma obra que é, como ela própria admitiu, escatológica. Lá faço ocasionalmente comentários…
… E o mais recente foi ontem, a propósito de uma evocação feita por MRP de George Steiner, falecido no passado dia 3 de Fevereiro. Achei oportuno deixar expresso que assisti à notável conferência dada pelo notável ensaísta em 2002 na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em que consegui que ele assinasse o meu exemplar de «No Castelo do Barba Azul». E ocorreu-me que faria sentido acrescentar que tivera uma experiência semelhante com outro respeitado e influente estudioso da literatura mundial, igualmente e infelizmente falecido recentemente (a 14 de Outubro de 2019), que, aquando de uma sua visita a Portugal em 2001, autografou os meus exemplares de «O Cânone Ocidental» e «Como Ler e Porquê»: Harold Bloom. Ambos conheciam e elogiavam autores portugueses, tanto ancestrais como contemporâneos, entre os quais Luís de Camões, Fernando Pessoa, José Saramago…
… Mas não, creio, Mário-Henrique Leiria. Contudo, o criador dos «contos do gin» é justamente admirado ainda hoje por muitos e dedicados leitores. Eu sou um deles, e evoquei-o em Janeiro último no Simetria a propósito de um livro de que foi co-tradutor: «Lua Ano Um», uma relíquia da ficção científica… e da propaganda comunista soviética, que merece, porém, ser (re)descoberta. Tal como, aliás, a obra completa de MHL, que a E-Primatur, numa acção que é de louvar, decidiu publicar.  

quinta-feira, janeiro 16, 2020

Objectivo: Ligar casas de escritores

Sendo eu um grande admirador de José Fialho de Almeida, tanto que concebi e co-organizei dois colóquios sobre a vida e a obra daquele grande escritor, um realizado em 2007 aquando dos 150 anos do seu nascimento e outro em 2011 aquando dos 100 anos da sua morte, fiquei compreensivelmente muito satisfeito com a inauguração em Cuba, a 10 de Junho de 2019, do Museu Literário Casa Fialho de Almeida. Que visitei com a minha esposa a 14 de Setembro do ano passado, tendo então conhecido pessoalmente Francisca Bicho, Presidente da Direcção da Associação Cultural Fialho de Almeida, que simpaticamente foi a nossa guia na visita ao novo espaço, juntamente com Nuno Sota, da Câmara Municipal, que o dirige. Depois, e no mesmo dia, acompanhados por FB e pelo seu marido, visitámos o cemitério de Cuba para ver o jazigo do escritor e da sua família, e almoçámos em Vila de Frades (no restaurante… País das Uvas), onde parei em frente à casa onde ele nasceu em 1857.    
Da casa onde Fialho de Almeida faleceu em 1911 – agora reparada, renovada, adaptada às necessidades e às finalidades de um centro cultural que se pretende ambicioso, prestigiante, útil, relevante – saí com a convicção de que esta nova instituição tem um grande potencial de crescimento e de desenvolvimento. E, também para ajudar nesse desígnio, decidi fazer dela o ponto de partida de um projecto que concebi no âmbito do Movimento Internacional Lusófono, a cujo Conselho Consultivo pertenço: a constituição da ReCELp, isto é, a Rede de Casas de Escritores de Língua Portuguesa. Enviei o documento, com data de 7 de Outubro, contendo a respectiva proposta para Nuno Sota e Francisca Bicho; a Presidente da Direcção da ACFdA leu-a a 14 de Outubro durante o III Encontro Fialho de Almeida, realizado na Casa Museu Literário, e remeteu-a a 17 para a Câmara Municipal de Cuba e para a Direcção Regional de Cultura do Alentejo.
Eis um excerto da proposta: «O Movimento Internacional Lusófono vem agora propor a realização de uma outra iniciativa tendente a reforçar e a enriquecer o espaço – transnacional, transcontinental – de língua portuguesa, em especial ao nível cultural mas não só, e simultaneamente a colaboração, para essa realização, com outras instituições. Nomeadamente, a Câmara Municipal de Cuba, através do Museu Literário Casa Fialho de Almeida, e a Associação Cultural Fialho de Almeida. Àqueles que se dedicam a preservar a memória e o legado literário do autor de “Os Gatos” e de “O País das Uvas”, congregados nas duas entidades acima citadas, propomos que tomem a liderança na constituição, tão cedo quanto possível, da ReCELp-Rede de Casas de Escritores de Língua Portuguesa, para isso iniciando contactos com as suas congéneres em Portugal e no Brasil, isto numa primeira fase. Numa segunda, já oficializada a constituição da Rede, dever-se-á proceder à definição e à aplicação de um programa de acção, com vista não apenas à obtenção de melhorias mútuas nas actividades das casas de escritores já existentes mas também à criação de novas casas, não só na América e na Europa mas ainda em África e na Ásia. O (MIL) disponibiliza-se para apoiar, na medida das suas possibilidades, a constituição e a actuação da ReCELp (…), e apela igualmente à Associação Portuguesa de Escritores que proceda do mesmo modo.»
Três meses depois continuamos à espera de receber as respostas das três entidades citadas – CMC, DRCA e APE – à nossa proposta. Convencidos de que neste assunto, como em outros das mesmas índole e importância, o tempo urge. (Também no MILhafre.)

terça-feira, dezembro 31, 2019

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2019

A literatura: «As Aventuras de Alix - Iorix, o Grande», Jacques Martin; «O Buda de Marfim/Uma Aventura no Oriente», Vítor Péon; «Pequeno Nemo na Terra da Modorra (Volumes 1 e 2)», Winsor McCay; «As Grandes Batalhas - Guerra Relâmpago/Trovão Sobre Varsóvia» e «(...) - Moscovo/Operação Barba Vermelha», Pierre Dupuis; «Michel Vaillant - Os Jovens Lobos», «(...) - A Revolta dos Reis» e «(...) - A Derrota de Steve Warson», Jean Graton; «Jim Del Monaco - A Criatura da Lagoa Negra» e «(...) - A Grande Ópera Sideral», António José Simões e Luís Louro; «Juan Solo - Tomo 1 - Filho de Fusca», Alejandro Jodorosky e Georges Bess; «Dementia Vivendi», Miguel Montenegro.
A música: «Moura», Ana Moura; «Elton John» e «Tumbleweed Connection», Elton John; «Fun House», Stooges; «Steppenwolf Live», Steppenwolf; «(R)Evolução», Amor Electro; «Apostrophe (')», Frank Zappa; «Evening Star», Brian Eno e Robert Fripp; «Horses» e «Radio Ethiopia», Patti Smith; «Fado Ao Meu Jeito», Daniel Gouveia; «Peter Gabriel (1980)», Peter Gabriel; «Fantasia», Gal Costa; «Three Sides Live», Genesis; «Money And Cigarettes», Eric Clapton; «Também Eu», Banda do Casaco; «The Man With The Horn», Miles Davis; «Piano & A Microphone 1983», Prince; «Spice», Spice Girls; «Adore», Smashing Pumpkins; «Vinyl», Gift; «Random Access Memories», Daft Punk; «Ultraviolence», Lana Del Rey; «Another Country», Rod Stewart; «The Most Beautiful Moment In Life Pt. 2», BTS; «Fidelio», Ludwig Van Beethoven (por Carola Nossek, Jeannine Altmeyer, Peter Meven, Siegfried Jerusalem, Siegmund Nimsgern, Theo Adam, e outros, com a Orquestra Gewandhaus de Leipzig dirigida por Kurt Masur).
O cinema: «Rapaz de Nenhures», Sam Taylor-Wood; «Furiosos Sete», James Wan; «O Equalizador», Antoine Fuqua; «Shazam!», David F. Sandberg; «Shampô», Hal Ashby; «Ralph Quebra a Internet», Phil Johnston e Rich Moore; «Serra de Vaivém», Michael Spierig e Peter Spierig; «Eles Não Envelhecerão», Peter Jackson; «Sicário», Denis Villeneuve; «Vingadores - Jogo do Fim», Anthony Russo e Joe Russo; «Vidro», M. Night Shyamalan; «O Espantoso Homem-Aranha 2», Marc Webb; «Tucker - O Homem e o seu Sonho», Francis Ford Coppola; «Erguido», Kevin Reynolds; «O Jovem e Prodigioso T. S. Spivet», Jean-Pierre Jeunet; «O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos», Joe Johnston e Lasse Hallstrom; «Viúvas», Steve McQueen; «Descendo um Átrio Escuro», Rodrigo Cortés; «Creed II», Steven Caple Jr.; «Hotel Império», Ivo M. Ferreira; «Era uma Vez na Revolução», Sergio Leone; «Asiáticos Ricos e Doidos», Jon M. Chu; «Tully» e «O Corredor da Frente», Jason Reitman; «O Grinch», Scott Mosier e Yarrow Cheney; «Bumblebee», Travis Knight; «Rapazes de Jersey», Clint Eastwood; «Comboio Nocturno para Lisboa», Bille August; «As Quatro Penas», Shekhar Kapur; «Diário de uma Criada de Quarto», Benoit Jacquot; «O Homem do C.R.U.L.A.», Guy Ritchie; «A Aeronave Destruidora», Walter R. Booth.
E ainda...: Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Do Convento ao Campo Grande - Nos 50 anos da mudança» + exposição «Natércia Freire (1919-2004)» + exposição «"Quem ler os livros que eu li" - Aproximações à biblioteca de Fernando Oliveira» + exposição «Francisco Lage - De Braga a Lisboa (1930-1957), esteta e homem do seu tempo» + exposição «Centenário do jornal A Batalha» + mostra «João José Cochofel (1919-1982)» + mostra «"Robinson Crusoe" - 300 anos» + mostra «Joel Serrão (1919-2008)» + mostra «"Ivanhoe" - 200 anos» + mostra «Maria Cecília Correia (1919-1993)» + mostra «Mariana Alcoforado - 350 anos de paixão e prélio»; Paróquia de São Mamede de Lisboa - exposição de arte por Rueffa «Welcome»; FNAC - exposição de fotografias «Amélia» + exposição de ilustrações de Mathieu Sapin «Le Poulain» (Chiado); Museu do Neo-Realismo - exposição «"E não sei se o Mundo nasceu" - Fernando Namora, 100 anos»; Pousada Castelo de Alvito - exposição de fotografias de Jerónimo Heitor Coelho «Alentejo - Ontem, hoje, amanhã»; Câmara Municipal de Cuba - Museu Literário Casa Fialho de Almeida; «Here Comes the Sun», (vídeo musical dos) Beatles; Movimento Internacional Lusófono - Celebração dos 80 anos de Pinharanda Gomes (Palácio da Independência) + congresso «Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez» (Sociedade de Geografia de Lisboa e BNP); SGL - exposição «Gago Coutinho, benemérito da Sociedade de Geografia de Lisboa»; Grupo Pestana/Fundação Júlio Resende - exposição de pintura «Goa l'Odeur Couleur» (Palácio do Freixo, Porto); Reitoria da Universidade do Porto/Invicta Imaginária - 1º Encontro Internacional de História Mundial «E se?»; «Uma reunião de Natal», (anúncio publicitário da) Xfinity.

domingo, dezembro 15, 2019

Opinião: «Esta obra é única»

A 8 de Abril deste ano assinalei aqui os 10 anos da publicação do meu livro «Espíritos das Luzes». Então expressei a (quase) certeza de que mais motivos existiriam no futuro para voltar a falar e a escrever sobre ele…
… E eis um que é particularmente importante, significativo, para mim: no Nº 24 da revista Nova Águia, apresentada em 18 de Outubro último e correspondente ao segundo semestre de 2019, está, nas páginas 266 e 267, uma recensão ao meu romance feita por Anabela Ferreira, coordenadora do Núcleo de Alverca do Museu Municipal de Vila Franca de Xira, e que, aliás, foi a minha anfitriã na especial, memorável apresentação de três outros livros meus feita naquele espaço em 7 de Outubro de 2017 – dois individuais («Q», em 2015, e «Nautas», em 2017) e um colectivo («Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo», em 2016), todos editados pelo Movimento internacional Lusófono.
Seguem-se alguns excertos da análise, de alguém que conhece e que estudou a época histórica (século XVIII) que está na base da narrativa: «(…) Trata-se de uma obra de génio literário. (…) Foi daquelas leituras imersivas, que uma pessoa tem de se obrigar a parar, não vá ficar presa, irremediavelmente, naquela dimensão alternativa. (…) A genialidade não está tanto na criação fantástica de toda uma nova tecnologia de gadgets e equipamentos mecânicos, robóticos, enfim, futuristas num século em que de facto não existiram, mas porque o autor revela um profundo conhecimento da História e dos personagem que retrata, manifesto pelos excertos dos textos reais e “encaixando-os”, na perfeição, no enredo por si criado. (…) E se os diálogos são dos próprios personagens reais, a ligação com o maravilhoso, o fantástico e a ficção científica é-nos apresentada pelo narrador/autor numa linguagem contemporânea cheia de humor e leveza, que contrasta muitas vezes com os textos factuais sem nunca perder o sentido da obra, de uma forma em que não podemos deixar de sentir que, embora se trate de ficção, faz tanto sentido que podia ser real. (…) Esta obra é única. A História é a nossa, os personagens são, na grande generalidade, conhecidos por todos os portugueses, não há como não nos identificarmos. Para aqueles que podem não gostar muito do género romance histórico, garanto que embora a História se faça presente no carácter dos personagens e em algumas das acções, esta obra vai muito para além disso. Para aqueles que até podem gostar de História mas que não sentem o apelo da ficção científica, aventurem-se porque se trata de um exercício fascinante, o de reflectir sobre os caminhos que a História poderia ter seguido se a tecnologia aqui representada tivesse existido. (…)»
Anabela Ferreira termina a sua recensão, que muito agradeço e que me honra, manifestando a esperança de que eu me «sinta estimulado a criar outras aventuras do género». E, efectivamente, no ano a seguir a «Espíritos das Luzes» ter sido publicado iniciei a redacção do meu segundo romance, que concluí em 2014… pelo que já passaram, pois, cinco anos sem eu ter conseguido publicá-lo – apesar de, nesse espaço de tempo, ter contactado várias editoras. Algo que, juntamente com outros, e igualmente desagradáveis, factos e factores me leva(ra)m a concluir que terei chegado ao fim de um ciclo. (Também no MILhafre, Ópera do Tejo e Simetria.)

segunda-feira, dezembro 09, 2019

Ocorrência: Há 10 anos, 50 poemas de Tennyson

Hoje passam exactamente 10 anos desde a apresentação, em Lisboa, do livro «Poemas» de Alfred Tennyson, que eu seleccionei e traduzi. Na verdade, não foi a primeira mas sim a segunda apresentação daquela obra: dois dias antes, em Lagoa, estive perante membros de uma associação algarvia de imigrantes europeus (principalmente britânicos, mas não só) a falar daquele então meu mais recente projecto literário.
O evento na capital teve porém um carácter especial, não só por ter decorrido naquela que era então a sede da Câmara de Comércio Luso-Britânica (perto do Jardim da Estrela e do Cemitério dos Ingleses) mas também por contar com a participação de Paulo Lowndes Marques, que, infelizmente, faleceria apenas pouco mais de um ano depois. No entanto, pude ainda contar mais uma vez com a sua simpatia e a sua generosidade ao ter-me convidado a escrever um artigo, sobre o poeta inglês e o livro com 50 dos seus poemas que traduzi, a que dei o título «Alfred Tennyson em Portugal – Uma dupla celebração», que foi publicado no Nº 36 da revista da Sociedade Histórica Britânica de Portugal, a cuja direcção ele então presidia.   
O privilégio de poder conhecer pessoalmente Paulo Lowndes Marques não foi, todavia, a única consequência positiva de ter concebido e, mais importante, de ter conseguido concretizar a edição de «Poemas». É de recordar e registar igualmente: a recensão ao livro no Público, e a correspondente classificação de cinco estrelas; a entrevista, sobre o mesmo, no programa da Antena 1 «À Volta dos Livros» - a terceira que concedi a Ana Aranha, depois das relativas a «A República Nunca Existiu!» e a «Espíritos das Luzes»; a publicação do meu artigo «O druida de Somersby» n(o Nº 7 d)a revista Bang!; a participação numa tertúlia literária denominada «Poesia e Café», realizada em Sintra a convite de Filipe de Fiúza; e, «last but not least», o envio de exemplares – com recepção e entrega confirmadas – ao Tennyson Research Centre, instituição que é ainda a depositária, a guardiã, do espólio, dos materiais mais importantes que se relacionam com o grande poeta inglês, incluindo cartas, livros, fotografias e outros objectos.         
«Poemas» foi o segundo livro da minha autoria (neste caso, indirecta) lançado em 2009, depois de, em Abril, ter saído «Espíritos das Luzes». Aquele ano terá sido efectivamente o mais importante da minha carreira enquanto criador, pois foi também quando iniciei o blog Obamatório e obtive o meu terceiro triunfo (e quarto galardão) no Prémio de Jornalismo Sociedade da Informação. Contudo, a tradução que fiz de 50 poemas do bardo britânico destaca-se como a minha maior realização: pela originalidade – primeiro livro em língua portuguesa só com textos de Alfred Tennyson; por aparecer no momento certo – em ano não de uma mas sim de duas efemérides alusivas ao poeta; pela responsabilidade em ser fiel à letra e ao espírito das obras a adaptar. E sem esquecer o trabalho magnífico de desenho gráfico, (selecção de) ilustrações e paginação feito por Pedro Piedade Marques.

sexta-feira, novembro 22, 2019

Orientação: Sobre o passado futuro, no Público

Na edição de hoje (Nº 1085) do jornal Público, e nas páginas 2 e 3 do suplemento Ípsilon, está o meu artigo «Dias de um passado futuro». Um excerto: «Na verdade, não faltam casos de investigadores e de inovadores na ciência e na tecnologia contemporâneas que atribuem a obras de FC, que leram e/ou que (ou)viram na infância e/ou na juventude, a origem das suas ideias e dos seus projectos. São os autores que escreve(ra)m FC quem, em última análise, (quase sempre) triunfam, pela confirmação das suas visões e pela omnipresença das suas expressões – repare-se, por exemplo, nas várias vindas de “Mil Novecentos e Oitenta e Quatro”, de George Orwell, que neste ano assinalou os 70 da sua publicação. São extra-ordinários, em oposição aos ordinários que mais não fazem do que replicar a mediocridade quotidiana. Neste âmbito, um dos exercícios mais interessantes é, precisamente verificar se numa determinada data se concretizaram as previsões para ela apontadas no passado quando a mesma mais não era do que um ponto de um futuro mais ou menos distante.» (Também no Simetria.)

quarta-feira, novembro 13, 2019

Oráculo: No Porto, dia 25, para falar de HA

No próximo dia 25 de Novembro estarei no Porto para participar no «1º Encontro Internacional de História Mundial ”e se?”». Mais concretamente, integrarei o terceiro painel, com início às 15.15 e término às 16.15 horas, denominado «Questões da política contemporânea e história alternativa», juntamente com Nelson Zagalo e Tomás Vieira Silva. A iniciativa decorrerá n(o auditório Casa Comum d)a Reitoria da Universidade do Porto e é organizada pela Invicta Imaginária, colectivo criativo responsável pelo projecto «Winepunk» e ao qual pertence AMP Rodriguez, que comigo participou, no ano passado, no colóquio «República Irreal & Fantástica» e que agora me convidou para esta iniciativa.     
Este encontro na capital da Norte começará às 10 horas e acabará às 18.30. Outros temas em discussão e respectivos painéis serão «Divergências históricas nas realidades alternativas lusófonas», «Arte e história alternativa» e «As leis e os costumes retrofuturistas», em que participarão Alfredo Behrens, Fátima São Simão, João Barreiros, João Seixas, Luís Filipe Silva, Jorge Palinhos, Madalena Nogueira dos Santos, Rogério Ribeiro e Vítor Almeida. Haverá também duas comunicações especiais: «Steampunk, a conquista retrofuturista do imaginário colectivo», por Joana Neto Lima; e «Cronologias revistas e aumentadas – Novos desafios literários na história alternativa portuguesa», por Sandra Maria Teixeira. E ainda exibição de curtas-metragens, música (de piano) ao vivo e a inauguração de uma exposição de ilustrações de Rui Alex. AMP Rodriguez conduzirá a sessão de abertura e Fátima Vieira (vice-reitora da Universidade do Porto) a de encerramento. 
Segundo a organização do encontro, este tem como objectivo «perguntar, imaginar e analisar as respostas possíveis para as realidades impossíveis e brindar, entre académicos e público em geral, ao que de extraordinário e fecundo elas trazem à sociedade real.» Além de que «as histórias de “E se…” têm constituído, ao longo das épocas, uma forma privilegiada de exploração artística e filosófica do impacto dos acontecimentos da História, passados ou futuros na nossa sociedade. São um exercício de reflexão de uma cultura, uma forma de olharmos para nós mesmos sem as amarras do realismo puro e sem a absoluta liberdade do surrealismo, mas ancorados em elementos familiares que permitem aos leitores identificar facilmente o ambiente que está a ser explorado.»
A minha presença neste evento é justificada, obviamente, pelo facto de eu ser o criador, organizador e um dos autores da antologia de história alternativa «A República Nunca Existiu!», livro que, mais de dez anos depois da sua edição, continua ocasionalmente a ser referenciado e comentado. No revista Bang! Nº 25 (Outubro de 2018), e na página 110, Rogério Ribeiro, no texto «A história da Saída de Emergência no Fórum Fantástico, recordou: «Continuando a relação do evento com as antologias da SdE, no FF2007 foi apresentada a antologia “A República Nunca Existiu!”, editada por Octávio dos Santos.» No seu blog O Prazer das Coisas, a 5 de Março de 2019 Tita deu por escrito e em vídeo (neste a partir dos nove minutos), a sua opinião sobre o livro. No sítio Bit2Geek, e a 25 de Julho último, Artur Coelho não considerou «A República…» como um dos principais «cinco livros para descobrir a ficção científica portuguesa» mas não deixou de lhe fazer uma menção como uma dos exemplos da «muito pouca coisa», de obras que é «muito raro encontrar» por autores portugueses numa das «vertentes e sub-géneros da FC e Fantástico» que é a história alternativa. (Também no MILhafre e no Simetria.)

segunda-feira, novembro 04, 2019

Oráculo: Evocar Eça de Queiroz, de 15 a 18

Foi a 23 de Janeiro passado que anunciei aqui pela primeira vez a realização do congresso «Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez», divulgando ao mesmo tempo (a ligação para) o blog específico sobre aquele, criado pelo Movimento Internacional Lusófono para a difusão das informações relevantes relativas à iniciativa, ao homenageado, à efeméride e à época histórica em que se inserem.
Então já eram apontados os dias em que o evento decorreria: 15, 16, 17 e 18 de Novembro, o que se confirma. No primeiro e no quarto serão apresentadas as comunicações pelos seus autores: a 15 (sexta-feira) na Sociedade de Geografia de Lisboa, sendo o painel da manhã moderado por Renato Epifânio e o da tarde por Rui Lopo; a 18 (segunda-feira) na Biblioteca Nacional de Portugal, sendo o painel da manhã (mais uma vez) moderado por Renato Epifânio e o da tarde por mim. No segundo e no terceiro dias será tempo de actividades complementares mas não menos significativas: a 16 (sábado) decorrerá um almoço na SGL em que Ferreira Fernandes, actual director do Diário de Notícias, fará uma alocução alusiva à colaboração do autor d’«A Relíquia» com aquele jornal aquando da sua viagem ao Médio Oriente para cobrir como jornalista a inauguração da passagem entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho, e isto no mesmo dia em que o DN, na sua agora habitual edição semanal, inclui um caderno especial de oito páginas com reproduções dos textos enviados por Eça de Queiroz; a 17 (domingo) – dia exacto da efeméride – far-se-á (da parte da tarde) um «passeio cultural pela Lisboa de Eça e da “Geração de 70”», conduzido por Fabrizio Boscaglia, ele próprio um dos oradores do congresso. O programa completo pode ser consultado aqui, e avisa-se que as presenças tanto no almoço de 16 como no passeio de 17 de Novembro são sujeitas a inscrição prévia.
Enfim, recorda-se que Annabela Rita integra a comissão organizadora do congresso, juntamente comigo, Renato Epifânio e Rui Lopo. E renova-se o agradecimento às outras instituições que colabora(ra)m com o MIL para a concretização da iniciativa. (Também no MILhafre.)

quinta-feira, outubro 17, 2019

Orientação: Não «matem» os «mensageiros»!

No Simetria publiquei hoje um texto, intitulado «"Matar" os "mensageiros", não!», em que registo e rebato as apreciações desfavoráveis que Jorge Candeias fez do livro «Mensageiros das Estrelas», tanto em geral como em particular, isto é, sobre cada um dos 18 contos, e respectivos autores, que o integram. Ele pode ser, e é, uma «mesquinha, patética criatura», mas isso não significa que os seus dislates fiquem sem resposta.

terça-feira, outubro 01, 2019

Orientação: Sobre a China, no Público

A partir de hoje, no sítio na Internet do jornal Público, está o meu artigo «Negócios da China». Um excerto: «1 de Outubro, quando se assinalam 70 anos desde a chegada ao poder no “Império do Meio”, depois de uma guerra civil, de Mao-Tsé-Tung e do seu Partido Comunista Chinês, é dia de recordar e de homenagear os muitos milhões de vítimas – os cálculos variam entre 40 e 70 (!) – daquela que foi e continua a ser a maior ditadura do Mundo na história contemporânea. Pelo número de mortos que causou (mais, muito mais do que a Alemanha nacional-socialista e a Rússia/União Soviética socialista) e pelo número de pessoas que subjuga – quase um bilião e meio, actualmente. Não por causa dos anos que tem durado, porém: com efeito, a soviética (74, entre 1917 e 1991) e a norte-coreana (71, desde 1948) nisto mantêm uma – sinistra – vantagem.» (Também no MILhafre e no Obamatório. 

Orientação: SS com 700!

Hoje, 1 de Outubro de 2019, celebra-se mais um Dia Mundial da Música, o que significa também, no sítio da Simetria, a publicação de uma nova edição do projecto Simetria Sonora. E, tal como em edições anteriores, a esta grande lista foram adicionados 50 discos por mim considerados de ficção científica e de fantástico: são agora 700. Ilustra a de 2019 a imagem da capa de «Joe’s Garage», de Frank Zappa, lançado originalmente em 1979 – ou seja, há 40 anos. A ouvir… e a descobrir. Tudo, e sempre!

quarta-feira, setembro 25, 2019

Outros: Mesquinha, patética criatura

Pouca ou nenhuma vontade tinha de o fazer, mas a coerência, a consistência, a mais elementar constatação dos factos, e também porque «quem cala consente», obrigam-me a registar: no passado domingo, 22 de Setembro, Jorge Candeias publicou, no seu blog Lâmpada Mágica, a sua «recensão» ao meu conto «Segundo Ultimatum Futurista», incluído na antologia «Mensageiros das Estrelas», que eu concebi e co-organizei, publicada em 2012 pela Fronteira do Caos. Esta «análise» foi a antepenúltima das que aquele indivíduo começou a fazer em Abril deste ano, com a narrativa de Nuno Fonseca, que abre o livro.
E que afirma o suposto «especialista» a propósito do meu contributo? «(…) Também se podia chamar "como pôr o Almada às voltas na tumba" (…) uma ilegível coluna de texto de onze páginas na qual o autor (…) canibaliza o “Ultimato Futurista” do Negreiros, conservando e amplificando todo o conteúdo fascista que este tem (…), e deitando fora tudo o resto, que por sinal é a única parte interessante. Nomeadamente a literatura. Porque o Almada era um poeta a sério (e apesar de um bom bocado facholas na altura em que escreveu este texto, em 1917, tinha mais queda para a anarquia do que para qualquer outra coisa e aprendeu umas coisas mais tarde na vida, nomeadamente quando teve de enfrentar o fascismo a sério) e o Santos é apenas um fascista. De fugir. A coisa mais aberrante em todo este livro, que nem sequer respeita a proposta pois não é conto, não é fantástico, não é literatura, não é nada.» E numa entrada no Facebook a divulgar aquela «posta» - que é (mais) uma bosta (dele) – acrescentou: «Sobre “Segundo Ultimatum Futurista”, do meganabo Octávio dos Santos, um pedaço de lixo fascista.» Não fica claro se é o meu conto que é «um pedaço de lixo fascista», se sou eu… ou ambos.
Que exemplo de «qualidade» e de «profundidade» em crítica literária, não é verdade? Destaque-se, antes de mais, a estranheza e a incongruência em considerar Almada Negreiros fascista e, depois, (algo) anarquista; eu diria que são conceitos deveras antagónicos – e, mais, o fascismo enquanto doutrina só surgiu na década seguinte do século XX, a de 20, com Benito Mussolini. Porém, e na verdade, Jorge Candeias não costuma distinguir-se pela cultura, pela lógica e pela inteligência, além de pelas boas maneiras. E, com efeito, a questão fulcral com ele é a educação, ou, mais precisamente, a falta dela. Neste caso, trata-se, pura e simplesmente, de (outro) ataque pessoal contra mim, e não provocado.  Poder-se-ia pensar que no meu conto eu o nomeio concretamente e o insulto, o que teria causado esta reacção e, de certo modo, a justificaria. Nada disso, evidentemente. Com ele não há qualquer respeito, um mínimo de cordialidade e de civismo: parte-se logo para a mentira e para a ofensa gratuitas…
… Porque chamar-me a mim (e ao meu conto) «fascista» é uma mentira e uma ofensa gratuitas. Repare-se que ele não explica porque é que o que eu escrevi é («um pedaço de lixo») «fascista»; não dá exemplos, excertos, que o provem. E,  muito provavelmente, até já tinha decidido aplicar-me aquele epíteto antes mesmo de ler… partindo do princípio de que leu (tudo), pois há motivos para duvidar disso: recorde-se que ele nem chegou ao fim do primeiro capítulo (de oito no total) do meu romance «Espíritos das Luzes», o que não o impediu, desavergonhadamente (e exibindo, de novo, a sua intrínseca desonestidade intelectual), de atribuir áquela minha obra uma classificação global final (e a mínima). E impõe-se a pergunta, a especulação: será que JC assumiu (e um «ass» ele é de certeza) que a personagem que faz o monólogo (em que consiste o conto) sou eu? Acaso naquela frágil cabecinha não terá surgido a hipótese de o protagonista, o «orador», ser outra pessoa que não o autor, com outra personalidade, opiniões, características?
De qualquer forma, não há atenuantes para aquilo que ele fez. Noutros tempos não tão distantes quanto isso este assunto seria «resolvido» com umas boas bengaladas. Actualmente, porque entretanto «evoluímos» e nos tornámos mais «civilizados», o desenlace desenrolar-se-ia em tribunal com um processo por difamação. Nessa eventualidade acredito que não me faltaria uma assistência especializada e competente: «A República Nunca Existiu!» e «Mensageiros das Estrelas» contam com um total de cinco juristas… e isto para não falar da que eu tenho em casa! No entanto, e pensando bem, valeria mesmo a pena (e a minha alma não é pequena) dar tanta importância àquela mesquinha, patética criatura? No fundo, JC até é merecedor de (não muita) comiseração: esta mais recente birra histérica é apenas outra demonstração do complexo de inferioridade, da inveja, que ele sente em relação a mim, não só ao nível literário em particular mas também ao nível pessoal mais geral. Aliás, e como ele próprio já escreveu, talvez enquanto se olhava ao espelho, «o ódio é mau conselheiro. Torna as pessoas muito, muito burras».

sábado, agosto 31, 2019

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2019

A literatura: «Aventuras de João Sem Medo», José Gomes Ferreira; «Mundo de Rocannon», Ursula K. Le Guin; «Lua, Ano Um», Gueorgui Gourevitch, I. Friedman, K. Guilzine, M. Popovski, V. Levine, e outros; «Casos de Direito Galáctico e Outros Textos Esquecidos», Mário-Henrique Leiria; «As Aventuras de Valérian e Laureline, Agentes Espaço-Temporais - O Império dos Mil Planetas» e «(...) - O País sem Estrela», Jean-Claude Mézières e Pierre Christin; «Com a Cabeça na Lua - Antologia Comemorativa dos 40 Anos da Chegada à Lua», Arthur C. Clarke, Isaac Asimov, Poul Anderson, Robert A. Heinlein, Thomas M. Disch, e outros (João Seixas, org.); «Dedos», AMP Rodriguez.
A música: «Para Amália», Mísia; «Honky Château», Elton John; «Countdown To Ecstasy», Steely Dan; «Second Helping», Lynyrd Skynyrd; «Another Green World», Brian Eno; «Com As Minhas Tamanquinhas», José Afonso; «Peter Gabriel (1977)», Peter Gabriel; «Slowhand», Eric Clapton; «Babylon By Bus», Bob Marley & The Wailers; «An American Prayer», Doors; «Campolide», Sérgio Godinho; «Sentinela», Milton Nascimento; «Pirates», Rickie Lee Jones; «Music For A New Society», John Cale; «Baby Snakes», Frank Zappa; «Roberto Carlos (1984)», Roberto Carlos; «Contramão», Pedro Abrunhosa; «Altar», Gift; «Love Yourself - Answer», BTS; «Mingus Ah Um», Charles Mingus; «Space Oddity», David Bowie; «Twice Upon A Time - The Singles», Siouxsie And The Banshees; «Die Zauberflote», Wolfgang Amadeus Mozart (por Christian Boesch, Elizabeth Kales, Eric Tappy, Ileana Cotrubas, Martti Talvela, Zdislawa Donat, e outros, com o Coro da Ópera de Viena e a Orquestra Filarmónica de Viena sob a direcção de James Levine).
O cinema: «O Caçador - Guerra de Inverno», Cedric Nicolas-Troyan; «Arranha-Céu», Rawson Marshall Thurber; «Solo - Uma História de "Guerra das Estrelas"», Ron Howard; «Mamma Mia», Phyllida Lloyd; «Mamma Mia - Aqui Vamos Nós Outra Vez», Ol Parker; «Homem-Água», James Wan; «Capas Negras», Armando de Miranda; «Ando na Linha», James Mangold; «Homem-Formiga e a Vespa», Peyton Reed; «Não Sã», Steven Soderbergh; «O Fado dos Furiosos», F. Gary Gray; «A Mãe é que Sabe», Nuno Rocha; «Oito de Ocean», Gary Ross; «Rapsódia Boémia», Bryan Singer; «Hereditário», Ari Aster; «Despistada», Amy Heckerling; «Homicídio no Expresso do Oriente», Kenneth Branagh; «O Último Arrostamento», Kim Jee-Won; «A Noiva Princesa», Rob Reiner; «Terra dos Zombies» e «Veneno», Ruben Fleischer; «O Artista do Desastre», James Franco; «Soldado Milhões», Gonçalo Galvão Teles e Jorge Paixão da Costa; «Adeus, Christopher Robin», Simon Curtis; «Christopher Robin», Marc Forster; «Toca e Foge», Jeff Tomsic; «Peter Rabbit», Will Gluck; «Primeiro Homem», Damien Chazelle; «Frankenstein», James Whale; «Os Croods», Chris Sanders e Kirk DeMicco; «Gauguin - Viagem ao Tahiti», Edouard Deluc; «Lua» e «Sibilo», Duncan Jones; «Mundo Jurássico - Reino Caído», J. A. Bayona; «A Viagem na Lua», Georges Méliès.
E ainda...: Museu do Neo-Realismo - exposição de Catarina Botelho, Eduardo Matos e Vasco Costa «Cosmo/Política #4 - Quando as máquinas param» + exposição «Um edifício, muitos museus - Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo»; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «Em demanda da biblioteca de Fernão de Magalhães» + exposição «Fotografia impressa e propaganda visual em Portugal (1934-1974)» + exposição «O ano de 1969» + mostra «Do Tejo ao Tibre - Músicos e artistas portugueses em Roma no século XVIII» + mostra «Aquilino, anos 20 - Entre o exílio e as geografias de Lisboa» + mostra «Over_Seas - Melville e Whitman em Portugal»; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «CartoonXira 2019/Cartoons do ano 2018 + Ao correr da pena/Marlene Pohle» (Celeiro da Patriarcal); Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - 89ª Feira do Livro de Lisboa; Embaixada de Israel em Portugal/Câmara de Comércio Portugal-Israel/Hotel Sheraton Lisboa - Celebração do 71º aniversário da independência do Estado de Israel; Everything Is New/Rod Stewart - «Live in Concert» - Altice Arena, 2019/7/1; Canal História - (documentário) «Chegada à Lua - As Gravações Perdidas»; «When I'm Five», (vídeo musical de) David Bowie; «Disparo para a Lua», Richard Dale; Câmara Municipal de Loulé/Junta de Freguesia de Quarteira - «Mandalas da amizade (nos 20 anos da elevação a cidade)»/exposição urbana em crochet (Rua Vasco da Gama) + «QuarteirÀdentro»/exposição de fotografias de Nuno Graça com poemas de Sara Salero (Galeria de Arte da Praça do Mar); «Juice», (vídeo musical de) Lizzo; Museu Nacional Ferroviário.

quinta-feira, agosto 22, 2019

Outras: «Variações», 35 anos depois

Estreia hoje em Portugal o filme «Variações», realizado por João Maia e protagonizado por Sérgio Praia, obra que aborda a vida e a carreira, demasiado breves, de António Joaquim Rodrigues Ribeiro, ambas terminadas há 35 anos, mais exactamente a 13 de Junho de 1984. Porém, o impacto e a influência da personalidade e do talento do cantor e compositor minhoto que sonhava com Nova Iorque mantiveram-se e, quiçá, até aumentaram desde então entre os portugueses.
Entretanto, e numa coincidência curiosa, abriu no passado dia 18 de Julho, na Igreja de São Mamede, em Lisboa, e prolonga-se até ao próximo dia 10 de Setembro, a exposição «Welcome» da artista plástica Rueffa, que inclui um retrato de António Variações feito numa perspectiva interessante: ele é comparado e equiparado a Luís de Camões. Em outra curiosa coincidência, esse foi também o conceito que eu idealizei e utilizei no meu poema «Variações», escrito em 1994 e incluído no meu livro «Q - Poemas de uma Quimera», publicado em 2015 pelo Movimento Internacional Lusófono.
De notar ainda que aquele não é o único poema em que refiro o autor de «Estou Além»: faço-o igualmente em «1984», escrito em 2004 e incluído no meu livro «Espelhos», que continua por editar. (Também no MILhafre.)