quinta-feira, abril 16, 2026

Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 12)...

... Escritos e publicados, desde 15 de Março de 2024, nos seguintes blogs: Estado Sentido; Horas Extraordinárias (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez); O Lugar da Língua Portuguesa (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove); Corta-Fitas (um, dois, três).
Abordaram, entre outros subtemas: «o que queremos ser como nação» é, ou devia ser, também um espaço livre do «aborto pornortográfico»; o AO90 não só introduziu erros ortográficos deliberados mas também fomenta erros ortográficos involuntários; o AO90 é, mais do que um modo de «facilitismo de escrita», uma forma de «a(c)tivismo literário»; o programa de manuais escolares digitais foi interrompido por ter sido considerado prejudicial à educação, mas o mesmo ainda não se fez quanto ao AO90; livros como prendas de Natal e de aniversário só os que não estão «acordizados»; uma obra, talvez, de «surpreendente maturidade literária», mas que não é, certamente, de maturidade ortográfica; tempo, trabalho e dinheiro despendidos na implementação do AO90 seriam melhor aplicados na difusão da Língua Portuguesa no estrangeiro; em Portugal as provas escolares de Inglês têm melhores resultados do que as de Português, e isso, tal como o aumento da utilização de anglicismos, deve-se também à utilização do AO90; José Pacheco Pereira demonstra a sua hipocrisia e desonestidade intelectual ao acusar os dirigentes, militantes e simpatizantes do Chega de usarem «o português bastardo do AO90» quando foi o seu partido, o PSD, com Cavaco Silva, que deu início ao processo de construção daquele «monstro»; Luís Montenegro é mais um nome a acrescentar numa longa lista dos que, ortograficamente e não só, se acobardaram perante o Brasil; a RTP cobre-se de ridículo com regularidade, e não apenas com «acordismos»; Ana Cristina Leonardo decidiu desistir, render-se, declarar-se derrotada, mas eu não a acompanho, assim como muitas outras pessoas; o AO45 continua em vigor oficialmente; um verdadeiro conservador não usa «acordismos» absurdos típicos da esquerda terceiro-mundista.            
Um dos comentários deste período merece ser reproduzido integralmente. É o que se refere à morte de João Pedro Graça, em Abril de 2024. «Eu conheci João Pedro Graça pessoalmente. E um dos nossos encontros coincidiu com uma reunião que realizámos com representantes da FENPROF, que serviu para confirmar a inutilidade daquela e de outras organizações no combate ao AO90 – quando, pelo contrário, deviam estar na linha da frente desse combate. Durante longos anos trocámos mensagens, conversámos por telefone, fizemos referências um ao outro nos nossos blogs. Ele era incansável apesar dos problemas de saúde que tinha. Sempre relevante, sempre acutilante, conhecedor de todos os aspectos, pormenores e implicações desta temática, a da língua portuguesa mas também, num sentido mais lato, a da identidade e da independência de Portugal. A notícia da sua morte não deixou de constituir um choque. Fiquei, estou, muito triste. É uma grande perda a vários níveis. Saibamos nós tornar-mo-nos, a partir de agora, merecedores do seu legado.»