quinta-feira, abril 30, 2026

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2026

A literatura: «O Livro dos Frutos Cítricos - As Placas Completas 1708-1714», Johann Christoph Volkamer (Iris Lauterbach, intro.); «Anúncios Todo-Americanos - 40's», Jim Heimann (org.) e Willy R. Wilkerson III (intro.); «Os Arquivos de...», Charles Chaplin (Paul Duncan, org.); «Gil Elvgren - As suas Glamourosas Alfinetadas Americanas», Charles G. Martignette e Louis K. Meisel; «HR Giger», Andreas J. Hirsch e Hans Werner Holzwarth; «Passarela - As Colecções Completas de Vivienne Westwood», Alexander Fury. 
A música: «Escritor De Canções», Sérgio Godinho; «Make A Jazz Noise Here», Frank Zappa; «99.9Fº», Suzanne Vega; «Changing Of The Guard», T. S. Monk; «Sleeps With Angels», Neil Young; «Faz De Conta», Júlio Pereira; «Feels Like Home», Norah Jones; «Oral Fixation Vol. 2», Shakira; «The Road To Escondido», J. J. Cale & Eric Clapton; «Yours Truly, Angry Mob», Kaiser Chiefs; «Romance(s)», Aldina Duarte; «You Want It Darker», Leonard Cohen; «Dua Lipa», Dua Lipa; «In The Blue Light», Paul Simon; «Originals», Prince; «Ode For The Birthday Of Queen Anne», George Frideric Handel (por Andreas Scholl, Andreas Wolf e Hélène Guilmette, com a Vocalconsort Berlin e a Akademie Für Alte Musik dirigidas por Marcus Creed); «Symphonien (Nº 92, Nº 103)», Joseph Haydn (pela Orquestra Sinfónica da Rádio Berlim dirigida por Lorin Maazel).      
O cinema: «Eiffel», Martin Bourboulon; «Dolittle», Stephen Gaghan; «O Homem do Rei», Matthew Vaughn; «Babilónia», Damien Chazelle; «O Ministério da Guerra Não Cavalheiresca», Guy Ritchie; «Camarada Cunhal», Sérgio Graciano; «Belfast», Kenneth Branagh; «Noite de Sábado», Jason Reitman; «Reversão de Fortuna», Barbet Schroeder; «Postais do Rebordo», Mike Nichols; «Lendo "Lolita" em Teerão», Eran Riklis; «Pregador da Metralhadora», Marc Forster; «3 Dias Para Matar», McG; «Missão Impossível - Recobramento Morto, Parte Um», Christopher McQuarrie; «Um Gajo aos Caídos», David Leitch; «O Guarda-Costas de Pequim», Corey Yuen; «Fuga de Nova Iorque», John Carpenter; «Companheira», Drew Hancock; «28 Anos Depois», Danny Boyle; «Alienígena - Rómulo», Fede Alvarez; «Metal Pesado 2000», Michael Coldewey e Michel Lemire; «A Lagoa Azul», Randal Kleiser; «O Amante da Senhora Chatterley», Just Jaeckin; «Carol», Todd Haynes; «A Ideia de Ti», Michael Showalter; «Um Momento de Desvairamento», Jean François Richet.
E ainda...: Universidade de Lisboa/Pavilhão de Portugal - exposição «Luís de Camões - 500 anos do nascimento» + exposição fotográfica de Luís Vasconcelos «Mário Soares - Um homem inteiro» + Centro Interpretativo do Parque das Nações; RTP - (documentário) «A Música para Mudar o Mundo - Luz, Paz, Fé, Amor»; «Backfired» e «Now I Know You Know», (vídeos musicais de) Debbie Harry; Sony Pictures - (documentário incluído na edição especial em Blu-ray) «Imaginando "Metal Pesado"»; Everything Is New/Suede - «Antidepressants: Dancing With The Europeans Tour (primeira parte, Swim School)» - Sagres Campo Pequeno, 2026/3/20; Channel 4 - (documentário em três episódios) «Marilyn Manson Desmascarado»; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - Exposição «Premiados da Bienal de Fotografia 2016-2024» (Biblioteca Municipal de VFX-Fábrica das Palavras); Museu do Neo-Realismo - exposição «Espelhos de ver por dentro - O teatro no Neo-Realismo português» + instalação de Rui Soares Costa (com André Gonçalves e Francisco Aires Mateus) «Do Neo-Realismo à pós-realidade»; Canal História - (documentário) «A Comida que Construiu a América - Estrelas das sodas cítricas». 

quinta-feira, abril 16, 2026

Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 12)...

... Escritos e publicados, desde 15 de Março de 2024, nos seguintes blogs: Estado Sentido; Horas Extraordinárias (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez); O Lugar da Língua Portuguesa (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove); Corta-Fitas (um, dois, três).
Abordaram, entre outros subtemas: «o que queremos ser como nação» é, ou devia ser, também um espaço livre do «aborto pornortográfico»; o AO90 não só introduziu erros ortográficos deliberados mas também fomenta erros ortográficos involuntários; o AO90 é, mais do que um modo de «facilitismo de escrita», uma forma de «a(c)tivismo literário»; o programa de manuais escolares digitais foi interrompido por ter sido considerado prejudicial à educação, mas o mesmo ainda não se fez quanto ao AO90; livros como prendas de Natal e de aniversário só os que não estão «acordizados»; uma obra, talvez, de «surpreendente maturidade literária», mas que não é, certamente, de maturidade ortográfica; tempo, trabalho e dinheiro despendidos na implementação do AO90 seriam melhor aplicados na difusão da Língua Portuguesa no estrangeiro; em Portugal as provas escolares de Inglês têm melhores resultados do que as de Português, e isso, tal como o aumento da utilização de anglicismos, deve-se também à utilização do AO90; José Pacheco Pereira demonstra a sua hipocrisia e desonestidade intelectual ao acusar os dirigentes, militantes e simpatizantes do Chega de usarem «o português bastardo do AO90» quando foi o seu partido, o PSD, com Cavaco Silva, que deu início ao processo de construção daquele «monstro»; Luís Montenegro é mais um nome a acrescentar numa longa lista dos que, ortograficamente e não só, se acobardaram perante o Brasil; a RTP cobre-se de ridículo com regularidade, e não apenas com «acordismos»; Ana Cristina Leonardo decidiu desistir, render-se, declarar-se derrotada, mas eu não a acompanho, assim como muitas outras pessoas; o AO45 continua em vigor oficialmente; um verdadeiro conservador não usa «acordismos» absurdos típicos da esquerda terceiro-mundista.            
Um dos comentários deste período merece ser reproduzido integralmente. É o que se refere à morte de João Pedro Graça, em Abril de 2024. «Eu conheci João Pedro Graça pessoalmente. E um dos nossos encontros coincidiu com uma reunião que realizámos com representantes da FENPROF, que serviu para confirmar a inutilidade daquela e de outras organizações no combate ao AO90 – quando, pelo contrário, deviam estar na linha da frente desse combate. Durante longos anos trocámos mensagens, conversámos por telefone, fizemos referências um ao outro nos nossos blogs. Ele era incansável apesar dos problemas de saúde que tinha. Sempre relevante, sempre acutilante, conhecedor de todos os aspectos, pormenores e implicações desta temática, a da língua portuguesa mas também, num sentido mais lato, a da identidade e da independência de Portugal. A notícia da sua morte não deixou de constituir um choque. Fiquei, estou, muito triste. É uma grande perda a vários níveis. Saibamos nós tornar-mo-nos, a partir de agora, merecedores do seu legado.»