... Escritos e publicados, desde 15 de Março de
2024, nos seguintes blogs: Estado Sentido; Horas Extraordinárias (um, dois,
três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez); O Lugar da Língua Portuguesa
(um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove); Corta-Fitas (um, dois,
três).
Abordaram, entre outros subtemas: «o que queremos
ser como nação» é, ou devia ser, também um espaço livre do «aborto
pornortográfico»; o AO90 não só introduziu erros ortográficos deliberados mas
também fomenta erros ortográficos involuntários; o AO90 é, mais do que um modo
de «facilitismo de escrita», uma forma de «a(c)tivismo literário»; o programa
de manuais escolares digitais foi interrompido por ter sido considerado
prejudicial à educação, mas o mesmo ainda não se fez quanto ao AO90; livros
como prendas de Natal e de aniversário só os que não estão «acordizados»; uma
obra, talvez, de «surpreendente maturidade literária», mas que não é,
certamente, de maturidade ortográfica; tempo, trabalho e dinheiro despendidos
na implementação do AO90 seriam melhor aplicados na difusão da Língua
Portuguesa no estrangeiro; em Portugal as provas escolares de Inglês têm
melhores resultados do que as de Português, e isso, tal como o aumento da
utilização de anglicismos, deve-se também à utilização do AO90; José Pacheco
Pereira demonstra a sua hipocrisia e desonestidade intelectual ao acusar os
dirigentes, militantes e simpatizantes do Chega de usarem «o português bastardo
do AO90» quando foi o seu partido, o PSD, com Cavaco Silva, que deu início ao
processo de construção daquele «monstro»; Luís Montenegro é mais um nome a
acrescentar numa longa lista dos que, ortograficamente e não só, se acobardaram
perante o Brasil; a RTP cobre-se de ridículo com regularidade, e não apenas com
«acordismos»; Ana Cristina Leonardo decidiu desistir, render-se, declarar-se
derrotada, mas eu não a acompanho, assim como muitas outras pessoas; o AO45
continua em vigor oficialmente; um verdadeiro conservador não usa «acordismos»
absurdos típicos da esquerda terceiro-mundista.
Um dos comentários deste período merece ser
reproduzido integralmente. É o que se refere à morte de João Pedro Graça, em
Abril de 2024. «Eu conheci João Pedro Graça pessoalmente. E um dos nossos
encontros coincidiu com uma reunião que realizámos com representantes da
FENPROF, que serviu para confirmar a inutilidade daquela e de outras
organizações no combate ao AO90 – quando, pelo contrário, deviam estar na linha
da frente desse combate. Durante longos anos trocámos mensagens, conversámos
por telefone, fizemos referências um ao outro nos nossos blogs. Ele era
incansável apesar dos problemas de saúde que tinha. Sempre relevante, sempre
acutilante, conhecedor de todos os aspectos, pormenores e implicações desta
temática, a da língua portuguesa mas também, num sentido mais lato, a da
identidade e da independência de Portugal. A notícia da sua morte não deixou de
constituir um choque. Fiquei, estou, muito triste. É uma grande perda a vários
níveis. Saibamos nós tornar-mo-nos, a partir de agora, merecedores do seu
legado.»