quinta-feira, maio 28, 2026

Oráculo: 4 de Junho, no Palácio do Sobralinho

No próximo dia 4 de Junho o Sobralinho assinala mais um aniversário – o 29º - da sua elevação a vila, e, como habitualmente, a Junta de Freguesia de Alverca do Ribatejo e Sobralinho celebra a ocasião também com a atribuição de galardões de mérito a indivíduos e/ou a instituições residentes e/ou com sede na freguesia que se destacaram nas áreas autárquica, cultural, desportiva, empresarial e social. Neste ano de 2026 eu fui o escolhido para ser o distinguido na área cultural. A cerimónia terá lugar no Palácio do Sobralinho a partir das 21 horas. 
(Adenda - Um vídeo e algumas fotografias da cerimónia já estão disponíveis na página de Facebook da Junta de Freguesia; outro vídeo está no sítio do jornal O Mirante, que, no Nº 1774, de 11 de Junho (edição Lisboa e Vale do Tejo), publicou uma breve notícia alusiva na página 34.

sexta-feira, maio 15, 2026

Observação: Um «ribeiro» de esquecimento?

A minha relação com a Saída de Emergência durou apenas cerca de dois anos, e teve expressão concreta com a edição de «A República Nunca Existiu!» em 2008 e d(a minha tradução d)e «Poemas» de Alfred Tennyson em 2009, livros que em 2025 eu constatei terem sido «apagados» do sítio na Internet daquela editora, um facto que eu não consegui reverter com os apelos que fiz nesse sentido. Apesar desta demonstração de desrespeito, que, aliás, nem foi a primeira da SdE para comigo, continuei a acompanhar a sua actividade e a adquirir cada edição da revista Bang!...
... Incluindo a mais recente, a Nº 38, de Abril de 2026, na qual, na página 70, está o artigo de Fernando Ribeiro «Dormi o fulmine di guerra Alessandro Scarlatti», que tem como tema a obra de George Orwell, algo que nunca se adivinharia pelo título. Cito na íntegra o quarto parágrafo: «(...) O Triunfo dos Porcos, liminarmente reduzido a uma sátira do Estalinismo, tem sido instrumentalizado pela direita política, que nunca leu ou conviveu com a defesa do socialismo democrático, inegável nas obras que cito; ou fez o esforço de perceber que Animal Farm é uma crítica feroz a todo o totalitarismo, incluindo o espanhol de Franco, o português de Salazar e o Império Britânico, o mais sangrento da História e que, ainda hoje, provoca conflitos. (...)»
A pergunta é inevitável e justificável: como é que alguém como o vocalista dos Moonspell, indubitavelmente um homem talentoso e culto, pode acreditar em, e, pior, expressar, tais falsidades? Obviamente, os regimes liderados por António de Oliveira Salazar e Francisco Franco não foram totalitários, embora ambos tenham sido autoritários e repressivos e ambos tenham praticado um certo «culto da personalidade»... embora nada semelhante ao que aconteceu na Itália fascista, na Alemanha nacional-socialista e na União Soviética comunista-estalinista. E é absurdo – risivelmente absurdo! – qualificar do mesmo modo o Império Britânico, que esteve assente numa democracia parlamentar e não foi certamente «o mais sangrento da História» nem «provoca conflitos» actualmente. O que terá levado Fernando Ribeiro, talvez «imerso» no seu próprio... «rio» do esquecimento, ou quiçá atingido por um... feitiço da lua, a escrever disparates como estes? Aparentemente, provavelmente, o preconceito, ou enviesamento, ideológico «sinistro», capaz de induzir até os mais qualificados a cometerem – pelo menos ocasionalmente – «lapsos» embaraçosos.