quinta-feira, junho 18, 2026

Obras: «Discursos» de Abraham Lincoln

A editora Alma dos Livros iniciou a divulgação e a pré-venda, no seu sítio, e está igualmente já presente nos sítios da Almedina, Bertrand, FNAC e Wook: «Discursos» de Abraham Lincoln, com selecção, tradução, introdução e anotações feitas por mim, é a nova obra na minha bibliografia, nove anos depois de «Nautas». Constitui ainda a segunda adaptação que faço, para a Língua Portuguesa, de textos de um famoso autor anglófono oitocentista, depois de «Poemas» de Alfred Tennyson, por coincidência e curiosamente nascido em 1809 tal como o 16º Presidente dos Estados Unidos da América.
Apesar de o livro ter por título «Discursos» nem todos os 15 textos nele incluídos são... discursos. Três são proclamações – uma das quais a, famosa, fundamental de emancipação dos escravos – e um é uma autobiografia publicada em 1860 na campanha presidencial daquele ano, que o advogado de Springfield, no Illinois, venceria. Logicamente, os discursos proferidos nas duas tomadas de posse (em 1861 e em 1865) estão presentes, assim como o monumental (não obstante a sua brevidade) dito em Gettysburg, e ainda o último de todos, que Abraham Lincoln improvisou junto à Casa Branca depois de saber da rendição de Robert E. Lee a Ulysses S. Grant, apenas quatro dias antes de morrer.
Outro elemento muito importante, quiçá decisivo, neste livro é a participação – com um posfácio de enorme qualidade – de Miguel Morgado, que, além de ser conhecido como político (foi assessor de Pedro Passos Coelho quando este era primeiro-ministro, e depois deputado) e comentador televisivo (na SIC Notícias), é também um dos mais prestigiados politólogos portugueses, sendo doutorado em Ciência Política e docente na Universidade Católica Portuguesa. O facto de ter aceite o meu convite sem me conhecer prévia e pessoalmente, mas confiante no valor deste projecto, é algo que me honra profundamente. Será ele igualmente a fazer a apresentação de «Discursos», em data e em local a anunciar em breve, mas num período e num contexto de celebração dos 250 anos da independência dos EUA, para a qual este livro representa um modesto contributo. (Também no Obamatório.)  

Sem comentários: