sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Outros: Apresentando... «Lovesenda»

(Uma adenda no final deste texto.) 
No próximo dia 18 de Fevereiro será feita a primeira apresentação do novo livro – mais especificamente, o novo romance – de António de Macedo. Intitulado «Lovesenda ou o Enigma das Oito Portas de Cristal», terá o seu lançamento em Lisboa na Biblioteca São Lázaro (Arroios) a partir das 16.30 horas. Entretanto, a Editorial Divergência, que publica a obra, tem estado a efectuar a pré-venda desta na sua loja electrónica, numa promoção que se prolonga até dia 17 e que proporciona um desconto de 10% (sobre um preço-base de 24,99 euros).
Esta é a sinopse: «Altos Príncipes, Senhores de mim, sacerdotisas minhas irmãs — impacientais-vos? Quereis ouvir sem delongas a história abominável da arrebatada paixão da donzela Lovesenda, filha do conde Diogo Enheguiz, por um espectro? A história que está na raiz da sacrílega situação em que me despenhei? Aguardai porém um momento, suplico-vos: toda a alma tem paragens desconhecidas que somos obrigados a percorrer, por mais obscuras, e a alma da donzela Lovesenda e as inconfessáveis impaciências que nela desde cedo se alojaram exibem feias chagas que lhe foram abertas por uma fieira de medonhas investidas do outro mundo, tão feias como as dos secretos e despudorados procederes do conde Diogo, seu pai, e da condessa Châmoa Telles, sua mãe — cada um com sua traição para com o outro, e qual delas a pior.» Um enorme – 507 páginas! – trabalho de imaginação, «erudito, divertido e fascinante, eis António de Macedo no seu melhor», segundo Luís Filipe Silva.
Orgulho-me de ter dado um modesto contributo para a concretização desta edição. Há precisamente um ano (foi em Fevereiro de 2016), em mais uma troca de mensagens entre nós os dois, António de Macedo revelou-me que tinha três obras – mais concretamente, dois volumes de contos e um romance – que já haviam sido recusados por 14 (!) editoras, e concordou que a rejeição por parte daquelas «é a nossa sina. A única maneira de superar tudo isto é nunca perder a esperança.» Então, na resposta, eu sugeri-lhe que tentasse, que contactasse, a Editorial Divergência… e à décima quinta foi de vez! (Também no Simetria.)
(Adenda - A Editorial Divergência divulgou, no seu sítio na Internet, fotografias e vídeo da apresentação.)

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Observação: E, porém, ela existe…

Hoje assinala-se mais um – infeliz – aniversário do regicídio de 1908, um vergonhoso atentado, um hediondo crime, em que efectivamente viria a assentar a república em Portugal, «oficialmente» instaurada em 1910 por via de um golpe militar – e que por isso, e também por nunca ter sido directa e explicitamente ratificada em eleições, continua a constituir um regime ilegítimo. No que já se tornou uma – honrosa – tradição, a funesta data foi igualmente evocada pela Real Associação de Lisboa através da realização de uma missa de sufrágio na Igreja de São Vicente de Fora, seguida de uma romagem ao Panteão Real.  
Entretanto, e embora não tanto como em anteriores anos e ocasiões, as referências e mesmo as discussões a propósito, não só do assassinato do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luiz em particular mas da dicotomia, da questão Monarquia-República em geral, vão surgindo, sendo feitas, no espaço mediático nacional. Dois textos recentes, um num jornal (digital) e outro num blog, constituem disso demonstrações.
O primeiro, «Extremistas a ensinarem crianças», foi escrito por Maria João Marques e publicado no Observador – e reproduzido, em parte, no blog O Insurgente, onde a autora também colabora. Nele ela relata e comenta o que havia acontecido com um dos seus filhos, na escola, na disciplina de História. Um excerto: «(No) meio do programa algo fez o rapaz ficar baralhado com as misérias do Portugal monárquico e as maravilhas do Portugal republicano. Por razões misteriosas, ficou convencido que monarquia era sinónimo de ditadura e pobreza. E que a república, em Portugal, havia trazido o melhor dos mundos. Lá tive eu – que sou republicana, mesmo que não diabolize a monarquia (ok, assumo, é impossível resistir a gozar com certos membros de certas famílias reais) – que repor, naquela impressionável e adorável cabeça, a verdade. Que a pobreza dos tempos monárquicos se devia mais às características secularmente estruturais de Portugal (e que muitas delas persistem hoje, iguais ou ligeiramente travestidas) que ao singelo facto de termos monarcas. Que a Primeira República foi uma rebaldaria indecorosa, com atropelos graves aos direitos e liberdades dos portugueses e de um anticlericalismo radical e dispensável. Que chegou à infâmia de proibir explicitamente o voto feminino, anteriormente possível em circunstâncias estreitas. Que nada faz equivaler ditaduras a monarquias. Que o ditatorial Estado Novo (de resto convidado pela rebaldaria) era um regime republicano. Que vários países europeus ricos e democráticos são monarquias e que a coisa socialista proto-totalitária venezuelana é uma república, bem como todos os totalitarismos comunistas (sendo que estes costumam descambar em monarquias das más, de facto).» Uma atitude – de mãe e de pedagoga – louvável e correcta, e uma explanação que corresponde à verdade dos factos, apesar de serem prejudicadas, ironicamente, pela utilização do abjecto AO90, o mais recente dejecto de uma «(di)gestão ortográfica» prepotente, regularmente enfraquecedora da língua e da cultura, e que foi iniciada (em 1911), precisamente, pelos republicanos, e desde logo criticada, condenada, entre outros, por Fernando Pessoa.
O segundo texto, «Saraiva, Sena e Salazar», foi escrito por António Cirurgião e publicado no blog Malomil. Nele o autor recorda e relata encontros que teve, há mais de 30 anos, com António José Saraiva, e a opinião do famoso historiador (irmão de José Hermano Saraiva, pai de José António Saraiva) sobre o (então) presente e o passado recente do país. Um excerto: «Depois de ele proferir os maiores horrores sobre a situação política, social, económica e cultural de Portugal, eu perguntei-lhe que remédios aventava ele para solucionar essa deplorável situação. E a resposta dele não se fez esperar. “Essa deplorável situação” resolvia-se com a restauração da monarquia, com um reizinho, uma figura paternal, à imitação de Salazar. Só dessa maneira se poderiam governar os portugueses, o povo mais individualista e ingovernável do planeta.» Porque a outra interveniente nessa (e testemunha dessa) conversa, Maria de Lourdes Belchior, também já faleceu, o depoimento do Dr. Cirurgião não pode ser confirmado. Mas, a ser verdade, não deixa de ser deveras interessante o que um suposto marxista, comunista, concluíra quanto à que poderia ser a melhor solução para o país… embora, obviamente, o ditador vindo de Santa Comba Dão não constituísse – aliás, não constitui e nunca constituirá – uma figura modelar para uma monarquia que se pretende democrática…
… E que foi imaginada, por mais do que um autor, na antologia colectiva de contos de história alternativa «A República Nunca Existiu!», que eu concebi, organizei, em que participei, e que consegui publicar em 2008, no centenário do Regicídio. E, porém, ela existe… infelizmente. (Também no MILhafre.)

domingo, janeiro 22, 2017

Orientação: (Muitos d)Os meus artigos no Público

Já existe, no sítio na Internet do Público, a minha «página de autor» própria, que reúne (quase todos) os artigos que escrevi para aquele jornal e que por ele foram publicados, tanto electronicamente como também em papel (a maioria até agora), e dos quais eu fui dando notícia no Octanas desde 2005 – o mais recente é «Cidadãos ou cobaias?». Uma ligação permanente para essa página passa a estar igualmente disponível aqui no blog, à esquerda, no espaço «Outras obras individuais e colectivas».

terça-feira, janeiro 10, 2017

Observação: Nunca me arrependi

O falecimento, no passado dia 7 de Janeiro, de Mário Soares, em Lisboa, no Hospital da Cruz Vermelha, onde estava internado desde 13 de Dezembro, motivou, como seria de esperar, uma avalanche avassaladora de declarações, elogios e elegias, homenagens, memórias, recordações, reminiscências e retrospectivas. Apesar de nunca ter tido a oportunidade de o conhecer pessoalmente, ao contrário, por exemplo, do meu amigo Rui Paulo Almas, em 1991, enquanto membro da Direcção da Associação Académica de Lisboa, o ex-secretário geral do PS e ex-primeiro-ministro não deixou de ter impacto também na minha vida…
… E isso aconteceu na qualidade de presidente da república. A eleição de 1986 representou para mim, e provavelmente para muitas outras pessoas, um importante ponto de viragem… porque começou aí o meu afastamento em relação ao Partido Comunista Português, a que estava ligado através da militância na Juventude Comunista Portuguesa: não compreendi e não concordei com o apoio dado a Francisco Salgado Zenha, e dei o meu voto, na primeira volta, a Maria de Lurdes Pintassilgo, ao contrário de vários «camaradas» meus de então que, apesar de terem simpatia pela ex-primeira-ministra, não deixaram de obedecer ao Comité Central… Pelo que, na segunda volta, me custou muito menos votar no tão vilipendiado «Bochechas», contra Diogo Freitas do Amaral. Um acto tão simples que, porém, foi como que um respirar de alívio, um «fazer as pazes»: o triunfo do marido de Maria Barroso – e é sempre de lembrar esta mulher notável, que faleceu em 2015 – constituiu como que um momento de distensão num país que, nos 12 anos anteriores, desde 25 de Abril de 1974, vinha acumulando antipatias e confrontos, uns mais graves do que outros. A campanha eleitoral foi empolgante, até excitante, como não acontecera antes e não voltou a acontecer depois.
A seguir a tomar posse, Mário Soares comportou-se no entanto de forma exemplar, diria que quase irrepreensível – é verdade que do Palácio de Belém foram lançadas regularmente algumas «farpas» a Aníbal Cavaco Silva, o que a mim não causava desagrado, pois ontem não tinha e hoje não tenho qualquer respeito pelo boliqueimense, que nunca recebeu o meu voto, nem como candidato a primeiro-ministro, nem como candidato a presidente da república: a actuação de «Gigi» (a alcunha de infância revelada por Mário Moniz Pereira) foi caracterizada por uma considerável abrangência, política, social e cultural; as suas viagens por Portugal, várias vezes sob a forma de – inovadoras - «presidências abertas», eram invariavelmente ocasiões de confraternização e mesmo de alegria popular; as viagens ao estrangeiro contribuíram decisivamente para começar a desvanecer a imagem do nosso país como um local atrasado, empoeirado, saudosista e soturno, e a integração europeia não impediu a (re)descoberta de outras conexões geográficas e geoestratégicas, delas se destacando a que resultou de uma memorável visita à Índia – surgiu mesmo a anedota sobre qual era a diferença entre Deus e Soares… um estava em todo o lado e o outro já lá tinha estado!
Na (re)eleição seguinte, ele voltou a vencer, desta vez facilmente, contra Basílio Horta. Não precisava do meu voto, mas eu entendi que ele o merecia – foi a minha forma de lhe dizer «obrigado», de agradecer (antecipadamente) a um republicano, socialista e laico me ter ajudado a tornar-me (ou a assumir-me como) um monárquico, conservador e cristão. Nunca me arrependi das duas vezes que desenhei um «x» à frente da sua fotografia – ao contrário do que aconteceu (por uma vez) com o seu sucessor. E é por isso que hoje, em que foi sepultado após um funeral de Estado, câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos – onde em 1985 assinou a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia – e três dias de luto oficial, prefiro, não tanto esquecer, mas não evocar os aspectos menos agradáveis do seu percurso, desde a sua participação na (desastrada) descolonização à sua terceira (e fracassada) candidatura presidencial em 2006, passando pelas revelações de Rui Mateus, a defesa que fez de José Sócrates e os cada vez mais infelizes (para não usar uma expressão mais desagradável) artigos de opinião no Diário de Notícias. Prefiro homenagear o opositor de António de Oliveira Salazar, o apoiante de Humberto Delgado, o discípulo de Agostinho da Silva. (Também no MILhafre.)  

sábado, dezembro 31, 2016

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2016

A literatura: «Triunfos», Francesco Petrarca (tradução de Vasco Graça Moura); «Dois Cavalheiros de Verona», «A queixa de um amante» e «O peregrino apaixonado», William Shakespeare; «Direitos do Homem», Thomas Paine; «Os Mil e Um Fantasmas», Alexandre Dumas; «História Universal da Infâmia» e «Ficções», Jorge Luis Borges; «A Engrenagem», Jean Paul Sartre; «História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar», Luís Sepúlveda; «SuperHomem/HomemMorcego - Melhores do Mundo», Dave Gibbons e Steve Rude.
A música: «Retrato», Rita Guerra; «Du Chant À La Une!», «Nº 2» e «L'Étonnant», Serge Gainsbourg; «Weasels Ripped My Flesh», «One Size Fits All», «Bongo Fury» (com Captain Beefheart) e «Sheik Yerbouti», Frank Zappa; «Greatest Hits», Demis Roussos; «Perfect Strangers», Deep Purple; «The Clash», Clash; «A Vida Secreta Das Máquinas», Rodrigo Leão; «Born To Run», Bruce Springsteen; «Music», Madonna; «The Last Tour On Earth» e «The Pale Emperor», Marilyn Manson; «I'm Your Man», Leonard Cohen; «One O'Clock Jump», Count Basie; «Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada», Vitorino; «Symphonie Fantastique» (pela Orquestra Sinfónica de Chicago dirigida por Claudio Abbado), Hector Berlioz.
O cinema: «Hansel e Gretel - Caçadores de Bruxas», Tommy Wirkola; «Fura-Casamentos», David Dobkin; «O Armário da Mágoa» e «Zero Escuro Trinta», Kathryn Bigelow; «O Segredo das Pedras Vivas», António de Macedo; «Espelho», Andrei Tarkovsky; «REP», Robert Schwentke; «Os Dispensáveis 2», Simon West; «Riddick», David Twohy; «Oz o Grande e Poderoso», Sam Raimi; «Sopra», Ted Demme; «Philomena», Stephen Frears; «Nós Somos os Miller», Rawson Marshall Thurber; «3.10 Para Yuma», James Mangold; «A Outra Mulher», Nick Cassavetes; «Recolha Total», Len Wiseman; «Inimigo», Denis Villeneuve; «O Lobo de Wall Street», Martin Scorsese; «A Purga», James DeMonaco; «Código-Fonte», Duncan Jones; «Elysium», Neill Blomkamp; «Um Método Perigoso», David Cronenberg; «Thérèse Desqueyroux», Claude Miller; «Cidade Escura», Alex Proyas; «Depois da Terra», M. Night Shyamalan; «Transcendência», Wally Pfister; «G. I. Joe - Retaliação», Jon M. Chu; «Sabotagem», David Ayer; «As Aventuras do Irmão Mais Esperto de Sherlock Holmes», Gene Wilder; «Oblívio», Joseph Kosinski; «Jack Reacher», Christopher McQuarrie; «Guerra Mundial Z», Marc Forster.
E ainda...: MoteLx 2016 - 10º Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa; ITV-País de Gales - «Roger Glover - Made In Wales»; «Nova Colecção Outono», (anúncio publicitário do) El Corte Inglés; «Love Without Violins», (vídeo musical dos) Gift; Biblioteca Nacional de Portugal - colóquio «Nos 350 Anos da Morte de D. Francisco Manuel de Melo» (organização IFLB/MIL) + exposição «"Lux Anima" - Um olhar sobre o acervo da Biblioteca de Évora» + exposição «Da "Feliz Lusitânia" à "Felix Belém" - 400 anos da fundação de Belém do Pará» + mostra «Delfim Santos - O filósofo do diálogo» + mostra «As mil e uma entradas no labirinto - Gottfried Wilhelm Leibniz» + mostra «Cervantes - A figura que se esconde por detrás da obra»; «A Apanhada» (primeira temporada), Helen Gregory e Jennifer Schuur; Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa - conferência internacional «Cidades Perdidas e Transformadas - Uma Perspectiva Digital»; «Ride 'Em On Down», (vídeo musical dos) Rolling Stones; «Convicção» (primeira temporada), Liz Friedlander e Liz Friedman; Fundação/Museu (do) Oriente - exposição «A Ópera Chinesa» + exposição «China hoje - A desafiar os limites» + exposição «Desorient Express - Dez peças em cerâmica de Bela Silva»; Câmara Municipal de VFX - Bienal de Fotografia 2016 de Vila Franca de Xira + exposição (no Museu Municipal) «Vila Franca de Xira, anos 40 a 50 do Século XX - Molduras de um Concelho».

domingo, dezembro 18, 2016

Orientação: Sobre cidadãos e cobaias, no Público

A partir de hoje, no sítio na Internet do jornal Público, está o meu artigo «Cidadãos ou cobaias?». Um excerto: «Em Portugal, e ao contrário de Angola e de Moçambique, que se recusam – felizmente, e esperemos que definitivamente – a recuar no tempo, a regredirem enquanto nações, esse novo “Estatuto do Indigenato” (...) (entrou) efectivamente (?) em vigor, por via da famigerada Resolução da Assembleia da República Nº 35/2008, de 29 de Julho. Para a revogar, para a repelir, para – literalmente – a rasgar, e, assim, as pessoas deste país deixarem de ser peões de interesses que lhes são estranhos e/ou externos, de serem cobaias em duvidosas “experiências filo(i)lógicas” dirigidas por pervertidos protegidos pelo poder político, e porque não basta que Murade Murargy dê a sua “autorização”, há que assinar e concluir a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico». (Também no MILhafre. Transcrição no Apartado 53 e no ILCAO.))

quarta-feira, dezembro 07, 2016

Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 5)…

… Escritos e publicados, desde Março último, nos seguintes blogs: Apartado 53 (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete); Horas Extraordinárias (um, dois); Delito de Opinião (um, dois, três, quatro, cinco, seis); Malomil; Corta-Fitas; Aventar; Do Portugal Profundo. E que aborda(ra)m, entre outros subtemas: a «despromoção» do Português no Vaticano; a arrogância (por avisar o presidente da República para «cumprir a lei»), e também a cobardia (por se recusar a debater), por parte de Malaca Casteleiro; as responsabilidades – e as culpas – de bastante editoras na propagação do «acordo ortográfico de 1990», incluindo a reedição de antigas colecções e de «obras clássicas» com ortografia alterada; o debate – e o dilema – entre reformar ou eliminar o AO90; a incerteza quanto à verdadeira posição – e a eventuais futuras acções – de Marcelo Rebelo de Sousa relativamente a este assunto; o insulto póstumo a Vasco Graça Moura feito pela Imprensa Nacional Casa da Moeda; porque o Diário de Notícias já não merece estar na Avenida da Liberdade; Francisco José Viegas e os «sovietes improvisados» da Escola Estatal nacional.

sexta-feira, novembro 25, 2016

Ocorrência: «… Verney…» no «Delito…»

O blog Delito de Opinião, através de Pedro Correia, apresentou como a sua «Sugestão: Um livro por dia» de hoje «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo», obra coordenada por mim, António Braz Teixeira e Renato Epifânio, e que contém os textos das comunicações apresentadas no congresso com a mesma designação realizado em 2013 na Biblioteca Nacional de Portugal e no colóquio realizado em 2014 na Universidade de Évora, a propósito e a pretexto dos 300 anos do nascimento do autor de «Verdadeiro Método de Estudar». (Também no MILhafre.)   

segunda-feira, novembro 21, 2016

Outros: Contra o AO90 (Parte 14)

«A criação de um discurso revisionista», «Os canibais» e «Pequeno tratado da anulação das almas», Olga Rodrigues; «… Porque o que anda por aí… é uma vergonhosa maneira de escrever…», «Um vírus altamente nocivo chamado AO90…», «Ninguém para o Acordo Ortográfico de 1990», «Terá o AO90 algo a ver com o “complexo de vira-lata” brasileiro?», «”Toda a lógica instrumental do AO90 é brasileira”», «A história do milagre da multiplicação da língua portuguesa depois do AO90» e «Investigação sobre o AO90», Isabel A. Ferreira; «Tristes tretas», «Esperar para ver», «Intoxicação acordista “a contrario”», «”Palheta”», «”O Triunfo dos Porcos”» e «Viva», João Pedro Graça; «Reflexão do dia (uma, duas)», «Os proletários e a aristocracia do ornitorrinco ortográfico», «Os péssimos “contatos” do Conselho Económico e Social», «O país das duas ortografias», «Escritores discordam do “acordo”», «Injúria póstuma a Graça Moura» e «Quando a tolice se torna lei», Pedro Correia; «Santana Lopes ou ortografia sem dogmas», «Diga “expectativa”!», «”Contate hoje mesmo!”» e «Ana Paula Laborinho defende a morte das variantes do português», António Fernando Nabais; «Carta-Aberta ao Ministro da Educação» e «Persistir contra o Acordo Ortográfico de 90», Maria do Carmo Vieira; «Inverter Pessoa», João André; «O ministro é sereno», «Espetadores flutuantes», «Falares há muitos, dizeres também», «O leite e a lata», «Dilema legendário», «Galiza? Venha ela», «Andamos ou andámos?», «Por umas letrinhas apenas» e «O Atlas, a língua e os seus delírios», Nuno Pacheco; «As elites bem falantes ou as noções básicas de democracia», Miguel Sousa Tavares; «A reversão mais valiosa para o futuro – acabar com o Acordo Ortográfico», José Pacheco Pereira; «Professor Martelo», João Pereira Coutinho; «Um amplo debate entre os países lusófonos?», «Marcelo Rebelo de Sousa e o Acordo Ortográfico de 1990», «História dos Fatos sociais e fator issues», «O Acordo Ortográfico de 1990 explicado por Dilma Rousseff», «À espera de Marcelo Rebelo de Sousa» e «Contra o Orçamento de Estado para 2017», Francisco Miguel Valada; «Acordar mal», Luciano Amaral; «O Acordo e a linguiça», João Gonçalves; «O desacordo», Joana Petiz; «Aos alunos portugueses e ao actual ministro da Educação», António Carlos Cortez; «Língua portuguesa – é a hora?», António Jacinto Pascoal; «A negligência na língua e na escrita é princípio da decadência dum país», Guilherme Valente; «Contra o acordo infame», António Guerreiro; «A roleta da língua», Ana Cristina Leonardo; «Vão-se catar», Luís Menezes Leitão; «Os inventores do indefensável AO», Teolinda Gersão; «Os falsos pressupostos do Acordo Ortográfico», Filipe Zau; «Redondo (des)acordo», José Antunes de Sousa; «A nova vida da ILC», «”A ortografia também é gente”», «Habeas Lingua», «Cidadania e Língua Portuguesa» e «No domínio da opinião», Rui Valente; «Carta aberta ao PR – O acordo ortográfico do nosso descontentamento», Maria Teresa Ramalho; «Inconstitucionalidades da resolução Nº 8/2011 (AO90)», Francisco Rodrigues Rocha e Ivo Miguel Barroso; «AO90, a fórmula do desastre» e «Tudo isto é português», Fernando Venâncio; «Uma exígua conceção de cidadania», João Santos; «O injustificável acordo orto(?)gráfico», Gastão Cruz; «Juro que não é embirranço…», J. Manuel Cordeiro; «Carta aberta a um assassino da Alma Portuguesa», Pedro Barroso; «Porque sou fiel àquilo em que acredito» e «Muito obrigado à equipa da ILC», Luís de Matos; «As palavras e os(f)actos», Viriato Teles; «Curta vida ao AO é o que eu lhes desejo», Fernando Proença; «Uma ilha à deriva», Diana Guerreiro; «Um acordo que nunca o foi, um estulto alvoroço, escusado», Hugo Pinto Santos. (Também no MILhafre.)

domingo, novembro 06, 2016

Ocorrência: «Descobriu-se» uma dissertação

Ainda a tempo da celebração do décimo aniversário da edição de «Os Novos Descobrimentos», livro escrito por mim e pelo meu amigo Luís Ferreira Lopes e editado pela Almedina em 2006, fica a informação – na verdade, mais uma curiosidade – de que existe (pelo menos) mais um trabalho académico, mais uma tese universitária, que cita aquela nossa obra e a integra na sua bibliografia…
… E essa tese, mais especificamente uma dissertação de doutoramento em Sociologia, tem por título «A construção da comunidade lusófona a partir do antigo centro – Micro-comunidades e práticas da Lusofonia», e é da autoria de Cármen Liliana Ferreira Maciel, que a apresentou e defendeu em 2010 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. As menções a «Os Novos Descobrimentos» estão nas páginas: 90 - «os jornalistas Luís Ferreira Lopes e Octávio dos Santos que alegam que, como consequência da consolidação da democracia e da (relativa) recuperação da economia, a produção cultural em língua portuguesa regista agora “uma nova dinâmica, em especial na literatura e na música. Começa-se – finalmente – a falar da guerra colonial”»; 122-123 – «Luís Ferreira Lopes e Octávio dos Santos (2006), ambos cientistas sociais e jornalistas, que acompanham o evoluir das relações entre o antigo centro e as ex-periferias, argumentam que a ideia de tal comunidade nasce do sonho de pensadores como Agostinho da Silva ou Gilberto Freyre e seus herdeiros culturais, para amadurecer no pensamento de homens como António de Spínola (autor de “Portugal e o Futuro”, de 1974) ou Joaquim Barradas de Carvalho (autor de “Rumo de Portugal”, também de 1974)»…
… E na página 344 através de uma dupla referência na lista das obras consultadas para o trabalho. Porém, numa delas o meu nome aparece como sendo… «Octácios»! Mais uma demonstração das continuadas (e intrigantes) dificuldades que aquele continua a suscitar junto de várias pessoas… e mais uma «variante» onomástica a juntar à «lista». 

sexta-feira, outubro 28, 2016

Opinião: Sobre «Q», na Nova Águia

A mais recente edição da revista Nova Águia (Nº 18, correspondente ao segundo semestre de 2016), que teve a sua primeira apresentação no passado dia 21 de Outubro n(o auditório d)a Biblioteca Nacional de Portugal, inclui, na página 268, uma recensão ao meu livro «Q – Poemas de uma Quimera» - editado no ano passado pelo Movimento Internacional Lusófono – escrita por Mendo Castro Henriques…
… Da qual transcrevo alguns excertos: «Um livro intrigado com um título intrigante, foi o que escreveu Octávio dos Santos. Intrigado, porque nele se descobre uma admiração sem fim pela pátria portuguesa, a par de uma crescente perplexidade e angústia perante a sua conjuntural situação. (…) Vai repartindo o seu amor e as suas dúvidas sobre um certo Portugal que se perfila entre tipos humanos, paisagens, situações e expectativas. (…) Retrata ou espreita avidamente a vida a acontecer, túrgida de emoções, mas sem imediato sentido, a que só a breve composição poética restitui significado num envelope literário que exprime um pensamento principal. (…) Octávio dos Santos ama o passado português. E quanto mais nele se revê, mais intrigado está com o futuro que surge ora cinzento, ora ameaçador, ora medíocre, ora negro.»
Relembro e realço que «Q – Poemas de uma Quimera» não se encontra à venda nas livrarias, podendo ser adquirido apenas através do MIL, quer por correio quer nos eventos que o Movimento regularmente realiza um pouco por todo o país. (Também no MILhafre.)

quinta-feira, outubro 20, 2016

Obituário: J. M. Paquete de Oliveira

Faleceu no passado dia 11 de Junho, e, se fosse vivo, completaria hoje 80 anos. É por isso que escolhi esta data para uma breve, mas sentida, evocação de, e homenagem a, José Manuel Paquete de Oliveira…
… Que foi um dos dois professores (entre aqueles que me deram aulas em escolas) que mais importância e influência exerceram na minha vida pessoal e profissional. No Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa tive-o não só como docente de Sociologia da Comunicação – primeiro na disciplina de introdução àquela, depois no seminário (especialização) da mesma e última fase da licenciatura, que incluiu a elaboração e a defesa de uma tese específica – mas também como colega no Conselho Directivo e em duas assembleias escolares, em anos decisivos para a expansão e o fortalecimento do ISCTE enquanto estabelecimento de ensino moderno e de referência em Portugal. Com ele confirmei a minha vocação… para a comunicação, precisamente, apesar de, durante algum tempo, me ter convencido que aquela seria concretizada na publicidade; e, de facto, realizei o estágio (por ele conseguido depois de insistência da minha parte), no âmbito do seminário, numa das empresas do grupo McCann Erickson, uma memorável experiência de três meses (e que me soube a pouco), mas o insucesso posterior em obter um emprego naquela ou em outra agência (e várias foram as que contactei nesse sentido) como que me convenceu a tentar de novo o jornalismo, no qual me iniciara no Notícias de Alverca e depois continuara no DivulgAcção, o boletim da Associação de Estudantes do ISCTE que co-fundei e que dirigi enquanto naquele permaneci.
Durante dois anos eu e Paquete de Oliveira mantivemos um convívio, e mesmo companheirismo, praticamente quotidiano. Depois, e nos últimos 25 anos, os contactos, as conversas, foram ocasionais, pontuais, e quase sempre por telefone – invariavelmente, era eu que lhe ligava, para lhe dar novidades minhas, onde estava, o que fazia, os livros que publicava, os projectos em que me envolvia. Sim, admito que fiquei desiludido, e algo magoado, devido ao pouco ou nenhum interesse que ele manifestava pelo percurso subsequente daquele que tinha sido (não duvido em afirmá-lo, e as classificações demonstram-no) um dos seus melhores alunos – uma circunstância quase de certeza resultante do conflito em que me envolvi com algumas instâncias do ISCTE no final da licenciatura, e no qual dele não recebi o apoio que esperava e que (penso que) merecia. A última vez que estive com ele foi em Março de 2013, aquando do funeral de Mário Murteira, onde fez uma intervenção marcada pela emoção, lembrando o seu amigo de tanto tempo – e que também faleceu no ano em que completaria 80 de vida, tal como, aliás, José Manuel Prostes da Fonseca, nosso colega no Conselho Directivo. E a última vez em que comunicámos foi em Março de 2015, por correio electrónico, em que esclareci o então Provedor dos Leitores do Público – o último cargo que desempenhou numa longa carreira repartida entre a universidade, a imprensa, a rádio e a televisão – sobre a causa e contexto de uma queixa de uma leitora daquele jornal relativa ao meu artigo «Apocalise abruto» (tratava-se, na verdade, de uma representante de uma das empresas «apanhadas» a usarem palavras inventadas na sequência da aplicação do AO90). Agora tranquiliza-me saber que as últimas palavras que me dirigiu foram de plena cordialidade e simpatia – e que, claro, foram correspondidas: «Desculpa a falta de formalismo como me dirijo a ti. Mas creio que seria hipócrita tratar-te sem reconhecer pessoalmente um interlocutor compassado de boas e amigas relações. Já calculava que irias aparecer, pois reconheço a tua militância convicta e activa contra o AO. Aliás, quando eu estava na RTP, falámos sobre este assunto.» 
Sobre José Manuel Paquete de Oliveira é de ler também o que escreveram Adelino Gomes, José Rebelo (este também meu professor no ISCTE e membro da equipa de Sociologia da Comunicação) e a Direcção Editorial do Público.

segunda-feira, outubro 10, 2016

Obras: «Luís António Verney…»

Na passada sexta-feira, 7 de Outubro, e tal como anteriormente anunciara, decorreu, na Biblioteca Nacional de Portugal, o colóquio (proposto e co-organizado por mim) «Nos 350 anos da morte de D. Francisco Manuel de Melo» - do qual já começaram a ser divulgadas imagens (e ao qual faltaram, da lista de oradores previstos, José Carlos Seabra Pereira e Manuel Ferreira Patrício). Expresso, como em prévias e semelhantes ocasiões, o meu obrigado a todos os que participaram, tanto na mesa como na assistência do auditório da BNP, neste evento, que encerrou com a «estreia», o lançamento daquele que é igualmente o meu novo livro…
… Intitulado «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo», editado pelo Movimento Internacional Lusófono (em parceria com a DG Edições, a mesma de «Q - Poemas de uma Quimera») e que reúne os textos das comunicações apresentadas, não só no congresso com a mesma designação, realizado, igualmente na BNP, a 16, 17 e 18 de Setembro de 2013 (ano em que se celebraram os 300 do nascimento do autor de «Verdadeiro Método de Estudar»), mas também as no colóquio «No Tricentenário de Luís António Verney», realizado na Universidade de Évora a 20 e 21 de Março de 2014. Após um demorado e cuidado processo de preparação e de revisão, eis a obra, com 36 autores, incluindo os coordenadores (co-organizadores) António Braz Teixeira, Renato Epifânio… e eu próprio, e ainda Ana Maria Moog, António Cândido Franco, Armando Martins, Augusto dos Santos Fitas, Francisco António Vaz, Duarte Ivo Cruz, Helena Nadal Sánchez, Jesué Pinharanda Gomes, Joaquim Domingues, João Príncipe, Jorge Teixeira da Cunha, José Eduardo Franco, José Gama, Luís Lóia, Luís Manuel Bernardo, Manuel Cândido Pimentel, Manuel Curado, Manuel Ferreira Patrício, Margarida Amoedo, Maria de Fátima Nunes, Maria do Céu Fonseca, Maria Manuela Martins, Mário Vieira de Carvalho, Marta Mendonça, Miguel Corrêa Monteiro, Miguel Real, Paulo Ferreira da Cunha, Pedro Martins, Rodrigo Sobral Cunha, Rui de Figueiredo Marcos, Samuel Dimas…
… e Helena Murteira e Maria Alexandra Gago da Câmara, minhas colegas no projecto Ópera do Tejo/Lisboa Pré-1755, e cujas intervenções reflectiram as investigações que temos vindo a efectuar naquele. Enfim, o certo é que, mais de dez anos depois, o meu romance «Espíritos das Luzes», tão incompreendido - e invectivado – por alguns, continua a dar (bons) frutos. (Também no Ópera do Tejo.)    

sábado, outubro 01, 2016

Orientação: SS com 550!

Hoje celebra-se mais um Dia Mundial da Música, o que significa também, no sítio da Simetria, a publicação de uma nova edição do projecto Simetria Sonora. E, tal como em edições anteriores, a esta grande lista foram adicionados 50 discos por mim considerados de ficção científica e de fantástico: são agora 550. Ilustra a de 2016 a imagem da capa de «Electric Ladyland», de Jimi Hendrix, lançado originalmente em 1968. A ouvir… e a descobrir. Tudo, e sempre!  

terça-feira, setembro 27, 2016

Outro(s): Que não aprende(m)…

… Apesar de, ironicamente, ser(em) professor(es): não satisfeito, aparentemente, pela «lição» que lhe dei em Junho, um suposto docente – que, indecentemente, advoga (a brincar? A sério?) a destruição de livros – voltou a demonstrar as suas insuficiências… didácticas e pedagógicas, e fê-lo com erros e mentiras – é ler, mesmo no final, «a pior leitura do ano». «Compassivo», concedi-lhe mais um, e breve, esclarecimento. Será suficiente desta vez? A ver vamos…
(Adenda - ... Já vi(mos), e não foi suficiente. A pessoa em causa decidiu reagir... algo frouxamente, e levou com outra curta «lição». Entretanto, em outro texto, num outro sítio, o mesmo indivíduo voltou a exibir a sua ignorância. Em ambos os casos, e depois de «apanhado», comportou-se novamente do mesmo modo - com imaturidade, com dichotes que, apesar de se pretenderem espirituosos, mais não são do que constrangedores. É curioso como há quem não consiga entender, e que se espante, que outros se recusem a «comer e calar».)

quarta-feira, setembro 21, 2016

Orientação: Sobre o Islão, no Público

Na edição de hoje (Nº 9654) do jornal Público, e na página 46, está o meu artigo «O problema está, é, (n)o Islão». Um excerto: «O cenário já se tornou rotineiro: após uma acção terrorista, vários são os comentadores, em Portugal e em todo o Mundo, cujas compaixão pelas vítimas e condenação dos verdugos são menores do que a preocupação relativa a um eventual aproveitamento que a “extrema-direita” fará do crime e aos possíveis apoio popular e ascensão eleitoral de que aquela beneficiará. Sim, é maior o medo que alguns sentem das palavras do que o das facas, balas e bombas; sim, é maior o medo que alguns sentem da “islamofobia” do que do extremismo islâmico… que justifica a “islamofobia”.»

sexta-feira, setembro 16, 2016

Organização: Agora também na Amazon (es)

Em resultado de um acordo de representação internacional que assinou com a distribuidora Arnoia e que anunciou a 10 de Agosto, a Fronteira do Caos tem agora todo o seu catálogo disponível na Amazon espanhola. O que significa, obviamente, que também «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País» e «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico» passaram a estar acessíveis para venda através da filial no país vizinho da empresa criada por Jeff Bezos. 

quarta-feira, setembro 07, 2016

Oráculo: Evocar FMdM, na BNP

De hoje a exactamente um mês, a 7 de Outubro próximo, decorrerá, no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, o colóquio «Nos 350 anos da morte de D. Francisco Manuel de Melo». É mais uma organização do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, do Movimento Internacional Lusófono e da revista Nova Águia, segundo e seguindo uma sugestão e uma iniciativa minhas, na sequência dos eventos similares (assentes em efemérides significativas) dedicados a Luís António Verney em 2013 (aquando dos 300 anos do nascimento) e a Afonso de Albuquerque em 2015 (aquando dos 500 anos da morte).
O homenageado em 2016 é um dos maiores nomes do Barroco português e peninsular. Nascido em 1608 tal como António Vieira, Francisco Manuel de Melo foi aventureiro, escritor, militar e político, e, à semelhança do padre jesuíta, desempenhou missões diplomáticas a favor do restaurado Reino de Portugal. Entre as suas obras destacam-se «Apólogos Dialogais», «Carta de Guia de Casados» e «O Fidalgo Aprendiz». Em 2008, aquando dos 400 anos do nascimento de ambos, o autor de «Sermões» recebeu um muito maior (na verdade, avassalador), e previsível, destaque do que o autor de «Epanáforas», facto que este evento procura agora, de certa forma – e insuficientemente – compensar.
A lista de oradores do colóquio inclui os nomes de Ana Paula Banza, António Braz Teixeira, Deana Barroqueiro, Duarte Ivo Cruz, Jesué Pinharanda Gomes, José Carlos Seabra Pereira, Manuel Cândido Pimentel, Manuel Curado, Manuel Ferreira Patrício e Teresa Amado.   

quarta-feira, agosto 31, 2016

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2016

A literatura: «Histórias da Terra e do Mar», Sophia de Mello Breyner Andresen; «Uma Voz na Revolução», Francisco de Sousa Tavares; «Os Simulacros», Philip K. Dick; «A Provocadora Realidade dos Mundos Imaginários», António de Macedo; «Estratégia dos Deuses», Erich Von Daniken; «Editor Contra - Fernando Ribeiro de Mello e a Afrodite», Pedro Piedade Marques; «O Nascimento da Tragédia», Friedrich Nietzsche; «A Encomendação das Almas», João Aguiar; «Procurado», J. G. Jones, Mark Millar e Paul Mounts.
A música: «Concerto Em Lisboa», Mariza; «The Real... 1941-1956 The Ultimate Collection», Frank Sinatra; «From Elvis In Memphis» e «Elvis Country (I'm 10000 Years Old)», Elvis Presley; «Art Official Age», Prince; «Off The Wall», Michael Jackson; «Outlandos D'Amour» e «Zenyatta Mondatta», Police; «25», Adele; «A Portrait Of...», Duke Ellington; «Lumpy Gravy» e «We're Only In It For The Money», Frank Zappa; «A Nod Is As Good As A Wink... To A Blind Horse», Faces; «Os Sobreviventes», «Era Uma Vez Um Rapaz» e «Rivolitz - O Melhor de... Ao Vivo 2», Sérgio Godinho; «Also Sprach Zarathustra» (pela Orquestra Filarmónica de Berlim dirigida por Gustavo Dudamel), Richard Strauss.
O cinema: «Cinderella», Kenneth Branagh; «Hotel Transilvânia 2», Genndy Tartakovsky; «Guia de Finais Felizes», David O. Russell; «O Marciano», Ridley Scott; «Célere», Ron Howard; «Capitão Falcão», João Leitão; «Procurando o Homem do Açúcar», Malik Bendjelloul; «Castelo no Céu», Hayao Miyazaki; «O Artista», Michel Hazanavicius; «Agora Tu Vês-me», Louis Leterrier; «Da Rússia com Amor», Terence Young; «A Vida Secreta de Walter Mitty», Ben Stiller; «Esse é o Meu Rapaz», Sean Anders; «Zootopia», Byron Howard e Rich Moore; «Hércules», Brett Ratner; «Chefe», Jon Favreau; «Sob a Pele», Jonathan Glazer; «Missão: Impossível - Protocolo Fantasma», Brad Bird; «Missão: Impossível - Nação Revolta», Christopher McQuarrie; «E Assim Vai Indo», Rob Reiner; «Panda do Kung-Fu 3», Alessandro Carloni e Jennifer Yuh Nelson; «Ronaldo», Anthony Wonke; «Deadpool», Tim Miller; «Morto e Meio», Don Michael Paul; «Surripia», Guy Ritchie; «Astérix e Obélix ao Serviço de Sua Majestade», Laurent Tirard; «Bronco Billy», Clint Eastwood. 
E ainda...: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - «CartoonXira 2016 - Cartoons do ano 2015 (António, Bandeira, Brito, Carrilho, Cid, Cristina, Gargalo, Gonçalves, Maia, Monteiro, Rodrigo)/ 25 anos de desenhos 1990-2015 (Cécile Bertrand)» (Celeiro da Patriarcal) + 5º Salão de Automóveis e Motociclos Clássicos de Vila Franca de Xira (Pavilhão Multiusos); «We're sorry, Harry Kane» (anúncio publicitário do Licor Beirão); Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - 86ª Feira do Livro de Lisboa; FNAC - exposição de fotografias de Jacques Van Wijlick «EVOA - Descubra o lado selvagem do Estuário do Tejo» (Vasco da Gama) + exposição de fotografias de Tiago Mota Garcia «Espelho Nosso» (Chiado); Museu do Neo-Realismo - exposição «Passageiro Clandestino Mário Dionísio 100 Anos» + exposição «Os Ciclos do Arroz»; Iron Maiden - «The Book of Souls World Tour 2016» - Meo Arena, 2016/7/11 (primeira parte, The Raven Age); Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «A saltar do livro - Livros pop-up» + exposição «"Livro do Desassossego - Desenhos de Sílvia Hestnes Ferreira» + exposição «Nascimento - De mar a mar, uma odisseia editorial» + exposição «Mário de Sá Carneiro, "o homem são louco"» + mostra «Horticultura para todos» + mostra «Ferreira de Castro - 100 anos de vida literária» + mostra «Timor-Portugal - Ontem e hoje»; «Daddy», (vídeo musical de) Psy; «O Círculo de Bletchley», Guy Burt; Museu da Lourinhã; «Nós somos os super-humanos» (anúncio da participação do Reino Unido nos Jogos Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro).  

domingo, agosto 21, 2016

Outros: Elogios a «Poemas»

Agosto já constitui para mim, e há pelo menos sete anos, também o «mês de Alfred Tennyson». Nascido a 6 (de 1809) e chegado a 25 (de 1859) para uma visita a Portugal, é em pleno Verão que eu procuro e, quando elas existem, divulgo, novidades interessantes relativas àquele escritor e/ou ao livro com traduções minhas de poemas seus editado em 2009. Desta vez reproduzo (devidamente corrigidos) comentários que encontrei recentemente na página do sítio Wook dedicada àquela obra.
Um, feito em Março de 2014, é de Tiago Silva: «Trata-se de um exemplo de uma boa sele(c)ção de poemas de um grande poeta da Inglaterra Vi(c)toriana.» Dois, feitos em 2016 (um em Julho, outro em Agosto), são de Valdenir Pessôa: «Sem (sombra) de dúvida um dos melhores poetas românticos da era vi(c)toriana, Alfred Tennyson sobressai em relação aos outros autores, principalmente com (a) sua obra “Idílios do Rei”, o poema que faz justiça ao mítico rei Arthur. Essa cole(c)tânea de poemas é a única (que eu saiba) publicada em língua portuguesa e a sele(c)ção (é) extraordinariamente bem elabora(da). Parabéns!»; «Já havia comentado antes da leitura pelo fa(c)to de ser(em) poemas de Tennyson. Mas ao ler os poemas, deparei-me com o que há de melhor na poesia romântica inglesa no período. Poemas cheios de magia, subje(c)tivismo e, como não, romantismo que afe(c)ta o sentimento de quem os lê. Excelente!»
É de referir que na página mencionada não constava uma imagem da capa do livro; porém, e após ter enviado uma mensagem de correio electrónico com uma em anexo, essa lacuna foi entretanto colmatada.