Foi há 10 anos. A 7 de Outubro de 2016 foi
apresentado na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, o livro «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo», de que fui
co-organizador, colaborador e revisor, que reuniu as comunicações apresentadas:
no congresso com o mesmo título, concebido e co-organizado por mim, realizado,
também na BNP, entre 16 e 18 de Setembro de 2013, ano em que se celebraram os
300 anos do nascimento do notável filósofo e ensaísta, autor, entre outras
obras fundamentais, do «Verdadeiro Método de Estudar» - a iniciativa havia por
sua vez sido apresentada numa conferência a 23 de Julho, dia do aniversário do
homenageado e em que eu fui um dos intervenientes, e complementada com uma
exposição alusiva entre Maio e Setembro, ambas na BNP; e no colóquio «No tricentenário de Luís António Verney», realizado no Colégio do Espírito Santo da Universidade
de Évora a 20 e 21 de Março de 2014. Há ainda a assinalar o colóquio «Para uma edição crítica da poesia de Verney», realizado na Faculdade de Letras da
Universidade do Porto entre 3 e 6 de Dezembro de 2013;
A obra lançada há precisamente uma década inclui
textos de 36 autores. Além de mim nela estão presentes Ana Maria Moog, António
Braz Teixeira, António Cândido Franco, Armando Martins, Augusto dos Santos
Fitas, Francisco António Vaz, Duarte Ivo Cruz, Helena Murteira, Helena Nadal
Sánchez, Jesué Pinharanda Gomes, Joaquim Domingues, João Príncipe, Jorge
Teixeira da Cunha, José Eduardo Franco, José Gama, Luís Lóia, Luís Manuel
Bernardo, Manuel Cândido Pimentel, Manuel Curado, Manuel Ferreira Patrício,
Margarida Amoedo, Maria Alexandra Gago da Câmara, Maria de Fátima Nunes, Maria
do Céu Fonseca, Maria Manuela Martins, Mário Vieira de Carvalho, Marta
Mendonça, Miguel Corrêa Monteiro, Miguel Real, Paulo Ferreira da Cunha, Pedro
Martins, Renato Epifânio, Rodrigo Sobral Cunha, Rui de Figueiredo Marcos e Samuel
Dimas.
Acentuando igualmente a passagem do tempo, o
congresso em 2013 e o livro em 2016 mereceram destaques em dois blogs nos quais
posteriormente deixei de ser bem-vindo, respectivamente o Malomil e o Delito de Opinião. Enfim, este projecto multifacetado dedicado à vida e à obra do notável
iluminista português constituiu mais um resultado, mais uma derivação, uma
consequência – para os anglófonos seria um «spin-off» - do meu livro «Espíritos das Luzes», no qual Luís António Verney é uma das personagens. (Também no Ópera do Tejo.)
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