... O que
plenamente justificava os desejos de «parabéns» antecipados que então expressei
ao diplomata. E, no dia seguinte,
4 de Julho, do Atlântico ao Pacífico, do Alaska ao Hawaii, os norte-americanos festejaram a sua pátria no seu principal
dia feriado, tendo
a Casa Branca e o Presidente Donald Trump assumido o papel e
o protagonismo principais, algo aliás perfeitamente previsível e inevitável. Há
que, porém, reconhecer que nem todos os norte-americanos sentem felicidade e
orgulho em serem... norte-americanos. Refiro-me, obviamente, aos de esquerda,
aos democratas, que, em especial desde 1976, aquando do bicentenário, sentem-se
cada vez menos patrióticos, e há
sondagens que o indicam. Essa atitude, esse
«estado de espírito», agravou-se compreensivelmente desde 2016, quando DJT
conquistou pela primeira vez a presidência, e,
uma década depois, foram muitos os
«burros», na política, nos media e no entretenimento, que se esforçaram para
expelir os mais ofensivos e/ou os mais ridículos disparates a despeito das (sem
dúvida saudáveis) exaltações nacionalistas: vejam-se, entre outros, os casos de
Adelita Grijalva,
Alicia Keys,
Sunny Hostin,
Chuck Todd,
Jasmine Crockett,
Kyle Kulinski,
Nicholas Kristof,
Robin Givhan e
Zohran Mamdani. A repulsa, a rejeição
da «
stars and stripes» e dos seus significados representa, mais do que um «padrão»,
uma «tradição» dos democratas que vem da Guerra Civil, durante a qual eles optaram
pela bandeira confederada; posteriormente, e além de queimarem regularmente o
símbolo nacional, foi frequente marcharem com outros estandartes dificilmente
consensuais como o arco-íris e o «palestiniano». Agora, compare-se, e
contraste-se, as «birras» injustificadas destes esquerdistas «cidadãos», que
não valorizam o que de positivo têm, com as reacções de surpresa, agrado e deslumbramento
por parte de muitos
estrangeiros de visita aos EUA, europeus e não só, para
assistirem aos jogos do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026. Estrangeiros esses
que se aperceberam, enfim, de que quase todos os órgãos de comunicação social
dos seus países, e também a maior parte dos dirigentes políticos, lhes mentiram
ao longo de anos e de décadas sobre a realidade da vida nos «
States». E isto
porque
a América suscita (muita) inveja há 250 anos, como bem salientou Alberto
Gonçalves.