No passado dia 24 de Abril, aquando de
uma audiência com a actual reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues,
entreguei exemplares de dois dos meus mais recentes livros para serem
oferecidos à biblioteca da escola onde fiz a minha formação universitária (em
Sociologia): «Nautas – O início da Sociedade da Informação em Portugal», de
2017, e «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», de 2012. São já, pois,
três as obras da minha bibliografia que agora integram o acervo daquele espaço:
já lá estava «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre
História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», de 2006, escrito com Luís
Ferreira Lopes, e que inclui o artigo «Vozes pela Lusofonia – propostas de estratégia
para o “reencontro de culturas”», publicado pela primeira vez em 1994 na edição
Nº 15 da revista Finisterra, e que também consta, separadamente, dos materiais disponíveis
e referenciados.
domingo, maio 20, 2018
segunda-feira, abril 30, 2018
Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2018
A literatura: «Ulisses», Maria Alberta Menéres; «A Europa e o Mar», Michel Mollat du Jourdin; «Cartas para El-Rei D. Manuel I», Afonso de Albuquerque; «Auto da Índia», Gil Vicente; «As Grandes Batalhas - Banzai! De Pearl Harbor a Hiroxima», Pierre Dupuis; «O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar», Yukio Mishima; «Senhor das Moscas», William Golding; «O Velho e o Mar», Ernest Hemingway; «A ilha», João Henriques; «Pena de papagaio», AMP Rodriguez.
A música: «Dois Selos E Um Carimbo», Deolinda; «Brotherhood Of The Snake», Testament; «Belus», Burzum; «Rage Against The Machine», Rage Against The Machine; «Heaven Upside Down», Marilyn Manson; «Fura Fura», José Afonso; «Kick Out The Jams», MC5; «Fire And Water», Free; «Van Halen», Van Halen; «If You Want Blood You've Got It», AC/DC; «Cairo», Táxi; «Porcupine», Echo & The Bunnymen; «Fisherman's Box - The Complete Fisherman's Blues Sessions 1986-88», Waterboys; «Republic», New Order; «Exciter», Depeche Mode; «À Flor Da Pele», UHF; «Moody Blue», Elvis Presley; «Tinsel Town Rebellion», Frank Zappa; «Popular Problems», Leonard Cohen; «Court And Spark», Joni Mitchell; «Popless», GNR; «Déjà Vu», Crosby, Stills, Nash & Young; «Let It Be», Beatles; «Live/Dead», Grateful Dead; «Goodbye», Cream; «Ao Vivo Na Antena 3», Xutos & Pontapés; «Water Music», George Frideric Handel (pela Orquestra Barroca de Amsterdão dirigida por Ton Koopman); «Tafelmusik», Georg Philip Telemann (pelo Ensemble Il Fondamento dirigido por Paul Dombrecht).
O cinema: «Homicida - Agente 47», Aleksander Bach; «La La Land», Damien Chazelle; «Guardiões da Galáxia, Vol. 2», James Gunn; «Beleza Colateral», David Frankel; «Trasgos», Mike Mitchell; «Piratas das Caraíbas - Homens Mortos Não Contam Histórias», Espen Sandberg e Joachim Ronning; «Larry Crowne», Tom Hanks; «Jason Bourne», Paul Greengrass; «Luar», Barry Jenkins; «Bolo de Camadas», Matthew Vaughn; «Júpiter Ascendendo», Andrew Wachowski e Laurence Wachowski; «Efeitos Secundários», Steven Soderbergh; «Ela», Paul Verhoeven; «Passageiros», Morten Tyldum; «Holofote», Tom McCarthy; «O Fundador», John Lee Hancock; «A Múmia», Alex Kurtzman; «Dunquerque», Christopher Nolan; «Suspiria», Dario Argento; «O Caminho de Volta», Peter Weir; «Capote», Bennett Miller; «Clube de Compradores de Dallas», Jean-Marc Vallée; «John Wick - Capítulo 2», Chad Stahelski; «Vergonha», Steve McQueen; «Alienígena - Covenant», Ridley Scott; «Loura Atómica», David Leitch; «A Duquesa», Saul Dibb; «Os Maias - Cenas da Vida Romântica», João Botelho; «Quem Está Batendo à Minha Porta», Martin Scorsese; «Mulher-Maravilha», Patty Jenkins; «Homem-Aranha - Regresso a Casa», Jon Watts; «A Mexicana», Gore Verbinski.
E ainda...: Museu do Neo-Realismo - exposição «Miúdos, a vida às mãos cheias - A infância do Neo-Realismo português» + exposição «Cosmo/Política # 1 - A sexta parte do Mundo»; Prémio de Jornalismo Cultural 2018 da Sociedade Portuguesa de Autores - Nuno Pacheco; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «O Tempo das Imagens II - Obra gráfica do Centro Português de Serigrafia» + exposição «MDM (1968-2018) - 50 anos - Mulheres fazendo História» + exposição «Letra perfeita e clara que se pode ler sem óculos - Nos 550 anos da morte de Gutenberg» + mostra «Frankenstein: 200 anos» + mostra «Nureyev no espólio de Alberto de Lacerda» + mostra «Saúde Natural em Portugal (Séculos XIX-XXI)» + mostra «A Biblioteca do Museu Português da Grande Guerra» + mostra «Tomás da Fonseca (1877-1968)» + mostra «José Francisco Arroyo (1818-1886)» + mostra «O Agora... é tudo o que temos - Constança Capdeville (1937-1992)» + mostra «Maria José Marinho: 90 anos»; FNAC - exposição de fotografias de Luís Preto «Maciço Antigo» (Chiado) + exposição de ilustrações (de vários autores) «Imagens que contam» (Vasco da Gama); ISCTE-IUL/Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas - conferência «Editoras e edições subversivas em ditadura: um exemplo de pluralismo limitado em regimes autoritários?» com Filipa Raimundo e Pedro Piedade Marques; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «CartoonXira 2018/Cartoons do ano 2017 + Desenhos Desordenados/Oscar Grillo» (Biblioteca Municipal de VFX/Fábrica das Palavras); Direcção-Geral da Administração da Justiça - exposição de pintura e cerâmica «Porque» de Luís Gonçalves e Sandra Trindade.
segunda-feira, abril 16, 2018
Oráculo: Nova antologia no Outono
Depois de «A República Nunca Existiu!»,
em 2008, e de «Mensageiros das Estrelas», em 2012, uma terceira antologia
colectiva de contos de ficção científica e fantasia por mim concebida e
organizada – e em que também participo – deverá ser publicada e apresentada
neste ano de 2018, mais concretamente no Outono. Porém, e ao contrário das
outras duas, todos os contos estarão escritos em Inglês: o seu objectivo é,
será, (contribuir para) divulgar a FC & F portuguesa no estrangeiro.
A Editorial Divergência aceitou, após
proposta minha feita ao seu director Pedro Cipriano em Dezembro último,
produzir e lançar este livro. Recordo que esta é a editora que recomendei ao
saudoso António de Macedo para a publicação daquele que viria a ser o seu
último romance, «Lovesenda ou o Enigma das Oito Portas de Cristal». Aliás, esta
ligação entre escritor e empresa persiste: no próximo mês deverá ser editada
uma póstuma colectânea de contos intitulada «O Terceiro Chega em Maio»; e foi
criado o Prémio António de Macedo, cuja primeira edição tem como data limite de
submissão de originais (de romances) o próximo dia 30 de Junho.
Entretanto, este meu novo projecto já
assegurou a colaboração de vários autores, tendo mais de metade deles já
enviado os seus textos. Assim que for justificável e oportuno serão divulgadas
mais informações relevantes com ele relacionadas. (Também no Simetria.)
quarta-feira, março 21, 2018
Ocorrência: «Nautas» em destaque…
…
Na Biblioteca Municipal de Alverca,
durante este mês de Março. O meu mais recente livro publicado está, desde o passado dia 1 e até ao próximo dia 31 (a não ser que entretanto tenha sido requisitado), num expositor, ornado com a designação
«Escritores cá da nossa terra», colocado à entrada daquela biblioteca – que,
aliás, tem uma «colecção» quase completa das minhas obras (no momento em que escrevo só faltam duas), por
mim oferecidas (e autografadas) à medida que foram saindo ao longo dos anos.
Agradeço à equipa da BMA a atenção e a distinção pela segunda vez – a primeira foi em Abril de 2016, e relativa a «Q – Poemas de uma Quimera». Este,
aliás, pode ser uma leitura apropriada hoje, Dia Mundial da Poesia; e, tal como
«Nautas», integra a crescente colecção de edições do Movimento Internacional Lusófono. (Adenda - Afinal, o período de «exposição» de «Nautas» na BMA foi prolongado até 31 de Maio, e poderá ainda prolongar-se...)
domingo, fevereiro 25, 2018
Outros: Que merecem ser divulgados…
… Mais
concretamente, alguns amigos e/ou colegas de profissão e/ou de «vocação», com
projectos recentes e/ou com presenças próximas em eventos interessantes e
relevantes, sempre de algum modo relacionados com a cultura.
Pedro Piedade Marques estará presente amanhã, 26 de Fevereiro, no
ISCTE-IUL (edifício II, piso 2, auditório B2-03-Ferreira de Almeida), em
Lisboa, para participar – juntamente com Filipa Raimundo e Daniel Melo, e entre
as 18 e as 20 horas – na conferência «Editoras
e edições subversivas em ditadura: Um exemplo do pluralismo limitado em regimes
autoritários?» Este é indubitavelmente um tema em que PPM está
particularmente à vontade, como o demonstra a sua autoria do livro «Editor Contra – Fernando
Ribeiro de Mello e a Afrodite» (publicado em 2015) e a sua co-autoria do
livro «Portugal em Sade,
Sade em Portugal, seguido de o “affaire Sade” em Lisboa» (publicado em 2017).
É sempre de relembrar e de realçar que o Pedro fez a capa, o desenho gráfico e/ou a paginação de três dos meus livros: «Poemas» de Alfred Tennyson, «Um Novo
Portugal – Ideias de, e para, um País» e «Mensageiros das Estrelas».
João
Barreiros estará presente sexta-feira, 3 de Março, a partir das 15 horas, na
Pensão Amor (Rua do Alecrim, 19), em Lisboa, para a primeira apresentação
do seu novo livro, intitulado «Crazy Equóides». O autor descreve a obra
como «uma space
opera comme il faut, cheia
daquele tipo de maldades que se impõem nestas situações, o primeiro de um ciclo
hipotético de outras novelas ao qual vou dar o nome genérico de “O Fim do
Exoceno”.» E garante que quer «todos e todas lá, no local combinado, com as
caudas a dar a dar, com o objectivo de assistirem aos momentos derradeiros de
uma espécie alienígena nada fofinha que vagamente se assemelha a centauros TS».
Parece… prometedor?
Deana Barroqueiro lançou o seu mais recente livro em Novembro de 2017: «1640», um romance que revisita a restauração da independência de Portugal pelas perspectivas mais ou menos ficcionadas de quatro figuras históricas da época – Brás Garcia Mascarenhas, Violante do Céu, Francisco Manuel de Melo e António Vieira. É uma obra grande também pelo número de páginas… 880, e todas «desacordizadas», o que é de enaltecer. Recorde-se que DB esteve presente, a meu convite, como oradora nos colóquios dedicados a Afonso de Albuquerque (em 2015) e, precisamente, a Francisco Manuel de Melo (em 2016), que eu concebi e co-organizei no âmbito do Movimento Internacional Lusófono.
Bruno Martins Soares criou um novo blog, Hyperjumping, tendo nele publicado o seu primeiro texto a 6 de Novembro último; é um espaço onde, em Inglês, ele dá as suas opiniões sobre literatura, cinema e televisão; representa como que um complemento, noutra língua, ao que ele tem feito no Simetria.
Deana Barroqueiro lançou o seu mais recente livro em Novembro de 2017: «1640», um romance que revisita a restauração da independência de Portugal pelas perspectivas mais ou menos ficcionadas de quatro figuras históricas da época – Brás Garcia Mascarenhas, Violante do Céu, Francisco Manuel de Melo e António Vieira. É uma obra grande também pelo número de páginas… 880, e todas «desacordizadas», o que é de enaltecer. Recorde-se que DB esteve presente, a meu convite, como oradora nos colóquios dedicados a Afonso de Albuquerque (em 2015) e, precisamente, a Francisco Manuel de Melo (em 2016), que eu concebi e co-organizei no âmbito do Movimento Internacional Lusófono.
Bruno Martins Soares criou um novo blog, Hyperjumping, tendo nele publicado o seu primeiro texto a 6 de Novembro último; é um espaço onde, em Inglês, ele dá as suas opiniões sobre literatura, cinema e televisão; representa como que um complemento, noutra língua, ao que ele tem feito no Simetria.
quinta-feira, fevereiro 01, 2018
Ocorrência: 10 anos «sem» República
Pode
custar a acreditar, mas é verdade: «A República Nunca Existiu!» foi editada há
uma década. A antologia colectiva de contos de história alternativa, que eu
concebi, organizei e em que participei, surgiu em Janeiro de 2008 também como
uma forma de assinalar o centenário do Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908. Um
facto… real, verdadeiro, mas infeliz, trágico, para o país, serviu de pretexto,
de mote, para a escrita de narrativas curtas que imaginaram um Portugal
diferente em que a Monarquia não só não foi derrubada como até se viu
reforçada.
Em termos de impacto mediático, «A República Nunca Existiu!» constituiu indubitavelmente, até agora, o meu projecto literário de maior sucesso. Sobre ele foram feitas referências, notícias, menções, alusões, na Bang!, Blitz, Diário de Notícias, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Jornal do Modelo (!), (a entretanto extinta revista) Os Meus Livros, Público, RTP (tanto rádio, pelo programa «À Volta dos Livros», em que fui entrevistado, como televisão, pelo (entretanto extinto) programa Câmara Clara), Sol, Tempo Livre e Visão. Fora da comunicação social tradicional, o livro foi também objecto de uma considerável cobertura blogosferérica, tendo sido citado no Almanaque Republicano, Bad Books Don’t Exist, Companhia dos Animais, Correio do Fantástico, Estante de Livros, Fórum Defesa, Innerspace, Muito Para Ler, Segredo dos Livros, Somos Portugueses, Tecnofantasia… e, obviamente, no Simetria. Posteriormente, viria a ter página própria no GoodReads. Mais importante e significativo, a antologia foi incluída no Uchronia, sítio agregador de obras de história alternativa em todo o Mundo, um feito que se ficou a dever a Gerson Lodi-Ribeiro, um dos 14 autores que participaram no livro e, na verdade, um dos seus inspiradores…
Em termos de impacto mediático, «A República Nunca Existiu!» constituiu indubitavelmente, até agora, o meu projecto literário de maior sucesso. Sobre ele foram feitas referências, notícias, menções, alusões, na Bang!, Blitz, Diário de Notícias, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Jornal do Modelo (!), (a entretanto extinta revista) Os Meus Livros, Público, RTP (tanto rádio, pelo programa «À Volta dos Livros», em que fui entrevistado, como televisão, pelo (entretanto extinto) programa Câmara Clara), Sol, Tempo Livre e Visão. Fora da comunicação social tradicional, o livro foi também objecto de uma considerável cobertura blogosferérica, tendo sido citado no Almanaque Republicano, Bad Books Don’t Exist, Companhia dos Animais, Correio do Fantástico, Estante de Livros, Fórum Defesa, Innerspace, Muito Para Ler, Segredo dos Livros, Somos Portugueses, Tecnofantasia… e, obviamente, no Simetria. Posteriormente, viria a ter página própria no GoodReads. Mais importante e significativo, a antologia foi incluída no Uchronia, sítio agregador de obras de história alternativa em todo o Mundo, um feito que se ficou a dever a Gerson Lodi-Ribeiro, um dos 14 autores que participaram no livro e, na verdade, um dos seus inspiradores…
… E o conceituado escritor
brasileiro de Ficção Científica e Fantasia voltou recentemente a abordar a
experiência de que, há dez anos, fez parte. Tal aconteceu no seu novo blog, Cenários Históricos Alternativos: «Nunca cogitara escrever uma narrativa de Império
Alternativo, até receber o convite para participar da antologia “A
República Nunca Existiu!” (2008). Desafio aceito, cumpria arbitrar
um ponto de divergência capaz de estabelecer um cenário histórico minimamente
plausível. Daí, a divergência do conto “Primos de Além-Mar” é a sobrevivência
de Pedro Afonso, filho de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina, que pereceu em
1850 aos dezoito meses de idade em nossa linha histórica. Mal saído da
adolescência, esse príncipe imperial se torna o grande herói da última fase da
Guerra do Paraguai, ao capturar Solano Lopez e trazê-lo vivo para cumprir pena
no Rio de Janeiro. Em 1908, a presença de Dom Pedro Henrique, filho de Dom
Pedro III do Brasil, em Lisboa frustra o atentado regicida contra a vida de Dom
Carlos, garantindo assim a permanência da Casa Bragança em tronos nas duas
margens do Atlântico. A (acção) desse conto se desenrola na década de
1930, época em que o rei de Portugal fugiu para o exílio no Império do Brasil,
quando seu país foi invadido pelas forças de Franco, apoiadas pela Alemanha
Nazista. A maior parte da narrativa se dá ao longo de uma caçada de onça
na região serrana nas cercanias da cidade de Petrópolis. Um análogo português
dos cenários de Impérios do Brasil Alternativos é a sobrevivência da monarquia
em Portugal até os dias de hoje. Organizada por Octávio dos Santos, a
recém-citada antologia temática “A República Nunca Existiu!” (2008)
reuniu algumas narrativas interessantes de Reinos de Portugal Alternativos. O
ponto de divergência é praticamente o mesmo nos nove trabalhos considerados
como Reinos de Portugal Alternativos: o regicídio de 1908 malogra e a monarquia
sobrevive no país.»
Era meu objectivo publicar
um segundo volume d’«A República Nunca Existiu!» em 2010, aquando do centenário
da implantação da República em Portugal. Porém, a Saída de Emergência, através
do seu fundador e editor principal, não cumpriu a palavra dada, não honrou a
promessa feita, não respeitou um contrato assinado. A «Parte 2» viria a sair,
enquanto um dos seus capítulos, em outra antologia colectiva de contos de FC
& F por mim concebida e organizada, «Mensageiros das Estrelas», lançada em
2012 pela Fronteira do Caos aquando da (e na) segunda edição do colóquio com o
mesmo nome, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entre
os autores que participaram na «sequela» destacou-se António de Macedo, a quem,
aliás, o livro de 2008 havia sido dedicado. (Também no MILhafre e no Simetria (aqui em versão alargada).)
segunda-feira, janeiro 15, 2018
Orientação: Os meus livros na BNP
A minha ligação à Biblioteca Nacional de Portugal tem já vários anos, e não apenas enquanto regular visitante e/ou
utilizador. Na verdade, fui, sou, mecenas da instituição – em 2004 paguei o restauro de um exemplar de «O Uruguai», uma das obras fundadoras da literatura do Brasil, no âmbito do programa «Salve um Livro» promovido pela BNP. E,
claro, tenho sido um colaborador regular, e desde 2006, na organização de colóquios na Biblioteca, por mim concebidos e propostos - através, mais
recentemente, do Movimento Internacional Lusófono e do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, organizações de que sou membro - dedicados a grandes
individualidades da história e da cultura portuguesas tais como Francisco de Holanda, Francisco Manuel de Melo, Afonso de Albuquerque e Luís António Verney.
Porém, e obviamente, é a função principal,
primordial, da Biblioteca Nacional de Portugal enquanto depositária, e guardiã,
de (se possível) todos os livros editados no nosso país (e não só) que assume
também para mim a maior importância. Na verdade, não é só na minha casa que
existe uma colecção completa dos meus livros editados até agora – dez, desde
«Visões» (2003) até «Nautas – O início da Sociedade da Informação em Portugal»
(2017): na grande casa da cultura situada no Campo Grande esses volumes também
existem, devidamente catalogados e conservados para presentes e futuros
interessados, e a respectiva lista pode ser vista aqui. No entanto, nem todos
estão representados pelas suas capas, pois a BNP só começou a digitalizar as
mesmas nos últimos cinco anos.
domingo, dezembro 31, 2017
Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2017
A literatura: «Leandro, Rei da Helíria», Alice Vieira; «Sob a Águia», Simon Scarrow; «Designers Portugueses - João Abel Manta», Pedro Piedade Marques; «Indignação Endireitada - Desculpem-me Enquanto eu Salvo o Mundo!», Andrew Breitbart; «Tempo da Música, Música do Tempo», Eduardo Lourenço (com Barbara Aniello); «O Avesso e o Direito» e «Discursos da Suécia», Albert Camus; «Contos Pouco Prováveis», Ana Cristina Luz; «Super-Homem & Homem-Morcego - Poder Absoluto», Carlos Pacheco, Jeph Loeb, Jesus Merino e Laura Martin; «Rara Mente», Luís Lamancha; «Bestas Fantásticas e Onde Encontrá-las», J. K. Rowling (sob o pseudónimo Newt Scamander); «Movendo», Bruno Martins Soares.
A música: «No Dia Em Que O Rei Fez Anos», José Cid & Green Windows; «Bridges To Babylon», Rolling Stones; «Works - Volume 1», Emerson, Lake & Palmer; «Earthling», David Bowie; «Darkness On The Edge Of Town», Bruce Springsteen; «No Jardim Da Celeste», Banda do Casaco; «The Silent Force», Within Temptation; «Mutter», Rammstein; «The Book Of Souls», Iron Maiden; «Just Push Play», Aerosmith; «New Faces», Dizzy Gillespie; «Survival», Bob Marley & The Wailers; «Mr. Tambourine Man», Byrds; «Eat A Peach», Allman Brothers Band; «Sleep Dirt», Frank Zappa; «Contos Velhos Rumos Novos», José Afonso; «Viva!», Roxy Music; «Green», R.E.M.; «Bullet In A Bible», Green Day; «Kid A», Radiohead; «Todos Os Dias», Amélia Muge; «Minutes To Midnight», Linkin Park; «Absolution», Muse; «Tristan Und Isolde», Richard Wagner (por Blanche Thebom, Dietrich Fischer-Dieskau, Josef Greindl, Kirsten Flagstad, Ludwig Suthaus, Rudolf Schock, e outros, com a Orquestra Filarmonia de Londres e o Coro da Casa Real de Ópera de Convent Garden sob a direcção de Wilhelm Furtwangler).
O cinema: «O Contabilista», Gavin O'Connor; «A Gaiola Dourada», Ruben Alves; «Tommy», Ken Russell; «Miles à Cabeça», Don Cheadle; «Atirador», Antoine Fuqua; «Lar da Menina Peregrine para Crianças Peculiares», Tim Burton; «Veredas», João César Monteiro; «Homens-X - Apocalipse», Bryan Singer; «Jack Reacher - Nunca Voltes Atrás», Edward Zwick; «Juventude», Paolo Sorrentino; «Alice Através do Vidro de Olhar», James Bobin; «Equipa América - Polícia Mundial», Trey Parker; «Madrugada dos Mortos», Zack Snyder; «Logan», James Mangold; «Ofício de Guerra», Duncan Jones; «Doutor Strange», Scott Derrickson; «Festa da Salsicha», Conrad Vernon e Greg Tiernan; «Ponte de Espiões», Steven Spielberg; «Esquadrão Suicida», David Ayer; «Django Desacorrentado» e «Os Oito Odiosos», Quentin Tarantino; «Alta Fidelidade», Stephen Frears; «Encosta de Hacksaw», Mel Gibson; «O Regressado», Alejandro G. Iñárritu; «Ela», Spike Jonze; «Revolta Um - Uma História de Guerra das Estrelas», Gareth Edwards; «Creed», Ryan Coogler; «Fantasma na Concha», Rupert Sanders; «A Rapariga no Comboio», Tate Taylor; «Repartido», M. Night Shyamalan; «Os Homens dos Monumentos», George Clooney; «Os Jogos da Fome - Tordogaio, Parte 1» e «Os Jogos da Fome - Tordogaio, Parte 2», Francis Lawrence; «O Gabinete do Ajustamento», George Nolfi; «Os Beatles - Oito Dias Por Semana - Os Anos de Digressão», Ron Howard; «Coco Antes de Chanel», Anne Fontaine; «Silêncio», Martin Scorsese; «Moana», John Musker e Ron Clements; «Além de Uma Dúvida Razoável», Peter Hyams; «Jogos de Rena», John Frankenheimer.
E ainda...: «Lift», (vídeo musical dos) Radiohead; FNAC - exposições de fotografias de Mariana Lopes/«Limbo», de Ana Borges/«Terrain Vague» e de Ricardo Sousa Lopes/«Janela Para Lá» (Vasco da Gama); Biblioteca Nacional de Portugal - colóquio «Francisco de Holanda (1517-2017) - Pintura e Pensamento» (em co-organização com o Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e Movimento Internacional Lusófono) + exposição «A Biblioteca dos Passeios e Arvoredos (Lisboa, 1875)» + exposição «Oh, Vida, sê bela! - Alberto de Lacerda (1928-2007)» + exposição «Os Carmelitas no mundo português» + mostra «Prémios Nobel da literatura ibero-americana» + mostra «Portugal Futurista e outras publicações de 1917» + mostra «Mário Saraiva - O percurso de um doutrinador» + mostra «Delfim Maya (1886-1978)» + mostra «"O melhor jornal para rapazes" - 70 anos do Camarada» + mostra «"A Morte Lenta - Memórias de um Sobrevivente de Buchenwald", de Emile Henry»; «"4 Diabos" - Traços de um filme perdido (documentário incluído na edição especial em Blu-Ray e DVD de "Nascer do Sol" de F. W. Murnau)», Janet Bergstrom; «Sand Art/Arte Areia - Praia da Torre + Oeiras», Emanuel Rosa; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - exposição «O Ribatejo na obra de Delfim Maya - Escultor do movimento» (Museu Municipal) + exposição «Outros olhares sobre a Grande Guerra» (Celeiro da Patriarcal) + mostra «Combatentes de Alverca do Ribatejo na Grande Guerra» (Núcleo Museológico de Alverca); «Lying With You», (vídeo musical de) Charlotte Gainsbourg; «Senna, o teste - 1992. Ayrton Senna. IndyCar?», (documentário de) Marshall Pruett e Travis Long.
quarta-feira, dezembro 20, 2017
Outros: O livro do Delito
Neste ano de 2017 que está prestes a
terminar recebi três convites de Pedro Correia, e todos aceitei. O primeiro foi
para a apresentação do seu livro «Política de A a Z» - que escreveu com Rodrigo
Gonçalves – a 26 de Janeiro no El Corte Inglés; estive lá e adquiri o meu
exemplar, que foi autografado pelos dois autores. O segundo foi para eu
escrever e publicar no blog Delito de Opinião um texto no âmbito da rubrica
«Convidados» (de outros blogs); em consequência, o meu artigo «Mulheres de(s)arma(da)s»
foi publicado no DdO a 19 de Julho, e tal constituiu para mim uma honra. O terceiro foi para eu participar na subscrição prévia e pública, pelo sistema de crowdfunding,
do livro «Delito de Opinião desde 2009 – Uma Antologia», o que fiz a 30 de
Novembro; neste momento ainda faltam 55 apoiantes dos 160 necessários para o
financiamento da edição, pelo que deixo a sugestão… e o convite aos que me lêem
aqui no Octanas para que sejam também «mecenas» daquela obra; considerem esse
contributo como uma diferente, e mesmo original, prenda de Natal, de que vários
beneficiarão. (Referência no Delito de Opinião.)
quinta-feira, dezembro 14, 2017
Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 6)…
… Escritos
e publicados, desde Dezembro último (sim, do ano passado), nos
seguintes blogs (e um jornal): Malomil (um, dois, três); MILhafre; Horas Extraordinárias; Delito de Opinião (um, dois, três quatro, cinco); Rascunhos
(um, dois); Intergalactic Robot; Jornal de Negócios; 31 da Armada; Apartado 53.
E que abord(ar)am, entre outros subtemas: a conveniência, a justeza, e até a
obrigatoriedade moral, de não se comprar livros escritos e impressos em
sujeição ao AO90; a diferença entre erros de acentuação e erros «acordistas»; os
«paradoxos» do AO90 que só se resolvem… acabando com ele; indignação e vergonha
pela atribuição a José Carlos de Vasconcelos do Prémio de Cidadania Cultural Vasco
Graça Moura; degradação do jornalismo e dos jornalistas (que não merecem
carteira profissional) em Portugal devido à submissão ao AO90; A Origem das
Espécies não merece selecção; (ainda maiores) extremos na supressão de
consoantes induzidos pelo AO90; a contradição, e até hipocrisia, de um político
(e outros haverão) que se queixa do nefasto «legado» de José Sócrates mas que, porém,
usa o «acordês»; a cobardia d(e uma grande parte d)os professores, que se
manifestam e entram em greve pelos seus salários e pelas suas carreiras mas não
contra as formas e os conteúdos do ensino, com destaque (negativo) para o AO90,
cujas (previsíveis) consequências negativas já se fazem sentir.
sexta-feira, dezembro 01, 2017
Observação: Mais protagonismo, menos protocolo
No
passado dia 15 de Março recebi (mais) uma mensagem de correio electrónico da
Real Associação de Lisboa, de que sou membro. O tema era uma petição, apoiada
pela Causa Real e pela sua associação distrital mais representativa, com o
título (e objectivo) «inclusão do Duque de Bragança na lei do protocolo do Estado». Após leitura da, e reflexão sobre a, referida petição, decidi que não
a assinaria.
O
motivo da minha decisão, da minha posição nesta questão, não está,
evidentemente, em eu considerar que D. Duarte Pio não é merecedor de respeito,
individual e institucional, que não é digno de reconhecimento oficial em
cerimónias públicas. Muito pelo contrário: é exactamente por eu não duvidar de
que o herdeiro do trono de Portugal merece um estatuto acima de qualquer
suspeita que eu acredito que ele não deve ter qualquer tipo de presença ou de
pertença a este Estado, a este regime, a esta terceira república, que, no
seguimento das duas que a precederam, embora de diferentes – mas sempre
deprimentes, mental e materialmente – formas, tanto tem prejudicado este país
em geral e as suas pessoas em particular. Uma terceira república marcada por:
permanente incapacidade de defender devidamente a integridade física tanto do
território como dos cidadãos, não disponibilizando a bombeiros, polícias e a
outras entidades de protecção e de segurança os meios adequados, apesar de uma
carga fiscal excessiva e que não diminui; sucessivos, crescentes (em gravidade,
dimensão, complexidade) escândalos de corrupção, ou, pelo menos, casos de
incompetência e de irresponsabilidade governativas; constante desrespeito pela
opinião dos eleitores, ao serem tomadas decisões importantes, fundamentais, e
mesmo estruturantes, no presente e para o futuro, sem aqueles serem consultados
em referendos - sobre matérias europeias
(adesão à CEE, tratado de Maastricht que definiu a transição de «comunidade»
para «união», moeda única) ou outras mais ou menos «fracturantes» («acordos
ortográficos», «casamento» e adopção entre/por pessoas/«casais» do mesmo sexo,
incentivos – incluindo financeiros - ao aborto em larga escala, e, em breve,
talvez a eutanásia).
Entre
os proponentes e os primeiros subscritores da petição estão várias
individualidades por quem tenho respeito e até admiração, e não duvido das suas
boas intenções ao avançarem com esta iniciativa. No entanto, receio que assim
estejam a «assinar» - inconscientemente, involuntariamente – a «rendição»
definitiva do movimento monárquico nacional perante a repugnante, ridícula,
ruinosa e arruinada, república: que assim estejam a confirmar o (seu)
conformismo com a situação, com o «sistema»; a concordar com «se não consegues
vencê-los, junta-te a eles»; a (quererem) entrar numa «festa» para o qual não
se foi convidado… e ainda bem, porque aquela é frequentada por gente de
carácter duvidoso, dada a comportamentos perigosos, se não mesmo criminosos.
Seria preferível que, da parte da Causa Real, das reais associações, e do
próprio Duque de Bragança, houvesse uma (re)afirmação da vontade,
indestrutível, insubmissa, inegociável, imune a quaisquer cortesias, de
restaurar o Reino de Portugal, e de tudo fazer nesse sentido, começando com um
distanciamento em relação à república e aos seus desacreditados, decadentes,
degradados, redutos e rituais, e continuando com a definição e a realização de
uma estratégia – mesmo que de longo prazo, mas efectiva – de (re)conquista do
poder. É bom que se façam visitas, missas, jantares, homenagens, conferências,
mas é preciso mais do que isso. Espera-se de todos os monárquicos, e em
especial dos seus representantes, mais protagonismo – em palavras e em actos –
na concretização da causa que (n)os une, e menos (preocupação com o, um)
protocolo. Espera-se resistência, persistência, desobediência, e não
desistência. (Artigo publicado no passado dia 12 de Setembro na página 23 da edição Nº 2124 do jornal O Diabo.) (Também no MILhafre.)
segunda-feira, novembro 20, 2017
Oráculo: Colóquio sobre FdH, a 4 do 12
No
próximo dia 4 de Dezembro decorrerá, no auditório da Biblioteca Nacional de
Portugal, o colóquio «Francisco de Holanda (1517-2017) – Pintura e Pensamento».
É mais uma organização do Movimento Internacional Lusófono e do Instituto de
Filosofia Luso-Brasileira segundo uma sugestão e uma iniciativa minhas, na
sequência dos eventos similares (assentes em efemérides significativas)
dedicados a Luís António Verney em 2013 (aquando dos 300 anos do nascimento), a
Afonso de Albuquerque em 2015 (aquando dos 500 anos da morte) e a Francisco
Manuel de Melo em 2016 (aquando dos 350 anos da morte).
Este colóquio pretende ser (mais) um contributo para (re)descobrir uma das figuras mais importantes, fascinantes e inspiradoras da história nacional – falecida em
1584, quatro anos depois de Luís de Camões. Já neste ano, entre 6 de Abril e 24
de Junho, esteve patente ao público, no Museu do Dinheiro do Banco de Portugal,
a exposição «Francisco de Holanda - Desejo, Desígnio e Desenho (1517-2017)», dedicada a «um homem ímpar na história da cultura portuguesa. Pintor,
desenhador, arquitecto, iluminista, ensaísta, idealista, foi um intelectual com
o verdadeiro peso que a palavra tem. (…) Artista de relevo na cena renascentista
nacional e internacional, que contribuiu de forma determinante para a (ruptura)
com a mentalidade lusitana, cristalizada noutras épocas (…), uma personalidade
ímpar, singularizada pela incessante procura do saber, (…) (que contribuiu) para
a história da arte, numismática, arquitectura militar e urbanismo, (…) (que
deixou um) legado artístico e filosófico (enquanto) humanista que consagrou a
sua vida a desenhar, a projectar uma nova cidade de Lisboa, e a escrever,
designadamente sobre o artista e o seu papel na sociedade, sobre a arte do
desenho e as suas virtudes, sobre os planos de defesa da cidade, sobre a Europa
e o Mundo no séc. XVI.»
A lista de oradores do colóquio inclui os nomes de Américo Pereira, António Moreira Teixeira, Idalina Maia Sidoncha, J. E. Mikosz, José Almeida, José Carlos Pereira, Manuel Cândido Pimentel, Manuel Curado, Maria de Lourdes Sirgado Ganho, Mendo Castro Henriques, Paulo de Assunção, Samuel Dimas, Teresa Amado e Teresa Lousa. António Braz Teixeira será o moderador na parte da manhã e eu serei o moderador na parte da tarde. (Referência no Cadernos de Daath.)
A lista de oradores do colóquio inclui os nomes de Américo Pereira, António Moreira Teixeira, Idalina Maia Sidoncha, J. E. Mikosz, José Almeida, José Carlos Pereira, Manuel Cândido Pimentel, Manuel Curado, Maria de Lourdes Sirgado Ganho, Mendo Castro Henriques, Paulo de Assunção, Samuel Dimas, Teresa Amado e Teresa Lousa. António Braz Teixeira será o moderador na parte da manhã e eu serei o moderador na parte da tarde. (Referência no Cadernos de Daath.)
sábado, novembro 04, 2017
Outros: Contra o AO90 (Parte 15)
«Acordo, desacordo», Maria do Rosário
Pedreira; «As invasões ao contrário – ou o Francês atirado ao lixo», «O Português na hora di bai?», «Acordemos, para desacordar de vez», «Pirâmides, futebóis e ortografia», «A nova ortografia vai nua? Vistam-na, depressa!», «Cerá ke istu tambãe ce iskreve acim?», «O acordismo militante ou o doce dom de iludir», «O disparate é livre, mas para quê abusar?», «Algumas luzes no túnel da ortografia», «Dois tempos desortografados», «Eles abusaram e agora a língua é que paga», «Pequenas lembranças proto-ortográficas», «Sabiam que Cleópatra era de Idanha-a-Velha?» e
«Dança com letras nas modas de cá e lá», Nuno Pacheco; «Desacordo ortográfico»
e «Brincadeira, disse ela», António Duarte; «Vê lá no que te metes, ó Academia», «Um Acordo como deve ser» e «Como o “Acordo Ortográfico” regressou dos mortos», Fernando Venâncio; «Resistência activa ao aborto ortográfico (120,
121, 122, 123, 124, 125, 126, 127)», «Reflexão do dia (1, 2)», «Frei Barroso»,
«O “acordo” é bom, mau é o povo» e «Elogio a tradutores que resistem», Pedro
Correia; «Quando um burro zurra, os outros baixam as orelhas» e «Foi por vontade de Deus?», Ana Cristina Leonardo; «Um problema de óptica», «Fatos narrados», «Presos linguísticos», «É simples», «E eles querem?», «A cada Natal» e «Desisto», Helder Guégués; «Admirável Língua Nova (1, 2, 3, 4)», Manuel Matos Monteiro; «Lampadinhas»,
«Os números não mentem (1, 2, 3, 4, 5)», «”Voltar a aprender Português”», «”A unificação é uma miragem”», «Assim com’assim», «O que diz Pacheco», «”O AO90
facilita a aprendizagem”, dizem eles (1, 2)», «Amnésia colectiva, ignorância geral, estupidez militante», «No fim de contas», «Grupo de trabalho parlamentar para a avaliação do “impato”», «Anatomia da fraude», «”O idioma faz a nossa identidade”», «As eleições autocráticas», «O camartelo (1, 2, 3)» e «Morra o
Dantas, morra, pim! (1, 2)», João Pedro Graça; «Desconexão ortográfica»,
«Ortografia – Apocalipse agora», «Ortografia dentro das expectativas», «E se os linguistas dão o alarme? Dêem ouvidos», «Ortografia à bruta» e «O “fato” académico», António Fernando Nabais; «Estou triste», Dário Silva; «Português, língua estrangeira?», Mário João Fernandes; «Así que pasen cinco años», «A CPLP e os pontos de contato», «Além dos fatos – Coacções, coações e equações», «Efectivamente, assento», «A recessão calorosa», «A Seção Consular de Portugal na Bélgica não existe», «Efectivamente, a ideia de batizar parece-me ridícula», «Estranheza e estupefacção», «Extracto-extrato-estrato», «Estupefacto sem pê», «Unidos de fato», «Sobre a “opinião dos linguistas”, a arrogância, a ignorância e a continência», «Susceptibilidades e rigor científico», «Há uma grafia rasca em Portugal», «Contra o Orçamento do Estado para 2018» e «As lições de Português do Professor Expresso», Francisco Miguel Valada; «Criado grupo de trabalho no parlamento para avaliar o impacto da aplicação do AO90», «O AO90 no Correntes d’Escritas e uma pergunta ao Presidente da República», «Excelente reflexão sobre o fraudulento AO90», «A incoerência de um governo que não sabe o que faz e uma FENPROF subserviente», «Oposição ao acordo ortográfico de 1990», «Portugal é caso único no Mundo quanto à venda da sua língua oficial», «Que vergonha, senhor primeiro-ministro!» e «Palavras sem sentido que o AO90 anda por aí a “grelar”…», Isabel A. Ferreira; «Até prova em contrário», «A nossa memória colectiva», «O Acordo Ortográfico está em vigor», «A ILC-AO no Parlamento – notícia», «A ILC-AO no Parlamento – intervenção inicial», «A ILC-AO noParlamento – gravação» e «O futuro da língua portuguesa», Rui Valente; «Ao menos fica a brilhar», Vítor Cunha; «Sinais de fumo», João Pereira Coutinho;
«Criatura para durar», Leonardo Ralha; «Crónica de um desacordo anunciado»,
Pedro Vieira; «Acordo ortográfico moribundo», Manuel Silveira da Cunha; «O desacordo ortográfico», Fernando Sobral; «Acordo ortográfico – Uma morte assistida», Artur Coimbra; «O “corretor” aperfeiçoado», Nuno Cardoso Dias;
«(H)ora H para o AO», António Bagão Félix; «A polémica ortográfica»,
Maria do Carmo Vieira; «Palavras inventadas pelo Acordo Ortográfico de 1990»,
Ivo Miguel Barroso; «Acordo? Discordo», José Mendonça da Cruz; «Falta apenas bom senso», João Roque Dias; «Um ataque pessoal a Camões», Indira dos Santos;
«Breve reflexão sobre a minha esquisitíssima profissão», Pedro Barroso; «O acordo ortográfico», Manuel Vaz Pires; «Contra o Acordo Ortográfico de 1990 (e qualquer outro desta natureza)», Luiz Fagundes Duarte; «A ortografia lusófona»,
José Pacheco; «Procuram-se – profissões sem AO90», Hermínia Castro; «O “acordo” ortográfico de 1990 em 2017», José Pedro Gomes; «O Acordo Ortográfico», José
Pimentel Teixeira. (Também no MILhafre.)
quinta-feira, outubro 12, 2017
Orientação: Entrevista a’O Mirante
Na edição de hoje (Nº 1320) do jornal (semanário regional) O Mirante, e na página 20,
está uma entrevista que eu concedi a Jéssica Rocha, sob o título «O jornalismo de proximidade é imprescindível nos nossos tempos». Um excerto: «A
multiplicidade de fontes e meios de informação é boa, mas por vezes leva a que
o rigor seja menor. Já não se espera tanto. E as vozes mais experientes vão
sendo afastadas, não porque não se adaptem às novas tecnologias mas porque é
mais caro mantê-las. (…) O online tem imensas vantagens, um grande alcance e
permite a actualização constante dos assuntos. Consumimos cada vez mais
informação em formato digital mas, ao contrário do que se dizia, os livros
continuam a ter mais saída em papel do que em ebook.» (Também no MILhafre.)
terça-feira, outubro 10, 2017
Obituário: António de Macedo
Decorreu
ontem, segunda-feira, à tarde, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, o
funeral (missa de corpo presente seguida de cremação) de António de Macedo, que faleceu no passado dia 5 de Outubro. Eu estive presente para participar na
cerimónia de despedida a um homem, artista, cidadão, exemplar e excepcional, a
quem eu devo tanto, a quem muitos outros devem tanto.
No meu
caso, e como constantemente tenho referido ao longo do tempo, a ele devo o
início da minha carreira literária, ao ter decidido publicar, por sugestão de
Sérgio Franclim, o meu livro «Visões» na colecção «Bibliotheca Phantastica» da
(entretanto extinta) editora Hugin, para o qual escreveu, aliás, uma elogiosa
introdução, que replicou, oralmente, na apresentação da minha obra de estreia,
ocorrida n(a Biblioteca d)o Palácio Galveias, em Lisboa, em 2003. Depois disso,
foram muitos anos de encontros, conversas e colaborações – em especial a sua
participação na antologia colectiva de contos de ficção científica e fantástico
«Mensageiros das Estrelas», que eu concebi e co-organizei, e cuja apresentação, na edição de 2012 do colóquio internacional com o mesmo nome, na Faculdade de
Letras da Universidade de Lisboa, contou com a sua presença. Várias
apresentações de livros autografados por ele, que não incluem, infelizmente, o
seu último romance, «Lovesenda ou o Enigma das Oito Portas de Cristal», cuja
publicação pela Editorial Divergência eu me orgulho de ter proporcionado.
Aliás, a apresentação daquela obra, ocorrida em 18 de Fevereiro último na
Biblioteca São Lázaro, em Lisboa, não contou com a sua presença, o que
constituíu um indício infeliz de que o seu estado de saúde já se agravara
consideravelmente.
Assim,
a última ocasião em que eu – e muitas outras pessoas – estive(mos) com ele foi
aquando da estreia no cinema São Jorge, em Setembro do ano passado durante o
festival MoteLx, do seu último filme, «O Segredo das Pedras Vivas», num
auditório repleto que o aplaudiu, que o ovacionou antes e depois de subir ao
palco para, rodeado por actores e técnicos que com ele trabalharam naquele
projecto, falar deste e ainda da sua carreira; sobre esta, e não muito tempo
depois, era estreado o documentário «Nos Interstícios da Realidade – O Cinema
de António de Macedo», o que contribuíu para fazer de 2016 «o ano de António». Então
vimo-lo frágil, andando com dificuldade. Tínhamos esperança de que ele
recuperasse, que o seu corpo readquirisse o vigor que a sua mente nunca deixou
de ter. Porém, tal acabou por não ser possível.
Este
desfecho não foi, pois, inesperado. No entanto, não deixa por isso de ser
triste. Fica a admiração, a gratidão, a saudade. E, ao contrário do que afirmou
Jorge Mourinha no Público, António de Macedo não estava «ultimamente esquecido»…
pelo menos não totalmente; eventualmente, talvez, por alguns ignorantes, ingratos
e invejosos de uma certa, pequenina, «cultura à portuguesa»; não, de certeza,
pelos adeptos e praticantes mais jovens da FC & F nacional, que tinham – e têm,
e continuarão a ter – nele um mentor, um modelo.
A ler ainda
as homenagens assinadas por Ana Almeida, David Soares, João Campos, João Lopes,
Luís Miguel Sequeira e Rogério Ribeiro. (Também no MILhafre e no Simetria.)
domingo, outubro 08, 2017
Obrigado: Aos que compareceram…
… Ontem,
no Núcleo de Alverca do Museu Municipal de Vila Franca de Xira, para a
apresentação dos meus livros «Nautas – O início da Sociedade da Informação em
Portugal», «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo» e «Q
– Poemas de uma Quimera». Gostei muito de (re)ver familiares, amigos e ex-colegas,
alguns do Notícias de Alverca, onde, em 1985, me iniciei no jornalismo. Eu e
Renato Epifânio, em nome do Movimento Internacional Lusófono, muito agradecemos,
em especial, a Anabela Ferreira, Coordenadora do NAMMVFX, e à sua equipa, por
tão bem nos terem recebido e por terem divulgado a iniciativa. Que, entretanto,
já foi objecto de (breve) notícia no sítio na Internet do jornal O Mirante,
cuja jornalista Jéssica Rocha me fez uma entrevista também ontem, e que deverá
ser publicada em breve na edição em papel daquele semanário regional. (Também no MILhafre.)
quarta-feira, outubro 04, 2017
Orientação: Entrevista ao Voz Ribatejana
Na edição de hoje (Nº 173) do jornal (quinzenário regional) Voz Ribatejana, e nas páginas 26 e 27, está
uma entrevista que eu concedi ao director daquele, Jorge Talixa, sob o título
«Sociedade da informação motiva novo livro de Octávio dos Santos», sendo o
livro, obviamente, «Nautas». Um excerto: «Actualmente tudo, ou quase, se pode
ver, consultar, receber e pagar pela Internet, com um ecrã e um teclado.
Contudo, não sei se em certos casos se terá passado do “oito” ao “oitenta”, ou
mesmo do “zero” ao “cem”. Ainda existem significativas faixas da população,
constituídas por pessoas idosas e com pouco ou nenhum contacto com as nova
tecnologias, que como que são forçadas a cumprir as suas obrigações, fiscais e não,
em modo electrónico. Acho que é um erro, e um erro perigoso, estar-se a tentar
abolir, completamente ou quase, a utilização de papel. Tem de haver
salvaguardas físicas, concretas, e a Rede, embora poderosa, pode ser ou
tornar-se frágil, como o demonstram os constantes ataques e infiltrações por hackers que muitos sítios sofrem. Apesar
disso, sou por princípio contra a imposição de “regras” ou “factores de
controlo” que reduzam eventuais “abusos”, em especial no que se refere à
liberdade de expressão. Oponho-me incondicionalmente à censura prévia, e se
alguém se sentir prejudicado por algo que aconteceu, viu ou ouviu, que recorra
aos tribunais. Prefiro a auto-regulação à regulação… quantas vezes com “tiques”
totalitários.. vinda de cima. Os cidadãos devem estar sempre atentos, fazer bom
uso das ferramentas que têm ao seu dispôr… e não acreditarem em tudo o que
lêem. Mais uma vez digo, o cepticismo e a desconfiança, em doses adequadas, são
atitudes saudáveis.» (Também no MILhafre.)
domingo, outubro 01, 2017
Orientação: SS com 600!
Hoje
celebra-se mais um Dia Mundial da Música, o que significa também, no sítio
da Simetria, a publicação de uma nova edição do projecto Simetria Sonora.
E, tal como em edições anteriores, a esta grande lista foram adicionados 50
discos por mim considerados de ficção científica e de fantástico: são agora
600. Ilustra a de 2017 a imagem da capa de «Their Satanic Majesties Request»,
dos Rolling Stones, lançado originalmente em 1967 – ou seja, há 50 anos. A
ouvir… e a descobrir. Tudo, e sempre!
sexta-feira, setembro 29, 2017
Oráculo: A 7 de Outubro, no NAMMVFX…
… Ou,
mais especificamente, no Núcleo de Alverca do Museu Municipal de Vila Franca de Xira, e a partir das 16 horas, serão apresentados não um, não dois, mas sim
três livros meus – os mais recentes, todos eles editados (consecutivamente, nos
últimos três anos) pelo Movimento Internacional Lusófono: «Nautas – O Início da Sociedade da Informação em Portugal» (2017); «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo» (2016, obra colectiva que concebi, co-organizei e
em que participei); «Q – Poemas de uma Quimera» (2015). Será a minha primeira
apresentação no concelho onde sempre residi. Na mesa, e além de mim, estarão
presentes Anabela Ferreira, Coordenadora do NAMMVFX, e, claro, Renato Epifânio,
Presidente da Direcção do MIL.
segunda-feira, setembro 18, 2017
Observação: Censura com «lápis cor-de-rosa»
Já
referi, e por mais de uma vez, que ao longo dos anos tenho sido alvo de várias
acções – tentadas e concretizadas – de censura e de discriminação. A penúltima, e provavelmente a mais grave, foi a cometida no jornal Público (por Nuno
Ribeiro e confirmada por David Dinis). Porém, a última é talvez ainda mais
surpreendente: aconteceu no blog Delito de Opinião, que, recordo, no passado
dia 19 de Julho, publicou um texto da minha autoria no âmbito da sua rubrica «Convidados». No entanto, aparente e infelizmente, nem todos os seus autores percebe(ra)m
que o nome tem um sentido irónico. Uma, em concreto, considera que podem mesmo
ser cometidos delitos de opinião: Inês Pedrosa…
… Que,
a 4 de Setembro último publicou o texto «Memória de Eduardo Prado Coelho», a
propósito e a pretexto do décimo aniversário da morte daquele professor e
escritor, assinalado a 25 de Agosto. Então, e como regularmente acontece (no
DdO e não só), decidi escrever e colocar um comentário. Este: «Eduardo Prado Coelho, apesar das suas inegáveis capacidades e
qualidades, não deixava também de ter os seus momentos duvidosos e mesmo
bizarros. Recordo dois... O primeiro foi a sua participação na polémica sobre o
local da construção do Museu do Neo-Realismo. Em Outubro de 2000 publicou um
artigo no Público em que advogava que aquele deveria situar-se em Vila Franca
de Xira; porém, ao mesmo tempo, desconsiderava Alhandra, a outra opção. Em
resposta escrevi-lhe uma mensagem, igualmente publicada naquele jornal, em que
o criticava por, basicamente, falar do que não sabia e estar a tomar partido a
pedido; por sua vez, ele respondeu-me... sem rebater os meus argumentos (e
factos). O segundo foi uma sua “queixa”, expressa num artigo no Público em
Dezembro de 1999, que tinha tanto de hilariante como, sabe-se agora, de
inquietante... pois como que antecipou uma infeliz e ridícula tendência do “politicamente
(e socialmente, e culturalmente) correcto”. Resumi o caso num texto que escrevi e que publiquei no Simetria.»
O meu comentário não foi publicado, e o
motivo para tal seria indicado num comentário da própria Inês Pedrosa (não
necessariamente apenas dirigido a mim): «Informo que não publicarei qualquer comentário referente
a polémicas com Eduardo Prado Coelho, que infelizmente não está cá para se
defender. Entendo que as polémicas se travam entre pessoas vivas, e repugna-me
a perseguição a mortos.» Francamente, isto é ridículo: então agora não se pode
escrever e divulgar textos desagradáveis, desfavoráveis, a pessoas que já
morreram porque elas «não estão cá para se defenderem» e é «repugnante a
perseguição a mortos»?! Onde é que iríamos parar se isto fosse norma... Se
alguém já não está cá para se «defender», existirão outros com capacidade e com
vontade de o fazer em seu nome. Inês Pedrosa poderia ter feito isso neste caso,
publicando o meu comentário, e em seguida, caso assim quisesse, contrapor-lhe a
sua (dela) perspectiva. Optou por não o fazer, sem dúvida porque sabe que aquilo
que eu disse... é verdade, e que iria «manchar» o seu texto laudatório. E é
precisamente a verdade o valor que mais conta aqui. Não se alguém está vivo ou
morto, ferido (física ou mentalmente) ou de boa saúde, na «mó de cima» ou na
«mó de baixo». Para mim não há «vacas sagradas», estejam «elas» entre os vivos
ou não. Ninguém é merecedor de adoração incondicional, esteja neste Mundo ou em
outros.
E
defende ela a «honestidade intelectual»! Inês Pedrosa comportou-se como uma
censora que quer reescrever, ou controlar, a História - pelo menos em prol dos
que admira. Usará um «lápis azul» ou um «lápis cor-de-rosa»? Ou nenhum dos
dois, porque isso constituiria uma inaceitável «discriminação de género»?
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