Já assinei a petição «Pela salvaguarda do Sapo
Blogs, da soberania digital e da memória cultural portuguesa», dirigida a MEO-Serviços
de Comunicações e Multimédia, Altice Portugal, Direcção do Sapo, Autoridade
Nacional de Comunicações e Ministério da Cultura. Quem quiser fazer o mesmo
deve ir aqui.
Lê-se no texto que apresenta e que explica a
iniciativa: «(...) Esta plataforma constituiu um espaço de expressão escrita
livre, acessível, e não mediado por algoritmos de visibilidade. Milhares de cidadãos portugueses publicaram, numa plataforma portuguesa, textos de natureza literária, ensaística, autobiográfica, crítica e cívica. Trata-se
de um património digital significativo, que foi produzido fora dos circuitos
editoriais tradicionais e das grandes plataformas comerciais internacionais.
(...) A perda de plataformas nacionais de publicação independente como o Sapo
Blogs representa não apenas um empobrecimento cultural, mas também uma fragilização
da autonomia digital, da diversidade de expressão, e da memória democrática.
(...) Caso se verifique a irreversibilidade da decisão tomada, solicita-se que
seja observada a responsabilidade institucional no modo como é conduzido o
encerramento, a transição, ou a eventual reformulação do serviço, nomeadamente
através de: salvaguarda integral dos conteúdos existentes; consideração do
valor cultural e histórico do arquivo criado; abertura de diálogo com entidades
públicas e culturais que possam assegurar formas de preservação, arquivo ou
continuidade. (...)»
A minha decisão de apoiar, subscrevendo e
divulgando, esta petição assenta em dois motivos. O primeiro é de carácter
geral, porque favoreço sempre como um princípio básico a preservação de
património relativo à criatividade, à cultura e à comunicação. O segundo é de
carácter pessoal, porque apesar de sempre ter utilizado a plataforma Blogger
para os blogs de que sou detentor – Obamatório e Octanas – foram, e ainda são, muitos
e frequentes as minhas ligações para, e os comentários em, blogs da plataforma
Sapo, como Corta-Fitas, Delito de Opinião, Estado Sentido, Horas
Extraordinárias e O Lugar da Língua Portuguesa, pelo que é também uma parte
significativa (embora minoritária) do meu trabalho que está igualmente em risco
de ser «apagado» e de desaparecer.
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