Não é a primeira vez que as minhas opiniões, expressas –
assumidamente, com o meu nome, e com ligação remetendo para o meu «perfil blogosférico»
- em artigos e/ou em comentários, suscitam reacções excessivas ou «indignadas»:
este caso, ocorrido em 2012, continua a ser emblemático disso mesmo. E,
efectivamente, mais dois ocorreram recentemente, um relativo à «bandeira» de
Portugal e outro relativo ao (mau) carácter da Esquerda em geral e da
portuguesa em particular. Em ambos, o que não é surpreendente, os «contestatários»
não fizeram prova da sua identidade, e, mais importante, não tiveram (não
adiantaram) argumentos para rebater os meus factos. Seria talvez de esperar
que, nesta «fase do campeonato», já fosse minimamente público e notório que, em
qualquer discussão em que eu participe, eu nunca cedo e sou capaz de enfrentar
– e de vencer – seja quem for. E é muito provavelmente por isso que, mais do
que uma vez, certos cobardes já me censuraram e me discriminaram. O que,
obviamente, nunca me parará nem intimidará.
quarta-feira, julho 15, 2015
sábado, julho 04, 2015
Orientação: Sobre um «Estado Novo», no Público
Na edição de hoje (Nº 9211) do jornal Público, e na página 52, está o meu artigo «O ”Estado Novo” da ortografia». Um excerto: «Portugal
é neste momento o único país que de facto, pela força, pela prepotência do
Estado, impôs a utilização oficial do AO90; mas ilegalmente, porque leis
nacionais e internacionais foram desrespeitadas, e ilegitimamente, porque não
houve um mandato para se proceder a uma mudança tão drástica num elemento
essencial da identidade nacional. Pelo que o nosso país voltou a estar, não
tanto “orgulhosamente só” mas mais, na verdade, vergonhosamente só. Solitário,
isolado, no âmbito da Europa, da União Europeia, que se vangloria da
multiplicidade linguística; em todos os outros países que a integram, vários
dos quais (ab)usam (d)o “ph”, nunca se procedeu a qualquer alteração
“revolucionária” deste género. O nosso país não saiu da moeda única mas, com o
AO90, saiu dos costumes e das normas culturais que caracterizam as nações
civilizadas do Velho Continente, do Ocidente.» (Também no MILhafre. Transcrição no Apartado 53 e no Cadernos de Opinião. Referência no Atenta Inquietude.)
segunda-feira, junho 29, 2015
Outros: Espantoso PPM
Tal como David Soares e Paulo Monteiro, também Pedro Piedade Marques é um amigo e um grande artista visual. À semelhança daqueles dois, já
foi igualmente nomeado para importantes prémios pelo seu trabalho. Agora, numa
nova confirmação – e expansão – do seu reconhecimento e do seu prestígio
além-fronteiras, a Amazing Stories – revista norte-americana de «histórias
espantosas» de ficção científica fundada em 1926 (logo, a mais antiga, e a mais
prestigiada) por Hugo Gernsback (sim, o dos Prémios Hugo) e actualmente apenas
em formato digital – fez-lhe, através de John Dodds, uma entrevista, publicada no passado dia 24 de Junho. E de destacar que, para a ilustrar, duas das
imagens utilizadas (capa e contracapa, e um dos separadores interiores) são da
antologia colectiva de contos de FC & F «Mensageiros das Estrelas» que eu
concebi, co-organizei e em que participei, apresentada em 2012 aquando da
realização da segunda edição do colóquio com o mesmo título, na Faculdade de
Letras da Universidade de Lisboa – uma das três obras de minha autoria em que
contei com a colaboração do Pedro, sendo as outras «Poemas» de Alfred Tennyson
e «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País». (Também no Simetria.)
sexta-feira, junho 19, 2015
Outros: Textos seleccionados (Parte 2)
«Visitas à mesquita», Nuno Castelo-Branco; «Palavrinhas», Maria do Rosário Pedreira; «Em defesa de Passos Coelho», Luís Miguel Sequeira; «A feliz e ansiosa angústia que é viver», José António Barreiros; «Armando Sevinate Pinto (1946-2015)», António de Araújo; «Cultura Gold», Manuel Augusto Araújo; «Sete capas da Afrodite», Pedro Piedade Marques; «Sobre gigantes perdidos & achados», David Soares; «Os que já cá não estão»,
Pedro Correia; «Porque é que todos os humoristas da rádio e da televisão são de esquerda?», Rui Ramos; «Adeus, pequenina», Artur Coelho; «Uma exortação (não gratuita) ao Bloco de Esquerda», Renato Epifânio; «A nova ordem do marketing»,
Luís Bettencourt Moniz; «Programa eleitoral do PS – O velho caminho de regresso a Sócrates», José Mendonça da Cruz; «Um sábado em família», Rui Albuquerque; «A cada um o seu carácter», Sérgio de Almeida Correia; «O infantilismo, doença degenerativa do socialismo», Helena Matos; «O turismo mata a alma», Vítor
Cunha; «A carta-profecia de Antero», João Afonso Machado; «A pedra», João
Gonçalves.
terça-feira, junho 09, 2015
Outros: Amigos da «banda (desenhada)»
Dois amigos meus,
que também o são entre eles, e que têm já um considerável currículo na banda
desenhada, foram, ou estão a ser, objectos de merecidos destaques. Um, Paulo
Monteiro, viu a edição de 2015 do Festival de BD de Beja ser, na passada
sexta-feira, o tema de uma reportagem na RTP, na qual ele presta um depoimento;
entretanto, enquanto esperamos que ele finalize e apresente o seu segundo
livro, o primeiro, «O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias», continua
a acumular edições, traduções, exposições, prémios e a ser pretexto de
entrevista(s). O outro, David Soares, recebeu mais nomeações (três) pelo seu trabalho
na «nona arte», aumentando assim um palmarés (de triunfos e de tentativas) apreciável;
entretanto, enquanto esperamos que ele finalize e apresente o seu próximo livro
«aos quadradinhos», que terá como título «O Poema Morre» (já agora, esperamos também
o seu próximo romance…), poderemos encontrá-lo a dar autógrafos na Feira do Livro de Lisboa no próximo dia 13 de Junho.
quinta-feira, maio 28, 2015
Organização: Livros na Feira
Inicia-se hoje a 85ª Feira do Livro de Lisboa, o que
significa também uma nova oportunidade para adquirir exemplares dos meus
livros.
Para começar, os mais recentes, editados pela Fronteira
do Caos, que deverão ser encontrados nos pavilhões da sua distribuidora, a
Gradiva (B-56/B-58/B-60): «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de
Ficção Científica e Fantástico» e «Um Novo Portugal Ideias de, e para, um País».
E ainda: «Poemas» de Alfred Tennyson e «A República Nunca Existiu!» na Saída de
Emergência (D-26/D-28/D-30/D-32); «Espíritos das Luzes» na LeYa/1001 Mundos
(C-43); e «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História,
Política, Economia e Cultura Lusófonas» na Almedina (A-48/A-50/A-52/A-54).
Perguntem, peçam… e «protestem» ;-) se não os encontrarem, se lá não
estiverem. Quanto a «Visões»… só, talvez, em algum alfarrabista presente no
Parque Eduardo VII até 14 de Junho, porque a sua editora (Hugin) já faliu há 10
anos.
Porém, e obviamente, não são só as obras da minha autoria
(total ou parcial) que merecem ser compradas. Aproveitando igualmente o facto
de nesta data começar a edição de 2015 do mais importante acontecimento
literário nacional, publiquei hoje no Simetria um texto com uma selecção dos livros de Ficção Científica e Fantástico em língua portuguesa ainda à venda no
nosso país, cuja lista comecei a elaborar no âmbito da iniciativa com o
FantasPorto «Bolsa de Guiões».
domingo, maio 24, 2015
Observação: Apologia de assassinos
O que mais surpreende, e indigna, na defesa que José
Alberto Carvalho fez dos regicidas de 1 de Fevereiro de 1908, em especial
Manuel Buíça, na emissão do Jornal das 8 da TVI no passado dia 21 de Maio, não
é tanto a «justificação» de que eles, ao assassinarem o Rei D. Carlos e o seu
filho, o Príncipe Luís Filipe, estavam a defender os valores democráticos, a
«liberdade, igualdade e fraternidade»…
… Porque há mais de 100 anos que os republicanos, de
Afonso Costa aos seus «sucessores» na actualidade, com a colaboração permanente
do Grande Oriente Lusitano e dos que lhe obedecem, procedem a uma permanente
falsificação da História de Portugal, a uma doutrinação que equipara –
erradamente – (um)a Monarquia à ditadura e (um)a república à democracia, e que
desculpabiliza e até incentiva o(s) crime(s) que eventualmente ajude(m) a
passar-se de uma para outra. Ter uma educação de âmbito universitário, e, logo,
a obrigação de se conhecer melhor os factos, e/ou ter como profissão a de
jornalista, o que obriga(ria) a procurar a isenção e o rigor, são
circunstâncias irrelevantes neste país que despreza a ética (a verdadeira, não
a republicana) e o mérito e que valoriza o conformismo e a mediocridade.
Não: o que mais surpreende e indigna é que José Alberto
Carvalho tenha tomado essa atitude na (nova) sede de uma instituição fundada
por uma mulher que era esposa e mãe dos homens assassinados no Terreiro do Paço
naquela funesta data. O que JAC fez foi como cuspir, ou até c*g*r, na casa de
vítimas de crimes, e sobre os seus caixões. E não está arrependido, nem pediu
desculpa: não o fez quando o Correio da Manhã o contactou no dia seguinte, e
não o fez hoje aquando da emissão do noticiário principal do quarto canal, apesar
de ter reconhecido, aquando da conversa semanal com Marcelo Rebelo de Sousa,
que provavelmente se tratou de um momento «menos conseguido», «menos feliz», da
sua parte; o professor, «simpático» para com o seu anfitrião, lá tratou de ir
buscar episódios sangrentos da guerra civil entre absolutistas e liberais para
(tentar) atenuar e relativizar a afronta. Enfim, nada de novo numa estação de
televisão, que, à semelhança das outras, dá hipocritamente grande destaque a
casamentos e a nascimentos em famílias reais estrangeiras, nessas ocasiões frequentemente
fazendo-se «representar» por enviados especiais…
Estiveram muito bem, e entre outros, André Azevedo Alves,
Helena Matos, João Afonso Machado, João Almeida Amaral, João Gonçalves, João Vacas e José Maria Duque ao denunciarem a situação e ao condená-la. João Távora,
actual presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa, apesar de
inicialmente hesitar em contactar directamente José Alberto Carvalho, acabou
posteriormente por o fazer. Também protestaram a Causa Real e a Juventude Monárquica Portuguesa. Pela negativa, e como seria previsível, João José Cardoso mostrou o quanto é desprezível e eu não deixei de o apontar. Sempre que
possível, devemos manifestar-nos através dos meios – de preferência pacíficos – que temos à nossa disposição. Porque «quem não se sente não é filho de boa gente». (Também no MILhafre.)
segunda-feira, maio 18, 2015
Outros: Contra o AO90 (Parte 11)
«GNR – Cadeira Eléctrica», «Soares, o optimista», «A regra e a “excessão”», «A excelente forma de Ricardo Salgado», «O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 aplicado às três pancadas», «O final do Verão, a Primavera e depois de Outubro», «As minhas reais preocupações sobre o fato», «Zeinal Bava e a irrelevância», «A “co-adopção” e as outras», «Portugiesisch für Anfänger», «O regresso das falácias convenientes» e «Ricardo Salgado refugia-se no desconhecimento», Francisco
Miguel Valada; «”Excessão” de iliteracia», «Penso rápido (61)», «Vanguardismo de opereta», «Ignorância aliada à prepotência», «Reflexão do dia» e «Ninguém pára para pensar», Pedro Correia; «A desistência da língua», Inês Pedrosa; «Aquilino decerto seria um acérrimo inimigo do Acordo Ortográfico…», Paulo Neto; «A traição de Sócrates – provas irrefutáveis na carta enviada a Mário Soares», Rui
Rocha; «Acabou a corrupção em Portugal», «Coimbra não é uma lição», «Uma escola sem contactos», «Jornal de Notícias e AO90 prejudicam alunos nos exames nacionais», «Bem prega o Ministério da Educação», «A Associação de Professores de Português reconhece que há problemas com o AO90», «Perigo no exame de Português de 12º - o acordo ortográfico», «Alarme social – meses com maiúsculas no site do IAVE» e «Não há cor-de-rosa sem espinhos», António Fernando Nabais;
«A insegurança ortográfica» e «Os acordistas já não acordam», Fernando
Venâncio; «Combate ao acordo ortográfico chega ao Windows 10», Carlos Martins;
«E a História da língua? Faz-se tábua rasa, e pronto?», «Numa altura em que nova aCção destruidora ameaça a palavra escrita…» e «Como o Eusébio Macário…», Cristina
Ribeiro; «Será necessário prolongar ainda mais esta amarga experiência?», «A minha identidade», «Tomar partido, sim!» e «Movimento ou Partido?», Rui
Valente; «Uma chacina familiar», «”Cerimônias” e exames» e «Maravilhas da fonética», Nuno Pacheco; «O português degenerado», Fernando C. Kvistgaard; «O acordo ortográfico e a iliteracia» e «Carta aberta ao professor João Malaca Casteleiro», Duarte Afonso; «Evolução do Português por Cognatos», Isabel
Coutinho Monteiro; «O AO90 não está escrito em pedra», J. P. Caetano; «Pare, escute e pense – da importância das palavras», Manuel Matos Monteiro; «Dia Internacional da Língua Materna – a nossa está em perigo!», Helena Mendes;
«Vamos concordar em discordar», Boss AC; «Pela não aplicação do “Acordo Ortográfico” de 1990 aos exames nacionais», Ivo Miguel Barroso; «Acordês “à la
carte” (1, 2)», «FLUP FLOP», «”Para sempre uma preposição”», «O AO90 e os direitos de autor na Universidade» e «Tomar partido», João Pedro Graça; «Uma cretinice», «O dado» e «Um cesarismo indesejável», João Gonçalves; «E é escrever assim, desacordadamente»,
José Morgado; «Uma situação inqualificável», Helder Guégués; «O Acordo Ortográfico vai ter que ser cobrado politicamente», «Depois da “presidenta”, temos a “modela”» e «Dever de desobediência à utilização do Acordo Ortográfico», Orlando Braga; «O acordo do aborto da Língua Portuguesa», Ana
Coelho; «Defendendo o estupro da Língua Portuguesa», Hiroshi Bogéa; «Malaca Casteleiro merece bem um lugar na História», António de Almeida; «À maneira do freguês»,
Berta Brás; «Enquanto há língua há esperança» e «Alto e para o baile!», Ana Cristina Leonardo; «A necessidade de reflectir» e «Sob o signo da idiotice», Maria do Carmo Vieira; «Convite ao Ministro da Educação, a propósito do “Acordo Ortográfico” de 1990», Fernando
Paulo Baptista; «O totalitarismo ortográfico», Luís Menezes Leitão; «A favor porque sim», J. Manuel Cordeiro; «”Enquanto há língua há esperança”», Isabel
Mouzinho; «Não assassinarei a Língua em que escrevo», Maria Oliveira;
«Intruso», José António Abreu; «Sobre o (des)Acordo Ortográfico na Língua Portuguesa», Abel de Lacerda Botelho; «Um des-Acordo Ortográfico», José Manuel de
Sousa; «cRato (com “c” mudo) e a privatização do IAVE», Madalena Homem Cardoso;
«O AO90 e a agricultura soviética», António Guerreiro; «O direito de ser atropelado», Maria Filomena Molder; «O Acordo Ortográfico - Rejeitar o absurdo», António Carlos Cortez; «O (Des)Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa – Uma agenda oculta (Uma abordagem na perspectiva da Ideologia Linguística e Análise Crítica do Discurso)», António Filipe Augusto;
«Desobedeço! E tu?», Luís de Magalhães; «Não uso AO e ponto final!», Alexandra Rolo. (Também no MILhafre. Referência no Delito de Opinião.)
quarta-feira, maio 13, 2015
Ordem: Obrigatório o c*r*lh*!
Várias foram
as «vozes do dono» colaboracionistas, não jornalistas mas sim escribas, que
afirmaram que a partir de hoje, 13 de Maio de 2015, o Acordo Ortográfico de
1990 passa a ser «obrigatório» em Portugal. A todas elas eu respondo:
obrigatório o c*r*lh*! Também há quem afirme que o período de «transição»
termina só a 22 de Setembro de 2016. Mas não: o «aborto pornortográfico» não é
obrigatório hoje, nem no próximo ano, nem no Dia de São Nunca à Tarde, quando
as galinhas tiverem dentes ou quando o Inferno gelar…
… E, se acaso
havia um «período de transição» que termina(va), esse era o de os «acordistas» – aldrabões, charlatães, candidatos a comissários
culturais de água doce ou a ditadores de meia-tigela, iliteratos, «mais-papistas-do-que-o-Papa»,
mentirosos, neofascistas e neocolonialistas, vendedores de banha da cobra, vigaristas
– desistirem definitivamente, a bem, de tentarem impor esta aberração. Há anos
que diversos indivíduos e instituições, com destaque para a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico e, sem falsas modéstias, eu próprio, vêm enunciando os faCtos que demonstram, sem qualquer margem para
dúvidas, que o AO90 é não só ilegal (internacional e nacionalmente) mas também
irracional, inútil, e até mesmo prejudicial, culturalmente.
Pela minha parte,
acabou a paciência; já não há pachorra para quem não quer ser sensato. Pelo que
a partir de agora… as coisas mudam: quem (tentar) comunicar comigo com, e/ou
vier defender, o «abortês» está por sua conta e risco. A mim ninguém me cala. Depois
não digam que não foram avisados… Pensem onde
está presentemente não o primeiro mas o principal culpado pelo cAOs corrente: no Estabelecimento Prisional de Évora, eventualmente a bater com os c*rn*s nas
paredes. Justiça poética… e, de preferência, com a ortografia correcta.
sábado, maio 09, 2015
Observação: A «insultíssima» trindade
Muita indignação
causou – em especial, compreensivelmente, junto dos jornalistas – que os três
partidos portugueses do chamado «arco da governação» tivessem – através de
outros tantos representantes (in)devidamente mandatados para o efeito –
acordado numa iniciativa que, objectiva e indiscutivelmente, condiciona(ria) a
liberdade de expressão e cria(ria) uma nova comissão de «exame prévio», de censura, à qual deveriam ser submetidos planos de cobertura das eleições
legislativas de 2015 e que definiria e decidiria (d)as características dessa
cobertura. Ainda por cima, tal aconteceu na véspera de mais um aniversário do
25 de Abril… perdão, «abril».
Mas… qual é o
espanto? Qual é o escândalo? Acaso esta foi a primeira vez que PS, PSD e CDS,
não a «santíssima» mas sim a «insultíssima» trindade desta terceira república,
mostraram um total desrespeito pelas mais elementares regras democráticas? Evidentemente
que não: tão ou mais grave do que est(a tentativa d)e condicionamento da comunicação social foi, e é, a implementação ilógica e ilegal do «acordo ortográfico de
1990», com a qual aqueles três partidos concorda(ra)m; porém, os directores dos órgãos que unanimemente (ou quase) se insurgiram contra uma nova «lei da rolha»
não tiveram e não têm, com poucas excepções, a mesma atitude perante a
subversão da língua portuguesa perpetrada pelos mesmos directórios partidários.
Não há
certeza de quem teve a ideia de fazer aquela (mais uma…) acção de intimidação
da imprensa, apesar de o PS ter sido apontado, outra vez, como o primeiro, ou
principal, «culpado». O que não surpreende: afinal, trata-se do partido que se
mostrou renitente à abertura da televisão à iniciativa privada, e que, com José
Sócrates como primeiro-ministro, protagonizou alguns dos mais inquietantes
episódios de assalto à liberdade de expressão em pelo menos 20 anos; é uma
triste tendência de que António Costa, apesar de ser filho de uma jornalista e
irmão de outro, já mostrou ser um (in)digno continuador, como o comprovou o SMS com injúrias e ameaças que enviou no dia 25 de Abril (!) a João Vieira Pereira,
director-adjunto do Expresso, por este ter comentado desfavoravelmente o
programa económico do PS; significativamente, Ricardo Costa não manifestou
publicamente solidariedade para com o seu colega e «Nº 2», o que, ironicamente,
vem justificar a sua disponibilidade, manifestada há um ano, em se demitir de director do jornal que já foi uma «referência» (deixou definitivamente de o ser
depois de se ter submetido ao AO90) quando o «mano» sucedeu a António José
Seguro no Largo do Rato. No entanto, note-se que (tanto quanto eu julgo saber)
de nenhum dos órgãos de comunicação social portugueses veio o mais pequeno
protesto contra aquela «comunicação» de Costa, preferindo aqueles dar destaque
a um outro SMS que terá sido enviado por Paulo Portas em 2013…
… O que veio
confirmar, como se tal fosse necessário, que há membros da «trindade» mais
insultuosos do que outros. O actual secretário-geral do PS não se pode queixar
de ter má imprensa. Enquanto presidente da Câmara Municipal de Lisboa teve
atitudes e tomou decisões controversas que, em circunstâncias normais, teriam
merecido (mais) contestação e até condenação. Em especial as (pelo menos) duas
– ilegais – discriminações por si deliberadas: uma afecta automobilistas cujo
«crime» é terem automóveis velhos e não suficientemente «verdes» e que, por isso, foram proibidos de circular na baixa da capital... mas que centros de
inspecção aprovaram; outra afecta turistas cujo «crime» é serem estrangeiros e
que, por isso, são alvo de uma «taxa turística» que a Comissão Europeia considerou não estar conforme às leis europeias. Convém igualmente não esquecer: o
iberismo demonstrado por António Costa quando, a propósito da final da Liga dos
Campeões disputada no Estádio da Luz no ano passado entre Atlético e Real, foi a Madrid buscar uma bandeira espanhola; a sua apatia e mesmo fatalismo perante as inundações que ciclicamente assolam Lisboa; e o apartamento na Avenida da Liberdade
em que ele viveu durante dois anos e que não respeita(va) as normas camarárias…
A ver vamos se, num futuro próximo, e à semelhança do seu ex-chefe agora «hospedado»
no Estabelecimento Prisional de Évora, ele também terá a sua própria congregação de «fiéis» em adoração permanente, com hino e tudo…
Embora com
diferentes protagonistas, a verdade é que a classe política que há mais de 40
anos nos (des)governa já excedeu há muito o seu prazo de validade… se é que
alguma vez a teve. Os danos que causa não se circunscrevem à comunicação e à
cultura, e as «emendas» de uns frequentemente não foram (ou são) melhores do que os «sonetos»
de outros. Sim, o PS levou o país à falência; todavia, o PSD e o CDS, para o
recuperarem, não hesitaram em permitir que partes significativas da economia
nacional – em especial na banca (BESI), nos seguros (Fidelidade) e na energia
(EDP) – passassem para as mãos de chineses comunistas, e que uma «camada» do território
nacional – o espaço aéreo – seja agora controlado em monopólio pela Vinci, uma
empresa francesa que adquiriu a ANA e que aumenta quando e quanto quer as taxas aeroportuárias. Entretanto, todos participa(ra)m no progressivo fortalecimento de
uma máquina fiscal – agora designada Autoridade Tributária e Aduaneira – tão
implacável e voraz na sua perseguição e extorsão totalitárias que, em processos
«kafkianos» ou «orwellianos», chega aos cúmulos de penhorar alimentos a instituições de solidariedade social, e – numa demonstração do quanto as parcerias
público-privadas propagadas pelo Bloco Central «a três» são imorais e
prejudiciais – de actuar, para concessionárias de auto-estradas, como «agente de cobranças» de multas exorbitantes, por vezes aplicadas a quem não tem culpa
(por já não ser, ou nunca ter sido, o proprietário do veículo assinalado) e,
até, a quem nem idade tem para conduzir.
Este é, pois,
um momento oportuno para perguntar: ainda haverá alguém que pense – e que
(me) diga – que sou um «demente» por propor e defender a mudança de regime (de
república para Monarquia) e, em consequência(s), a extinção do Grande Oriente
Lusitano, a promulgação de uma nova constituição e também a extinção de todos os partidos
que, desde 25 de Abril de 1974, tiveram assento(s) na Assembleia da República? (Também no MILhafre.)
quinta-feira, abril 30, 2015
Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2015
A literatura: «Aforismos - Versus Vox», Filipe de Fiúza; «A Verdadeira Invasão dos Marcianos» e «Mais do mesmo!», João Barreiros; «Voz do Fogo», Alan Moore; «O Que é um Escritor Maldito? Estudo de Sociologia da Literatura», João Pedro George; «Armação Aérea», Michael Crichton; «Sôbolos Rios Que Vão», António Lobo Antunes; «Super-Homem e a Legião de Super-Heróis», Gary Frank e Geoff Johns; «O Baile», Joana Afonso e Nuno Duarte; «O beijo», Alexandra Rolo; «No muro», David Soares.
A música: «Duets», Barbra Streisand; «Departure», Journey; «The Endless River», Pink Floyd; «The Bootleg Series Vol. 11 - The Basement Tapes Raw», Bob Dylan (and The Band); «The Spirit Indestructible», Nelly Furtado; «Soultrane», John Coltrane; «Wheelin' And Dealin'», Prestige All Stars; «Ancora», Il Divo; «A Brisa Do Coração», Dulce Pontes; «In Monasterio Aveirensi - Música para a Princesa Santa Joana de Aveiro», David Perez, José Joaquim dos Santos, Soror da Piedade, e outros (pelo Ensemble Joanna Musica dirigido por Mário Marques Trilha).
O cinema: «Véspera de Ano Novo», Garry Marshall; «Navio de Guerra», Peter Berg; «Argo», Ben Affleck; «Homens-X - Dias de Passado Futuro», Bryan Singer; «Problema com a Curva», Robert Lorenz; «7 Pecados Rurais», Nicolau Breyner; «Épico», Chris Wedge; «Choros e Sussurros» e «Fanny e Alexander», Ingmar Bergman; «Vida de Pi», Ang Lee; «O Grande Hotel Budapeste», Wes Anderson; «A Costa dos Murmúrios», Margarida Cardoso; «Ter e Não Ter» e «O Grande Sono», Howard Hawks; «Homens dos Fósforos», Ridley Scott; «Castelo Movente de Howl», Hayao Miyazaki; «O Legado de Bourne», Tony Gilroy; «Raparigas de Sonho», Bill Condon; «Deixa-te Ir Apenas», Dennis Dugan; «Vejo Nu», Dino Risi; «Transformadores - Idade da Extinção», Michael Bay; «Hitchcock», Sacha Gervasi; «Parvo e Parvão», Bobby Farrelly e Peter Farrelly; «Os Desconhecidos Usuais», Mario Monicelli; «Furiosos 6», Justin Lin; «Eu Confesso» e «O Homem Errado», Alfred Hitchcock; «O Mascarilha», Gore Verbinski; «A Mudança», David Dobkin; «Interestelar», Christopher Nolan; «As Grandes Ondas (no Oeste)», Lionel Baier.
E ainda...: FNAC-Vasco da Gama/Taschen - exposição de fotografias de Bob Willoughby «Audrey Hepburn, 20 anos depois»; «Da pedra aos ossos - Observação do limiar da infinitude», Gisela Monteiro; «Noite irá Cair», André Singer; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «40 anos de arte e crítica - A colecção de Maria João Fernandes» + exposição «Giambattista Bodoni - A invenção da simplicidade» + mostra «Muitas e muito estranhas cousas que viu e ouviu - O primeiro século de edições da "Peregrinação" (1614-1711)» + mostra «Rui Cinatti (1915-1986) - Uma figura multifacetada» + mostra «Georges Simenon (1903-1989) - Mais do que Maigret» + mostra «9000 formas da felicidade - As edições Pulcinoelefante»; FNAC-Chiado - exposição «25 anos, 25 autores, 25 cartazes» do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora + exposição de fotografias de Attilio Fiumarella «Obras de misericórdia»; Real Associação de Lisboa/Sociedade Histórica da Independência de Portugal - exposição «Monumento Fúnebre d'El Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe - Da ideia à inauguração, um ano de mobilização da Pátria reconhecida»; Museu do Neo-Realismo - sessão de auditório «Matemática e Poesia - Imaginação e Rigor» com Eugénio Lisboa + exposição «Tudo existe, o que se inventa é a descrição - Joaquim Namorado 100 anos»; Charlie Hebdo Nº 1178; Público Nº 9090 (edição especial do 25º aniversário); «Postcards From Paradise», Ringo Starr; Fronteira do Caos/SHIP - apresentação do livro «Guerra d'África 1961-1974» de Humberto Nuno de Oliveira e de João José Brandão Ferreira.
domingo, abril 26, 2015
Outros: O meu primo Octávio Pato
O sétimo (de oito) episódio(s) da série «Grandes Parlamentares»,
exibido hoje na RTP2, foi dedicado ao meu primo (em terceiro grau, e direito do
meu avô materno) Octávio Pato, em honra de quem recebi o meu nome próprio. Nascido
em 1925 (se fosse vivo teria celebrado a 1 de Abril último o seu 90º
aniversário) e falecido em 1999, foi um dos mais importantes militantes do
Partido Comunista Português – mesmo o seu Nº 2, a seguir a Álvaro Cunhal – e depois do 25 de Abril de 1974 foi, além de deputado, candidato à presidência da república em 1976, ocasião em que finalmente o conheci pessoalmente. Apesar de
as minhas posições político-ideológicas muito terem mudado nos últimos 25 anos,
nunca deixei de sentir respeito e até orgulho por este meu parente, que muito lutou
e sofreu na oposição à segunda república, tendo sido vítima de torturas que
incluíram privação do sono e espancamentos na prisão e no tribunal… mas nem assim
conseguiram dele confissões e delações. Homens como Octávio Pato são raros, e,
por isso mesmo, é dever recordá-los e homenageá-los. (Também no MILhafre.)
segunda-feira, abril 20, 2015
Orientação: Sobre «tempo de antena», no ILCAO
A partir de hoje, no sítio na Internet da Iniciativa
Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, está o meu texto «Tempo de antena para a verdade», que constitui o meu primeiro contributo para a
discussão do projecto da criação de um novo partido que terá, como objectivo
principal, a revogação definitiva do AO90 e de qualquer outro «aborto
pornortográfico». (Também no MILhafre.)
quinta-feira, abril 16, 2015
Oráculo: Lembrar Albuquerque, 500 anos depois
De hoje a precisamente oito meses, a 16 de Dezembro de
2015, assinala-se o 500º aniversário da morte de Afonso de Albuquerque. O
Movimento Internacional Lusófono, por proposta minha e desde o ano passado,
está a preparar a organização de um conjunto de iniciativas, a principal das
quais será um colóquio preferentemente interdisciplinar – e possivelmente
internacional – que decorrerá, com início naquela data, na Biblioteca Nacional
de Portugal, em Lisboa; paralelamente, deverá decorrer uma exposição documental
no Arquivo Nacional Torre do Tombo. O projecto anterior desta equipa foi a
celebração, em 2013, do 300º aniversário do nascimento de Luís António Verney.
Não é só em Lisboa que o «César do Oriente», o «Grande», o
«Leão dos Mares», o «Marte Português», o «Terrível», será recordado e
homenageado, constituindo a efeméride igualmente um pretexto para uma discussão
séria e sem limites sobre a sua vida e a sua obra, e ainda para uma revisitação
da sua época, de como eram a Ásia e o
Índico então, e para uma apreciação do legado que permanece hoje, a cultura, as
memórias, os testemunhos. Também em Alhandra, onde nasceu em 1453, o filho mais
ilustre da terra merecerá um programa de comemorações especial, adequado às
capacidades da junta de freguesia local, cujo actual presidente eu contactei em
2014; projectos nas escolas do concelho de Vila Franca de Xira sobre a História
de Portugal, com destaque óbvio para os Descobrimentos, deverão ser as principais
– mas não as únicas – acções privilegiadas.
Por curiosidade, recordo
que em 2006 «votei» em Afonso de Albuquerque como o maior dos «Grandes Portugueses» - o programa na RTP1 em que viria a «triunfar»… António de Oliveira
Salazar. Então escrevi: «(ele corporizou) o período, o momento da História em
que Portugal foi efectivamente mais... grande – em terras e mares sobre os
quais exerceu o seu poder – e mais forte. Sob o comando daquele nosso
compatriota, meu conterrâneo, o nosso país alcançou o máximo de dimensão... e
de coragem. Actualmente, o seu perfil e o seu percurso estão algo esquecidos da
memória colectiva dos portugueses – provavelmente porque ele é, sem dúvida, o
símbolo supremo do nosso passado colonial, imperial, e, logo, “politicamente (e
historicamente?) incorrecto”.» Se é essa é de facto e ainda a percepção
presente, há que combatê-la e derrotá-la. (Também no MILhafre.)
sexta-feira, abril 10, 2015
Outros: Por um novo partido
Hoje assinala-se o quinto aniversário do lançamento da
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, que eu apoio e
com a qual colaboro quase desde o seu início – aliás, eu sou contra qualquer «(des)acordo ortográfico», ou «aborto pornortográfico», desde que tomei
conhecimento pela primeira vez de tal absurdo conceito, isto é, desde talvez
1986. Considerando igualmente tudo o que aconteceu neste âmbito até agora, esta
é, pois, a data apropriada para anunciar e para começar uma nova fase deste
movimento: a formação de um novo partido político, um projecto no qual eu estou
disponível para participar. Os fundamentos desta decisão estão expressos num
manifesto escrito por João Pedro Graça e hoje publicado no sítio da ILCAO. (Também no MILhafre.)
quinta-feira, abril 02, 2015
Ocorrência: A «ignição» foi há 10 anos
Foi há
precisamente uma década: 2 de Abril de 2005 é a data do meu primeiro post no Octanas. Que consistiu na transcrição de um dos meus poemas mais pessoais – e
que, como todos os outros que já escrevi, e apesar de algumas promessas nesse
sentido, ainda não foi publicado em papel…
Este meu
blog, cuja designação pretende(u) reflectir não só o meu nome mas também,
simultaneamente, o carácter assumidamente «energético», e mesmo algo «explosivo», da
minha personalidade, tem constituído como que uma espécie de diário – do que
fiz, do que faço e do que vou (ou quero) fazer, do que penso, dos meus gostos e
desgostos. Diário que partilho com todos os que fazem o favor de o visitar e de
o ler, regular ou irregularmente, mas a quem quero agradecer humildemente por
me dispensarem generosamente algum do seu tempo precioso.
Em dez anos
este espaço pouco ou nada mudou, estruturalmente e graficamente. O «template»,
ou seja, o «cenário», a imagem de fundo, é a mesma desde o primeiro dia, e foi
escolhida por ser constituída por círculos, «o’s», que remetem directamente
para o meu nome; e articula-se com os títulos dos textos, sempre iniciados com
uma palavra, uma «categoria», um tema, começado por «o»; tanto quanto me foi
possível – isto é, tanto quanto o Blogger me permitiu – tentei estabelecer e
manter uma certa (e visível) «personalização». As ferramentas – aplicações,
imagens, ligações – que posteriormente foram sendo introduzidas e que eu
aproveitei (mas nem todas) contribuíram decisivamente para o tornar mais
completo, mais abrangente, um reflexo mais correcto do meu «mundo»…
… Ao qual
continuam a ser bem-vindos. E onde podem deixar os comentários que quiserem,
desde que não sejam anónimos.
terça-feira, março 24, 2015
Ocorrência: A TVI recusou-me…
… Ou, dito de outra forma talvez mais correcta, receou-me.
No passado dia 6 de Março, no programa «A Tarde é Sua», de Fátima Lopes,
realizou-se um debate sobre o «acordo ortográfico de 1990» que contou com as
participações de João Malaca Casteleiro (a favor), «linguista» e um dos
principais «autores (i)morais» do «desacordo», e de António Chagas Baptista
(contra), da (Direcção da) Associação Portuguesa de Tradutores. Porém, era eu
quem deveria ter participado, enquanto opositor ao AO90, no espaço da Televisão
Independente…
… Porque a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico foi contactada e convidada pela equipa do «A Tarde é Sua»
para se fazer representar na emissão daquela data. Em mensagem enviada a 2 de
Março à ILCAO, Pedro Quaresma, jornalista da «redação» daquele programa,
informava que este «conta, às sextas-feiras, com uma parte mais
informativa (entre as 19h00 e as 20h00), que procura discutir e debater temas
fra(c)turantes da a(c)tual sociedade portuguesa. Nas últimas semanas, abordámos
assuntos tão diversos como o consumo de álcool entre os jovens, a eutanásia, a
maternidade de substituição ou a legalização da prostituição, entre outros. Já
contámos, neste espaço, com a participação de pessoas de vários quadrantes, nomeadamente
deputados, juristas, médicos ou filósofos, entre outros. Na
próxima sexta-feira, dia 06 de Março, propomo-nos falar de uma temática à qual
os senhores não estarão, por certo, alheios: o acordo ortográfico. Parece-nos
pertinente debater este assunto em horário nobre (antes do Jornal das 8 de
sexta-feira, um dos programa mais vistos de toda a grelha semanal de
televisão), pelo que seria para nós muito prestigiante contar com a
participação de um elemento da ILC neste excerto do programa, que terá um formato
de debate. A conversa será moderada pela apresentadora, encontrando-nos a(c)tualmente
a desenvolver diligências para ter em estúdio uma pessoa que defenda este
acordo ortográfico. Assim, gostaríamos de formular-lhes um convite para
estar presente no programa “A Tarde é Sua” na próxima sexta-feira, 06 de
Março, entre as 18h30 e as 20h00. Em caso de resposta afirmativa, solicito
também que nos facultem um contacto telefónico pois seria importante falar
antecipadamente, de modo a combinar alguns pormenores da vinda ao programa. Por
motivos de planeamento do programa em questão, solicito uma resposta tão breve
quanto possível, de preferência até ao final do dia de amanhã.»
A resposta, indicando o meu nome como representante da
ILCAO, foi enviada por João Pedro Graça antes do final de terça-feira, 3 de
Março – mais concretamente, às 16.55. Porém, e para nossa surpresa,
posteriormente recebemos, ainda naquele dia, a seguinte mensagem de Pedro
Quaresma: «Agradeço a rápida resposta
ao nosso e-mail. Por
imposições superiores, e como hoje por volta da hora de almoço ainda não tinha
qualquer indício de que a ILC poderia disponibilizar alguém para participar no
debate, vi-me na obrigação de encontrar uma alternativa para fechar o
alinhamento do programa da próxima sexta-feira. Assim, acabámos por concordar com a participação de um
elemento da Associação de Tradutores, que também é contra a adopção deste
acordo. Em todo o caso, agradeço a sua simpatia e disponibilidade.» Repare-se nas bizarrias e nas contradições
que caracteriza(ra)m este desagradável incidente: a ILCAO respondeu
indubitavelmente dentro do prazo pedido… que não era, aliás, obrigatório – e tanto
assim foi que PQ começou por agradecer, precisamente, a «rápida resposta»! No
entanto, antes disso, e talvez devido a uma crise de bipolaridade, à «hora de
almoço» (seria fome?) decidiram «encontrar uma alternativa» por «imposições
superiores». Mas só nos comunicaram essa decisão depois de saberem quem seria o
representante da ILCAO… ou seja, eu.
Sejamos sérios, deixemo-nos
de ilusões e chamemos as coisas pelos seus nomes: este «des-convite» da TVI em
relação à ILCAO é uma inacreditável e inadmissível demonstração de falta de
cortesia, de educação, de profissionalismo, de respeito; todavia, é igualmente
uma evidente acção de discriminação, e até de censura, em relação a mim… e não
é a primeira vez que o «Canal Quatro» a faz. Os «superiores» que «impuseram»
o meu afastamento fizeram-no, acredito, não só pelas críticas que tenho feito à
TVI (e à SIC e à RTP, e não só) pela sua submissão ao «aborto pornortográfico»,
aqui no Octanas, no MILhafre e no Público, críticas essas que demonstram, passe
a imodéstia, a minha capacidade para debater este tema e para confrontar e
derrotar qualquer defensor do dito cujo, incluindo o Prof. Malaca; também o
fizeram pela denúncia da – anterior e comprovada – discriminação e censura de que eu e o meu outro blog Obamatório fomos objecto em 2012 por parte da estação
de Queluz de Baixo. No que depender de mim, baixezas como esta nunca serão
silenciadas…
… Mesmo que tal implique
mais censura, mais discriminação e, eventualmente, até difamação e… deformação.
Chagas Baptista, que, há que admiti-lo e reconhecê-lo, esteve muito bem no
debate de 6 de Março, que venceu, superiorizando-se indubitável e claramente a
Malaca Casteleiro, teve o seu nome a(du)lterado para António Chagas «Batista»
na legenda surgida no ecrã. Recordo que na TVI um famoso grupo musical já foi
identificado como «One Diretion». Estivesse lá eu e provavelmente colocariam «Otávio»
dos Santos, e assim se juntariam à (longa) lista daqueles que tira(ra)m o «c» do meu nome. (Também no ILCAO.)
quinta-feira, março 19, 2015
sexta-feira, março 13, 2015
Orientação: Sobre um «apocalise», no Público
Na edição de hoje (Nº 9098) do jornal Público, e nas páginas 48 e 49, está o meu artigo «”Apocalise abruto”». Um excerto: «bastantes
“anomalias” adicionais têm vindo a ocorrer induzidas pela ideia – errada mas
compreensível – de que, com o AO90, qualquer consoante de pronunciação
minimamente “duvidosa” provavelmente não deve estar antes de outra. Este perigo
de proliferação, de multiplicação, de erros, de deturpações foi previsto e
alertado atempada e acertadamente por muitos opositores do dito cujo, que então
não receberam toda a atenção que mereciam mas que agora vêem os seus receios
confirmados.» (Também no MILhafre. Transcrição no ILCAO.)
terça-feira, março 10, 2015
Ordem: Esclarecer quem precisa
Não é de agora que estou permanentemente disponível para,
na blogosfera e não só, dar o meu contributo à discussão e ao esclarecimento de
temas importantes, tanto nacionais como internacionais. E também não é novidade
que é à esquerda que se regista habitualmente uma maior ignorância, e uma maior
incredulidade, perante assuntos que só aparentemente são controversos. Três
exemplos recentes, no blog Aventar, demonstram e ilustram essa situação: no primeiro,
expliquei porque não é surpreendente o apoio crescente que a Frente Nacional em
França tem em determinados sectores da população; no segundo, expliquei porque
o totalitarismo não é uma característica de Israel; no terceiro, expliquei como a misoginia é aceitável se as visadas forem de direita.
sexta-feira, fevereiro 27, 2015
Outros: Falam do «Fantas»… e da «Bolsa»
A «Bolsa de Guiões», iniciativa do Festival Internacional
de Cinema do Porto em colaboração com a Associação Simetria (que a sugeriu),
foi bastante noticiada e divulgada desde a abertura, no passado dia 24, da
edição de 2015 da grande mostra de imagens em movimento da Cidade Invicta.
Fizeram referências, ao FantasPorto e ao projecto de divulgação
e de adaptação audiovisual de obras da ficção científica e fantástico de língua
portuguesa, entre outros: Cadernos de Daath; Casting; Film Festivals; Folha em Branco; Gazeta do Rossio; iOnline; iPorto; Jornal de Notícias; LinkedIn; Observador; Portal Cinema; Porto 24;
Público; RTP; Rua de Baixo; Sol; TVI; Viva Porto; Vogue.
Entretanto, há uma novidade importante relativa à lista de 20 textos que, em nome da Simetria,
enviei ao FantasPorto e a Beatriz Pacheco Pereira: um dos contos que a integram
já está em processo de adaptação audiovisual. Trata-se de «As duas caras de
António», incluído originalmente na antologia «Lisboa no Ano 2000» organizada
por João Barreiros; o seu autor, Carlos Eduardo Silva, informou-me que recebeu
uma proposta nesse sentido. Esperemos que tal constitua um bom augúrio para as
outras obras em apreciação. (Também no Simetria.)
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Organização: FantasPorto procura histórias…
… Para delas se fazer filmes. A apresentação no Festival Internacional de Cinema do Porto em 2013 da antologia colectiva de contos de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas» possibilitou-me
também o estabelecimento de um contacto privilegiado com Beatriz Pacheco
Pereira, que, com o seu marido Mário Dorminsky, fundou e dirige há 35 anos
aquele festival. Sempre pensando em formas de promover a FC & F de língua
portuguesa, que, aliás, e como demonstrei, constitui o género dominante na história da literatura nacional, submeti no ano passado à co-organizadora do
FantasPorto, em representação da Associação Simetria, uma sugestão: a de, junto
dos cineastas, já em actividade ou ainda em formação, que integram a sua lista
de contactos e que costumam frequentar o Rivoli todos os anos na mesma ocasião,
divulgar obras, narrativas, histórias, de autores lusófonos na área da fantasia,
como possiveis bases, adaptando-as, para argumentos de eventuais filmes (de
curta e de longa metragens) e de séries televisivas.
Beatriz Pacheco Pereira aceitou, e,
assim, foi criada a iniciativa «Bolsa de Guiões», que terá a sua primeira realização na edição de 2015 do Fantasporto, que decorre entre 24 de Fevereiro e 8 de Março. A fase inicial do projecto consistiu em localizar, seleccionar e
compilar textos que se adequassem aos objectivos daquele. Pelo que, com o apoio
de Luís Filipe Silva, Luís Miguel Sequeira e Nuno Fonseca, elaborei e enviei
uma (primeira) lista de 20 trabalhos, obedecendo aos seguintes três critérios:
(mínimo de) qualidade; adaptabilidade (isto é, não exigência, se possível, de
orçamentos elevados e/ou de efeitos especiais complexos); acessibilidade (isto
é, preferência por aqueles que estão
disponíveis electrónica e integralmente).
Eis os trabalhos que integram essa lista,
e os respectivos autores: «O beijo», Alexandra Rolo; «A ponte dos dois corações», Ana Cristina
Luz; «O nome do rei», Bruno Martins Soares (nas
páginas 53 a 64); «As duas caras de António», Carlos Eduardo
Silva (nas páginas 97 a 108); «Chasing memories», Cristina Flora; «No muro», David Soares; «O Mandarim»,
Eça de Queiroz; «Primos de Além-Mar», Gerson Lodi-Ribeiro (tradução para
Inglês, «Cousins from Overseas»); «Seis momentos em tempo real», João Aguiar (nas páginas 17 a 34); «O teste», João Barreiros; «Steaks barbares», João Seixas; «Leituras»,
João Ventura; «Missão 121908», Luísa Marques da Silva (nas páginas 35 a 52); «Dormindo com o inimigo», Luís Filipe Silva; «Lisboa no Ano 2000», Melo de Matos; «Caminhos de ferro», Octávio dos
Santos; «A passagem», Paulo Pinto Carvalho; «Venha a mim o nosso reino», Ricardo Correia (nas
páginas 41 a 52); «O primogénito», Rogério Ribeiro (nas
páginas 13 a 26); «O paciente», Telmo Marçal. Já Beatriz
Pacheco Pereira acrescentou textos dela própria e ainda de José Viale Moutinho, Pedro Garcia Rosado e Rui Madureira. Posteriormente, elaborei e enviei, também
para ser divulgada junto dos cineastas, uma segunda lista, não exaustiva, de livros de ficção científica e fantástico
de autores lusófonos actualmente à venda em Portugal ainda sem adaptação
audiovisual.
Aquele que deverá ser o evento principal da primeira
edição da «Bolsa de Guiões» no âmbito do FantasPorto está marcado para o
próximo dia 4 de Março, entre as 15 e as 18 horas, no Teatro Rivoli: um
encontro, e debate, entre os cineastas e os escritores. Destes (e excluindo,
evidentemente, os que já faleceram) ainda não se sabe, neste momento, quantos e
quais poderão estar presentes, e impõe-se igualmente esclarecer que nenhuma
utilização dos seus trabalhos está garantida apenas pela realização daquela
sessão em particular e deste projecto em geral. De qualquer forma, do que não
há dúvidas é de que a literatura lusófona de FC & F começa este ano a ser
sistematicamente promovida e valorizada entre os profissionais do sector
audiovisual. (Também no Simetria.)
quarta-feira, fevereiro 11, 2015
Ordem: Antes da CML e de AC, fui eu
A Câmara Municipal de Lisboa, em reunião de vereação realizada hoje, aprovou por unanimidade uma moção submetida por António Costa,
a ser apresentada ao Governo, que propõe que o aeroporto da capital, denominado
«da Portela», passe a designar-se «Humberto Delgado» - uma iniciativa que se
insere igualmente na evocação em 2015 dos 50 anos da morte do «General sem
Medo», assassinado por agentes da PIDE, e que se assinala depois de amanhã. Impõe-se
referir que, em 2007, o jornal Expresso publicou um artigo de opinião da minha autoria, em que eu sugeria precisamente essa homenagem, apesar de então apontar para aquele que seria provavelmente o (um) eventual novo aeroporto de Lisboa, e
não o actual (e ainda único). Intitulado «E o nome do novo aeroporto de Lisboa deve ser...», está incluído no meu livro «Um Novo Portugal - Ideias de, e para, um País», editado em 2012. (Também no MILhafre (100).)
domingo, fevereiro 01, 2015
Outros: «Primos…» na anglofonia
Assinala-se hoje mais um aniversário – o 107º – de um
crime que foi também um atentado terrorista, político, e no qual se fundou o
regime – a república – que ainda hoje vigora, ilegitimamente, em Portugal: o
assassinato, em Lisboa, do Rei D. Carlos e do Príncipe Herdeiro D. Luís Filipe.
A Real Associação de Lisboa, de que também sou associado, promoveu este ano na
capital, e como habitualmente, iniciativas relativas à (funesta) data, mais
concretamente: uma sessão evocativa constituída por uma conferência e pela
inauguração de uma exposição, ambas no Palácio da Independência, sobre o
percurso «da ideia à inauguração» do monumento fúnebre ao Rei e ao Príncipe; e
uma missa de sufrágio, na Igreja de São Vicente de Fora.
Este dia é, pois, o indicado para dar conta de que um dos
contos incluídos na colectânea colectiva de história alternativa «A República Nunca Existiu!», concebida e organizada por mim e editada em 2008, tem a partir
de agora uma versão em Inglês: trata-se de «Primos de Além-Mar», de Gerson Lodi-Ribeiro. Tal aconteceu na revista electrónica norte-americana Words Without Borders, que, fundada em 2003, «promove o entendimento cultural através
da tradução, publicação e promoção da melhor literatura internacional
contemporânea.» Em cada mês há um tema diferente, e o de Janeiro de 2015 foi
«Passados alternativos – Ucronia internacional». Traduzido por Sarah Ann Wells,
«Primos de Além-Mar» tornou-se em «Cousins from Overseas». (Também no Simetria.)
sábado, janeiro 24, 2015
Orientação: Sobre língua e pátria, no ILCAO
A partir de hoje, no sítio na Internet da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, está a transcrição integral do meu artigo «A minha pátria já não é a língua portuguesa», publicado originalmente em Outubro de 2014 no Nº 14 da revista Nova Águia.
segunda-feira, janeiro 19, 2015
Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 2)…
… Escritos e publicados, desde Setembro último, nos
seguintes blogs: Horas Extraordinárias; Montag; Intergalactic Robot; Delito de
Opinião (um, dois); Corta-Fitas; 31 da Armada; Aventar. Comentários esses que
versam, entre outros temas, sobre: se José Saramago era ou não adepto do
«acordo»; a degradação ortográfica do Diário de Notícias; a incoerência, e a
cobardia, de Rodrigo Moita de Deus e de António Balbino Caldeira.
Poderia outro estar incluído aqui, não fosse a equipa da
Booktailors-Blogtailors tê-lo rejeitado: (agradavelmente, mas prematuramente)
surpreendido com o «óptimo ano novo» desejado por aquela em post de 1 de
Janeiro último, saudei essa (aparente) retoma da correcção e da normalidade
ortográficas… apenas para, poucos dias depois, constatar que o meu comentário
não tinha sido publicado e que o «óptimo» se transformara em «ótimo»!
Enfim, as «Lusografias» estão cada vez mais degradadas, a
língua portuguesa está cada vez mais em «retalhos»… Há quase cinco anos eu não antecipava que a situação seria tão catastrófica; acredito que, se hoje fosse
vivo, Agostinho da Silva expressaria o seu desgosto e a sua indignação.
terça-feira, janeiro 13, 2015
Ocorrência: Ano Internacional da Luz
Foi Filipe de Fiúza, que me convidou para uma tertúlia em Sintra sobre Alfred Tennyson há um ano, que, a 3 de Janeiro último, me enviou,
bem como a outros amigos e conhecidos, uma mensagem com uma informação de
grande interesse: 2015 é o «Ano Internacional da Luz»…
… Não por causa de uma efeméride mas sim de seis! Que
são: 1015 (1000 anos) – Ibn Al
Haytham escreveu o primeiro «Livro de Óptica»; 1815 (200 anos) – Fresnel propôs a «natureza ondulatória
da luz»; 1865 (150 anos) – Maxwell
publicou a sua teoria de Electromagnetismo, apresentando «a luz como ondas
electromagnéticas»; 1915
(100 anos) – Einstein publicou a teoria da Relatividade Geral, explicando a
«luz no espaço e no tempo»; 1965
(50 anos) – Arno Penzias e Robert Wilson descobriram a Radiação Cósmica de
Fundo, «a luz mais antiga do Universo», e Charles Kao apresentou a tecnologia
da fibra óptica.
Este tema e esta (múltipla)
celebração podem servir de pretexto, de inspiração, a muitas iniciativas, não
só científicas mas também culturais e artísticas, em várias formas, conteúdos,
expressões. Em especial, logicamente, na Ficção Científica e no Fantástico,
onde, por exemplo, a dualidade claro-escuro (literal e figurada), as ilusões
(de óptica, e outras) e a velocidade da luz têm sido conceitos, «motes»,
constantes. Pela minha parte, acredito já ter dado (antecipadamente… há seis
anos ;-)) um contributo a esta pluri-evocação através do meu livro «Espíritos das Luzes». (Também no Simetria.)
quarta-feira, janeiro 07, 2015
Ordem: Contra o Islão fascista, a favor de Israel
(Uma adenda no final deste texto.)
O ano de 2015 começa mal para os que desejam a paz planetária... A partir de hoje, o Octanas passa a incluir em permanência – do lado esquerdo, abaixo do símbolo da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico – mais dois símbolos de causas em que acredito e que defendo, e que representam também, em simultâneo, a minha reprovação, o meu repúdio, a minha condenação do/ao ataque hoje perpetrado em Paris, por terroristas islâmicos contra a sede do jornal Charlie Hebdo e os seus trabalhadores, dos quais dez (e ainda dois polícias) foram logo assassinados e vários outros foram gravemente feridos, pelo que o número de vítimas mortais poderá, infelizmente, aumentar…
O ano de 2015 começa mal para os que desejam a paz planetária... A partir de hoje, o Octanas passa a incluir em permanência – do lado esquerdo, abaixo do símbolo da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico – mais dois símbolos de causas em que acredito e que defendo, e que representam também, em simultâneo, a minha reprovação, o meu repúdio, a minha condenação do/ao ataque hoje perpetrado em Paris, por terroristas islâmicos contra a sede do jornal Charlie Hebdo e os seus trabalhadores, dos quais dez (e ainda dois polícias) foram logo assassinados e vários outros foram gravemente feridos, pelo que o número de vítimas mortais poderá, infelizmente, aumentar…
… E esses símbolos são: um, a imagem «Je Suis
Charlie» («Eu sou Charlie»), em homenagem aos meus colegas de profissão, jornalistas, tornados
mártires da liberdade de expressão, que deve ser preservada a todo o custo; o
outro, a imagem «I’m a proud friend of Israel» («Sou um orgulhoso amigo de Israel»),
porque a pátria judaica, apesar de não ser perfeita (mas quase), constitui um «oásis»
de democracia, de respeito pelos direitos humanos, de tolerância (cultural, política,
religiosa, social) num «deserto» de absolutismo, de arcaísmo, de barbarismo, de
totalitarismo… o oposto, o contraponto, daquilo e daqueles que, eles sim
verdadeiros fascistas e neo-nazis, cometeram o atentado de hoje em França e tantos
outros, no passado mais ou menos recente, em vários pontos do Mundo.
(Adenda - No Obamatório está outro texto meu também sobre este tema: «... E o futuro não lhes pertenceu».)
(Adenda - No Obamatório está outro texto meu também sobre este tema: «... E o futuro não lhes pertenceu».)
quarta-feira, dezembro 31, 2014
Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2014
A literatura: «Descrição da Cidade de Lisboa», Damião de Góis; «Fervor de Buenos Aires», «Lua Defronte» e «Caderno San Martín», Jorge Luis Borges; «O Trono do Altíssimo» e «O Jardim das Delícias», João Aguiar; «Canção de Kali», Dan Simmons; «Palmas Para o Esquilo», David Soares e Pedro Serpa; «Super-Homem - Filho Vermelho», Dave Johnson e Mark Millar; «Tsubaki», Bruno Martins Soares; «As moças do campo», Telmo Marçal.
A música: «Portraits (So Long Ago, So Clear)», Vangelis; «Alessandro Safina», Alessandro Safina; «Seasons In The Abyss», Slayer; «Lusitana», Dulce Pontes; «Blue Train», John Coltrane; «Tuba Jazz», Ray Draper Quintet; «In Chicago», Cannonball Adderley Quintet; «Dog Man Star», Suede; «Parklife», Blur; «Badmotorfinger», Soundgarden; «Simply Christmas - Festive Songs, Carols And Christmas Classics - 01/Christmas Crooners», Bing Crosby, Frank Sinatra, Nat King Cole, Perry Como, e outros.
O cinema: «O Filme Lego», Christopher Miller e Phil Lord; «Eragon», Stefen Fangmeier; «A Rapariga com a Tatuagem de Dragão», David Fincher; «Eu Sou o Amor», Luca Guadagnino; «Amigos com Benefícios», Will Gluck; «Jogo de Ripley», Liliana Cavani; «O Dilema», Ron Howard; «Ira de Titãs», Jonathan Liebesman; «Os Homens da Companhia», John Wells; «Mal Residente - Pós-Vida», Paul W. S. Anderson; «50/50», Jonathan Levine; «Sombras Escuras», Tim Burton; «RPG», David Rebordão e Tino Navarro; «Esquecendo Sarah Marshall», Nicholas Stoller; «O Desconhecido do Lago», Alain Guiraudie; «Florbela», Vicente Alves do Ó; «O que Esperar Quando se está de Esperanças», Kirk Jones; «Operação Outono», Bruno de Almeida; «Congelado», Chris Buck e Jennifer Lee; «Morte ao Smoochy», Danny DeVito; «A Campanha», Jay Roach; «Capitão América - O Soldado de Inverno», Anthony Russo e Joe Russo; «O Grande Kilapy», Zézé Gamboa; «Cosmopólis», David Cronenberg; «Branca de Neve e o Caçador», Rupert Sanders.
E ainda...: Biblioteca Nacional - exposição «David de Almeida - A ética da mão» + exposição «Uma colecção, dois coleccionadores - Pereira e Sousa - Mendonça Cortês» + exposição «A biblioteca do embaixador - Os livros de D. García de Silva e Figueroa (1614-1624)» + mostra «António Ramos Rosa - A poesia em diálogo com o Universo» + mostra «Ruy Coelho (1889-1986) - O espólio de um compositor» + mostra «Do manuscrito ao espectáculo - A colecção de teatro de António José de Oliveira» + mostra «Biografias de Teixeira de Pascoaes» + mostra «José Pedro Machado (1914-2005) - Uma vida de estudo»; «Shake It Off» e «Blank Space», Taylor Swift; Salvador Caetano-Vila Franca de Xira - «Dia Toyota»; Centro de Estudos Anglísticos da (Faculdade de Letras da) Universidade de Lisboa - colóquio internacional «Mensageiros das Estrelas - Episódio III»; QualAlbatroz - «Um livro feito à mão», José Alfaro; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal - Bienal de Fotografia 2014; Museu do Neo-Realismo - exposição «Arsénio Mota - Uma vida como obra»; Biblioteca Municipal/Fábrica das Palavras de Vila Franca de Xira - exposição de fotografia «Nasci com passaporte de turista» de Afonso de Burnay; Espaço-Museu do Hospital de Vila Franca de Xira.
sexta-feira, dezembro 19, 2014
Obrigado: Aos que das «estrelas»…
… Serviram de
«mensageiros», que trouxeram as «mensagens» aos meros terrestres. Foi há
precisamente um mês, a 19 de Novembro, que teve início, na Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, o «Episódio III» - isto é, a terceira edição – do
colóquio internacional (bianual) de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas». E foi também há um mês que eu participei, como já anunciara a 2
de Novembro, juntamente com João Barreiros e Luís Filipe Silva (Telmo Marçal
faltou), no debate «Ficção Científica e Crise», que Margarida Vale de Gato, a
moderadora, considerou no final ter sido um dos melhores do género a que havia
assistido e/ou em que havia participado. Não se procedeu a um registo vídeo mas
fizeram-se algumas fotografias.
O colóquio
teve uma divulgação assinalável, talvez superior às dos seus dois antecessores,
em 2010 e em 2012. De facto, além de menções em espaços exclusivamente digitais
– Mundo Snitram, Notícias Ao Minuto, Os Fantásticos Mundos de Elsa, Ouroboros Lair, Pátria de Heróis – o evento organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos
da UL mereceu também destaque nos sítios de publicações em papel – no Correio da Manhã, no Diário de Notícias, na Fórum e no Sol através de breves textos, e no
Público com um artigo alargado.
Agora, é
aguardar «apenas» dois anos até ao «Mensageiros das Estrelas – Episódio IV», em
2016. Será «uma nova esperança»? ;-) (Também no Simetria.)
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