… Da Escola EBI
do Bairro do Paraíso e da Escola EB1 Dr. Sousa Martins, ambas em Vila Franca de
Xira e pertencentes ao Agrupamento de Escolas Professor Reynaldo dos Santos,
que, respectivamente no passado dia 20 de Abril e hoje, 26, me receberam para
me ouvir falar – e com eles conversar – sobre as causas, consequências e
significados dos acontecimentos ocorridos no dia 25 de Abril de 1974. Tendo,
naqueles dois estabelecimentos de ensino, estado perante crianças do 3º e do 4º
anos de escolaridade, ou seja, com não mais do que 9 anos de vida, o meu ponto
de partida foi o de que aquando da «Revolução dos Cravos» eu tinha exactamente
aquela idade; e, embora privilegiando uma perspectiva nacional na abordagem daquele
facto histórico, não deixei de incluir uma referência regional, concelhia... e até familiar, pessoal – a evocação dos irmãos Carlos e Octávio Pato, meus primos, originários
de VFX, militantes do Partido Comunista Português, resistentes ao regime deposto
em 1974/4/25, presos e torturados (e, no caso do primeiro, assassinado) pela
PIDE. Enfim, aqui faço também um agradecimento especial a António José Fonseca,
professor-bibliotecário do AEPRS, que me convidou.
terça-feira, abril 26, 2016
sexta-feira, abril 22, 2016
Outros: Contra o AO90 (Parte 13)
«Autores “infanto-juvenis”: colaboracionismo ortográfico?», Madalena Homem Cardoso; «Uma verdade que os leitores do Expresso não estão a ver», «Professores “da esquerda” e “muito arrogantes”?», «Back to the “fatos” e “contatos”», «O Acordo Ortográfico de 1990 e o sistema grafémico do português europeu», «Como se para um homem», «Havendo activos, há esperança», «Algumas reflexões acerca da fiscalização abstracta», «O New York Times e a falta de perspectiva», «”Piada com Sporting obriga Marisa Matias a retratar-se”», «Retrospectiva ortográfica»,
«Não há perspetiva comum», «Orçamento de Estado para 2016», «Afinal, havia outro»,
«O retrato oficial» e «Em “direção” ao futuro?», Francisco Miguel Valada; «O português devora-se a si mesmo», José Carlos Fernandes; «Resistindo ao desejo de gastar seis euros» e «Emudecendo consoantes», José António Abreu; «Treinador Octávio Machado muda de nome», «Há que não “compatuar” mas “convitamente”»,
«Descubra as diferenças», «”Project” é Inglês? Não interessa. Acordize-se!»,
«Proselitismo na sombra», «Tão subtil como uma marretada na cabeça», «A Wikipédjia lusôfuna», «Contrato de edição "ne varietur" (proposta)», «Academia de Lisboa versus Académie française», «A escola do caos», «Empate técnico», «Presidência “direta”», «Muhammad Saeed al-Sahhaf não está em vigor», «Como diz a outra», «Literatura, concursos, prémios, direitos de autor e AO90» e
«cAOs na Presidência», João Pedro Graça; «”Acordo Ortográfico” discutido pela terceira vez em 25 anos» e «”AO”/90 – Um monumento de incompetência e ignorância», Ivo Miguel Barroso; «O Acordo Ortográfico e o ensino – Instantâneos do caos», «E novidades sobre o acordo ortográfico? Não há!»
e «Pagamento da factura – A influência do AO90 na pronunciação», António
Fernando Nabais; «O númerozinho» e «Ardeu a língua “passada dos carretos”?»,
Rui Valente; «António Costa deve ser julgado por crime de lesa-Pátria», João
José Horta Nobre; «Academia e bom senso», «Tudo língua, tudo Coimbra», «Se fosse só três sílabas…», «Palmas para a Academia», «Ortografia é que não» e «A oitava revisão», Nuno Pacheco; «O órgão vital – O bolso», «Língua sacaneada»,
«Estrela de seis pontas», «A revelação da língua portuguesa» e «Bombeiros pirómanos», Olga Rodrigues; «Resistência activa ao aborto ortográfico (111,
112, 113, 114, 115, 116, 117, 118) e «Presidenciais (32)», Pedro Correia; «Réu condenado a pena suspensa», Duarte Afonso; «Deixemos respirar livremente as ortografias nacionais», Artur Anselmo; «Ao(s) sábio(s) da “Real” Academia das Ciências de Lisboa», António Marques; «Quem te avisa teu amigo é» e «”Ne Varietur” – Crónica de uma publicação almejada», Graça Maciel Costa; «O acordo adormecido» e «E a montanha pariu um rato», Isabel Coutinho Monteiro; «Carta aberta a António Costa, primeiro-ministro de Portugal» e «AO/90 – “Fição” de alucinados ou português “koiné”?», Isabel A. Ferreira; «O “Acordo Ortográfico” de 1990 não está em vigor», «O AO90 não está em vigor em Estado nenhum», «O Presidente da República e o Acordo Ortográfico de 1990» e «A não vigência do Acordo Ortográfico de 1990», Carlos Fernandes; «Insólito» e «Insólito II»,
Edward d’Abreu; «O ”Acordo Ortográfico” de 1990 e as Presidenciais», Artur
Magalhães Mateus; «Gentílico acreano deve integrar armas e brasões do Acre»,
Luísa Karlberg; «O apocalipse “apocalítico”», José Mário Silva; «O que alguns irmãos do Brasil pensam», José Ramos-Horta; «Carta aberta a Marcelo Rebelo de Sousa», Belmiro Narino; «Sofismas e outros “arenques vermelhos”», Cláudio
Quintino Crow; «Achegas», Sérgio de Almeida Correia; «Como utilizar e odiar o Novo Acordo Ortográfico», Joana Costa; «Em defesa da língua portuguesa», José
Manuel Araújo. (Também no MILhafre.)
sábado, abril 16, 2016
Orientação: Sobre «extremos», no Público
Na edição de hoje (Nº 9496) do jornal Público, e na página 52, está o meu artigo «Em extremos opostos da Europa». Um excerto: «Felizmente para a Europa, a
situação nacional é, neste âmbito, um caso praticamente único. Vítima
inevitável e inescapável da sua intrínseca falácia intelectual e da sua
inerente falência moral (e material, muitas vezes também), a esquerda está em
recuo, em retirada, em retracção, em retrocesso por todo o Velho Continente… E
esse processo é mais visível e está mais completo para lá da linha Oder-Neisse,
onde há um país que, politicamente, é como que um reflexo do nosso, um
contraste total connosco.»
O conceito
principal deste artigo já havia sido de certo modo abordado em comentários
recentes que fiz a textos no blog Delito de Opinião. Um de Luís Menezes Leitão a
30 de Março último: «O
feriado de 5 de Outubro foi bem abolido: comemora(va) um golpe de Estado
perpetrado por uma minoria de fanáticos e de terroristas (regicidas,
assassinos) que derrubou um regime democrático (pelos padrões da época, e em
consonância com o que existia em outros países). Neste assunto Pedro Passos
Coelho não mostrou “fanatismo” mas sim incompetência e inépcia. Além de que PSD
e CDS poderão ser partidos ”estúpidos” - a manutenção do AO90, e não só, demonstra-o
- mas não são de direita»..
… E outro de Pedro Correia
a 8 de Abril último: «(…) Não me incluo naqueles que hoje consideram “quase
exemplares” e que “entoam hossanas” as/às gerações de políticos/galeria de
“estadistas” que se sucederam após o 25 de Abril, praticamente todos de
esquerda. Elaboraram e aprovaram uma constituição que não precisou de esperar
pelo seu 40º aniversário (que se “celebra” este ano) para se tornar obsoleta,
quase “digna” do ex-COMECON, ofensiva e anti-democrática com o seu “abrir
caminho para uma sociedade socialista” e a (obrigação de manter a) “forma
republicana de governo”, de tal modo ideológica, programática e restritiva que
tem condicionado, impedido, o verdadeiro desenvolvimento. Levaram o país à
falência mais do que uma vez. Implementaram o “(des)acordo ortográfico”... É
por isto e muito mais que eu sou monárquico e a favor de uma mudança de regime;
do actual, da III República, muito pouco(s) se aproveita(ria)(m).»
Hoje, Dia
Mundial da Voz, constitui uma ocasião ainda mais simbólica e significativa
para se fazer ouvir aquela, mesmo que na forma escrita… mas correcta,
evidentemente. (Também no MILhafre.)
quinta-feira, abril 07, 2016
Ordem: Estou interessado e disponível…
… E não é de
agora, para participar em festivais literários, em Portugal e no estrangeiro.
Preferiria, obviamente, que as organizações desses festivais que eventualmente
me convidassem custeassem as minhas despesas de transporte, alojamento e
alimentação inerentes a essas participações, mas tal não seria indispensável
para que eu considerasse e mesmo aceitasse, se não todas, pelo menos algumas
delas.
Faço esta –
séria, mas com um sorriso nos lábios - «declaração de interesses» na sequência
da publicação do artigo «Para que(m) servem um Festival Literário?», de Joana
Emídio Marques, publicado no jornal Observador no passado dia 20 de Março.
Apesar de estar escrito em «acordês», justifica-se desta vez conter a
repugnância pela forma devido à qualidade e à relevância do conteúdo: a
jornalista decidiu compilar, listar, comparar, enfim, (tentar) sistematizar
quais são os escritores nacionais mais solicitados para colaborar nos – já
bastantes – festivais literários que são realizados regularmente (anualmente)
em vários pontos do país. A conclusão principal? Existe um pequeno grupo de
«habitués», de privilegiados, invariavelmente presentes nas sucessivas edições
desses festivais, que retiram daí benefícios – se não financeiros, pelo menos
(o que não é pouco) mediáticos, promocionais, de prestígio – do seu «estatuto»
(oficioso) de «convidados permanentes».
Surpreendentemente
(ou talvez não…), e tanto quanto pude apurar, não existiram até ao momento muitas
e/ou significativas reacções públicas ao artigo… com excepção de (apenas) cinco
comentários na sua respectiva página digital. Um deles, porém, especialmente
significativo, é do escritor Pedro Garcia Rosado, que considera que o trabalho
de investigação de Joana Emídio Marques «está
bem feito e é um retrato bem sugestivo de uma actividade que parece não escapar
à lógica portuguesa das “capelinhas” e dos bem nutridos egos dos seus membros.»
Mais: «entre 2004 e 2014 tive 10 livros publicados, não em edição de autor mas
sim por editoras reais (Temas e Debates/Círculo de Leitores, Asa e
20|20/TopSeller). Nunca fui convidado para ir a uma das iniciativas citadas no
texto. Talvez por não pertencer a “famílias” como as que parecem habitar as
várias iniciativas mas também, muito provavelmente, por escrever “thrillers”,
ou “policiais”, literatura que em Portugal parece mal.» Na verdade, um muito maior grupo de escritores não
tem tido acesso a estas iniciativas… a não ser como espectadores. E,
precisamente, há (sub)géneros literários que pura e simplesmente não (e)s(t)ão
representados nesses eventos. Não só o policial mas também, e principalmente, a
ficção científica e fantástico, que, no meu artigo «A nostalgia da quimera»,
demonstrei ser o mais importante da história da literatura portuguesa.
Assim, e por
tudo isto, eu «apelo», «desafio», (a)os promotores dos encontros de Belmonte, Bragança,
Castelo Branco, Lourinhã, Matosinhos, Óbidos, Póvoa de Varzim, Santo Tirso,
entre outros: não hesitem em contactar-me! E, se quiserem, terei todo o gosto
em sugerir outros nomes! ;-) (Também no MILhafre.)
quarta-feira, março 30, 2016
Organização: Enfim, «completo»! ;-)
Hoje, finalmente, completei a (não propriamente «santíssima»)
«trindade existencial(ista)» contemporânea de realização pessoal: já escrevera
(mais do que) um livro, já fizera (com ajuda ;-), mais do que) um filho (na verdade,
três filhas), e, esta manhã, plantei, devidamente acompanhado e auxiliado, não
uma, não duas mas sim três árvores. Admito que é algo insólito o facto de eu só
ter dado o meu contributo individual e directo para uma reflorestação que se
deseja permanente apenas depois dos 50 anos de idade, mas a vida (em geral, e a
minha em especial) nem sempre se (tem) caracteriza(do) por progressões e/ou
realizações mais ou menos normais e/ou previsíveis. E esse (tardio) contributo
significa também que o meu poema «Escrever um livro, plantar uma árvore, fazer
um filho», que escrevi em 1992 e que publiquei aqui, no Octanas, em 2006 (constituindo,
aliás, o post mais visto deste blog) está, enfim, «ratificado» pelo seu próprio
autor.
terça-feira, março 22, 2016
Orientação: Sobre (não) «obrigar», no Público
Na edição de hoje (Nº 9471) do jornal Público, e na página 46, está o meu artigo «Não há qualquer obrigação». Um excerto: «O
AO90 nada tem a ver com (a autêntica) evolução: tal como outras mudanças
ortográficas abrangentes e súbitas ocorridas anteriormente, constitui(u) uma
ruptura revolucionária causada, conduzida, por poucas pessoas, por pequenas
minorias, aptas para imporem essas mudanças por estarem em posições de poder – e,
frequentemente, poder ditatorial. Essas rupturas, feitas em nome de ideologias
e não de necessidades reais, causa(ra)m perturbações, prejuízos - neste caso na
língua, na ortografia. Para o comprovar nunca é demais apontar para os
permanentemente altos índices de analfabetismo e de iliteracia tanto em
Portugal como no Brasil.» (Também no MILhafre. Transcrição no Apartado 53 e n'O Lugar da Língua Portuguesa.)
segunda-feira, março 21, 2016
Ocorrência: Dia Mundial – e «pessoal» - da Poesia
Hoje, 21 de Março de 2016, celebra-se mais um Dia Mundial da Poesia.
Porém, desta vez, a data tem para mim um significado… mais especial, mesmo pessoal:
é o primeiro DMP em que tenho para mostrar, para vender e para (dar a) ler (aos
outros) um livro de poesia, publicado, da minha autoria («Poemas», de Alfred Tennyson, editado em 2009 e que eu traduzi, neste caso não «conta»)...
.. Que é, evidentemente, «Q – Poemas de uma Quimera», editado em 2015 pelo Movimento Internacional Lusófono e apresentado em Lisboa, na Biblioteca Nacional de Portugal, a 16 de Dezembro do ano passado – exactamente quando passaram cinco séculos sobre a morte de Afonso de Albuquerque, e também quando começou, naquela biblioteca, um colóquio dedicado ao Vice-Rei organizado pelo MIL em colaboração, além de com a BNP, também com o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Hoje é também o Dia Mundial da Árvore (ou Internacional das Florestas), e, porque é das árvores que vem o papel para os livros (que convém que mereçam o papel em que são impressos), ainda mais marcante se torna esta data. Que, por tudo isto, acabou por ser a adequada para formalizar a minha participação, com «Q», num prémio nacional de poesia – apenas o primeiro de vários aos quais pretendo concorrer no decorrer deste ano.
Entretanto, esta minha obra, e outras editadas pelo MIL, estarão à venda amanhã (terça-feira, 22 de Março) e depois (quarta-feira, 23 de Março), respectivamente na Sociedade de Geografia de Lisboa e na Universidade Lusófona, durante o IV Congresso da Cidadania Lusófona.
.. Que é, evidentemente, «Q – Poemas de uma Quimera», editado em 2015 pelo Movimento Internacional Lusófono e apresentado em Lisboa, na Biblioteca Nacional de Portugal, a 16 de Dezembro do ano passado – exactamente quando passaram cinco séculos sobre a morte de Afonso de Albuquerque, e também quando começou, naquela biblioteca, um colóquio dedicado ao Vice-Rei organizado pelo MIL em colaboração, além de com a BNP, também com o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Hoje é também o Dia Mundial da Árvore (ou Internacional das Florestas), e, porque é das árvores que vem o papel para os livros (que convém que mereçam o papel em que são impressos), ainda mais marcante se torna esta data. Que, por tudo isto, acabou por ser a adequada para formalizar a minha participação, com «Q», num prémio nacional de poesia – apenas o primeiro de vários aos quais pretendo concorrer no decorrer deste ano.
Entretanto, esta minha obra, e outras editadas pelo MIL, estarão à venda amanhã (terça-feira, 22 de Março) e depois (quarta-feira, 23 de Março), respectivamente na Sociedade de Geografia de Lisboa e na Universidade Lusófona, durante o IV Congresso da Cidadania Lusófona.
sábado, março 12, 2016
Ocorrência: 20 anos no Público
Foi há
precisamente 20 anos – a 12 de Março de 1996 – que saiu no Público (Nº 2193) o
meu primeiro artigo de opinião naquele jornal. O primeiro que saiu, note-se,
enquanto tal, no espaço próprio daquele diário; antes, em 1995, dois outros
artigos meus haviam sido publicados na secção de correio, embora na verdade não
se tratassem de cartas ao director. Mas ao terceiro foi de vez…
… E, intitulado «O Estado assassino»,
começa(va) assim: «O Estado deveria ser
em Portugal uma pessoa (colectiva) de bem. Um exemplo de justiça a seguir. Um
modelo de rigor a imitar. Porém, e infelizmente, não é isso que acontece. No
nosso país, e como se já não bastassem as inúmeras provas de incompetência,
irresponsabilidade e incoerência que tem dado ao longo dos anos, o Estado tem
revelado frequentemente, pelos seus erros ou omissões, ser um autêntico
criminoso. Não só por não pagar aquilo que deve ou fazê-lo tarde e a más horas,
e exigir que os cidadãos o façam sob pena de multa ou prisão. Mais do que isso:
em Portugal o Estado é um verdadeiro assassino. Um assassino hipócrita. Os três
casos que a seguir expomos demonstram-no claramente, sem deixarem lugar a
dúvidas.»
Está incluído, tal como os dois anteriores que referi, no meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», editado em 2012, juntamente com
outros que, posteriormente, também apareceram inicialmente nas páginas do
diário fundado por Vicente Jorge Silva há mais de 25 anos. Honra-me ser há duas décadas
colaborador, mesmo que ocasional, de um jornal que, corajosa e dignamente,
continua a recusar submeter-se ao dito «Acordo Ortográfico de 1990». E a minha
mais recente colaboração é, recordo, «Não se endireita», publicado no passado
dia 27 de Janeiro.
sexta-feira, março 04, 2016
Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 4)…
… Escritos e publicados,
desde Agosto último, nos seguintes blogs: MILhafre (um, dois, três);
O Insurgente; Apartado 53 (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito):
Rascunhos; Delito de Opinião (um, dois, três); Praça do Bocage; Horas Extraordinárias; Aventar. Comentários esses que versa(ra)m, entre outros temas,
sobre: língua e literatura
portuguesas eliminadas pelo Tribunal Europeu de Patentes e pelo Ministério da
Educação do Brasil; declínio e degradação do Diário de Notícias; a teimosia de
Francisco Seixas da Costa; Octávio Machado ficou sem o «c»; as diferenças entre
Marcelo Rebelo de Sousa e Marisa Matias; as contradições de António Costa; as
mentiras do embaixador do Brasil em Portugal; saudação a Manuel Luís Goucha e
a todos os outros escritores que se recusam a utilizar o AO90 nas suas obras; a
cobardia d(e muitos d)os professores portugueses. (Referência parcial no Apartado 53.)
sábado, fevereiro 27, 2016
Outros: Aciprestes com «arestas»
É inaugurada
hoje, 27 de Fevereiro, e prolonga-se até 16 de Março, a exposição «Ar de Arestas» de Ozias Filho, co-autor da antologia de contos de ficção científica e
fantástico «Mensageiros das Estrelas», concebida por mim e editada em 2012 – o texto com que
colaborou naquela, intitulado «A maratonista» e inserido no capítulo «A
República Nunca Existiu! – Parte 2», foi mais uma demonstração do talento
versátil deste meu amigo brasileiro, há vários anos a viver em Portugal, que se
tem notabilizado mais enquanto poeta… e editor de poesia de outros (mas também
já editou obras em outros géneros literários)…
… E ainda na
fotografia. A referida exposição, que tem lugar no Palácio dos Aciprestes
(Avenida Tomás Ribeiro, Nº 18, Linda-a-Velha, Oeiras), pertença da Fundação
Marquês de Pombal e onde também tem decorrido a iniciativa «Sustos às Sextas»,
reúne fotos captadas por Ozias Filho que ilustram o livro do seu compatriota Iacyr Anderson Freitas intitulado precisamente… «Ar de Arestas». Neste sábado,
a celebração de palavras e de imagens tem início às 16 horas «com leituras de partes do poema que
originaram as fotografias e ainda um pequeno momento musical.» (Também no MILhafre.)
domingo, fevereiro 21, 2016
Ordem: «Força», Jorge! ;-)
Eu já havia dito que iria – contrafeito, mas iria – ripostar, ainda durante este mês de Fevereiro. E é hoje. Mas, antes de
começar, podemos todos concordar, reconhecer, que não sou eu que começo, que
não sou eu que provoco, que apenas me limito a responder… porque «quem não se
sente não é filho de boa gente»? Não há dúvidas quanto a isso, pois não?
Óptimo. Então…
… Sim, eu
sei, (ainda) custa a acreditar, mas é verdade: Jorge Candeias, recordo, decidiu
escrever e publicar no seu blog A Lâmpada Mágica (e divulgar no seu Twitter,
Scoop, e, eventualmente, Facebook) outro texto sobre mim e sobre um livro meu.
Mais correcta e concretamente: outro texto a insultar-me e, desta vez, a denegrir «Espíritos das Luzes». Agora fê-lo de uma forma «desenvolvida» -
estúpida, mas «desenvolvida» - mas antes tinha como que «anunciado» o que aí
vinha (e como então fiz notar) na sua (lacónica e literal) «crítica» de m*rd* no GoodReads, e no balanço das suas «leituras de 2015», em que fui «distinguido»
com a (dúbia) «honra» de ter sido o autor do «pior» livro que o «poltrão de
Portimão» leu no ano passado – sim, exactamente, o «Espíritos…» - e de ainda
ter «ganho» como que uma «menção (des)honrosa» com «A República Nunca Existiu!»
Dir-se-ia que o gajo está obcecado, e não de uma forma saudável.
Porém, um
facto fulcral mantém-se inalterável: o «tormento do Barlavento» não leu
«Espíritos das Luzes» na sua totalidade, pelo que a nova «apreciação» que agora
fez dele também não tem qualquer consistência, qualquer credibilidade, qualquer
validade. E – soube-se neste mais recente e raivoso arrazoado – ele mentiu ao
ter dito (escrito) que «resisti um capítulo». Afinal, nem isso, porque, como
agora admitiu, fechou «definitivamente» (?) o livro na página 36… e o primeiro
capítulo, «Lustrosos regimentos», vai até à 48! No entanto, não surpreende que
falte – descaradamente – à verdade alguém que é um esquerdista (extremista),
faccioso, invejoso, (também por eu ter publicado dois livros de minha autoria
na Saída de Emergência, onde ele nunca passou de tradutor?), defensor e
impos(i)tor do fascismo ortográfico, adepto de todas as (falsas) «causas
fracturantes», imerso no seu deficiente e deprimente mundo de fantasia
delimitado pelas leituras do Esquerda.net e das colunas de Paul Krugman no New York Times. Afinal, quem é que é «anão» e «patético»? Uma pista: não sou eu.
E o que é que
está na página 36 que é tão intolerável, que revela uma tão insuportável
«incoerência»? Tão grave que faz da minha obra «puro lixo» e o abate de «pobres
árvores» necessárias para produzir o papel para a imprimir algo ofensivo, quiçá
criminoso? O seguinte excerto: «Esta
nação (…) tornou os súbditos por igual dependentes do
trono e possuidores dos mesmos privilégios. Pequenina, portanto, mas autónoma,
e como se sozinha atentasse à segurança e à grandeza da Europa, enquanto esta
se dilacerava nas suas divisões, os portugueses conquistavam as costas de
África; descobriam os mares e os desertos daquela região inculta; abriam a
navegação até às Índias Orientais; ali faziam potentes diversões ao ímpeto dos
turcos; talvez fornecendo as luzes, de onde outros se aproveitaram com maior
sucesso; acrescentavam a quarta parte à Terra (…).»
Segundo JC, esta passagem está em contradição com o conceito de Portugal como
planeta e o de Europa como sistema solar… mas, na verdade, não: então um
planeta não pode albergar uma só nação, e não há tantos exemplos disso na
literatura de FC? Então as divisões no «sistema solar Europa» não podem ser
políticas e militares? África não pode ser, precisamente, outro sistema solar,
cujos planetas possuem desertos, costas e mares? As Índias Orientais não podem
ser… sim, outro sistema? E, não, não perguntem ao «alarve do Algarve» o que é a
«Terra» neste cenário, neste contexto… perguntem-me, que eu respondo:
obviamente, é uma galáxia.
Igualmente risíveis são as insinuações – ou mesmo
acusações – de falta de «decência» e de «ética» por eu me assumir como único
autor de uma obra que inclui textos de outras pessoas… Repare-se no ridículo:
sendo os citados cerca de 20, seria (muito) difícil – para não dizer impossível
– inserir os nomes de todos na capa e na lombada… Efectivamente, trata-se de
mais uma idiotice do tradutor do idiota: pense-se nos artigos académicos,
científicos, que invariavelmente incluem muitas (dezenas?) de citações. Acaso
os citados são indicados como autores? Claro que não, só quem faz as citações.
«Espíritos das Luzes» pode, por isso, ser também entendido, nessa perspectiva,
como um «artigo em forma de romance»… que não deixa de mencionar, com rigor, e homenageando,
os autores, e as fontes, das citações.
Elucidado? Entendido? Esclarecido? Ou acaso precisam de (outro)
explicador?
«Coitado» do Candeias: tanto esforço, tanta «ginástica
mental», tanto trabalho, tanto «torce, e retorce, e volta a retorcer» para (tentar)
justificar a sua cobardia, a sua demagogia, a sua fraqueza, a sua incapacidade,
a sua inferioridade, a sua preguiça… para nada! Ou para se tornar (novamente) um motivo de chacota... «Abandonado», o meu «Espíritos
das Luzes»? Se é para ser «albergado» por gente desta laia antes só do que mal
acompanhado, antes «perdido» do que «achado»!
Todavia, devo, sinceramente, agradecer a JC o facto de
ter comprado um exemplar… para (desistir de o) ler (após) cerca de 10% das suas
páginas – porque, indirectamente, acabou por me pagar (não muito, infelizmente,
porque os rendimentos resultantes dos direitos de autor não são grande coisa).
Foi um «favor» que não tenho qualquer intenção de retribuir. Contudo, o que ele
podia e devia fazer, quanto mais não fosse para não dar por perdido o «rico dinheirinho»
despendido, era voltar a tentar, envidar um esforço suplementar, e ler mais (de
preferência todo) o meu livro. Talvez, quem sabe, encontrasse uma passagem, um
excerto, uma citação que realmente colocasse em causa a premissa que estabeleci
para o meu romance – isto é, que verdadeiramente a colocasse em causa, porque a
que agora apresentou como «prova» não serviu para isso, como demonstrei. Sim, é
pouco provável que isso acontecesse… mas porque não experimentar? Pensa nisso,
Jorge! «Força»! Não te dês por vencido! «Estamos» contigo! Ou não… ;-) (Também no Simetria.)
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
Orientação: Para quem ainda não leu…
… Textos
recentes da minha autoria que considero relevantes, saídos em outros blogs nos quais
também participo, e que não divulguei directamente no Octanas quando foram
publicados (alguns, bastantes, são inseridos por mim em mais do que uma
«plataforma» em simultâneo, mas outros não), aqui ficam as indicações e a
ligações: no Obamatório, que entrou em Janeiro no seu «ano oito» de actividade,
procedi também à escolha da (frase e personalidade) «mais estúpida de 2015»,
reiterei que «nenhuma “batalha” é pouco importante» e demonstrei que o actual
presidente dos EUA é (pode ser visto como) um «comediante»; no Simetria, e a
propósito da sua morte, evoquei David Bowie designando-o de «criador e criatura de FC»; no Ópera do Tejo referi os mais recentes desenvolvimentos no projecto
que visa estudar e divulgar a poesia de Luís António Verney; e no Albuquerque
500 inventariei (mais) menções, «ecos», não só da efeméride dos 500 anos da
morte de Afonso de Albuquerque, mas também da evocação (colóquio e mostra
documental) que, por minha iniciativa, o Movimento Internacional Lusófono
organizou em 2015 em colaboração com o Arquivo Nacional Torre do Tombo, a Biblioteca
Nacional de Portugal e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
segunda-feira, fevereiro 08, 2016
Observação: Muito bem um para o outro
Aparentemente,
o «apelo» que fiz no passado dia 19 de Janeiro não surtiu grande efeito (que
«surpresa»!), e Marcelo Rebelo de Sousa foi mesmo eleito Presidente da
República, e à primeira volta, cinco dias depois. E, já agora, fica a pergunta: quem teve a infeliz – e imbecil - ideia de levar a verdadeira bandeira
portuguesa, azul e branca, monárquica, para a festa do triunfo do
professor-comentador na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa?
Com António Costa como primeiro-ministro, é apropriado dizê-lo: estão muito bem um para o
outro! Dois homens sem (ou com mau) carácter, sem escrúpulos, sem honra, apenas
preocupados com o seu perfil, o seu percurso, o seu «prestígio»… enfim, com o
poder. Vão dar-se lindamente, às «mil-maravilhas»! Não sobrarão, decerto,
«factos políticos»! A «reles-pública» portuguesa tem, no Palácio de Belém e no
Palácio de São Bento, «inquilinos» ao seu (baixo) nível. O que, aliás, já
aconteceu antes… mas, desta vez, os actuais distinguem-se também por terem
assumido publicamente atitudes de subserviência perante outros países.
quinta-feira, fevereiro 04, 2016
Ordem: Sim, irei ripostar
Aos que
eventualmente – e virtualmente – se (me) interroga(ra)m sobre se eu já vi… respondo
que sim, já vi, li, a mais recente excreção palavrosa de Jorge Candeias no seu
blog contra mim, e, mais concretamente, contra o meu livro «Espíritos das
Luzes». E, sim, irei ripostar em breve, ainda durante este mês de Fevereiro. Não
que tenha muita vontade… mas lá tem de ser. E não antes de tratar de assuntos
bem mais importantes do que aturar outra birra do poltrão de Portimão,
definitivamente desequilibrado, desonesto e delirante. Tais como coçar os
c*lh**s e ver a erva crescer. ;-)
segunda-feira, fevereiro 01, 2016
Outros: Testemunhos… reais
Hoje
assinala-se mais um – triste, trágico, terrível – aniversário do Regicídio de 1908, o que representa também, novamente, mais uma oportunidade de voltar a
abordar «A República Nunca Existiu!», antologia de contos de história
alternativa que eu concebi, organizei e em que participei, editada há oito
anos. Desta vez, por causa de dois dos livros que li no terceiro quadrimestre do ano passado, e nos quais existem excertos que de algum modo se podem
relacionar com a efeméride e com aquele meu projecto literário.
Um dos livros
é «As Máscaras do Destino», colectânea de contos de Florbela Espanca, contos
esses susceptíveis de serem inseridos – todos! – no género fantástico, o que
faz da poetisa alentejana, cujo 85º aniversário da morte se assinalou em 2015,
mais um nome a juntar ao «cânone» que eu tentei construir no meu artigo «A nostalgia da quimera». Porém, a ligação desta obra com «A República Nunca
Existiu!» faz-se não por palavras da sua autora mas sim por palavras de outra
escritora, que elaborou o prefácio (da edição que eu li – a 7ª, Bertrand,
1998): Agustina Bessa Luís. Recordo que, na «República…», escrevi o seguinte,
no último parágrafo da introdução: «No Verão de 2007, durante as férias com a
minha família, estive em Vila Viçosa, bela terra à qual não regressava há 20
anos. Revisitei o Paço Ducal e quase consegui sentir a “presença” de D. Carlos
e da sua família. Visitei a antiga estação ferroviária, agora um Museu do
Mármore, e quase consegui “ver” a Família Real entrar num comboio para a sua
última viagem juntos. Aclamados por uma pequena multidão onde, quem sabe,
estaria uma ainda muito jovem Florbela Espanca…» Pois bem, o que escreveu – e
revelou – a autora de «A Sibila»? Isto: «Temos de ler “As Máscaras do Destino”
com a confiança amigável que nos merece o diário duma adolescente, em que certa
mediocridade talentosa anuncia os desejos que se evitam. É a jovem de Vila
Viçosa a quem a rainha falou um dia, despertando nela uma noção de valor
próprio que a marca de tristeza para sempre.»
O outro livro
que li no final do ano transacto e que tem a ver, directamente, com o crime de
1908, e, indirectamente, com a primeira antologia colectiva que concebi e
organizei, é «Folhas Soltas (1865-1915)», colectânea de crónicas (editada pela
Livraria Clássica Editora em 1956) de Ramalho Ortigão, cujo centenário da morte
se assinalou em 2015. Um dos textos incluídos intitula-se «A tarde de 1 de
Fevereiro de 1908», e foi publicado no jornal O Portugal a 1 de Fevereiro de
1909. Nenhuma criação da imaginação é mais poderosa do que o relato factual –
comovido e indignado – de um contemporâneo: «Parece que foi ontem, e faz hoje
um ano! Era num dos mais lindos dias do doce Inverno lisboeta. (…) O sol no
ocaso estendia a sua grandiosa púrpura por todo o estuário do Tejo. No profundo
e inefável azul do espaço, sobre a calma baía, enxames adejantes de gaivotas,
como lírios alados, envolviam as velas das faluas que bolinavam no rio. A
vidraçaria dos prédios nas colinas do Castelo e da Graça chamejavam em reflexos
de ouro num fulgor de colossal apoteose. (…) Minutos depois, à esquina do
Terreiro do Paço, uma descarga de vinte tiros atingia a carruagem aberta,
sorridente e florida, do Rei e da sua família. O resultado do tiroteio à
queima-roupa foi morrerem fulminantemente o Rei e o Príncipe Real, ser ferido o
Infante, e unicamente ficar ilesa a Rainha, se por ironia se pode dizer ilesa a
mãe dolorosa que sobrevive, cingindo nos braços, espingardeado, o corpo do seu
filho. Sucedeu isto há um ano, e sobre a investigação judicial desse monstruoso
atentado pesa ainda hoje o mutismo da nossa História. (…) Para contrapor à
indiferença dos homens, eu recorro para a impassibilidade da Natureza. Creio
não me desmandar muito na invocação de prerrogativas régias desejando para a
cândida memória de um Rei e de um Príncipe a diluição apetecida para a memória
sangrenta de um facínora. (…)» (Também no MILhafre e no Simetria.)
quarta-feira, janeiro 27, 2016
Orientação: Sobre (não) «endireitar», no Público
Na edição de hoje (Nº 9416) do jornal Público, e na página 44, está o meu artigo «Não se endireita».
Um excerto: «O próprio António Costa admitiu que,
politicamente, é como um autêntico refém quando afirmou no hemiciclo de São
Bento, a 2 de Dezembro, durante o debate do programa do seu governo, que “o que o PCP não está disponível para apoiar é
o que nós não estamos disponíveis para propor.” É de supor que a
disponibilidade se estenda igualmente ao BE… É uma posição periclitante e mesmo
patética? Sim, é, mas trata-se do inevitável preço a pagar pela arrogância de
querer e conseguir substituir o anterior secretário-geral do PS por este ter
obtido não uma, não duas mas sim três vitórias eleitorais (regionais nos
Açores, europeias e autárquicas) consideradas insuficientes e, depois, o novo
secretário-geral ter obtido não uma mas sim duas derrotas eleitorais (regionais
na Madeira e legislativas)… indubitavelmente insuficientes.» (Também no MILhafre.)
quarta-feira, janeiro 20, 2016
Opções: Todos menos Marcelo
Não é só quando se realizam
em Portugal eleições para a presidência da mesma que se deve recordar e
reforçar a verdade, os factos: no nosso país a República é um regime ilegítimo,
imposto em Portugal por uma minoria através de um golpe de Estado em 1910 e de
um duplo crime (o assassinato do então Chefe de Estado e do seu filho e
sucessor no cargo) em 1908, nunca legitimado por um referendo específico e que,
na sua actual (e terceira) «versão», persiste em não ser plenamente democrático
por, na corrente Constituição, não só preconizar (ainda) no preâmbulo «abrir
caminho para uma sociedade socialista» mas também limitar (ainda), no artigo
288º, as leis de revisão à «forma republicana de governo». Tudo isto sob o
estandarte verde e vermelho, símbolo de iberistas e de terroristas, «ignóbil
trapo» para Fernando Pessoa e que até Guerra Junqueiro rejeitou.
Porém, e
porque Portugal tem sempre prioridade, enquanto não se faz a restauração há que
ser pragmático e, perante a realidade, as situações, deve-se adaptar e actuar,
se não pelo ideal e pelo preferível, então pelo mal menor, neste caso na
escolha do próximo Chefe de Estado. E, a 24 de Janeiro, a opção, ou opções, não
oferece(m) dúvidas: todos menos Marcelo Rebelo de Sousa. Para um cargo
uninominal como o de Presidente da República, o carácter importa e interessa,
pelo menos, tanto quanto a ideologia. E Marcelo não o tem; ele é, ou pode, ser,
dizer e fazer tudo e o seu contrário; ninguém duvida de que o crónico
comentador é capaz de mentir, de se contradizer, constantemente, consoante as
circunstâncias e os contextos; a hipocrisia é a sua segunda natureza. Para o
demonstrar, nem é preciso recuar muito no passado e ir buscar o episódio de uma
certa sopa que se serve fria. Já na presente campanha eleitoral, ele: desmentiu
ter considerado inconstitucional a rejeição, pelo Tribunal respectivo, do Orçamento de Estado para 2012, apesar de existir uma gravação que demonstra o
oposto; manifestou-se favorável à adopção por «casais» do mesmo sexo, apesar de
continuar a declarar-se cristão, católico, que reza «o terço todos os dias»; e
assumiu-se como estando na (ou vindo da) «esquerda da direita», apesar de, uma
semana antes, ter garantido que «não sou o candidato da direita».
No entanto,
nenhum aspecto da personalidade e do posicionamento de Marcelo Rebelo de Sousa
é mais preocupante do que a sua atitude, de total e acrítica aceitação e
sujeição, perante o dito «Acordo Ortográfico de 1990» - aliás, é o único dos
principais candidatos a tê-la. Preocupante não só por aquele que é supostamente
um dos mais competentes e eminentes juristas portugueses nunca ter detectado
nem denunciado as flagrantes ilegalidades, tanto ao nível nacional como ao
nível internacional, inerentes à imposição do AO90; também por acreditar que «para Portugal conseguir lutar pela lusofonia no mundo tem de lutar por dar a supremacia ao Brasil» - disse-o em 2008 e não
consta que entretanto tivesse mudado de opinião. Por outras palavras, a pessoa
que poderá ser o principal líder deste país entende que é seu dever contribuir
para que aquele se submeta, se inferiorize, em relação a outro. Só isto seria
suficiente para o desqualificar da corrida ao Palácio de Belém. Ele é indigno
de presidir aos destinos nacionais… tal como Aníbal Cavaco Silva foi e (ainda)
é, por ter iniciado o processo do AO90 enquanto primeiro-ministro e o ter
finalizado (?) enquanto «residente da república». (Também no MILhafre. Transcrição no Apartado 53.)
terça-feira, janeiro 19, 2016
Outros: Pedaços d(e um)a história (Parte 2)
João Pedro Graça, que foi o
principal e incansável impulsionador e dinamizador da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, continua a escrever e a contar, no seu blog Apartado 53, (um)a «história (muito) mal contada» da luta contra o AO90. No vigésimo nono «capítulo» desta «história», publicado hoje, JPG aborda também um
desagradável incidente ocorrido no ano passado – o do convite que a TVI fez à ILCAO para participar num programa em que se discutiria o AO90, convite esse
que depois retirou quando soube que o representante da Iniciativa seria eu.
quarta-feira, janeiro 13, 2016
Oráculo: É até dia 23
A partir de
hoje faltam dez dias para o encerramento da mostra documental, patente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, inserida na iniciativa «Afonso de
Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», que incluiu o colóquio
realizado na Biblioteca Nacional de Portugal a 16 de Dezembro e na Sociedade
Histórica da Independência de Portugal a 17 de Dezembro de 2015. É pois o tempo
que resta a todos os que ainda não viram «ao vivo» três das cartas escritas
pelo Vice-Rei da Índia ao Rei D. Manuel. Entretanto, o blog Albuquerque 500 continua(rá)
activo: a captar e a reproduzir os «ecos» da efeméride e da evocação, de que os
exemplos mais recentes são os artigos de Deana Barroqueiro no Jornal de Letras,
Artes e Ideias e de Renato Epifânio n’O Diabo e no Público; e a noticiar os
eventuais adicionais eventos que venham ainda a concretizar-se, neste ano novo
de 2016, dedicados ao ilustre alhandrense e/ou à época em que viveu. (Também no Albuquerque 500 e no MILhafre.)
quinta-feira, janeiro 07, 2016
Ocorrências: A 5 dois, a 7 um
Anteontem, dia
5 de Janeiro, e hoje, dia 7, passa(ra)m, respectivamente, dois anos e um
ano desde a ocorrência de acontecimentos funestos, embora com contextos e
características muito diferentes: em 2014 Eusébio da Silva Ferreira faleceu e
em 2015 a sede em Paris do jornal Charlie Hebdo foi atacada por terroristas. Sobre o
primeiro escrevi aqui no Octanas e sobre o segundo escrevi ali no Obamatório. Creio que
se justifica esta dupla evocação.
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