domingo, abril 26, 2015

Outros: O meu primo Octávio Pato

O sétimo (de oito) episódio(s) da série «Grandes Parlamentares», exibido hoje na RTP2, foi dedicado ao meu primo (em terceiro grau, e direito do meu avô materno) Octávio Pato, em honra de quem recebi o meu nome próprio. Nascido em 1925 (se fosse vivo teria celebrado a 1 de Abril último o seu 90º aniversário) e falecido em 1999, foi um dos mais importantes militantes do Partido Comunista Português – mesmo o seu Nº 2, a seguir a Álvaro Cunhal – e depois do 25 de Abril de 1974 foi, além de deputado, candidato à presidência da república em 1976, ocasião em que finalmente o conheci pessoalmente. Apesar de as minhas posições político-ideológicas muito terem mudado nos últimos 25 anos, nunca deixei de sentir respeito e até orgulho por este meu parente, que muito lutou e sofreu na oposição à segunda república, tendo sido vítima de torturas que incluíram privação do sono e espancamentos na prisão e no tribunal… mas nem assim conseguiram dele confissões e delações. Homens como Octávio Pato são raros, e, por isso mesmo, é dever recordá-los e homenageá-los. (Também no MILhafre.

segunda-feira, abril 20, 2015

Orientação: Sobre «tempo de antena», no ILCAO

A partir de hoje, no sítio na Internet da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, está o meu texto «Tempo de antena para a verdade», que constitui o meu primeiro contributo para a discussão do projecto da criação de um novo partido que terá, como objectivo principal, a revogação definitiva do AO90 e de qualquer outro «aborto pornortográfico». (Também no MILhafre.

quinta-feira, abril 16, 2015

Oráculo: Lembrar Albuquerque, 500 anos depois

De hoje a precisamente oito meses, a 16 de Dezembro de 2015, assinala-se o 500º aniversário da morte de Afonso de Albuquerque. O Movimento Internacional Lusófono, por proposta minha e desde o ano passado, está a preparar a organização de um conjunto de iniciativas, a principal das quais será um colóquio preferentemente interdisciplinar – e possivelmente internacional – que decorrerá, com início naquela data, na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa; paralelamente, deverá decorrer uma exposição documental no Arquivo Nacional Torre do Tombo. O projecto anterior desta equipa foi a celebração, em 2013, do 300º aniversário do nascimento de Luís António Verney.
Não é só em Lisboa que o «César do Oriente», o «Grande», o «Leão dos Mares», o «Marte Português», o «Terrível», será recordado e homenageado, constituindo a efeméride igualmente um pretexto para uma discussão séria e sem limites sobre a sua vida e a sua obra, e ainda para uma revisitação da sua época, de como eram a Ásia e o Índico então, e para uma apreciação do legado que permanece hoje, a cultura, as memórias, os testemunhos. Também em Alhandra, onde nasceu em 1453, o filho mais ilustre da terra merecerá um programa de comemorações especial, adequado às capacidades da junta de freguesia local, cujo actual presidente eu contactei em 2014; projectos nas escolas do concelho de Vila Franca de Xira sobre a História de Portugal, com destaque óbvio para os Descobrimentos, deverão ser as principais – mas não as únicas – acções privilegiadas.
Por curiosidade, recordo que em 2006 «votei» em Afonso de Albuquerque como o maior dos «Grandes Portugueses» - o programa na RTP1 em que viria a «triunfar»… António de Oliveira Salazar. Então escrevi: «(ele corporizou) o período, o momento da História em que Portugal foi efectivamente mais... grande – em terras e mares sobre os quais exerceu o seu poder – e mais forte. Sob o comando daquele nosso compatriota, meu conterrâneo, o nosso país alcançou o máximo de dimensão... e de coragem. Actualmente, o seu perfil e o seu percurso estão algo esquecidos da memória colectiva dos portugueses – provavelmente porque ele é, sem dúvida, o símbolo supremo do nosso passado colonial, imperial, e, logo, “politicamente (e historicamente?) incorrecto”.» Se é essa é de facto e ainda a percepção presente, há que combatê-la e derrotá-la. (Também no MILhafre.

sexta-feira, abril 10, 2015

Outros: Por um novo partido

Hoje assinala-se o quinto aniversário do lançamento da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, que eu apoio e com a qual colaboro quase desde o seu início – aliás, eu sou contra qualquer «(des)acordo ortográfico», ou «aborto pornortográfico», desde que tomei conhecimento pela primeira vez de tal absurdo conceito, isto é, desde talvez 1986. Considerando igualmente tudo o que aconteceu neste âmbito até agora, esta é, pois, a data apropriada para anunciar e para começar uma nova fase deste movimento: a formação de um novo partido político, um projecto no qual eu estou disponível para participar. Os fundamentos desta decisão estão expressos num manifesto escrito por João Pedro Graça e hoje publicado no sítio da ILCAO. (Também no MILhafre. 

quinta-feira, abril 02, 2015

Ocorrência: A «ignição» foi há 10 anos

Foi há precisamente uma década: 2 de Abril de 2005 é a data do meu primeiro post no Octanas. Que consistiu na transcrição de um dos meus poemas mais pessoais – e que, como todos os outros que já escrevi, e apesar de algumas promessas nesse sentido, ainda não foi publicado em papel…
Este meu blog, cuja designação pretende(u) reflectir não só o meu nome mas também, simultaneamente, o carácter assumidamente «energético», e mesmo algo «explosivo», da minha personalidade, tem constituído como que uma espécie de diário – do que fiz, do que faço e do que vou (ou quero) fazer, do que penso, dos meus gostos e desgostos. Diário que partilho com todos os que fazem o favor de o visitar e de o ler, regular ou irregularmente, mas a quem quero agradecer humildemente por me dispensarem generosamente algum do seu tempo precioso.
Em dez anos este espaço pouco ou nada mudou, estruturalmente e graficamente. O «template», ou seja, o «cenário», a imagem de fundo, é a mesma desde o primeiro dia, e foi escolhida por ser constituída por círculos, «o’s», que remetem directamente para o meu nome; e articula-se com os títulos dos textos, sempre iniciados com uma palavra, uma «categoria», um tema, começado por «o»; tanto quanto me foi possível – isto é, tanto quanto o Blogger me permitiu – tentei estabelecer e manter uma certa (e visível) «personalização». As ferramentas – aplicações, imagens, ligações – que posteriormente foram sendo introduzidas e que eu aproveitei (mas nem todas) contribuíram decisivamente para o tornar mais completo, mais abrangente, um reflexo mais correcto do meu «mundo»…
… Ao qual continuam a ser bem-vindos. E onde podem deixar os comentários que quiserem, desde que não sejam anónimos.

terça-feira, março 24, 2015

Ocorrência: A TVI recusou-me…

… Ou, dito de outra forma talvez mais correcta, receou-me. No passado dia 6 de Março, no programa «A Tarde é Sua», de Fátima Lopes, realizou-se um debate sobre o «acordo ortográfico de 1990» que contou com as participações de João Malaca Casteleiro (a favor), «linguista» e um dos principais «autores (i)morais» do «desacordo», e de António Chagas Baptista (contra), da (Direcção da) Associação Portuguesa de Tradutores. Porém, era eu quem deveria ter participado, enquanto opositor ao AO90, no espaço da Televisão Independente…
… Porque a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico foi contactada e convidada pela equipa do «A Tarde é Sua» para se fazer representar na emissão daquela data. Em mensagem enviada a 2 de Março à ILCAO, Pedro Quaresma, jornalista da «redação» daquele programa, informava que este «conta, às sextas-feiras, com uma parte mais informativa (entre as 19h00 e as 20h00), que procura discutir e debater temas fra(c)turantes da a(c)tual sociedade portuguesa. Nas últimas semanas, abordámos assuntos tão diversos como o consumo de álcool entre os jovens, a eutanásia, a maternidade de substituição ou a legalização da prostituição, entre outros. Já contámos, neste espaço, com a participação de pessoas de vários quadrantes, nomeadamente deputados, juristas, médicos ou filósofos, entre outros. Na próxima sexta-feira, dia 06 de Março, propomo-nos falar de uma temática à qual os senhores não estarão, por certo, alheios: o acordo ortográfico. Parece-nos pertinente debater este assunto em horário nobre (antes do Jornal das 8 de sexta-feira, um dos programa mais vistos de toda a grelha semanal de televisão), pelo que seria para nós muito prestigiante contar com a participação de um elemento da ILC neste excerto do programa, que terá um formato de debate. A conversa será moderada pela apresentadora, encontrando-nos a(c)tualmente a desenvolver diligências para ter em estúdio uma pessoa que defenda este acordo ortográfico. Assim, gostaríamos de formular-lhes um convite para estar presente no programa “A Tarde é Sua” na próxima sexta-feira, 06 de Março, entre as 18h30 e as 20h00. Em caso de resposta afirmativa, solicito também que nos facultem um contacto telefónico pois seria importante falar antecipadamente, de modo a combinar alguns pormenores da vinda ao programa. Por motivos de planeamento do programa em questão, solicito uma resposta tão breve quanto possível, de preferência até ao final do dia de amanhã.»
A resposta, indicando o meu nome como representante da ILCAO, foi enviada por João Pedro Graça antes do final de terça-feira, 3 de Março – mais concretamente, às 16.55. Porém, e para nossa surpresa, posteriormente recebemos, ainda naquele dia, a seguinte mensagem de Pedro Quaresma: «Agradeço a rápida resposta ao nosso e-mail. Por imposições superiores, e como hoje por volta da hora de almoço ainda não tinha qualquer indício de que a ILC poderia disponibilizar alguém para participar no debate, vi-me na obrigação de encontrar uma alternativa para fechar o alinhamento do programa da próxima sexta-feira. Assim, acabámos por concordar com a participação de um elemento da Associação de Tradutores, que também é contra a adopção deste acordo. Em todo o caso, agradeço a sua simpatia e disponibilidade.» Repare-se nas bizarrias e nas contradições que caracteriza(ra)m este desagradável incidente: a ILCAO respondeu indubitavelmente dentro do prazo pedido… que não era, aliás, obrigatório – e tanto assim foi que PQ começou por agradecer, precisamente, a «rápida resposta»! No entanto, antes disso, e talvez devido a uma crise de bipolaridade, à «hora de almoço» (seria fome?) decidiram «encontrar uma alternativa» por «imposições superiores». Mas só nos comunicaram essa decisão depois de saberem quem seria o representante da ILCAO… ou seja, eu.
Sejamos sérios, deixemo-nos de ilusões e chamemos as coisas pelos seus nomes: este «des-convite» da TVI em relação à ILCAO é uma inacreditável e inadmissível demonstração de falta de cortesia, de educação, de profissionalismo, de respeito; todavia, é igualmente uma evidente acção de discriminação, e até de censura, em relação a mim… e não é a primeira vez que o «Canal Quatro» a faz. Os «superiores» que «impuseram» o meu afastamento fizeram-no, acredito, não só pelas críticas que tenho feito à TVI (e à SIC e à RTP, e não só) pela sua submissão ao «aborto pornortográfico», aqui no Octanas, no MILhafre e no Público, críticas essas que demonstram, passe a imodéstia, a minha capacidade para debater este tema e para confrontar e derrotar qualquer defensor do dito cujo, incluindo o Prof. Malaca; também o fizeram pela denúncia da – anterior e comprovada – discriminação e censura de que eu e o meu outro blog Obamatório fomos objecto em 2012 por parte da estação de Queluz de Baixo. No que depender de mim, baixezas como esta nunca serão silenciadas…
… Mesmo que tal implique mais censura, mais discriminação e, eventualmente, até difamação e… deformação. Chagas Baptista, que, há que admiti-lo e reconhecê-lo, esteve muito bem no debate de 6 de Março, que venceu, superiorizando-se indubitável e claramente a Malaca Casteleiro, teve o seu nome a(du)lterado para António Chagas «Batista» na legenda surgida no ecrã. Recordo que na TVI um famoso grupo musical já foi identificado como «One Diretion». Estivesse lá eu e provavelmente colocariam «Otávio» dos Santos, e assim se juntariam à (longa) lista daqueles que tira(ra)m o «c» do meu nome. (Também no ILCAO.

quinta-feira, março 19, 2015

Orientação: Sobre FC «real»

A partir de hoje está, no MILhafre e no Simetria, o meu artigo «Ficção Científica… Real», em que apresento mais um, e recente, livro que comprova a tese que defendi no meu artigo «A nostalgia da quimera» - a de que o fantástico é o género dominante na história da literatura portuguesa. 

sexta-feira, março 13, 2015

Orientação: Sobre um «apocalise», no Público

Na edição de hoje (Nº 9098) do jornal Público, e nas páginas 48 e 49, está o meu artigo «”Apocalise abruto”». Um excerto: «bastantes “anomalias” adicionais têm vindo a ocorrer induzidas pela ideia – errada mas compreensível – de que, com o AO90, qualquer consoante de pronunciação minimamente “duvidosa” provavelmente não deve estar antes de outra. Este perigo de proliferação, de multiplicação, de erros, de deturpações foi previsto e alertado atempada e acertadamente por muitos opositores do dito cujo, que então não receberam toda a atenção que mereciam mas que agora vêem os seus receios confirmados.» (Também no MILhafre. Transcrição no ILCAO.)

terça-feira, março 10, 2015

Ordem: Esclarecer quem precisa

Não é de agora que estou permanentemente disponível para, na blogosfera e não só, dar o meu contributo à discussão e ao esclarecimento de temas importantes, tanto nacionais como internacionais. E também não é novidade que é à esquerda que se regista habitualmente uma maior ignorância, e uma maior incredulidade, perante assuntos que só aparentemente são controversos. Três exemplos recentes, no blog Aventar, demonstram e ilustram essa situação: no primeiro, expliquei porque não é surpreendente o apoio crescente que a Frente Nacional em França tem em determinados sectores da população; no segundo, expliquei porque o totalitarismo não é uma característica de Israel; no terceiro, expliquei como a misoginia é aceitável se as visadas forem de direita.    

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Outros: Falam do «Fantas»… e da «Bolsa»

A «Bolsa de Guiões», iniciativa do Festival Internacional de Cinema do Porto em colaboração com a Associação Simetria (que a sugeriu), foi bastante noticiada e divulgada desde a abertura, no passado dia 24, da edição de 2015 da grande mostra de imagens em movimento da Cidade Invicta.
Fizeram referências, ao FantasPorto e ao projecto de divulgação e de adaptação audiovisual de obras da ficção científica e fantástico de língua portuguesa, entre outros: Cadernos de DaathCasting; Film Festivals; Folha em Branco; Gazeta do Rossio; iOnline; iPorto; Jornal de Notícias; LinkedIn; Observador; Portal Cinema; Porto 24; Público; RTP; Rua de Baixo; Sol; TVI; Viva Porto; Vogue.
Entretanto, há uma novidade importante relativa à lista de 20 textos que, em nome da Simetria, enviei ao FantasPorto e a Beatriz Pacheco Pereira: um dos contos que a integram já está em processo de adaptação audiovisual. Trata-se de «As duas caras de António», incluído originalmente na antologia «Lisboa no Ano 2000» organizada por João Barreiros; o seu autor, Carlos Eduardo Silva, informou-me que recebeu uma proposta nesse sentido. Esperemos que tal constitua um bom augúrio para as outras obras em apreciação. (Também no Simetria.)

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Organização: FantasPorto procura histórias…

… Para delas se fazer filmes. A apresentação no Festival Internacional de Cinema do Porto em 2013 da antologia colectiva de contos de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas» possibilitou-me também o estabelecimento de um contacto privilegiado com Beatriz Pacheco Pereira, que, com o seu marido Mário Dorminsky, fundou e dirige há 35 anos aquele festival. Sempre pensando em formas de promover a FC & F de língua portuguesa, que, aliás, e como demonstrei, constitui o género dominante na história da literatura nacional, submeti no ano passado à co-organizadora do FantasPorto, em representação da Associação Simetria, uma sugestão: a de, junto dos cineastas, já em actividade ou ainda em formação, que integram a sua lista de contactos e que costumam frequentar o Rivoli todos os anos na mesma ocasião, divulgar obras, narrativas, histórias, de autores lusófonos na área da fantasia, como possiveis bases, adaptando-as, para argumentos de eventuais filmes (de curta e de longa metragens) e de séries televisivas.
Beatriz Pacheco Pereira aceitou, e, assim, foi criada a iniciativa «Bolsa de Guiões», que terá a sua primeira realização na edição de 2015 do Fantasporto, que decorre entre 24 de Fevereiro e 8 de Março. A fase inicial do projecto consistiu em localizar, seleccionar e compilar textos que se adequassem aos objectivos daquele. Pelo que, com o apoio de Luís Filipe Silva, Luís Miguel Sequeira e Nuno Fonseca, elaborei e enviei uma (primeira) lista de 20 trabalhos, obedecendo aos seguintes três critérios: (mínimo de) qualidade; adaptabilidade (isto é, não exigência, se possível, de orçamentos elevados e/ou de efeitos especiais complexos); acessibilidade (isto é, preferência por aqueles que estão  disponíveis electrónica e integralmente).
Eis os trabalhos que integram essa lista, e os respectivos autores: «O beijo», Alexandra Rolo; «A ponte dos dois corações», Ana Cristina Luz; «O nome do rei», Bruno Martins Soares (nas páginas 53 a 64); «As duas caras de António», Carlos Eduardo Silva (nas páginas 97 a 108); «Chasing memories», Cristina Flora; «No muro», David Soares; «O Mandarim», Eça de Queiroz; «Primos de Além-Mar», Gerson Lodi-Ribeiro (tradução para Inglês, «Cousins from Overseas»); «Seis momentos em tempo real», João Aguiar (nas páginas 17 a 34); «O teste», João Barreiros; «Steaks barbares», João Seixas; «Leituras», João Ventura; «Missão 121908», Luísa Marques da Silva (nas páginas 35 a 52); «Dormindo com o inimigo», Luís Filipe Silva; «Lisboa no Ano 2000», Melo de Matos; «Caminhos de ferro», Octávio dos Santos; «A passagem», Paulo Pinto Carvalho; «Venha a mim o nosso reino», Ricardo Correia (nas páginas 41 a 52); «O primogénito», Rogério Ribeiro (nas páginas 13 a 26); «O paciente», Telmo Marçal. Já Beatriz Pacheco Pereira acrescentou textos dela própria e ainda de José Viale Moutinho, Pedro Garcia Rosado e Rui Madureira. Posteriormente, elaborei e enviei, também para ser divulgada junto dos cineastas, uma segunda lista, não exaustiva, de livros de ficção científica e fantástico de autores lusófonos actualmente à venda em Portugal ainda sem adaptação audiovisual.
Aquele que deverá ser o evento principal da primeira edição da «Bolsa de Guiões» no âmbito do FantasPorto está marcado para o próximo dia 4 de Março, entre as 15 e as 18 horas, no Teatro Rivoli: um encontro, e debate, entre os cineastas e os escritores. Destes (e excluindo, evidentemente, os que já faleceram) ainda não se sabe, neste momento, quantos e quais poderão estar presentes, e impõe-se igualmente esclarecer que nenhuma utilização dos seus trabalhos está garantida apenas pela realização daquela sessão em particular e deste projecto em geral. De qualquer forma, do que não há dúvidas é de que a literatura lusófona de FC & F começa este ano a ser sistematicamente promovida e valorizada entre os profissionais do sector audiovisual. (Também no Simetria.     

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Ordem: Antes da CML e de AC, fui eu

A Câmara Municipal de Lisboa, em reunião de vereação realizada hoje, aprovou por unanimidade uma moção submetida por António Costa, a ser apresentada ao Governo, que propõe que o aeroporto da capital, denominado «da Portela», passe a designar-se «Humberto Delgado» - uma iniciativa que se insere igualmente na evocação em 2015 dos 50 anos da morte do «General sem Medo», assassinado por agentes da PIDE, e que se assinala depois de amanhã. Impõe-se referir que, em 2007, o jornal Expresso publicou um artigo de opinião da minha autoria, em que eu sugeria precisamente essa homenagem, apesar de então apontar para aquele que seria provavelmente o (um) eventual novo aeroporto de Lisboa, e não o actual (e ainda único). Intitulado «E o nome do novo aeroporto de Lisboa deve ser...», está incluído no meu livro «Um Novo Portugal - Ideias de, e para, um País», editado em 2012. (Também no MILhafre (100).)  

domingo, fevereiro 01, 2015

Outros: «Primos…» na anglofonia

Assinala-se hoje mais um aniversário – o 107º – de um crime que foi também um atentado terrorista, político, e no qual se fundou o regime – a república – que ainda hoje vigora, ilegitimamente, em Portugal: o assassinato, em Lisboa, do Rei D. Carlos e do Príncipe Herdeiro D. Luís Filipe. A Real Associação de Lisboa, de que também sou associado, promoveu este ano na capital, e como habitualmente, iniciativas relativas à (funesta) data, mais concretamente: uma sessão evocativa constituída por uma conferência e pela inauguração de uma exposição, ambas no Palácio da Independência, sobre o percurso «da ideia à inauguração» do monumento fúnebre ao Rei e ao Príncipe; e uma missa de sufrágio, na Igreja de São Vicente de Fora.
Este dia é, pois, o indicado para dar conta de que um dos contos incluídos na colectânea colectiva de história alternativa «A República Nunca Existiu!», concebida e organizada por mim e editada em 2008, tem a partir de agora uma versão em Inglês: trata-se de «Primos de Além-Mar», de Gerson Lodi-Ribeiro. Tal aconteceu na revista electrónica norte-americana Words Without Borders, que, fundada em 2003, «promove o entendimento cultural através da tradução, publicação e promoção da melhor literatura internacional contemporânea.» Em cada mês há um tema diferente, e o de Janeiro de 2015 foi «Passados alternativos – Ucronia internacional». Traduzido por Sarah Ann Wells, «Primos de Além-Mar» tornou-se em «Cousins from Overseas». (Também no Simetria.

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 2)…

… Escritos e publicados, desde Setembro último, nos seguintes blogs: Horas Extraordinárias; Montag; Intergalactic Robot; Delito de Opinião (um, dois); Corta-Fitas; 31 da Armada; Aventar. Comentários esses que versam, entre outros temas, sobre: se José Saramago era ou não adepto do «acordo»; a degradação ortográfica do Diário de Notícias; a incoerência, e a cobardia, de Rodrigo Moita de Deus e de António Balbino Caldeira.
Poderia outro estar incluído aqui, não fosse a equipa da Booktailors-Blogtailors tê-lo rejeitado: (agradavelmente, mas prematuramente) surpreendido com o «óptimo ano novo» desejado por aquela em post de 1 de Janeiro último, saudei essa (aparente) retoma da correcção e da normalidade ortográficas… apenas para, poucos dias depois, constatar que o meu comentário não tinha sido publicado e que o «óptimo» se transformara em «ótimo»!
Enfim, as «Lusografias» estão cada vez mais degradadas, a língua portuguesa está cada vez mais em «retalhos»… Há quase cinco anos eu não antecipava que a situação seria tão catastrófica; acredito que, se hoje fosse vivo, Agostinho da Silva expressaria o seu desgosto e a sua indignação.  

terça-feira, janeiro 13, 2015

Ocorrência: Ano Internacional da Luz

Foi Filipe de Fiúza, que me convidou para uma tertúlia em Sintra sobre Alfred Tennyson há um ano, que, a 3 de Janeiro último, me enviou, bem como a outros amigos e conhecidos, uma mensagem com uma informação de grande interesse: 2015 é o «Ano Internacional da Luz»…
… Não por causa de uma efeméride mas sim de seis! Que são: 1015 (1000 anos) – Ibn Al Haytham escreveu o primeiro «Livro de Óptica»; 1815 (200 anos) – Fresnel propôs a «natureza ondulatória da luz»; 1865 (150 anos) – Maxwell publicou a sua teoria de Electromagnetismo, apresentando «a luz como ondas electromagnéticas»; 1915 (100 anos) – Einstein publicou a teoria da Relatividade Geral, explicando a «luz no espaço e no tempo»; 1965 (50 anos) – Arno Penzias e Robert Wilson descobriram a Radiação Cósmica de Fundo, «a luz mais antiga do Universo», e Charles Kao apresentou a tecnologia da fibra óptica.
Este tema e esta (múltipla) celebração podem servir de pretexto, de inspiração, a muitas iniciativas, não só científicas mas também culturais e artísticas, em várias formas, conteúdos, expressões. Em especial, logicamente, na Ficção Científica e no Fantástico, onde, por exemplo, a dualidade claro-escuro (literal e figurada), as ilusões (de óptica, e outras) e a velocidade da luz têm sido conceitos, «motes», constantes. Pela minha parte, acredito já ter dado (antecipadamente… há seis anos ;-)) um contributo a esta pluri-evocação através do meu livro «Espíritos das Luzes». (Também no Simetria.)  

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Ordem: Contra o Islão fascista, a favor de Israel

(Uma adenda no final deste texto.)
O ano de 2015 começa mal para os que desejam a paz planetária... A partir de hoje, o Octanas passa a incluir em permanência – do lado esquerdo, abaixo do símbolo da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico – mais dois símbolos de causas em que acredito e que defendo, e que representam também, em simultâneo, a minha reprovação, o meu repúdio, a minha condenação do/ao ataque hoje perpetrado em Paris, por terroristas islâmicos contra a sede do jornal Charlie Hebdo e os seus trabalhadores, dos quais dez (e ainda dois polícias) foram logo assassinados e vários outros foram gravemente feridos, pelo que o número de vítimas mortais poderá, infelizmente, aumentar…
… E esses símbolos são: um, a imagem «Je Suis Charlie» («Eu sou Charlie»), em homenagem aos meus colegas de profissão, jornalistas, tornados mártires da liberdade de expressão, que deve ser preservada a todo o custo; o outro, a imagem «I’m a proud friend of Israel» («Sou um orgulhoso amigo de Israel»), porque a pátria judaica, apesar de não ser perfeita (mas quase), constitui um «oásis» de democracia, de respeito pelos direitos humanos, de tolerância (cultural, política, religiosa, social) num «deserto» de absolutismo, de arcaísmo, de barbarismo, de totalitarismo… o oposto, o contraponto, daquilo e daqueles que, eles sim verdadeiros fascistas e neo-nazis, cometeram o atentado de hoje em França e tantos outros, no passado mais ou menos recente, em vários pontos do Mundo.
(Adenda - No Obamatório está outro texto meu também sobre este tema: «... E o futuro não lhes pertenceu».)  

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2014

A literatura: «Descrição da Cidade de Lisboa», Damião de Góis; «Fervor de Buenos Aires», «Lua Defronte» e «Caderno San Martín», Jorge Luis Borges; «O Trono do Altíssimo» e «O Jardim das Delícias», João Aguiar; «Canção de Kali», Dan Simmons; «Palmas Para o Esquilo», David Soares e Pedro Serpa;  «Super-Homem - Filho Vermelho», Dave Johnson e Mark Millar; «Tsubaki», Bruno Martins Soares; «As moças do campo», Telmo Marçal.
A música: «Portraits (So Long Ago, So Clear)», Vangelis; «Alessandro Safina», Alessandro Safina; «Seasons In The Abyss», Slayer; «Lusitana», Dulce Pontes; «Blue Train», John Coltrane; «Tuba Jazz», Ray Draper Quintet; «In Chicago», Cannonball Adderley Quintet; «Dog Man Star», Suede; «Parklife», Blur; «Badmotorfinger», Soundgarden; «Simply Christmas - Festive Songs, Carols And Christmas Classics - 01/Christmas Crooners», Bing Crosby, Frank Sinatra, Nat King Cole, Perry Como, e outros.
O cinema: «O Filme Lego», Christopher Miller e Phil Lord; «Eragon», Stefen Fangmeier; «A Rapariga com a Tatuagem de Dragão», David Fincher; «Eu Sou o Amor», Luca Guadagnino; «Amigos com Benefícios», Will Gluck; «Jogo de Ripley», Liliana Cavani; «O Dilema», Ron Howard; «Ira de Titãs», Jonathan Liebesman; «Os Homens da Companhia», John Wells; «Mal Residente - Pós-Vida», Paul W. S. Anderson; «50/50», Jonathan Levine; «Sombras Escuras», Tim Burton; «RPG», David Rebordão e Tino Navarro; «Esquecendo Sarah Marshall», Nicholas Stoller; «O Desconhecido do Lago», Alain Guiraudie; «Florbela», Vicente Alves do Ó; «O que Esperar Quando se está de Esperanças», Kirk Jones; «Operação Outono», Bruno de Almeida; «Congelado», Chris Buck e Jennifer Lee; «Morte ao Smoochy», Danny DeVito; «A Campanha», Jay Roach; «Capitão América - O Soldado de Inverno», Anthony Russo e Joe Russo; «O Grande Kilapy», Zézé Gamboa; «Cosmopólis», David Cronenberg; «Branca de Neve e o Caçador», Rupert Sanders.
E ainda...: Biblioteca Nacional - exposição «David de Almeida - A ética da mão» + exposição «Uma colecção, dois coleccionadores - Pereira e Sousa - Mendonça Cortês» + exposição «A biblioteca do embaixador - Os livros de D. García de Silva e Figueroa (1614-1624)» + mostra «António Ramos Rosa - A poesia em diálogo com o Universo» + mostra «Ruy Coelho (1889-1986) - O espólio de um compositor» + mostra «Do manuscrito ao espectáculo - A colecção de teatro de António José de Oliveira» + mostra «Biografias de Teixeira de Pascoaes» + mostra «José Pedro Machado (1914-2005) - Uma vida de estudo»; «Shake It Off» e «Blank Space», Taylor Swift; Salvador Caetano-Vila Franca de Xira - «Dia Toyota»; Centro de Estudos Anglísticos da (Faculdade de Letras da) Universidade de Lisboa - colóquio internacional «Mensageiros das Estrelas - Episódio III»; QualAlbatroz - «Um livro feito à mão», José Alfaro; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal - Bienal de Fotografia 2014; Museu do Neo-Realismo - exposição «Arsénio Mota - Uma vida como obra»; Biblioteca Municipal/Fábrica das Palavras de Vila Franca de Xira - exposição de fotografia «Nasci com passaporte de turista» de Afonso de Burnay; Espaço-Museu do Hospital de Vila Franca de Xira.

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Obrigado: Aos que das «estrelas»…

… Serviram de «mensageiros», que trouxeram as «mensagens» aos meros terrestres. Foi há precisamente um mês, a 19 de Novembro, que teve início, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o «Episódio III» - isto é, a terceira edição – do colóquio internacional (bianual) de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas». E foi também há um mês que eu participei, como já anunciara a 2 de Novembro, juntamente com João Barreiros e Luís Filipe Silva (Telmo Marçal faltou), no debate «Ficção Científica e Crise», que Margarida Vale de Gato, a moderadora, considerou no final ter sido um dos melhores do género a que havia assistido e/ou em que havia participado. Não se procedeu a um registo vídeo mas fizeram-se algumas fotografias.
O colóquio teve uma divulgação assinalável, talvez superior às dos seus dois antecessores, em 2010 e em 2012. De facto, além de menções em espaços exclusivamente digitais – Mundo Snitram, Notícias Ao Minuto, Os Fantásticos Mundos de Elsa, Ouroboros Lair, Pátria de Heróis – o evento organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos da UL mereceu também destaque nos sítios de publicações em papel – no Correio da Manhã, no Diário de Notícias, na Fórum e no Sol através de breves textos, e no Público com um artigo alargado.
Agora, é aguardar «apenas» dois anos até ao «Mensageiros das Estrelas – Episódio IV», em 2016. Será «uma nova esperança»? ;-) (Também no Simetria.

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Ocorrência: Louçã a espaços

Francisco Louçã é, juntamente com António Bagão Félix e Ricardo Cabral, um dos colaboradores permanentes no blog do jornal Público Tudo Menos Economia. Há precisamente uma semana, a 3 de Dezembro, decidiu escrever sobre cinema e, mais concretamente, sobre o mais recente filme realizado por Christopher Nolan: «Interestelar».
No texto, intitulado «A utopia resgata o presente do futuro?», o ex-líder do Bloco de Esquerda realça que «este é o segundo filme (o primeiro foi «Gravidade») de grande audiência que, em pouco tempo, nos faz olhar para o espaço. Mas “Interestelar” não é unicamente um passeio no cosmos e um filme-catástrofe: é uma narrativa sobre a fronteira da ciência quando a Terra se esgota. E essa fronteira é misteriosa. (…) Ao deixar as perguntas, o filme desenha uma utopia: o êxodo da humanidade salva-a de si própria, depois de esgotado o planeta da origem. Mas, desse modo, o filme afasta-se da tradição mais eloquente da ficção científica, a que procura outros seres que são como nós ou que são meios de nós próprios. (…) A ficção científica não imagina o passado, procura o futuro e por isso ocupa a incerteza mais radical, que as artes do feitiço não podem sequer simular. A nostalgia é conservadora, a ficção é ousadamente transformadora.»
É sempre salutar, e de saudar, que pessoas, político(a)s, figuras públicas que estamos mais habituados a ver - e a ouvir – intervir em matérias mais do interesse geral, nacional, relacionadas com a economia e o Estado, procedam também, mesmo que ocasionalmente, a reflexões sobre outros temas – da cultura, e não só – que eventualmente proporcionem concordância por parte de outros que habitualmente deles discordam. Porém, isso não quer dizer que essas reflexões estejam isentas de erros, e esta foi um desses casos. De facto, Francisco Louçã escreveu «Alfonso Cuarín» em vez de «Cuarón»; que Ridley Scott realizou «Aliens» - este, na verdade, foi dirigido por James Cameron, e Scott deu-nos, antes, «Alien»; que «Blade Runner» foi «adaptado de um conto» de Philip K. Dick – na verdade, foi adaptado de um romance, «Do Androids Dream of Electric Sheep?»
Depois de detectar estas falhas – que alguém, que dá mais importância ao CdP (Culto da Personalidade) e ao SI (Sectarismo Ideológico) do que à FC, optou por ignorar – decidi apontá-las, juntamente com as respectivas correcções, à Direcção do Público, que por sua vez as comunicou a Francisco Louçã. Este procedeu às alterações no dia seguinte – embora, quanto a «Blade Runner», tenha optado por indicar aquele filme como tendo sido feito «a partir de um texto de…» - mas não indicou que aquelas alterações tinham sido efectuadas nem quem as tinha induzido. O que, enfim, não é de espantar: à esquerda há sempre muita dificuldade em se admitir que se estava (está) enganado. (Também no Simetria.