quarta-feira, março 20, 2013

Obituário: J. M. Prostes da Fonseca

Faleceu no passado dia 3 de Fevereiro, e, se fosse vivo, completaria hoje 80 anos. É por isso que escolhi esta data para uma breve, mas sentida, evocação de, e homenagem a, José Manuel Prostes da Fonseca…
… Que eu conheci no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa no final da década de 80, não enquanto aluno dele mas sim enquanto colega dele, entre 1989 e 1990, no Conselho Directivo a que ele presidiu entre 1984 e 1990. Discreto e competente, foi um homem de uma cordialidade e de uma correcção inexcedíveis. E, numa escola tão dinâmica como era, e é, o ISCTE, onde coexistiam múltiplas áreas e disciplinas científicas, muitas sensibilidades e tendências, muitos grupos, e onde conflitos de interesses mais ou menos declarados ocorriam regularmente, ele foi a pessoa certa no sítio certo no momento certo: porque soube – ou tentou sempre – conjugar e conciliar permanentemente esses interesses aparentemente divergentes, e congregá-los, canalizá-los, para a realização do objectivo comum a todos, docentes, discentes e funcionários: modernizar e desenvolver a nossa escola, torná-la numa instituição de ensino de excelência e de referência. O que de bom e de grande o ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa é actualmente começou a ser construído, verdadeiramente, na viragem da década de 80 para a de 90, e o seu contributo foi decisivo. Naquele Conselho Directivo de que eu fui membro muitas decisões foram tomadas, muitas soluções foram estudadas. Por exemplo, os primeiros esboços do que viriam a ser a nova biblioteca e o edifício 2 foram apreciados nas nossas reuniões.
A sua personalidade e a sua visão ficaram evidentes numa entrevista que me concedeu, e ao meu amigo e colega Filipe Vieira, publicada em Junho de 1989 no Nº 3 do DivulgACÇÃO, boletim da Associação de Estudantes do ISCTE, que eu coordenava e de que fora um dos criadores. Seis meses depois, no início de 1990, ele esteve comigo e ainda com os meus amigos e colegas Rui Paulo Almas e Victor Cavaco, na tomada de posse dos então novos corpos sociais da Associação Académica de Lisboa, que o Rui (na Direcção) e o Victor (na mesa da Assembleia Geral) integraram – a primeira vez em que estudantes do ISCTE participaram na liderança da AAL. Guardo uma fotografia de nós os quatro tirada nessa ocasião, em que é visível a satisfação e até o orgulho dele pelos «seus» alunos.
Sobre José Manuel Prostes da Fonseca é de ler também o que escreveram Alexandre Rosa, Paulo Pedroso, Raul Iturra (que foi meu professor na disciplina de Introdução à Antropologia Social) e Rui Paulo Almas.

sábado, março 16, 2013

Opções: Defender o Futuro

Assinei hoje a petição «Defender o Futuro». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Tive conhecimento da mesma apenas recentemente – mas antes de ela ter sido entregue na Assembleia da República no passado dia 5 – e decidi subscrevê-la exactamente, e simbolicamente, um ano depois de ter sido lançada porque este é igualmente o dia do aniversário do meu irmão.
Lê-se no texto que explica a iniciativa: «Portugal afunda-se hoje numa profunda crise económica e social, a que não é alheia a teia legislativa dos últimos seis anos de governação, destruidora dos pilares estruturantes da Sociedade. A reforma da Sociedade não deve ser realizada apenas na área económica e fiscal. Carece de uma intervenção mais profunda, designadamente no que diz respeito à Dignidade da Pessoa, em todas as etapas da sua vida, desde a concepção até à morte natural, à cultura da Responsabilidade, do compromisso no Casamento e na Família; por outras palavras, é necessária uma verdadeira cultura da Liberdade. (…) A nova Assembleia da República tem hoje um dever histórico de mudar o rumo do País. O desleixo e negligência anteriores devem dar lugar a uma política de responsabilidade e solidariedade expressa em leis que: coloquem e reconheçam a Família como fundamento da Organização Social na promoção de responsabilidade pessoal, solidariedade intergeracional e fomento da Economia; reconheçam ao casamento as funções para que está vocacionado, com vínculos e laços de responsabilidade pessoal que promovam e protejam todos e cada um dos seus membros; apelem a uma maternidade e paternidade responsáveis, generosamente abertas à vida; protejam e promovam a natalidade e a vida humana em todas as suas fases, desde a concepção até à morte natural; promovam uma verdadeira política de liberdade de educação onde os pais, independentemente de terem ou não recursos, possam escolher a escola dos seus filhos; reconheçam aos pais o direito a educar os filhos segundo as suas opções éticas e de valores. (…)» 
As opiniões e posições ideológicas subjacentes a esta iniciativa explicam porque a mesma foi pouco menos que ignorada por uma comunicação social portuguesa quase toda «encostada» à esquerda. Curiosamente, o espaço mediático que, segundo pensamos saber, mais atenção terá dedicado à petição «Defender o Futuro» e/ou os seus pressupostos foi o programa «Você Na TV» da TVI, na sua emissão de 8 de Março último. Aí Isilda Pegado, uma das primeira(o)s signatária(o)s daquela, enfrentou representantes do BE, do PCP e do PS – e, como os dois apresentadores também se opunham ao teor da petição, verificou-se na práctica uma desigualdade de um(a) para cinco. O que também explica que não tenha sido possível à antiga deputada do PSD, apesar da sua boa vontade e coragem, suster e sobrepor-se às (previsíveis e habituais) falácias teóricas dos «fracturantes» de serviço, cuja demagogia e desonestidade intelectual parecem não conhecer limites.
Comigo não levariam – nunca levariam – a melhor, mesmo que em vez de cinco fossem 10, 15, 20 ou mais: já observo e analiso estas criaturas há muitos anos e sei como responder e desmontar (a)os seus «argumentos» da treta (e de trampa). Mas seria pouco provável que do quarto canal me convidassem para isso ou para qualquer outra coisa, tendo em conta que, ainda recentemente, me discriminaram de uma forma deliberada e ostensiva (e ofensiva). Pois é, 20 anos depois de ter sido fundada, como está diferente a «televisão da igreja»… (Também no Esquinas (138).)     

segunda-feira, março 04, 2013

Obrigado: Aos que compareceram…

… Ontem, no Teatro Rivoli, no Porto, para a apresentação na Cidade Invicta de «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e de Fantástico», no âmbito do Fantasporto 2013. Agradeço também à organização do mais importante festival internacional de cinema português, e em particular a Beatriz Pacheco Pereira, que com muita simpatia nos recebeu, a oportunidade que tão generosamente nos proporcionou. E este agradecimento não é apenas meu; é também dos restantes autores e organizadores e, especialmente, da editora Fronteira do Caos e dos editores Victor Raquel e Carla Cardoso, que experimentaram de forma especial esta ocasião por serem também da capital do Norte.
À mesa estiveram sentados, além de mim e de Victor Raquel, também Ana Cristina Luz, um(a) da(o)s autora(e)s do livro, e António Reis, da organização do festival. Para além da descrição e da explicação do processo que possibilitou a concretização de «Mensageiros das Estrelas», com destaque para o colóquio com o mesmo título, com duas edições (em 2010 e em 2012) já realizadas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que esteve directamente na sua origem, ainda se falou, e por mais que um interveniente, de António de Macedo e da sua importância enquanto cineasta, escritor… e amigo, enquanto alguém a quem muitos de nós devem a entrada, e «viagens», pelos mundos maravilhosos do mistério e da fantasia… e que, muito justamente, foi homenageado nesta 33ª edição do «Fantas». Ficou ainda a certeza de que a Ficção Científica & Fantástico tem uma importância e uma influência em Portugal muitos superiores à que continua a ser generalizadamente reconhecida. E deixou-se o desafio para que os organizadores do Fantasporto continuem a levar ao conhecimento dos cineastas as histórias – como as que estão incluídas no «Mensageiros…» - que podem proporcionar filmes, de curta, média e longa-metragem… que, quem sabe, poderão vir a ser exibidos em futuras edições do festival.
Outros temas poderiam ter sido debatidos no encontro de ontem? Sem dúvida, apesar de ter sido apenas a apresentação de um livro e não um colóquio literário. Mas cabe também a quem assiste, aos espectadores, aos leitores, e se quiserem, colocarem questões e corrigirem afirmações dos oradores que considerem estar erradas. Esse convite à discussão foi feito. Pelo que não se compreende que alguns se queixem do que ficou por dizer quando não só não tomaram qualquer iniciativa nesse sentido como nem sequer se deram a conhecer. Quem está «do lado de lá», como eu e os meus colegas de mesa no Rivoli, não tem (sempre) a obrigação de se lembrar de tudo a todo o momento. (Também no Simetria.

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Observação: Barros e Barreiros erraram

(Uma adenda no final deste texto.)
No passado dia 23 de Fevereiro de 2013 o Diário de Notícias publicou, no seu suplemento QI, um artigo de Eurico de Barros sobre a antologia «Lisboa no Ano 2000» com base numa entrevista feita ao criador e organizador daquela, João Barreiros. Abstraindo do abjecto «acordês» que enforma – e enferma – o texto, logo no terceiro parágrafo pode ler-se que aquela colectânea colectiva de contos constitui «a primeira ficção científica portuguesa de história alternativa.» Telefonei ao jornalista do DN e ele esclareceu-me que aquela afirmação é sua e foi «corroborada por João Barreiros». Porém, e obviamente, está errada…
… Porque a verdadeira primeira obra portuguesa de história alternativa é, foi, claro, «A República Nunca Existiu!», publicada em 2008… e sobre a qual o próprio Eurico de Barros escreveu então! Como me admitiu, esqueceu-se… mas João Barreiros também se terá esquecido. Aliás, é igualmente oportuno e relevante lembrar que ambas as antologias foram editadas pela Saída de Emergência, e que o subtítulo de «Lisboa no Ano 2000» é «Uma antologia assombrosa sobre uma cidade que nunca existiu», pelo que, sem dúvida e não surpreendentemente, ainda se «ouvem os ecos» daquele meu projecto pioneiro que teve como objectivo imaginar, escrever e publicar contos, enredos, narrativas, em que Portugal nunca havia deixado de ser uma Monarquia.
Assunto também abordado no artigo, e que aliás é recorrente nas discussões sobre ficção científica e fantástico no nosso país, é o da alegada «falta de uma tradição de literatura de FC, e de imaginação e especulação em geral, em terras lusas. (…) Esquecemo-nos de sonhar?» João Barreiros não é o único a pensar assim, mas ele e outros estão, também aqui, errados. Como demonstrei inequivocamente no meu artigo «A nostalgia da quimera», publicado no Público em 2011, o fantástico é – sempre foi – o género dominante na literatura portuguesa. A aparente ausência, na viragem do século XIX para o XX, de uma FC «pura e dura» nacional, em que a antecipação civilizacional e a inovação tecnológica são factores fulcrais, pode ter-se devido não à inexistência de obras desse âmbito mas sim à não publicação daquelas; o mesmo é dizer, que possivelmente existiram autores mas «não existiram» editores… à altura das suas responsabilidades. E esta não é uma hipótese mirabolante: quando se sabe que, já no século XXI, neste país houve quem decidisse destruir milhares de exemplares da «colecção azul» da Editorial Caminho, mais fácil se torna aceitar que o problema, provavelmente, não está, e nunca esteve, na escrita. (Também no Simetria.)
(Adenda: Fui contactado por Álvaro Holstein, que me informou da existência do livro «História Maravilhosa de D. Sebastião Imperador do Atlântico», escrito por Samuel Maia e publicado em 1940, e que terá sido, e é, o primeiro livro de história alternativa portuguesa. Pelo que pude ler e depreender do índice tal parece ser verdade, mas só quando puder tê-lo nas mãos, folheá-lo e, eventualmente, confirmar esse facto, é que renunciarei à primazia, neste aspecto, de «A República Nunca Existiu!». Se e quando o fizer… será sem qualquer problema, sem ressentimento, sem tristeza. Muito pelo contrário! Porque, neste assunto, e de uma forma ou de outra, eu «ganho» sempre: «História Maravilhosa…», de que eu nunca tinha ouvido falar até agora, constituirá mais uma prova de que «o fantástico é o género dominante na literatura portuguesa» como eu afirmo no meu artigo «A nostalgia da quimera». Mais: também no início de Março, e numa coincidência curiosíssima, duas pessoas - Manuel Curado e Nuno Fonseca - mencionaram-me o mesmo autor, Cândido de Figueiredo (sim, o do dicionário!), por causa da mesma obra, «Lisboa no Ano Três Mil», de que eu também nunca tinha ouvido falar até agora, publicada em… 1892! Ou seja, e ao contrário do que afirma João Barreiros, Jules Verne provavelmente terá mesmo deixado – pelo menos – uma «semente» em Portugal que «floresceu» ainda no século XIX! Sim, afinal houve alguém no nosso país que imaginou «ter visto o futuro» antes de 1900.)

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Observação: «Brava» bojarda

Neste último Natal receberam-se como prendas em minha casa, e entre outras, vários discos – de música, de jogos, de filmes. Entre estes «Brave», o mais recente filme dos estúdios Pixar, que em Portugal recebeu o título «Indomável» (sim, há traduções piores…), e que é comercializado pela Zon Lusomundo Audiovisuais. Observando a caixa, li a síntese, a ficha técnica, e a seguinte… ressalva: «Dados corretos salvo erro tipográfico».
Quero acreditar que, um dia, se irá investigar, descobrir e explicar por que motivo neste país tantos indivíduos e tantas instituições, quer públicas quer privadas, se prestaram – sem o deverem, sem serem forçadas, sem terem qualquer verdadeira obrigação disso – a fazer figuras ridículas, a passarem por idiotas, a tornarem-se autênticas anedotas. Talvez então se possa rir (ainda mais, e descansadamente) da aberração que é, foi, o «ac(b)ord(t)o (porn)ortográfico».
(Adenda - Hoje, 21 de Fevereiro, celebra-se o Dia Internacional da Língua Materna. Uma data ainda melhor do que as outras para todos os que ainda não subscreveram, divulgam e apoiam a Iniciativa Legislativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico... o fazerem.)
(Segunda adenda - «Escoçês» é errado e esquisito? Sim. Mas não é mais errado e esquisito, e ridículo, que, por exemplo, «espetáculo», «perspetiva», «receção» e «suntuoso».)
(Terceira adenda – Quando se recorre à força e à imposição burocráticas e totalitárias, é óbvio que os «processos» (kafkianos) «avançam» e «correm» sem «problemas», que qualquer absurdo é aplicável. Há para aí quem seria um «excelente» «comissário cultural» de Stalin e de Mao…

sábado, fevereiro 09, 2013

Obras: Desenhando os «Mensageiros…»

Pedro Piedade Marques, que desenhou e paginou «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico», escreve sobre o seu trabalho neste meu projecto no seu blog Montag em texto intitulado «Controlo terrestre chama major Tomás» (sim, uma alusão à canção «Space Oddity» de David Bowie…) 
Um excerto: «(…) Tratou-se de um exercício de recuperação de uma certa forma de ilustrar a ficção científica “de fora” do género, ou seja: em vez da ilustração naturalista “pulp” ou associada à “Golden Age” da FC dos anos 30 aos anos 50 (e ainda a matriz do que se faz na ilustração de FC de há quarenta anos a esta parte), e porque, muito simplesmente, não sou um “ilustrador” ou pintor, impunha-se o recurso essencialmente à selecção, montagem e “colagem” de elementos de heteróclita proveniência (catálogos de ferramentas e produtos industriais e manuais de astronomia do século XIX, desenhos de Ernst Haeckel de diversa fauna e flora marinha, parafernália da Era Espacial como fatos dos primeiros cosmonautas americanos e soviéticos, etc.), aos quais não faltaram aportações nacionais como detalhes das estruturas fabris da CUF dos anos 50, o rosto de um jovem D. Carlos dentro de um capacete da tripulação da Soyuz dos anos 70 ou a fachada da Faculdade de Letras de Lisboa do arquitecto Pardal Monteiro. (…)» Entretanto, Pedro já adicionou o «Mensageiros…» ao seu portfolio.  
A propósito, informo novamente que «Mensageiros das Estrelas» vai ser apresentado no Porto no próximo dia 3 de Março, às 17 horas, no Teatro Rivoli, integrado na programação do Fantasporto 2013. (Também no Simetria.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Outros: Sobre o Regicídio…

… De que hoje se assinala mais um (triste) aniversário, recomendo a leitura de textos de David Garcia («105 anos depois do Regicídio, não esquecemos!»), João Afonso Machado («Para além da efeméride»), João Amorim («No dia 1 de Fevereiro a escumalha não tem pesar»), João Pinto Bastos («Recordar o Regicídio»), Miguel Castelo-Branco («O erro dos regicidas») e Nuno Castelo-Branco («O Regicídio não foi esquecido, jamais o será!»). (Também no Esquinas (137).)  

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Oráculo: «Mensageiros…» no Fantasporto

O livro «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico» vai ser apresentado no Porto no próximo dia 3 de Março, às 17 horas e no Teatro Rivoli, durante o Fantasporto 2013/33º Festival Internacional de Cinema do Porto (ver também no Facebook), como se pode ver no programa divulgado esta semana. Agradeço muito a oportunidade de se fazer o lançamento da obra na «Invicta» à equipa da organização do evento, em especial a Beatriz Pacheco Pereira. Na edição deste ano merece igualmente destaque a homenagem que vai ser feita a um dos autores que participa(ra)m na antologia: António de Macedo, que vai ter vários dos seus filmes exibidos no Rivoli.  
Também a partir desta semana o «Mensageiros das Estrelas» está disponível para venda nas principais livrarias portuguesas, como as Bertrand e as FNAC, mas não só. Apresentada inicialmente a 30 de Novembro no encerramento da segunda edição do colóquio que lhe deu nome, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e nesta colocada à venda durante os quatros dias em que decorreu a iniciativa do Centro de Estudos Anglísticos, a antologia de contos inéditos de FC & F que eu concebi, co-organizei e em que participei não entrou de imediato no circuito comercial normal devido ao habitual excesso de oferta que se regista no período de Natal e de Ano Novo.   
Entretanto, e depois das primeiras, continua(ra)m a surgir notícias, reacções, referências, comentários, à antologia e também ao colóquio que esteve na sua origem: um balanço daquele feito por João Campos no Viagem a Andrómeda; um anúncio por mais um dos seus autores, João Afonso Machado, no Corta-Fitas; uma «crítica» por Alexandra Rolo no Livros Por Todo Lado (que apenas demonstra a imaturidade e a inexperiência da signatária); inclusão em «retrospectivas de 2012» feitas por Marcelina Leandro no Muito Para Ler, e novamente por João Campos no Viagem a Andrómeda. (Também no Simetria. Referência no Nova Águia, no Ouroboros Lair (um, dois) e no Trëma.)

sábado, janeiro 19, 2013

Opções: Contra o aborto gratuito

Já assinei a petição «Acabar com o aborto gratuito». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui.
Lê-se no texto que explica a iniciativa: «Neste momento de crise nacional, com aumento brutal de impostos, cortes de subsídios, cortes de ordenados e aumento das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde, o Governo tenta diminuir a despesa pública e aumentar a receita. Assim, torna-se incoerente e ilógico haver aborto gratuito e pagamento de até um mês de subsídio de maternidade (?!) a 100% para quem quer abortar quando e quantas vezes quiser, tudo isto às custas do Estado. Independentemente da posição que os signatários têm em relação ao aborto ser ou não livre, peticiona-se ao Governo e à Assembleia da República que a interrupção voluntária da gravidez (aborto) não seja financiada/comparticipada/subsidiada pelo Estado Português.» 
Esta situação é ainda mais inadmissível e insustentável num país que, além de estar a sofrer uma catástrofe económica e financeira, está a sofrer – há mais tempo – uma catástrofe social e demográfica. Tantas notícias, tantas reportagens que referem, alarmadas, o envelhecimento da população portuguesa, o aumento de óbitos e a diminuição de nascimentos, a mais baixa taxa de natalidade da União Europeia… mas que, «curiosamente», se «esquecem» de mencionar os incentivos públicos – isto é, oficiais! – à interrupção voluntária da gravidez como uma das causas mais que prováveis, e preponderantes, para esta situação. E que podem classificar a gravidez na adolescência como sendo um «drama» (não o é necessariamente), mas que não utilizam esta palavra, ou outra mais forte, para classificar a autêntica «política de auto-extinção nacional» - uma «solução final à portuguesa»? – que está a ser aplicada. 

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Outros: Contra o AO90 (Parte 6)

«Ainda as facultatividades do Acordo Ortográfico de 1990 - Algumas notas críticas», José Paulo Vaz; «Uma bassula ao Acordo Ortográfico» e «A “estandardização” da língua portuguesa», Wa Zani; «O Acordo Ortográfico e a tradução para português», Paula Blank; «Futilidade estatista», Eduardo Freitas; «Ainda e sempre o malfadado Acordo Ortográfico da LP de 1990» e «O Acordo Ortográfico da nossa desunião», António Viriato; «Contra fatos, os argumentos», Francisco Miguel Valada; «Petições contra o acordo ortográfico», José Pacheco Pereira; «Bechara, um mentiroso compulsivo!», João Pedro Graça; «Os dislates de Evanildo Bechara», «Mas então não íamos todos escrever da mesma maneira?», «O Acordo Ortográfico já não causa impacto», «Viegas, boçalidades e patetices», «Rui Tavares é mais ou menos a favor», «E terá sido contactado?», «E agora, Manuel?» e «Acordo Ortográfico no Parlamento, a luz ao fundo do túnel?», António Fernando Nabais; «O Acordo, outra vez», «O cadáver adiado» e «Urgentemente», Vasco Graça Moura; «Carta aberta em defesa da língua-mãe portuguesa - o português de Portugal», Dulce Rodrigues; «A viúva e a virgem», Janer Cristaldo; «A minha pátria é a língua portuguesa», Samuel de Paiva Pires; «O acordo ortográfico e o peido-mestre», Mouzar Benedito; «Brasil rasga Acordo Ortográfico!», «Mete, e mete muito bem!» e «”Orgulhosamente sós!” E agora, Portugal?», Pedro Quartin Graça; «Uma paneleireza portuguesa», Joaquim Carlos; «E agora, burr’calhos?», Paulo Selão; «E é escrever assim desacordadamente», José Morgado; «O Aborto Horrográfico», Luís Monteiro; «Foi você que pediu um acordo ortográfico?», António Jacinto Pascoal; «É a ortografia, pá», Rui Bebiano; «A(c)ta ou desata?», António Bagão Félix; «Carta ao Primeiro-Ministro», António de Macedo; «Acordar melhor», Maria do Rosário Pedreira; «É desta que o AO vai à vida?», Telmo Bértolo; «Alegria breve ou a língua de Pandora», Nuno Pacheco; «Brasil adia Acordo Ortográfico: e agora?..», António Marques; «Sem tom nem som» e «A ideia de “língua”», João Gonçalves; «Dilma, rasgue o acordo ortográfico», João Pedro Coutinho; «Aborto acordográfico», João Pinto Bastos; «Avacalharam a língua portuguesa», Sérgio Vaz; «Uma dor na língua», Leonardo Ralha; «”Minhas mágoas eram negras, negras ficaram as águas”…», Cristina Ribeiro; «O remendo», José Horta Manzano; «Nem gregos nem troianos, assim-assim», Helena Buescu; «Carta ao Ministro da Educação», Rui Miguel Duarte. (Também no Esquinas (136) e no MILhafre (68).)                         

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Opções: Votar no Obamatório

Começa hoje, 7 de Janeiro, e termina no próximo dia 19 de Janeiro, a primeira fase da votação do «Concurso Blogs do Ano 2012» promovido pelo blog Aventar. No qual participa, não o Octanas, mas sim o meu outro blog, o Obamatório. E em três categorias: «actualidade política – blog individual»; «actualidade política – internacional»; e «blogger do ano».
Ao tomar conhecimento da iniciativa, pensei «porque não?» e fiz a inscrição. Sem elevadas ou exageradas expectativas, reconheço. Mas quem quiser participar na escolha e dar a sua preferência – o que desde já muito agradeço – ao espaço sobre a política, a sociedade e a cultura dos EUA que eu mantenho há quatro anos, pode fazê-lo – uma vez por dia! – aqui (nas duas primeiras categorias) e aqui (na terceira). 

segunda-feira, dezembro 31, 2012

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2012

A literatura: «Poesia Lírica e Satírica», Pedro Correia Garção; «Quatro Visões Memoráveis», «Sete Livros Iluminados» e «Cantigas da Inocência e da Experiência», William Blake; «Sem Título», João Afonso Machado; «Nova Teoria do Mal», Miguel Real; «O Quarto Poder», Juan Gimenez; «O depoimento de Randolph Carter» e «A música de Erich Zann», H. P. Lovecraft.
A música: «Sempre de Mim», Camané; «Na Corrente», Carlos Paredes; «St. Anger», «Death Magnetic» e «Lulu» (com Lou Reed), Metallica; «Procura-se», Susana Félix; «Andrea», Andrea Bocelli; «Fado Global - Vol. 6», Carlos Zel, Fernando Maurício, João Braga, Maria da Fé, Rosa Madeira, e outros; «Quartetos para Cordas», Wolfgang Amadeus Mozart (pelo Quarteto de Cordas de Leipzig).
O cinema: «48», Susana de Sousa Dias; «Erguer do Planeta dos Macacos», Rupert Wyatt; «Eu Sou o Número Quatro», D. J. Caruso; «Antwone Fisher», Denzel Washington; «Rainha dos Danados», Michael Rymer; «21 Gramas», Alejandro González Iñárritu; «Invictus», Clint Eastwood; «Max Payne», John Moore; «"A" Fácil», Will Gluck; «Três Cores - Azul», «(...) - Branco» e «(...) - Encarnado», Krzysztof Kieslowski; «Os Vingadores», Joss Whedon; «A Cidade», Ben Affleck; «Os Sonhadores», Bernardo Bertolucci; «Invasão Mundial/Batalha - Los Angeles», Jonathan Liebesman; «Possessão», Neil LaBute; «Os Próximos Três Dias», Paul Haggis; «O Não-Nascido», David S. Goyer; «Tron - Legado», Joseph Kosinski; «O Americano», Anton Corbijn; «Homens de Negro 3», Barry Sonnenfeld; «O Assassinato de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford», Andrew Dominik; «Beira da Escuridão», Martin Campbell; «Os Jogos da Fome», Gary Ross; «Emprenhada», Judd Apatow; «Juno», Jason Reitman; «Amor Acontece», Brandon Camp; «O Barão», Edgar Pêra; «Data Devida», Todd Phillips; «O Cavaleiro Negro Ergue-se», Christopher Nolan; «Os Perdedores», Sylvain White; «Idade do Gelo - Deriva Continental», Michael Thurmeier e Steve Martino.
E ainda...: «Gangnam Style», Psy; FNAC Chiado - Exposições «4/365 - Fotografias de Ana Maria Russo» + «Pathé Fréres 1908/1911 - Fotografias da Colecção da Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema»; «Californicação» - 4ª época; «O Fenómeno "Tron"» (extras da edição em Blu-Ray do filme); Casa da Comarca da Sertã (Lisboa)/DG Edições - Apresentação do livro «Sem Título» de João Afonso Machado; Sociedade da Língua Portuguesa/Movimento Internacional Lusófono - debate «Há alternativas ao Euro?» com Artur Baptista da Silva e Pedro Braz Teixeira; Pottermore - «A unique online Harry Potter experience from J. K. Rowling»; Centro de Estudos Anglísticos (da Faculdade de Letras) da Universidade de Lisboa - colóquio internacional «Mensageiros das Estrelas - Edição II»; Biblioteca Nacional de Portugal - Exposição «Marcos Portugal (1762-1830) - 250 anos do nascimento» + «José Augusto França - Exposição bibliográfica (1949-2012)» + Mostra «300 anos do "Vocabulário" de Bluteau - O estudo e a ilustração da língua» + Mostra «Manuel Viegas Guerreiro (1912-1997)»; RTP2 - «Câmara Clara» (última emissão); «Ervas» - 8ª época (última); «Monty Python - Quase a Verdade (A Versão dos Advogados)».

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Orientação: Sobre um «Processo», no Público

Na edição de ontem (Nº 8296) do jornal Público, e na página 39, está o meu artigo «Processo Retro-ortográfico Sem Curso». Um excerto: «(…) É de perguntar a todos aqueles que sugerem, ou acusam mesmo, os actuais governantes de serem "fascistas" e que os ameaçam com hipotéticos golpes militares, se: antes de mais, sabem ou se lembram como é que era, e o que implicava, o verdadeiro fascismo, mais concretamente a sua versão portuguesa salazarista-marcelista; e se eles próprios exercem o mais básico acto de anti-fascismo que é… não escrever segundo o "aborto pornortográfico". Que é, mesmo, neo-fascista e neo-colonialista; os seus criadores, os seus proponentes e defensores são, mesmo, neo-fascistas e neo-colonialistas. Quem tem dúvidas pode dissipá-las ouvindo Fernando Cristóvão numa entrevista concedida em 2008, que esclarece o que pensam os "acordistas" sobre o processo legislativo num regime democrático – em que, supostamente, as leis não são dogmas nem mandamentos, e, logo, são alteráveis e revogáveis – e a independência, a soberania – cultural e não só – dos países africanos de língua oficial portuguesa. (…)» Transcrição parcial no sítio da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. (Também no Esquinas (135).)

domingo, dezembro 23, 2012

Outras: Boas leituras

No sítio Goodreads existem quatro páginas dedicadas a outros tantos livros meus – duas colectâneas colectivas de contos, um «romance» e uma tradução de um autor estrangeiro: «A República Nunca Existiu!» (2008, Saída de Emergência); «Espíritos das Luzes» (2009, LeYa/Gailivro/1001 Mundos); «Poemas» de Alfred Tennyson (2009, Saída de Emergência); «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico» (2012, Fronteira do Caos). Três inserem-se, precisamente, no género FC & F; e o quarto, que reúne 50 dos poemas do grande escritor inglês, inclui vários marcados indelével e indubitavelmente pela fantasia, pelo insólito, pelo misterioso e pelo maravilhoso… e pelo assustador, de que são exemplos «As fadas do mar», «O Kraken», «O Palácio da Arte», «Um sonho de mulheres formosas» e «Morte de Artur». Boas leituras… e Boas Festas! Aliás, daqui a um ano, e se tudo correr bem e conforme o previsto, haverá mais «Festas» para celebrar. (Também no Simetria. 

terça-feira, dezembro 18, 2012

Outros: «UNP» na TL

Na edição de Dezembro de 2012 (Nº 243) da revista Tempo Livre, e na página 13, está uma referência à publicação, este ano, do meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País». Inclui, especificamente, um excerto da minha breve introdução («Exp(l)i(c)ação»), em que revelo que «esta obra ilustra igualmente a minha evolução pessoal, mental, ideológica, de (inconsciente) republicano comunista, na esquerda, a (consciente) monárquico conservador, na direita. Em comum em todo o percurso, inalterável, sempre a vontade de apontar, denunciar, problemas e de propor, expor, soluções.» É de assinalar o facto de este número do órgão de informação do INATEL ter uma tiragem superior a 140 mil exemplares. 

domingo, dezembro 09, 2012

Observação: Nem dadas!

Não é a primeira nem, certamente, será a última empresa portuguesa a lançar no mercado nacional, e, logo, principalmente, preferencialmente, para os consumidores portugueses, um produto ou um serviço com uma designação em inglês. Porém, a Porto Editora não é, neste âmbito, uma empresa qualquer, e não só por se ter especializado em dicionários e em manuais escolares: é «apenas» a entidade privada que mais tem preconizado, no nosso país, a aplicação do malfadado «acordo ortográfico de 1990»…
… Pelo que não pode deixar de ser considerado incongruente, e até ridículo, que uma das suas mais recentes iniciativas editoriais tenha sido denominada como… «Book Gift»! Sim, tanto «amor» pela língua portuguesa, tanto «empenho» na sua defesa, tanto «esforço» na sua valorização… e «uniformização»! Há, pois, motivos para esperar que, se voltarem a dar um tom anglófono a um próximo lançamento, não hesitarão em utilizar palavras com «ph» e consoantes repetidas, que só em português são «arcaicas»… Por exemplo, «Reading Support»; ou «Philosophy Essentials»; ou, emulando a SIC e a TVI, cujos espaços para as crianças são, respectivamente, SIC K e K Kanal (mais um «k» e estariam a envergar capuzes brancos), uma colecção para os mais novos intitulada «Kids Colection»… porque, enfim, «coletion» não ficaria bem, não é verdade?     
Como com qualquer livro ostentando o símbolo da Porto Editora, estas «Book Gift(s)» são, se possível, de evitar, de boicotar, não comprar. Nem dadas! (Também no Esquinas (134). Referência no sítio da ILCAO.)

sexta-feira, novembro 30, 2012

Obrigado: Aos que compareceram…

… Hoje, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para a apresentação de «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico», acontecimento que encerrou a segunda edição do colóquio internacional Mensageiros das Estrelas, organizado, mais uma vez, pelo Centro de Estudos Anglísticos da UL. Um agradecimento especial a este centro, em particular a Adelaide Meira Serras e a Duarte Patarra, que comigo co-organizaram a antologia, e também a José Duarte. A minha gratidão, logicamente, estende-se igualmente, e principalmente, aos autores – alguns dos quais não puderam estar presentes hoje – que tornaram este livro possível.
Tão importante como um autor – aliás, ele também é um autor na antologia! – é o Pedro Piedade Marques (ele esteve presente), que desenhou e paginou aquela com o brilhantismo, com a competência e a imaginação que lhe são reconhecidas. E, «último mas não o menor», muito pelo contrário, um «muito, muito, muito obrigado» à editora Fronteira do Caos e aos (meus) editores Carla Cardoso e Victor Raquel, pela coragem que demonstraram em apostar (em arriscar?) na concretização desta obra. Que todos – incluindo os leitores – dela se orgulhem é o meu maior desejo. (Também no Simetria.)

sábado, novembro 24, 2012

Outras: Notícias dos «Mensageiros»

A antologia de contos de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas», editada pela Fronteira do Caos e que eu concebi, co-organizei e em que participei, alcançou já uma considerável «cobertura noticiosa» no espaço virtual. De destacar os destaques dados por: Abracadabra; Bela Lugosi Is DeadBlogtailors; Correio do Fantástico (um, dois); Europa SF; Folha em BrancoIntergalactic Robot; Muito Para LerNebulosa; Nova ÁguiaOuroboros Lair; Pantapuff; Viagem a Andrómeda. E nos sítios dos próprios autores, como Blade Runner (João Seixas), O Relógio Avariado de Deus (Ozias Filho) e Tecnofantasia (Luís Filipe Silva), e nas páginas de Facebook de Cristina Flora, José António BarreirosMiguel Garcia e Sérgio Franclim.
Como já anunciei aqui, a antologia «Mensageiros das Estrelas» vai ser apresentada no último dia (30 de Novembro, às 17 horas) do colóquio com o mesmo nome, n(o anfiteatro 3 d)a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas estará à venda (neste momento, é essa a previsão) desde o primeiro dia (27). Então poder-se-á começar a ler e a apreciar os contos que a integram, e que, divididos em quatro capítulos («Alameda da Universalidade», «A Todo o Vapor», «A República Nunca Existiu! – Parte 2» e «Época de Apocalipses»), são: «Aventura Borgiana – Uma sinopse avançada», Nuno Fonseca; «Rapsódia sem dó (maior)», Luísa Marques da Silva; «Tour de main», Maria de Menezes; «As crianças nunca mentem», Cristina Flora; «Das Visitações», António Pedro Saraiva; «In Falsetto», Luís Filipe Silva; «A maratonista», Ozias Filho; «A realidade, não fora a loucura», João Afonso Machado; «Premonição», Ana Cristina Luz; «O preço de uma coroa», Sacha Andrade Ramos; «O príncipe mais que perfeito», Isabel Cristina Pires; «A conjura», António de Macedo; «No topo da cadeia alimentar», Pedro Manuel Calvete; «Anamorfose», José António Barreiros; «Assombração», Sérgio Franclim; «Segundo Ultimatum Futurista», Octávio dos Santos; «Subpólis», Miguel Garcia; «O confessor», João Seixas.
Entretanto, verificou-se igualmente uma alteração na composição da «mesa-redonda» de dia 28 às 17.30, em que eu participo: David Soares não poderá estar presente e será substituído por Luís M. R. Sequeira; uma troca que vai permitir a exibição das imagens mais recentes do projecto Ópera do Tejo/Lisboa Pré-1755, que iniciei e em que ambos participamos (ele muito mais do que eu), e que sem dúvida se integrará perfeitamente no tema da sessão, que é «Lisboa pela Máquina do Tempo». (Também no Simetria.)

segunda-feira, novembro 19, 2012

Orientação: Sobre o fantástico, na LCV

O meu artigo «A nostalgia da quimera», que tem como subtítulo, tema e tese «O fantástico é o género dominante na literatura portuguesa», foi (re)publicado na edição Nº 4 (páginas 107-110) da revista Letras Com Vida – correspondente ao segundo semestre de 2011, mas só agora disponível – depois de, originalmente, ter sido publicado no sítio na Internet do jornal Público, a 18 de Novembro de 2011. A Letras Com Vida, propriedade do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é dirigida por Miguel Real e por Béata Cieszynska. Registos audiovisuais da apresentação em Lisboa, ocorrida no Museu do Teatro no passado dia 30 de Outubro, podem ser acedidos aqui, aqui e aqui. (Também no Esquinas (133).)
(Adenda - Só a 28 de Novembro vi, finalmente, um exemplar desta revista, e constatei, para minha surpresa e indignação, que o meu artigo havia sido editado segundo o «acordo ortográfico» - sem, obviamente, o meu conhecimento e a minha autorização. Pelo que, inevitavelmente e logicamente, não reconheço, e repudio, esta «versão». E fico à espera de um pedido de desculpas.)  

terça-feira, novembro 13, 2012

Oráculo: «Mensageiros…» chegam no dia 30

Vai ser apresentada no próximo dia 30 de Novembro, às 17 horas, no anfiteatro 3 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a antologia de contos de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas». A apresentação está integrada no programa do colóquio internacional com o mesmo título, cuja «Edição II» decorre entre 27 e 30 de Novembro. No mesmo programa está também indicada a mesa-redonda em que, como já havia anunciado, vou participar, subordinada ao tema «Lisboa pela Máquina do Tempo», e que conta ainda com as presenças de David Soares, João Barreiros, Luís Filipe Silva e Patrícia Reis. É no dia 28 de Novembro, às 17.30, também no anfiteatro 3.
Foi precisamente, e principalmente, como forma de retribuir a cortesia de ter sido convidado para as duas edições do colóquio (em 2010 e agora em 2012) que propus ao Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa a realização desta antologia, cuja edição está a cargo da Fronteira do Caos, que publicou igualmente o meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País». Na organização colaboraram comigo Adelaide Meira Serras e Duarte Patarra, do CEAUL. Quanto a autores, e além de mim, convidei a contribuir com contos Ana Cristina Luz, António de Macedo, António Pedro Saraiva, Cristina Flora, Isabel Cristina Pires, João Afonso Machado, João Seixas, José António Barreiros, Luísa Marques da Silva, Luís Filipe Silva, Maria de Menezes, Miguel Garcia, Nuno Fonseca, Ozias Filho, Pedro Manuel Calvete, Sacha Andrade Ramos e Sérgio Franclim. A capa e a paginação são de Pedro Piedade Marques, que já fora o responsável pela imagem de «Um Novo Portugal» e de «Poemas» de Alfred Tennyson.  
«Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico» inclui, como um dos capítulos (o terceiro), «A República Nunca Existiu! – Parte 2», projecto que desde 2008, aquando da publicação da «Parte 1», vinha tentando concretizar enquanto livro autónomo. Isto é, todos os (novos) contos escritos, a meu pedido, no âmbito da minha «história alternativa de Portugal» estão contidos nesta nova obra. (Também no Simetria.)

quinta-feira, novembro 01, 2012

Outros: Ópera do Tejo no Expresso

Mais uma vez, o Dia de Todos os Santos não tem de ser uma data totalmente triste… O projecto Ópera do Tejo/Lisboa Pré-Terramoto de 1755, que eu iniciei em 2004, está em destaque no Expresso (online) desde ontem.
No artigo «Visite Lisboa antes do Terramoto de 1755», assinado por Virgílio Azevedo, refere-se que «a realidade a recriar pelo projecto da Universidade de Évora pretende abranger o desenho urbano de Lisboa, o tecido arquitectónico do conjunto desaparecido e os interiores de alguns edifícios mais emblemáticos, tais como o Palácio Real, a Patriarcal, a Ópera do Tejo, o Convento de Corpus Christi e o Hospital de Todos-os-Santos. (…) No futuro, haverá também componentes áudio e de animação, com a introdução de sons do ambiente citadino setecentista, e a reconstituição de espectáculos de ópera, touradas, procissões e outros eventos de destaque no quotidiano da Lisboa da primeira metade do século XVIII.» Outros pormenores, e um ponto da situação mais completo sobre a actual fase do projecto, são dados – em português correcto, não sujeito ao abjecto AO90 – pelo meu amigo e colega Luís M. R. de Sequeira, tanto no (nosso) sítio da Ópera do Tejo como no Arundel, o seu blog pessoal.
Entretanto, outro projecto, como que paralelo a este, e desenvolvido por outro grupo de amigos – os Músicos do Tejo – tem agora concretização: a sua gravação da ópera «La Spinalba», de Francisco António de Almeida, editada pela – estrangeira, importante e prestigiada – Naxos. E o meu livro «Espíritos das Luzes», de que resultou a ideia da iniciativa de que o Expresso dá conta, e que foi escrito ao som da música de, entre outros, Francisco António de Almeida, é já… uma memória da ficção científica. (Também no MILhafre (67).)

quarta-feira, outubro 24, 2012

domingo, outubro 21, 2012

Outros: Contra o AO90 (Parte 5)

«AO90 – Um documento “analfabético”» e «Carta ao M. E. C.», Fernando Paulo Baptista; «À imprensa nacional que se respeita», «Acordai!» e «Bandeira e língua», Maria José Abranches; «Em bom brasileiro», Nelson Reprezas; «Quem para um Acordo Ortográfico que pára a racionalidade da língua?», João Viegas; «Carta aberta aos governos de Angola e de Moçambique», António de Macedo; «Tu, cego, não verás», David Baptista da Silva; «E é escrever assim desacordadamente», José Morgado; «Cuidado com a língua», Rodrigo Guedes de Carvalho; «Um vocabulário alarve», João Gonçalves; «Dos efeitos do Acordo Ortográfico (ou o que sucede quando se abre a caixa de Pandora)» e «De que “português” estarão a falar? E who cares?», José António Abreu; «A língua do Acordo – Que língua é essa?», «i que má surpresa» e «”Terá o povo de esquerda capacidade de dar a volta por cima?”», António Marques; «Acordo Ortográfico – Sabor a pacto», «(…) – E quando um brasileiro procurar a recepção de um hotel…», «(…) – Foi você que pediu uma gramática única?», «(…) – O homem da minha vida», «(…) – A fissão da ficção», «(…) – Consoante antes de consoante não se escreve», «(…) – Esquisso do acordista» e «(…) – A displicência dos professores», António Fernando Nabais; «Apelo a um amigo defensor do acordo ortográfico» e «Há coisas que soam melhor em português do Brasil», Rui Rocha; «Sobre finanças, electricidade e sonoplastia», «A razão das raízes», «Repreensão ao Ciberdúvidas» e «A recepção da recessão», Rui Miguel Duarte; «Fernando Pessoa e a ortografia» e «Malefícios no ensino do Português», Maria do Carmo Vieira; «Ortografia no Verão», Hermínia Castro; «Quero escrever com uma ortografia racional», Eduardo Cintra Torres; «Um pouco mais de rigor, sff», «Monti, de fato», «As aftas de Ronaldo», «O Ártico em vias de extinção? Óptimo!», «A redacção, o ato e os actos», «A deriva», «O Acordo Ortográfico através do monóculo», «A RTP deixou de adoptar o Acordo Ortográfico? Óptimo!», «Para quê?» e «Contra o Orçamento de Estado para 2013», Francisco Miguel Valada; «”Eurofonia” e Lusofonia, a mesma farsa», Nuno Pacheco; «Lusofonias», Duarte Branquinho; «Evolução artificial imposta por decreto», Pedro Afonso; «Do milagre da estrada de Damasco, ou da semelhança entre Saulo de Tarso e D’Silvas Filho», Pedro da Silva Coelho; «Sou espanhola e sou contra o AO90», Rocío Ramos; «Acordo Ortográfico», José Pacheco Pereira; «A verdadeira expressão da decadência portuguesa», Samuel de Paiva Pires; «O “progressismo linguístico”, a “evolução” e patranhas que tais», João Pedro Graça; «A poesia e o acordo ortográfico» e «O invito acordo ortográfico», José Pimentel Teixeira; «O acordês – sórdida teimosia», Paulo Rodrigues da Costa. (Também no Esquinas (132) e no MILhafre (66).)          

terça-feira, outubro 16, 2012

Organização: Outra vez no CC do MIL

A partir de ontem, e após proposta aprovada em assembleia geral, sou outra vez membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono – uma posição que já ocupei entre 2009 e 2010. Agradeço este «regresso» em especial a Renato Epifânio, presidente da Direcção, que novamente me convidou, e a Miguel Real, presidente da AG.

terça-feira, outubro 09, 2012

Outros: Comentários «inconvenientes»

Eu digo e escrevo aquilo que quero, quando e onde entendo justificar-se. Nos meus blogs, como textos principais, ou em outros, como comentários. Eis alguns recentes, que podem ser considerados (e já são tantos…) «inconvenientes». Paciência!
No Delito de Opinião, rebati os preconceitos (e as parvoíces) do costume sobre a Monarquia em geral e o Duque de Bragança em particular. No Estado Sentido expliquei porque a alegada, actual, «bandeira nacional» - símbolo de assassinos – não merece (nunca mereceu) qualquer respeito. No Horas Extraordinárias, e em outro âmbito, esclareci (pelos vistos, tal ainda é preciso) que não são caricaturas ou filmes que matam pessoas mas sim fanáticos.   
E aproveito também esta ocasião para comentar… as recentes declarações de João Pedro Rodrigues, que se queixou no Brasil, a 6 de Outubro último, da «ingratidão total» do (actual) governo português – expressa no fim de apoios financeiros - para com os cineastas (como ele) que, ao fazerem filmes e «viajar com eles, fazemos Portugal viajar pelo mundo, estamos a representar o Estado português.» Assim, quero expressar-lhe, finalmente, a minha «gratidão», nomeadamente, pela sua obra «O Fantasma», produzida com recurso a fundos públicos, dinheiro dos contribuintes, e que tão bem «representou» o Estado português com as suas imagens de lixo (literalmente) e de homossexualidade, de desolação tanto física como espiritual. Fez aquela fita (também) à minha custa, e que «orgulhoso» que eu fiquei. Foi «sem dúvida» um «marco», não só do cinema, mas sim de toda a cultura nacional!

segunda-feira, outubro 01, 2012

Orientação: Simetria Sonora 2012

Hoje, Dia Mundial da Música, é novamente a data apropriada para a apresentação da nova versão – a sétima – da Simetria Sonora, o projecto de «inventariação musical» que eu desenvolvo no âmbito da Associação Simetria desde 2006. Mais 50 títulos foram acrescentados, pelo que o total ascende agora a 350 «discos de ficção científica e de fantástico». A ler... e a ouvir.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Observação: nAO a PSL

Coloquei no blog de Pedro Santana Lopes, no passado dia 25 de Setembro, um comentário que, na verdade, era – é – mais uma mensagem, não sobre o que ele escreveu mas sim sobre como ele escreveu. O ex-presidente do PSD, ex-primeiro ministro, ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, ex-secretário de Estado da Cultura, ex-presidente do Sporting e ex-deputado não o publicou (até agora), nem é de esperar que o faça…    
… Porque foi isto o que lhe escrevi: «”Atuais”?! “Objetivos”?! Finalmente rendeu-se ao «aborto pornortográfico», essa abjecção ilegítima, ilegal, ridícula e inútil, que Aníbal Cavaco Silva, esse “portento” de “coragem”, “cultura” e “sensatez” não só não desautorizou como, pelo contrário, apoiou? E que nesse processo se serviu de si como “moço de recados”? O mesmo Cavaco que lhe deu, depois, tantas demonstrações de desprezo e de ingratidão? Porém, noto que, no jornal Sol, o senhor continua a escrever em Português Normal, Decente e Correcto. Afinal, como é? Creio que se está no momento de se decidir... definitivamente. De optar pela dignidade… ou prescindir dela.»
Desde 2004 foram várias as vezes em que, em conversas com outras pessoas, em mensagens que enviei, e em artigos que escrevi, defendi o actual Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, alvo da mais infame e mais injusta (tentativa de) destruição de carácter que já se viu neste país depois do 25 de Abril de 1974. Eu não tenho memória curta: ao sucessor de José Manuel Durão Barroso à frente do governo foram apontados quase todos os defeitos – e atirados quase todos os insultos – possíveis e imaginários… e isto antes de todo o Portugal saber, sem qualquer dúvida (a mim não me surpreendeu, pois sabia, e avisei, do que ele era capaz), o que José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa foi e é, o que fez e o que não fez.
Porém, há sempre um ponto a partir do qual alguém pára de merecer o nosso (neste caso, o meu) empenho. Esse nec plus ultra é, para mim, o AO90, que qualquer português digno desse nome – e em especial um político – tem o dever de rejeitar e de combater incansável e incondicionalmente. Pedro Santana Lopes juntou-se aos desistentes e aos colaboracionistas. Estou desiludido? Sim. Estou surpreendido? Não.
(Adenda - Afinal, publicou hoje (sábado, 29 de Setembro) o meu comentário. No entanto, não espero que se arrependa e que volte a escrever correCtamente.)  

terça-feira, setembro 18, 2012

Observação: Carroças sim, carros não!

«Sociedade Civil», na RTP2, mais do que um programa de televisão, é uma acção contínua, diária, de propaganda às grandes «causas» do chamado «politicamente (e socialmente, e culturalmente…) correcto»; tal só é novidade para os que não o costumam ver, ou, vendo-o, são distraídos. E a emissão de ontem, subordinada ao tema – e à pergunta - «cidades sem carros, para quando?», teve como convidados: Ana Santos, da Associação para a Mobilidade Urbana em Bicicleta; Fernando Nunes da Silva, da Câmara Municipal de Lisboa; Mafalda Sousa, da Quercus; e Mercês Ferreira, da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Porém, um debate como este não deveria ter também um representante do Automóvel Clube de Portugal?
Numa iniciativa informativa que de facto se orientasse por critérios jornalísticos, que procurasse realmente o equilíbrio, que tentasse abranger o máximo de opiniões possível, sem dúvida que não poderia deixar de estar presente, por interposta pessoa, uma instituição que, para mais, é a que tem o maior número de associados em Portugal. Sim, normalmente seria assim. Mas o «Sociedade Civil» não é… normal. E nem é a primeira vez que faz uma destas. Na verdade, já assinalou o centenário da República… sem monárquicos; já abordou (por mais de uma vez) o AO90 sem opositores do dito cujo – nomeadamente da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, que, ela sim, representa um movimento genuíno da (autêntica) sociedade civil. E, no que terá sido talvez um dos poucos «descuidos» da equipa que produz o programa, a emissão do dia 22 de Setembro de 2009, que teve como pretexto o filme «A Era da Estupidez», contou, como um dos convidados, com o saudoso Rui Moura, que não perdeu tempo a denunciar e a desmascarar a teoria do «aquecimento global antropogénico» deixando, ao mesmo tempo, quase sem palavras, Francisco Ferreira, Filipe Duarte Santos … e a própria Fernanda Freitas, todos apologistas da atoarda das «alterações climáticas». Digamos que ficou demonstrado que a «estupidez» não era de quem estavam à espera. Um momento notável, inolvidável, para quem, como eu, a ele assistiu.
A ausência de um representante do ACP na emissão de ontem foi, no entanto, censurável – embora previsível – por um outro motivo: é que Fernando Nunes da Silva – professor de Urbanismo e Transportes no Instituto Superior Técnico! – é, na CML, o vereador com o pelouro da «Mobilidade»… e 17 de Setembro, segunda-feira, foi igualmente o dia em que se começaram a sentir, a sério, as consequências da mais recente ideia irresponsável do actual, e incompetente, presidente da edilidade da capital: as alterações ao trânsito na Praça do Marquês de Pombal e na Avenida da Liberdade, em especial o conceito de «segunda rotunda». Ironicamente, na «Semana Europeia da Mobilidade»… aumenta-se a imobilidade, o «engarrafamento» de tráfego, a poluição – quando o motivo invocado para esta mudança é, precisamente, e por imposição da União Europeia, a melhoria da qualidade do ar naquela zona da cidade. Não era, pois, «conveniente» confrontar o senhor vereador com questões controversas e incómodas… e denunciar, em simultâneo, a megalomania patética de António Costa, que, invejoso, quer deixar uma «marca» maior (e «superior» à) do que a – essa sim, comprovadamente positiva, relevante, útil – deixada por Pedro Santana Lopes com o «Túnel do Marquês».   
Por este andar, qualquer dia, e além das bicicletas, só as carroças serão permitidas à superfície… Até lá, os cidadãos têm de suportar as consequências desta «experiência» (mais uma) que custou «apenas» 750 mil euros – verba que, para Nunes da Silva, «não é astronómica». É de perguntar se todo esse dinheiro não seria melhor aproveitado, por exemplo, na limpeza e na recuperação dos edifícios de Lisboa, e não só aqueles que constituem património arquitectónico e histórico. (Também no Esquinas (131) e no MILhafre (65).

sexta-feira, setembro 14, 2012

Outros: Onde comprar «Um Novo Portugal»

O meu novo livro, «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», editado pela Fronteira do Caos, está à venda, tal como previamente informei, principalmente nas lojas Bertrand e FNAC, mas não só. Pode também ser adquirido, por exemplo, na Apolo 70, Culturminho, Sítio do Livro, Tiraqui, Universidade Católica Portuguesa e Wook. E ainda no El Corte Inglés (apesar de não dispor da correspondente página electrónica). Outras referências: Gazeta de Viseu, Nova Águia, O Relógio Avariado de Deus e Real Família Portuguesa