terça-feira, dezembro 31, 2013

Outros: Parabéns ao Paulo!

Mais de três anos depois de ter sido publicado (foi em Outubro de 2010), o livro «O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» do meu amigo Paulo Monteiro felizmente não só não desapareceu nem foi esquecido como, pelo contrário, continua a conquistar novos mercados e novas audiências – traduções, versões, para o Brasil, França, Grã-Bretanha e Polónia, entre outros países, já foram lançadas ou estão quase a sê-lo. E não só: para além dos prémios que já ganhou em Portugal, entre os quais o do Festival da Amadora, poderá ganhar outros no estrangeiro – só entre os gauleses está nomeado não para um, não para dois mas sim para três prémios, cujos vencedores deverão ser conhecidos entre Março e Abril de 2014. E, mesmo que não triunfe em qualquer deles, não deixará de ser um notável - e triplo! - feito. Por isso, parabéns ao Paulo, que merece todo este sucesso!
Enquanto ele não conclui a sua nova obra, que provavelmente (e infelizmente) só será apresentada em 2015, a próxima oportunidade de apreciar a arte e o talento de Paulo Monteiro continua a poder ser através dos desenhos, das ilustrações que ele fez para o meu livro «Espelhos», cuja publicação pela editora Polvo – a mesma de «O Amor Infinito…» (e que, não, não publica apenas banda desenhada) - me foi garantida, prometida, para este ano de 2013 que agora termina, que eu anunciei aqui, no Octanas, no passado mês de Março com o conhecimento e a concordância do editor… mas que não se concretizou, apesar de várias e sucessivas datas terem sido apontadas para tal. Espero que 2014 seja o ano em que o meu primeiro volume de poemas é finalmente impresso, distribuído e comercializado. A haver um próximo anúncio, ele será feito depois de eu o ter nas mãos. 

sexta-feira, dezembro 27, 2013

Orientação: Sobre terra queimada, no Público

Na edição da passada terça-feira, 24 de Dezembro (Nº 8658), do jornal Público, e na página 46, está o meu artigo «Terra queimada». Um excerto: «Portugal tem terra queimada no sentido literal mas também no sentido figurado: aumentam no interior as áreas que são abandonadas, desabitadas, desertificadas – e que desse modo ficam “queimadas” para o desenvolvimento e para a modernização. Todavia, todo o país, tanto em meio urbano como em meio rural, está a tornar-se uma enorme terra “queimada” pelo desemprego e pela emigração, factores que sem dúvida contribuem para explicar as consecutivas falhas na prevenção e na detecção de fogos… mas que não as desculpabilizam. Décadas de discussão e de planificação das chamadas “épocas de incêndios” não têm impedido que aqueles se tenham tornado uma trágica e triste “normalidade” - e, tal como a criminalidade, a incompetência não tem sido devidamente punida.» (Também no MILhafre (78). Referência n'O Voo do Corvo.)

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Oráculo: Em Sintra por Tennyson

No próximo dia 11 de Janeiro de 2014, às 21.30 horas, estarei em Sintra no Café Saudade (Avenida Doutor Miguel Bombarda, Nº 6, perto da estação ferroviária) para participar na sexta edição da iniciativa «Poetry & Coffee», que será dedicada a Alfred Tennyson e na qual estará em destaque o livro com as traduções de «Poemas» daquele autor que eu elaborei e publiquei em 2009. Proceder-se-á à leitura de alguns desses poemas e evocar-se-á a visita que o grande artista inglês fez a Portugal em 1859, na qual a vila hoje reconhecida como património da Humanidade pela UNESCO constituiu uma paragem obrigatória. O convite para a minha presença e participação partiu de Filipe de Fiúza, organizador e condutor da iniciativa com o patrocínio da associação cultural Caminho Sentido, a quem agradeço a escolha e a oportunidade.

domingo, dezembro 08, 2013

Opções: Pelo Odéon

Já assinei a petição «Lisboa e o país precisam do cinema Odéon», promovida pelo Movimento Fórum Cidadania Lisboa. Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui.
Lê-se no texto que apresenta e que explica a iniciativa: «O Cinema Odéon, sito na Rua dos Condes, Nº 2-20, Freguesia de São José, data de 21 de Setembro de 1927 e é hoje o cinema com mais história de Lisboa, tendo passado pela sua tela clássicos do mudo e do sonoro (Stroeheim, Lang, Tod Browning, Eisenstein, Cukor, Capra, etc.), e, já a partir da segunda metade do séc. XX grandes êxitos do cinema português e espanhol, bem como teatro radiofónico, protagonizado por Laura Alves, Madalena Iglésias, Antonio Calvário, entre muitos outros. O conjunto da sala, com 84 anos, formado pelo tecto de madeira tropical (único no país e espantosamente intacto depois de 16 anos de abandono); pelo lustre de néons gigantes irradiantes (peças electro-históricas), que uma longa corrente vertical, comandada do tecto, faz deslizar até ao chão para manutenção; pelo luxuriante palco com moldura e frontão em relevo Art Deco (outro caso único); pela complexa teia de palco, com o seu pano de ferro; e pela série de camarotes (onde Salazar tinha lugar cativo), galerias e balcões em andares, tudo isto forma um exemplar assinalável, mais ainda por ser o último do género existente em Portugal.»
Aparentemente, e infelizmente, o meu (modesto) apoio, tal como o de outros, não deverá ser suficiente para evitar a demolição. Que, a concretizar-se, será mais um crime contra o património nacional – não só da capital – cometido, ou permitido, pela Câmara Municipal de Lisboa, pelo seu actual presidente e pela sua equipa.

sexta-feira, novembro 29, 2013

Observação: Sobre os Prémios Adamastor

No Fórum Fantástico 2013, que decorreu entre 15 e 17 de Novembro último na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Lisboa, um dos maiores destaques foi para a apresentação dos Prémios Adamastor do Fantástico. O que não foi uma novidade absoluta, porque a iniciativa já havia sido revelada em Abril, n(a última página d)o Nº 14 da revista Bang! Então foram indicadas as categorias do galardão: livro nacional (inclui banda desenhada): livro traduzido; ficção curta nacional; audiovisual nacional; livro eleito pelo público; livro eleito pela crítica; carreira. Os prémios, organizados pela equipa do projecto Trëma, serão atribuídos – inicialmente apenas sob a forma de diploma – anualmente por um júri cujos membros serão convidados pelos organizadores, estando também prevista, porém, a participação do público na votação.
Os Prémios Adamastor do Fantástico suscitam-me, desde já, dois comentários. O primeiro tem a ver com a própria designação: compreensível na perspectiva de uma tradição da FC & F portuguesa, que existe, como eu já demonstrei, tem no entanto o «problema» de ter sido previamente «tomado» por outra iniciativa nacional de âmbito literário – o Projecto Adamastor, que tem como objectivo principal «a criação de uma biblioteca digital de obras literárias em domínio público.» Na verdade, é insólito que este projecto não fosse do conhecimento de pessoas que dedicam grande e melhor parte do seu tempo à divulgação de literatura através de meios electrónicos e interactivos. Todavia, e a julgar pelas declarações de Rogério Ribeiro n(a abertura d)o FF13, terá sido mesmo isso que aconteceu. Mandaria a lógica, e o bom senso, que este novo galardão fosse por isso «rebaptizado», mas não parece que tal venha a acontecer. Uma designação alternativa seria, por exemplo, «Prémios Bartolomeu de Gusmão de FC & F em língua portuguesa»… que foi a que eu propus em texto que escrevi e enviei, a partir de Setembro de 2010, a cerca de 20 pessoas de entre as mais ilustres e interventivas do género em Portugal (sim, incluindo RR), várias das quais, aliás, me responderam dando as suas opiniões e contributos (sim, incluindo RR). Texto esse que passo a transcrever (não na íntegra), e que representa o meu segundo comentário sobre o assunto:    
«Proponho a criação de um, ou dos, prémio(s) de língua portuguesa no âmbito da FC & F – abertos à participação não só de portugueses mas de todos os lusófonos. Porquê? Porque é uma forma de divulgar, de estimular e de recompensar o nosso trabalho nesta área, onde, salvo raríssimas excepções, obras e autores continuam a ser discriminados, silenciados na comunicação social e nos galardões literários mais mainstream. E porque, desde que deixou de ser atribuído o Prémio Caminho de Ficção Científica, não existe, nesta área, uma distinção de referência no espaço de língua portuguesa. Nestes últimos dez anos, a nossa “comunidade” cresceu, em autores e em obras, em capacidade crítica, em poder de comunicação – e não só graças ao desenvolvimento da tecnologia. Instituir e atribuir, anualmente, prémios aos criadores que trabalham na nossa área de eleição é um corolário lógico desse crescimento e desenvolvimento, é uma forma de reconhecer, honrar, o esforço feito. (…) Como designar o Prémio? Tendo em consideração que, na minha opinião, e como já expus acima, ele deve ser de âmbito alargado, para todos os falantes – ou escreventes – de português, ele deve ter como “patrono”, como “figura tutelar”, alguém que corporizou como que um “espírito transatlântico”, que foi um inventor, dado à inovação científica e técnica, que hoje aparece, até, envolto em alguma lenda e mistério, que já foi até personagem de romance. (...) A minha sugestão é... Prémio(s) Bartolomeu de Gusmão de FC & F. E, obviamente, esse(s) prémio(s) deve(m) traduzir-se, além de num valor monetário (é preciso encontrar patrocinadores...) e de num diploma alusivo, também na forma de uma placa, de um baixo-relevo representando... uma Passarola. (…) O Prémio Gusmão deverá ser atribuído a obras publicadas, não inéditas. Numa época em que qualquer pessoa pode criar um blog e nele colocar, se quiser, um romance, em que o “print on demand” é uma realidade, já não há muitas desculpas para não se conseguir divulgar e distribuir uma obra. O Prémio Gusmão deverá ter não uma mas várias categorias. Para começar: romance/novela - ficção em prosa de “longa duração”; antologia/colectânea de contos (de vários autores ou de um só autor); conto; tradução para português de autor não lusófono; grafismo (desenho de capas e paginação). Numa segunda fase, e se tal se justificar, prémios para filme, teatro, música, jornalismo... e um “especial”, de “carreira”, de “prestígio”. A escolha dos premiados deverá ser feita por júris, um por cada categoria. Poderá ser feita previamente uma lista de nomeados, meia dúzia, no máximo, de selecções em cada categoria, e submetidos a uma votação online do público – embora os resultados sejam apenas indicativos e sem consequência directa no resultado final. Quem deve organizar o Prémio Gusmão? Actualmente, faz sentido que tal se faça no âmbito do Fórum Fantástico – em cada edição atribuir-se-iam os galardões relativos ao ano anterior. (…)»
Neste domínio (como em outros) não tenho a pretensão de ter «inventado a pólvora». Sei que a criação, ou a recriação, de um prémio de FC & F em Portugal, depois do da Caminho, já era pensada e discutida, mesmo que informalmente, há bastante tempo. Mas, que eu saiba, nos últimos anos mais ninguém – e, se eu estiver enganado, farão o favor de me corrigir – havia estruturado, elaborado e enviado uma proposta nesse sentido, com princípio, meio e fim. De qualquer modo, mais importante do que a designação de um prémio, e de saber quem é que teve primeiro a ideia de um (novo) prémio, é mesmo haver um, e que seja dado a quem o merece. E, quem sabe? Talvez também eu decida concorrer! ;-) (Também no Simetria.)

quinta-feira, novembro 21, 2013

Oráculo: Verney no Porto

Depois do congresso «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo», que decorreu em Lisboa, na Biblioteca Nacional, a 16, 17 e 18 de Setembro, vai ter lugar na capital do Norte o segundo grande acontecimento, e momento, do «Ano Verney», da celebração múltipla dos 300 anos do nascimento daquele: a Faculdade de Letras da Universidade do Porto vai realizar, nos próximos dias 3 e 6 de Dezembro, o colóquio «Para uma edição crítica da poesia de Verney», que constitui igualmente o início, a primeira fase de um projecto…
… Que consiste precisamente em dar a conhecer, de uma forma mais alargada e sustentada, o que muitos sem dúvida desconhecem e que constituirá uma (grande) surpresa: que o autor de «Verdadeiro Método de Estudar», da «Metafísica» e da «Lógica» também escreveu versos! Como é referido na apresentação da iniciativa, será desenvolvido, «a partir de uma investigação de Francisco Topa, um projecto articulado de edição crítica da Poesia quase desconhecida de Verney, reunindo destacados especialistas nacionais e internacionais numa cooperação que pretende constituir-se, desde este primordial esforço, em ensaio de um amplo projecto de estudo inter-universitário sobre estrangeirados portugueses no estrangeiro e estrangeiros em Portugal. Serão conselheiros Olivier Bloch (Université de Sorbonne, Paris I), Jonathan Israel (Princeton University) e Laurence Macé (Université de Rouen). Cristina Marinho (Universidade do Porto), Francisco Topa (Universidade do Porto) e Jorge Croce Rivera (Universidade de Évora) coordenarão a comissão científica deste longo exercício concertado.»
Na Universidade de Évora, onde Luís António Verney estudou, deverá igualmente realizar-se, mas em 2014, outro evento de homenagem ao grande filósofo e pedagogo; e que, em princípio, decorrerá no colégio com o seu nome. Se nessa ocasião estiver presente pelo menos um representante da organização do congresso realizado em Setembro na BN, deverão ser oferecidos à UdE exemplares de um postal comemorativo da efeméride, emitido pelos CTT-Correios de Portugal, e apresentado pela primeira vez naquele congresso. (Também no MILhafre (77) e no Ópera do Tejo.)

quarta-feira, novembro 13, 2013

Ocorrência: Uma década de «Visões»

Hoje, 13 de Novembro de 2013, passam exactamente 10 anos desde a apresentação e o lançamento, em Lisboa, de «Visões», o meu primeiro livro a ser editado (com data de Outubro de 2003).
Naquele dia, a ladearem-me na mesa na sala principal da Biblioteca Municipal do Palácio Galveias, e perante uma audiência de amigos e de  familiares, estiveram duas das três pessoas decisivas para a publicação da minha obra: António de Macedo, que, enquanto responsável pela colecção «Bibliotheca Phantastica» da editora Hugin, decidiu publicar «Visões» e inseri-lo naquela; e Luís Miguel Sequeira, que em 2000 já considerara dois dos contos que a integram, «A caixa negra» e «Caminhos de ferro», como «merecedores de publicação» aquando da edição de 2000 do Prémio Literário de Ficção Científica da associação Simetria – de que posteriormente me tornaria membro e animador-colaborador permanente. A terceira pessoa a quem devo – e em primeiro lugar – a minha estreia literária é Sérgio Franclim, que conheci na Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações e que levou o meu livro ao conhecimento de António de Macedo.
«Visões» teve uma génese complicada… e demorada. Concluído em 1997, alguns dos contos nele incluídos foram escritos na primeira metade dos anos 80. E apesar de a Hugin me ter comunicado a intenção de o publicar em 2001, tal só se concretizaria dois anos depois, sendo, aliás, o último volume da colecção, em que também estão, entre outros, livros de Luísa Marques da Silva e de Maria de Menezes. «Visões» foi prejudicado: por uma impressão deficiente e incompetente, tanto na capa como no miolo; e por uma divulgação quase inexistente – as únicas (três) referências mediáticas dignas de registo, todas em 2004, foram conseguidas por mim, e consistiram numa entrevista ao jornal Notícias de Alverca, numa (brevíssima) notícia-comentário (sem imagem de capa) na revista Umbigo, e numa (breve) apresentação com excerto do prefácio (e imagem de capa) na revista África Hoje. Em 2005 a Hugin faliu e fechou, pelo que qualquer eventual e posterior acção de promoção ficou impossibilitada. Porém, e pelo menos, ainda recebi algum (pouco) dinheiro de direitos de autor, algo que a maioria dos autores da editora não obteve; e, além dos exemplares que ficaram na minha posse, outros existem, de certeza, na Biblioteca Nacionalnas bibliotecas municipais de Lisboa, e, talvez, em alguns alfarrabistas – além, evidentemente, dos que foram vendidos ou por mim oferecidos.
No entanto, 2005 seria igualmente o ano em que «Visões» como que «renasceu», embora num outro formato, o de áudio-livro – uma edição que, todavia, não transpôs sonoramente toda a obra. Directamente, ou indirectamente por via da referência à editora Solutions by Heart, o meu livro – agora disco – beneficiou dessa vez de uma promoção superior, tendo «aparecido» no Jornal de Letras, no sítio Lifecooler e na RTP. Mas, tudo considerado, o meu primeiro livro, nas suas duas versões, ficou muito aquém do destaque e do impacto que eu gostaria e que ele merecia. Em 2011 ainda propus à Gailivro, que editara em 2009 o meu (primeiro) romance «Espíritos das Luzes», que reeditasse «Visões» no âmbito da sua então nova colecção «Mitos Urbanos»; esta, contudo, ficou-se pelos seus dois primeiros volumes…
Ontem como hoje continua a servir-me de «consolação» o prefácio que António de Macedo escreveu para o meu livro: os elogios que ele lhe fez, e o facto de o ter inserido numa certa corrente, numa determinada «tradição» do fantástico em Portugal, serviram para compensar – embora, obviamente, não totalmente – o fracasso e a frustração, nas vendas e na notoriedade. Espero que «Visões 2», já planeado, imaginado, estruturado, e que pretendo começar a escrever em 2014, tenha mais sorte. (Também no Simetria.

quarta-feira, novembro 06, 2013

Observação: Sobre os Prémios Sophia

Foi há precisamente um mês que foram entregues, no Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa, os (segundos) Prémios Sophia do cinema nacional. É de louvar a – recentemente criada (foi em 2011) – Academia Portuguesa de Cinema por esta iniciativa. E de destacar que, na primeira edição, ocorrida em Novembro de 2012, um dos homenageados com o «Prémio Carreira» foi, e muito justamente, António de Macedo.
Porém, é quase inevitável que se coloque uma questão relativa ao prémio, e, mais concretamente, ao seu nome: «Sophia»?! Sim, foi em homenagem à escritora Sophia de Mello Breyner Andresen. Note-se que não estão, e nunca estarão, em causa, o talento daquela autora, a qualidade da sua obra, e a atenção e o admiração que ambas merecem continuar a ter nos tempos futuros. No entanto, não seria mais lógico que a designação de um prémio de cinema português tivesse (mais) a ver com… o próprio cinema português? Através do nome de alguém que, de facto, participou, de preferência enquanto pioneiro, no lançamento e no desenvolvimento da sétima arte em Portugal?
Seguindo esse critério, uma designação alternativa óbvia para o prémio seria «Aurélio», que tem não só a qualidade e a vantagem de homenagear Aurélio da Paz dos Reis mas também as de invocar palavras semelhantes como «aura», «áurea» e «auréola», que bem se podem associar, relacionar, «artisticamente», «poeticamente», a um galardão para o audiovisual… O «problema» é que o nome já está tomado: existe, efectivamente, um Prémio Aurélio da Paz dos Reis, atribuído desde 2007 pela Escola Superior Artística do Porto. Todavia, e não havendo uma «fusão», ao nível de prémio, entre a APC e a ESAP, existem sempre alternativas. Porque não «Portugália» ou «Invicta», nomes das primeiras produtoras cinematográficas portuguesas, a primeira de Lisboa e a segunda do Porto?     
É certo que este caso de «baptismo deficiente», ou intrigante, não é exclusivo de Portugal. Em França os principais prémios de cinema são (desde 1976) «César» em vez de «Lumiére», embora o apelido dos famosos irmãos e inventores gauleses tenha sido adoptado para uma distinção atribuída (desde 1996) por uma associação de críticos francófonos, que, aliás, formaram uma academia com o mesmo nome. Em Espanha existem os Prémios Goya, embora aqui se possa dizer que a «distância» é menor porque se trata de um pintor. E, evidentemente, nunca é demais recordar, e interrogar, porque motivo a SIC decidiu designar de «Globos de Ouro» os seus prémios anuais quando já existem nos EUA homónimos mais antigos e famosos…
Sophia de Mello Breyner Andresen é melhor homenageada, por um lado, através do prémio literário criado pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Câmara Municipal de São João da Madeira; e, por outro, através dá (re)impressão e divulgação correctas dos seus livros. Algo que a Porto Editora não faz, não fez, ao ter decidido reeditar obras da poetisa em «acordês». E que a Academia Portuguesa de Cinema também não faz, ao utilizar, sem ter necessidade, sem ter obrigação, o aberrante, ilegal e inútil AO90. (Também no MILhafre (76).

sábado, novembro 02, 2013

Outros: Comentários anti-AO90…

… Escritos por mim e publicados, nos últimos dois meses, nos seguintes blogs: O Novo Ecléctico, de Hugo Xavier (que poderia ter editado um livro meu na Babel… se não tivesse sido antes «dispensado», injustamente, por aquele grupo editorial) – que, depois, escreveu um novo post intitulado… «Caro Octávio»(!); Malomil, de António Araújo (que este ano entrevistou-me, para aquele, a propósito do «Ano Verney», e que em 2006 foi um dos oradores convidados no colóquio «Cinco livros de 1756» na Biblioteca Nacional, que eu propus e co-organizei); Pedro Santana Lopes; Lisboa-TelAviv, de «DL»; MILhafre. (Adenda - E mais um, no Blogtailors.) (Segunda adenda - Outro, novamente no Malomil.) 

quinta-feira, outubro 24, 2013

Observação: Ele que vá para Guantánamo!

O «Grande Só-Cretino» voltou à primeira linha da actualidade portuguesa devido ao lançamento de um livro seu e à entrevista que deu ao jornal Expresso para o promover… e para promover-se. Mas será que teve mesmo sucesso? Que alcançou o objectivo a que se propunha?
Provando, mais uma vez, e como se isso fosse necessário, que não mudou, que não aprendeu com os erros (ou pior do que isso) que cometeu, que não se arrepende do que fez, que não se responsabiliza pelo estado degradante – aos níveis financeiro, social, cultural, moral – a que conduziu Portugal, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não se conteve, não se controlou, e, além de mandar as culpas para os outros, ainda teve o desplante de insultar opositores políticos internos e um (ex-) ministro estrangeiro! Ou seja, voltou a demonstrar que tem muito em comum com… alguém do outro lado do Atlântico. O «menino de ouro» devia estar a ver-se ao espelho: dificilmente haverá um «bandalho» e um «pulha» maior do que ele, dificilmente haverá um «estupor» e um «filho da mãe» maior do que ele.  
Mário Soares, em mais uma das suas várias e recentes demonstrações de estupidez senil, ou de senilidade estúpida, afirmou que o actual governo tem «delinquentes». Porém, e ironicamente, o maior «delinquente governativo» dos últimos 25 anos (pelo menos) em Portugal esteve ao seu lado ontem no Museu da Electricidade, embora devesse estar a ser julgado em tribunal; e, ainda mais ironicamente, também teve ao seu lado aquele que, se não é o maior «delinquente governativo» do Brasil, pelo menos rodeou-se de vários. Como é «enternecedora» a fraternidade socialista luso-brasileira, ou europeia-sul-americana! Para a confraternização ser completa só faltou desenterrar o cadáver do camarada Hugo Chávez e despachá-lo de Caracas para Lisboa!
No entanto, tão ou mais ridícula do que a «assembleia» de 23 de Outubro último é o livro que lhe esteve na origem, que lhe serviu de pretexto. Só faltava que o «maçador de Vilar de Maçada» viesse armar-se em especialista! E de quê? De «tortura em democracia», tema e subtítulo do seu livro «A Confiança no Mundo», que resulta da sua tese de mestrado (terá sido enviada por fax a um domingo?) que realizou no Instituto de Estudos Políticos de Paris (não deixo ligação porque, primeiro, o grupo editorial Babel não actualiza o seu sítio há dois anos, e, segundo, porque tenho limites na divulgação de lixo). Tentativa óbvia, e patética, de «compensação» pelos alegados «voos da CIA por Portugal» que não conheceu ou não impediu enquanto era primeiro-ministro, a suposta «tortura» a que este desperdício de papel obviamente se refere principalmente é a técnica designada como «waterboarding», instituída, ou autorizada, pela administração de George W. Bush na sequência da «guerra ao terrorismo» iniciada há 12 anos.
Recordemos mais uma vez para o «Grande Só-Cretino» em particular, e para todos os portugueses em geral: se o «waterboarding» é (foi) «tortura», o que não é consensual, só foi aplicada, e muito bem, a três-terroristas-três, todos eles com culpas pelos atentados de 11 de Setembro de 2001 e/ou por outros ataques. Nenhum morreu na sequência daquela alegada «tortura». Pelo contrário, dos muitos ataques com drones ordenados por Barack Obama – com quem, volto a lembrá-lo, o «Zézinho» tem muitas semelhanças de atitude e de comportamento – resultaram muitas dezenas, ou centenas, de vítimas inocentes, de «danos colaterais», assim contribuindo – Malala Yousafzai admitiu-o e afirmou-o ao próprio Sr. Hussein, na Casa Branca! – para o recrutamento de mais terroristas; a Aministia Internacional publicou um relatório sobre o assunto, em que acusa a actual administração de crimes de guerra! Não seria bem mais interessante um livro sobre este tema? Ou sobre a vigilância que, suspeita-se, a NSA tem estado a fazer das comunicações de Angela Merkel e também – o que é pior, pois são «camaradas» - das de François Hollande e de Dilma Rousseff? Ou sobre as escutas, pressões, ameaças e acusações dos democratas a jornalistas, da Associated Press e da Fox News, e também – soube-se esta semana – da CNN? Nesta área, e pela experiência que acumulou contra, nomeadamente, o Público e a TVI, José «Trocas-te» é um autêntico especialista.     
Todavia, onde sem dúvida o seu próximo projecto académico deveria ser baseado e melhor aproveitado é em Guantánamo. Ele que vá para a base militar/prisão norte-americana em Cuba, em solidariedade com as «vítimas» de «tortura»! Que proceda a uma observação participante – nas celas, nos balneários, no refeitório – com os «pacíficos» muçulmanos lá «hospedados», que, «coitados», dispõem provavelmente de mais comodidades, luxos e prerrogativas do que muitos de nós! Mas atenção: se daí resultar uma tese de doutoramento, ele que não a escreva em «inglês técnico»!
Voltando ao título do livro: «confiança» é o que este traste não merecia, e não merece; «tortura» é o que ele nos deixou, neste país, e todos os dias. (Também no Obamatório.)

segunda-feira, outubro 14, 2013

Outros: Os vídeos do congresso

Estão já disponíveis no YouTube, num canal próprio do Movimento Internacional Lusófono, (quase) todos os vídeos com as gravações das sessões do congresso «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo», que decorreu nos passados dias 16, 17 e 18 de Setembro na Biblioteca Nacional, em Lisboa – uma iniciativa de que fui proponente e co-organizador, e que constituiu até agora o momento mais marcante das comemorações do «Ano Verney», ou seja, deste ano de 2013, em que se assinala o tricentenário do nascimento do autor de «Verdadeiro Método de Estudar». Pela minha parte, participei: como moderador, na sessão «Música e Artes Plásticas» (a primeira do terceiro dia) com Alexandra Câmara, Duarte Ivo Cruz e Helena Murteira; e, como orador, na sessão de encerramento.

sábado, outubro 05, 2013

Observação: Acreditar na república?!

Hoje, 5 de Outubro, é a primeira vez desde há muitos anos que não é dia feriado. Porém, e insolitamente, isso não significou que os mais altos dirigentes políticos portugueses deixassem de participar na (habitual) cerimónia oficial na Câmara Municipal de Lisboa
… Que decorreu não cá fora, na Praça do Município, mas lá dentro, no salão nobre dos Paços do Concelho, não devido à instabilidade climatérica mas sim ao receio de serem ouvidas (novas) vaias, que o «Movimento Que se Lixe a Troika» se encarregou de providenciar – imbecis que ainda não perceberam que, se não fosse a «Troika», quem se lixava, e com «F grande», éramos todos nós. A palhaçada fora de portas esteve em consonância com a palhaçada dentro de portas: o presidente da (falida, e não só financeiramente) república lá esteve para proferir rotineiros discursos com o recentemente – e infelizmente – reeleito presidente da câmara, que bem podia ter convidado o «mais alto magistrado da nação» e demais convidados para o seu gabinete no Intendente, alugado em 2011 por dez anos a uma renda de quase seis mil euros por mês…
Dado que diversas «altas individualidades» marcaram presença para celebrar a (implantação da) república, podemos esperar que elas façam o mesmo a 1 de Dezembro para celebrar a (restauração da) independência, cujas festividades têm sido organizadas – há décadas – pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal? Considerando que nunca apareceram em anos anteriores, tal hipótese é altamente improvável. O que demonstra que as principais figuras deste regime, e não só, dão mais importância a serem republicanos do que a serem independentes. Em Agosto último, num dos seus artigos no Público, Vasco Pulido Valente escreveu que «ninguém hoje acredita na República, no comunismo ou na ditadura. De resto, o Exército, profissionalizado e pacífico, não é capaz de um verdadeiro "golpe" e menos de tomar conta dos sarilhos correntes.» Não é bem assim: Aníbal Cavaco Silva, Assunção Esteves, Pedro Passos Coelho, António Costa, António José Seguro, e outros, se não acreditam verdadeiramente na república, pelo menos acreditam… que têm que (continuar a) fingir que acreditam. Que mais lhes resta? Muito pouco ou nada. Ao menos este ano não puseram o porco pano verde e vermelho – símbolo de terroristas imposto como bandeira nacional – ao contrário. Já é um «progresso»…
… E, ao contrário do que afirma o conhecido articulista, as forças armadas – e, acrescento eu, as forças policiais e a magistratura – são capazes de fazer um «verdadeiro golpe» e de «tomar conta dos sarilhos correntes». Desrespeitadas como têm sido pelo poder vigente, também não lhes faltaria legitimidade para estabelecer alguma disciplina neste «sítio muito mal frequentado». (Também no Esquinas (176) e no MILhafre (75).)

terça-feira, outubro 01, 2013

Orientação: Simetria Sonora 2013

Este é mais um Dia Mundial da Música, o que significa também uma nova edição do projecto Simetria Sonora. E, tal como nos anos anteriores, a esta grande lista foram adicionados 50 discos de «música de ficção científica e de fantástico»: são agora 400…
… Que incluem obras de Alan Parsons, Beatles, Black Sabbath, David Bowie, Electric Light Orchestra, Genesis, Iron Maiden, José Cid, King Crimson, Kraftwerk, Marilyn Manson, Metallica, Moonspell, Pink Floyd, Prince, Queen, Radiohead, Rolling Stones, Stranglers, e muitos outros!
No sítio da Simetria pode-se igualmente ler vários outros textos da minha autoria, dos quais os mais recentes, para além deste que agora se anuncia, são «Austen e austeridade» e «Um “mordomo” em Monserrate».

sábado, setembro 28, 2013

Oráculo: Música «para» Verney

Na próxima terça-feira, 1 de Outubro, assinala-se mais um Dia Mundial da Música. E nessa data realizam-se dois espectáculos musicais que recordam o tempo de Luís António Verney, de quem se celebra em 2013 o tricentenário do nascimento.
No Museu da Música – situado em Lisboa na estação de metropolitano do Alto dos Moinhos – vai decorrer, a partir das 18 horas, um concerto de pianoforte por José Carlos Araújo, que interpretará obras de Carlos Seixas, Domenico Scarlatti e Francisco Xavier Baptista – todos eles contemporâneos de Verney. Trata-se de uma iniciativa do Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, que se associou à comissão organizadora do «Ano Verney» a convite desta, deste modo ajudando a evocar a época do século XVIII pela sua vertente sonora.   
No Fórum Luísa Todi, em Setúbal, vai decorrer, a partir das 21.30 horas, um «espectáculo duplo» - cinematográfico e musical - dedicado a Luísa Todi, que, numa notável coincidência, faleceu a 1 de Outubro… de 1833, pelo que o evento servirá também para assinalar os 180 anos da morte da grande cantora lírica portuguesa, nascida na cidade do Sado. A primeira parte do espectáculo inclui a exibição do filme («documentário ficcionado») «Todi – A Segunda Morte de Luísa Aguiar», realizado por Rui Esteves; a segunda parte inclui um concerto pela soprano Joana Seara e pel’Os Músicos do Tejo, conduzidos pelo maestro Marcos Magalhães, concerto esse que será baseado no disco «As Árias de Luísa Todi» que editaram em 2010.
Apesar de várias tentativas de contacto (por telefone e por correio electrónico) nesse sentido, a direcção do FLT não respondeu à proposta feita pela comissão organizadora do «Ano Verney» de também se associar ao tricentenário do nascimento do grande escritor, filósofo e pedagogo – concretamente, e pelo menos, através do espectáculo da próxima terça-feira. A fundamentação desta sugestão está na «ligação a Itália» que estes dois grandes vultos da cultura portuguesa de Setecentos que foram contemporâneos (embora ele fosse 40 anos mais velho do que ela) partilham: Luís viveu mais de metade (a segunda) da sua vida em Itália, e Luísa casou com um italiano e actuou em vários palcos transalpinos, em períodos em que o autor de «Verdadeiro Método de Estudar» já lá estava: entre Dezembro de 1780 e Janeiro de 1781, e entre Setembro de 1790 e Janeiro de 1792 - ano em que Verney faleceu. Poderiam ter-se encontrado? Hipótese interessante mas pouco provável, já que ele esteve quase sempre em Roma (e algum tempo em Pisa) e ela actuou sempre em teatros do Norte (Bérgamo, Pádua, Turim, Veneza). Mas sempre se pode imaginar... (Também no MILhafre (74). 

sexta-feira, setembro 20, 2013

Outros: CR Nº 9 «em linha»

Está já disponível, em acesso completo e livre, a versão digital do Nº 9 do Correio Real, boletim da Causa Real (produzido pela Real Associação de Lisboa), que, tal como já informei em Maio, inclui, nas páginas 26 e 27, uma recensão do meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País» (Fronteira do Caos, 2012) escrita por Nuno Pombo, Presidente da Direcção da RAL. 

domingo, setembro 15, 2013

Oráculo: É amanhã que começa…

… Na Biblioteca Nacional, em Lisboa, o congresso «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo», iniciativa que eu concebi e cuja comissão organizadora – emanada do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira – integro, juntamente com Ana Lúcia Curado, António Braz Teixeira, Celeste Natário, José Esteves Pereira, Manuel Curado, Renato Epifânio e Rui Lopo. Este encontro de três dias (16, 17 e 18 de Setembro) de alguns dos maiores especialistas nacionais do século XVIII constitui o evento principal das celebrações do «Ano Verney», apresentado em conferência na BN no passado dia 23 de Julho, data em que se assinalaram os 300 anos do nascimento do multifacetado pensador, escritor, filósofo, pedagogo, iluminista português. Entretanto, a exposição a ele dedicada, inaugurada a 23 de Maio e que constituiu, pode dizer-se, a abertura formal – se não mesmo oficial – das celebrações, viu novamente prolongada a sua permanência (inicialmente estava previsto que encerraria a 16 de Agosto) e continuará patente ao público na BN até sábado, 21 de Setembro.  

domingo, setembro 08, 2013

Outros: Contra o AO90 (Parte 8)

«Ainda a edição de Vieira e o Acordo Ortográfico» e «Ninguém sabe dizer nada», Vasco Graça Moura; «Maioria dos portugueses é contra o acordo ortográfico», Barroso da Fonte; «O acordo ortográfico e os problemas de saneamento», «Deixem estar a ortografia descansada», «O Expresso emigrou», «O mundo encantado das edições únicas», «Grafias duplas e uniformização ortográfica», «As duplas grafias como falsa questão», «Editora Leya confirma inutilidade do acordo ortográfico» e «Imagens do caos ortográfico», António Fernando Nabais; «Chinesices, princípios e valores», João Roque Dias; «Tempo de trabalhar mais e perguntar menos», Rocío Ramos; «O nosso maior trunfo», Rui Valente; «Números, 04-13», «É a “adoção» por “entendimento geral”, estúpido!», «”Deeds, not words” (ou “palavras leva-as o vento”)» e «Vox Populi», João Pedro Graça; «Porquê a ILCAO90?», Hermínia Castro; «Carta ao Círculo de Leitores», «”Nublosa”, ou ignorância crassa da língua pátria» e «Pessoas e coisas que eu não entendo – Vasco Graça Moura/Carlos Reis», António Marques; «Eppur si muove», «A coisa vista de fora» e «Tempus fugit», Graça Maciel Costa; «A nossa língua não precisa de engenharias computorizadas», Teresa Cadete; «Vamos a “Pârich”? Ou a “Páriss”?», «A língua ameaçada e os “corretores” ameaçadores», «Primeiro Ato (e depois desato?)» e «Lincoln, Brasil e o acordo estabanado», Nuno Pacheco; «Não foi notícia mas devia ser», «Espero que gostem», «Com todas as vogais e consoantes», «O que torto nasce nunca se endireita» e «Até já mandam a fonética às urtigas», Pedro Correia; «Um acto de verticalidade e de grandeza», Ana Isabel Buescu; «Telespectador? Telespetador? Depende», «Não há tradução para português e não se fala mais nisso», «Teoria geral da adopção facultativa», «O presidente da República e o discurso de Fação», «A CPLP e Maio. E o Keynes?», «O acordo ortográfico não está em vigor coisíssima nenhuma», «Sou contra a co-adoção de crianças por casais do mesmo sexo», «A prosa de Paulo Portas embotada pelo Expresso», «Nuno Crato e a unidade da língua portuguesa», «Acordo Cacográfico da Língua Portuguesa de 1990», «Duas ou três coisas sobre os fatos do Acordo Ortográfico de 1990», «Acerca dos fatos, só mais uma ou outra coisa» e «A saga dispensável e a hipocrisia ortográfica», Francisco Miguel Valada; «Ideia certa numa grafia errada» e «Pela palavra», João Gonçalves; «Como desperdiçar clientes em tempo de crise (2)», José António Abreu; «O aleijão», Pedro Mexia; «Wordpress em Português, sem Acordo Ortográfico», José Fontainhas; «O Desacordo», Helena Sacadura Cabral; «O acordo ortográfico do nosso descontentamento» e «Então o acordo serve para quê, afinal?», Ana Cristina Leonardo; «O aborto ortográfico», João Pereira Coutinho; «O espetro do acordo ortográfico», José Pimentel Teixeira; «Desliguem a máquina!», António de Macedo; «Acordo ortográfico – Um mau passo», Mário de Carvalho; «Sobre a XI Cimeira Brasil-Portugal de 10 de junho, perdão Junho», Luís Canau; «Juiz Rui Teixeira proíbe acordo ortográfico», Fernando Tavares; «A vingança ortográfica serve-se gelada», Fernando Venâncio; «Professores de Tróia», Maria do Rosário Pedreira; «O acordo do desacordo», Inez Andrade Paes; «Acordo ortográfico», Michael Seufert; «E é escrever assim, desacordadamente (continuação)», José Morgado; «O fim da nova ortografia?», Desidério Murcho; «Se eles não pararem…» e «Resistir», Cristina Ribeiro; «Desabafo contra o acordo», Omar Dammous; «Comentário ao Relatório do “Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Aplicação do Acordo Ortográfico”, de 30 de Junho de 2013», Ivo Miguel Barroso. (Também no Esquinas (175) e no MILhafre (73).)

sábado, agosto 31, 2013

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2013

A literatura: «O Amor Absurdo e Outras Histórias Improváveis» e «O robot Auris», Beatriz Pacheco Pereira; «A Metade Escura», Stephen King; «A Correspondência de Fradique Mendes» e «A Ilustre Casa de Ramires», Eça de Queiroz; «Eça de Queirós», Maria Filomena Mónica; «O Profeta», Kahlil Gibran; «Super-Homem - Pelo Amanhã», Brian Azzarello e Jim Lee; «Adeus», Honoré de Balzac; «O templo» e «Na câmara mortuária», H. P. Lovecraft.
A música: «Luar», Rita Guerra; «Rust in Peace», Megadeath; «Iowa», Slipknot; «The Freewheelin' Bob Dylan» e «Bringing It All Back Home», Bob Dylan; «Reign in Blood» e «South of Heaven», Slayer; «Te Deum», Francisco António de Almeida (por Hugo Oliveira, Marcel Beekman, Noa Frenkel e Orlanda Velez, com Flores de Música & Capella Joanina dirigidos por João Paulo Janeiro); «Der Fliegende Hollander», Richard Wagner (por Anja Silja, Ernst Kozub, Marti Talvella, Theo Adam, e outros, com a Nova Orquestra Filarmónica e Coro da BBC dirigidos por Otto Klemperer).
O cinema: «Terras Más», Terrence Malick; «O Aprendiz de Feiticeiro», Jon Turteltaub; «O Informante!», Steven Soderbergh; «Secretariat», Randall Wallace; «Nova Iorque, Eu Amo-te», Allen Hughes, Brett Ratner, Fatih Akin, Joshua Marston, Mira Nair, Natalie Portman, e outros; «Salt», Phillip Noyce; «Malandrices sem Tirar nem Pôr», Jean Pierre Jeunet; «Aqui na Terra», João Botelho; «O Solista», Joe Wright; «Uma Jornada Particular», Ettore Scola; «Temos Papa», Nanni Moretti; «Nada a Declarar», Dany Boon; «Rosa Negra», Margarida Gil; «Decepção», Marcel Langenegger; «Desprezível Eu», Chris Renaud e Pierre Coffin; «O Lorax», Chris Renaud; «Hotel Transilvânia», Genndy Tartakovsky; «Dodgeball - Uma Verdadeira História de um Subestimado», Rawson Marshall Thurber; «Erguer dos Guardiões», Peter Ramsey; «Madrugada de Salvação», Werner Herzog; «Kombate Mortal», Paul W. S. Anderson; «O Cantor de Casamentos», Frank Coraci; «Desconhecido», Jaume Collet-Serra; «Um Dia Bom para Morrer Duro», John Moore; «Distrito 9», Neill Blomkamp; «Frankenweenie», Tim Burton.
E ainda...: FNAC Vasco da Gama - exposição «Lá e Cá - Fotografias dos Alunos Finalistas do IPF e do SENAC»; APEL - 83ª Feira do Livro de Lisboa; Biblioteca Nacional - conferência «Apresentação do "Ano Verney"» com António Braz Teixeira, Jesué Pinharanda Gomes e Renato Epifânio + conferência «Luís António Verney - Portugal e a Europa no Século XVIII» por Zulmira Santos + exposição «Luís António Verney (1713-1792)» + exposição «Dos Céus ao Universo» + mostra «Eduardo Lourenço - Um tempo e as suas cinzas» + mostra «Raul Rêgo, bibliófilo» + mostra «Luís Amaro» + mostra «Almada por contar - 120 anos do nascimento de Almada Negreiros» + mostra «Aquele único exemplo... 450 anos da lírica de Camões» + mostra «300 anos do Real Seminário de Música da Patriarcal» + mostra «Pedro Freitas Branco - Um maestro (inter)nacional»; Museu do Neo-Realismo - exposição «Boligán - Faenas de Tinta» + mostra «Ciclo Vinte Mil Livros - José Saramago»; Lisboa Story Centre; FNAC Chiado - exposição «Praga 57 - As fotografias checas de Gérard Castello-Lopes»; Galeria de Arte da Praça do Mar de Quarteira - exposição colectiva de pintura «Over the Rainbow».

sexta-feira, agosto 23, 2013

Orientação: Os vídeos da conferência

Principalmente, mas não só, para os que não puderam estar presentes na Biblioteca Nacional a 23 de Julho último – há exactamente um mês, portanto – a fim de assistirem à conferência de apresentação do «Ano Verney», fica a informação de que os vídeos com a gravação da mesma podem ser acedidos e vistos aqui. Incluem não só a minha intervenção mas também as de Maria Inês Cordeiro (directora da BN), António Braz Teixeira, Jesué Pinharanda Gomes e Renato Epifânio.   

quinta-feira, agosto 15, 2013

Observação: Casanova «veio» antes

«Cartas de Casanova – Lisboa, 1757», editado neste ano de 2013, é o mais recente livro de António Mega Ferreira. «Romance epistolar», inventa uma viagem feita a Portugal, e à sua capital, dois anos depois do terramoto, pelo famoso aventureiro e sedutor italiano, e contém as (seis) cartas que ele teria escrito aquando da sua estadia por cá, dando conta das pessoas, dos lugares, dos acontecimentos e dos costumes que encontrou…
… O que representa sem dúvida um projecto interessante por parte do jornalista e co-criador da Expo 98. Porém, não é uma ideia original. Na verdade, em outro livro, editado quatro anos antes, em 2009, se imaginou a visita de Giacomo Casanova a Lisboa após o terramoto, embora, é certo, num outro contexto, mais… «fantástico», e sem o desenvolvimento que o livro de AMF apresenta: exactamente, «Espíritos das Luzes». Mas que tem sobre estas «Cartas…» a vantagem de não estar escrito sob o aberrante, abjecto, ilegal e inútil «acordo ortográfico de 1990». Este Mega pode ter uma… elevada erudição mas não tem uma grande força de carácter. Em contrapartida mais vantajosa, pode-se e deve-se ler as verdadeiras palavras do veneziano (traduzidas por Pedro Tamen): a (primeira parte da) «História da Minha Vida» também foi editada este ano, e, (enorme) qualidade adicional, não obedece ao AO90!
Entretanto, o meu livro continua à venda numa loja muito especial no Terreiro do Paço, em Lisboa. E, além de Casanova, também conta com as «presenças» de, entre outros, Kant, Sade e Voltaire. (Também no Esquinas (174).)