«AO90 – Um documento “analfabético”» e «Carta ao M. E. C.», Fernando Paulo Baptista; «À imprensa nacional que se respeita», «Acordai!» e «Bandeira e língua», Maria
José Abranches; «Em bom brasileiro», Nelson Reprezas; «Quem para um Acordo Ortográfico que pára a racionalidade da língua?», João Viegas; «Carta aberta aos governos de Angola e de Moçambique», António de Macedo; «Tu, cego, não verás»,
David Baptista da Silva; «E é escrever assim desacordadamente», José Morgado; «Cuidado com a língua», Rodrigo Guedes de Carvalho; «Um vocabulário alarve», João
Gonçalves; «Dos efeitos do Acordo Ortográfico (ou o que sucede quando se abre a caixa de Pandora)» e «De que “português” estarão a falar? E who cares?», José
António Abreu; «A língua do Acordo – Que língua é essa?», «i que má surpresa» e
«”Terá o povo de esquerda capacidade de dar a volta por cima?”», António
Marques; «Acordo Ortográfico – Sabor a pacto», «(…) – E quando um brasileiro procurar a recepção de um hotel…», «(…) – Foi você que pediu uma gramática única?», «(…) – O homem da minha vida», «(…) – A fissão da ficção», «(…) – Consoante antes de consoante não se escreve», «(…) – Esquisso do acordista» e «(…) – A displicência dos professores», António Fernando Nabais; «Apelo a um amigo defensor do acordo ortográfico» e «Há coisas que soam melhor em português do Brasil», Rui Rocha; «Sobre finanças, electricidade e sonoplastia», «A razão das raízes», «Repreensão ao Ciberdúvidas» e «A recepção da recessão», Rui
Miguel Duarte; «Fernando Pessoa e a ortografia» e «Malefícios no ensino do Português», Maria do Carmo Vieira; «Ortografia no Verão», Hermínia Castro; «Quero escrever com uma ortografia racional», Eduardo Cintra Torres; «Um pouco mais de rigor, sff», «Monti, de fato», «As aftas de Ronaldo», «O Ártico em vias de extinção? Óptimo!», «A redacção, o ato e os actos», «A deriva», «O Acordo Ortográfico através do monóculo», «A RTP deixou de adoptar o Acordo Ortográfico? Óptimo!», «Para quê?»
e «Contra o Orçamento de Estado para 2013», Francisco Miguel Valada;
«”Eurofonia” e Lusofonia, a mesma farsa», Nuno Pacheco; «Lusofonias», Duarte
Branquinho; «Evolução artificial imposta por decreto», Pedro Afonso; «Do milagre da estrada de Damasco, ou da semelhança entre Saulo de Tarso e D’Silvas Filho», Pedro da Silva Coelho; «Sou espanhola e sou contra o AO90», Rocío
Ramos; «Acordo Ortográfico», José Pacheco Pereira; «A verdadeira expressão da decadência portuguesa», Samuel de Paiva Pires; «O “progressismo linguístico”, a “evolução” e patranhas que tais», João Pedro Graça; «A poesia e o acordo ortográfico» e «O invito acordo ortográfico», José Pimentel Teixeira; «O acordês – sórdida teimosia», Paulo Rodrigues da Costa. (Também no Esquinas (132) e no MILhafre (66).)
domingo, outubro 21, 2012
terça-feira, outubro 16, 2012
Organização: Outra vez no CC do MIL
A partir de
ontem, e após proposta aprovada em assembleia geral, sou outra vez membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono – uma posição que já ocupei
entre 2009 e 2010. Agradeço este «regresso» em especial a Renato Epifânio,
presidente da Direcção, que novamente me convidou, e a Miguel Real, presidente
da AG.
terça-feira, outubro 09, 2012
Outros: Comentários «inconvenientes»
Eu digo e
escrevo aquilo que quero, quando e onde entendo justificar-se. Nos meus blogs,
como textos principais, ou em outros, como comentários. Eis alguns recentes,
que podem ser considerados (e já são tantos…) «inconvenientes». Paciência!
No Delito de Opinião, rebati os preconceitos (e as parvoíces) do costume sobre a Monarquia
em geral e o Duque de Bragança em particular. No Estado Sentido expliquei
porque a alegada, actual, «bandeira nacional» - símbolo de assassinos – não merece
(nunca mereceu) qualquer respeito. No Horas Extraordinárias, e em outro âmbito, esclareci (pelos vistos, tal ainda é preciso) que não são caricaturas ou filmes que matam pessoas mas sim fanáticos.
E aproveito
também esta ocasião para comentar… as recentes declarações de João Pedro Rodrigues,
que se queixou no Brasil, a 6 de Outubro último, da «ingratidão total» do
(actual) governo português – expressa no fim de apoios financeiros - para com
os cineastas (como ele) que, ao fazerem filmes e «viajar com eles, fazemos Portugal viajar
pelo mundo, estamos a representar o Estado português.» Assim, quero
expressar-lhe, finalmente, a minha «gratidão», nomeadamente, pela sua obra «O
Fantasma», produzida com recurso a fundos públicos, dinheiro dos contribuintes,
e que tão bem «representou» o Estado português com as suas imagens de lixo
(literalmente) e de homossexualidade, de desolação tanto física como espiritual. Fez aquela fita (também) à minha custa, e
que «orgulhoso» que eu fiquei. Foi «sem dúvida» um «marco», não só do cinema,
mas sim de toda a cultura nacional!
segunda-feira, outubro 01, 2012
Orientação: Simetria Sonora 2012
Hoje, Dia
Mundial da Música, é novamente a data apropriada para a apresentação da
nova versão – a sétima – da Simetria Sonora, o projecto de «inventariação musical» que eu desenvolvo no âmbito da Associação Simetria desde 2006. Mais 50 títulos foram acrescentados, pelo que o total ascende agora a 350 «discos de ficção científica e de fantástico». A ler... e a ouvir.
quinta-feira, setembro 27, 2012
Observação: nAO a PSL
Coloquei no
blog de Pedro Santana Lopes, no passado dia 25 de Setembro, um comentário que,
na verdade, era – é – mais uma mensagem, não sobre o que ele escreveu mas sim sobre como ele escreveu. O ex-presidente do PSD, ex-primeiro ministro,
ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, ex-secretário de Estado da
Cultura, ex-presidente do Sporting e ex-deputado não o publicou (até agora),
nem é de esperar que o faça…
… Porque foi
isto o que lhe escrevi: «”Atuais”?! “Objetivos”?! Finalmente rendeu-se ao
«aborto pornortográfico», essa abjecção ilegítima, ilegal, ridícula e inútil,
que Aníbal Cavaco Silva, esse “portento” de “coragem”, “cultura” e “sensatez”
não só não desautorizou como, pelo contrário, apoiou? E que nesse processo se
serviu de si como “moço de recados”? O mesmo Cavaco que lhe deu, depois, tantas
demonstrações de desprezo e de ingratidão? Porém, noto que, no jornal Sol, o
senhor continua a escrever em Português Normal, Decente e Correcto. Afinal,
como é? Creio que se está no momento de se decidir... definitivamente. De optar
pela dignidade… ou prescindir dela.»
Desde 2004
foram várias as vezes em que, em conversas com outras pessoas, em mensagens que
enviei, e em artigos que escrevi, defendi o actual Provedor da Santa Casa da
Misericórdia de Lisboa, alvo da mais infame e mais injusta (tentativa de)
destruição de carácter que já se viu neste país depois do 25 de Abril de 1974. Eu
não tenho memória curta: ao sucessor de José Manuel Durão Barroso à frente do
governo foram apontados quase todos os defeitos – e atirados quase todos os
insultos – possíveis e imaginários… e isto antes de todo o Portugal saber, sem
qualquer dúvida (a mim não me surpreendeu, pois sabia, e avisei, do que ele era
capaz), o que José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa foi e é, o que fez e o que
não fez.
Porém, há sempre
um ponto a partir do qual alguém pára de merecer o nosso (neste caso, o meu) empenho.
Esse nec plus ultra é, para mim, o AO90, que qualquer português digno desse
nome – e em especial um político – tem o dever de rejeitar e de combater incansável
e incondicionalmente. Pedro Santana Lopes juntou-se aos desistentes e aos
colaboracionistas. Estou desiludido? Sim. Estou surpreendido? Não.
(Adenda - Afinal, publicou hoje (sábado, 29 de Setembro) o meu comentário. No entanto, não espero que se arrependa e que volte a escrever correCtamente.)
(Adenda - Afinal, publicou hoje (sábado, 29 de Setembro) o meu comentário. No entanto, não espero que se arrependa e que volte a escrever correCtamente.)
terça-feira, setembro 18, 2012
Observação: Carroças sim, carros não!
«Sociedade Civil»,
na RTP2, mais do que um programa de televisão, é uma acção contínua, diária, de
propaganda às grandes «causas» do chamado «politicamente (e socialmente, e
culturalmente…) correcto»; tal só é novidade para os que não o costumam ver, ou,
vendo-o, são distraídos. E a emissão de ontem, subordinada ao tema – e à
pergunta - «cidades sem carros, para quando?», teve como convidados: Ana
Santos, da Associação para a Mobilidade Urbana em Bicicleta; Fernando Nunes da
Silva, da Câmara Municipal de Lisboa; Mafalda Sousa, da Quercus; e Mercês
Ferreira, da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Porém, um debate como este
não deveria ter também um representante do Automóvel Clube de Portugal?
Numa iniciativa
informativa que de facto se orientasse por critérios jornalísticos, que procurasse
realmente o equilíbrio, que tentasse abranger o máximo de opiniões possível,
sem dúvida que não poderia deixar de estar presente, por interposta pessoa, uma
instituição que, para mais, é a que tem o maior número de associados em
Portugal. Sim, normalmente seria assim. Mas o «Sociedade Civil» não é… normal. E
nem é a primeira vez que faz uma destas. Na verdade, já assinalou o centenário
da República… sem monárquicos; já abordou (por mais de uma vez) o AO90 sem opositores do dito cujo – nomeadamente da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, que, ela sim, representa
um movimento genuíno da (autêntica) sociedade civil. E, no que terá sido talvez
um dos poucos «descuidos» da equipa que produz o programa, a emissão do dia 22
de Setembro de 2009, que teve como pretexto o filme «A Era da Estupidez», contou,
como um dos convidados, com o saudoso Rui Moura, que não perdeu tempo a denunciar e
a desmascarar a teoria do «aquecimento global antropogénico» deixando, ao mesmo
tempo, quase sem palavras, Francisco Ferreira, Filipe Duarte Santos … e a
própria Fernanda Freitas, todos apologistas da atoarda das «alterações
climáticas». Digamos que ficou demonstrado que a «estupidez» não era de quem
estavam à espera. Um momento notável, inolvidável, para quem, como eu, a ele
assistiu.
A ausência de
um representante do ACP na emissão de ontem foi, no entanto, censurável –
embora previsível – por um outro motivo: é que Fernando Nunes da Silva –
professor de Urbanismo e Transportes no Instituto Superior Técnico! – é, na
CML, o vereador com o pelouro da «Mobilidade»… e 17 de Setembro, segunda-feira,
foi igualmente o dia em que se começaram a sentir, a sério, as consequências da
mais recente ideia irresponsável do actual, e incompetente, presidente da
edilidade da capital: as alterações ao trânsito na Praça do Marquês de Pombal e na Avenida da Liberdade, em especial o conceito de «segunda rotunda». Ironicamente,
na «Semana Europeia da Mobilidade»… aumenta-se a imobilidade, o «engarrafamento»
de tráfego, a poluição – quando o motivo invocado para esta mudança é,
precisamente, e por imposição da União Europeia, a melhoria da qualidade do ar
naquela zona da cidade. Não era, pois, «conveniente» confrontar o senhor
vereador com questões controversas e incómodas… e denunciar, em simultâneo, a
megalomania patética de António Costa, que, invejoso, quer deixar uma «marca»
maior (e «superior» à) do que a – essa sim, comprovadamente positiva,
relevante, útil – deixada por Pedro Santana Lopes com o «Túnel do Marquês».
Por este
andar, qualquer dia, e além das bicicletas, só as carroças serão permitidas à
superfície… Até lá, os cidadãos têm de suportar as consequências desta
«experiência» (mais uma) que custou «apenas» 750 mil euros – verba que, para
Nunes da Silva, «não é astronómica». É de perguntar se todo esse dinheiro não
seria melhor aproveitado, por exemplo, na limpeza e na recuperação dos edifícios de Lisboa, e não só aqueles que constituem património arquitectónico
e histórico. (Também no Esquinas (131) e no MILhafre (65).)
sexta-feira, setembro 14, 2012
Outros: Onde comprar «Um Novo Portugal»
O meu novo
livro, «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», editado pela Fronteira
do Caos, está à venda, tal como previamente informei, principalmente nas lojas
Bertrand e FNAC, mas não só. Pode também ser adquirido, por exemplo, na Apolo 70, Culturminho, Sítio do Livro, Tiraqui, Universidade Católica Portuguesa e
Wook. E ainda no El Corte Inglés (apesar de não dispor da correspondente página
electrónica). Outras referências: Gazeta de Viseu, Nova Águia, O Relógio Avariado de Deus e Real Família Portuguesa.
sábado, setembro 08, 2012
Observação: A Restauração já começou?
No meu artigo
«Um Presidente por um Rei», publicado no jornal Público a 8 de Junho último, e
que está incluído (páginas 260-262) no meu novo livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», afirmo – escrevo – que «a primeira iniciativa
indispensável num restaurado Reino de Portugal – e até, se possível, prévio a
este – seria a ilegalização e a dissolução total e, preferencialmente,
definitiva do Grande Oriente Lusitano, complementada pela divulgação dos nomes
de todos os seus membros, passados e presentes.» Porque, a 1 de Agosto, foi
publicada, como comentário num blog, uma (primeira, e incompleta) lista de membros do GOL, pode-se deduzir que a Restauração já começou?
Não tenho
motivos para especular, e para concluir, que a iniciativa do «António José»
tenha constituído como que uma resposta ao meu «repto». De qualquer forma, considero
que a mesma tem mais vantagens do que desvantagens, mais méritos do que
deméritos. E, previsivelmente, originou uma larga gama de reacções, das quais
aqui e agora apenas me vou referir à de João Gonçalves pelo respeito que lhe
tenho. O homem do (blog) Portugal dos Pequeninos também está naquela lista,
embora a sua (breve) passagem pelos «aventaleiros» não constitua uma novidade –
ele próprio já a revelara, em Janeiro deste ano, no PdP. Sobre a divulgação
deste «rol» - com quase 1500 nomes! – esclarece que «é-me indiferente a
divulgação desta espécie de index paranóico para consolo onanista de
uns quantos "assangezinhos" de trazer por casa.»
Faz muito bem
João Gonçalves em não dar (demasiada) importância ao «incidente». «Quem não
deve não teme», e eu nunca pensei, disse e/ou escrevi que todo e qualquer
maçon, membro do GOL ou de outra «confraria» similar, é, à partida, um
indivíduo de carácter duvidoso ou até mesmo um criminoso. Pelo menos, será
ingénuo… Porém, não me parece correcto, e justo, comparar o «António José» ao
fundador do WikiLeaks. Julian Assange procedeu à divulgação ilegal, ilegítima,
injustificada e indiscriminada de informações pertencentes a instituições de
países democráticos cuja existência e actividade são (podem ser) controladas e
reguladas por entidades políticas, judiciais e administrativas, pela comunicação social e – por
último mas não o menos importante – pelos cidadãos eleitores. Neste tema também
faço minhas as palavras de João Afonso Machado: as lojas maçónicas não se
inscrevem naquela categoria; a natureza do seu objecto não é clara, embora não
faltem suposições – suspeições – mais ou menos (bem) fundamentadas; não merecem
ter «direito à privacidade» porque não são verdadeiras famílias. E note-se que,
desta vez, apenas foram divulgados nomes; se tivessem sido mensagens, aí sim é
que seria interessante… (Também no Esquinas (130) e no MILhafre (64).)
sexta-feira, agosto 31, 2012
Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2012
A literatura: «Vencer ou Morrer», Mendo Castro Henriques; «O Milionário de Lisboa», José Norton; «O Marquês de Soveral - Seu Tempo e Seu Modo», Paulo Lowndes Marques; «Sem Papas na Língua - Memórias», Beatriz Costa; «O Espião Alemão em Goa», José António Barreiros; «Comboio Nocturno para Lisboa», Pascal Mercier; «Design do Século XX», Charlotte Fiell e Peter Fiell; «Bob Morane - A Pegada do Sapo», Henri Vernes e William Vance; «Fantascom - A catastrófica chegada», João Barreiros.
A música: «Mãe», «Macau», «Heróis do Mar IV» e «Singles 1982/1987», Heróis do Mar; «Born Villain», Marilyn Manson; «21», Adele; «Onde Quando Como Porquê Cantamos Pessoas Vivas», Quarteto 1111; «Some Great Reward», Depeche Mode; «Jack White's Blues», Blind Willie McTell, Hank Williams, Howlin' Wolf, Patti Page, Robert Johnson, Soledad Brothers, Son House, Terry Reid, e outros; «RockMix - As Grandes Malhas/Rock & Ballads», Aldo Nova, Bad English, Cheap Trick, Europe, REO Speedwagon, Rick Springfield, Skid Row, White Lion, e outros.
O cinema: «Marcos», Robert Kramer e John Douglas; «Cabeça de Jarro», Sam Mendes; «Austrália», Baz Luhrmann; «Bom Povo Português», Rui Simões; «Trocadas», Clint Eastwood; «Pó de Estrela», Matthew Vaughn; «Artur e a Vingança de Maltazard», Luc Besson; «As Idades de Lulu», Bigas Luna; «Hotel para Cães», Thor Freudenthal; «Os Ficheiros-X - Eu Quero Acreditar», Chris Carter; «Precious», Lee Daniels; «Em Bruges», Martin McDonagh; «Gato das Botas», Chris Miller; «A Descida», Neil Marshall; «Novo Pesadelo», Wes Craven; «Nós Somos Marshall», McG; «O Exorcista», William Friedkin; «Amanhecer - Parte 1», Bill Condon; «Sherlock Holmes - Um Jogo de Sombras», Guy Ritchie; «Os Rápidos e os Furiosos - Derrapagem de Tóquio», Justin Lin; «16 Quarteirões», Richard Donner; «Embargo», António Ferreira; «Um Homem Sério», Ethan Coen e Joel Coen; «Dorian Gray», Oliver Parker.
E ainda...: John Peel Centre for Creative Arts - The Space; Coliseu dos Recreios de Lisboa - Sétima Legião (2012/5/4); Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - 82ª Feira do Livro de Lisboa; «Vídeos 1981/1989», Heróis do Mar; Biblioteca Municipal de Lisboa (Palácio Galveias)/Fronteira do Caos - Apresentação do livro «Amor, meu Grande Amor» de João Pedro Martins; «Uma Terapia» (anúncio publicitário para a Prada), Roman Polanski; Museu do Neo-Realismo - Exposições «Adelino Lyon de Castro/O Fardo das Imagens (1945-1953)» + «Ciclo Vinte Mil Livros/José Cardoso Pires» + Colectiva de Artes Plásticas «Novas Obras da Colecção MNR» + «The Return of the Real 19 - Ana Pérez-Quiroga»; Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira - Exposição «Jorge de Sena/A Cor da Liberdade»; FNAC Vasco da Gama/Taschen - Exposição «Morreu a mais bela mulher do Mundo (Marilyn Monroe) - Fotografias de Andre de Dienes e de Bert Stern»; Centro Comercial Atrium Saldanha - Exposição «Michel Giacometti/80 Anos, 80 Imagens»; «Atlântico Norte», Bernardo Nascimento; Biblioteca Nacional de Portugal - Exposições «Jorge Amado em Portugal» + «Luís Manuel Gaspar - Um lugar nos olhos».
quarta-feira, agosto 22, 2012
Outros: «OND» na RM
Seis anos
depois de ter sido publicado, «Os Novos Descobrimentos: Do Império à CPLP – Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas» continua a ser
procurado, consultado… e citado. O mais recente exemplo desse interesse – ou, pelo
menos, o mais recente que chegou ao meu conhecimento – é dado pelo Tenente-Coronel
Carlos Manuel Carreira, que, no seu artigo «O Tempo Tríbio Português» publicado
a 31 de Maio deste ano n(o sítio d)a Revista Militar, não só incluiu o livro
escrito por mim e por Luís Ferreira Lopes (e com prefácio de José Manuel Durão
Barroso) na bibliografia como dele transcreveu quatro breves mas relevantes
excertos.
segunda-feira, agosto 13, 2012
Observação: A «melhor FC» da actualidade…
… E,
provavelmente, dos últimos dez anos (ou mais), pode ser encontrada nas (muitas)
páginas escritas por aqueles que defendem que a Terra está a passar por um
processo de «alterações climáticas», ou, mais concretamente, que está a acontecer
um «aquecimento global» com origem na actividade (industrial) humana… e que
está a pôr em perigo a vida no nosso planeta.
Exagero?
Então repare-se: (ab)usando-se (d)a ciência, (d)as suas instituições, (d)os
seus equipamentos, seus métodos, relatórios, dados, há – continua a haver – um
grande número de «cientistas» que continua a escrever «ficção». A escolherem os
«factos» e os números que lhes interessam – dissimulando e/ou desprezando
outros – de modo a justificarem as suas teorias, a ajustarem as conclusões às
hipóteses e não o contrário. E esta «ficção científica» pode ser colocada
practicamente toda na mesma «categoria»: a apocalíptica, a «doomsday», a de
«fim-de-mundo». Os seus cultores são como que herdeiros de sacerdotes tresloucados
de séculos passados como Gabriel Malagrida, que acreditavam – e que pregavam –
que os «pecados» dos homens eram a causa de catástrofes naturais como os
terramotos, entendidas como castigos de Deus. Embora num estilo diferente
(mais… laico), a «lógica» de pensamento é quase a mesma – é a Terra que procede
à «punição». Já não se trata tanto de religião mas mais de ideologia, política,
economia, (falta de) cultura. Num caso como no outro, o extremismo, o
fanatismo, abundam.
Assim, talvez
seja preferível, mais… «misericordioso», considerar, e entre vários outros, James
Hansen, Phil Jones e Rajendra Pachauri não como alarmistas vigaristas mas sim
como «artistas», embora seja de duvidar de que algum dia estejam ao nível de Aldous
Huxley, Arthur C. Clarke, Philip K. Dick, Isaac Asimov, Ray Bradbury ou Robert
A. Heinlein… Mas lá que tentam contínua e incansavelmente ir além dos limites
da imaginação, disso não restam dúvidas… (Também no Simetria.)
domingo, agosto 05, 2012
Obras: «Um Novo Portugal» - excertos
Do meu novo livro, recentemente publicado, eis excertos de três dos artigos que o
compõem.
O
primeiro tem a ver com as possíveis causas e explicações da decadência deste
país. «Em Portugal, o saudosismo mórbido
e a mania de imitar e seguir o que é estrangeiro, subestimando e desvalorizando
o que é nacional, já vêm de muito longe. Estão intimamente relacionado com a
nossa tendência suicida, de que já falava Miguel de Unamuno. E se essa
tendência encontrou expressão, no virar do século, com as mortes de escritores
como Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Mário de Sá Carneiro e Florbela
Espanca, hoje ela verifica-se, por exemplo, nos números elevadíssimos de mortes
em acidentes de viação, de trabalho e domésticos. Se há coisa que distingue
negativamente o povo português é a sua negligência, o seu descuido, a sua
irresponsabilidade para com a integridade própria e a dos outros. Isso vê-se
também na nossa já proverbial, e secular, falta de higiene, pública pelo menos,
comprovada por esse hábito perene de cuspir para o chão, de deitar lixo na rua
inclusive quando existem perto caixotes do mesmo, na proliferação desordenada
de lixeiras sem condições de segurança, muitas vezes com resíduos perigosos. E
constata-se ainda na falta de manutenção e restauro de edifícios, sejam eles de
habitação ou monumentos históricos. Este desleixo generalizado vem,
fundamentalmente, da descrença do nosso futuro colectivo enquanto nação. As
causas desta doença são antigas. (…) Tantos desaires graves e consecutivos não
podiam deixar de causar marcas profundas num povo que, não muito tempo antes,
tinha sido “Mestre de Metade do Mundo”. Os problemas principais de Portugal não
são pois de carácter político, económico ou mesmo cultural. Têm um cariz
essencialmente psicológico, e também, provavelmente, religioso. De alguma forma
se instalou na consciência colectiva nacional a certeza de que, se tantos
fracassos tinham acontecido, é porque era essa a “vontade de Deus”, que
determinou que Portugal e os portugueses não mereciam ser, e ter, mais e
melhor. Era o destino. Era o fado. Pouco a pouco, ao longo dos séculos, esta
convicção pessimista foi-se entranhando, enraizando, nas nossas mentalidades,
nas nossas práticas e representações, na nossa maneira de ser quotidiana,
reproduzindo-se e expandindo-se contínua e imperceptivelmente. É por isso que o
conformismo, a resignação e a passividade são “imagens de marca” tão
características dos portugueses. É por isso que a mediocridade se tornou uma
instituição, que marginaliza ou mesmo condena, simbólica ou realmente, aqueles
que se distinguem, os competentes, os ambiciosos, os que querem fazer algo de
novo, de diferente ou de melhor. Como se ir mais além significasse,
inevitavelmente, trazer a desgraça. (…)» («A vontade e o destino», 1998, pág.
112.)
O segundo tem a ver com a renovação das gerações e a
correspondente sobrevivência da nação. «(…) A maior riqueza de um país está nos
seus habitantes. A maior riqueza de Portugal está nos portugueses. Em todos os portugueses.
E se pretende-se construir um Novo Portugal, isso não será possível sem novos
portugueses. Estejam eles onde estiverem. (…) Criar uma nova mentalidade,
formar novos portugueses, construir um Novo Portugal, são tarefas de uma missão
que cabe a todos. Nada será possível sem a participação de todos os
portugueses, independentemente do seu sexo, da sua raça, religião, ideologia,
classe ou idade. E independentemente da sua profissão: de facto, interessa
menos o que se faz e onde se faz do que o como se faz. (…)Temos pois de decidir
se queremos ou não que eles sejam, ou continuem a ser, portugueses. Temos de
perguntar a todos esses jovens se querem ser, dentro ou fora de Portugal, os
novos portugueses. Se querem ser, afinal, pessoas, e não meros "recursos
humanos" ou "mão-de-obra". Não é necessário que todos estejam ou venham para
Portugal. É preciso, pelo menos, que se consiga levar Portugal até eles,
qualquer que seja a parte do Mundo em que se encontrem. E isso é algo que, bem
ou mal, já estamos habituados a fazer. Desde há muito tempo.» («Novos
portugueses para um novo Portugal», 1995, pág. 84.)
O terceiro tem a ver com desporto e, mais
concretamente, com Jogos Olímpicos, inevitável num momento em que decorrem os
de Londres 2012 e que com eles se repetem as previsíveis e habituais derrotas, frustrações,
incompetências e insuficiências portuguesas. «(…) É difícil não falar em “fatalismo”:
a tendência recorrente da presença portuguesa em Jogos Olímpicos é a de que não
só os mais credenciados quase sempre perdem como também, invariavelmente, os
menos credenciados não compensam aqueles, excedendo as expectativas e
superando-se a si próprios e aos outros. E essa presença no evento máximo do
desporto mundial – não só em Pequim mas também antes – é bem a “tradução” do
que tem sido a “tradição” de mediocridade de todo o país em geral: o não
aproveitamento de oportunidades, o desperdício de capacidades e de recursos por
escassez de ambição, direcção, organização, enfim, de profissionalismo. Excesso
só mesmo de desculpas de “mau perdedor” (e de “mau pagador”…), de lamúrias… e
de patetices quando, aleluia, lá se ganha uma ou outra medalhinha! (…) É
preciso instituir, finalmente, um verdadeiro sistema desportivo no país! E não
tem que se estar sempre à espera do(s) Governo(s). O Comité Olímpico de
Portugal, em colaboração com as diversas federações desportivas e respectivos
clubes, e ainda com empresas que aceitem ser mecenas do projecto, deve, antes
de mais, estabelecer um eficaz, eficiente e exaustivo programa de prospecção,
selecção e formação de atletas: primeiro, deve definir um conjunto de
critérios, de indicadores, físicos e psicológicos, e visitar todas as escolas
do país e fazer um “rastreio” aos seus alunos, registando as suas
características motoras e mentais e encaminhando-os para os desportos mais
adequados a essas características; segundo, deve procurar, identificar e
recuperar talentos que já estão fora do sistema de ensino, promovendo como que
uma iniciativa de “novas oportunidades para o desporto”, incentivando todos os
portugueses a “denunciarem” familiares, amigos, colegas e vizinhos que eles
suspeitem que (ainda) têm, ou possam ter, jeito para atirar, correr, lançar,
levantar, lutar, pedalar, remar, saltar… (…)» («Os anéis e as quinas», 2008,
pág. 194.) (Também no Esquinas (129) e no MILhafre (63).)
quarta-feira, julho 25, 2012
Obras: «Um Novo Portugal» já está à venda
Anunciei-o a 16 de Abril último. Com uma capa da autoria de Pedro Piedade Marques (que já
desenhara e paginara «Poemas», de Alfred Tennyson, que eu traduzi) que exprime
muito bem, e de um modo impressionante, o conceito que o sustenta e os
sentimentos que o animam, já está à venda – principalmente nas lojas Bertrand e FNAC, mas não só – o meu
novo livro «Um Novo Portugal - Ideias de, e para, um País», talvez o livro mais
politicamente incorrecto – e provocador, e polémico – publicado nos últimos
anos nesta nação em auto-destruição.
A edição é da
Fronteira do Caos e a distribuição é da Gradiva. Quem se «atrever» a adquiri-lo
e a lê-lo que me faça chegar, depois, os seus comentários. Apontem os textos
que preferiram e/ou os que detestaram. Enfim, gostaria de saber as vossas
opiniões. A apresentação pública da obra está prevista mas não marcada; talvez
Setembro, talvez Outubro… Aguardem mais novidades.
sexta-feira, julho 20, 2012
Oráculo: No MdE 2, em Novembro
Tal como para o «Episódio I», realizado em 2010, fui (novamente) convidado pelo Centro de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para
participar como orador no colóquio internacional sobre ficção científica e
fantasia «Mensageiros das Estrelas – Episódio II», que irá decorrer, no
edifício daquele estabelecimento de ensino superior, nos dias 28, 29 e 30 de
Novembro deste ano. O meu nome, fotografia e (breve) biografia já estão em
destaque, no sítio da iniciativa, na página dos convidados nacionais – há também
uma versão em inglês. Mais novidades sobre o evento em geral e a minha
colaboração – que irá além da conversação – naquele em particular serão dadas
oportunamente. (Também no Simetria.)
quinta-feira, julho 12, 2012
Outros: Sim, as «humáquinas» existem!
Recentemente,
no passado mês de Maio, foi notícia em todo o Mundo a proeza cometida pela
norte-americana Cathy Hutchinson: tetraplégica há 15 anos, bebeu um café… com o
auxílio de um robot, um «braço» electrónico com «mãos», comandado pelo seu
cérebro no qual foi inserido um chip.
Mais
recentemente ainda, em Junho, foi também notícia em todo o Mundo o projecto de
«entrar» no cérebro de nem mais nem menos de… Stephen Hawking: através da
utilização e do desenvolvimento de um dispositivo denominado iBrain,
pretende-se potenciar a comunicação do famoso cientista inglês por via das suas
ondas cerebrais devidamente captadas, tratadas e «traduzidas» por computador.
Estes
sucessos sensacionais, dois casos de «mente sobre a matéria», só são surpresas
para quem não tiver lido o meu artigo «Humáquinas – A ciência e a tecnologia estão a criar novos corpos», escrito e publicado em 2008 (primeiro no Público,
numa versão inicial reduzida, depois no Simetria, na versão integral) e
que me proporcionou, em 2009, (mais) um Prémio Editorial (de jornalismo)
Sociedade da Informação. Sim, em muitos aspectos o futuro é já hoje, é já
presente; sim, em muitos aspectos a ficção científica é já um facto. (Também no Simetria.)
terça-feira, julho 03, 2012
Outros: Contra o AO90 (Parte 4)
«A suspensão», Vasco Graça Moura; «Desacordos», Luciano Amaral; «O Acordo Ortográfico – inútil e prejudicial», Anselmo Borges; «A CPLP, Abril, o sector e o setor», «Os nomes dos meses – Abril na CPLP», «Acordo Ortográfico – constrangimentos, insuficiências e implicações negativas», «A grande tourada dos alunos de Letras», «Descubra o estudante do Técnico que há em si» e «A persistência do caos ortográfico – a APP», Francisco Miguel Valada; «SOS»,
Fernando Paulo Baptista; «As editoras mais longe dos leitores», «Há males que vêm por bem», «Um “acordo”, três grafias» e «Um acto de cidadania», Pedro
Correia; «A CPLP e a consagração do desacordo ortográfico», António Emiliano; «abril com caixa baixa», «É agora que nos vamos ver livres da receção?» e «Aventuras herbáceas e erros de podar», Nuno Pacheco; «As mudas e os “espetadores”» e
«Mensagem aos dirigentes do SPGL e da FENPROF e aos directores (ou “diretores”?) das suas revistas», António Marques; «Carta ao Secretário de Estado da Cultura»
e «Carta ao Primeiro-Ministro», António de Macedo; «A acta do cidadão», José
Mendes Bota; «A invenção da existência», David Soares; «A cimeira da CPLP em Luanda, sobre o desacordo ortográfico…», Maria Elisa Ribeiro; «Nós é que agradecemos», Fernando Alberto; «Carta à Universidade Lusófona» e «Novo e-mail ao Primeiro-Ministro a propósito do AO90», Rui Miguel Duarte; «Obrigado pelo Acordo Ortográfico», Nuno Ferreira; «Olhos nos olhos», Maurício Barra; «Há alturas em que é preciso apontar o culpado», Pedro Quartin Graça; «Pensando bem, o acordo ortográfico tem mesmo muita piada», Rui Rocha; «Uma caricatura de nação», Samuel Paiva Pires; «A herança», Maria José Abranches; «Declaração de Amor à Língua Portuguesa», Teolinda Gersão; «Acordo Ortográfico – Jornal de Notícias pára para ver», «(…) – António Houaiss reconhecia o valor diacrítico das chamadas consoantes mudas», «(…) – Entremez muito simples sobre a arte de não responder» e «(…) – A leviandade de José Eduardo Agualusa», António Fernando
Nabais; «O Acordo Ortográfico em Moçambique» e «Ainda o Acordo Ortográfico», José
Pimentel Teixeira; «Para os amantes do AO», Ana Vidal; «Quando um autor estrangeiro repudia o Acordo Ortográfico português», José Mário Silva. (Também no Esquinas (128) e no MILhafre (62). Referência no Delito de Opinião.)
quarta-feira, junho 27, 2012
Observação: Só com outras cores
Já o disse, e escrevi, antes: quando a «seleção» principal de futebol de Portugal joga para um campeonato da Europa ou do Mundo, a questão não é saber se é desta que, finalmente, vai ganhar: é saber em qual das fases vai perder e por quantos.
E hoje, mais
uma vez (a monotonia…), foi isso que aconteceu. Em «direto», perdeu com a
Espanha, actual campeã europeia e mundial, numa das meias-finais do Campeonato
da Europa de Futebol 2012, na Polónia e na Ucrânia… no desempate por pontapés
na marca da grande penalidade. É verdade que se verificou um «progresso» em
relação ao Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul: então também se
perdeu com «nuestros hermanos», mas nos oitavos-de-final, por 0-1, no tempo
regulamentar, e com um golo em fora-de-jogo…
Podia confirmar-se
a «tradição» à partida vendo quais eram as equipas nos quartos-de-final: das
oito só uma nunca havia sido campeã europeia e/ou mundial – exactamente,
Portugal. E quais eram as quatro nas meias-finais: só uma havia já perdido na prova – exactamente, Portugal, e com outra das semi-finalistas, a
Alemanha.
Custódio
tinha afirmado, em conferência de imprensa antes do jogo, que ele e os seus
colegas iriam «lutar até à morte» para que a «equipa de todos nós» vencesse.
Pois bem, o jogo acabou, e, ao que parece, continuavam – felizmente! – todos
vivos… Vivos mas, como de costume, incompetentes e impotentes, perdulários,
desperdiçando as (não muitas) oportunidades de marcar que tiveram. Mais valia
começarem a seguir uma «dieta» à base de comprimidos azuis, porque,
decididamente, não conseguem «acertar com o buraco» de uma forma consequente e consistente
– ou seja, até à victória final.
Também continuo
convencido de que só com outras cores no equipamento Portugal será campeão. Abandonem
a abjecta, nojenta e repulsiva bandeira verde e vermelha da corja de assassinos
conhecida como Carbonária, e, quem sabe, poderão vir a merecer, enfim, os
favores da Fortuna. Se nem com o (suposto) «melhor jogador do Mundo» o
conseguem… (Também no MILhafre (61). «Debates» com Pedro Correia no Delito de Opinião (um, dois) e no Forte Apache.)
sexta-feira, junho 22, 2012
Observação: Não mia, não ruge, não pia
Mais um «notável» - agora também por um mau motivo – que se rendeu ao «aborto pornortográfico»»: Mia Couto.
Tal já era
evidente a quem folheasse (como eu fiz) o seu último livro, «A Confissão da Leoa» - que, obviamente, não adquiri. E, através da edição mais recente
da revista Tempo Livre (Nº 238, 2012/6, páginas 23-28), podemos conhecer mais
pormenorizadamente o seu «pensamento» sobre o assunto: «(…) O Acordo
Ortográfico mexe com uma coisa tão pequenina, mexe com a ortografia, e a minha
reinvenção não se opera exactamente aí… E de facto é um acordo que unifica tão
pouco que não me parece que seja motivo para eu me preocupar… (…) Acho que a
polémica nasceu de um certo sector em Portugal que viu uma certa perda, que
teve um sentimento de que alguma coisa estava a ser mexida no que era um
território sagrado, bem português… Provavelmente, essa reacção nervosa existiu
sempre que houve um acordo deste tipo, sempre que houve uma revisão
ortográfica… Agora é uma coisa mais complicada porque é uma revisão feita por
vários países. O que mais importa para Moçambique é saber quais as implicações
financeiras que este novo acordo acarreta. (…) A polémica é superficial, o
acordo não implica grandes alterações. (…) Aquilo que eu objectei em relação ao
acordo foi a sua pertinência, aquilo que foi invocado para a necessidade de
introduzir alterações. Mas agora que está aí, acho que é improdutivo brigar
contra o acordo. Podemos acusá-lo de várias coisas, de não ser envolvente, de
não contar com a auscultação das pessoas que são realmente as donas, as
fazedoras da língua. Eu não sou militante dessa causa, de questionar e negar o
acordo. É verdade que esse acordo pode resolver algumas coisas que não pareciam
ser grande problema e agora que ele está aí as questões são mais de ordem
prática. Sinceramente, eu já estou a escrever, já o estou a aplicar e não é um
parto tão doloroso assim. (…)»
Quantas
contradições, falsidades, insinuações, em tão pouco espaço… Nem
«personificando» leões este «gatinho» poderá a partir de agora aumentar a sua
dimensão… pessoal e intelectual. Não mia, não ruge, não pia… contra os
fascistas linguísticos que estão a tentar impor, à força, uma ortografia «do
Minho a Timor». E, com José Eduardo Agualusa em Angola, Mia Couto já pode
formar como que um «Mapa Cor-de-Rosa» deste neo-colonialismo cultural. Porém, e
ao contrário do que alguns prematuramente – e alegremente – anunciaram,
Moçambique ainda não está «perdido», ainda não ratificou o AO90. O que foi
aprovado, sim, pelo governo de Maputo foi uma proposta de resolução que será
apresentada e votada no parlamento. Resta, pois, esperar que os deputados
moçambicanos mostrem ter mais bom senso e coragem do que os seus congéneres
portugueses. (Também no Esquinas (127) e no MILhafre (60).)
sexta-feira, junho 15, 2012
Observação: Por «Prometheus» eu prometo…
… Solenemente que nunca verei – a não ser que seja levado ao engano – filmes estrangeiros em salas de cinema portuguesas cuja legendagem obedeça ao aberrante e execrável «aborto pornortográfico».
Tal é o caso
de «Prometheus», a mais recente realização de Ridley Scott, que estreou há uma
semana no nosso país e na qual eu estava suficientemente interessado para considerar
vê-la pela primeira vez, excepcionalmente, sem ser no conforto do meu lar… até
que me lembrei que seria melhor verificar primeiro um certo pormenor. Contactei
inicialmente a Zon Lusomundo, que não souberam (ou não quiseram) responder-me e
esclarecer-me. Contactei depois a Big Picture (?!), distribuidora em Portugal
de filmes da 20th Century Fox, que confirmaram… o que eu já suspeitava: o filme
está legendado em português-de-tarado-e-de-atrasado-mental.
Assim, decidi
esperar que «Prometheus» seja: editado em disco, através do qual o visionarei
com legendas em inglês – o que aliás comecei a fazer ainda antes da imposição
do AO90; ou exibido na televisão, de onde, mesmo que com falta de letras e de
acentos nas legendas, não serei obrigado a comprar um bilhete caro e a aturar
grunhos imbecis que não param de fazer ruídos durante a exibição, sejam eles de
deglutição de pipocas e de refrigerantes ou de conversas com e sem telemóvel –
insulto por insulto, antes aquele que me fica mais barato.
(Adenda – De facto, num primeiro contacto, telefónico, a resposta da Zon Lusomundo não foi esclarecedora; porém, num segundo, por correio electrónico, já foi. Em resposta a uma mensagem minha, uma pessoa da Direcção de Marketing daquela empresa respondeu-me que «sendo a legendagem feita em Portugal por profissionais, é certo que estará ao abrigo do acordo ortográfico em vigor»; ao que eu por minha vez respondi que «se de facto a legendagem fosse feita por VERDADEIROS profissionais, isto é, por pessoas que zelam pela dignidade da língua (e ortografia) portuguesa, que não se deixam intimidar por imposições ilegítimas e vergonhosas, aquela não estaria “ao abrigo do acordo ortográfico (que não está) em vigor”.») (Também no blog Simetria.)
(Adenda – De facto, num primeiro contacto, telefónico, a resposta da Zon Lusomundo não foi esclarecedora; porém, num segundo, por correio electrónico, já foi. Em resposta a uma mensagem minha, uma pessoa da Direcção de Marketing daquela empresa respondeu-me que «sendo a legendagem feita em Portugal por profissionais, é certo que estará ao abrigo do acordo ortográfico em vigor»; ao que eu por minha vez respondi que «se de facto a legendagem fosse feita por VERDADEIROS profissionais, isto é, por pessoas que zelam pela dignidade da língua (e ortografia) portuguesa, que não se deixam intimidar por imposições ilegítimas e vergonhosas, aquela não estaria “ao abrigo do acordo ortográfico (que não está) em vigor”.») (Também no blog Simetria.)
sexta-feira, junho 08, 2012
Orientação: Sobre mudança de regime, no Público
Na edição de hoje (Nº 8096) do jornal Público, e na página 53, está o meu artigo «Um Presidente por um Rei». É como que um pessoal exercício de geral especulação e também um pequeno guia de uma grande revolução. Um excerto: «A mudança de regime teria de ficar consagrada, logicamente, numa nova Constituição. A “da República”, que não vale o papel em que é impressa, é a prova – com o seu “abrir o caminho a uma sociedade socialista” no preâmbulo - de que as consequências da queda do Muro de Berlim em 1989 não se fizeram sentir em toda a Europa e de que uma parte da “Cortina de Ferro” continuou "erguida"… num certo país ocidental.» (Também no Esquinas (126) e no MILhafre (59). Referências: Causa Monárquica; Família Real Portuguesa; Gazeta de Viseu; Real Beira Litoral; Real Portugal; Sem Punhos de Renda.)
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