segunda-feira, maio 16, 2016

Ordem: De mim, e não de António Costa

Ontem, 15 de Maio, decorreu a cerimónia oficial de «rebaptismo» do aeroporto de Lisboa, até agora designado «da Portela», enquanto Aeroporto Humberto Delgado. Com as presenças do presidente da república, do primeiro-ministro, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, familiares do homenageado e outras individualidades. Entre as quais eu não estive porque não recebi um convite. Que, acredito, merecia, porque foi de mim, e não de António Costa, que partiu a ideia desta nova designação. Algo que, porém, o actual governo não parece interessado em reconhecer e em divulgar.
Já a 11 de Fevereiro do ano passado, quando a CML aprovou uma moção – subscrita unicamente pelo então presidente e actual chefe de governo – propondo a alteração, eu assinalei o facto e lembrei a minha precedência na ideia, concretizada num artigo publicado na edição Nª 1827 do jornal Expresso, em 3 de Novembro de 2007 – e que está incluído no meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um Novo País». No entanto, se então não julguei indispensável «avisar» as entidades envolvidas da existência daquele meu texto (embora tenha considerado fazê-lo), as dúvidas desvaneceram-se completamente quando, exactamente um ano depois, a 11 de Fevereiro deste ano, foi anunciada a decisão do corrente executivo de concretizar, a 15 de Maio (data do 110ª aniversário de nascimento de Humberto Delgado), a moção da edilidade da capital – expressa numa resolução do conselho de ministros em que António Costa aparece novamente como único signatário.
Assim, a 28 de Abril último falei por telefone com o assessor de imprensa da ANA-Aeroportos de Portugal, a quem enviei depois, no mesmo dia e por correio electrónico, um ficheiro com a imagem da página (36), contendo o meu artigo, da referida edição do Expresso. Por sugestão daquele, no dia seguinte (29 de Abril) contactei, também por correio electrónico, o gabinete do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, anexando não só, igualmente, o ficheiro mencionado, mas ainda expondo os motivos do meu contacto: «no contexto da atribuição do nome do “General sem medo” ao aeroporto da capital, em cerimónia que se realizará no próximo dia 15 de Maio, decidida pelo actual governo na sequência de uma petição aprovada pela Câmara Municipal de Lisboa em 2015, revelar que a referida homenagem foi (por mim) proposta previamente, e solicitar que esse facto seja, a partir de agora, devidamente divulgado nas acções de comunicação relativas à iniciativa.» Só a 9 de Maio (ou seja, 10 dias depois) recebi a resposta, que consistia na informação de que a chefe de gabinete do ministro decidira, em despacho, reencaminhar a minha mensagem para o assessor de imprensa do MPI…
… E este, finalmente, contactou-me a 13 de Maio, mas só depois de eu lhe ter enviado uma mensagem solicitando-lhe alguma rapidez porque a data da cerimónia aproximava-se. Em que consistiu a missiva? Fundamentalmente, na inclusão de um anexo com uma nota de agenda informando da presença do ministro Pedro Marques, ontem, no aeroporto, e da ligação para a página do Diário da República com a já citada RCM. Eu repliquei, antes de mais, agradecendo a resposta, mas a seguir fazendo notar que «ela não vai ao encontro da questão fundamental que expressei na minha mensagem de 29 de Abril último, dirigida ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas (por indicação, volto a salientar, da ANA): o reconhecimento formal, oficial, por parte do actual governo, de que é minha a ideia de atribuir o nome do General Humberto Delgado ao aeroporto de Lisboa. Assim, continuarei a aguardar que tal esclarecimento seja feito, em especial na (e/ou na sequência da) cerimónia que vai decorrer no próximo domingo, dia 15 de Maio - que tentarei acompanhar atentamente “à distância”, porque não recebi convite para nela participar.» E, efectivamente, tanto quanto me foi possível depreender, o meu nome e o meu artigo não tiveram qualquer menção. Aliás, a única alusão na comunicação social (de que tenho conhecimento) à minha proposta de há quase nove anos foi feita, na passada sexta-feira, por Nuno Pacheco, director-adjunto do Público, no seu artigo «Nomes que voam alto», o que muito agradeço.
Tudo considerado, reflectindo sobre o que neste caso aconteceu, e, mais, sobre o que não aconteceu, tenho legitimidade para admitir como muito provável a hipótese de que António Costa viu o meu artigo de 2007 e dele retirou a ideia que, depois de um «esboço» enquanto autarca, concretizou posterior e finalmente enquanto primeiro-ministro. O Expresso não era propriamente, reconheça-se, um jornal de reduzida tiragem e de menor influência e que não conta(va) também entre os seus leitores regulares todos os principais dirigentes político-partidários nacionais. E mesmo na eventualidade de ignorarem a existência do meu texto antes de os ter contactado, aos responsáveis actuais do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas em especial, e do governo em geral, exigir-se-ia outra atitude, outro comportamento, a partir do instante em que tiveram conhecimento – dado por mim – de uma proposta prévia que visava igualmente homenagear Humberto Delgado. Uma atitude e um comportamento mais consentâneos com a probidade e o rigor que são expectáveis de quem exerce cargos públicos. (Também no MILhafre.)  

terça-feira, maio 10, 2016

quarta-feira, maio 04, 2016

Ocorrência: «Q» em destaQue…

… Na Biblioteca Municipal de Alverca, durante quase todo o mês de Abril último. O meu mais recente livro publicado esteve num expositor, ornado com a designação «Escritores cá da nossa terra», colocado à entrada daquela biblioteca – que, aliás, tem uma «colecção» quase completa das minhas obras (só falta uma), por mim oferecidas à medida que foram saindo ao longo dos anos. Agradeço à equipa da BMA a atenção e a distinção. 

sábado, abril 30, 2016

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2016

A literatura: «52 Métricas de Marketing e Vendas», Luís Bettencourt Moniz e Pedro Celeste; «Arte de "Guerra das Estrelas" - Conceito», Doug Chiang, Erik Tiemens, Joe Johnston, Ralph McQuarrie, Ryan Church, e outros; «Contos do Gin-Tonic» e «Novos Contos do Gin», Mário-Henrique Leiria; «Discussão», Jorge Luis Borges; «O Homem que Trazia Instruções, e Outras Estórias», Beatriz Pacheco Pereira; «Profetas e Profecias», Jean-Paul Bourre; «A Morte», Maria Filomena Mónica; «Vampirella Vive», Amanda Conner, Jimmy Palmiotti e Warren Ellis.
A música: «26 Classic Pop Hits» e «26 Country Hits», Tom Jones; «4» e «Agent Provocateur», Foreigner; «Every Good Boy Deserves Favour», Moody Blues; «To Be Kind», Swans; «Fado Português», Amália Rodrigues; «Never Mind The Bollocks, Here's The...», Sex Pistols; «Take It Satch!», Louis Armstrong & The All Stars; «It's Time For A Love Revolution», Lenny Kravitz; «Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81», Pink Floyd; «Il Trionfo d'Amore», Francisco António de Almeida (por Ana Quintans, Carlos Mena, Cátia Moreso, Fernando Guimarães, Joana Seara e João Fernandes, com Vozes Celestes e Os Músicos do Tejo sob direcção de Marcos Magalhães).
O cinema: «Casa Segura», Daniel Espinosa; «De Dentro Para Fora», Pete Docter; «Os Gatos Não Têm Vertigens», António Pedro de Vasconcelos; «Os Pinguins do Sr. Popper», Mark Waters; «Salvando o Sr. Banks», John Lee Hancock; «Terminador - GéneSis», Alan Taylor; «O Grão e a Tainha», Abdellatif Kechiche; «Homem do Rei - O Serviço Secreto», Matthew Vaughn; «Orgulho e Preconceito», Joe Wright; «Vingadores - Idade de Ultron», Joss Whedon; «Que Estranho Chamar-se Federico», Ettore Scola; «O Feiticeiro de Oz», Larry Semon; «Intocáveis», Eric Toledano e Olivier Nakache; «O Caçador de Recompensas», Andy Tennant; «Gravidade», Alfonso Cuarón; «Ted», Seth MacFarlane; «Maleficente», Robert Stromberg; «Beijo Beijo, Bang Bang», Shane Black; «Táxi», Tim Story; «A Dupla Vida de Verónica», Krzysztof Kieslowski; «Hannah Arendt», Margarethe Von Trotta; «Imperador», Peter Webber; «Orla do Amanhã», Doug Liman; «O Calor», Paul Feig; «Spectre», Sam Mendes; «O Mordomo», Lee Daniels; «Yvone Kane», Margarida Cardoso; «Atrás do Candelabro», Steven Soderbergh; «Fúria», David Ayer; «RoboCop», José Padilha; «Minha Mãe», Nanni Moretti.
E ainda...: «Lazarus», (vídeo musical de) David Bowie; «Our Return» (documentário sobre o regresso oficial da Porsche às 24 Horas de Le Mans); «O Sonhador de Oz - A História de L. Frank Baum» (telefilme), Jack Bender; Museu do Neo-Realismo - exposição «Manuel Guimarães, Sonhador Indómito» + exposição «Garcez da Silva - Percursos» + exposição «SemConsenso, Banda Desenhada, Ilustração e Política» + «Mostra de escultura do acervo do MNR»; FNAC - exposição de ilustrações «Viagem ao imaginário de "Eu Quero a Minha Cabeça!" e "Barriga da Baleia"» de António Jorge Gonçalves (Chiado) + exposição de fotografias (de vários autores) «Rock In Rio - 30 Anos» (Vasco da Gama); Plataforma de Associações da Sociedade Civil - «IV Congresso da Cidadania Lusófona - O Balanço da CPLP»; Biblioteca Nacional de Portugal - colóquio «Uma "insólita ofensiva de corrupção": nos 50 anos dos processos à Afrodite no Tribunal Plenário» com Pedro Piedade Marques, João Pedro George e João Paulo Guerra + exposição «O Tempo das Imagens: edições recentes do Centro Português de Serigrafia» + exposição «A circulação do Direito na Europa Medieval: manuscritos jurídicos europeus em bibliotecas portuguesas» + mostra «Os intelectuais portugueses e a guerra 1914-1918» + mostra «No Centenário da Cruzada das Mulheres Portuguesas» + mostra «80 anos d'O Mosquito» + mostra «Entre páginas, entre vidas: marcadores de livros (colecção de Lúcio Alcântara)»; «Black Dandy», (documentário de) Ariel Wizman e Laurent Lunetta; Centro Interpretativo do Parque das Nações/Pavilhão de Portugal - exposição «A Cidade Imaginada»; «Californicação» (sétima e última temporada, último episódio).

terça-feira, abril 26, 2016

Obrigado: Aos alunos e aos professores…

… Da Escola EBI do Bairro do Paraíso e da Escola EB1 Dr. Sousa Martins, ambas em Vila Franca de Xira e pertencentes ao Agrupamento de Escolas Professor Reynaldo dos Santos, que, respectivamente no passado dia 20 de Abril e hoje, 26, me receberam para me ouvir falar – e com eles conversar – sobre as causas, consequências e significados dos acontecimentos ocorridos no dia 25 de Abril de 1974. Tendo, naqueles dois estabelecimentos de ensino, estado perante crianças do 3º e do 4º anos de escolaridade, ou seja, com não mais do que 9 anos de vida, o meu ponto de partida foi o de que aquando da «Revolução dos Cravos» eu tinha exactamente aquela idade; e, embora privilegiando uma perspectiva nacional na abordagem daquele facto histórico, não deixei de incluir uma referência regional, concelhia... e até familiar, pessoal – a evocação dos irmãos Carlos e Octávio Pato, meus primos, originários de VFX, militantes do Partido Comunista Português, resistentes ao regime deposto em 1974/4/25, presos e torturados (e, no caso do primeiro, assassinado) pela PIDE. Enfim, aqui faço também um agradecimento especial a António José Fonseca, professor-bibliotecário do AEPRS, que me convidou.  

sexta-feira, abril 22, 2016

Outros: Contra o AO90 (Parte 13)

«Autores “infanto-juvenis”: colaboracionismo ortográfico?», Madalena Homem Cardoso; «Uma verdade que os leitores do Expresso não estão a ver», «Professores “da esquerda” e “muito arrogantes”?», «Back to the “fatos” e “contatos”», «O Acordo Ortográfico de 1990 e o sistema grafémico do português europeu», «Como se para um homem», «Havendo activos, há esperança», «Algumas reflexões acerca da fiscalização abstracta», «O New York Times e a falta de perspectiva», «”Piada com Sporting obriga Marisa Matias a retratar-se”», «Retrospectiva ortográfica», «Não há perspetiva comum», «Orçamento de Estado para 2016», «Afinal, havia outro», «O retrato oficial» e «Em “direção” ao futuro?», Francisco Miguel Valada; «O português devora-se a si mesmo», José Carlos Fernandes; «Resistindo ao desejo de gastar seis euros» e «Emudecendo consoantes», José António Abreu; «Treinador Octávio Machado muda de nome», «Há que não “compatuar” mas “convitamente”», «Descubra as diferenças», «”Project” é Inglês? Não interessa. Acordize-se!», «Proselitismo na sombra», «Tão subtil como uma marretada na cabeça», «A Wikipédjia lusôfuna», «Contrato de edição "ne varietur" (proposta)», «Academia de Lisboa versus Académie française», «A escola do caos», «Empate técnico», «Presidência “direta”», «Muhammad Saeed al-Sahhaf não está em vigor», «Como diz a outra», «Literatura, concursos, prémios, direitos de autor e AO90» e «cAOs na Presidência», João Pedro Graça; «”Acordo Ortográfico” discutido pela terceira vez em 25 anos» e «”AO”/90 – Um monumento de incompetência e ignorância», Ivo Miguel Barroso; «O Acordo Ortográfico e o ensino – Instantâneos do caos», «E novidades sobre o acordo ortográfico? Não há!» e «Pagamento da factura – A influência do AO90 na pronunciação», António Fernando Nabais; «O númerozinho» e «Ardeu a língua “passada dos carretos”?», Rui Valente; «António Costa deve ser julgado por crime de lesa-Pátria», João José Horta Nobre; «Academia e bom senso», «Tudo língua, tudo Coimbra», «Se fosse só três sílabas…», «Palmas para a Academia», «Ortografia é que não» e «A oitava revisão», Nuno Pacheco; «O órgão vital – O bolso», «Língua sacaneada», «Estrela de seis pontas», «A revelação da língua portuguesa» e «Bombeiros pirómanos», Olga Rodrigues; «Resistência activa ao aborto ortográfico (111, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 118) e «Presidenciais (32)», Pedro Correia; «Réu condenado a pena suspensa», Duarte Afonso; «Deixemos respirar livremente as ortografias nacionais», Artur Anselmo; «Ao(s) sábio(s) da “Real” Academia das Ciências de Lisboa», António Marques; «Quem te avisa teu amigo é» e «”Ne Varietur” – Crónica de uma publicação almejada», Graça Maciel Costa; «O acordo adormecido» e «E a montanha pariu um rato», Isabel Coutinho Monteiro; «Carta aberta a António Costa, primeiro-ministro de Portugal» e «AO/90 – “Fição” de alucinados ou português “koiné”?», Isabel A. Ferreira; «O “Acordo Ortográfico” de 1990 não está em vigor», «O AO90 não está em vigor em Estado nenhum», «O Presidente da República e o Acordo Ortográfico de 1990» e «A não vigência do Acordo Ortográfico de 1990», Carlos Fernandes; «Insólito» e «Insólito II», Edward d’Abreu; «O ”Acordo Ortográfico” de 1990 e as Presidenciais», Artur Magalhães Mateus; «Gentílico acreano deve integrar armas e brasões do Acre», Luísa Karlberg; «O apocalipse “apocalítico”», José Mário Silva; «O que alguns irmãos do Brasil pensam», José Ramos-Horta; «Carta aberta a Marcelo Rebelo de Sousa», Belmiro Narino; «Sofismas e outros “arenques vermelhos”», Cláudio Quintino Crow; «Achegas», Sérgio de Almeida Correia; «Como utilizar e odiar o Novo Acordo Ortográfico», Joana Costa; «Em defesa da língua portuguesa», José Manuel Araújo. (Também no MILhafre.)

sábado, abril 16, 2016

Orientação: Sobre «extremos», no Público

Na edição de hoje (Nº 9496) do jornal Público, e na página 52, está o meu artigo «Em extremos opostos da Europa». Um excerto: «Felizmente para a Europa, a situação nacional é, neste âmbito, um caso praticamente único. Vítima inevitável e inescapável da sua intrínseca falácia intelectual e da sua inerente falência moral (e material, muitas vezes também), a esquerda está em recuo, em retirada, em retracção, em retrocesso por todo o Velho Continente… E esse processo é mais visível e está mais completo para lá da linha Oder-Neisse, onde há um país que, politicamente, é como que um reflexo do nosso, um contraste total connosco.»
O conceito principal deste artigo já havia sido de certo modo abordado em comentários recentes que fiz a textos no blog Delito de Opinião. Um de Luís Menezes Leitão a 30 de Março último: «O feriado de 5 de Outubro foi bem abolido: comemora(va) um golpe de Estado perpetrado por uma minoria de fanáticos e de terroristas (regicidas, assassinos) que derrubou um regime democrático (pelos padrões da época, e em consonância com o que existia em outros países). Neste assunto Pedro Passos Coelho não mostrou “fanatismo” mas sim incompetência e inépcia. Além de que PSD e CDS poderão ser partidos ”estúpidos” - a manutenção do AO90, e não só, demonstra-o - mas não são de direita»..
… E outro de Pedro Correia a 8 de Abril último: «(…) Não me incluo naqueles que hoje consideram “quase exemplares” e que “entoam hossanas” as/às gerações de políticos/galeria de “estadistas” que se sucederam após o 25 de Abril, praticamente todos de esquerda. Elaboraram e aprovaram uma constituição que não precisou de esperar pelo seu 40º aniversário (que se “celebra” este ano) para se tornar obsoleta, quase “digna” do ex-COMECON, ofensiva e anti-democrática com o seu “abrir caminho para uma sociedade socialista” e a (obrigação de manter a) “forma republicana de governo”, de tal modo ideológica, programática e restritiva que tem condicionado, impedido, o verdadeiro desenvolvimento. Levaram o país à falência mais do que uma vez. Implementaram o “(des)acordo ortográfico”... É por isto e muito mais que eu sou monárquico e a favor de uma mudança de regime; do actual, da III República, muito pouco(s) se aproveita(ria)(m).»
Hoje, Dia Mundial da Voz, constitui uma ocasião ainda mais simbólica e significativa para se fazer ouvir aquela, mesmo que na forma escrita… mas correcta, evidentemente. (Também no MILhafre.) 

quinta-feira, abril 07, 2016

Ordem: Estou interessado e disponível…

… E não é de agora, para participar em festivais literários, em Portugal e no estrangeiro. Preferiria, obviamente, que as organizações desses festivais que eventualmente me convidassem custeassem as minhas despesas de transporte, alojamento e alimentação inerentes a essas participações, mas tal não seria indispensável para que eu considerasse e mesmo aceitasse, se não todas, pelo menos algumas delas.
Faço esta – séria, mas com um sorriso nos lábios - «declaração de interesses» na sequência da publicação do artigo «Para que(m) servem um Festival Literário?», de Joana Emídio Marques, publicado no jornal Observador no passado dia 20 de Março. Apesar de estar escrito em «acordês», justifica-se desta vez conter a repugnância pela forma devido à qualidade e à relevância do conteúdo: a jornalista decidiu compilar, listar, comparar, enfim, (tentar) sistematizar quais são os escritores nacionais mais solicitados para colaborar nos – já bastantes – festivais literários que são realizados regularmente (anualmente) em vários pontos do país. A conclusão principal? Existe um pequeno grupo de «habitués», de privilegiados, invariavelmente presentes nas sucessivas edições desses festivais, que retiram daí benefícios – se não financeiros, pelo menos (o que não é pouco) mediáticos, promocionais, de prestígio – do seu «estatuto» (oficioso) de «convidados permanentes».
Surpreendentemente (ou talvez não…), e tanto quanto pude apurar, não existiram até ao momento muitas e/ou significativas reacções públicas ao artigo… com excepção de (apenas) cinco comentários na sua respectiva página digital. Um deles, porém, especialmente significativo, é do escritor Pedro Garcia Rosado, que considera que o trabalho de investigação de Joana Emídio Marques «está bem feito e é um retrato bem sugestivo de uma actividade que parece não escapar à lógica portuguesa das “capelinhas” e dos bem nutridos egos dos seus membros.» Mais: «entre 2004 e 2014 tive 10 livros publicados, não em edição de autor mas sim por editoras reais (Temas e Debates/Círculo de Leitores, Asa e 20|20/TopSeller). Nunca fui convidado para ir a uma das iniciativas citadas no texto. Talvez por não pertencer a “famílias” como as que parecem habitar as várias iniciativas mas também, muito provavelmente, por escrever “thrillers”, ou “policiais”, literatura que em Portugal parece mal.» Na verdade, um muito maior grupo de escritores não tem tido acesso a estas iniciativas… a não ser como espectadores. E, precisamente, há (sub)géneros literários que pura e simplesmente não (e)s(t)ão representados nesses eventos. Não só o policial mas também, e principalmente, a ficção científica e fantástico, que, no meu artigo «A nostalgia da quimera», demonstrei ser o mais importante da história da literatura portuguesa.
Assim, e por tudo isto, eu «apelo», «desafio», (a)os promotores dos encontros de Belmonte, Bragança, Castelo Branco, Lourinhã, Matosinhos, Óbidos, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, entre outros: não hesitem em contactar-me! E, se quiserem, terei todo o gosto em sugerir outros nomes! ;-) (Também no MILhafre.)

quarta-feira, março 30, 2016

Organização: Enfim, «completo»! ;-)

Hoje, finalmente, completei a (não propriamente «santíssima») «trindade existencial(ista)» contemporânea de realização pessoal: já escrevera (mais do que) um livro, já fizera (com ajuda ;-), mais do que) um filho (na verdade, três filhas), e, esta manhã, plantei, devidamente acompanhado e auxiliado, não uma, não duas mas sim três árvores. Admito que é algo insólito o facto de eu só ter dado o meu contributo individual e directo para uma reflorestação que se deseja permanente apenas depois dos 50 anos de idade, mas a vida (em geral, e a minha em especial) nem sempre se (tem) caracteriza(do) por progressões e/ou realizações mais ou menos normais e/ou previsíveis. E esse (tardio) contributo significa também que o meu poema «Escrever um livro, plantar uma árvore, fazer um filho», que escrevi em 1992 e que publiquei aqui, no Octanas, em 2006 (constituindo, aliás, o post mais visto deste blog) está, enfim, «ratificado» pelo seu próprio autor.

terça-feira, março 22, 2016

Orientação: Sobre (não) «obrigar», no Público

Na edição de hoje (Nº 9471) do jornal Público, e na página 46, está o meu artigo «Não há qualquer obrigação». Um excerto: «O AO90 nada tem a ver com (a autêntica) evolução: tal como outras mudanças ortográficas abrangentes e súbitas ocorridas anteriormente, constitui(u) uma ruptura revolucionária causada, conduzida, por poucas pessoas, por pequenas minorias, aptas para imporem essas mudanças por estarem em posições de poder – e, frequentemente, poder ditatorial. Essas rupturas, feitas em nome de ideologias e não de necessidades reais, causa(ra)m perturbações, prejuízos - neste caso na língua, na ortografia. Para o comprovar nunca é demais apontar para os permanentemente altos índices de analfabetismo e de iliteracia tanto em Portugal como no Brasil.» (Também no MILhafre. Transcrição no Apartado 53 e n'O Lugar da Língua Portuguesa.)

segunda-feira, março 21, 2016

Ocorrência: Dia Mundial – e «pessoal» - da Poesia

Hoje, 21 de Março de 2016, celebra-se mais um Dia Mundial da Poesia. Porém, desta vez, a data tem para mim um significado… mais especial, mesmo pessoal: é o primeiro DMP em que tenho para mostrar, para vender e para (dar a) ler (aos outros) um livro de poesia, publicado, da minha autoria («Poemas», de Alfred Tennyson, editado em 2009 e que eu traduzi, neste caso não «conta»)... 
.. Que é, evidentemente, «Q – Poemas de uma Quimera», editado em 2015 pelo Movimento Internacional Lusófono e apresentado em Lisboa, na Biblioteca Nacional de Portugal, a 16 de Dezembro do ano passado – exactamente quando passaram cinco séculos sobre a morte de Afonso de Albuquerque, e também quando começou, naquela biblioteca, um colóquio dedicado ao Vice-Rei organizado pelo MIL em colaboração, além de com a BNP, também com o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Hoje é também o Dia Mundial da Árvore (ou Internacional das Florestas), e, porque é das árvores que vem o papel para os livros (que convém que mereçam o papel em que são impressos), ainda mais marcante se torna esta data. Que, por tudo isto, acabou por ser a adequada para formalizar a minha participação, com «Q», num prémio nacional de poesia – apenas o primeiro de vários aos quais pretendo concorrer no decorrer deste ano.
Entretanto, esta minha obra, e outras editadas pelo MIL, estarão à venda amanhã (terça-feira, 22 de Março) e depois (quarta-feira, 23 de Março), respectivamente na Sociedade de Geografia de Lisboa e na Universidade Lusófona, durante o IV Congresso da Cidadania Lusófona.     

sábado, março 12, 2016

Ocorrência: 20 anos no Público

Foi há precisamente 20 anos – a 12 de Março de 1996 – que saiu no Público (Nº 2193) o meu primeiro artigo de opinião naquele jornal. O primeiro que saiu, note-se, enquanto tal, no espaço próprio daquele diário; antes, em 1995, dois outros artigos meus haviam sido publicados na secção de correio, embora na verdade não se tratassem de cartas ao director. Mas ao terceiro foi de vez…
 … E, intitulado «O Estado assassino», começa(va) assim: «O Estado deveria ser em Portugal uma pessoa (colectiva) de bem. Um exemplo de justiça a seguir. Um modelo de rigor a imitar. Porém, e infelizmente, não é isso que acontece. No nosso país, e como se já não bastassem as inúmeras provas de incompetência, irresponsabilidade e incoerência que tem dado ao longo dos anos, o Estado tem revelado frequentemente, pelos seus erros ou omissões, ser um autêntico criminoso. Não só por não pagar aquilo que deve ou fazê-lo tarde e a más horas, e exigir que os cidadãos o façam sob pena de multa ou prisão. Mais do que isso: em Portugal o Estado é um verdadeiro assassino. Um assassino hipócrita. Os três casos que a seguir expomos demonstram-no claramente, sem deixarem lugar a dúvidas.»
Está incluído, tal como os dois anteriores que referi, no meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», editado em 2012, juntamente com outros que, posteriormente, também apareceram inicialmente nas páginas do diário fundado por Vicente Jorge Silva há mais de 25 anos. Honra-me ser há duas décadas colaborador, mesmo que ocasional, de um jornal que, corajosa e dignamente, continua a recusar submeter-se ao dito «Acordo Ortográfico de 1990». E a minha mais recente colaboração é, recordo, «Não se endireita», publicado no passado dia 27 de Janeiro.

sexta-feira, março 04, 2016

Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 4)…

… Escritos e publicados, desde Agosto último, nos seguintes blogs: MILhafre (um, dois, três); O Insurgente; Apartado 53 (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito): Rascunhos; Delito de Opinião (um, dois, três); Praça do Bocage; Horas Extraordinárias; Aventar. Comentários esses que versa(ra)m, entre outros temas, sobre: língua e literatura portuguesas eliminadas pelo Tribunal Europeu de Patentes e pelo Ministério da Educação do Brasil; declínio e degradação do Diário de Notícias; a teimosia de Francisco Seixas da Costa; Octávio Machado ficou sem o «c»; as diferenças entre Marcelo Rebelo de Sousa e Marisa Matias; as contradições de António Costa; as mentiras do embaixador do Brasil em Portugal; saudação a Manuel Luís Goucha e a todos os outros escritores que se recusam a utilizar o AO90 nas suas obras; a cobardia d(e muitos d)os professores portugueses. (Referência parcial no Apartado 53.)    

sábado, fevereiro 27, 2016

Outros: Aciprestes com «arestas»

É inaugurada hoje, 27 de Fevereiro, e prolonga-se até 16 de Março, a exposição «Ar de Arestas» de Ozias Filho, co-autor da antologia de contos de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas», concebida por mim e editada em 2012 – o texto com que colaborou naquela, intitulado «A maratonista» e inserido no capítulo «A República Nunca Existiu! – Parte 2», foi mais uma demonstração do talento versátil deste meu amigo brasileiro, há vários anos a viver em Portugal, que se tem notabilizado mais enquanto poeta… e editor de poesia de outros (mas também já editou obras em outros géneros literários)…
… E ainda na fotografia. A referida exposição, que tem lugar no Palácio dos Aciprestes (Avenida Tomás Ribeiro, Nº 18, Linda-a-Velha, Oeiras), pertença da Fundação Marquês de Pombal e onde também tem decorrido a iniciativa «Sustos às Sextas», reúne fotos captadas por Ozias Filho que ilustram o livro do seu compatriota Iacyr Anderson Freitas intitulado precisamente… «Ar de Arestas». Neste sábado, a celebração de palavras e de imagens tem início às 16 horas «com leituras de partes do poema que originaram as fotografias e ainda um pequeno momento musical.» (Também no MILhafre.

domingo, fevereiro 21, 2016

Ordem: «Força», Jorge! ;-)

Eu já havia dito que iria – contrafeito, mas iria – ripostar, ainda durante este mês de Fevereiro. E é hoje. Mas, antes de começar, podemos todos concordar, reconhecer, que não sou eu que começo, que não sou eu que provoco, que apenas me limito a responder… porque «quem não se sente não é filho de boa gente»? Não há dúvidas quanto a isso, pois não? Óptimo. Então…
… Sim, eu sei, (ainda) custa a acreditar, mas é verdade: Jorge Candeias, recordo, decidiu escrever e publicar no seu blog A Lâmpada Mágica (e divulgar no seu Twitter, Scoop, e, eventualmente, Facebook) outro texto sobre mim e sobre um livro meu. Mais correcta e concretamente: outro texto a insultar-me e, desta vez, a denegrir «Espíritos das Luzes». Agora fê-lo de uma forma «desenvolvida» - estúpida, mas «desenvolvida» - mas antes tinha como que «anunciado» o que aí vinha (e como então fiz notar) na sua (lacónica e literal) «crítica» de m*rd* no GoodReads, e no balanço das suas «leituras de 2015», em que fui «distinguido» com a (dúbia) «honra» de ter sido o autor do «pior» livro que o «poltrão de Portimão» leu no ano passado – sim, exactamente, o «Espíritos…» - e de ainda ter «ganho» como que uma «menção (des)honrosa» com «A República Nunca Existiu!» Dir-se-ia que o gajo está obcecado, e não de uma forma saudável.
Porém, um facto fulcral mantém-se inalterável: o «tormento do Barlavento» não leu «Espíritos das Luzes» na sua totalidade, pelo que a nova «apreciação» que agora fez dele também não tem qualquer consistência, qualquer credibilidade, qualquer validade. E – soube-se neste mais recente e raivoso arrazoado – ele mentiu ao ter dito (escrito) que «resisti um capítulo». Afinal, nem isso, porque, como agora admitiu, fechou «definitivamente» (?) o livro na página 36… e o primeiro capítulo, «Lustrosos regimentos», vai até à 48! No entanto, não surpreende que falte – descaradamente – à verdade alguém que é um esquerdista (extremista), faccioso, invejoso, (também por eu ter publicado dois livros de minha autoria na Saída de Emergência, onde ele nunca passou de tradutor?), defensor e impos(i)tor do fascismo ortográfico, adepto de todas as (falsas) «causas fracturantes», imerso no seu deficiente e deprimente mundo de fantasia delimitado pelas leituras do Esquerda.net e das colunas de Paul Krugman no New York Times. Afinal, quem é que é «anão» e «patético»? Uma pista: não sou eu.
E o que é que está na página 36 que é tão intolerável, que revela uma tão insuportável «incoerência»? Tão grave que faz da minha obra «puro lixo» e o abate de «pobres árvores» necessárias para produzir o papel para a imprimir algo ofensivo, quiçá criminoso? O seguinte excerto: «Esta nação (…) tornou os súbditos por igual dependentes do trono e possuidores dos mesmos privilégios. Pequenina, portanto, mas autónoma, e como se sozinha atentasse à segurança e à grandeza da Europa, enquanto esta se dilacerava nas suas divisões, os portugueses conquistavam as costas de África; descobriam os mares e os desertos daquela região inculta; abriam a navegação até às Índias Orientais; ali faziam potentes diversões ao ímpeto dos turcos; talvez fornecendo as luzes, de onde outros se aproveitaram com maior sucesso; acrescentavam a quarta parte à Terra (…).» Segundo JC, esta passagem está em contradição com o conceito de Portugal como planeta e o de Europa como sistema solar… mas, na verdade, não: então um planeta não pode albergar uma só nação, e não há tantos exemplos disso na literatura de FC? Então as divisões no «sistema solar Europa» não podem ser políticas e militares? África não pode ser, precisamente, outro sistema solar, cujos planetas possuem desertos, costas e mares? As Índias Orientais não podem ser… sim, outro sistema? E, não, não perguntem ao «alarve do Algarve» o que é a «Terra» neste cenário, neste contexto… perguntem-me, que eu respondo: obviamente, é uma galáxia.
Igualmente risíveis são as insinuações – ou mesmo acusações – de falta de «decência» e de «ética» por eu me assumir como único autor de uma obra que inclui textos de outras pessoas… Repare-se no ridículo: sendo os citados cerca de 20, seria (muito) difícil – para não dizer impossível – inserir os nomes de todos na capa e na lombada… Efectivamente, trata-se de mais uma idiotice do tradutor do idiota: pense-se nos artigos académicos, científicos, que invariavelmente incluem muitas (dezenas?) de citações. Acaso os citados são indicados como autores? Claro que não, só quem faz as citações. «Espíritos das Luzes» pode, por isso, ser também entendido, nessa perspectiva, como um «artigo em forma de romance»… que não deixa de mencionar, com rigor, e homenageando, os autores, e as fontes, das citações.
Elucidado? Entendido? Esclarecido? Ou acaso precisam de (outro) explicador?
«Coitado» do Candeias: tanto esforço, tanta «ginástica mental», tanto trabalho, tanto «torce, e retorce, e volta a retorcer» para (tentar) justificar a sua cobardia, a sua demagogia, a sua fraqueza, a sua incapacidade, a sua inferioridade, a sua preguiça… para nada! Ou para se tornar (novamente) um motivo de chacota... «Abandonado», o meu «Espíritos das Luzes»? Se é para ser «albergado» por gente desta laia antes só do que mal acompanhado, antes «perdido» do que «achado»!
Todavia, devo, sinceramente, agradecer a JC o facto de ter comprado um exemplar… para (desistir de o) ler (após) cerca de 10% das suas páginas – porque, indirectamente, acabou por me pagar (não muito, infelizmente, porque os rendimentos resultantes dos direitos de autor não são grande coisa). Foi um «favor» que não tenho qualquer intenção de retribuir. Contudo, o que ele podia e devia fazer, quanto mais não fosse para não dar por perdido o «rico dinheirinho» despendido, era voltar a tentar, envidar um esforço suplementar, e ler mais (de preferência todo) o meu livro. Talvez, quem sabe, encontrasse uma passagem, um excerto, uma citação que realmente colocasse em causa a premissa que estabeleci para o meu romance – isto é, que verdadeiramente a colocasse em causa, porque a que agora apresentou como «prova» não serviu para isso, como demonstrei. Sim, é pouco provável que isso acontecesse… mas porque não experimentar? Pensa nisso, Jorge! «Força»! Não te dês por vencido! «Estamos» contigo! Ou não… ;-) (Também no Simetria.)  

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Orientação: Para quem ainda não leu…

… Textos recentes da minha autoria que considero relevantes, saídos em outros blogs nos quais também participo, e que não divulguei directamente no Octanas quando foram publicados (alguns, bastantes, são inseridos por mim em mais do que uma «plataforma» em simultâneo, mas outros não), aqui ficam as indicações e a ligações: no Obamatório, que entrou em Janeiro no seu «ano oito» de actividade, procedi também à escolha da (frase e personalidade) «mais estúpida de 2015», reiterei que «nenhuma “batalha” é pouco importante» e demonstrei que o actual presidente dos EUA é (pode ser visto como) um «comediante»; no Simetria, e a propósito da sua morte, evoquei David Bowie designando-o de «criador e criatura de FC»; no Ópera do Tejo referi os mais recentes desenvolvimentos no projecto que visa estudar e divulgar a poesia de Luís António Verney; e no Albuquerque 500 inventariei (mais) menções, «ecos», não só da efeméride dos 500 anos da morte de Afonso de Albuquerque, mas também da evocação (colóquio e mostra documental) que, por minha iniciativa, o Movimento Internacional Lusófono organizou em 2015 em colaboração com o Arquivo Nacional Torre do Tombo, a Biblioteca Nacional de Portugal e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.      

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Observação: Muito bem um para o outro

Aparentemente, o «apelo» que fiz no passado dia 19 de Janeiro não surtiu grande efeito (que «surpresa»!), e Marcelo Rebelo de Sousa foi mesmo eleito Presidente da República, e à primeira volta, cinco dias depois. E, já agora, fica a pergunta: quem teve a infeliz – e imbecil - ideia de levar a verdadeira bandeira portuguesa, azul e branca, monárquica, para a festa do triunfo do professor-comentador na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa?
Com António Costa como primeiro-ministro, é apropriado dizê-lo: estão muito bem um para o outro! Dois homens sem (ou com mau) carácter, sem escrúpulos, sem honra, apenas preocupados com o seu perfil, o seu percurso, o seu «prestígio»… enfim, com o poder. Vão dar-se lindamente, às «mil-maravilhas»! Não sobrarão, decerto, «factos políticos»! A «reles-pública» portuguesa tem, no Palácio de Belém e no Palácio de São Bento, «inquilinos» ao seu (baixo) nível. O que, aliás, já aconteceu antes… mas, desta vez, os actuais distinguem-se também por terem assumido publicamente atitudes de subserviência perante outros países. 
Curiosamente, eu próprio tenho, tanto de um como de outro, motivos de queixa pessoais, específicos, concretos. O que demonstra até que ponto são abrangentes e profundas as capacidades de ambos na criação de conflitos.

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Ordem: Sim, irei ripostar

Aos que eventualmente – e virtualmente – se (me) interroga(ra)m sobre se eu já vi… respondo que sim, já vi, li, a mais recente excreção palavrosa de Jorge Candeias no seu blog contra mim, e, mais concretamente, contra o meu livro «Espíritos das Luzes». E, sim, irei ripostar em breve, ainda durante este mês de Fevereiro. Não que tenha muita vontade… mas lá tem de ser. E não antes de tratar de assuntos bem mais importantes do que aturar outra birra do poltrão de Portimão, definitivamente desequilibrado, desonesto e delirante. Tais como coçar os c*lh**s e ver a erva crescer. ;-) 

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Outros: Testemunhos… reais

Hoje assinala-se mais um – triste, trágico, terrível – aniversário do Regicídio de 1908, o que representa também, novamente, mais uma oportunidade de voltar a abordar «A República Nunca Existiu!», antologia de contos de história alternativa que eu concebi, organizei e em que participei, editada há oito anos. Desta vez, por causa de dois dos livros que li no terceiro quadrimestre do ano passado, e nos quais existem excertos que de algum modo se podem relacionar com a efeméride e com aquele meu projecto literário.
Um dos livros é «As Máscaras do Destino», colectânea de contos de Florbela Espanca, contos esses susceptíveis de serem inseridos – todos! – no género fantástico, o que faz da poetisa alentejana, cujo 85º aniversário da morte se assinalou em 2015, mais um nome a juntar ao «cânone» que eu tentei construir no meu artigo «A nostalgia da quimera». Porém, a ligação desta obra com «A República Nunca Existiu!» faz-se não por palavras da sua autora mas sim por palavras de outra escritora, que elaborou o prefácio (da edição que eu li – a 7ª, Bertrand, 1998): Agustina Bessa Luís. Recordo que, na «República…», escrevi o seguinte, no último parágrafo da introdução: «No Verão de 2007, durante as férias com a minha família, estive em Vila Viçosa, bela terra à qual não regressava há 20 anos. Revisitei o Paço Ducal e quase consegui sentir a “presença” de D. Carlos e da sua família. Visitei a antiga estação ferroviária, agora um Museu do Mármore, e quase consegui “ver” a Família Real entrar num comboio para a sua última viagem juntos. Aclamados por uma pequena multidão onde, quem sabe, estaria uma ainda muito jovem Florbela Espanca…» Pois bem, o que escreveu – e revelou – a autora de «A Sibila»? Isto: «Temos de ler “As Máscaras do Destino” com a confiança amigável que nos merece o diário duma adolescente, em que certa mediocridade talentosa anuncia os desejos que se evitam. É a jovem de Vila Viçosa a quem a rainha falou um dia, despertando nela uma noção de valor próprio que a marca de tristeza para sempre.»
O outro livro que li no final do ano transacto e que tem a ver, directamente, com o crime de 1908, e, indirectamente, com a primeira antologia colectiva que concebi e organizei, é «Folhas Soltas (1865-1915)», colectânea de crónicas (editada pela Livraria Clássica Editora em 1956) de Ramalho Ortigão, cujo centenário da morte se assinalou em 2015. Um dos textos incluídos intitula-se «A tarde de 1 de Fevereiro de 1908», e foi publicado no jornal O Portugal a 1 de Fevereiro de 1909. Nenhuma criação da imaginação é mais poderosa do que o relato factual – comovido e indignado – de um contemporâneo: «Parece que foi ontem, e faz hoje um ano! Era num dos mais lindos dias do doce Inverno lisboeta. (…) O sol no ocaso estendia a sua grandiosa púrpura por todo o estuário do Tejo. No profundo e inefável azul do espaço, sobre a calma baía, enxames adejantes de gaivotas, como lírios alados, envolviam as velas das faluas que bolinavam no rio. A vidraçaria dos prédios nas colinas do Castelo e da Graça chamejavam em reflexos de ouro num fulgor de colossal apoteose. (…) Minutos depois, à esquina do Terreiro do Paço, uma descarga de vinte tiros atingia a carruagem aberta, sorridente e florida, do Rei e da sua família. O resultado do tiroteio à queima-roupa foi morrerem fulminantemente o Rei e o Príncipe Real, ser ferido o Infante, e unicamente ficar ilesa a Rainha, se por ironia se pode dizer ilesa a mãe dolorosa que sobrevive, cingindo nos braços, espingardeado, o corpo do seu filho. Sucedeu isto há um ano, e sobre a investigação judicial desse monstruoso atentado pesa ainda hoje o mutismo da nossa História. (…) Para contrapor à indiferença dos homens, eu recorro para a impassibilidade da Natureza. Creio não me desmandar muito na invocação de prerrogativas régias desejando para a cândida memória de um Rei e de um Príncipe a diluição apetecida para a memória sangrenta de um facínora. (…)» (Também no MILhafre e no Simetria.

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Orientação: Sobre (não) «endireitar», no Público

Na edição de hoje (Nº 9416) do jornal Público, e na página 44, está o meu artigo «Não se endireita». Um excerto: «O próprio António Costa admitiu que, politicamente, é como um autêntico refém quando afirmou no hemiciclo de São Bento, a 2 de Dezembro, durante o debate do programa do seu governo, que “o que o PCP não está disponível para apoiar é o que nós não estamos disponíveis para propor.” É de supor que a disponibilidade se estenda igualmente ao BE… É uma posição periclitante e mesmo patética? Sim, é, mas trata-se do inevitável preço a pagar pela arrogância de querer e conseguir substituir o anterior secretário-geral do PS por este ter obtido não uma, não duas mas sim três vitórias eleitorais (regionais nos Açores, europeias e autárquicas) consideradas insuficientes e, depois, o novo secretário-geral ter obtido não uma mas sim duas derrotas eleitorais (regionais na Madeira e legislativas)… indubitavelmente insuficientes.» (Também no MILhafre.)

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Opções: Todos menos Marcelo

Não é só quando se realizam em Portugal eleições para a presidência da mesma que se deve recordar e reforçar a verdade, os factos: no nosso país a República é um regime ilegítimo, imposto em Portugal por uma minoria através de um golpe de Estado em 1910 e de um duplo crime (o assassinato do então Chefe de Estado e do seu filho e sucessor no cargo) em 1908, nunca legitimado por um referendo específico e que, na sua actual (e terceira) «versão», persiste em não ser plenamente democrático por, na corrente Constituição, não só preconizar (ainda) no preâmbulo «abrir caminho para uma sociedade socialista» mas também limitar (ainda), no artigo 288º, as leis de revisão à «forma republicana de governo». Tudo isto sob o estandarte verde e vermelho, símbolo de iberistas e de terroristas, «ignóbil trapo» para Fernando Pessoa e que até Guerra Junqueiro rejeitou.
Porém, e porque Portugal tem sempre prioridade, enquanto não se faz a restauração há que ser pragmático e, perante a realidade, as situações, deve-se adaptar e actuar, se não pelo ideal e pelo preferível, então pelo mal menor, neste caso na escolha do próximo Chefe de Estado. E, a 24 de Janeiro, a opção, ou opções, não oferece(m) dúvidas: todos menos Marcelo Rebelo de Sousa. Para um cargo uninominal como o de Presidente da República, o carácter importa e interessa, pelo menos, tanto quanto a ideologia. E Marcelo não o tem; ele é, ou pode, ser, dizer e fazer tudo e o seu contrário; ninguém duvida de que o crónico comentador é capaz de mentir, de se contradizer, constantemente, consoante as circunstâncias e os contextos; a hipocrisia é a sua segunda natureza. Para o demonstrar, nem é preciso recuar muito no passado e ir buscar o episódio de uma certa sopa que se serve fria. Já na presente campanha eleitoral, ele: desmentiu ter considerado inconstitucional a rejeição, pelo Tribunal respectivo, do Orçamento de Estado para 2012, apesar de existir uma gravação que demonstra o oposto; manifestou-se favorável à adopção por «casais» do mesmo sexo, apesar de continuar a declarar-se cristão, católico, que reza «o terço todos os dias»; e assumiu-se como estando na (ou vindo da) «esquerda da direita», apesar de, uma semana antes, ter garantido que «não sou o candidato da direita».
No entanto, nenhum aspecto da personalidade e do posicionamento de Marcelo Rebelo de Sousa é mais preocupante do que a sua atitude, de total e acrítica aceitação e sujeição, perante o dito «Acordo Ortográfico de 1990» - aliás, é o único dos principais candidatos a tê-la. Preocupante não só por aquele que é supostamente um dos mais competentes e eminentes juristas portugueses nunca ter detectado nem denunciado as flagrantes ilegalidades, tanto ao nível nacional como ao nível internacional, inerentes à imposição do AO90; também por acreditar que «para Portugal conseguir lutar pela lusofonia no mundo tem de lutar por dar a supremacia ao Brasil» - disse-o em 2008 e não consta que entretanto tivesse mudado de opinião. Por outras palavras, a pessoa que poderá ser o principal líder deste país entende que é seu dever contribuir para que aquele se submeta, se inferiorize, em relação a outro. Só isto seria suficiente para o desqualificar da corrida ao Palácio de Belém. Ele é indigno de presidir aos destinos nacionais… tal como Aníbal Cavaco Silva foi e (ainda) é, por ter iniciado o processo do AO90 enquanto primeiro-ministro e o ter finalizado (?) enquanto «residente da república». (Também no MILhafre. Transcrição no Apartado 53.)

terça-feira, janeiro 19, 2016

Outros: Pedaços d(e um)a história (Parte 2)

João Pedro Graça, que foi o principal e incansável impulsionador e dinamizador da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, continua a escrever e a contar, no seu blog Apartado 53, (um)a «história (muito) mal contada» da luta contra o AO90. No vigésimo nono «capítulo» desta «história», publicado hoje, JPG aborda também um desagradável incidente ocorrido no ano passado – o do convite que a TVI fez à ILCAO para participar num programa em que se discutiria o AO90, convite esse que depois retirou quando soube que o representante da Iniciativa seria eu. 

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Oráculo: É até dia 23

A partir de hoje faltam dez dias para o encerramento da mostra documental, patente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, inserida na iniciativa «Afonso de Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», que incluiu o colóquio realizado na Biblioteca Nacional de Portugal a 16 de Dezembro e na Sociedade Histórica da Independência de Portugal a 17 de Dezembro de 2015. É pois o tempo que resta a todos os que ainda não viram «ao vivo» três das cartas escritas pelo Vice-Rei da Índia ao Rei D. Manuel. Entretanto, o blog Albuquerque 500 continua(rá) activo: a captar e a reproduzir os «ecos» da efeméride e da evocação, de que os exemplos mais recentes são os artigos de Deana Barroqueiro no Jornal de Letras, Artes e Ideias e de Renato Epifânio n’O Diabo e no Público; e a noticiar os eventuais adicionais eventos que venham ainda a concretizar-se, neste ano novo de 2016, dedicados ao ilustre alhandrense e/ou à época em que viveu. (Também no Albuquerque 500 e no MILhafre.    

quinta-feira, janeiro 07, 2016

Ocorrências: A 5 dois, a 7 um

Anteontem, dia 5 de Janeiro, e hoje, dia 7, passa(ra)m, respectivamente, dois anos e um ano desde a ocorrência de acontecimentos funestos, embora com contextos e características muito diferentes: em 2014 Eusébio da Silva Ferreira faleceu e em 2015 a sede em Paris do jornal Charlie Hebdo foi atacada por terroristas. Sobre o primeiro escrevi aqui no Octanas e sobre o segundo escrevi ali no Obamatório. Creio que se justifica esta dupla evocação. 

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2015

A literatura: «Cartas Portuguesas», Mariana Alcoforado; «Prosas e Teatro», Pedro Correia Garção; «Marília de Dirceu, e Mais Poesias», Tomás António Gonzaga; «Romanceiro», Almeida Garrett; «Folhas Soltas (1865-1915)», Ramalho Ortigão; «As Máscaras do Destino», Florbela Espanca; «In Nomine Dei», José Saramago; «Sepulturas dos Pais» (com André Coelho) e «O Poema Morre» (com Sónia Oliveira), David Soares.
A música: «Gold», Tom Jones; «Mr. Natural», «Main Course» e «Spirits Having Flown», Bee Gees; «Coltrane» e «With The Red Garland Trio», John Coltrane; «Foreigner», «Double Vision» e «Head Games», Foreigner; «Ser Maior - Uma História Natural», Delfins; «My Christmas», Andrea Bocelli; «Messiah», George Frideric Handel (por David Thomas, Emily Van Evera, Emma Kirkby, James Bowman, Joseph Cornwell e Margaret Cable, com o Taverner Choir & Players sob direcção de Andrew Parrott).
O cinema: «Sem Reservas», Scott Hicks; «O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos», Peter Jackson; «Encantada», Kevin Lima; «Rua Jump, 21», Christopher Miller e Phil Lord; «Matando-os Suavemente», Andrew Dominik; «Viagem na Itália», Roberto Rossellini; «O Adeus à Rainha», Benoit Jacquot; «A Dama de Ferro», Phyllida Lloyd; «O Mestre», Paul Thomas Anderson; «Isto Significa Guerra», McG; «Caramelo», Nadine Labaki; «O Grande Gatsby», Baz Luhrmann; «Irene», Alain Cavalier; «Aponta o Favorito», Stephen Frears; «A Morte de Carlos Gardel», Solveig Nordlund; «Enredo de Tóquio», «Lírio-da-Aranha», «Um Calmo Dia de Outono» e «O Gosto do Peixe-Agulha», Yasujiro Ozu; «Jasmine Azul», Woody Allen; «Mundo Jurássico», Colin Trevorrow; «Alguns Vieram Correndo», Vicente Minnelli; «Orla do Pacífico», Guillermo Del Toro; «Espelho Meu, Espelho Meu», Tarsem Singh; «Na Cidade», Gene Kelly e Stanley Donen; «42», Brian Helgeland; «Max Maluco - Estrada da Fúria», George Miller; «Sr. Peabody e Sherman», Rob Minkoff; «Promete-me», Emir Kusturica.
E ainda...: «Bad Blood» e «Wildest Dreams», (vídeos musicais de) Taylor Swift; «O Mentalista» (último episódio); Guerra e Paz Editores/El Corte Inglês - apresentação do livro «Remar Contra a Maré» de Luís Ferreira Lopes; Museu Municipal de VFX - exposição «A Arte no Concelho de Vila Franca de Xira - Grandes Obras»; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «"Onde os nossos livros se acabam, ali começam os seus..." O Japão em fontes documentais dos séculos XVI e XVII» + exposição «Imprensa empresarial em Portugal: 145 anos de jornais de empresa (1869-2014)» + exposição «Da inquietude à transgressão: eis Bocage...» + mostra «A questão do "Bom senso e bom gosto"» + mostra «"Alice no País das Maravilhas" (1865-2015) - 150 anos» + mostra «Aldo Manuzio (ca.1450-1515): o inventor do itálico» + mostra «"Arte de Ser Português" - Teixeira de Pascoaes» + mostra «Ramalho Ortigão - Um publicista em fim de século» + mostra «Portugal-Irão - 500 Anos» + mostra «Centenário da revista Atlântida»; FNAC/Vasco da Gama - exposição Novos Talentos Fotografia 2014 «Viaggio in Lapponia» de Márcia Nascimento + exposição de fotografia «De olhos bem fechados» de Nelson Garrido; Sabedoria Alternativa/Espaço Amoreiras-Leap Center - apresentação do livro «52 Métricas de Marketing e Vendas» de Luís Bettencourt Moniz e Pedro Celeste; Salvador Caetano (Vila Franca de Xira) - Dia Toyota 2015; ANTT/BNP/MIL/SHIP - colóquio e mostra documental «Afonso de Albuquerque, 500 Anos - Memória e Materialidade».

sábado, dezembro 19, 2015

Obrigado: Aos que compareceram…

… No dia 16 de Dezembro, na Biblioteca Nacional de Portugal, e no dia 17, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, para participarem – como oradores ou como espectadores – no colóquio integrado na iniciativa «Afonso de Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», e, desde o dia 15, no Arquivo Nacional Torre do Tombo, como visitantes, na mostra documental integrada na mesma iniciativa…
… Que foi, é, da minha autoria, e não do Estado português ou de qualquer uma das várias instituições nele incluídas: nenhuma achou relevante lembrar e celebrar aquele que foi o maior herói militar da História deste país e um dos maiores da História do Mundo; em vez delas foi o Movimento Internacional Lusófono, na pessoa de Renato Epifânio, Presidente da Direcção daquele, que aceitou o meu desafio; um agradecimento especial para ele e também para Miguel Castelo-Branco, da BNP, que se nos juntou na comissão organizadora. Outras pessoas a quem devo um «muito obrigado» reforçado: Silvestre Lacerda e Maria dos Remédios Amaral, da DGLAB e do ANTT; Inês Cordeiro, Conceição Chambel e Catarina Crespo, da BNP; José Alarcão Troni e Ana Prosérpio, da SHIP…
… E todos merecem um profundo agradecimento da minha parte por me terem proporcionado a honra única de fazer a primeira apresentação do meu novo livro «Q – Poemas de uma Quimera» numa data e num local tão significativos. Entretanto, todas as informações principais sobre a efeméride estão no blog Albuquerque 500, que irá continuar activo porque a evocação do «César do Oriente» irá continuar de certeza, pelo menos, em 2016. 
(Adenda - Estão já disponíveis vídeos do colóquio, e, em especial, das sessões em que participei, incluindo a da apresentação de «Q».)

segunda-feira, dezembro 14, 2015

Orientação: Sobre cidadãos e armas, no Público

Na edição de hoje (Nº 9374) do jornal Público, e na página 46, está o meu artigo «Os cidadãos não têm armas». Um excerto: «Tantas vidas se perde(ra)m ou fica(ra)m marcadas para sempre, tanta destruição é causada, tanto medo e tanta mágoa é acumulada, porque, muito simplesmente, os atacantes sabem que vão encontrar inexistente, ou reduzida, ou atrasada, resistência… armada. Aqueles parisienses, permanentes ou ocasionais, estavam completamente indefesos, totalmente à mercê da fúria impiedosa e incansável dos assassinos. A polícia não está – não consegue estar – permanentemente presente junto de quaisquer possíveis alvos, que, actualmente, e cada vez mais, são, podem ser, todos, é, pode ser, tudo.»

sábado, dezembro 12, 2015

Oráculo: … E também é apresentado «Q»

Quem tiver lido (ou for ler) o texto de abertura no blog da iniciativa «Afonso de Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», terá reparado (ou irá reparar) que, no programa do colóquio no dia 16 de Dezembro – que é precisamente a data exacta da efeméride – que decorrerá no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, consta também a apresentação do meu novo livro «Q», a partir das 18.30…
… Juntamente com outras edições do Movimento Internacional Lusófono. A justificação para tal pode ser encontrada no texto da contracapa, que começa com um excerto do poema que dá título ao livro: «”Q” é a letra, o símbolo que define Portugal, que nos liberta, que nos encerra. E foi nos idos de Quatrocentos, em 1415, em Ceuta, que iniciámos a Quimera. Cem anos depois, nos idos de Quinhentos, em 1515, em Goa, findou uma era. “Q” é o primeiro livro de poesia do premiado jornalista e escritor Octávio dos Santos a ser editado, seis anos depois da publicação da sua tradução de (50) “Poemas” de Alfred Tennyson. Reúne mais de 60 dos seus próprios poemas, elaborados ao longo de um período de mais de 35 anos. Lançada em 2015, ano em que se assinala(ra)m os 600 anos da conquista de Ceuta (21 de Agosto), os 500 anos da morte de Afonso de Albuquerque (16 de Dezembro) e os 250 anos do nascimento de Manuel Maria Barbosa du Bocage (15 de Setembro, e uma das personagens principais do seu romance “Espíritos das Luzes”) esta obra como que reflecte e raciocina em verso, tanto séria como satiricamente, sobre os mesmos assuntos, preocupações… e obsessões que, em prosa (ficção e não ficção), o autor abordou em obras anteriores como “Os Novos Descobrimentos”, “A República Nunca Existiu!” e “Um Novo Portugal”.» Na verdade, aguardando há muito uma oportunidade para editar uma colectânea de poemas da minha autoria «que têm como temas comuns, ou referências últimas, Portugal, os portugueses, os países e os povos da Lusofonia, a(s) sua(s) História(s), figuras, factos e lendas», dificilmente haveria melhor ano para o fazer do que 2015, e melhor dia do que 16 de Dezembro. 
«Q» está subdividido em três partes. Eis os poemas que integram cada uma delas:
Parte I – «Com uma chama viva que arde eterna...»: «Amor lusitano, alma portuguesa», «Porque o quisemos ser», «De aqui houve nome Portugal», «Terras do Norte», «Ela é minha», «Morena», «Mil e uma noites», «Sagrada devoção», «A espada e a cruz», «Encantamento», «Toda a cidade tem o seu rio», «Nada há mais velho do que a pedra; só o tempo», «A Batalha de Alfarrobeira», «Vela», «Erótico exótico», «Floresta virgem», «Branco e negro» e «A Grande Epopeia». 
Parte II – «Quando o último sonho acabou de se desvanecer...»: «Camões», «Baptismo de fogo», «Peregrinação», «Enterrar os mortos, cuidar dos vivos», «Guitarra», «Má vida, maus lençóis, má sorte», «Rosa», «Rosa vermelha, rosa branca», «Mal de amor», «Se não tens o que amas», «Medo do amor», «Melhor que amar é amar e ser amado», «Cego», «Paixão», «Alentejanas», «Barão da Caliça», «Pecados», «Curso intensivo de teologia» e «Rei».
Parte III – «A saudade os artistas inspira e à verdade o povo aspira...»: «Fazer amor com a República», «A segunda morte de Lázaro», «Pombos e gaivotas», «Outono», «Filhos da noite», «Sal e azar», «Putas, futebol e álcool», «O guarda-nocturno e a mulher-a-dias», «Amor é...», «Vagabundos», «Até ao meu regresso», «Nem tanto ao mar, nem tanto à terra», «Verdade», «Corpo ao manifesto», «Abril», «Marx, pornografia e sapatos de plataforma», «Neste jardim à beira-mar plantado», «Coima em Coina», «Lésbicas de Lisboa», «Variações», «O elmo», «A morte está a Norte», «RecLusos», «Aljubarrota, derrota», «Q», «Portugal sem fim» e «Mar de rosas».
Além de na apresentação que vai decorrer na próxima quarta-feira, e de em outras, eventuais e posteriores, em que eu participe ou não, integradas em iniciativas do MIL, «Q» só estará à venda por encomenda feita através do endereço de correio electrónico info@movimentolusofono.org e com o pagamento de 10 euros (que inclui portes de correio). 

domingo, dezembro 06, 2015

Oráculo: A partir de 16 celebra-se Albuquerque

Tal como em Abril último informara e pré-anunciara, no próximo dia 16 de Dezembro assinalam-se os 500 anos da morte de Afonso de Albuquerque; e nessa data inicia-se também, na Biblioteca Nacional de Portugal, o colóquio «Afonso de Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», que terá continuidade e término no dia seguinte na Sociedade Histórica da Independência de Portugal. A 18 de Dezembro abre no Arquivo Nacional da Torre do Tombo uma mostra documental que se prolonga até 23 de Janeiro de 2016. O Movimento Internacional Lusófono, por minha iniciativa, é a entidade que lidera a organização da evocação desta efeméride. Todas as principais informações relativas àquelas podem ser encontradas no blog Albuquerque 500, hoje começado (e onde também colaboro), e nos sítios da Internet das instituições participantes referidas.

terça-feira, dezembro 01, 2015

Observação: A nacionalidade afundada

Em Portugal, e depois de demitido – isto é, de ter visto recusado o seu programa – no Palácio de São Bento o XX Governo Constitucional a 10 de Novembro de 2015, tomou posse o XXI a 26 de Novembro no Palácio da Ajuda; este, pelas pessoas que inclui e pelas políticas que indica, bem que poderia ser designado informalmente de «terceiro governo de José Sócrates».
Exagero? Atente-se: nas várias e interessantes «ligações», familiares e outras, que se encontram no elenco do novo executivo; no facto de o novo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros ser advogado, precisamente, do ex-preso Nº 44 de Évora; no perfil e no percurso, algo… problemáticos, do novo secretário de Estado do Ambiente, talvez emuladores, evocativos, de um anterior detentor do cargo; nas (superadas?) dificuldades com a ortografia da nova secretária de Estado da Cidadania e da Igualdade – dificuldades essas, aliás, que uma ex-ministra da «Cultura» também tem…
… E o novo primeiro-ministro não se distingue igualmente, o que é preocupante, pelo conhecimento, tanto a um nível adequado à posição que agora ocupa como a um nível mais básico exigível a um português letrado. Eis dois exemplos de erros graves e grosseiros que ele cometeu este ano: primeiro, e ainda não tinha concluído a primeira semana no desempenho das suas novas funções, afirmou – em Bruxelas! – que a NATO foi fundada em 1959 (na verdade, foi em 1949) e que a Turquia foi uma das nações fundadores daquela (na verdade, foi admitida em 1952); segundo (e muito pior), em Junho durante a pré-campanha para as eleições legislativas, afirmou que procuraria repor o dia 1 de Dezembro enquanto feriado porque «Portugal é o único país que não comemora a sua data fundadora»! Incrivelmente, ao mesmo tempo que mostrava não saber o significado do dia de hoje, também salientava, acertadamente, que o nosso país não festeja oficialmente a sua própria criação…
… E esse é apenas um de entre vários aspectos insólitos que continuam a caracterizar a História, a política e a sociedade nacionais. Em comentários que fiz recentemente a textos de outros blogs destaquei alguns desses aspectos: a surpresa que vários ainda sentem perante a evidência de que um, qualquer, presidente da república habitualmente é «faccioso», o que não acontece normalmente com um Rei; o equívoco que muitos ainda têm sobre o Partido Social-Democrata ser de direita, quando nunca o foi; a ilusão que bastantes ainda partilham de que o Partido Socialista continua a ser uma força de centro-esquerda, quando já não é. E a «crise de egocentrismo, narcisista e sebastianista» de que o novo ministro da Cultura acusava o novo primeiro-ministro em 2014 também ajuda a explicar a deriva do PS para a extrema-esquerda. O filho do fundador… do PS queixava-se igualmente então de que «as pessoas não têm memória na nossa terra.» É verdade, e por isso é que, em vez de a nacionalidade ter a sua fundação (correctamente) celebrada, há o perigo de a ver afundada. (Também no MILhafre. 

sexta-feira, novembro 27, 2015

Obras: Intitula-se «Q»

Quem costuma aceder, consultar e ler (a)o blog MILhafre, do Movimento Internacional Lusófono, dos quais sou membro, nos quais participo, poderá eventualmente ter reparado num texto, publicado ontem naquele, intitulado «Prefácio a “Q”, de Octávio dos Santos» e escrito por Renato Epifânio. Publicado originalmente na edição do passado dia 24 de Novembro do jornal O Diabo, da sua leitura se depreende imediatamente que se trata do texto que introduz, e est(ar)á incluído, (n)o meu novo livro, cujas existência e edição anunciei pela primeira vez no passado dia 23 de Novembro.
Sim, intitula-se «Q», e é uma colectânea de (mais de 60) poemas da minha autoria, escritos entre 1978 e 2015, e que têm como temas comuns, ou referências últimas, Portugal, os portugueses, os países e os povos da Lusofonia, a(s) sua(s) História(s), figuras, factos e lendas. Por isto se torna igualmente compreensível, e até inevitável, que seja uma obra publicada, precisamente, pelo MIL. A partir do próximo mês poderão conhecê-la na sua totalidade; porém, alguns dos poemas que a integram já foram divulgados no Octanas. E, ainda aqui, já pode ser contemplada a capa - concebida por mim e concretizada por Daniel Gouveia, que também procedeu à paginação do livro.    

segunda-feira, novembro 23, 2015

Oráculo: Em Dezembro o meu novo livro

Está já em fase final de paginação e de revisão, e prestes a ir para impressão, o meu novo livro, que será editado no próximo mês de Dezembro. As suas características fundamentais, incluindo o título, tema principal, género literário em que se insere, conteúdos, editora e data de apresentação-disponibilização, serão divulgadas em breve aqui no Octanas… e não só.

terça-feira, novembro 17, 2015

Observação: Dois Pintos a fazerem «piu-piu»

Em 2012, publiquei aqui no Octanas, e também no MILhafre e no Esquinas, o texto «Tirar os três», que incluiria depois no meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País». Nele escrevi: «Onde está a cobertura constante das escutas telefónicas feitas a Jorge Nuno Pinto da Costa e a José Sócrates Pinto de Sousa, exemplos e expoentes máximos, personificações e símbolos definitivos das perversões intrínsecas e das promessas falhadas da Terceira República?» Pois bem, o que aconteceu, o que se descobriu? Que o Jorge e o José almoçaram juntos, ontem, no Porto! Foi uma forma de o segundo agradecer ao primeiro a visita que este lhe fez na «gaiola» em Évora. Dois Pintos a fazerem «piu-piu», «cantando» e «debicando» alegremente, aproveitando o facto de (ainda) estarem à solta. Desconhece-se a ementa, mas não seria de surpreender se aquela tivesse incluído robalo, café com leite e fruta.