… Escritos e publicados,
desde Agosto último, nos seguintes blogs: MILhafre (um, dois, três);
O Insurgente; Apartado 53 (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito):
Rascunhos; Delito de Opinião (um, dois, três); Praça do Bocage; Horas Extraordinárias; Aventar. Comentários esses que versa(ra)m, entre outros temas,
sobre: língua e literatura
portuguesas eliminadas pelo Tribunal Europeu de Patentes e pelo Ministério da
Educação do Brasil; declínio e degradação do Diário de Notícias; a teimosia de
Francisco Seixas da Costa; Octávio Machado ficou sem o «c»; as diferenças entre
Marcelo Rebelo de Sousa e Marisa Matias; as contradições de António Costa; as
mentiras do embaixador do Brasil em Portugal; saudação a Manuel Luís Goucha e
a todos os outros escritores que se recusam a utilizar o AO90 nas suas obras; a
cobardia d(e muitos d)os professores portugueses. (Referência parcial no Apartado 53.)
sexta-feira, março 04, 2016
sábado, fevereiro 27, 2016
Outros: Aciprestes com «arestas»
É inaugurada
hoje, 27 de Fevereiro, e prolonga-se até 16 de Março, a exposição «Ar de Arestas» de Ozias Filho, co-autor da antologia de contos de ficção científica e
fantástico «Mensageiros das Estrelas», concebida por mim e editada em 2012 – o texto com que
colaborou naquela, intitulado «A maratonista» e inserido no capítulo «A
República Nunca Existiu! – Parte 2», foi mais uma demonstração do talento
versátil deste meu amigo brasileiro, há vários anos a viver em Portugal, que se
tem notabilizado mais enquanto poeta… e editor de poesia de outros (mas também
já editou obras em outros géneros literários)…
… E ainda na
fotografia. A referida exposição, que tem lugar no Palácio dos Aciprestes
(Avenida Tomás Ribeiro, Nº 18, Linda-a-Velha, Oeiras), pertença da Fundação
Marquês de Pombal e onde também tem decorrido a iniciativa «Sustos às Sextas»,
reúne fotos captadas por Ozias Filho que ilustram o livro do seu compatriota Iacyr Anderson Freitas intitulado precisamente… «Ar de Arestas». Neste sábado,
a celebração de palavras e de imagens tem início às 16 horas «com leituras de partes do poema que
originaram as fotografias e ainda um pequeno momento musical.» (Também no MILhafre.)
domingo, fevereiro 21, 2016
Ordem: «Força», Jorge! ;-)
Eu já havia dito que iria – contrafeito, mas iria – ripostar, ainda durante este mês de Fevereiro. E é hoje. Mas, antes de
começar, podemos todos concordar, reconhecer, que não sou eu que começo, que
não sou eu que provoco, que apenas me limito a responder… porque «quem não se
sente não é filho de boa gente»? Não há dúvidas quanto a isso, pois não?
Óptimo. Então…
… Sim, eu
sei, (ainda) custa a acreditar, mas é verdade: Jorge Candeias, recordo, decidiu
escrever e publicar no seu blog A Lâmpada Mágica (e divulgar no seu Twitter,
Scoop, e, eventualmente, Facebook) outro texto sobre mim e sobre um livro meu.
Mais correcta e concretamente: outro texto a insultar-me e, desta vez, a denegrir «Espíritos das Luzes». Agora fê-lo de uma forma «desenvolvida» -
estúpida, mas «desenvolvida» - mas antes tinha como que «anunciado» o que aí
vinha (e como então fiz notar) na sua (lacónica e literal) «crítica» de m*rd* no GoodReads, e no balanço das suas «leituras de 2015», em que fui «distinguido»
com a (dúbia) «honra» de ter sido o autor do «pior» livro que o «poltrão de
Portimão» leu no ano passado – sim, exactamente, o «Espíritos…» - e de ainda
ter «ganho» como que uma «menção (des)honrosa» com «A República Nunca Existiu!»
Dir-se-ia que o gajo está obcecado, e não de uma forma saudável.
Porém, um
facto fulcral mantém-se inalterável: o «tormento do Barlavento» não leu
«Espíritos das Luzes» na sua totalidade, pelo que a nova «apreciação» que agora
fez dele também não tem qualquer consistência, qualquer credibilidade, qualquer
validade. E – soube-se neste mais recente e raivoso arrazoado – ele mentiu ao
ter dito (escrito) que «resisti um capítulo». Afinal, nem isso, porque, como
agora admitiu, fechou «definitivamente» (?) o livro na página 36… e o primeiro
capítulo, «Lustrosos regimentos», vai até à 48! No entanto, não surpreende que
falte – descaradamente – à verdade alguém que é um esquerdista (extremista),
faccioso, invejoso, (também por eu ter publicado dois livros de minha autoria
na Saída de Emergência, onde ele nunca passou de tradutor?), defensor e
impos(i)tor do fascismo ortográfico, adepto de todas as (falsas) «causas
fracturantes», imerso no seu deficiente e deprimente mundo de fantasia
delimitado pelas leituras do Esquerda.net e das colunas de Paul Krugman no New York Times. Afinal, quem é que é «anão» e «patético»? Uma pista: não sou eu.
E o que é que
está na página 36 que é tão intolerável, que revela uma tão insuportável
«incoerência»? Tão grave que faz da minha obra «puro lixo» e o abate de «pobres
árvores» necessárias para produzir o papel para a imprimir algo ofensivo, quiçá
criminoso? O seguinte excerto: «Esta
nação (…) tornou os súbditos por igual dependentes do
trono e possuidores dos mesmos privilégios. Pequenina, portanto, mas autónoma,
e como se sozinha atentasse à segurança e à grandeza da Europa, enquanto esta
se dilacerava nas suas divisões, os portugueses conquistavam as costas de
África; descobriam os mares e os desertos daquela região inculta; abriam a
navegação até às Índias Orientais; ali faziam potentes diversões ao ímpeto dos
turcos; talvez fornecendo as luzes, de onde outros se aproveitaram com maior
sucesso; acrescentavam a quarta parte à Terra (…).»
Segundo JC, esta passagem está em contradição com o conceito de Portugal como
planeta e o de Europa como sistema solar… mas, na verdade, não: então um
planeta não pode albergar uma só nação, e não há tantos exemplos disso na
literatura de FC? Então as divisões no «sistema solar Europa» não podem ser
políticas e militares? África não pode ser, precisamente, outro sistema solar,
cujos planetas possuem desertos, costas e mares? As Índias Orientais não podem
ser… sim, outro sistema? E, não, não perguntem ao «alarve do Algarve» o que é a
«Terra» neste cenário, neste contexto… perguntem-me, que eu respondo:
obviamente, é uma galáxia.
Igualmente risíveis são as insinuações – ou mesmo
acusações – de falta de «decência» e de «ética» por eu me assumir como único
autor de uma obra que inclui textos de outras pessoas… Repare-se no ridículo:
sendo os citados cerca de 20, seria (muito) difícil – para não dizer impossível
– inserir os nomes de todos na capa e na lombada… Efectivamente, trata-se de
mais uma idiotice do tradutor do idiota: pense-se nos artigos académicos,
científicos, que invariavelmente incluem muitas (dezenas?) de citações. Acaso
os citados são indicados como autores? Claro que não, só quem faz as citações.
«Espíritos das Luzes» pode, por isso, ser também entendido, nessa perspectiva,
como um «artigo em forma de romance»… que não deixa de mencionar, com rigor, e homenageando,
os autores, e as fontes, das citações.
Elucidado? Entendido? Esclarecido? Ou acaso precisam de (outro)
explicador?
«Coitado» do Candeias: tanto esforço, tanta «ginástica
mental», tanto trabalho, tanto «torce, e retorce, e volta a retorcer» para (tentar)
justificar a sua cobardia, a sua demagogia, a sua fraqueza, a sua incapacidade,
a sua inferioridade, a sua preguiça… para nada! Ou para se tornar (novamente) um motivo de chacota... «Abandonado», o meu «Espíritos
das Luzes»? Se é para ser «albergado» por gente desta laia antes só do que mal
acompanhado, antes «perdido» do que «achado»!
Todavia, devo, sinceramente, agradecer a JC o facto de
ter comprado um exemplar… para (desistir de o) ler (após) cerca de 10% das suas
páginas – porque, indirectamente, acabou por me pagar (não muito, infelizmente,
porque os rendimentos resultantes dos direitos de autor não são grande coisa).
Foi um «favor» que não tenho qualquer intenção de retribuir. Contudo, o que ele
podia e devia fazer, quanto mais não fosse para não dar por perdido o «rico dinheirinho»
despendido, era voltar a tentar, envidar um esforço suplementar, e ler mais (de
preferência todo) o meu livro. Talvez, quem sabe, encontrasse uma passagem, um
excerto, uma citação que realmente colocasse em causa a premissa que estabeleci
para o meu romance – isto é, que verdadeiramente a colocasse em causa, porque a
que agora apresentou como «prova» não serviu para isso, como demonstrei. Sim, é
pouco provável que isso acontecesse… mas porque não experimentar? Pensa nisso,
Jorge! «Força»! Não te dês por vencido! «Estamos» contigo! Ou não… ;-) (Também no Simetria.)
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
Orientação: Para quem ainda não leu…
… Textos
recentes da minha autoria que considero relevantes, saídos em outros blogs nos quais
também participo, e que não divulguei directamente no Octanas quando foram
publicados (alguns, bastantes, são inseridos por mim em mais do que uma
«plataforma» em simultâneo, mas outros não), aqui ficam as indicações e a
ligações: no Obamatório, que entrou em Janeiro no seu «ano oito» de actividade,
procedi também à escolha da (frase e personalidade) «mais estúpida de 2015»,
reiterei que «nenhuma “batalha” é pouco importante» e demonstrei que o actual
presidente dos EUA é (pode ser visto como) um «comediante»; no Simetria, e a
propósito da sua morte, evoquei David Bowie designando-o de «criador e criatura de FC»; no Ópera do Tejo referi os mais recentes desenvolvimentos no projecto
que visa estudar e divulgar a poesia de Luís António Verney; e no Albuquerque
500 inventariei (mais) menções, «ecos», não só da efeméride dos 500 anos da
morte de Afonso de Albuquerque, mas também da evocação (colóquio e mostra
documental) que, por minha iniciativa, o Movimento Internacional Lusófono
organizou em 2015 em colaboração com o Arquivo Nacional Torre do Tombo, a Biblioteca
Nacional de Portugal e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
segunda-feira, fevereiro 08, 2016
Observação: Muito bem um para o outro
Aparentemente,
o «apelo» que fiz no passado dia 19 de Janeiro não surtiu grande efeito (que
«surpresa»!), e Marcelo Rebelo de Sousa foi mesmo eleito Presidente da
República, e à primeira volta, cinco dias depois. E, já agora, fica a pergunta: quem teve a infeliz – e imbecil - ideia de levar a verdadeira bandeira
portuguesa, azul e branca, monárquica, para a festa do triunfo do
professor-comentador na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa?
Com António Costa como primeiro-ministro, é apropriado dizê-lo: estão muito bem um para o
outro! Dois homens sem (ou com mau) carácter, sem escrúpulos, sem honra, apenas
preocupados com o seu perfil, o seu percurso, o seu «prestígio»… enfim, com o
poder. Vão dar-se lindamente, às «mil-maravilhas»! Não sobrarão, decerto,
«factos políticos»! A «reles-pública» portuguesa tem, no Palácio de Belém e no
Palácio de São Bento, «inquilinos» ao seu (baixo) nível. O que, aliás, já
aconteceu antes… mas, desta vez, os actuais distinguem-se também por terem
assumido publicamente atitudes de subserviência perante outros países.
quinta-feira, fevereiro 04, 2016
Ordem: Sim, irei ripostar
Aos que
eventualmente – e virtualmente – se (me) interroga(ra)m sobre se eu já vi… respondo
que sim, já vi, li, a mais recente excreção palavrosa de Jorge Candeias no seu
blog contra mim, e, mais concretamente, contra o meu livro «Espíritos das
Luzes». E, sim, irei ripostar em breve, ainda durante este mês de Fevereiro. Não
que tenha muita vontade… mas lá tem de ser. E não antes de tratar de assuntos
bem mais importantes do que aturar outra birra do poltrão de Portimão,
definitivamente desequilibrado, desonesto e delirante. Tais como coçar os
c*lh**s e ver a erva crescer. ;-)
segunda-feira, fevereiro 01, 2016
Outros: Testemunhos… reais
Hoje
assinala-se mais um – triste, trágico, terrível – aniversário do Regicídio de 1908, o que representa também, novamente, mais uma oportunidade de voltar a
abordar «A República Nunca Existiu!», antologia de contos de história
alternativa que eu concebi, organizei e em que participei, editada há oito
anos. Desta vez, por causa de dois dos livros que li no terceiro quadrimestre do ano passado, e nos quais existem excertos que de algum modo se podem
relacionar com a efeméride e com aquele meu projecto literário.
Um dos livros
é «As Máscaras do Destino», colectânea de contos de Florbela Espanca, contos
esses susceptíveis de serem inseridos – todos! – no género fantástico, o que
faz da poetisa alentejana, cujo 85º aniversário da morte se assinalou em 2015,
mais um nome a juntar ao «cânone» que eu tentei construir no meu artigo «A nostalgia da quimera». Porém, a ligação desta obra com «A República Nunca
Existiu!» faz-se não por palavras da sua autora mas sim por palavras de outra
escritora, que elaborou o prefácio (da edição que eu li – a 7ª, Bertrand,
1998): Agustina Bessa Luís. Recordo que, na «República…», escrevi o seguinte,
no último parágrafo da introdução: «No Verão de 2007, durante as férias com a
minha família, estive em Vila Viçosa, bela terra à qual não regressava há 20
anos. Revisitei o Paço Ducal e quase consegui sentir a “presença” de D. Carlos
e da sua família. Visitei a antiga estação ferroviária, agora um Museu do
Mármore, e quase consegui “ver” a Família Real entrar num comboio para a sua
última viagem juntos. Aclamados por uma pequena multidão onde, quem sabe,
estaria uma ainda muito jovem Florbela Espanca…» Pois bem, o que escreveu – e
revelou – a autora de «A Sibila»? Isto: «Temos de ler “As Máscaras do Destino”
com a confiança amigável que nos merece o diário duma adolescente, em que certa
mediocridade talentosa anuncia os desejos que se evitam. É a jovem de Vila
Viçosa a quem a rainha falou um dia, despertando nela uma noção de valor
próprio que a marca de tristeza para sempre.»
O outro livro
que li no final do ano transacto e que tem a ver, directamente, com o crime de
1908, e, indirectamente, com a primeira antologia colectiva que concebi e
organizei, é «Folhas Soltas (1865-1915)», colectânea de crónicas (editada pela
Livraria Clássica Editora em 1956) de Ramalho Ortigão, cujo centenário da morte
se assinalou em 2015. Um dos textos incluídos intitula-se «A tarde de 1 de
Fevereiro de 1908», e foi publicado no jornal O Portugal a 1 de Fevereiro de
1909. Nenhuma criação da imaginação é mais poderosa do que o relato factual –
comovido e indignado – de um contemporâneo: «Parece que foi ontem, e faz hoje
um ano! Era num dos mais lindos dias do doce Inverno lisboeta. (…) O sol no
ocaso estendia a sua grandiosa púrpura por todo o estuário do Tejo. No profundo
e inefável azul do espaço, sobre a calma baía, enxames adejantes de gaivotas,
como lírios alados, envolviam as velas das faluas que bolinavam no rio. A
vidraçaria dos prédios nas colinas do Castelo e da Graça chamejavam em reflexos
de ouro num fulgor de colossal apoteose. (…) Minutos depois, à esquina do
Terreiro do Paço, uma descarga de vinte tiros atingia a carruagem aberta,
sorridente e florida, do Rei e da sua família. O resultado do tiroteio à
queima-roupa foi morrerem fulminantemente o Rei e o Príncipe Real, ser ferido o
Infante, e unicamente ficar ilesa a Rainha, se por ironia se pode dizer ilesa a
mãe dolorosa que sobrevive, cingindo nos braços, espingardeado, o corpo do seu
filho. Sucedeu isto há um ano, e sobre a investigação judicial desse monstruoso
atentado pesa ainda hoje o mutismo da nossa História. (…) Para contrapor à
indiferença dos homens, eu recorro para a impassibilidade da Natureza. Creio
não me desmandar muito na invocação de prerrogativas régias desejando para a
cândida memória de um Rei e de um Príncipe a diluição apetecida para a memória
sangrenta de um facínora. (…)» (Também no MILhafre e no Simetria.)
quarta-feira, janeiro 27, 2016
Orientação: Sobre (não) «endireitar», no Público
Na edição de hoje (Nº 9416) do jornal Público, e na página 44, está o meu artigo «Não se endireita».
Um excerto: «O próprio António Costa admitiu que,
politicamente, é como um autêntico refém quando afirmou no hemiciclo de São
Bento, a 2 de Dezembro, durante o debate do programa do seu governo, que “o que o PCP não está disponível para apoiar é
o que nós não estamos disponíveis para propor.” É de supor que a
disponibilidade se estenda igualmente ao BE… É uma posição periclitante e mesmo
patética? Sim, é, mas trata-se do inevitável preço a pagar pela arrogância de
querer e conseguir substituir o anterior secretário-geral do PS por este ter
obtido não uma, não duas mas sim três vitórias eleitorais (regionais nos
Açores, europeias e autárquicas) consideradas insuficientes e, depois, o novo
secretário-geral ter obtido não uma mas sim duas derrotas eleitorais (regionais
na Madeira e legislativas)… indubitavelmente insuficientes.» (Também no MILhafre.)
quarta-feira, janeiro 20, 2016
Opções: Todos menos Marcelo
Não é só quando se realizam
em Portugal eleições para a presidência da mesma que se deve recordar e
reforçar a verdade, os factos: no nosso país a República é um regime ilegítimo,
imposto em Portugal por uma minoria através de um golpe de Estado em 1910 e de
um duplo crime (o assassinato do então Chefe de Estado e do seu filho e
sucessor no cargo) em 1908, nunca legitimado por um referendo específico e que,
na sua actual (e terceira) «versão», persiste em não ser plenamente democrático
por, na corrente Constituição, não só preconizar (ainda) no preâmbulo «abrir
caminho para uma sociedade socialista» mas também limitar (ainda), no artigo
288º, as leis de revisão à «forma republicana de governo». Tudo isto sob o
estandarte verde e vermelho, símbolo de iberistas e de terroristas, «ignóbil
trapo» para Fernando Pessoa e que até Guerra Junqueiro rejeitou.
Porém, e
porque Portugal tem sempre prioridade, enquanto não se faz a restauração há que
ser pragmático e, perante a realidade, as situações, deve-se adaptar e actuar,
se não pelo ideal e pelo preferível, então pelo mal menor, neste caso na
escolha do próximo Chefe de Estado. E, a 24 de Janeiro, a opção, ou opções, não
oferece(m) dúvidas: todos menos Marcelo Rebelo de Sousa. Para um cargo
uninominal como o de Presidente da República, o carácter importa e interessa,
pelo menos, tanto quanto a ideologia. E Marcelo não o tem; ele é, ou pode, ser,
dizer e fazer tudo e o seu contrário; ninguém duvida de que o crónico
comentador é capaz de mentir, de se contradizer, constantemente, consoante as
circunstâncias e os contextos; a hipocrisia é a sua segunda natureza. Para o
demonstrar, nem é preciso recuar muito no passado e ir buscar o episódio de uma
certa sopa que se serve fria. Já na presente campanha eleitoral, ele: desmentiu
ter considerado inconstitucional a rejeição, pelo Tribunal respectivo, do Orçamento de Estado para 2012, apesar de existir uma gravação que demonstra o
oposto; manifestou-se favorável à adopção por «casais» do mesmo sexo, apesar de
continuar a declarar-se cristão, católico, que reza «o terço todos os dias»; e
assumiu-se como estando na (ou vindo da) «esquerda da direita», apesar de, uma
semana antes, ter garantido que «não sou o candidato da direita».
No entanto,
nenhum aspecto da personalidade e do posicionamento de Marcelo Rebelo de Sousa
é mais preocupante do que a sua atitude, de total e acrítica aceitação e
sujeição, perante o dito «Acordo Ortográfico de 1990» - aliás, é o único dos
principais candidatos a tê-la. Preocupante não só por aquele que é supostamente
um dos mais competentes e eminentes juristas portugueses nunca ter detectado
nem denunciado as flagrantes ilegalidades, tanto ao nível nacional como ao
nível internacional, inerentes à imposição do AO90; também por acreditar que «para Portugal conseguir lutar pela lusofonia no mundo tem de lutar por dar a supremacia ao Brasil» - disse-o em 2008 e não
consta que entretanto tivesse mudado de opinião. Por outras palavras, a pessoa
que poderá ser o principal líder deste país entende que é seu dever contribuir
para que aquele se submeta, se inferiorize, em relação a outro. Só isto seria
suficiente para o desqualificar da corrida ao Palácio de Belém. Ele é indigno
de presidir aos destinos nacionais… tal como Aníbal Cavaco Silva foi e (ainda)
é, por ter iniciado o processo do AO90 enquanto primeiro-ministro e o ter
finalizado (?) enquanto «residente da república». (Também no MILhafre. Transcrição no Apartado 53.)
terça-feira, janeiro 19, 2016
Outros: Pedaços d(e um)a história (Parte 2)
João Pedro Graça, que foi o
principal e incansável impulsionador e dinamizador da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, continua a escrever e a contar, no seu blog Apartado 53, (um)a «história (muito) mal contada» da luta contra o AO90. No vigésimo nono «capítulo» desta «história», publicado hoje, JPG aborda também um
desagradável incidente ocorrido no ano passado – o do convite que a TVI fez à ILCAO para participar num programa em que se discutiria o AO90, convite esse
que depois retirou quando soube que o representante da Iniciativa seria eu.
quarta-feira, janeiro 13, 2016
Oráculo: É até dia 23
A partir de
hoje faltam dez dias para o encerramento da mostra documental, patente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, inserida na iniciativa «Afonso de
Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», que incluiu o colóquio
realizado na Biblioteca Nacional de Portugal a 16 de Dezembro e na Sociedade
Histórica da Independência de Portugal a 17 de Dezembro de 2015. É pois o tempo
que resta a todos os que ainda não viram «ao vivo» três das cartas escritas
pelo Vice-Rei da Índia ao Rei D. Manuel. Entretanto, o blog Albuquerque 500 continua(rá)
activo: a captar e a reproduzir os «ecos» da efeméride e da evocação, de que os
exemplos mais recentes são os artigos de Deana Barroqueiro no Jornal de Letras,
Artes e Ideias e de Renato Epifânio n’O Diabo e no Público; e a noticiar os
eventuais adicionais eventos que venham ainda a concretizar-se, neste ano novo
de 2016, dedicados ao ilustre alhandrense e/ou à época em que viveu. (Também no Albuquerque 500 e no MILhafre.)
quinta-feira, janeiro 07, 2016
Ocorrências: A 5 dois, a 7 um
Anteontem, dia
5 de Janeiro, e hoje, dia 7, passa(ra)m, respectivamente, dois anos e um
ano desde a ocorrência de acontecimentos funestos, embora com contextos e
características muito diferentes: em 2014 Eusébio da Silva Ferreira faleceu e
em 2015 a sede em Paris do jornal Charlie Hebdo foi atacada por terroristas. Sobre o
primeiro escrevi aqui no Octanas e sobre o segundo escrevi ali no Obamatório. Creio que
se justifica esta dupla evocação.
quinta-feira, dezembro 31, 2015
Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2015
A literatura: «Cartas Portuguesas», Mariana Alcoforado; «Prosas e Teatro», Pedro Correia Garção; «Marília de Dirceu, e Mais Poesias», Tomás António Gonzaga; «Romanceiro», Almeida Garrett; «Folhas Soltas (1865-1915)», Ramalho Ortigão; «As Máscaras do Destino», Florbela Espanca; «In Nomine Dei», José Saramago; «Sepulturas dos Pais» (com André Coelho) e «O Poema Morre» (com Sónia Oliveira), David Soares.
A música: «Gold», Tom Jones; «Mr. Natural», «Main Course» e «Spirits Having Flown», Bee Gees; «Coltrane» e «With The Red Garland Trio», John Coltrane; «Foreigner», «Double Vision» e «Head Games», Foreigner; «Ser Maior - Uma História Natural», Delfins; «My Christmas», Andrea Bocelli; «Messiah», George Frideric Handel (por David Thomas, Emily Van Evera, Emma Kirkby, James Bowman, Joseph Cornwell e Margaret Cable, com o Taverner Choir & Players sob direcção de Andrew Parrott).
O cinema: «Sem Reservas», Scott Hicks; «O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos», Peter Jackson; «Encantada», Kevin Lima; «Rua Jump, 21», Christopher Miller e Phil Lord; «Matando-os Suavemente», Andrew Dominik; «Viagem na Itália», Roberto Rossellini; «O Adeus à Rainha», Benoit Jacquot; «A Dama de Ferro», Phyllida Lloyd; «O Mestre», Paul Thomas Anderson; «Isto Significa Guerra», McG; «Caramelo», Nadine Labaki; «O Grande Gatsby», Baz Luhrmann; «Irene», Alain Cavalier; «Aponta o Favorito», Stephen Frears; «A Morte de Carlos Gardel», Solveig Nordlund; «Enredo de Tóquio», «Lírio-da-Aranha», «Um Calmo Dia de Outono» e «O Gosto do Peixe-Agulha», Yasujiro Ozu; «Jasmine Azul», Woody Allen; «Mundo Jurássico», Colin Trevorrow; «Alguns Vieram Correndo», Vicente Minnelli; «Orla do Pacífico», Guillermo Del Toro; «Espelho Meu, Espelho Meu», Tarsem Singh; «Na Cidade», Gene Kelly e Stanley Donen; «42», Brian Helgeland; «Max Maluco - Estrada da Fúria», George Miller; «Sr. Peabody e Sherman», Rob Minkoff; «Promete-me», Emir Kusturica.
E ainda...: «Bad Blood» e «Wildest Dreams», (vídeos musicais de) Taylor Swift; «O Mentalista» (último episódio); Guerra e Paz Editores/El Corte Inglês - apresentação do livro «Remar Contra a Maré» de Luís Ferreira Lopes; Museu Municipal de VFX - exposição «A Arte no Concelho de Vila Franca de Xira - Grandes Obras»; Biblioteca Nacional de Portugal - exposição «"Onde os nossos livros se acabam, ali começam os seus..." O Japão em fontes documentais dos séculos XVI e XVII» + exposição «Imprensa empresarial em Portugal: 145 anos de jornais de empresa (1869-2014)» + exposição «Da inquietude à transgressão: eis Bocage...» + mostra «A questão do "Bom senso e bom gosto"» + mostra «"Alice no País das Maravilhas" (1865-2015) - 150 anos» + mostra «Aldo Manuzio (ca.1450-1515): o inventor do itálico» + mostra «"Arte de Ser Português" - Teixeira de Pascoaes» + mostra «Ramalho Ortigão - Um publicista em fim de século» + mostra «Portugal-Irão - 500 Anos» + mostra «Centenário da revista Atlântida»; FNAC/Vasco da Gama - exposição Novos Talentos Fotografia 2014 «Viaggio in Lapponia» de Márcia Nascimento + exposição de fotografia «De olhos bem fechados» de Nelson Garrido; Sabedoria Alternativa/Espaço Amoreiras-Leap Center - apresentação do livro «52 Métricas de Marketing e Vendas» de Luís Bettencourt Moniz e Pedro Celeste; Salvador Caetano (Vila Franca de Xira) - Dia Toyota 2015; ANTT/BNP/MIL/SHIP - colóquio e mostra documental «Afonso de Albuquerque, 500 Anos - Memória e Materialidade».
sábado, dezembro 19, 2015
Obrigado: Aos que compareceram…
… No dia 16
de Dezembro, na Biblioteca Nacional de Portugal, e no dia 17, na Sociedade
Histórica da Independência de Portugal, para participarem – como oradores ou
como espectadores – no colóquio integrado na iniciativa «Afonso de Albuquerque,
500 Anos – Memória e Materialidade», e, desde o dia 15, no Arquivo Nacional Torre do Tombo, como visitantes, na
mostra documental integrada na mesma iniciativa…
… Que foi, é,
da minha autoria, e não do Estado português ou de qualquer uma das várias instituições
nele incluídas: nenhuma achou relevante lembrar e celebrar aquele que foi o maior
herói militar da História deste país e um dos maiores da História do Mundo; em
vez delas foi o Movimento Internacional Lusófono, na pessoa de Renato Epifânio,
Presidente da Direcção daquele, que aceitou o meu desafio; um agradecimento especial
para ele e também para Miguel Castelo-Branco, da BNP, que se nos juntou na
comissão organizadora. Outras pessoas a quem devo um «muito obrigado» reforçado:
Silvestre Lacerda e Maria dos Remédios Amaral, da DGLAB e do ANTT; Inês Cordeiro,
Conceição Chambel e Catarina Crespo, da BNP; José Alarcão Troni e Ana Prosérpio,
da SHIP…
… E todos
merecem um profundo agradecimento da minha parte por me terem proporcionado a
honra única de fazer a primeira apresentação do meu novo livro «Q – Poemas de uma Quimera» numa data e num local tão significativos. Entretanto, todas as
informações principais sobre a efeméride estão no blog Albuquerque 500, que irá
continuar activo porque a evocação do «César do Oriente» irá continuar de certeza, pelo
menos, em 2016.
(Adenda - Estão já disponíveis vídeos do colóquio, e, em especial, das sessões em que participei, incluindo a da apresentação de «Q».)
(Adenda - Estão já disponíveis vídeos do colóquio, e, em especial, das sessões em que participei, incluindo a da apresentação de «Q».)
segunda-feira, dezembro 14, 2015
Orientação: Sobre cidadãos e armas, no Público
Na edição de hoje (Nº 9374) do jornal Público, e na página 46, está o meu artigo «Os cidadãos não têm armas». Um excerto: «Tantas
vidas se perde(ra)m ou fica(ra)m marcadas para sempre, tanta destruição é
causada, tanto medo e tanta mágoa é acumulada, porque, muito simplesmente, os
atacantes sabem que vão encontrar inexistente, ou reduzida, ou atrasada, resistência…
armada. Aqueles parisienses, permanentes ou ocasionais, estavam completamente
indefesos, totalmente à mercê da fúria impiedosa e incansável dos assassinos. A
polícia não está – não consegue estar – permanentemente presente junto de
quaisquer possíveis alvos, que, actualmente, e cada vez mais, são, podem ser,
todos, é, pode ser, tudo.»
sábado, dezembro 12, 2015
Oráculo: … E também é apresentado «Q»
Quem tiver
lido (ou for ler) o texto de abertura no blog da iniciativa «Afonso de Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», terá reparado (ou irá
reparar) que, no programa do colóquio no dia 16 de Dezembro – que é
precisamente a data exacta da efeméride – que decorrerá no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal,
consta também a apresentação do meu novo livro «Q», a partir das 18.30…
… Juntamente
com outras edições do Movimento Internacional Lusófono. A justificação para tal
pode ser encontrada no texto da contracapa, que começa com um excerto do poema
que dá título ao livro: «”Q” é a letra, o símbolo que define
Portugal, que nos liberta, que nos encerra. E foi nos idos de Quatrocentos, em
1415, em Ceuta, que iniciámos a Quimera. Cem anos depois, nos idos de
Quinhentos, em 1515, em Goa, findou uma era. “Q” é o primeiro livro de poesia do premiado
jornalista e escritor Octávio dos Santos a ser editado, seis anos depois da
publicação da sua tradução de (50) “Poemas” de Alfred Tennyson. Reúne mais de
60 dos seus próprios poemas, elaborados ao longo de um período de mais de 35
anos. Lançada em 2015, ano em que se assinala(ra)m os 600 anos da conquista de
Ceuta (21 de Agosto), os 500 anos da morte de Afonso de Albuquerque (16 de
Dezembro) e os 250 anos do nascimento de Manuel Maria Barbosa du Bocage (15 de
Setembro, e uma das personagens principais do seu romance “Espíritos das Luzes”)
esta obra como que reflecte e raciocina em verso, tanto séria como
satiricamente, sobre os mesmos assuntos, preocupações… e obsessões que, em
prosa (ficção e não ficção), o autor abordou em obras anteriores como “Os Novos
Descobrimentos”, “A República Nunca Existiu!” e “Um Novo Portugal”.» Na
verdade, aguardando há muito uma oportunidade para editar uma colectânea de
poemas da minha autoria «que têm como temas comuns, ou referências últimas, Portugal, os portugueses, os países e os povos da Lusofonia, a(s) sua(s) História(s), figuras, factos e lendas», dificilmente haveria melhor ano para o fazer do que 2015, e melhor dia
do que 16 de Dezembro.
«Q» está
subdividido em três partes. Eis os poemas que integram cada uma delas:
Parte I – «Com uma chama viva que arde eterna...»:
«Amor lusitano, alma portuguesa», «Porque o quisemos ser», «De aqui houve nome
Portugal», «Terras do Norte», «Ela é minha», «Morena», «Mil e uma noites», «Sagrada
devoção», «A espada e a cruz», «Encantamento», «Toda a cidade tem o seu rio»,
«Nada há mais velho do que a pedra; só o tempo», «A Batalha de Alfarrobeira»,
«Vela», «Erótico exótico», «Floresta virgem», «Branco e negro» e «A Grande
Epopeia».
Parte II – «Quando o último sonho
acabou de se desvanecer...»: «Camões», «Baptismo de fogo», «Peregrinação»,
«Enterrar os mortos, cuidar dos vivos», «Guitarra», «Má vida, maus lençóis, má
sorte», «Rosa», «Rosa vermelha, rosa branca», «Mal de amor», «Se não tens o que
amas», «Medo do amor», «Melhor que amar é amar e ser amado», «Cego», «Paixão»,
«Alentejanas», «Barão da Caliça», «Pecados», «Curso intensivo de teologia» e
«Rei».
Parte III – «A saudade os
artistas inspira e à verdade o povo aspira...»: «Fazer amor com a República»,
«A segunda morte de Lázaro», «Pombos e gaivotas», «Outono», «Filhos da noite»,
«Sal e azar», «Putas, futebol e álcool», «O guarda-nocturno e a mulher-a-dias»,
«Amor é...», «Vagabundos», «Até ao meu regresso», «Nem tanto ao mar, nem tanto
à terra», «Verdade», «Corpo ao manifesto», «Abril», «Marx, pornografia e
sapatos de plataforma», «Neste jardim à beira-mar plantado», «Coima em Coina»,
«Lésbicas de Lisboa», «Variações», «O elmo», «A morte está a Norte»,
«RecLusos», «Aljubarrota, derrota», «Q», «Portugal sem fim» e «Mar de rosas».
Além de na
apresentação que vai decorrer na próxima quarta-feira, e de em outras,
eventuais e posteriores, em que eu participe ou não, integradas em iniciativas
do MIL, «Q» só estará à venda por encomenda feita através do endereço de
correio electrónico info@movimentolusofono.org e com o pagamento de 10 euros (que
inclui portes de correio).
domingo, dezembro 06, 2015
Oráculo: A partir de 16 celebra-se Albuquerque
Tal como em Abril último informara e pré-anunciara, no próximo dia 16 de Dezembro assinalam-se os
500 anos da morte de Afonso de Albuquerque; e nessa data inicia-se também, na
Biblioteca Nacional de Portugal, o colóquio «Afonso de Albuquerque, 500 Anos –
Memória e Materialidade», que terá continuidade e término no dia seguinte na
Sociedade Histórica da Independência de Portugal. A 18 de Dezembro abre no
Arquivo Nacional da Torre do Tombo uma mostra documental que se prolonga até 23
de Janeiro de 2016. O Movimento Internacional Lusófono, por minha iniciativa, é
a entidade que lidera a organização da evocação desta efeméride. Todas as
principais informações relativas àquelas podem ser encontradas no blog
Albuquerque 500, hoje começado (e onde também colaboro), e nos sítios da Internet
das instituições participantes referidas.
terça-feira, dezembro 01, 2015
Observação: A nacionalidade afundada
Em Portugal,
e depois de demitido – isto é, de ter visto recusado o seu programa – no Palácio de São Bento o XX Governo Constitucional a 10 de Novembro de 2015,
tomou posse o XXI a 26 de Novembro no Palácio da Ajuda; este, pelas pessoas que
inclui e pelas políticas que indica, bem que poderia ser designado
informalmente de «terceiro governo de José Sócrates».
Exagero?
Atente-se: nas várias e interessantes «ligações», familiares e outras, que se
encontram no elenco do novo executivo; no facto de o novo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros ser advogado, precisamente, do ex-preso
Nº 44 de Évora; no perfil e no percurso, algo… problemáticos, do novo secretário de Estado do Ambiente, talvez emuladores, evocativos, de um anterior
detentor do cargo; nas (superadas?) dificuldades com a ortografia da nova secretária de Estado da Cidadania e da Igualdade – dificuldades essas, aliás,
que uma ex-ministra da «Cultura» também tem…
… E o novo
primeiro-ministro não se distingue igualmente, o que é preocupante, pelo
conhecimento, tanto a um nível adequado à posição que agora ocupa como a um
nível mais básico exigível a um português letrado. Eis dois exemplos de erros
graves e grosseiros que ele cometeu este ano: primeiro, e ainda não tinha concluído a
primeira semana no desempenho das suas novas funções, afirmou – em Bruxelas! – que
a NATO foi fundada em 1959 (na verdade, foi em 1949) e que a Turquia foi uma das
nações fundadores daquela (na verdade, foi admitida em 1952); segundo (e muito pior),
em Junho durante a pré-campanha para as eleições legislativas, afirmou que
procuraria repor o dia 1 de Dezembro enquanto feriado porque «Portugal é o
único país que não comemora a sua data fundadora»! Incrivelmente, ao mesmo
tempo que mostrava não saber o significado do dia de hoje, também salientava,
acertadamente, que o nosso país não festeja oficialmente a sua própria criação…
… E esse é
apenas um de entre vários aspectos insólitos que continuam a caracterizar a
História, a política e a sociedade nacionais. Em comentários que fiz recentemente
a textos de outros blogs destaquei alguns desses aspectos: a surpresa que vários
ainda sentem perante a evidência de que um, qualquer, presidente da república habitualmente é «faccioso», o que não acontece normalmente com um Rei; o
equívoco que muitos ainda têm sobre o Partido Social-Democrata ser de direita,
quando nunca o foi; a ilusão que bastantes ainda partilham de que o Partido Socialista continua a ser uma força de centro-esquerda, quando já não é. E a «crise de egocentrismo, narcisista e sebastianista» de que o novo ministro da Cultura
acusava o novo primeiro-ministro em 2014 também ajuda a explicar a deriva do PS
para a extrema-esquerda. O filho do fundador… do PS queixava-se igualmente
então de que «as pessoas não têm memória
na nossa terra.» É verdade, e por isso é que, em vez de a nacionalidade ter a
sua fundação (correctamente) celebrada, há o perigo de a ver afundada. (Também no MILhafre.)
sexta-feira, novembro 27, 2015
Obras: Intitula-se «Q»
Quem costuma aceder,
consultar e ler (a)o blog MILhafre, do Movimento Internacional Lusófono, dos
quais sou membro, nos quais participo, poderá eventualmente ter reparado num texto, publicado
ontem naquele, intitulado «Prefácio a “Q”, de Octávio dos Santos» e escrito por
Renato Epifânio. Publicado originalmente na edição do passado dia 24 de
Novembro do jornal O Diabo, da sua leitura se depreende imediatamente que se
trata do texto que introduz, e est(ar)á incluído, (n)o meu novo livro, cujas existência e edição anunciei pela primeira vez no passado dia 23 de Novembro.
Sim,
intitula-se «Q», e é uma colectânea de (mais de 60) poemas da minha autoria,
escritos entre 1978 e 2015, e que têm como temas comuns, ou referências últimas,
Portugal, os portugueses, os países e os povos da Lusofonia, a(s) sua(s)
História(s), figuras, factos e lendas. Por isto se torna igualmente
compreensível, e até inevitável, que seja uma obra publicada, precisamente,
pelo MIL. A partir do próximo mês poderão conhecê-la na sua totalidade; porém,
alguns dos poemas que a integram já foram divulgados no Octanas. E, ainda aqui, já pode ser contemplada a capa - concebida por mim e concretizada por Daniel Gouveia, que também procedeu à paginação do livro.
segunda-feira, novembro 23, 2015
Oráculo: Em Dezembro o meu novo livro
Está já em fase final de paginação e de revisão, e
prestes a ir para impressão, o meu novo livro, que será editado no próximo mês
de Dezembro. As suas características fundamentais, incluindo o título, tema
principal, género literário em que se insere, conteúdos, editora e data de
apresentação-disponibilização, serão divulgadas em breve aqui no Octanas… e não
só.
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