sábado, dezembro 19, 2015

Obrigado: Aos que compareceram…

… No dia 16 de Dezembro, na Biblioteca Nacional de Portugal, e no dia 17, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, para participarem – como oradores ou como espectadores – no colóquio integrado na iniciativa «Afonso de Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», e, desde o dia 15, no Arquivo Nacional Torre do Tombo, como visitantes, na mostra documental integrada na mesma iniciativa…
… Que foi, é, da minha autoria, e não do Estado português ou de qualquer uma das várias instituições nele incluídas: nenhuma achou relevante lembrar e celebrar aquele que foi o maior herói militar da História deste país e um dos maiores da História do Mundo; em vez delas foi o Movimento Internacional Lusófono, na pessoa de Renato Epifânio, Presidente da Direcção daquele, que aceitou o meu desafio; um agradecimento especial para ele e também para Miguel Castelo-Branco, da BNP, que se nos juntou na comissão organizadora. Outras pessoas a quem devo um «muito obrigado» reforçado: Silvestre Lacerda e Maria dos Remédios Amaral, da DGLAB e do ANTT; Inês Cordeiro, Conceição Chambel e Catarina Crespo, da BNP; José Alarcão Troni e Ana Prosérpio, da SHIP…
… E todos merecem um profundo agradecimento da minha parte por me terem proporcionado a honra única de fazer a primeira apresentação do meu novo livro «Q – Poemas de uma Quimera» numa data e num local tão significativos. Entretanto, todas as informações principais sobre a efeméride estão no blog Albuquerque 500, que irá continuar activo porque a evocação do «César do Oriente» irá continuar de certeza, pelo menos, em 2016. 
(Adenda - Estão já disponíveis vídeos do colóquio, e, em especial, das sessões em que participei, incluindo a da apresentação de «Q».)

segunda-feira, dezembro 14, 2015

Orientação: Sobre cidadãos e armas, no Público

Na edição de hoje (Nº 9374) do jornal Público, e na página 46, está o meu artigo «Os cidadãos não têm armas». Um excerto: «Tantas vidas se perde(ra)m ou fica(ra)m marcadas para sempre, tanta destruição é causada, tanto medo e tanta mágoa é acumulada, porque, muito simplesmente, os atacantes sabem que vão encontrar inexistente, ou reduzida, ou atrasada, resistência… armada. Aqueles parisienses, permanentes ou ocasionais, estavam completamente indefesos, totalmente à mercê da fúria impiedosa e incansável dos assassinos. A polícia não está – não consegue estar – permanentemente presente junto de quaisquer possíveis alvos, que, actualmente, e cada vez mais, são, podem ser, todos, é, pode ser, tudo.»

sábado, dezembro 12, 2015

Oráculo: … E também é apresentado «Q»

Quem tiver lido (ou for ler) o texto de abertura no blog da iniciativa «Afonso de Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», terá reparado (ou irá reparar) que, no programa do colóquio no dia 16 de Dezembro – que é precisamente a data exacta da efeméride – que decorrerá no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, consta também a apresentação do meu novo livro «Q», a partir das 18.30…
… Juntamente com outras edições do Movimento Internacional Lusófono. A justificação para tal pode ser encontrada no texto da contracapa, que começa com um excerto do poema que dá título ao livro: «”Q” é a letra, o símbolo que define Portugal, que nos liberta, que nos encerra. E foi nos idos de Quatrocentos, em 1415, em Ceuta, que iniciámos a Quimera. Cem anos depois, nos idos de Quinhentos, em 1515, em Goa, findou uma era. “Q” é o primeiro livro de poesia do premiado jornalista e escritor Octávio dos Santos a ser editado, seis anos depois da publicação da sua tradução de (50) “Poemas” de Alfred Tennyson. Reúne mais de 60 dos seus próprios poemas, elaborados ao longo de um período de mais de 35 anos. Lançada em 2015, ano em que se assinala(ra)m os 600 anos da conquista de Ceuta (21 de Agosto), os 500 anos da morte de Afonso de Albuquerque (16 de Dezembro) e os 250 anos do nascimento de Manuel Maria Barbosa du Bocage (15 de Setembro, e uma das personagens principais do seu romance “Espíritos das Luzes”) esta obra como que reflecte e raciocina em verso, tanto séria como satiricamente, sobre os mesmos assuntos, preocupações… e obsessões que, em prosa (ficção e não ficção), o autor abordou em obras anteriores como “Os Novos Descobrimentos”, “A República Nunca Existiu!” e “Um Novo Portugal”.» Na verdade, aguardando há muito uma oportunidade para editar uma colectânea de poemas da minha autoria «que têm como temas comuns, ou referências últimas, Portugal, os portugueses, os países e os povos da Lusofonia, a(s) sua(s) História(s), figuras, factos e lendas», dificilmente haveria melhor ano para o fazer do que 2015, e melhor dia do que 16 de Dezembro. 
«Q» está subdividido em três partes. Eis os poemas que integram cada uma delas:
Parte I – «Com uma chama viva que arde eterna...»: «Amor lusitano, alma portuguesa», «Porque o quisemos ser», «De aqui houve nome Portugal», «Terras do Norte», «Ela é minha», «Morena», «Mil e uma noites», «Sagrada devoção», «A espada e a cruz», «Encantamento», «Toda a cidade tem o seu rio», «Nada há mais velho do que a pedra; só o tempo», «A Batalha de Alfarrobeira», «Vela», «Erótico exótico», «Floresta virgem», «Branco e negro» e «A Grande Epopeia». 
Parte II – «Quando o último sonho acabou de se desvanecer...»: «Camões», «Baptismo de fogo», «Peregrinação», «Enterrar os mortos, cuidar dos vivos», «Guitarra», «Má vida, maus lençóis, má sorte», «Rosa», «Rosa vermelha, rosa branca», «Mal de amor», «Se não tens o que amas», «Medo do amor», «Melhor que amar é amar e ser amado», «Cego», «Paixão», «Alentejanas», «Barão da Caliça», «Pecados», «Curso intensivo de teologia» e «Rei».
Parte III – «A saudade os artistas inspira e à verdade o povo aspira...»: «Fazer amor com a República», «A segunda morte de Lázaro», «Pombos e gaivotas», «Outono», «Filhos da noite», «Sal e azar», «Putas, futebol e álcool», «O guarda-nocturno e a mulher-a-dias», «Amor é...», «Vagabundos», «Até ao meu regresso», «Nem tanto ao mar, nem tanto à terra», «Verdade», «Corpo ao manifesto», «Abril», «Marx, pornografia e sapatos de plataforma», «Neste jardim à beira-mar plantado», «Coima em Coina», «Lésbicas de Lisboa», «Variações», «O elmo», «A morte está a Norte», «RecLusos», «Aljubarrota, derrota», «Q», «Portugal sem fim» e «Mar de rosas».
Além de na apresentação que vai decorrer na próxima quarta-feira, e de em outras, eventuais e posteriores, em que eu participe ou não, integradas em iniciativas do MIL, «Q» só estará à venda por encomenda feita através do endereço de correio electrónico info@movimentolusofono.org e com o pagamento de 10 euros (que inclui portes de correio). 

domingo, dezembro 06, 2015

Oráculo: A partir de 16 celebra-se Albuquerque

Tal como em Abril último informara e pré-anunciara, no próximo dia 16 de Dezembro assinalam-se os 500 anos da morte de Afonso de Albuquerque; e nessa data inicia-se também, na Biblioteca Nacional de Portugal, o colóquio «Afonso de Albuquerque, 500 Anos – Memória e Materialidade», que terá continuidade e término no dia seguinte na Sociedade Histórica da Independência de Portugal. A 18 de Dezembro abre no Arquivo Nacional da Torre do Tombo uma mostra documental que se prolonga até 23 de Janeiro de 2016. O Movimento Internacional Lusófono, por minha iniciativa, é a entidade que lidera a organização da evocação desta efeméride. Todas as principais informações relativas àquelas podem ser encontradas no blog Albuquerque 500, hoje começado (e onde também colaboro), e nos sítios da Internet das instituições participantes referidas.

terça-feira, dezembro 01, 2015

Observação: A nacionalidade afundada

Em Portugal, e depois de demitido – isto é, de ter visto recusado o seu programa – no Palácio de São Bento o XX Governo Constitucional a 10 de Novembro de 2015, tomou posse o XXI a 26 de Novembro no Palácio da Ajuda; este, pelas pessoas que inclui e pelas políticas que indica, bem que poderia ser designado informalmente de «terceiro governo de José Sócrates».
Exagero? Atente-se: nas várias e interessantes «ligações», familiares e outras, que se encontram no elenco do novo executivo; no facto de o novo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros ser advogado, precisamente, do ex-preso Nº 44 de Évora; no perfil e no percurso, algo… problemáticos, do novo secretário de Estado do Ambiente, talvez emuladores, evocativos, de um anterior detentor do cargo; nas (superadas?) dificuldades com a ortografia da nova secretária de Estado da Cidadania e da Igualdade – dificuldades essas, aliás, que uma ex-ministra da «Cultura» também tem…
… E o novo primeiro-ministro não se distingue igualmente, o que é preocupante, pelo conhecimento, tanto a um nível adequado à posição que agora ocupa como a um nível mais básico exigível a um português letrado. Eis dois exemplos de erros graves e grosseiros que ele cometeu este ano: primeiro, e ainda não tinha concluído a primeira semana no desempenho das suas novas funções, afirmou – em Bruxelas! – que a NATO foi fundada em 1959 (na verdade, foi em 1949) e que a Turquia foi uma das nações fundadores daquela (na verdade, foi admitida em 1952); segundo (e muito pior), em Junho durante a pré-campanha para as eleições legislativas, afirmou que procuraria repor o dia 1 de Dezembro enquanto feriado porque «Portugal é o único país que não comemora a sua data fundadora»! Incrivelmente, ao mesmo tempo que mostrava não saber o significado do dia de hoje, também salientava, acertadamente, que o nosso país não festeja oficialmente a sua própria criação…
… E esse é apenas um de entre vários aspectos insólitos que continuam a caracterizar a História, a política e a sociedade nacionais. Em comentários que fiz recentemente a textos de outros blogs destaquei alguns desses aspectos: a surpresa que vários ainda sentem perante a evidência de que um, qualquer, presidente da república habitualmente é «faccioso», o que não acontece normalmente com um Rei; o equívoco que muitos ainda têm sobre o Partido Social-Democrata ser de direita, quando nunca o foi; a ilusão que bastantes ainda partilham de que o Partido Socialista continua a ser uma força de centro-esquerda, quando já não é. E a «crise de egocentrismo, narcisista e sebastianista» de que o novo ministro da Cultura acusava o novo primeiro-ministro em 2014 também ajuda a explicar a deriva do PS para a extrema-esquerda. O filho do fundador… do PS queixava-se igualmente então de que «as pessoas não têm memória na nossa terra.» É verdade, e por isso é que, em vez de a nacionalidade ter a sua fundação (correctamente) celebrada, há o perigo de a ver afundada. (Também no MILhafre. 

sexta-feira, novembro 27, 2015

Obras: Intitula-se «Q»

Quem costuma aceder, consultar e ler (a)o blog MILhafre, do Movimento Internacional Lusófono, dos quais sou membro, nos quais participo, poderá eventualmente ter reparado num texto, publicado ontem naquele, intitulado «Prefácio a “Q”, de Octávio dos Santos» e escrito por Renato Epifânio. Publicado originalmente na edição do passado dia 24 de Novembro do jornal O Diabo, da sua leitura se depreende imediatamente que se trata do texto que introduz, e est(ar)á incluído, (n)o meu novo livro, cujas existência e edição anunciei pela primeira vez no passado dia 23 de Novembro.
Sim, intitula-se «Q», e é uma colectânea de (mais de 60) poemas da minha autoria, escritos entre 1978 e 2015, e que têm como temas comuns, ou referências últimas, Portugal, os portugueses, os países e os povos da Lusofonia, a(s) sua(s) História(s), figuras, factos e lendas. Por isto se torna igualmente compreensível, e até inevitável, que seja uma obra publicada, precisamente, pelo MIL. A partir do próximo mês poderão conhecê-la na sua totalidade; porém, alguns dos poemas que a integram já foram divulgados no Octanas. E, ainda aqui, já pode ser contemplada a capa - concebida por mim e concretizada por Daniel Gouveia, que também procedeu à paginação do livro.    

segunda-feira, novembro 23, 2015

Oráculo: Em Dezembro o meu novo livro

Está já em fase final de paginação e de revisão, e prestes a ir para impressão, o meu novo livro, que será editado no próximo mês de Dezembro. As suas características fundamentais, incluindo o título, tema principal, género literário em que se insere, conteúdos, editora e data de apresentação-disponibilização, serão divulgadas em breve aqui no Octanas… e não só.

terça-feira, novembro 17, 2015

Observação: Dois Pintos a fazerem «piu-piu»

Em 2012, publiquei aqui no Octanas, e também no MILhafre e no Esquinas, o texto «Tirar os três», que incluiria depois no meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País». Nele escrevi: «Onde está a cobertura constante das escutas telefónicas feitas a Jorge Nuno Pinto da Costa e a José Sócrates Pinto de Sousa, exemplos e expoentes máximos, personificações e símbolos definitivos das perversões intrínsecas e das promessas falhadas da Terceira República?» Pois bem, o que aconteceu, o que se descobriu? Que o Jorge e o José almoçaram juntos, ontem, no Porto! Foi uma forma de o segundo agradecer ao primeiro a visita que este lhe fez na «gaiola» em Évora. Dois Pintos a fazerem «piu-piu», «cantando» e «debicando» alegremente, aproveitando o facto de (ainda) estarem à solta. Desconhece-se a ementa, mas não seria de surpreender se aquela tivesse incluído robalo, café com leite e fruta.

quarta-feira, novembro 11, 2015

Observação: A ruína, o fim, provavelmente

Com um dos meus melhores e mais antigos amigos troquei recentemente (há quase um mês) algumas mensagens de correio electrónico sobre a actual situação política, as mais recentes eleições legislativas e a personalidade – boa, má, ou falta dela – de António Costa, secretário-geral do Partido Socialista. Convém salientar que o conheci quando ambos erámos militantes da Juventude Comunista Portuguesa, e que, 35 anos depois, ele continua a ser de esquerda mas eu já não…
Começou esse meu amigo por criticar e condenar o artigo de Maria de Fátima Bonifácio, «Costa no seu labirinto», publicado no Observador a 11 de Outubro último. Respondi: «nada do que ela escreveu me pareceu errado ou exagerado. E deixemo-nos de lirismos: discutir as ideias, as palavras, as acções, as atitudes, os comportamentos de um homem... é inevitavelmente discuti-lo - e, eventualmente, atacá-lo – “ad hominem”. E “O Costa dos naufrágios” merece todas as críticas que tem recebido... e receberá.» Além da ligação para aquele meu texto, enviei-lhe depois outras duas: a primeira relativa ao texto «Um homem cheio de qualidades», de Rui Albuquerque, no Blasfémias; a segunda relativa a «uma paródia aos socialistas tugas... com base nos nacionais-socialistas boches», ou, mais concretamente, num (excerto de um) filme regularmente e risivelmente adaptado, divulgada por Miguel Noronha n’O Insurgente. A tudo isto ele respondeu com uma reflexão marcada pela desilusão e pela resignação, abrangendo não só o país mas também os que lhe estão mais próximos, tomando como referência e ponto de comparação o caso de uma outra nação europeia, e tendo como asserção central a certeza (dele) de que Pedro Passos Coelho «não tem legitimidade rigorosamente (alguma) para continuar a fornicar a vida dos portugueses». A isto ripostei…
… Com o seguinte: «Factos: os problemas sofridos por Portugal nos últimos anos foram todos causados e/ou agravados pelos (des)governos de José Sócrates. Nos quais António Costa teve um (mau) papel fundamental: foi, durante bastante tempo, o Nº 2 do ex-preso 44. Lamento que a tua sobrinha tenha emigrado, lamento que a tua irmã tenha visto a situação dela degradar-se. Lamento que os filhos do teu ex-vizinho tenham ficado desamparados (não lamento o pai, cobarde (suicidou-se)). Mas não pode nem deve haver dúvidas sobre quem foram, e são, os verdadeiros (ir)responsáveis. PSD e CDS, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, foram melhores, mas não muito. Há quatro anos votei em PPC; agora, não. Desiludiu-me. E não foi só por manter o “aborto pornortográfico” (que antes criticara); foi também por vender bens públicos a chineses comunistas; por vender a ANA... fosse a quem fosse. Atenuou um pouco a pouca vergonha do aborto incentivado e financiado pelo Estado… mas só porque houve uma iniciativa legislativa de cidadãos (dinamizada por uma ex-deputada do PSD) que o pressionou. E desiludiu-me, claro, por ter aumentado os impostos em vez de os diminuir. É o facto de termos um Estado ganancioso... e ineficiente, que causa, principalmente, a depressão - financeira e psicológica - em que continuamente nos encontramos. Sem dinheiro (tirado pelo fisco) para gastar, pagar, investir, é normal (infelizmente) que muitos portugueses emigrem. E um país sem pessoas e sem dinheiro não tem grandes hipóteses de progredir. É esta, fundamentalmente, a grande diferença entre esquerda e a (verdadeira) direita: esta sabe que só diminuindo impostos e o peso do Estado na sociedade se obtém um real e sustentado desenvolvimento. PSD e CDS não são de direita mas sim de esquerda moderada; BE, PCP e PS são de esquerda radical. Mas atenção: reconheço, concordo, que os três partidos da esquerda radical têm legitimidade para formar um governo... se, obviamente, a força política mais votada - a coligação PSD-CDS - que, logicamente, tem primazia na formação de um novo executivo, não ver este aprovado no parlamento. Então se veria o que aconteceria. A ruína derradeira do país, o fim do regime? Muito provavelmente. Mas até isso não seria, necessariamente, completamente mau: seria uma oportunidade para, quem sabe, uma outra revolução, para restaurar a Monarquia, que é, naturalmente, o que eu desejo.»
… E para a qual há, reafirmo-o, legitimidade histórica total. Ontem, 10 de Novembro de 2015, aquele previsível cenário par(a)lamentar concretizou-se. A ver vamos se outros se concretizarão também… ou não. 

terça-feira, novembro 03, 2015

Obituário: Maria da Ascensão Rodrigues

Faleceu no passado dia 20 de Julho, e, se fosse viva, completaria hoje 89 anos. É por isso que escolhi esta data para uma breve, mas sentida, evocação de, e homenagem a, Maria da Ascensão Gonçalves Carvalho Rodrigues…
… Uma mulher, uma senhora, que nem todos sabem, ou sabiam, quem era, o que fez; que não alcançou um estatuto de figura pública nacional que até mereceria, ficando-se por uma (excelente) notoriedade regional e local, que em nada a diminuiu, antes pelo contrário; que, apesar disso, muitos tiveram o privilégio de conhecer pessoalmente… entre os quais eu e a minha família. Como, onde, é que isso foi? De uma das formas mais casuais possíveis: aconteceu passarmos, todos, as férias de Verão na mesma praia do Algarve, e desde há muito… e o primeiro contacto deu-se quando, há nove anos, a minha filha mais nova, bebé de dois, resolveu passear e visitar a «vizinha» de um toldo ao lado… Maria da Ascensão Rodrigues acabou por se tornar para ela e para as irmãs (e para os pais…) quase uma parente, uma avó ou uma tia…
… Com, na verdade, muitas histórias para contar, depois de décadas, nas Beiras interiores, a Alta e a Baixa, a ouvi-las, escrevê-las, organizá-las e a imprimi-las, por entre os seus afazeres de professora. Tenho, generosamente oferecidos e autografados, exemplares de «Ferro-Cova da Beira – Estudos Arqueológicos e Etnográficos, Curiosidades» (1982), «Cancioneiro-Cova da Beira – Romanceiro» (1990, com prefácio de José Hermano Saraiva), «Cancioneiro-Cova da Beira – Canções Narrativas, Outros Géneros Poéticos e Adenda ao Romanceiro» (1999) e «Contos da Velha ao Soalheiro, Outras Histórias e Historietas, recolhidos na Cova da Beira, sobretudo no Ferro» (2013). Os três primeiros livros foram editados pela própria autora, e o quarto – em que eu pude dar o meu (modesto) contributo, por convite e gentileza da Prof.ª Maria da Ascensão – foi editado pela Câmara Municipal da Covilhã, que já em 2008 lhe atribuíra, muito justamente, a Medalha de Mérito Municipal (grau prata)…
… Uma distinção, um «prémio de carreira», por todo o tempo e todo o trabalho que dedicou a registar a voz e o saber do povo anónimo junto do qual sempre viveu e que soube valorizar. É por isso que Maria da Ascensão Rodrigues, tal como tantos outros que de facto, no terreno, preservam e divulgam a Cultura no mais simples e no mais nobre que ela tem, merece(rá) não cair no anonimato, no esquecimento. E para isso eu, mais uma vez, dou o meu (modesto) contributo.   

quinta-feira, outubro 29, 2015

Outros: Novos espaços de leitura

As novas tecnologias e plataformas digitais vieram possibilitar, entre muitas outras prometedoras capacidades e funcionalidades, que os escritores partilhem directamente com os leitores (algumas d)as suas obras, e isto frequentemente por, depois de terem feito muitas tentativas de publicação «normal», se sentirem frustrados pelo desinteresse, incompetência e/ou mesmo hostilidade d(e algum)as editoras. Três pessoas minhas amigas, para quem escrever é, tal como para mim, um actividade fundamental e quotidiana, que comigo colaboraram tanto n’«A República Nunca Existiu!» como em «Mensageiros das Estrelas», já se incluem naquele rol. A primeira foi Cristina Flora, e há quase cinco anos; mais recentemente, foram Luísa Marques da Silva e Sérgio Franclim. São novos espaços de leitura, de entrada livre, que eu recomendo.   

sexta-feira, outubro 23, 2015

Outras: «52 Métricas de Marketing e Vendas», a 28

Depois de Luís Ferreira Lopes, outro amigo meu chamado Luís, que também conheci no âmbito do jornalismo (neste caso, há 17 anos no Grupo Algébrica, cujas publicações incluíam as revistas InterFace, em que eu estava, e a Dealer World, em que ele colaborava), tem um novo livro prestes a ser apresentado: trata-se de Luís Bettencourt Moniz, que, com Pedro Celeste, escreveu «52 Métricas de Marketing e Vendas», obra editada pela Sabedoria Alternativa e que será lançada no próximo dia 28 de Outubro, quarta-feira, a partir das 18.15 horas, no auditório do Leap Center do centro empresarial Espaço Amoreiras, em Lisboa (Avenida D. João V, 24, 1º). Também com Luís Bettencourt Moniz colaborei num livro, «A República Nunca Existiu!», e ainda num blog, o Esquinas. Actualmente, numa carreira profissional que mantém uma ligação à imprensa – através de uma coluna quinzenal no Jornal de Negócios - e inclui a docência universitária (na Universidade Católica Portuguesa e na Universidade Europeia), ele é Responsável de Marketing no SAS Portugal 

sábado, outubro 10, 2015

Outros: Contra o AO90 (Parte 12)

«Desobedecer ao acordês», João Gonçalves; «O “Acordo Ortográfico” de 1990 não é obrigatório a partir de 13 de Maio de 2015», «As sanções disciplinares aplicam-se ao AO90», «As posições dos partidos políticos sobre o ”Acordo Ortográfico” de 1990 (1, 2)» (com Artur Magalhães Mateus) e «Conheça as posições dos Partidos sobre o AO90» (com Artur Magalhães Mateus), Ivo Miguel Barroso; «Acordo Ortográfico», A. J. Ribeiro; «Na hora incerta…», Cristina Ribeiro; «Com a ortografia eu não brinco», Luís Menezes Leitão; «Quanto mais medíocres mais servis», «Primeiro assassinam a Restauração, depois o património que não lhes pertence» e «Voto de vencido ou de vencedor?», Sérgio de Almeida Correia; «O Estado nacionalizou a minha língua», João Távora; «Ato irrefletido tornado em contrato de fato», Vitor Cunha; «Obrigatório o raio que vos parta», Fernando Melro dos Santos; «Obrigatório?» e «Ainda o abastardamento da língua portuguesa», Samuel de Paiva Pires; «“A nossa luta não tem prazo de validade“», «As passadas dele ainda estão quentes», «Pelo contrário», «Manifesto Anti-Guilherme»,«Fim» e «Referendar o absurdo?», João Pedro Graça; «A partir de hoje este estabelecimento tem um erro de ortografia no nome», Cristina Nobre Soares; «Duas“ palavras sobre o AO», João Afonso Machado; «O Desacordo Ortográfico», Maria Teixeira Alves; «Um património herdado» e «Não estão à altura», Maria do Carmo Vieira; «Do vigor do aborto ortográfico», Miguel Valle de Figueiredo; «Samantha Fox explica o AO90», Ricardo Araújo Pereira; «O AO90 ou se o ridículo matasse», Helena Barbas; «Eu e a língua», Ana Markl; «Orgulhosamente sós», Ana Cristina Leonardo; «Os apátridas da língua que nos governam», José Pacheco Pereira; «O império ortográfico», Rui Ramos; «Para que não restem dúvidas», «O BCE (Banco Central Europeu) mantém o teto à Grécia» e «Um exemplo da merda do Acordo Ortográfico», Orlando Braga; «(Des)entendimento ortográfico», Rita Pimenta; «O capitão Windows e o general Klinger», «Borrachas e erros por apagar», «Reflexões de um insensato» e «Não custa nada, é só pôr um til», Nuno Pacheco; «O acordo ortográfico e o ataque à identidade da nação portuguesa», João José Horta Nobre; «Sobre a língua e o acordo ortográfico», Isabel Soares; «Fatos de manifesto e relevante interesse para a freguesia», «O manto protector», «O projeto e a acção», «A reafectação dos factores», «Prá, prá, prá e desorientação ortográfica», «Depois do PS, do PSD e do CDS, eis o Bloco de Esquerda», «Miguel Relvas e a ambiguidade», «Efectivamente,equação–“e”=quação», «Muito bem, Bloco de Esquerda», «Uma lagosta para para me ver», «Crónica de algumas adopções anunciadas» e «Efectivamente, excepcionais», Francisco Miguel Valada; «Ortografia por computador», Luís Miguel Sequeira; «O Acordo Ortográfico visto de Moçambique», José Pimentel Teixeira; «O Aborto Ortográfico», Mafalda Gonçalves Moutinho; «O segundo acto», Miguel Esteves Cardoso; «Declaração», Pedro Barroso; «Qual Acordo?», Carla Hilário Quevedo; «O (des)acordo» e «O eterno desacordo», Maria do Rosário Pedreira; «A importância da velha ortografia», Hugo Dantas; «Contra o “Acordo Ortográfico”», Margarida Faro; «O bicho», Afonso Reis Cabral; «Insegurança ortográfica», Acílio Estanqueiro Rocha; «A sempiterna velha “nova Microsoft”», David Baptista da Silva; «Contra o acordo ortográfico», Manuel Augusto Araújo; «Oficializado o desacordo ortográfico», Gabriel Silva; «Acordo? Ortográfico?» e «Dêmos ou demos? Porto Editora aconselha a grafia de 1945», António Fernando Nabais; «9 argumentos contra o AO90», Manuela Barros Ferreira; «O acordo ortográfico e a idosa que apostrofou o astrólogo» e «História de uma acta», Duarte Afonso; «O AO90 e a política», Maria José Abranches; «Contra a Novilíngua», João Seixas; «Prematuros presidenciáveis, um “rolo eleitoral”?», Madalena Homem Cardoso; «Dois grupos lexicais parónimos e não homónimos», António Marques; «Acordem os candidatos!», Rita Ferro; «Guerra do Acordo Ortográfico já começou a fazer feridos», João Filipe Pereira; «O AO90 e o afastamento entre as variantes da língua portuguesa», Hélio J. S. Alves. (Também no MILhafre.)  

quinta-feira, outubro 01, 2015

Orientação: Simetria Sonora 2015

Hoje celebra-se mais um Dia Mundial da Música, o que significa também, no sítio da Simetria, a publicação de uma nova edição do projecto Simetria Sonora. E, tal como em edições anteriores, a esta grande lista foram adicionados 50 discos por mim considerados de ficção científica e de fantástico: são agora 500. Em 2015 a capa que ilustra este «monstruário musical» é de um álbum que assinala este ano o seu 30º aniversário, e que constitui, para além disso, um dos «20 mais» da minha vida.

sexta-feira, setembro 25, 2015

Ordem: Por falar em «bosta»…

… É de presumir que «o poltrão de Portimão», ao escrever e publicar esta «comprida», «exaustiva» e «positiva»… «crítica» ao meu livro «Espíritos das Luzes» estava a cheirar-se a ele próprio. Porém, o mais importante a notar em mais uma incontinência verbal do «acordista» algarvio (extremista e pró-totalitário em outros assuntos que não apenas a ortografia) não é tanto a sua «opinião» d(est)a minha obra, que, claramente, está para além das suas capacidades de compreensão (e, aliás, não é o único nessa situação); depois de se saber como é que ele se comportou em relação a «A República Nunca Existiu!» desapareceram definitivamente as ilusões – se é que alguma vez elas existiram – de que ele pudesse ser equilibrado, isento, justo, rigoroso; o que está aqui verdadeiramente em causa é se quem não lê na íntegra um livro tem autoridade, tem legitimidade, para elaborar a partir dele uma «recensão», uma «review», e apresentá-la como tal, ao mesmo nível daquelas que foram precedidas pela – efectiva – leitura integral de um (outro) livro; eu digo, peremptoriamente, que não. 

terça-feira, setembro 15, 2015

Ocorrência: Um Bocage de outra dimensão

Hoje, 15 de Setembro de 2015, assinala-se o 250º aniversário do nascimento de Manuel Maria Barbosa du Bocage. Figura – real e imaginária (literária) – eternamente fascinante, pelo seu percurso pessoal e pela sua produção poética, constituiu uma das (duas) personagens principais de «Espíritos das Luzes», editado em 2009 mas concluído quatro anos antes – em 2005, a tempo dos dois séculos e meio do Terramoto de Lisboa, pelo que este ano celebro igualmente o décimo aniversário «oficioso» do meu primeiro «romance»…
… Cuja acção, recordo, se desenrola numa dimensão alternativa, em que o espaço e o tempo são outros, em que Portugal é um planeta, tal como os outros países que de facto existem, em que Lisboa é uma cidade… muito maior e diferente da que conhecemos. Neste cenário, o «meu» Bocage só poderia ser, obviamente… de outra dimensão, mais sonoro, mais ousado, mais expansivo, desenvolvendo e explorando plenamente – quiçá exponencialmente – as potencialidades que a sua verdadeira obra apenas deixou adivinhar. Tal é evidente neste excerto do sexto capítulo, «Férvidos prazeres»:      
«Àquela hora e naquele lugar, praticamente todos os indivíduos eram incomuns... fossem eles humanos, ciborgues ou autómatos. Independentemente da quantidade e da qualidade de metal e de plástico que se tivesse no corpo, a baixa da cidade constituía a arena principal e privilegiada para o desfile de excêntricos e de desalinhados em demanda de prazeres... por vezes proibidos. Demanda essa que terminava, quase invariavelmente, no espaço de convívio que Manuel Maria du Bocage, e não só, elegera como o seu favorito. Era o seu esconderijo, o seu refúgio. O seu quartel, onde reunia os seus regimentos da rebeldia. A sua igreja, de onde pregava, em altar de sacrilégios, sermões à insubordinação. Espaço de convívio sim, mas, como outros diziam, a começar por Diogo Pina Manique, também espaço com... vício. Situado no Rossio, outra grande praça da capital de Portugal, o Clube Nicola era o mais famoso centro epicurista do planeta. Tudo nele fora concebido, colocado e construído para excitar e satisfazer os sentidos... todos os cinco... mas, sim, sem dúvida, o do gosto e o do tacto com muito maior acuidade. Era como uma ilha de liberdade e de libertinagem num mar de probidade e de proteccionismo, um santuário de devassos, uma zona franca para prováveis pervertidos. Assim que Bocage entrou, seguido de amigos de sempre e de companheiros de ocasião, as suas hostes saudaram-no entusiástica e ruidosamente. O poeta retribuiu a instantânea homenagem com versos que anunciavam e prometiam sensações insensatas e inesquecíveis... era a sua invocação à noite.»
Esta minha «versão» de Elmano Sadino, recordo, esteve em evidência na sua própria cidade-natal, Setúbal, na noite de 14 para 15 de Setembro de 2010, na habitual tertúlia que se realiza na véspera do Dia da(quela) Cidade… que é também o do aniversário do poeta. Em 2015 e 2016, e devido à especial efeméride, as comemorações vão ser alargadas, variadas… e durarão (pelo menos os próximos) 365 dias. Conduzidas principal e previsivelmente pela câmara municipal, incluirão igualmente, no âmbito escolar, a integração do poeta no âmbito do «Ano Internacional da Luz» que presentemente também se celebra. Porque, afinal, Manuel Maria foi um dos mais espectaculares «espíritos (da época) das luzes». (Também no MILhafre, no Ópera do Tejo e no Simetria.  

terça-feira, setembro 08, 2015

Outros: A «Remar Contra a Maré», no dia 10

Na próxima Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015, a partir das 18.30 horas, vai ser apresentado em Lisboa, no (piso 7/restaurante do) El Corte Inglês, o novo livro de Luís Ferreira Lopes, meu amigo há 30 anos (conhecemo-nos em 1985 no jornal Notícias de Alverca), com quem estive na revista África Hoje e escrevi «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», publicado em 2006. A obra, que se sucede na bibliografia do autor a «Seja Mais Esperto do que a Crise» (2009), tem por título «Remar Contra a Maré – Empresas e Empreendedores: Casos de Sucesso que estão a Mudar Portugal», e constitui o segundo volume (o primeiro foi editado em 2007) da transposição para papel das melhores e/ou mais importantes reportagens emitidas no programa «Sucesso.pt», concebido e apresentado pelo Luís na SIC, estação de televisão onde ele trabalha desde 2000 e em que é actualmente editor de programas especiais. A sessão contará com a participação de Filipe de Botton, presidente da Logoplaste.  

quinta-feira, setembro 03, 2015

Outros: Pedaços d(e um)a história

João Pedro Graça, principal e incansável impulsionador e dinamizador da (agora cessada) Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, tem vindo a escrever e a contar, no seu novo blog Apartado 53, (um)a «história (muito) mal contada» da luta contra o AO90. No décimo primeiro «capítulo» desta «história», publicado ontem, JPG menciona os nomes de pessoas que, além de subscreverem (isto é, preencherem o formulário d)a ILCAO, colaboraram mais ou menos activamente no desenvolvimento e na divulgação da iniciativa…
… E um dos nomes mencionados é o meu: «Em 31 de Maio, junta-se à luta Octávio dos Santos, de Lisboa, jornalista e escritor, um indefectível adversário do acordismo. Publica em diversos órgãos de comunicação social e na “blogosfera” os seus textos e participa em várias discussões “online” sobre o assunto, sempre com a frontalidade que o caracteriza.» Foi a 31 de Maio… de 2011 que subscrevi a ILCAO, mas já antes disso estava em luta contra o «aborto pornortográfico». E a luta… continua! Agradeço ao João Pedro as simpáticas palavras.

segunda-feira, agosto 31, 2015

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2015

A literatura: «A Ciência em Portugal», Carlos Fiolhais; «Sonhos Rock», Guy Peellaert e Nik Cohn; «Diálogo das Compensadas», João Aguiar; «Evaristo Carriego», Jorge Luis Borges; «A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho», Mário de Carvalho; «Submissão», Michel Houellebecq; «O Símbolo Perdido», Dan Brown; «Deixa-me Entrar», Joana Afonso; «Batman - O Tribunal das Corujas/A Cidade das Corujas», Greg Capullo e Scott Snyder.
A música: «Duets», Tom Jones; «Melodias Encantadas», Dazkarieh; «Queen II» e «Sheer Heart Attack», Queen; «Extinct», Moonspell; «Celebration Day», Led Zeppelin; «Tenor Conclave» (com Al Cohn, Hank Mobley e Zoot Sims), «Mating Call» (com Tadd Dameron) e «The Cats» (com Kenny Burrell e Tommy Flanagan), John Coltrane; «Children Of The World» e «The Miami Years», Bee Gees; «Heaven And Hell», Black Sabbath; «1984», Van Halen; «PTX Vol. III», Pentatonix.
O cinema: «O Passado e o Presente» e «Um Filme Falado», Manoel de Oliveira; «Pés Alegres 2», George Miller; «Senna», Asif Kapadia; «Rapariga Retirada», David Fincher; «Tomada 2», Olivier Megaton; «Getúlio», João Jardim; «O Bebé de Macon», Peter Greenaway; «Os Descendentes», Alexander Payne; «Rock das Idades», Adam Shankman; «Fúria», Fritz Lang; «Bucky Larson - Nascido Para Ser Uma Estrela», Tom Brady; «Grande Herói 6», Chris Williams e Don Hall; «Jogo Aberto», Andrew Sipes; «Como Treinar o Teu Dragão 2», Dean DeBlois; «Bufo», Ric Roman Waugh; «Damas de Honor», Paul Feig; «Férias do National Lampoon», Harold Ramis; «Tramóia», David Mamet; «Estrela 80», Bob Fosse; «Crianças de Homens», Alfonso Cuarón; «Homem-Pássaro, ou a Inesperada Virtude da Ignorância», Alejandro G. Iñárritu; «Na Terra de Sangue e Mel», Angelina Jolie; «Mike Mágico», Steven Soderbergh; «Linhas de Wellington», Valeria Sarmiento; «Anónimo», Roland Emmerich; «Dia de Celebração», Dick Carruthers; «O Guante», Clint Eastwood; «Guardiões da Galáxia», James Gunn; «REP 2», Dean Parisot; «A Ressaca Parte III», Todd Philips; «Variações de Casanova», Michael Sturminger.
E ainda...: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal - «CartoonXira 2015/Cartoons do Ano 2014» (António, Bandeira, Brito, Carrilho, Cid, Cristina, Gargalo, Gonçalves, Maia, Monteiro) + «Reflexos» (Pavel Kuczynski); ISCTE-IUL - Apresentação e defesa da tese de doutoramento em Gestão «A internacionalização das empresas portuguesas para os países da Europa Central e Oriental - Factores determinantes e modos de entrada» de Rui Paulo Ribeiro das Almas; Biblioteca Nacional - exposição «Porfírio Pardal Monteiro - Arquitecto de Lisboa» + exposição «Os caminhos de Orpheu» + mostra «Orpheu acabou. Orpheu continua» + exposição «Jorge Ferreira de Vasconcelos - Um homem do Renascimento» + exposição «O livro e a iluminura judaica em Portugal no final da Idade Média» + mostra «No mar estava escrita uma cidade... 450 anos da fundação do Rio de Janeiro» + mostra «Macau-China - Fontes dos séculos XVI a XIX - 10 anos do Observatório da China» + mostra «Lev Tolstoy (1828-1910) - A procura da autenticidade» + mostra «Joaquim Veríssimo Serrão - Uma vida ao serviço da História» + mostra «Suzanne Daveau - Uma vida de investigação geográfica» + mostra «Os dois últimos grandes publicistas - Sampaio Bruno e França Borges»; FNAC/Vasco da Gama - exposição de fotografias de David Araújo «Silent Gezi» + exposição de fotografias de Pedro Duarte «A Casa»; Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - 85ª Feira do Livro de Lisboa; «House D. M.» (último episódio); RTP - documentário «Memórias do Século XX 2 - Eduardo Gageiro, um Século Ilustrado»; Câmara Municipal de Loulé/Galeria de Arte da Praça do Mar de Quarteira - exposição de pintura de Cláudia Marques e de Pedro Águas «Formas da Voz».

segunda-feira, agosto 24, 2015

Observação: Desertar de Ceuta

É ilusão minha ou a passagem dos 600 anos da conquista de Ceuta, a 21 de Agosto último, não mereceu mesmo - antes, durante e depois - qualquer referência, qualquer declaração oficial, por parte do Estado português?
A efeméride foi, sem dúvida, amplamente assinalada na, e pela, «sociedade civil». Não faltaram peças na comunicação social (rádio, televisão e imprensa), e nesta há que destacar um artigo de João Paulo Oliveira e Costa no Observador que, significativamente, relaciona a tomada da praça africana com a morte de Afonso de Albuquerque um século depois - um acontecimento que vai motivar, em Dezembro deste ano, e como já anunciei, uma iniciativa específica por mim delineada. Também as alusões se sucederam na blogosfera, e nesta há que destacar a série de textos escritos e publicados por João Ferreira do Amaral no 31 da Armada
Porém, da parte das instituições públicas portuguesas, nada. Silêncio total. Nenhuma menção pela Presidência da República e pela Presidência do Conselho de Ministros, por ministérios ou secretarias de Estado, enfim, pelo governo, pessoalmente ou pelos seus sítios na Internet. Não é de surpreender que, em Ceuta, o respectivo executivo autárquico, e ao contrário do que aparentemente chegou a prometer, nenhum evento comemorativo tenha realizado - houve uma «recepção» a visitantes portugueses que lá se deslocaram propositadamente, mas pouco mais; afinal, de Espanha nunca houve nem nunca haverá qualquer interesse em enaltecer os feitos históricos, civis e militares, de Portugal, além de que se receou - o que é ridículo - ofender a população muçulmana local. No entanto, custa a entender a relutância em recordar e em festejar, pelos poderes estatais nacionais, uma das datas mais importantes da nossa História, em que ocorreu o facto que deu efectivamente início à época mais gloriosa desta nação, o dos Descobrimentos. Tal ter-se-à devido a ser em Agosto, e, logo, por mais pessoas estarem a gozar as férias de Verão?
Não, evidentemente. O que está em causa é a vergonha, sentida por alguns, do nosso passado... menos próximo. Este «absentismo», esta autêntica deserção em relação a certos momentos cronológicos não é de agora, e notou-se também, por exemplo, na quase inexistente evocação oficial das sucessivas efemérides (batalhas) da Guerra Peninsular, isto é, das invasões francesas pelos exércitos de Napoleão Bonaparte no início do século XIX... practicamente ao mesmo tempo que se assinalava dispendiosa, efusiva e propagandisticamente o golpe de Estado que em 5 de Outubro de 1910 instaurou a república, e, logo, derrubou a democracia e instalou a ditadura. Notou-se igualmente na abolição do feriado oficial do 1º de Dezembro. Como já se verificou - e se verifica - em outras ocasiões e em outros assuntos, e apesar do que os separa, é muito o que aproxima o PS do PSD e do CDS. Em qualquer dos casos, sempre em prejuízo de Portugal. (Também no MILhafre.