quinta-feira, março 19, 2015
sexta-feira, março 13, 2015
Orientação: Sobre um «apocalise», no Público
Na edição de hoje (Nº 9098) do jornal Público, e nas páginas 48 e 49, está o meu artigo «”Apocalise abruto”». Um excerto: «bastantes
“anomalias” adicionais têm vindo a ocorrer induzidas pela ideia – errada mas
compreensível – de que, com o AO90, qualquer consoante de pronunciação
minimamente “duvidosa” provavelmente não deve estar antes de outra. Este perigo
de proliferação, de multiplicação, de erros, de deturpações foi previsto e
alertado atempada e acertadamente por muitos opositores do dito cujo, que então
não receberam toda a atenção que mereciam mas que agora vêem os seus receios
confirmados.» (Também no MILhafre. Transcrição no ILCAO.)
terça-feira, março 10, 2015
Ordem: Esclarecer quem precisa
Não é de agora que estou permanentemente disponível para,
na blogosfera e não só, dar o meu contributo à discussão e ao esclarecimento de
temas importantes, tanto nacionais como internacionais. E também não é novidade
que é à esquerda que se regista habitualmente uma maior ignorância, e uma maior
incredulidade, perante assuntos que só aparentemente são controversos. Três
exemplos recentes, no blog Aventar, demonstram e ilustram essa situação: no primeiro,
expliquei porque não é surpreendente o apoio crescente que a Frente Nacional em
França tem em determinados sectores da população; no segundo, expliquei porque
o totalitarismo não é uma característica de Israel; no terceiro, expliquei como a misoginia é aceitável se as visadas forem de direita.
sexta-feira, fevereiro 27, 2015
Outros: Falam do «Fantas»… e da «Bolsa»
A «Bolsa de Guiões», iniciativa do Festival Internacional
de Cinema do Porto em colaboração com a Associação Simetria (que a sugeriu),
foi bastante noticiada e divulgada desde a abertura, no passado dia 24, da
edição de 2015 da grande mostra de imagens em movimento da Cidade Invicta.
Fizeram referências, ao FantasPorto e ao projecto de divulgação
e de adaptação audiovisual de obras da ficção científica e fantástico de língua
portuguesa, entre outros: Cadernos de Daath; Casting; Film Festivals; Folha em Branco; Gazeta do Rossio; iOnline; iPorto; Jornal de Notícias; LinkedIn; Observador; Portal Cinema; Porto 24;
Público; RTP; Rua de Baixo; Sol; TVI; Viva Porto; Vogue.
Entretanto, há uma novidade importante relativa à lista de 20 textos que, em nome da Simetria,
enviei ao FantasPorto e a Beatriz Pacheco Pereira: um dos contos que a integram
já está em processo de adaptação audiovisual. Trata-se de «As duas caras de
António», incluído originalmente na antologia «Lisboa no Ano 2000» organizada
por João Barreiros; o seu autor, Carlos Eduardo Silva, informou-me que recebeu
uma proposta nesse sentido. Esperemos que tal constitua um bom augúrio para as
outras obras em apreciação. (Também no Simetria.)
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Organização: FantasPorto procura histórias…
… Para delas se fazer filmes. A apresentação no Festival Internacional de Cinema do Porto em 2013 da antologia colectiva de contos de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas» possibilitou-me
também o estabelecimento de um contacto privilegiado com Beatriz Pacheco
Pereira, que, com o seu marido Mário Dorminsky, fundou e dirige há 35 anos
aquele festival. Sempre pensando em formas de promover a FC & F de língua
portuguesa, que, aliás, e como demonstrei, constitui o género dominante na história da literatura nacional, submeti no ano passado à co-organizadora do
FantasPorto, em representação da Associação Simetria, uma sugestão: a de, junto
dos cineastas, já em actividade ou ainda em formação, que integram a sua lista
de contactos e que costumam frequentar o Rivoli todos os anos na mesma ocasião,
divulgar obras, narrativas, histórias, de autores lusófonos na área da fantasia,
como possiveis bases, adaptando-as, para argumentos de eventuais filmes (de
curta e de longa metragens) e de séries televisivas.
Beatriz Pacheco Pereira aceitou, e,
assim, foi criada a iniciativa «Bolsa de Guiões», que terá a sua primeira realização na edição de 2015 do Fantasporto, que decorre entre 24 de Fevereiro e 8 de Março. A fase inicial do projecto consistiu em localizar, seleccionar e
compilar textos que se adequassem aos objectivos daquele. Pelo que, com o apoio
de Luís Filipe Silva, Luís Miguel Sequeira e Nuno Fonseca, elaborei e enviei
uma (primeira) lista de 20 trabalhos, obedecendo aos seguintes três critérios:
(mínimo de) qualidade; adaptabilidade (isto é, não exigência, se possível, de
orçamentos elevados e/ou de efeitos especiais complexos); acessibilidade (isto
é, preferência por aqueles que estão
disponíveis electrónica e integralmente).
Eis os trabalhos que integram essa lista,
e os respectivos autores: «O beijo», Alexandra Rolo; «A ponte dos dois corações», Ana Cristina
Luz; «O nome do rei», Bruno Martins Soares (nas
páginas 53 a 64); «As duas caras de António», Carlos Eduardo
Silva (nas páginas 97 a 108); «Chasing memories», Cristina Flora; «No muro», David Soares; «O Mandarim»,
Eça de Queiroz; «Primos de Além-Mar», Gerson Lodi-Ribeiro (tradução para
Inglês, «Cousins from Overseas»); «Seis momentos em tempo real», João Aguiar (nas páginas 17 a 34); «O teste», João Barreiros; «Steaks barbares», João Seixas; «Leituras»,
João Ventura; «Missão 121908», Luísa Marques da Silva (nas páginas 35 a 52); «Dormindo com o inimigo», Luís Filipe Silva; «Lisboa no Ano 2000», Melo de Matos; «Caminhos de ferro», Octávio dos
Santos; «A passagem», Paulo Pinto Carvalho; «Venha a mim o nosso reino», Ricardo Correia (nas
páginas 41 a 52); «O primogénito», Rogério Ribeiro (nas
páginas 13 a 26); «O paciente», Telmo Marçal. Já Beatriz
Pacheco Pereira acrescentou textos dela própria e ainda de José Viale Moutinho, Pedro Garcia Rosado e Rui Madureira. Posteriormente, elaborei e enviei, também
para ser divulgada junto dos cineastas, uma segunda lista, não exaustiva, de livros de ficção científica e fantástico
de autores lusófonos actualmente à venda em Portugal ainda sem adaptação
audiovisual.
Aquele que deverá ser o evento principal da primeira
edição da «Bolsa de Guiões» no âmbito do FantasPorto está marcado para o
próximo dia 4 de Março, entre as 15 e as 18 horas, no Teatro Rivoli: um
encontro, e debate, entre os cineastas e os escritores. Destes (e excluindo,
evidentemente, os que já faleceram) ainda não se sabe, neste momento, quantos e
quais poderão estar presentes, e impõe-se igualmente esclarecer que nenhuma
utilização dos seus trabalhos está garantida apenas pela realização daquela
sessão em particular e deste projecto em geral. De qualquer forma, do que não
há dúvidas é de que a literatura lusófona de FC & F começa este ano a ser
sistematicamente promovida e valorizada entre os profissionais do sector
audiovisual. (Também no Simetria.)
quarta-feira, fevereiro 11, 2015
Ordem: Antes da CML e de AC, fui eu
A Câmara Municipal de Lisboa, em reunião de vereação realizada hoje, aprovou por unanimidade uma moção submetida por António Costa,
a ser apresentada ao Governo, que propõe que o aeroporto da capital, denominado
«da Portela», passe a designar-se «Humberto Delgado» - uma iniciativa que se
insere igualmente na evocação em 2015 dos 50 anos da morte do «General sem
Medo», assassinado por agentes da PIDE, e que se assinala depois de amanhã. Impõe-se
referir que, em 2007, o jornal Expresso publicou um artigo de opinião da minha autoria, em que eu sugeria precisamente essa homenagem, apesar de então apontar para aquele que seria provavelmente o (um) eventual novo aeroporto de Lisboa, e
não o actual (e ainda único). Intitulado «E o nome do novo aeroporto de Lisboa deve ser...», está incluído no meu livro «Um Novo Portugal - Ideias de, e para, um País», editado em 2012. (Também no MILhafre (100).)
domingo, fevereiro 01, 2015
Outros: «Primos…» na anglofonia
Assinala-se hoje mais um aniversário – o 107º – de um
crime que foi também um atentado terrorista, político, e no qual se fundou o
regime – a república – que ainda hoje vigora, ilegitimamente, em Portugal: o
assassinato, em Lisboa, do Rei D. Carlos e do Príncipe Herdeiro D. Luís Filipe.
A Real Associação de Lisboa, de que também sou associado, promoveu este ano na
capital, e como habitualmente, iniciativas relativas à (funesta) data, mais
concretamente: uma sessão evocativa constituída por uma conferência e pela
inauguração de uma exposição, ambas no Palácio da Independência, sobre o
percurso «da ideia à inauguração» do monumento fúnebre ao Rei e ao Príncipe; e
uma missa de sufrágio, na Igreja de São Vicente de Fora.
Este dia é, pois, o indicado para dar conta de que um dos
contos incluídos na colectânea colectiva de história alternativa «A República Nunca Existiu!», concebida e organizada por mim e editada em 2008, tem a partir
de agora uma versão em Inglês: trata-se de «Primos de Além-Mar», de Gerson Lodi-Ribeiro. Tal aconteceu na revista electrónica norte-americana Words Without Borders, que, fundada em 2003, «promove o entendimento cultural através
da tradução, publicação e promoção da melhor literatura internacional
contemporânea.» Em cada mês há um tema diferente, e o de Janeiro de 2015 foi
«Passados alternativos – Ucronia internacional». Traduzido por Sarah Ann Wells,
«Primos de Além-Mar» tornou-se em «Cousins from Overseas». (Também no Simetria.)
sábado, janeiro 24, 2015
Orientação: Sobre língua e pátria, no ILCAO
A partir de hoje, no sítio na Internet da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, está a transcrição integral do meu artigo «A minha pátria já não é a língua portuguesa», publicado originalmente em Outubro de 2014 no Nº 14 da revista Nova Águia.
segunda-feira, janeiro 19, 2015
Outros: Comentários meus contra o AO (Parte 2)…
… Escritos e publicados, desde Setembro último, nos
seguintes blogs: Horas Extraordinárias; Montag; Intergalactic Robot; Delito de
Opinião (um, dois); Corta-Fitas; 31 da Armada; Aventar. Comentários esses que
versam, entre outros temas, sobre: se José Saramago era ou não adepto do
«acordo»; a degradação ortográfica do Diário de Notícias; a incoerência, e a
cobardia, de Rodrigo Moita de Deus e de António Balbino Caldeira.
Poderia outro estar incluído aqui, não fosse a equipa da
Booktailors-Blogtailors tê-lo rejeitado: (agradavelmente, mas prematuramente)
surpreendido com o «óptimo ano novo» desejado por aquela em post de 1 de
Janeiro último, saudei essa (aparente) retoma da correcção e da normalidade
ortográficas… apenas para, poucos dias depois, constatar que o meu comentário
não tinha sido publicado e que o «óptimo» se transformara em «ótimo»!
Enfim, as «Lusografias» estão cada vez mais degradadas, a
língua portuguesa está cada vez mais em «retalhos»… Há quase cinco anos eu não antecipava que a situação seria tão catastrófica; acredito que, se hoje fosse
vivo, Agostinho da Silva expressaria o seu desgosto e a sua indignação.
terça-feira, janeiro 13, 2015
Ocorrência: Ano Internacional da Luz
Foi Filipe de Fiúza, que me convidou para uma tertúlia em Sintra sobre Alfred Tennyson há um ano, que, a 3 de Janeiro último, me enviou,
bem como a outros amigos e conhecidos, uma mensagem com uma informação de
grande interesse: 2015 é o «Ano Internacional da Luz»…
… Não por causa de uma efeméride mas sim de seis! Que
são: 1015 (1000 anos) – Ibn Al
Haytham escreveu o primeiro «Livro de Óptica»; 1815 (200 anos) – Fresnel propôs a «natureza ondulatória
da luz»; 1865 (150 anos) – Maxwell
publicou a sua teoria de Electromagnetismo, apresentando «a luz como ondas
electromagnéticas»; 1915
(100 anos) – Einstein publicou a teoria da Relatividade Geral, explicando a
«luz no espaço e no tempo»; 1965
(50 anos) – Arno Penzias e Robert Wilson descobriram a Radiação Cósmica de
Fundo, «a luz mais antiga do Universo», e Charles Kao apresentou a tecnologia
da fibra óptica.
Este tema e esta (múltipla)
celebração podem servir de pretexto, de inspiração, a muitas iniciativas, não
só científicas mas também culturais e artísticas, em várias formas, conteúdos,
expressões. Em especial, logicamente, na Ficção Científica e no Fantástico,
onde, por exemplo, a dualidade claro-escuro (literal e figurada), as ilusões
(de óptica, e outras) e a velocidade da luz têm sido conceitos, «motes»,
constantes. Pela minha parte, acredito já ter dado (antecipadamente… há seis
anos ;-)) um contributo a esta pluri-evocação através do meu livro «Espíritos das Luzes». (Também no Simetria.)
quarta-feira, janeiro 07, 2015
Ordem: Contra o Islão fascista, a favor de Israel
(Uma adenda no final deste texto.)
O ano de 2015 começa mal para os que desejam a paz planetária... A partir de hoje, o Octanas passa a incluir em permanência – do lado esquerdo, abaixo do símbolo da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico – mais dois símbolos de causas em que acredito e que defendo, e que representam também, em simultâneo, a minha reprovação, o meu repúdio, a minha condenação do/ao ataque hoje perpetrado em Paris, por terroristas islâmicos contra a sede do jornal Charlie Hebdo e os seus trabalhadores, dos quais dez (e ainda dois polícias) foram logo assassinados e vários outros foram gravemente feridos, pelo que o número de vítimas mortais poderá, infelizmente, aumentar…
O ano de 2015 começa mal para os que desejam a paz planetária... A partir de hoje, o Octanas passa a incluir em permanência – do lado esquerdo, abaixo do símbolo da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico – mais dois símbolos de causas em que acredito e que defendo, e que representam também, em simultâneo, a minha reprovação, o meu repúdio, a minha condenação do/ao ataque hoje perpetrado em Paris, por terroristas islâmicos contra a sede do jornal Charlie Hebdo e os seus trabalhadores, dos quais dez (e ainda dois polícias) foram logo assassinados e vários outros foram gravemente feridos, pelo que o número de vítimas mortais poderá, infelizmente, aumentar…
… E esses símbolos são: um, a imagem «Je Suis
Charlie» («Eu sou Charlie»), em homenagem aos meus colegas de profissão, jornalistas, tornados
mártires da liberdade de expressão, que deve ser preservada a todo o custo; o
outro, a imagem «I’m a proud friend of Israel» («Sou um orgulhoso amigo de Israel»),
porque a pátria judaica, apesar de não ser perfeita (mas quase), constitui um «oásis»
de democracia, de respeito pelos direitos humanos, de tolerância (cultural, política,
religiosa, social) num «deserto» de absolutismo, de arcaísmo, de barbarismo, de
totalitarismo… o oposto, o contraponto, daquilo e daqueles que, eles sim
verdadeiros fascistas e neo-nazis, cometeram o atentado de hoje em França e tantos
outros, no passado mais ou menos recente, em vários pontos do Mundo.
(Adenda - No Obamatório está outro texto meu também sobre este tema: «... E o futuro não lhes pertenceu».)
(Adenda - No Obamatório está outro texto meu também sobre este tema: «... E o futuro não lhes pertenceu».)
quarta-feira, dezembro 31, 2014
Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2014
A literatura: «Descrição da Cidade de Lisboa», Damião de Góis; «Fervor de Buenos Aires», «Lua Defronte» e «Caderno San Martín», Jorge Luis Borges; «O Trono do Altíssimo» e «O Jardim das Delícias», João Aguiar; «Canção de Kali», Dan Simmons; «Palmas Para o Esquilo», David Soares e Pedro Serpa; «Super-Homem - Filho Vermelho», Dave Johnson e Mark Millar; «Tsubaki», Bruno Martins Soares; «As moças do campo», Telmo Marçal.
A música: «Portraits (So Long Ago, So Clear)», Vangelis; «Alessandro Safina», Alessandro Safina; «Seasons In The Abyss», Slayer; «Lusitana», Dulce Pontes; «Blue Train», John Coltrane; «Tuba Jazz», Ray Draper Quintet; «In Chicago», Cannonball Adderley Quintet; «Dog Man Star», Suede; «Parklife», Blur; «Badmotorfinger», Soundgarden; «Simply Christmas - Festive Songs, Carols And Christmas Classics - 01/Christmas Crooners», Bing Crosby, Frank Sinatra, Nat King Cole, Perry Como, e outros.
O cinema: «O Filme Lego», Christopher Miller e Phil Lord; «Eragon», Stefen Fangmeier; «A Rapariga com a Tatuagem de Dragão», David Fincher; «Eu Sou o Amor», Luca Guadagnino; «Amigos com Benefícios», Will Gluck; «Jogo de Ripley», Liliana Cavani; «O Dilema», Ron Howard; «Ira de Titãs», Jonathan Liebesman; «Os Homens da Companhia», John Wells; «Mal Residente - Pós-Vida», Paul W. S. Anderson; «50/50», Jonathan Levine; «Sombras Escuras», Tim Burton; «RPG», David Rebordão e Tino Navarro; «Esquecendo Sarah Marshall», Nicholas Stoller; «O Desconhecido do Lago», Alain Guiraudie; «Florbela», Vicente Alves do Ó; «O que Esperar Quando se está de Esperanças», Kirk Jones; «Operação Outono», Bruno de Almeida; «Congelado», Chris Buck e Jennifer Lee; «Morte ao Smoochy», Danny DeVito; «A Campanha», Jay Roach; «Capitão América - O Soldado de Inverno», Anthony Russo e Joe Russo; «O Grande Kilapy», Zézé Gamboa; «Cosmopólis», David Cronenberg; «Branca de Neve e o Caçador», Rupert Sanders.
E ainda...: Biblioteca Nacional - exposição «David de Almeida - A ética da mão» + exposição «Uma colecção, dois coleccionadores - Pereira e Sousa - Mendonça Cortês» + exposição «A biblioteca do embaixador - Os livros de D. García de Silva e Figueroa (1614-1624)» + mostra «António Ramos Rosa - A poesia em diálogo com o Universo» + mostra «Ruy Coelho (1889-1986) - O espólio de um compositor» + mostra «Do manuscrito ao espectáculo - A colecção de teatro de António José de Oliveira» + mostra «Biografias de Teixeira de Pascoaes» + mostra «José Pedro Machado (1914-2005) - Uma vida de estudo»; «Shake It Off» e «Blank Space», Taylor Swift; Salvador Caetano-Vila Franca de Xira - «Dia Toyota»; Centro de Estudos Anglísticos da (Faculdade de Letras da) Universidade de Lisboa - colóquio internacional «Mensageiros das Estrelas - Episódio III»; QualAlbatroz - «Um livro feito à mão», José Alfaro; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal - Bienal de Fotografia 2014; Museu do Neo-Realismo - exposição «Arsénio Mota - Uma vida como obra»; Biblioteca Municipal/Fábrica das Palavras de Vila Franca de Xira - exposição de fotografia «Nasci com passaporte de turista» de Afonso de Burnay; Espaço-Museu do Hospital de Vila Franca de Xira.
sexta-feira, dezembro 19, 2014
Obrigado: Aos que das «estrelas»…
… Serviram de
«mensageiros», que trouxeram as «mensagens» aos meros terrestres. Foi há
precisamente um mês, a 19 de Novembro, que teve início, na Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, o «Episódio III» - isto é, a terceira edição – do
colóquio internacional (bianual) de ficção científica e fantástico «Mensageiros das Estrelas». E foi também há um mês que eu participei, como já anunciara a 2
de Novembro, juntamente com João Barreiros e Luís Filipe Silva (Telmo Marçal
faltou), no debate «Ficção Científica e Crise», que Margarida Vale de Gato, a
moderadora, considerou no final ter sido um dos melhores do género a que havia
assistido e/ou em que havia participado. Não se procedeu a um registo vídeo mas
fizeram-se algumas fotografias.
O colóquio
teve uma divulgação assinalável, talvez superior às dos seus dois antecessores,
em 2010 e em 2012. De facto, além de menções em espaços exclusivamente digitais
– Mundo Snitram, Notícias Ao Minuto, Os Fantásticos Mundos de Elsa, Ouroboros Lair, Pátria de Heróis – o evento organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos
da UL mereceu também destaque nos sítios de publicações em papel – no Correio da Manhã, no Diário de Notícias, na Fórum e no Sol através de breves textos, e no
Público com um artigo alargado.
Agora, é
aguardar «apenas» dois anos até ao «Mensageiros das Estrelas – Episódio IV», em
2016. Será «uma nova esperança»? ;-) (Também no Simetria.)
quarta-feira, dezembro 10, 2014
Ocorrência: Louçã a espaços
Francisco Louçã é, juntamente com António Bagão Félix e
Ricardo Cabral, um dos colaboradores permanentes no blog do jornal Público Tudo Menos Economia. Há precisamente uma semana, a 3 de Dezembro, decidiu escrever
sobre cinema e, mais concretamente, sobre o mais recente filme realizado por
Christopher Nolan: «Interestelar».
No texto, intitulado «A utopia resgata o presente do futuro?», o ex-líder do Bloco de Esquerda realça que «este é o segundo filme (o primeiro foi «Gravidade») de grande
audiência que, em pouco tempo, nos faz olhar para o espaço. Mas “Interestelar” não
é unicamente um passeio no cosmos e um filme-catástrofe: é uma narrativa sobre
a fronteira da ciência quando a Terra se esgota. E essa fronteira é misteriosa.
(…) Ao deixar as perguntas, o filme
desenha uma utopia: o êxodo da humanidade salva-a de si própria, depois de
esgotado o planeta da origem. Mas, desse modo, o filme afasta-se da tradição
mais eloquente da ficção científica, a que procura outros seres que são como
nós ou que são meios de nós próprios. (…) A ficção científica não imagina o
passado, procura o futuro e por isso ocupa a incerteza mais radical, que as
artes do feitiço não podem sequer simular. A nostalgia é conservadora, a ficção
é ousadamente transformadora.»
É sempre
salutar, e de saudar, que pessoas, político(a)s, figuras públicas que estamos
mais habituados a ver - e a ouvir – intervir em matérias mais do interesse
geral, nacional, relacionadas com a economia e o Estado, procedam também, mesmo
que ocasionalmente, a reflexões sobre outros temas – da cultura, e não só – que
eventualmente proporcionem concordância por parte de outros que habitualmente
deles discordam. Porém, isso não quer dizer que essas
reflexões estejam isentas de erros, e esta foi um desses casos. De facto,
Francisco Louçã escreveu «Alfonso Cuarín» em vez de «Cuarón»; que Ridley Scott
realizou «Aliens» - este, na verdade, foi dirigido por James Cameron, e Scott
deu-nos, antes, «Alien»; que «Blade Runner» foi «adaptado de um conto» de
Philip K. Dick – na verdade, foi adaptado de um romance, «Do Androids Dream of Electric
Sheep?»
Depois de
detectar estas falhas – que alguém, que dá mais importância ao CdP (Culto da Personalidade)
e ao SI (Sectarismo Ideológico) do que à FC, optou por ignorar – decidi apontá-las,
juntamente com as respectivas correcções, à Direcção do Público, que por sua
vez as comunicou a Francisco Louçã. Este procedeu às alterações no dia seguinte
– embora, quanto a «Blade Runner», tenha optado por indicar aquele filme como tendo
sido feito «a partir de um texto de…» - mas não indicou que aquelas alterações tinham sido efectuadas nem quem as tinha induzido. O que, enfim, não é de espantar: à esquerda
há sempre muita dificuldade em se admitir que se estava (está) enganado. (Também no Simetria.)
quinta-feira, dezembro 04, 2014
Outros: Contra o AO90 (Parte 10)
«É importante respirar, ter uma pausa, pensar, reflectir», «A grafia Schweinstnegger e o Record», «Aparentemente, as farturas dão sorte», «Acordo Ortográfico de 1990 – ortografia descaracterizada», «Einstein a mostrar a língua», «Polícia para o trânsito para patos atravessarem», «Despedimento colectivo», «Onde para o socialismo? Para onde vai o PS?», «De *fato e de direito, hoje, no sítio do costume», «Metro de Lisboa para todo o dia», «A “perspectiva” e a “perspetiva” – a unidade essencial», «A óptica é óptima – parabéns ao Expresso», «Ricardo Carvalho e a retractação», «Diálogo sobre a intervenção directa no processo de avaliação», «Contra o Orçamento de Estado para 2015», «Presidência do Brasil», «Vem aí a recessão» e «A imagem de Portugal no estrangeiro ficou com aftas?»,
Francisco Miguel Valada; «Carta aberta à Associação 25 de Abril», Maria José
Abranches; «Isto admite-se?», Noémia Pinto; «Vasco Graça Moura», «Francisco José Viegas, o anjinho da procissão», «AO90 – vogais fechadas para balanço»,
«Um dos piores fatos que já vi» e «Redacções invadidas por “batéria” altamente contagiosa», António Fernando Nabais; «Vasco Graça Moura morreu!», António
Marques; «O respeitador cosmopolita do português», João Gonçalves; «Deixem a ortografia em paz», Jaime Pinsky; «Reflexões sobre o AO», «Para quando o Ptydepe?» e «Ainda os puristas da língua…», Luís Miguel Rosa; «Tudo menos teimosias de um velho», «Saramago traduzido para português», «A velhíssima mãe e os seus diferentes filhos», «Língua rica, língua pobre e uma linha a menos», «Chumbem Vieira! Chumbem Pessoa!» e «Avesso às “leis" mas não à alma», Nuno Pacheco; «A importância da preservação da língua portuguesa» e «O acordo ortográfico e o arco-da-velha», Paulo Ramires; «Os responsáveis políticos pelo “acordo ortográfico” de 1990» e «Conversor Lince – uma estranha forma de estar na vida pública portuguesa», Ivo Miguel Barroso; «Cordatos, cordados… mas invertebrados» e «Enriquecimento pela divergência», Isabel Coutinho Monteiro;
«Quando o dinheiro fala, ninguém repara na gramática que usa», Graça Maciel
Costa; «O Acordo Ortográfico», Miguel Tamen; «O legado de Vasco Graça Moura»,
Jorge Colaço; «A palhaçada do Acordo Ortográfico» e «Diktat - imposição linguística», Tomás Goldstein; «Um relvado à beira-mar mal plantado», Madalena Homem Cardoso; «Porque não existe objecção de consciência em relação ao Acordo Ortográfico?», «O Acordo Ortográfico e o terrorismo do Estado português contra a cultura portuguesa» e «Fernando Pessoa escrito segundo a novilíngua brasileira», Orlando Braga; «Nota de leonino apreço…» e «”Só” dez por cento?!?», Rui Valente; «Quinze magníficos séculos de idioma», Fernando Venâncio; «Falta de respeito» e «Um caso de sucesso», Sérgio
de Almeida Correia; «Penso rápido (19)», «Penso rápido (21)», «Onra aos omens onestos», «Nem como se lê nem como se diz» e «Estou com eles, obviamente»,
Pedro Correia; «Obiang e o Acordo Ortográfico» e «Retalhos da nossa língua»,
António Bagão Félix; «É “supra citado” ou “supracitado”? Porquê?», Helena
Rebelo; «Ensaio sobre a loucura», «Um “esclarecimento” muito pouco ou nada claro», «Boato, ameaça ou manobra de diversão?» e «Da contradição», João Pedro
Graça; «Monstruosidades contra a língua portuguesa», David Soares;
«Barbaridades contra a língua portuguesa», António Justo; «Mais uma tomada de três pinos», Janer Cristaldo; «A hipótese de uma ortografia do português de Angola», Wa Zani; «Diz Pimentel que Cyro disse que Pimentel disse o que Cyro diz que não disse», Hermínia Castro; «Hora sem agá», Maria do Rosário Pedreira;
«Enjoados do português», Fernando Dacosta; «Poetas portugueses refutam o novo acordo ortográfico», Barroso da Fonte; «O novo acordo ortográfico, uma pedrada na língua portuguesa», António Galopim de Carvalho; «Despachar o português – o dever de recusa», José Manuel Martins; «Delírio reformista», José Augusto
Carvalho; «Mas a língua, Senhor Malaca?», Ana Cristina Leonardo. (Também no MILhafre (99).)
terça-feira, novembro 25, 2014
Observação: O Natal mais cedo
(DUAS adendas no final deste texto.)
Hoje está-se a um mês do Natal, mas, sinceramente, sinto desde este último fim-de-semana – e não serei certamente a única pessoa nessa situação – que a quadra festiva veio (um mês) mais cedo. E porquê? Sendo eu um homem directo, não hipócrita e sem rodeios, a explicação é óbvia e inevitável: a detenção, o interrogatório e a prisão preventiva de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, que constitui(u) para mim um motivo de muita alegria e de grande celebração. Que grande «prenda» antecipada caiu nos «sapatinhos» de todos nós!
Hoje está-se a um mês do Natal, mas, sinceramente, sinto desde este último fim-de-semana – e não serei certamente a única pessoa nessa situação – que a quadra festiva veio (um mês) mais cedo. E porquê? Sendo eu um homem directo, não hipócrita e sem rodeios, a explicação é óbvia e inevitável: a detenção, o interrogatório e a prisão preventiva de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, que constitui(u) para mim um motivo de muita alegria e de grande celebração. Que grande «prenda» antecipada caiu nos «sapatinhos» de todos nós!
Quem me
acompanha regularmente aqui no Octanas, quem lê (já leu) os textos que eu
escrevi sobre a actualidade política em Portugal, a maior parte dos quais
incluídos no meu livro «Um Novo Portugal», sabe que este era o desfecho que eu
há vários anos aguardava, e ansiava, para a carreira de um dos homens mais vis,
revoltantes e indignos que tiveram acesso às mais altas instâncias de poder neste
país no último meio século. As acusações de crimes de branqueamento de
capitais, corrupção e fraude fiscal de que ele está indiciado estão em consonância
com os muitos rumores, as muitas suspeitas, que há desde há muito circulavam, e
resultantes dos diversos casos, e escândalos, político-jurídico-financeiros que
têm agitado esta ridícula terceira república.
E mesmo que
José Sócrates venha a ser ilibado em tribunal – o que eu não acredito e não
quero – ele mereceria sempre este opróbrio porque, indiscutivelmente, tornou –
com a cumplicidade de camaradas e comparsas do Partido Socialista, que deveriam
igualmente prestar contas à Justiça – esta nação mais pobre devido à sua
governação deliberadamente ruinosa, que aliás ele viria a admitir com a célebre
afirmação «a dívida não é para se pagar, é para se gerir». Só por isso – e já
seria muito! – ele merecia ficar preso, e por muito tempo. E também, para
cúmulo, por, durante os (nefastos) seis anos em que foi primeiro-ministro, ter
imposto – sem ratificação por voto popular, como normalmente se exigiria – a aberração cultural do «acordo ortográfico», além de outras de cariz «social».
Quase tão bom
como gozar a agonia do «Grande Só-Cretino» é desfrutar da desilusão, e até do
choque, dos seus apoiantes, que, hipocritamente, não hesitam em lançar insinuações conspirativas sobre polícias, procuradores e juízes. E é inevitável para mim
lembrar-me – eu não tenho memória curta – mais uma vez do que aconteceu entre
2004 e 2005, quando o actual «cliente» Nº 44 do Estabelecimento Prisional de
Évora se tornou chefe de governo e se cuspiram as atoardas mais inacreditáveis
sobre o seu antecessor, Pedro Santana Lopes. As voltas que a vida dá… Enfim, não
se deve esquecer nunca o nome daquele que é o primeiro culpado pelo que aconteceu a partir daí: Jorge Sampaio.
(Adenda – Em Vila Franca de Xira há, compreensivelmente, a preocupação com as prováveis (más) consequências, para a imagem – e para a economia – do concelho, do recente surto de legionella. Porém, apesar de muito grave, de ter causado (uma dezena de) mortes e (centenas) de hospitalizações, a infecção por aquela bactéria não foi o resultado de uma acção deliberada mas sim da incompetência de certas pessoas em certas empresas. Pelo contrário, algo que também prejudicou, e muito, a imagem de Vila Franca de Xira, e que resultou da decisão voluntária de muitos que nele residem, foi o facto de o concelho ter sido um dos poucos do país - de facto, não foram assim tantos - onde, em 2011, o PS ainda liderado por José Sócrates venceu as eleições legislativas daquele ano – envergonhando os (aparentemente) minoritários cidadãos sensatos que habitam naquele município junto ao Tejo.)
(Segunda adenda - Convém recordar que, em finais de Julho, já se prenunciava o que viria a acontecer em finais de Novembro.)
(Adenda – Em Vila Franca de Xira há, compreensivelmente, a preocupação com as prováveis (más) consequências, para a imagem – e para a economia – do concelho, do recente surto de legionella. Porém, apesar de muito grave, de ter causado (uma dezena de) mortes e (centenas) de hospitalizações, a infecção por aquela bactéria não foi o resultado de uma acção deliberada mas sim da incompetência de certas pessoas em certas empresas. Pelo contrário, algo que também prejudicou, e muito, a imagem de Vila Franca de Xira, e que resultou da decisão voluntária de muitos que nele residem, foi o facto de o concelho ter sido um dos poucos do país - de facto, não foram assim tantos - onde, em 2011, o PS ainda liderado por José Sócrates venceu as eleições legislativas daquele ano – envergonhando os (aparentemente) minoritários cidadãos sensatos que habitam naquele município junto ao Tejo.)
(Segunda adenda - Convém recordar que, em finais de Julho, já se prenunciava o que viria a acontecer em finais de Novembro.)
sábado, novembro 22, 2014
Orientação: Saúde-se o Sporting, no ILCAO
Apesar de ser
benfiquista – mas «desiludido» - não tenho qualquer problema em reconhecer
algum bom trabalho e/ou alguma boa iniciativa de outra instituição desportiva. Como
é o caso do Sporting Clube de Portugal, cuja decisão, tomada este ano, de
rejeitar oficialmente o AO90 eu recordo e reforço em texto, publicado hoje, no
sítio da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico.
segunda-feira, novembro 17, 2014
Outros: «Espíritos…» que perduram
Foi publicada há exactamente um ano, e só há cerca de um
mês a descobri: uma recensão ao meu livro «Espíritos das Luzes» feita por Rui Martins no seu blog Orfiário…
… E em que se afirma que, naquela obra, «o jornalista Octávio dos Santos elabora uma
desconstrução alegórica e fantástica do ambiente e cenário da época, misturando
História e ficção científica, figuras reais com personagens de ficção,
surpreendendo assim as expectativas do público leitor, visto que esta é uma
obra de largo espectro capaz de agradar não só aos amantes do romance
histórico, mas também aos fãs mais acérrimos da literatura fantástica.»
Este meu
livro, publicado em 2009 pela Gailivro na colecção «1001 Mundos» mas que concluí
antes, em 2005, com o objectivo de ser lançado aquando da evocação dos 250 anos
do terramoto de 1755, foi igualmente incluído numa lista de 20 – ficção e
não-ficção – de leitura recomendada sobre aquele tema. Porém, o seu âmbito é
maior e mais diversificado do que a da grande catástrofe do século XVIII, mesmo
que «reimaginada» numa dimensão, espaço e tempo, alternativos. São «espíritos»
e das «luzes», mas, no que depender de mim, perduram. (Também no Simetria.)
sábado, novembro 08, 2014
Observação: Não foram queimados
Não é apenas por preconceito, e até por receio, em
relação à Ficção Científica e Fantástico e à sua indubitável superioridade e
(maior) relevância enquanto género literário e artístico, que intervenientes
privilegiados no campo cultural – jornalistas, críticos, editores, jurados de prémios, políticos e funcionários públicos com responsabilidades naquele – a
desvalorizam e tentam subalternizar, prejudicando assim as suas possibilidades
de alcançar um público (mais) alargado. Também é, frequentemente, por
ignorância. Dois casos recentes, e quase coincidentes, disso mesmo merecem ser
aqui relatados.
O primeiro foi protagonizado por Eduardo Pitta, que escreveu no seu blog Da Literatura que «infelizmente,
(Ray) Bradbury não tem tido fortuna na edição portuguesa, estando embora
traduzidos os dois ou três livros mais conhecidos»; o que motivou uma resposta
por parte de… uma certa pessoa no seu blog A Lâmpada Mágica, que esclareceu o
«literato» colaborador das revistas Ler e Sábado que, na verdade, do autor de
«Fahrenheit 451» foram publicados no nosso país quase 20 livros; é
evidente a desilusão do militante do Bloco de Esquerda em relação ao apoiante
do Partido Socialista, mais concretamente pela «desinformação algo grotesca»
- na verdade, desconhecimento, desinteresse e desleixo – demonstrada pelo
segundo ; e tanto deve ter custado ao primeiro escrever a «posta», pois,
afinal, é tão grande a proximidade ideológica entre os dois…
O segundo caso foi protagonizado por Nuno Galopim, que escreveu no seu blog Sound + Vision - em que tem João Lopes como parceiro –
que dois livros de Arthur C. Clarke, «2061 – A Terceira Odisseia» e «3001 – A
Odisseia Final», nunca foram traduzidos e editados em Portugal; só que… foram
mesmo, e eu enviei uma mensagem (até agora sem resposta) a dar essa informação, acrecentando que aquelas duas obras integra(ra)m a colecção «Nébula» das
Publicações Europa-América, a primeira (que, aliás, eu possuo, numa 2ª edição
de 1988) com o número 25 e a segunda com o número 63; apesar de, insolitamente,
tal facto não constar actualmente no sítio na Internet das PEA, a «prova» pode
encontrar-se, por exemplo, no índice da colecção incluído na edição portuguesa
de «Roma Eterna» de Robert Silverberg - livro extraordinário que eu também tenho,
que foi o meu «destaque na literatura» do segundo quadrimestre de 2006, e que constituiu
ainda, como revelei na introdução, uma influência decisiva na concepção de «A
República Nunca Existiu!»
Enfim, é igualmente de referir que tanto o Da Literatura
como o Sound + Vision não permitem a inserção de comentários. O que não obsta,
como se vê, a que existam sempre meios de repor «a(s) verdade(s) a que (todos)
temos direito». Que, neste caso, é a de que aqueles livros existem, ou existiram,
em Português; não foram enviados ao espaço, não foram queimados. ;-) (Também no Simetria.)
domingo, novembro 02, 2014
Oráculo: Um dos «Mensageiros», outra vez
A terceira edição – ou «Episódio III» - do colóquio
«Mensageiros das Estrelas», cuja realização foi anunciada pela primeira vez em Abril último, já tem o seu programa disponível. E eu tenho o privilégio, também pela terceira vez, de ser
um dos oradores convidados nacionais – ou national guests – do encontro organizado
pelo Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa: no dia 19 de Novembro, o primeiro dos três do evento, entre as 17.45 e
as 18.45 horas, no anfiteatro 3 da FLUL, participarei na mesa-redonda/debate
«Ficção Científica e Crise», com João Barreiros, Luís Filipe Silva e Telmo
Marçal, e moderação de Margarida Vale de Gato.
Obviamente, outros temas interessantes e outros intervenientes
qualificados integram o programa do «Mensageiros das Estrelas» de 2014. A primeira sessão plenária abordará a
«Literatura de fantasia e a Idade Média», e seguir-se-ão comunicações e análises
sobre «Heróis, vilões e monstros», «Utopia e distopia», «Ficção científica e História»,
«Imagens do sobrenatural e do corpo», «Videojogos, imaginário e ficção», «Zombies
e performance», «A mulher na ficção científica» e «Mundos possíveis», entre
demais tópicos. A lista de oradores inclui Adelaide Serras, Angélica Varandas, David
Klein Martins, João Félix, Mick Greer, Nelson Zagalo, Rachel Haywood Ferreira e Susana Valdez, entre demais participantes.
Como nas duas edições anteriores (em 2010 e em 2012) do
«Mensageiros das Estrelas», haverá livros à venda no espaço do (e adequados ao)
colóquio. E um deles será, inevitavelmente, a antologia «Mensageiros das Estrelas», apresentada pela primeira vez há dois anos. Uma nova oportunidade,
um novo pretexto, para quem ainda não o fez a adquirir. (Também no Simetria.)
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