sexta-feira, abril 25, 2014

Obrigado: Aos que compareceram…

… Anteontem no espaço do CoWorkLisboa na Lx Factory, em Alcântara, para assistirem e participarem no encontro literário «A minha vida deu um livro» (fotografias do mesmo já foram adicionadas na página do evento no Facebook). Foram cerca de três horas bem passadas relatando experiências, trocando ideias, partilhando memórias que estiveram, e que estão, na base do que escrevemos, em especial nos livros que destacámos mas não só. Os seis autores presentes, de gerações diferentes embora contíguas, que têm em comum uma passagem, uma ligação, directa ou indirecta e num dado momento das suas vidas e carreiras, no, com, o Grupo Fórum, demonstraram uma perseverança em continuar a (tentar) fazer mais e melhor, apesar de Portugal não ter cumprido todas as promessas que o 25 de Abril, cujo 40º aniversário hoje se assinala, pareceu fazer, a eles e a todos os seus compatriotas. 

segunda-feira, abril 21, 2014

Orientação: Sobre «… expressão», no Público

Na edição de hoje (Nº 8774) do jornal Público, e na página 47, está o meu artigo «Penalidade de expressão». Um excerto: «Ainda existem muitas pessoas em Portugal que pensam que a emissão de determinadas informações ou opiniões, pela sua forma e/ou o seu conteúdo, deve ser passível de penalização criminal, corporativa ou administrativa… apesar de aquelas não conterem, à partida e aparentemente, elementos falsos e/ou difamatórios. (…) Não faltam neste «”jardim à beira-mar plantado“ as pessoas que estão disponíveis para fazer queixas e cumprir ordens, por mais absurdas que sejam.» (Também no MILhafre (85). Referência no Coluna Vertebral e no ILCAO.)
(Adenda - Uma curiosidade... esta é a 500ª entrada no Octanas.)

sábado, abril 19, 2014

Oráculo: Dia 23, no CoWorkLisboa

Na próxima quarta-feira, 23 de Abril, assinala-se o Dia Mundial do Livro. E, de propósito, a CoWorkLisboa assinala a data com «A minha vida deu um livro», um encontro com cinco autores que falarão de uma obra sua, «o que os levou a escrever, como o fizeram e que dificuldades enfrentaram». Eu serei um deles, e apresentarei «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País». Comigo estarão: Laura Alves e «A Gloriosa Bicicleta – Compêndio de Costumes, Emoções e Desvarios em Duas Rodas»; Maria do Carmo Piçarra e «Salazar vai ao Cinema II – A “Política do Espírito” no Jornal Português»; Paulo M. Morais e «Revolução Paraíso»; Rui Marques e «Esperança em Movimento».
O evento, com início marcado para as 18.30, terá lugar no espaço em Alcântara do CoWorkLisboa, na Lx Factory, Rua Rodrigues Faria 103 (último piso). É a seguir ao Largo do Calvário e antes do Museu da Carris, quase por debaixo da Ponte 25 de Abril. Fui convidado por Fernando Mendes, um dos fundadores do CWL; a moderar estará António «dr Bakali» Saraiva, que participou na antologia «Mensageiros das Estrelas», que eu concebi e co-organizei; ambos estiveram comigo no Grupo Fórum – dirigido por… Rui Marques! – e na revista Cyber.Net, onde trabalhei entre 1997 e 1998 e pela qual ganhei o meu primeiro Prémio de Jornalismo Sociedade da Informação. (Referência no Blogtailors, no LeCool e no ViralAgenda.)
(Adenda - Outro autor e outro livro foram adicionados ao programa: Manuel Arriaga e «Rebooting Democracy - A Citizen's Guide to Reeinventing Politics».

quarta-feira, abril 16, 2014

Observação: Escreve-se com «c»

Desde há muitos anos que faço a mim próprio a seguinte pergunta: haverá algo de errado com o meu nome? É que, considerando a frequência com que – involuntariamente ou não – o alteram, essa hipótese deve ser colocada. Terá a ver com a minha voz, com a forma como o digo, o pronuncio? Dever-se-á, quando o escrevo, à minha letra «arrevesada»?
A verdade é que já confundiram Octávio com Acácio, António, Ary, Cláudio, Eduardo, Fábio, Gustavo, Orlando, Osvaldo, Ricardo. E, sim, até Octaviano. Por brincadeira (de mau gosto) já me chamaram «Otário» e «Ovário». Numa livraria, mais concretamente numa etiqueta no meu livro «Visões», vi... «Ostávio». Num recibo de farmácia... «Orávio»! Durante cerca de dez anos não recebi os avisos de pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis relativo a um de que sou co-proprietário porque, no remetente, estava «Ocatvio»; aos «competentes» funcionários da repartição de finanças da minha área não lhes ocorreu, durante todo aquele tempo em que as cartas lhes eram devolvidas, que, provavelmente era «Octávio» mal escrito, com o «t» fora do sítio…
Com os meus apelidos também tive – e ainda tenho – problemas. Antes de mais, se alguém se chama Octávio José Pato dos Santos é certo e sabido que não escapará às alusões… zoológicas. Na década a seguir ao 25 de Abril de 1974 foram vários os «patinho», «patolas» e «quá quá» que ouvi… entremeados com o ocasional, mas inevitável, «caixa de óculos». E «comuna», ainda por cima: imagine-se o que é, durante o «Verão (e a Primavera, e o Outono) Quente», estar na escola e os colegas descobrirem que me chamava Octávio Pato, e que era mesmo parente – no caso, primo em terceiro grau – do dirigente, com o mesmo nome, do Partido Comunista Português. E não por acaso, não por coincidência: foi em homenagem a ele que os meus pais me deram o nome… e também porque Alexandre, a primeira escolha, já tinha sido «tomado» pelo meu (primeiro de três) primo direito, nascido pouco tempo antes…
Infelizmente, e ao contrário do acne e das borbulhas (que nem tive por aí além), os erros no nome não desapareceram com o final da adolescência. Em 2013 (exactamente, no ano passado), numa sessão de autógrafos na Feira do Livro de Lisboa, tive direito, como autor, a uma fotografia nos cartazes feitos pela distribuidora (a minha editora dos dois livros então em destaque não tinha pavilhão próprio); só que… o nome por baixo dessa fotografia – que também foi divulgada online – era «Octávio de Matos»! Além de um actor, também me «confundem» com um ex-jogador e treinador de futebol: em 2014 (exactamente, este ano), um outro escritor, que muito estimo, autografou-me um dos seus livros escrevendo «Octávio Machado»… apesar de saber – ou de dever saber, porque já havíamos contactado várias vezes – que o meu apelido é «dos Santos». Pouco tempo depois, um sítio brasileiro que de vez em quando reproduz (alguns d)os meus textos do Obamatório identificou-me como «Octávio de Souza» - algo tanto mais estranho porque nas ocasiões anteriores escreveram correctamente o meu nome. 
Evidentemente, o erro mais comum é «Otávio»… e isto já acontecia com alguma regularidade antes do «aborto pornortográfico». Mas, obviamente, a incidência aumentou depois da implementação, da imposição, do dito cujo. Porém, o pior «Otávio» que me aconteceu foi em 1987, na primeira versão do artigo «Os Novos Descobrimentos»… não, não foi a que saiu no Diário de Notícias Magazine em 1988, mas sim um ano antes n’O Século. O meu nome foi cortado «a meio» (sem apelido) e sem «c» no próprio… embora, ao menos e felizmente, o do meu amigo Luís Ferreira Lopes aparecesse completo e sem erros. Que «melhor» se poderia esperar para o meu primeiro texto publicado num jornal de âmbito nacional? É por estas e por outras que, sempre que me perguntam o nome, eu faço questão de carregar no «c» quando respondo…
Nem todos os «Otávio» são acidentais: há quem escreva erradamente o meu nome deliberadamente como forma de me apoucar, de me insultar. Talvez pensem que, retirando o «c», me «castrem» simbolicamente, como se me cortassem os c*lh**s. Um dos mais notórios adeptos dessa práctica é, como já referi mais do que uma vez, o (ex-) embaixador Francisco Seixas da Costa. Este ainda mostrou alguma (não muita) «elegância» ao fazê-lo, resultante sem dúvida dos seus muitos anos de «diplomacia». No entanto, outros há que têm na alarvidade, na boçalidade, na mais completa grosseria e filha-de-p*t*c* o seu «estilo» preferencial….
… Como um tal de Artur Costa, que numa «posta» do seu blog O Linguado (e reincidindo nos remoques dois meses depois) criticou o meu artigo «Processo Retro-ortográfico sem Curso», publicado a 26 de Dezembro de 2012 no Público. Só recentemente tive conhecimento da existência do Sr. Costa e da sua «civilidade»: é apoiante do AO90, e, entre outras «flores de retórica», lançou-me as de que eu sou um «homem de fronha deslavada» (pois, parece que não sou do tipo que ele prefere), que costumo «babar(-me) em cima de pessoas» que não conheço, que sou «estúpido», «nauseabundo», escrevo «arrotos» e revelo «pobreza de estilo», um «merdoso» que faz por «segregar» pessoas, «imbecil»; e, porque nem sequer mereço que se debata o que eu penso (sim, a liberdade de expressão, a troca de ideias, são conceitos tão «sobrevalorizados»), deveria morrer metendo – ou alguém meteria por mim – «a cabeça debaixo de um comboio». Para quem não se sente um neofascista e se indigna perante essa classificação, não há dúvida de que este «bimbo da Costa» se assemelha bastante a um… Junte-se a tudo isto delírios como os de os «acordistas» terem «a lei do seu lado» (!) e serem «a maioria dos portugueses» (!!) e obteremos um «retrato-robot» dos mais eficientes «autómatos» que obedecem às ordens de Malaca Casteleiro e dos outros «engenheiros de almas» formados durante o «admirável» Estado Novo.
Em resumo: podem (mas não devem) escrever mal o meu nome, mas não pensem que eu não estarei pronto para vos corrigir… e não só na ortografia. (Também no MILhafre (84).     

quarta-feira, abril 09, 2014

Oráculo: «Mensageiros III», em Novembro

Está já anunciado no sítio na Internet da iniciativa: a terceira edição do colóquio internacional de ficção científica e fantasia «Mensageiros das Estrelas» vai mesmo realizar-se, e, tal como as duas anteriores, em Novembro, mais concretamente nos dias 19, 20 e 21; e, como habitualmente, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, numa organização do Centro de Estudos Anglísticos daquela universidade. Outra data importante é 27 de Junho, prazo limite para o envio e entrega de resumos de comunicações (com um máximo de 250 palavras, e ainda um breve Curriculum Vitae com um máximo de 100). Todas as informações podem ser obtidas aqui.
Porquê a continuação da iniciativa? Porque, segundo os organizadores, «as primeiras duas edições do Colóquio Mensageiros das Estrelas (Episódio I e II), realizados em 2010 e 2012, obtiveram um sucesso assinalável que nos leva a anunciar o III Colóquio dedicado a este tema. As mais variadas contribuições de participantes nacionais e estrangeiros, criativos e académicos, revelaram-se de grande interesse e qualidade o que justifica que se continue a desenvolver este vector temático. Trata-se de um universo abrangente com tradição e reconhecimento internacionais nas mais diversas áreas da modernidade. A produção e divulgação de obras de Ficção Científica e Fantasia, tanto a nível nacional como internacional, têm agremiado públicos vastos e diversos e fomentado o debate sobre múltiplas questões teóricas e ideativas subjacentes a estas formas de arte. A miríade de obras surgidas nos diversos formatos suscita problemáticas distintas de índole teórica, estética, ética, ideológica e social e asseguram a riqueza do próximo fórum. (…) Os tópicos incluem, mas não se limitam a: Fantasia e Ficção Científica no ecrã (cinema, televisão, web); Fantasia e narrativa infantil; Imaginação e Fantasia; Inteligência Artificial.»
Pela minha parte, e à semelhança de 2010 e de 2012, já fui convidado a participar enquanto orador. E espero ter a oportunidade de novamente divulgar (e talvez reflectir sobre) o projecto que foi a antologia de contos «Mensageiros das Estrelas», que eu concebi, co-organizei e em que participei com outros 17 autores, editada há dois anos e apresentada pela primeira vez na FLUL durante a segunda edição do colóquio. (Também no Simetria.)

quinta-feira, abril 03, 2014

Orientação: A propósito de legendas, no ILCAO

No sítio da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico está a partir de hoje a transcrição de uma recente troca de mensagens entre mim e a empresa de produção e distribuição videográfica Pris. O assunto? As legendas – ou, melhor dizendo, a falta delas (que não as em «acordês») – na edição para Portugal do disco do filme «Os Jogos da Fome – Apanhando Fogo» (não é «Em Chamas» porque no original está «Catching Fire» e não «In Flames»). E a pergunta que no decorrer daquela fiz ao meu – anónimo – interlocutor pode-se e deve-se fazer a todas as pessoas que decidiram resignar-se ao ridículo: «E desde quando é que todas as ordens são para serem obedecidas? Você faz tudo aquilo que lhe mandam? Não tem vontade própria? Não pensa por si?» 

segunda-feira, março 31, 2014

Outros: Contra o AO90 (Parte 9)

«Eça com Z, se faz favor», «Ursamentu du Istadu», «É um facto que vou de fato» e «Da “nossa clara língua majestosa”», Nuno Pacheco; «Seguidismo e mau trabalho», «Escrita portuguesa na vertente brasileira – não há polémica», «Sim, de fato», «Direction? Diretion? Oh dear!», «O relevante facto da irrelevância do Acordo Ortográfico», «As “atividades inspectivas” – um guião da cacografia do Estado», «”… Que se projecta na actualidade e no futuro”», «A ininteligível produção de fatos políticos», «Afinal, há facções e fações», «O meu Lamborghini e os artefatos piroténicos» e «A imaculada concessão», Francisco Miguel Valada; «Carta aberta ao Sr. Presidente da República», Duarte Afonso; «Os pigmaleões da nossa indústria» e «Mas não houve caçador», Berta Brás; «É possível acordar melhor?», «Os donos da língua», «O estranho caso do embaixador mal informado», «Reforma ortográfica do Estado», «Acordar é estar a dormir», «Jornalistas lusófonos escolhem “padrão ortográfico”», «Mais uma oportunidade para os deputados», «Afinal, há consoantes mudas com valor diacrítico?», «Drama ortográfico – de direito e de facto», «Os 10 mantras mais murmurados em defesa do AO90» e «Quando a Esquerda é contra a educação e contra a ortografia», António Fernando Nabais; «Carta aberta ao Exmo. Sr. Embaixador em Portugal da República Federativa do Brasil, Mário Vilalva», Luís Canau; «A política de espírito do Novo Estado», António de Macedo; «Os talibans do Acordo Ortográfico», José Simões; «Reabertura da discussão sobre o AO?», Helena Sacadura Cabral; «Ninguém para a língua portuguesa», Luís Afonso; «Sophia em acordês? Não, muito obrigado», «Oi dona, me dá carona?», «Agradeço, com todas as letras (Parte 1)», «Um acto de resistência», «O melhor é oferecer livros», «Corram que vêm aí os “corrutos”» e «Obrigado», Pedro Correia; «O guião ortográfico», Eduardo Freitas; «Relações transatlânticas», Michael Seufert; «Ainda o novo Acordo Ortográfico», Rui Bastos; «Duas consoantes seguidas?! Não pode. Corta», «Que cada qual tire as suas conclusões…», «Um novo AO para “matar” o “velho” AO90? “Aja” paciência!», «Revisão? Não, obrigado», «Sob o manto diáfano da fantasia, a nudez forte da verdade», «”De boas intenções…”», «Revisionismo para totós» e «Se o AO90 altera a pronúncia? Claro que sim!», João Pedro Graça; «Bases da Ortografia de 1885 são mais modernas do que o AO90», Afonso Loureiro; «Coragem, Portugal!», Maria José Abranches; «Desacordando ortograficamente», João André; «Motivo de vergonha para qualquer um», Maria do Carmo Vieira; «Dificuldades operacionais na Assembleia da República» e «Donos da língua», Madalena Homem Cardoso; «Sermão do desacordo aos deputados» e «Acordo ortográfico – das fraudes de uma missiva», Rui Miguel Duarte; «Desvinculação do AO90 – uma questão urgente e inadiável na AR, face ao recuo do Brasil» e «Nunca é tarde para corrigir um erro», Ivo Miguel Barroso; «Mais do mesmo? Porquê? Para quê?», «Para os meus amigos acordistas (Parte 1/Parte 2)», «No rescaldo do 28F» e «Traga mais dois», Rui Valente; «Revisão… da matéria dada?» e «Até ao lavar dos cestos é vindima», Hermínia Castro; «Segundo o Brasil, o Acordo Ortográfico é a “adequação idiomática” entre o Brasil e o mundo lusófono», «A falácia do “medo do futuro”» e «O maçon inveterado e corrupto Luís Montenegro está contra a suspensão do Acordo Ortográfico», Orlando Braga; «Uma banda afinada» e «O ano da morte de Fernando Pessoa», Graça Maciel Costa; «Raridades», Felipe de Araújo Ribeiro; «Equívoco…», José Rocha Dinis; «O bloqueio ortográfico», Abel Neves; «O ensino do português e o Acordo Ortográfico» e «”Omnes discrepantes”…», Vasco Graça Moura; «O acordo ortográfico que veio simplificar a escrita», Luís Aguiar-Conraria; «Perigoso despesismo», Duarte Branquinho; «Ainda estamos aqui!», Isabel Coutinho Monteiro; «Fervedouro dos desacertos e desconcórdias», Mário de Carvalho; «Acabar já com este erro antes que fique muito caro» e «Assembleia da República - fugir a tomar decisões», José Pacheco Pereira; «No Dia Internacional da Língua Materna – o sustentável peso da língua, casa comum», Teresa Rodrigues Cadete; «A petição, a língua e o cágado», Paulo Teixeira Pinto; «Processo infeliz», Teolinda Gersão; «Superficialidade, mãe das banalidades», Alda Maia; «Língua portuguesa – a hora da esperança», Maria Alzira Seixo; «Uma luta comum contra o abuso do poder», Rui Vieira Nery; «Quer dizer – Português», Rocío Ramos; «Geopolítica ortográfica», Luciano Amaral; «São uns pândegos!», Fernando Venâncio; «Sobre como não convencer portugueses», Luís Miguel Rosa; «Uma marmelada ou duas grafias numa só resposta», António Jacinto Pascoal; «O desastre ortográfico», Dinis de Abreu; «O Acordo Ortográfico pelo Brasil», Paulo Guinote. (Também no MILhafre (83).)            

sexta-feira, março 21, 2014

Orientação: Sobre a 3ª república, na NA

Na edição Nº 13 da revista Nova Águia (relativa ao primeiro semestre de 2014), e nas páginas 53 a 56, está o meu artigo «Da terceira república». Foi escrito em obediência ao tema proposto: «O balanço de Abril, 40 anos depois – nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva»; e é composto por sua vez de excertos de alguns outros, anteriores, artigos, que de alguma forma abordam aquele tema, e que estão incluídos no meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», editado em 2012 pela Fronteira do Caos. A Nova Águia Nº 13 terá a sua primeira apresentação no próximo domingo, 23 de Março, às 17 horas, no Palácio da Independência, em Lisboa; e, à semelhança das edições anteriores, outros lançamentos deverão seguir-se um pouco por todo o país.    

sábado, março 15, 2014

Orientação: Sobre EPC e o Facebook, no Simetria

Qual é a ligação que pode existir entre Eduardo Prado Coelho – ou, mais concretamente, algo que ele escreveu – e o Facebook – ou, mais concretamente, algo que aquela empresa fez? A resposta está no meu mais recente texto no Simetria, «Uma (menos) imensa melancolia».

quinta-feira, março 06, 2014

Oráculo: Verney em Évora

Depois do primeiro em Lisboa e do segundo no Porto, ambos ainda em 2013, o terceiro grande acontecimento, e evento, do «Ano Verney», projecto cuja preparação eu iniciei em 2011, está marcado para os próximos dias 21 e 22 de Março. É o colóquio «No Tricentenário de Luís António Verney», e vai decorrer na escola que o autor de «Verdadeiro Método de Estudar» frequentou: a Universidade de Évora – mas não será, curiosamente, no (actual) Colégio Luís António Verney, ao contrário do que seria talvez de esperar, mas sim no Colégio do Espírito Santo.
Com organização do Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência e do Centro de Estudos em Letras, ambos da UdE, o encontro contará, entre outras, com as participações e comunicações de António Braz Teixeira, António Cândido Franco, Fátima Nunes, João Príncipe, Maria do Céu Fonseca, Miguel Monteiro e Norberto Cunha. Os resumos daquelas serão adicionados aos das feitas na Biblioteca Nacional e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto para uma divulgação posterior cujos detalhes serão, assim o prevemos, divulgados oportunamente. (Também no Ópera do Tejo.) 

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Observação: Não e nAO!

(Uma adenda no final deste texto.)
Em Portugal insiste-se na imposição – inútil, ilegítima, ilegal – do «aborto pornortográfico». No Brasil… não é uma prioridade assim tão grande, a pressa não é muita. Aliás, lá a vontade preponderante pode até já nem ser a de implementar este «acordo» mas sim outro, provavelmente ainda mais radical: em Outubro de 2013 a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (Desporto) do Senado em Brasília aprovou a criação de um «grupo de trabalho destinado a estudar e apresentar proposta para aperfeiçoar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa». É de duvidar que por «aperfeiçoar» se entenda devolver as consoantes ditas «mudas», os hífens e as maiúsculas que levianamente foram roubadas à ortografia dos dois lados do Atlântico.
Entretanto, sucedem-se os sinais de que a tão apregoada «uniformização» mais não é do que uma miragem propiciada, talvez, pelo calor dos trópicos. Em Setembro de 2013 foi noticiado que a Embaixada do Brasil em Maputo lançara um concurso para director do Centro Cultural Brasil-Moçambique, que tinha como um dos requisitos “desejável conhecimento da escrita portuguesa na vertente brasileira”. Não estava previsto que o AO90 acabasse com a «vertente brasileira», e todas as outras vertentes, da escrita portuguesa? Ou terá isso a ver com o adiamento da entrada em vigor do dito cujo do outro lado do Atlântico? Se sim, talvez isso explique o facto de na edição e distribuição de livros portugueses no «país irmão» ainda ser necessário, em vários casos, proceder-se a alterações. Como o da Porto Editora, que, soube-se em Janeiro deste ano, adaptou os seus dicionários de língua portuguesa para o mercado brasileiro, como o «Grande Dicionário», que foi redigido «em português do Brasil à luz do acordo ortográfico». O que será essa «luz» do AO? Mais alguma inovação introduzida pelas cabeças «brilhantes» que conceberam o (des)acordo? E há ainda o caso – que me é mais próximo, pois trata-se de um amigo – do livro de Paulo Monteiro «O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias», que em terras de Vera Cruz recebeu o título «O Amor Infinito que Tenho por Você e Outras Histórias».     
Em Portugal a unanimidade governamental quanto à «uniformidade» ortográfica é apenas aparente. Porque há, pelo menos, a excepção de Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros, que, em Setembro último, disse em Nova Iorque aquilo que não diz em Lisboa: o AO90 «não é certamente a única maneira de desenvolver a língua. (…) Nós temos tido alguma dificuldade em conseguir realizar o projecto que se tinha de o Acordo Ortográfico ser tão vital para o desenvolvimento da língua. Eu acho que é bom haver algumas regras básicas mínimas, mas para isso temos que deixar a língua fluir. E, portanto, nesta matéria teremos de, após alguns anos, observar e ver se não temos que fazer algumas pequenas alterações.» A «alguma dificuldade» é um eufemismo, tal como as «pequenas alterações»… aliás, a única «alteração» que há a fazer ao AO90 é destruí-lo.
Também nas três principais estações de televisão nacionais são raras as «dissidências» à «nova (des)ordem ortográfica». Na SIC são de destacar duas vozes corajosas e desassombradas: Hernâni Carvalho, para quem «esta nossa menoridade, esta nossa pequenez» explica a existência deste «acordo» que é mais «ortopédico pelos pontapés que dá na gramática», e que as pessoas «que escreveram isto estavam a dormir, não estavam acordados»; e Miguel Sousa Tavares, para quem «por inércia, por preguiça ou por cobardia, vamos assistir a uma revolução para pior na Língua Portuguesa», para mais ilegal, porque «os próprios signatários que aprovaram a entrada em vigor do tratado violaram as normas, tornando-o obrigatório sem que haja o número de assinaturas exigido pelo próprio tratado.» Além de jornalistas, os dois são também escritores… que, nessa qualidade, estão em clara discordância com, nomeadamente, Valter Hugo Mãe. Que, em Dezembro de 2013, escreveu na sua página de Facebook: «Também acho estranho que muita gente diga mal do acordo ortográfico quando não lhes vejo pudor em dizer selfie e site, like, smartphone, download, ou deslocalização e coalisão mais outras americanices que nos afastam mais da alma portuguesa do que qualquer c que desapareça.» Das duas, uma: ou VHM não consegue compreender, ou não quer compreender, que os opositores do AO90 têm toda a legitimidade para usar anglicismos… porque não querem cortar letras «supérfluas» nem deixar de usar palavras «arcaicas»… como, por exemplo, e precisamente, phone (de smartphone).
Nos outros países não existem estas parvoíces. É certo que já foram feitas algumas tentativas de alterar a ortografia do Alemão e do Inglês, mas que, porém, não tiveram a dimensão… e a concretização da que presentemente afecta o Português. Lá fora valoriza-se o ser convicto quanto à identidade, dignidade e idoneidade linguísticas, e evitam-se intervenções artificiais. Cá dentro, a julgar pelo que se lê no jornal Expresso, há quem prefira ser, simplesmente, «convito». (Também no MILhafre (82) e no sítio da ILCAO.)
(Adenda – Nunca esperei que das discussões e votações marcadas para 28 de Fevereiro na assembleia da república resultasse, se não a revogação, ao menos a suspensão do «aborto pornortográfico». E confirmou-se: apenas foi aprovada uma recomendação ao governo para criar um grupo de trabalho para acompanhar a aplicação do dito cujo. Ridículo! Pior foi ouvir as alarvidades de alguns dos alegados «representantes do povo», como as de que o AO90 está a ser implementado «com naturalidade» e «sem sobressaltos», e que é «do interesse de Portugal» liderá-lo. Em que país - ou em que planeta - vive esta gente? Como se tal fosse necessário, foi mais uma demonstração de que sensatez e vergonha não existem em São Bento - tanto na «ala» legislativa como na «ala» executiva. Certas pessoas não têm legitimidade nem capacidade para tomar decisões neste âmbito… e em outros. Pelo que não merecem ocupar as posições que ocupam e deveriam ser removidas delas. A bem ou a mal.)    

domingo, fevereiro 16, 2014

Orientação: Uma nova Ópera do Tejo?

Nos sítios MILhafre, Ópera do Tejo e Simetria está, a partir de hoje, o meu artigo «Uma nova Ópera do Tejo?» sobre os estudos, divulgados em 2013, para uma nova, eventual, grande «casa da música» de Lisboa realizados por alunas de arquitectura – uma portuguesa e três estrangeiras (uma polaca e duas italianas) – dos professores e arquitectos Francisco e Manuel Aires Mateus. Um assunto, e uma abordagem, inevitáveis por causa do projecto (que eu criei em 2004) de recriação virtual do Teatro Real do Paço da Ribeira, destruído em 1755.   

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Ocorrência: Há 100 anos, ele apareceu

Assinala-se hoje exactamente um século desde a primeira aparição da mais famosa personagem da Sétima Arte: o vagabundo com chapéu de coco, bigode pequeno, casaco apertado, calças largas, sapatos grandes e bengala. Que em Portugal e em outros países latinos ficou conhecido como «Charlot». «Kid Auto Races at Venice», o segundo filme em que participou Charles Chaplin, estreou a 7 de Fevereiro de 1914…
… Apenas cinco dias depois da estreia do primeiro, «Making a Living», ainda sem a sua maior criação. Que, porém, não tardaria… e depois disso, até «O Grande Ditador» (um dos meus «20 filmes» favoritos), foram 26 anos a conviver diariamente com um «segundo eu» e cerca de 80 filmes. Da Primeira Guerra Mundial (cujo centenário do início também se evoca em 2014) até à Segunda, e para além disso, até à eternidade… Homem com uma vida e uma obra extraordinárias (uma das muitas biografias que lhe foram dedicados é um dos meus «20 livros» favoritos), Charles Chaplin é o artista que eu mais admiro, o meu maior ídolo (e não tenho muitos…) E também nasceu a 16 de Abril! ;-) 
Há dois séculos, em 1814, uma «invasão britânica»… realmente bélica, começada dois anos antes, devastou a cidade de Washington. Em 1914 o «ataque», agora apenas de um súbdito de Sua Majestade, foi de índole pacífica, cultural, de talento. Tal como 50 anos (e dois dias) depois, a 9 de Fevereiro de 1964, quando quatro jovens músicos ingleses fizeram a sua estreia televisiva nos EUA. Já sem Império territorial, Londres continuou a exercer o seu domínio mundial por outros meios.        

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Observação: Também começa por «M»

Na sua crónica diária do Público do passado dia 25 de Janeiro, Vasco Pulido Valente juntou a sua voz à dos que critica(ra)m e condena(ra)m as «praxes académicas» que terão causado a morte de seis jovens na Praia do Meco, em Dezembro último, e, de um modo geral, contra todo o conjunto de humilhações e até de violências que em quase todas as universidades portuguesas são aplicadas aos jovens «caloiros» anualmente; o eminente historiador chegou inclusivamente a equiparar os «praxistas» a mafiosos…
… O que se entende, e se justifica, pela «conspiração do silêncio» que alguns deles querem manter a todo o custo de modo a não serem apuradas culpas e (ir)responsabilidades pelo que aconteceu. Porém, não me parece que a Máfia é a organização que melhor serve como ponto de referência, e de comparação, às comissões de praxes; estas, apesar dos seus comportamentos agressivos e sigilosos, não são inequívoca e deliberadamente criminosas. Na verdade, os seus «rituais», que promovem a hierarquização e a subordinação, fazem-me lembrar mais outra organização que também começa por «M»…
… Que constitui uma estrutura paralela de poder sem escrutínio público e se subdivide em duas tendências, a «regular» e a «irregular» - esta, indubitavelmente, com uma presença maior, e prejudicial, no Estado e na sociedade civil em Portugal; que tem redes de contactos e de cumplicidades que propiciam preferências e privilégios, e que dificultam – ou impedem mesmo – a meritocracia e a transparência, à revelia de qualquer fiscalização e vigilância legais. De certo modo, e em última análise, todos, os que «praxam» e os que são «praxados», estão simplesmente e eventualmente a «treinarem-se», a prepararem-se, para situações semelhantes que, saídos das escolas, irão enfrentar no «mundo real». (Também no MILhafre (80).)  

sábado, janeiro 18, 2014

Orientação: Sobre o Prémio Bang!, no Simetria

Depois de eu ter feito (escrito) reflexões sobre os Prémios Sophia e os Prémios Adamastor, é agora a vez do Prémio Bang!, no Simetria. Um excerto: «O que pode ser mais (tristemente) irónico do que editores – logo, admiradores, conhecedores, divulgadores – de obras de ficção científica e de fantástico, género em que abundam as distopias que têm em George Orwell como que um “santo padroeiro” e em “1984” como que um ”evangelho”, submeterem-se a um devaneio desviante, não democrático, de índole claramente totalitária, como é o “Acordo Ortográfico”, e que como que constrói uma (ridícula) “realidade alternativa”, pelo menos ao (baixo) nível cultural?»  

domingo, janeiro 12, 2014

Obrigado: Aos que compareceram ontem…

… No Café Saudade, em Sintra, para assistirem e participarem na sexta sessão da iniciativa Poesia e Café/Poetry & Coffee, promovida pela associação cultural Caminho Sentido e conduzida por Filipe de Fiúza, poeta sintrense. A uma e a outro agradeço, mais uma vez, o convite. A tertúlia foi dedicada a Alfred Tennyson, e baseada no livro «Poemas», com traduções minhas daquele autor…
… Dele tendo sido lidos: por Filipe de Fiúza, «A carga da Brigada Ligeira» (na versão original, e a tradução por Jorge Cosme), «Amor e Morte», «Liberdade», «O poeta» e «Por um evolucionista»; por Jorge Cosme, «A canção do poeta», «A casa deserta» e «As fadas do mar»; por ambos, «As duas vozes»; por Jorge Vicente, «Sir Lancelot e a Rainha Guinevere»; por mim, «Parte, parte, parte» (também na versão original), e ainda «The Revenge – A Ballad of the Fleet» (unicamente na versão original, porque não integra o livro) em homenagem e em memória de Paulo Lowndes Marques, que me mencionou aquele aquando da apresentação de «Poemas» em Lisboa, em 2009, na Câmara de Comércio Luso-Britânica. Nos intervalos das leituras respondi a perguntas sobre a biografia, a vida e a obra, de Alfred Tennyson, com especial e inevitável destaque para a sua visita a Portugal, mais concretamente a Lisboa e a Sintra, em 1859. Entre outros, estiveram presentes: Clive Gilbert, sucessor de Lowndes Marques na presidência da British Historical Society of Portugal, e cuja esposa, Emma Andersen Gilbert, leu «Cruzando a barra» (unicamente na versão original); Jorge Telles de Menezes, poeta, tradutor, jornalista, director do Selene («órgão oficial» da Caminho Sentido); Maria João Costa, minha amiga, minha editora no «Poemas»; e Sérgio Franclim, meu amigo, meu colega em diversos projectos literários e igualmente poeta sintrense.
O encontro de 11 de Janeiro no Café Saudade foi objecto de referência em: (agenda cultural da) Câmara Municipal de Sintra (na página 36); e-Cultura; Região Online; Rio das Maçãs; Tudo Sobre Sintra; TYMR; ViralAgenda

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Observação: Viva o «Rei»!

Hoje é Dia de Reis. E, ontem, morreu aquele que foi chamado de «Rei» (do futebol português). Há já quem queira que ele seja sepultado no Panteão Nacional, ao lado da sua amiga Amália Rodrigues; e sem dúvida que ele merece essa honra muito, mas mesmo muito mais do que Aquilino Ribeiro e Óscar Carmona.
Não é necessário dizer, recordar, o que Eusébio da Silva Ferreira fez, o que foi e é, o que simbolizou e simboliza, agora e para todo o sempre. Dos muitos factos, das muitas memórias, relativas ao grande desportista e ao grande homem, escolho o simbolismo da selecção nacional de futebol que participou no Campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra; uma selecção europeia cujas duas principais figuras – o seu capitão (Mário Coluna) e o seu melhor jogador – eram ambos africanos, de cor de pele escura; nenhum país verdadeiramente racista permitiria isso; os afrikaners nunca o aceitariam – e por isso a África do Sul, ao contrário de Portugal, esteve banida das competições internacionais (até ao fim do apartheid); os segregacionistas (herdeiros dos esclavagistas) do Partido Democrata nos EUA nunca o aceitariam.
Mais do que através das condolências, das elegias e dos elogios fúnebres, do luto oficial, das bandeiras a meia haste, da repetição constante das suas melhores jogadas e dos seus melhores golos, a melhor forma de homenagear o «Pantera Negra» estaria em os seus sucessores, no Sport Lisboa e Benfica e na «equipa de todos nós», fazerem melhor… dentro das quatro linhas, nos estádios, nos relvados, nos terrenos de jogo. Infelizmente, e nos quarenta anos que se seguiram depois de ele ter «arrumado as chuteiras», nem o seu clube nem o seu país voltaram a alcançar, ou sequer chegaram a alcançar, a glória para a qual ele tanto contribuiu, o sucesso cujos alicerces ele ajudou a colocar. O Benfica, que com ele foi campeão europeu – aliás, vencedor de um troféu internacional – pela última vez, ergueu-lhe uma estátua ainda em vida mas é hoje uma instituição degradada, diminuída, sem identidade e mal dirigida. E a selecção nacional nunca chegou, verdadeiramente, a fazer melhor do que o terceiro lugar que ele e os seus companheiros «Magriços» conseguiram em Londres (é melhor nem falar de Lisboa em 2004…), sucedendo-se os «foi quase»
No seu último ano de vida, Eusébio assistiu ao (triplo) fracasso do Benfica, a uma «morte na praia» (nos últimos instantes de jogo) três vezes repetida; e soube que a final da Liga dos Campeões da época 2013-2014, que se realizará no seu Estádio da Luz, não contará, mais uma vez, com as (muito «depenadas») «águias»; desportivamente, a despedida foi muito triste. Resta que, como um derradeiro tributo póstumo, Cristiano Ronaldo e os seus colegas finalmente se superem e tragam do Brasil o supremo troféu mundial, quais Pedro Álvares Cabral e seus marinheiros «reencarnados». Porém, e dados os antecedentes, não há verdadeiros motivos para se estar optimista, não existem reais razões para se ter esperança. (Também no MILhafre (79).  

terça-feira, dezembro 31, 2013

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2013

A literatura: «O Homem Corvo (com ilustrações de Ana Bossa e Nuno Bouça)», David Soares; «O Livro do Deslumbramento/O Último Livro do Deslumbramento», Lord Dunsany; «Chave dos Profetas - Livro III», António Vieira; «Memórias de um Ex-Morfinómano», Reinaldo Ferreira; «Crise nas Terras Infinitas», George Pérez e Marv Wolfman; «O horror de Dunwich» e «Os sonhos na casa da bruxa», H. P. Lovecraft.
A música: «Acústico», Roberto Carlos; «Diabolus In Musica» e «God Hates Us All», Slayer; «Desfado», Ana Moura; «The 2nd Law», Muse; «Infinity», «Evolution» e «Raised On Radio», Journey; «Sons Of Sabbath - Volume II», Cloud Catcher, Crypt Trip, Earthmouth, Red Wizard, e outros; «Das Rheingold», Richard Wagner (por Eike Wilm Schulte, Kim Begley, Robert Hale, Thomas Sunnegardh, e outros, com a Orquestra de Cleveland dirigida por Christoph Von Dohnányi).
O cinema: «Má Professora», Jake Kasdan; «É Complicado», Nancy Meyers; «Orfã», Jaume Collet-Serra; «Contágio», Steven Soderbergh; «Patrões Horríveis», Seth Gordon; «Estrada Revolucionária» e «Skyfall», Sam Mendes; «De Lado», Cellin Gluck; «Homem de Ferro 3», Shane Black; «Inserções», John Byrum; «Desempenho», Donald Cammell e Nicholas Roeg; «Ralph Arrasa-o», Rich Moore; «A Lista do Balde», Rob Reiner; «Escuro Como Breu», David Twohy; «O Livro de Eli», Albert Hughes e Allen Hughes; «Em Cima no Ar», Jason Reitman; «O Meu Idaho Próprio e Privado», Gus Van Sant; «O Caimão», Nanni Moretti; «Homens Mistério», Kinka Usher; «O Último Dobrador-de-Ar», M. Night Shyamalan; «Sonja Rubra», Richard Fleischer; «Onde as Coisas Selvagens Estão», Spike Jonze; «Cinco Rápidos», Justin Lin; «A Casa do Lago», Alejandro Agresti; «Cavalo de Guerra», Steven Spielberg; «A Ressaca - Parte II», Todd Phillips.    
E ainda...: Biblioteca Nacional - congresso «Luís António Verney e a Cultura Luso-Brasileira do seu Tempo» + exposição «Fernando Pessoa em Espanha» + exposição «Um dinamarquês universal - Soren Kierkegaard» +  mostra «Dous gigantes pintados cõ hus bastões nas mãos - gravuras chinesas de porta» + mostra «Ilse Losa (1913-2006)»; «O Agente» (anúncio publicitário para a Agent Provocateur), Penelope Cruz; FNAC/Vasco da Gama - exposição colectiva «Fotografia 12.12.12»; Sociedade Euterpe Alhandrense/Grupo Rumo à Vida - «São Paulo Musical/Porque Me Persegues», Alfredo Juvandes e José Cordeiro; Museu do Neo-Realismo - exposição bio-bibliográfica «A Vida e a Arte de António Ramos de Almeida» + exposição «Alice Jorge - Traços, Ecos e Revelações»; «U2 - 360 Graus no Rose Bowl», Peter Krueger; SHIP-Palácio da Independência/Real Associação de Lisboa - debate «Lisboa - problemas e soluções» com Aline Gallasch-Hall de Beuvink; «Sherlock» (segunda temporada).

Outros: Parabéns ao Paulo!

Mais de três anos depois de ter sido publicado (foi em Outubro de 2010), o livro «O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» do meu amigo Paulo Monteiro felizmente não só não desapareceu nem foi esquecido como, pelo contrário, continua a conquistar novos mercados e novas audiências – traduções, versões, para o Brasil, França, Grã-Bretanha e Polónia, entre outros países, já foram lançadas ou estão quase a sê-lo. E não só: para além dos prémios que já ganhou em Portugal, entre os quais o do Festival da Amadora, poderá ganhar outros no estrangeiro – só entre os gauleses está nomeado não para um, não para dois mas sim para três prémios, cujos vencedores deverão ser conhecidos entre Março e Abril de 2014. E, mesmo que não triunfe em qualquer deles, não deixará de ser um notável - e triplo! - feito. Por isso, parabéns ao Paulo, que merece todo este sucesso!
Enquanto ele não conclui a sua nova obra, que provavelmente (e infelizmente) só será apresentada em 2015, a próxima oportunidade de apreciar a arte e o talento de Paulo Monteiro continua a poder ser através dos desenhos, das ilustrações que ele fez para o meu livro «Espelhos», cuja publicação pela editora Polvo – a mesma de «O Amor Infinito…» (e que, não, não publica apenas banda desenhada) - me foi garantida, prometida, para este ano de 2013 que agora termina, que eu anunciei aqui, no Octanas, no passado mês de Março com o conhecimento e a concordância do editor… mas que não se concretizou, apesar de várias e sucessivas datas terem sido apontadas para tal. Espero que 2014 seja o ano em que o meu primeiro volume de poemas é finalmente impresso, distribuído e comercializado. A haver um próximo anúncio, ele será feito depois de eu o ter nas mãos. 

sexta-feira, dezembro 27, 2013

Orientação: Sobre terra queimada, no Público

Na edição da passada terça-feira, 24 de Dezembro (Nº 8658), do jornal Público, e na página 46, está o meu artigo «Terra queimada». Um excerto: «Portugal tem terra queimada no sentido literal mas também no sentido figurado: aumentam no interior as áreas que são abandonadas, desabitadas, desertificadas – e que desse modo ficam “queimadas” para o desenvolvimento e para a modernização. Todavia, todo o país, tanto em meio urbano como em meio rural, está a tornar-se uma enorme terra “queimada” pelo desemprego e pela emigração, factores que sem dúvida contribuem para explicar as consecutivas falhas na prevenção e na detecção de fogos… mas que não as desculpabilizam. Décadas de discussão e de planificação das chamadas “épocas de incêndios” não têm impedido que aqueles se tenham tornado uma trágica e triste “normalidade” - e, tal como a criminalidade, a incompetência não tem sido devidamente punida.» (Também no MILhafre (78). Referência n'O Voo do Corvo.)