domingo, outubro 21, 2012

Outros: Contra o AO90 (Parte 5)

«AO90 – Um documento “analfabético”» e «Carta ao M. E. C.», Fernando Paulo Baptista; «À imprensa nacional que se respeita», «Acordai!» e «Bandeira e língua», Maria José Abranches; «Em bom brasileiro», Nelson Reprezas; «Quem para um Acordo Ortográfico que pára a racionalidade da língua?», João Viegas; «Carta aberta aos governos de Angola e de Moçambique», António de Macedo; «Tu, cego, não verás», David Baptista da Silva; «E é escrever assim desacordadamente», José Morgado; «Cuidado com a língua», Rodrigo Guedes de Carvalho; «Um vocabulário alarve», João Gonçalves; «Dos efeitos do Acordo Ortográfico (ou o que sucede quando se abre a caixa de Pandora)» e «De que “português” estarão a falar? E who cares?», José António Abreu; «A língua do Acordo – Que língua é essa?», «i que má surpresa» e «”Terá o povo de esquerda capacidade de dar a volta por cima?”», António Marques; «Acordo Ortográfico – Sabor a pacto», «(…) – E quando um brasileiro procurar a recepção de um hotel…», «(…) – Foi você que pediu uma gramática única?», «(…) – O homem da minha vida», «(…) – A fissão da ficção», «(…) – Consoante antes de consoante não se escreve», «(…) – Esquisso do acordista» e «(…) – A displicência dos professores», António Fernando Nabais; «Apelo a um amigo defensor do acordo ortográfico» e «Há coisas que soam melhor em português do Brasil», Rui Rocha; «Sobre finanças, electricidade e sonoplastia», «A razão das raízes», «Repreensão ao Ciberdúvidas» e «A recepção da recessão», Rui Miguel Duarte; «Fernando Pessoa e a ortografia» e «Malefícios no ensino do Português», Maria do Carmo Vieira; «Ortografia no Verão», Hermínia Castro; «Quero escrever com uma ortografia racional», Eduardo Cintra Torres; «Um pouco mais de rigor, sff», «Monti, de fato», «As aftas de Ronaldo», «O Ártico em vias de extinção? Óptimo!», «A redacção, o ato e os actos», «A deriva», «O Acordo Ortográfico através do monóculo», «A RTP deixou de adoptar o Acordo Ortográfico? Óptimo!», «Para quê?» e «Contra o Orçamento de Estado para 2013», Francisco Miguel Valada; «”Eurofonia” e Lusofonia, a mesma farsa», Nuno Pacheco; «Lusofonias», Duarte Branquinho; «Evolução artificial imposta por decreto», Pedro Afonso; «Do milagre da estrada de Damasco, ou da semelhança entre Saulo de Tarso e D’Silvas Filho», Pedro da Silva Coelho; «Sou espanhola e sou contra o AO90», Rocío Ramos; «Acordo Ortográfico», José Pacheco Pereira; «A verdadeira expressão da decadência portuguesa», Samuel de Paiva Pires; «O “progressismo linguístico”, a “evolução” e patranhas que tais», João Pedro Graça; «A poesia e o acordo ortográfico» e «O invito acordo ortográfico», José Pimentel Teixeira; «O acordês – sórdida teimosia», Paulo Rodrigues da Costa. (Também no Esquinas (132) e no MILhafre (66).)          

terça-feira, outubro 16, 2012

Organização: Outra vez no CC do MIL

A partir de ontem, e após proposta aprovada em assembleia geral, sou outra vez membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono – uma posição que já ocupei entre 2009 e 2010. Agradeço este «regresso» em especial a Renato Epifânio, presidente da Direcção, que novamente me convidou, e a Miguel Real, presidente da AG.

terça-feira, outubro 09, 2012

Outros: Comentários «inconvenientes»

Eu digo e escrevo aquilo que quero, quando e onde entendo justificar-se. Nos meus blogs, como textos principais, ou em outros, como comentários. Eis alguns recentes, que podem ser considerados (e já são tantos…) «inconvenientes». Paciência!
No Delito de Opinião, rebati os preconceitos (e as parvoíces) do costume sobre a Monarquia em geral e o Duque de Bragança em particular. No Estado Sentido expliquei porque a alegada, actual, «bandeira nacional» - símbolo de assassinos – não merece (nunca mereceu) qualquer respeito. No Horas Extraordinárias, e em outro âmbito, esclareci (pelos vistos, tal ainda é preciso) que não são caricaturas ou filmes que matam pessoas mas sim fanáticos.   
E aproveito também esta ocasião para comentar… as recentes declarações de João Pedro Rodrigues, que se queixou no Brasil, a 6 de Outubro último, da «ingratidão total» do (actual) governo português – expressa no fim de apoios financeiros - para com os cineastas (como ele) que, ao fazerem filmes e «viajar com eles, fazemos Portugal viajar pelo mundo, estamos a representar o Estado português.» Assim, quero expressar-lhe, finalmente, a minha «gratidão», nomeadamente, pela sua obra «O Fantasma», produzida com recurso a fundos públicos, dinheiro dos contribuintes, e que tão bem «representou» o Estado português com as suas imagens de lixo (literalmente) e de homossexualidade, de desolação tanto física como espiritual. Fez aquela fita (também) à minha custa, e que «orgulhoso» que eu fiquei. Foi «sem dúvida» um «marco», não só do cinema, mas sim de toda a cultura nacional!

segunda-feira, outubro 01, 2012

Orientação: Simetria Sonora 2012

Hoje, Dia Mundial da Música, é novamente a data apropriada para a apresentação da nova versão – a sétima – da Simetria Sonora, o projecto de «inventariação musical» que eu desenvolvo no âmbito da Associação Simetria desde 2006. Mais 50 títulos foram acrescentados, pelo que o total ascende agora a 350 «discos de ficção científica e de fantástico». A ler... e a ouvir.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Observação: nAO a PSL

Coloquei no blog de Pedro Santana Lopes, no passado dia 25 de Setembro, um comentário que, na verdade, era – é – mais uma mensagem, não sobre o que ele escreveu mas sim sobre como ele escreveu. O ex-presidente do PSD, ex-primeiro ministro, ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, ex-secretário de Estado da Cultura, ex-presidente do Sporting e ex-deputado não o publicou (até agora), nem é de esperar que o faça…    
… Porque foi isto o que lhe escrevi: «”Atuais”?! “Objetivos”?! Finalmente rendeu-se ao «aborto pornortográfico», essa abjecção ilegítima, ilegal, ridícula e inútil, que Aníbal Cavaco Silva, esse “portento” de “coragem”, “cultura” e “sensatez” não só não desautorizou como, pelo contrário, apoiou? E que nesse processo se serviu de si como “moço de recados”? O mesmo Cavaco que lhe deu, depois, tantas demonstrações de desprezo e de ingratidão? Porém, noto que, no jornal Sol, o senhor continua a escrever em Português Normal, Decente e Correcto. Afinal, como é? Creio que se está no momento de se decidir... definitivamente. De optar pela dignidade… ou prescindir dela.»
Desde 2004 foram várias as vezes em que, em conversas com outras pessoas, em mensagens que enviei, e em artigos que escrevi, defendi o actual Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, alvo da mais infame e mais injusta (tentativa de) destruição de carácter que já se viu neste país depois do 25 de Abril de 1974. Eu não tenho memória curta: ao sucessor de José Manuel Durão Barroso à frente do governo foram apontados quase todos os defeitos – e atirados quase todos os insultos – possíveis e imaginários… e isto antes de todo o Portugal saber, sem qualquer dúvida (a mim não me surpreendeu, pois sabia, e avisei, do que ele era capaz), o que José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa foi e é, o que fez e o que não fez.
Porém, há sempre um ponto a partir do qual alguém pára de merecer o nosso (neste caso, o meu) empenho. Esse nec plus ultra é, para mim, o AO90, que qualquer português digno desse nome – e em especial um político – tem o dever de rejeitar e de combater incansável e incondicionalmente. Pedro Santana Lopes juntou-se aos desistentes e aos colaboracionistas. Estou desiludido? Sim. Estou surpreendido? Não.
(Adenda - Afinal, publicou hoje (sábado, 29 de Setembro) o meu comentário. No entanto, não espero que se arrependa e que volte a escrever correCtamente.)  

terça-feira, setembro 18, 2012

Observação: Carroças sim, carros não!

«Sociedade Civil», na RTP2, mais do que um programa de televisão, é uma acção contínua, diária, de propaganda às grandes «causas» do chamado «politicamente (e socialmente, e culturalmente…) correcto»; tal só é novidade para os que não o costumam ver, ou, vendo-o, são distraídos. E a emissão de ontem, subordinada ao tema – e à pergunta - «cidades sem carros, para quando?», teve como convidados: Ana Santos, da Associação para a Mobilidade Urbana em Bicicleta; Fernando Nunes da Silva, da Câmara Municipal de Lisboa; Mafalda Sousa, da Quercus; e Mercês Ferreira, da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Porém, um debate como este não deveria ter também um representante do Automóvel Clube de Portugal?
Numa iniciativa informativa que de facto se orientasse por critérios jornalísticos, que procurasse realmente o equilíbrio, que tentasse abranger o máximo de opiniões possível, sem dúvida que não poderia deixar de estar presente, por interposta pessoa, uma instituição que, para mais, é a que tem o maior número de associados em Portugal. Sim, normalmente seria assim. Mas o «Sociedade Civil» não é… normal. E nem é a primeira vez que faz uma destas. Na verdade, já assinalou o centenário da República… sem monárquicos; já abordou (por mais de uma vez) o AO90 sem opositores do dito cujo – nomeadamente da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, que, ela sim, representa um movimento genuíno da (autêntica) sociedade civil. E, no que terá sido talvez um dos poucos «descuidos» da equipa que produz o programa, a emissão do dia 22 de Setembro de 2009, que teve como pretexto o filme «A Era da Estupidez», contou, como um dos convidados, com o saudoso Rui Moura, que não perdeu tempo a denunciar e a desmascarar a teoria do «aquecimento global antropogénico» deixando, ao mesmo tempo, quase sem palavras, Francisco Ferreira, Filipe Duarte Santos … e a própria Fernanda Freitas, todos apologistas da atoarda das «alterações climáticas». Digamos que ficou demonstrado que a «estupidez» não era de quem estavam à espera. Um momento notável, inolvidável, para quem, como eu, a ele assistiu.
A ausência de um representante do ACP na emissão de ontem foi, no entanto, censurável – embora previsível – por um outro motivo: é que Fernando Nunes da Silva – professor de Urbanismo e Transportes no Instituto Superior Técnico! – é, na CML, o vereador com o pelouro da «Mobilidade»… e 17 de Setembro, segunda-feira, foi igualmente o dia em que se começaram a sentir, a sério, as consequências da mais recente ideia irresponsável do actual, e incompetente, presidente da edilidade da capital: as alterações ao trânsito na Praça do Marquês de Pombal e na Avenida da Liberdade, em especial o conceito de «segunda rotunda». Ironicamente, na «Semana Europeia da Mobilidade»… aumenta-se a imobilidade, o «engarrafamento» de tráfego, a poluição – quando o motivo invocado para esta mudança é, precisamente, e por imposição da União Europeia, a melhoria da qualidade do ar naquela zona da cidade. Não era, pois, «conveniente» confrontar o senhor vereador com questões controversas e incómodas… e denunciar, em simultâneo, a megalomania patética de António Costa, que, invejoso, quer deixar uma «marca» maior (e «superior» à) do que a – essa sim, comprovadamente positiva, relevante, útil – deixada por Pedro Santana Lopes com o «Túnel do Marquês».   
Por este andar, qualquer dia, e além das bicicletas, só as carroças serão permitidas à superfície… Até lá, os cidadãos têm de suportar as consequências desta «experiência» (mais uma) que custou «apenas» 750 mil euros – verba que, para Nunes da Silva, «não é astronómica». É de perguntar se todo esse dinheiro não seria melhor aproveitado, por exemplo, na limpeza e na recuperação dos edifícios de Lisboa, e não só aqueles que constituem património arquitectónico e histórico. (Também no Esquinas (131) e no MILhafre (65).

sexta-feira, setembro 14, 2012

Outros: Onde comprar «Um Novo Portugal»

O meu novo livro, «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», editado pela Fronteira do Caos, está à venda, tal como previamente informei, principalmente nas lojas Bertrand e FNAC, mas não só. Pode também ser adquirido, por exemplo, na Apolo 70, Culturminho, Sítio do Livro, Tiraqui, Universidade Católica Portuguesa e Wook. E ainda no El Corte Inglés (apesar de não dispor da correspondente página electrónica). Outras referências: Gazeta de Viseu, Nova Águia, O Relógio Avariado de Deus e Real Família Portuguesa

sábado, setembro 08, 2012

Observação: A Restauração já começou?

No meu artigo «Um Presidente por um Rei», publicado no jornal Público a 8 de Junho último, e que está incluído (páginas 260-262) no meu novo livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», afirmo – escrevo – que «a primeira iniciativa indispensável num restaurado Reino de Portugal – e até, se possível, prévio a este – seria a ilegalização e a dissolução total e, preferencialmente, definitiva do Grande Oriente Lusitano, complementada pela divulgação dos nomes de todos os seus membros, passados e presentes.» Porque, a 1 de Agosto, foi publicada, como comentário num blog, uma (primeira, e incompleta) lista de membros do GOL, pode-se deduzir que a Restauração já começou?
Não tenho motivos para especular, e para concluir, que a iniciativa do «António José» tenha constituído como que uma resposta ao meu «repto». De qualquer forma, considero que a mesma tem mais vantagens do que desvantagens, mais méritos do que deméritos. E, previsivelmente, originou uma larga gama de reacções, das quais aqui e agora apenas me vou referir à de João Gonçalves pelo respeito que lhe tenho. O homem do (blog) Portugal dos Pequeninos também está naquela lista, embora a sua (breve) passagem pelos «aventaleiros» não constitua uma novidade – ele próprio já a revelara, em Janeiro deste ano, no PdP. Sobre a divulgação deste «rol» - com quase 1500 nomes! – esclarece que «é-me indiferente a divulgação desta espécie de index paranóico para consolo onanista de uns quantos "assangezinhos" de trazer por casa.»
Faz muito bem João Gonçalves em não dar (demasiada) importância ao «incidente». «Quem não deve não teme», e eu nunca pensei, disse e/ou escrevi que todo e qualquer maçon, membro do GOL ou de outra «confraria» similar, é, à partida, um indivíduo de carácter duvidoso ou até mesmo um criminoso. Pelo menos, será ingénuo… Porém, não me parece correcto, e justo, comparar o «António José» ao fundador do WikiLeaks. Julian Assange procedeu à divulgação ilegal, ilegítima, injustificada e indiscriminada de informações pertencentes a instituições de países democráticos cuja existência e actividade são (podem ser) controladas e reguladas por entidades políticas, judiciais e administrativas, pela comunicação social e – por último mas não o menos importante – pelos cidadãos eleitores. Neste tema também faço minhas as palavras de João Afonso Machado: as lojas maçónicas não se inscrevem naquela categoria; a natureza do seu objecto não é clara, embora não faltem suposições – suspeições – mais ou menos (bem) fundamentadas; não merecem ter «direito à privacidade» porque não são verdadeiras famílias. E note-se que, desta vez, apenas foram divulgados nomes; se tivessem sido mensagens, aí sim é que seria interessante… (Também no Esquinas (130) e no MILhafre (64).)     

sexta-feira, agosto 31, 2012

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2012

A literatura: «Vencer ou Morrer», Mendo Castro Henriques; «O Milionário de Lisboa», José Norton; «O Marquês de Soveral - Seu Tempo e Seu Modo», Paulo Lowndes Marques; «Sem Papas na Língua - Memórias», Beatriz Costa; «O Espião Alemão em Goa», José António Barreiros; «Comboio Nocturno para Lisboa», Pascal Mercier; «Design do Século XX», Charlotte Fiell e Peter Fiell; «Bob Morane - A Pegada do Sapo», Henri Vernes e William Vance; «Fantascom - A catastrófica chegada», João Barreiros.
A música: «Mãe», «Macau», «Heróis do Mar IV» e «Singles 1982/1987», Heróis do Mar; «Born Villain», Marilyn Manson; «21», Adele; «Onde Quando Como Porquê Cantamos Pessoas Vivas», Quarteto 1111; «Some Great Reward», Depeche Mode; «Jack White's Blues», Blind Willie McTell, Hank Williams, Howlin' Wolf, Patti Page, Robert Johnson, Soledad Brothers, Son House, Terry Reid, e outros; «RockMix - As Grandes Malhas/Rock & Ballads», Aldo Nova, Bad English, Cheap Trick, Europe, REO Speedwagon, Rick Springfield, Skid Row, White Lion, e outros. 
O cinema: «Marcos», Robert Kramer e John Douglas; «Cabeça de Jarro», Sam Mendes; «Austrália», Baz Luhrmann; «Bom Povo Português», Rui Simões; «Trocadas», Clint Eastwood; «Pó de Estrela», Matthew Vaughn; «Artur e a Vingança de Maltazard», Luc Besson; «As Idades de Lulu», Bigas Luna; «Hotel para Cães», Thor Freudenthal; «Os Ficheiros-X - Eu Quero Acreditar», Chris Carter; «Precious», Lee Daniels; «Em Bruges», Martin McDonagh; «Gato das Botas», Chris Miller; «A Descida», Neil Marshall; «Novo Pesadelo», Wes Craven; «Nós Somos Marshall», McG; «O Exorcista», William Friedkin; «Amanhecer - Parte 1», Bill Condon; «Sherlock Holmes - Um Jogo de Sombras», Guy Ritchie; «Os Rápidos e os Furiosos - Derrapagem de Tóquio», Justin Lin; «16 Quarteirões», Richard Donner; «Embargo», António Ferreira; «Um Homem Sério», Ethan Coen e Joel Coen; «Dorian Gray», Oliver Parker. 
E ainda...: John Peel Centre for Creative Arts - The Space; Coliseu dos Recreios de Lisboa - Sétima Legião (2012/5/4); Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - 82ª Feira do Livro de Lisboa; «Vídeos 1981/1989», Heróis do Mar; Biblioteca Municipal de Lisboa (Palácio Galveias)/Fronteira do Caos - Apresentação do livro «Amor, meu Grande Amor» de João Pedro Martins; «Uma Terapia» (anúncio publicitário para a Prada), Roman Polanski; Museu do Neo-Realismo - Exposições «Adelino Lyon de Castro/O Fardo das Imagens (1945-1953)» + «Ciclo Vinte Mil Livros/José Cardoso Pires» + Colectiva de Artes Plásticas «Novas Obras da Colecção MNR» + «The Return of the Real 19 - Ana Pérez-Quiroga»; Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira - Exposição «Jorge de Sena/A Cor da Liberdade»; FNAC Vasco da Gama/Taschen - Exposição «Morreu a mais bela mulher do Mundo (Marilyn Monroe) - Fotografias de Andre de Dienes e de Bert Stern»; Centro Comercial Atrium Saldanha - Exposição «Michel Giacometti/80 Anos, 80 Imagens»; «Atlântico Norte», Bernardo Nascimento; Biblioteca Nacional de Portugal - Exposições «Jorge Amado em Portugal» + «Luís Manuel Gaspar - Um lugar nos olhos».

quarta-feira, agosto 22, 2012

Outros: «OND» na RM

Seis anos depois de ter sido publicado, «Os Novos Descobrimentos: Do Império à CPLP – Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas» continua a ser procurado, consultado… e citado. O mais recente exemplo desse interesse – ou, pelo menos, o mais recente que chegou ao meu conhecimento – é dado pelo Tenente-Coronel Carlos Manuel Carreira, que, no seu artigo «O Tempo Tríbio Português» publicado a 31 de Maio deste ano n(o sítio d)a Revista Militar, não só incluiu o livro escrito por mim e por Luís Ferreira Lopes (e com prefácio de José Manuel Durão Barroso) na bibliografia como dele transcreveu quatro breves mas relevantes excertos.   

segunda-feira, agosto 13, 2012

Observação: A «melhor FC» da actualidade…

… E, provavelmente, dos últimos dez anos (ou mais), pode ser encontrada nas (muitas) páginas escritas por aqueles que defendem que a Terra está a passar por um processo de «alterações climáticas», ou, mais concretamente, que está a acontecer um «aquecimento global» com origem na actividade (industrial) humana… e que está a pôr em perigo a vida no nosso planeta.
Exagero? Então repare-se: (ab)usando-se (d)a ciência, (d)as suas instituições, (d)os seus equipamentos, seus métodos, relatórios, dados, há – continua a haver – um grande número de «cientistas» que continua a escrever «ficção». A escolherem os «factos» e os números que lhes interessam – dissimulando e/ou desprezando outros – de modo a justificarem as suas teorias, a ajustarem as conclusões às hipóteses e não o contrário. E esta «ficção científica» pode ser colocada practicamente toda na mesma «categoria»: a apocalíptica, a «doomsday», a de «fim-de-mundo». Os seus cultores são como que herdeiros de sacerdotes tresloucados de séculos passados como Gabriel Malagrida, que acreditavam – e que pregavam – que os «pecados» dos homens eram a causa de catástrofes naturais como os terramotos, entendidas como castigos de Deus. Embora num estilo diferente (mais… laico), a «lógica» de pensamento é quase a mesma – é a Terra que procede à «punição». Já não se trata tanto de religião mas mais de ideologia, política, economia, (falta de) cultura. Num caso como no outro, o extremismo, o fanatismo, abundam.
Assim, talvez seja preferível, mais… «misericordioso», considerar, e entre vários outros, James Hansen, Phil Jones e Rajendra Pachauri não como alarmistas vigaristas mas sim como «artistas», embora seja de duvidar de que algum dia estejam ao nível de Aldous Huxley, Arthur C. Clarke, Philip K. Dick, Isaac Asimov, Ray Bradbury ou Robert A. Heinlein… Mas lá que tentam contínua e incansavelmente ir além dos limites da imaginação, disso não restam dúvidas… (Também no Simetria.)

domingo, agosto 05, 2012

Obras: «Um Novo Portugal» - excertos

Do meu novo livro, recentemente publicado, eis excertos de três dos artigos que o compõem.
O primeiro tem a ver com as possíveis causas e explicações da decadência deste país. «Em Portugal, o saudosismo mórbido e a mania de imitar e seguir o que é estrangeiro, subestimando e desvalorizando o que é nacional, já vêm de muito longe. Estão intimamente relacionado com a nossa tendência suicida, de que já falava Miguel de Unamuno. E se essa tendência encontrou expressão, no virar do século, com as mortes de escritores como Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Mário de Sá Carneiro e Florbela Espanca, hoje ela verifica-se, por exemplo, nos números elevadíssimos de mortes em acidentes de viação, de trabalho e domésticos. Se há coisa que distingue negativamente o povo português é a sua negligência, o seu descuido, a sua irresponsabilidade para com a integridade própria e a dos outros. Isso vê-se também na nossa já proverbial, e secular, falta de higiene, pública pelo menos, comprovada por esse hábito perene de cuspir para o chão, de deitar lixo na rua inclusive quando existem perto caixotes do mesmo, na proliferação desordenada de lixeiras sem condições de segurança, muitas vezes com resíduos perigosos. E constata-se ainda na falta de manutenção e restauro de edifícios, sejam eles de habitação ou monumentos históricos. Este desleixo generalizado vem, fundamentalmente, da descrença do nosso futuro colectivo enquanto nação. As causas desta doença são antigas. (…) Tantos desaires graves e consecutivos não podiam deixar de causar marcas profundas num povo que, não muito tempo antes, tinha sido “Mestre de Metade do Mundo”. Os problemas principais de Portugal não são pois de carácter político, económico ou mesmo cultural. Têm um cariz essencialmente psicológico, e também, provavelmente, religioso. De alguma forma se instalou na consciência colectiva nacional a certeza de que, se tantos fracassos tinham acontecido, é porque era essa a “vontade de Deus”, que determinou que Portugal e os portugueses não mereciam ser, e ter, mais e melhor. Era o destino. Era o fado. Pouco a pouco, ao longo dos séculos, esta convicção pessimista foi-se entranhando, enraizando, nas nossas mentalidades, nas nossas práticas e representações, na nossa maneira de ser quotidiana, reproduzindo-se e expandindo-se contínua e imperceptivelmente. É por isso que o conformismo, a resignação e a passividade são “imagens de marca” tão características dos portugueses. É por isso que a mediocridade se tornou uma instituição, que marginaliza ou mesmo condena, simbólica ou realmente, aqueles que se distinguem, os competentes, os ambiciosos, os que querem fazer algo de novo, de diferente ou de melhor. Como se ir mais além significasse, inevitavelmente, trazer a desgraça. (…)» («A vontade e o destino», 1998, pág. 112.)
O segundo tem a ver com a renovação das gerações e a correspondente sobrevivência da nação. «(…) A maior riqueza de um país está nos seus habitantes. A maior riqueza de Portugal está nos portugueses. Em todos os portugueses. E se pretende-se construir um Novo Portugal, isso não será possível sem novos portugueses. Estejam eles onde estiverem. (…) Criar uma nova mentalidade, formar novos portugueses, construir um Novo Portugal, são tarefas de uma missão que cabe a todos. Nada será possível sem a participação de todos os portugueses, independentemente do seu sexo, da sua raça, religião, ideologia, classe ou idade. E independentemente da sua profissão: de facto, interessa menos o que se faz e onde se faz do que o como se faz. (…)Temos pois de decidir se queremos ou não que eles sejam, ou continuem a ser, portugueses. Temos de perguntar a todos esses jovens se querem ser, dentro ou fora de Portugal, os novos portugueses. Se querem ser, afinal, pessoas, e não meros "recursos humanos" ou "mão-de-obra". Não é necessário que todos estejam ou venham para Portugal. É preciso, pelo menos, que se consiga levar Portugal até eles, qualquer que seja a parte do Mundo em que se encontrem. E isso é algo que, bem ou mal, já estamos habituados a fazer. Desde há muito tempo.» («Novos portugueses para um novo Portugal», 1995, pág. 84.)
O terceiro tem a ver com desporto e, mais concretamente, com Jogos Olímpicos, inevitável num momento em que decorrem os de Londres 2012 e que com eles se repetem as previsíveis e habituais derrotas, frustrações, incompetências e insuficiências portuguesas. «(…) É difícil não falar em “fatalismo”: a tendência recorrente da presença portuguesa em Jogos Olímpicos é a de que não só os mais credenciados quase sempre perdem como também, invariavelmente, os menos credenciados não compensam aqueles, excedendo as expectativas e superando-se a si próprios e aos outros. E essa presença no evento máximo do desporto mundial – não só em Pequim mas também antes – é bem a “tradução” do que tem sido a “tradição” de mediocridade de todo o país em geral: o não aproveitamento de oportunidades, o desperdício de capacidades e de recursos por escassez de ambição, direcção, organização, enfim, de profissionalismo. Excesso só mesmo de desculpas de “mau perdedor” (e de “mau pagador”…), de lamúrias… e de patetices quando, aleluia, lá se ganha uma ou outra medalhinha! (…) É preciso instituir, finalmente, um verdadeiro sistema desportivo no país! E não tem que se estar sempre à espera do(s) Governo(s). O Comité Olímpico de Portugal, em colaboração com as diversas federações desportivas e respectivos clubes, e ainda com empresas que aceitem ser mecenas do projecto, deve, antes de mais, estabelecer um eficaz, eficiente e exaustivo programa de prospecção, selecção e formação de atletas: primeiro, deve definir um conjunto de critérios, de indicadores, físicos e psicológicos, e visitar todas as escolas do país e fazer um “rastreio” aos seus alunos, registando as suas características motoras e mentais e encaminhando-os para os desportos mais adequados a essas características; segundo, deve procurar, identificar e recuperar talentos que já estão fora do sistema de ensino, promovendo como que uma iniciativa de “novas oportunidades para o desporto”, incentivando todos os portugueses a “denunciarem” familiares, amigos, colegas e vizinhos que eles suspeitem que (ainda) têm, ou possam ter, jeito para atirar, correr, lançar, levantar, lutar, pedalar, remar, saltar… (…)» («Os anéis e as quinas», 2008, pág. 194.) (Também no Esquinas (129) e no MILhafre (63).)

quarta-feira, julho 25, 2012

Obras: «Um Novo Portugal» já está à venda

Anunciei-o a 16 de Abril último. Com uma capa da autoria de Pedro Piedade Marques (que já desenhara e paginara «Poemas», de Alfred Tennyson, que eu traduzi) que exprime muito bem, e de um modo impressionante, o conceito que o sustenta e os sentimentos que o animam, já está à venda – principalmente nas lojas Bertrand e FNAC, mas não só – o meu novo livro «Um Novo Portugal - Ideias de, e para, um País», talvez o livro mais politicamente incorrecto – e provocador, e polémico – publicado nos últimos anos nesta nação em auto-destruição.
A edição é da Fronteira do Caos e a distribuição é da Gradiva. Quem se «atrever» a adquiri-lo e a lê-lo que me faça chegar, depois, os seus comentários. Apontem os textos que preferiram e/ou os que detestaram. Enfim, gostaria de saber as vossas opiniões. A apresentação pública da obra está prevista mas não marcada; talvez Setembro, talvez Outubro… Aguardem mais novidades.  

sexta-feira, julho 20, 2012

Oráculo: No MdE 2, em Novembro

Tal como para o «Episódio I», realizado em 2010, fui (novamente) convidado pelo Centro de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para participar como orador no colóquio internacional sobre ficção científica e fantasia «Mensageiros das Estrelas – Episódio II», que irá decorrer, no edifício daquele estabelecimento de ensino superior, nos dias 28, 29 e 30 de Novembro deste ano. O meu nome, fotografia e (breve) biografia já estão em destaque, no sítio da iniciativa, na página dos convidados nacionais – há também uma versão em inglês. Mais novidades sobre o evento em geral e a minha colaboração – que irá além da conversação – naquele em particular serão dadas oportunamente. (Também no Simetria.)  

quinta-feira, julho 12, 2012

Outros: Sim, as «humáquinas» existem!

Recentemente, no passado mês de Maio, foi notícia em todo o Mundo a proeza cometida pela norte-americana Cathy Hutchinson: tetraplégica há 15 anos, bebeu um café… com o auxílio de um robot, um «braço» electrónico com «mãos», comandado pelo seu cérebro no qual foi inserido um chip.
Mais recentemente ainda, em Junho, foi também notícia em todo o Mundo o projecto de «entrar» no cérebro de nem mais nem menos de… Stephen Hawking: através da utilização e do desenvolvimento de um dispositivo denominado iBrain, pretende-se potenciar a comunicação do famoso cientista inglês por via das suas ondas cerebrais devidamente captadas, tratadas e «traduzidas» por computador.
Estes sucessos sensacionais, dois casos de «mente sobre a matéria», só são surpresas para quem não tiver lido o meu artigo «Humáquinas – A ciência e a tecnologia estão a criar novos corpos», escrito e publicado em 2008 (primeiro no Público, numa versão inicial reduzida, depois no Simetria, na versão integral) e que me proporcionou, em 2009, (mais) um Prémio Editorial (de jornalismo) Sociedade da Informação. Sim, em muitos aspectos o futuro é já hoje, é já presente; sim, em muitos aspectos a ficção científica é já um facto. (Também no Simetria.)   

terça-feira, julho 03, 2012

Outros: Contra o AO90 (Parte 4)

«A suspensão», Vasco Graça Moura; «Desacordos», Luciano Amaral; «O Acordo Ortográfico – inútil e prejudicial», Anselmo Borges; «A CPLP, Abril, o sector e o setor», «Os nomes dos meses – Abril na CPLP», «Acordo Ortográfico – constrangimentos, insuficiências e implicações negativas», «A grande tourada dos alunos de Letras», «Descubra o estudante do Técnico que há em si» e «A persistência do caos ortográfico – a APP», Francisco Miguel Valada; «SOS», Fernando Paulo Baptista; «As editoras mais longe dos leitores», «Há males que vêm por bem», «Um “acordo”, três grafias» e «Um acto de cidadania», Pedro Correia; «A CPLP e a consagração do desacordo ortográfico», António Emiliano; «abril com caixa baixa», «É agora que nos vamos ver livres da receção?» e «Aventuras herbáceas e erros de podar», Nuno Pacheco; «As mudas e os “espetadores”» e «Mensagem aos dirigentes do SPGL e da FENPROF e aos directores (ou “diretores”?) das suas revistas», António Marques; «Carta ao Secretário de Estado da Cultura» e «Carta ao Primeiro-Ministro», António de Macedo; «A acta do cidadão», José Mendes Bota; «A invenção da existência», David Soares; «A cimeira da CPLP em Luanda, sobre o desacordo ortográfico…», Maria Elisa Ribeiro; «Nós é que agradecemos», Fernando Alberto; «Carta à Universidade Lusófona» e «Novo e-mail ao Primeiro-Ministro a propósito do AO90», Rui Miguel Duarte; «Obrigado pelo Acordo Ortográfico», Nuno Ferreira; «Olhos nos olhos», Maurício Barra; «Há alturas em que é preciso apontar o culpado», Pedro Quartin Graça; «Pensando bem, o acordo ortográfico tem mesmo muita piada», Rui Rocha; «Uma caricatura de nação», Samuel Paiva Pires; «A herança», Maria José Abranches; «Declaração de Amor à Língua Portuguesa», Teolinda Gersão; «Acordo Ortográfico – Jornal de Notícias pára para ver», «(…) – António Houaiss reconhecia o valor diacrítico das chamadas consoantes mudas», «(…) – Entremez muito simples sobre a arte de não responder» e «(…) – A leviandade de José Eduardo Agualusa», António Fernando Nabais; «O Acordo Ortográfico em Moçambique» e «Ainda o Acordo Ortográfico», José Pimentel Teixeira; «Para os amantes do AO», Ana Vidal; «Quando um autor estrangeiro repudia o Acordo Ortográfico português», José Mário Silva. (Também no Esquinas (128) e no MILhafre (62). Referência no Delito de Opinião.)  

quarta-feira, junho 27, 2012

Observação: Só com outras cores

Já o disse, e escrevi, antes: quando a «seleção» principal de futebol de Portugal joga para um campeonato da Europa ou do Mundo, a questão não é saber se é desta que, finalmente, vai ganhar: é saber em qual das fases vai perder e por quantos.
E hoje, mais uma vez (a monotonia…), foi isso que aconteceu. Em «direto», perdeu com a Espanha, actual campeã europeia e mundial, numa das meias-finais do Campeonato da Europa de Futebol 2012, na Polónia e na Ucrânia… no desempate por pontapés na marca da grande penalidade. É verdade que se verificou um «progresso» em relação ao Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul: então também se perdeu com «nuestros hermanos», mas nos oitavos-de-final, por 0-1, no tempo regulamentar, e com um golo em fora-de-jogo…  
Podia confirmar-se a «tradição» à partida vendo quais eram as equipas nos quartos-de-final: das oito só uma nunca havia sido campeã europeia e/ou mundial – exactamente, Portugal. E quais eram as quatro nas meias-finais: só uma havia já perdido na prova – exactamente, Portugal, e com outra das semi-finalistas, a Alemanha.
Custódio tinha afirmado, em conferência de imprensa antes do jogo, que ele e os seus colegas iriam «lutar até à morte» para que a «equipa de todos nós» vencesse. Pois bem, o jogo acabou, e, ao que parece, continuavam – felizmente! – todos vivos… Vivos mas, como de costume, incompetentes e impotentes, perdulários, desperdiçando as (não muitas) oportunidades de marcar que tiveram. Mais valia começarem a seguir uma «dieta» à base de comprimidos azuis, porque, decididamente, não conseguem «acertar com o buraco» de uma forma consequente e consistente – ou seja, até à victória final.
Também continuo convencido de que só com outras cores no equipamento Portugal será campeão. Abandonem a abjecta, nojenta e repulsiva bandeira verde e vermelha da corja de assassinos conhecida como Carbonária, e, quem sabe, poderão vir a merecer, enfim, os favores da Fortuna. Se nem com o (suposto) «melhor jogador do Mundo» o conseguem… (Também no MILhafre (61). «Debates» com Pedro Correia no Delito de Opinião (um, dois)  e no Forte Apache.)

sexta-feira, junho 22, 2012

Observação: Não mia, não ruge, não pia

Mais um «notável» - agora também por um mau motivo – que se rendeu ao «aborto pornortográfico»»: Mia Couto.
Tal já era evidente a quem folheasse (como eu fiz) o seu último livro, «A Confissão da Leoa» - que, obviamente, não adquiri. E, através da edição mais recente da revista Tempo Livre (Nº 238, 2012/6, páginas 23-28), podemos conhecer mais pormenorizadamente o seu «pensamento» sobre o assunto: «(…) O Acordo Ortográfico mexe com uma coisa tão pequenina, mexe com a ortografia, e a minha reinvenção não se opera exactamente aí… E de facto é um acordo que unifica tão pouco que não me parece que seja motivo para eu me preocupar… (…) Acho que a polémica nasceu de um certo sector em Portugal que viu uma certa perda, que teve um sentimento de que alguma coisa estava a ser mexida no que era um território sagrado, bem português… Provavelmente, essa reacção nervosa existiu sempre que houve um acordo deste tipo, sempre que houve uma revisão ortográfica… Agora é uma coisa mais complicada porque é uma revisão feita por vários países. O que mais importa para Moçambique é saber quais as implicações financeiras que este novo acordo acarreta. (…) A polémica é superficial, o acordo não implica grandes alterações. (…) Aquilo que eu objectei em relação ao acordo foi a sua pertinência, aquilo que foi invocado para a necessidade de introduzir alterações. Mas agora que está aí, acho que é improdutivo brigar contra o acordo. Podemos acusá-lo de várias coisas, de não ser envolvente, de não contar com a auscultação das pessoas que são realmente as donas, as fazedoras da língua. Eu não sou militante dessa causa, de questionar e negar o acordo. É verdade que esse acordo pode resolver algumas coisas que não pareciam ser grande problema e agora que ele está aí as questões são mais de ordem prática. Sinceramente, eu já estou a escrever, já o estou a aplicar e não é um parto tão doloroso assim. (…)»
Quantas contradições, falsidades, insinuações, em tão pouco espaço… Nem «personificando» leões este «gatinho» poderá a partir de agora aumentar a sua dimensão… pessoal e intelectual. Não mia, não ruge, não pia… contra os fascistas linguísticos que estão a tentar impor, à força, uma ortografia «do Minho a Timor». E, com José Eduardo Agualusa em Angola, Mia Couto já pode formar como que um «Mapa Cor-de-Rosa» deste neo-colonialismo cultural. Porém, e ao contrário do que alguns prematuramente – e alegremente – anunciaram, Moçambique ainda não está «perdido», ainda não ratificou o AO90. O que foi aprovado, sim, pelo governo de Maputo foi uma proposta de resolução que será apresentada e votada no parlamento. Resta, pois, esperar que os deputados moçambicanos mostrem ter mais bom senso e coragem do que os seus congéneres portugueses. (Também no Esquinas (127) e no MILhafre (60).

sexta-feira, junho 15, 2012

Observação: Por «Prometheus» eu prometo…

… Solenemente que nunca verei – a não ser que seja levado ao engano – filmes estrangeiros em salas de cinema portuguesas cuja legendagem obedeça ao aberrante e execrável «aborto pornortográfico».
Tal é o caso de «Prometheus», a mais recente realização de Ridley Scott, que estreou há uma semana no nosso país e na qual eu estava suficientemente interessado para considerar vê-la pela primeira vez, excepcionalmente, sem ser no conforto do meu lar… até que me lembrei que seria melhor verificar primeiro um certo pormenor. Contactei inicialmente a Zon Lusomundo, que não souberam (ou não quiseram) responder-me e esclarecer-me. Contactei depois a Big Picture (?!), distribuidora em Portugal de filmes da 20th Century Fox, que confirmaram… o que eu já suspeitava: o filme está legendado em português-de-tarado-e-de-atrasado-mental.
Assim, decidi esperar que «Prometheus» seja: editado em disco, através do qual o visionarei com legendas em inglês – o que aliás comecei a fazer ainda antes da imposição do AO90; ou exibido na televisão, de onde, mesmo que com falta de letras e de acentos nas legendas, não serei obrigado a comprar um bilhete caro e a aturar grunhos imbecis que não param de fazer ruídos durante a exibição, sejam eles de deglutição de pipocas e de refrigerantes ou de conversas com e sem telemóvel – insulto por insulto, antes aquele que me fica mais barato.
(Adenda – De facto, num primeiro contacto, telefónico, a resposta da Zon Lusomundo não foi esclarecedora; porém, num segundo, por correio electrónico, já foi. Em resposta a uma mensagem minha, uma pessoa da Direcção de Marketing daquela empresa respondeu-me que «sendo a legendagem feita em Portugal por profissionais, é certo que estará ao abrigo do acordo ortográfico em vigor»; ao que eu por minha vez respondi que «se de facto a legendagem fosse feita por VERDADEIROS profissionais, isto é, por pessoas que zelam pela dignidade da língua (e ortografia) portuguesa, que não se deixam intimidar por imposições ilegítimas e vergonhosas, aquela não estaria “ao abrigo do acordo ortográfico (que não está) em vigor”.») (Também no blog Simetria.)

sexta-feira, junho 08, 2012

Orientação: Sobre mudança de regime, no Público

Na edição de hoje (Nº 8096) do jornal Público, e na página 53, está o meu artigo «Um Presidente por um Rei». É como que um pessoal exercício de geral especulação e também um pequeno guia de uma grande revolução. Um excerto: «A mudança de regime teria de ficar consagrada, logicamente, numa nova Constituição. A “da República”, que não vale o papel em que é impressa, é a prova – com o seu “abrir o caminho a uma sociedade socialista” no preâmbulo - de que as consequências da queda do Muro de Berlim em 1989 não se fizeram sentir em toda a Europa e de que uma parte da “Cortina de Ferro” continuou "erguida"… num certo país ocidental.» (Também no Esquinas (126) e no MILhafre (59). Referências: Causa Monárquica; Família Real Portuguesa; Gazeta de Viseu; Real Beira Litoral; Real Portugal; Sem Punhos de Renda.) 

segunda-feira, maio 28, 2012

Observação: «Rodriguinhos»

Rodrigo Moita de Deus revelou-se recentemente como uma grande (des)ilusão… para mim, pelo menos. Não por ter prescindido da sua independência político-partidária ao entrar para a comissão política nacional do PSD e reflectir esse novo «estatuto» no seu blog 31 da Armada, onde, nos últimos meses, tem vindo crescente e consistentemente a defender as pessoas e as posições do actual governo. Não há qualquer problema nisso, ele está no seu direito, e saúde-se, pelo menos, o facto de o assumir claramente, frontalmente, sem anonimatos ou «pseudonimatos», ao contrário, por exemplo, dos nojentos lambe-botas «súcia-listas» e «só-cretinistas» que defecavam para a blogosfera a partir do antro «goebbelsiano» denominado Corporações/Câmara Corporativa.
O que me espanta sim, e muito, na nova atitude de Rodrigo Moita de Deus é a sua concomitante conversão ao «aborto pornortográfico». Antes de avançar mais, recordo o que já disse e afirmei, mesmo que por outras palavras, sobre o cerne deste problema: o pior, o mais grave, não é que existam (alguns, poucos) pervertidos, loucos, degenerados, capazes de conceber e de expelir aberrações como o AO90; o pior, o mais grave, é que existam (muitos) indivíduos que, exibindo diferentes graus de cobardia, se submetam a tais aberrações, que aceitem o inaceitável e que justifiquem o injustificável. E, sim, continuo a espantar-me com as sucessivas desistências a que assisto à minha volta, tanto de familiares, amigos, colegas, pessoas que conheço, como de «figuras públicas». Destas já dei exemplos anteriormente, e eis agora mais dois: Guilherme de Oliveira Martins e Marcelo Rebelo de Sousa, dois conceituados (?) juristas com pretensões «colturais» (o primeiro é – mas não merece ser – presidente do Centro Nacional de Cultura!) que, precisamente devido a essa dupla «qualidade», deveriam ter sido dos primeiros a rejeitarem inequivocamente o dito cujo; porém, e pelo contrário, aceitam-no com o conformismo e a mediocridade tão característicos do «bloco central» de cumplicidades e de interesses que tanto tem inquinado a sociedade portuguesa, e de que eles são como que (um)a personificação.         
O debate e o combate sobre o AO90 é transversal à esquerda e à direita, a republicanos e a monárquicos – há apoiantes e opositores do «coiso» em todos os campos. No entanto, e como também já afirmei e demonstrei, é um facto que o conceito e a práctica de «alterar a ortografia num dia através da burocracia» em Portugal surgiram com (e é típica d)a República. É, pois, por isso que Rodrigo Moita de Deus como que comete uma «traição» e renega todo o seu passado recente, e bem-sucedido, de activista subversivo, mas imaginativo, inofensivo e bem-humorado, pela Monarquia. Ele que, juntamente com mais alguns membros do seu grupo, teve a coragem de afrontar as «múmias paralíticas» do regime no próprio dia 5 de Outubro de 2010 e em plena Praça do Município de Lisboa, compensando, mais ou menos, a ausência da Real Associação de Lisboa e da Causa Real nessa data (na) capital, acabou por se «sentar» ao lado dessas «múmias» (do «Egito»?). Será que ele não percebe que, ao escrever «adjetivo», «excecão» e «retidão», é como se estivesse a arrear uma bandeira azul e branca e a hastear uma verde e vermelha? Tal como Darth Vader, que ele tanto gosta de invocar, RMD «passou-se» para o «lado negro da Força». Que lhe faça bom proveito. (Também no Esquinas (125) e no MILhafre (58).)   

terça-feira, maio 22, 2012

Observação: nAO à APDC

Ontem enviei uma mensagem à Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, instituição em que trabalhei entre 1999 e 2003, mais concretamente como jornalista na revista Comunicações, e que a seguir transcrevo:   
«(…) Hoje (segunda-feira, 21 de Maio) recebi pelo correio a edição Nº 203 (Maio 2012) da revista Comunicações. E, tal como eu esperava, e receava, a revista continua a seguir o denominado "Acordo Ortográfico de 1990" introduzido na edição anterior – tal como, deduzo, toda a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações nos seus restantes meios e suportes de comunicação. É, pois, com profunda desilusão que confirmo que a Associação não seguiu as minhas recomendações, expressas em mensagens que enviei em Março e Abril últimos, e baseadas em factos incontestáveis, no sentido de cessar a sua cumplicidade com aquilo que é um atentado à língua e à cultura portuguesas, e, em última instância, à própria dignidade nacional. Não aceito estar ligado a uma instituição que, deliberada e levianamente, permite tornar-se num mero apêndice de uma das suas empresas associadas e, desse modo, se coloca numa via que a conduzirá inevitavelmente à sua total descredibilização e irrelevância. Assim, e por tudo isto, comunico que a partir deste momento deixo de ser sócio (Nº 1900) da APDC; e, em consequência, não voltarão a enviar-me, não só qualquer próxima edição da revista Comunicações, mas também qualquer tipo de correspondência e de informação, seja em papel ou electrónica. (…)».
Efectivamente, a 28 de Março enviara a seguinte mensagem para Pedro Norton (da Impresa), presidente da Direcção da APDC: «(…) Foi com uma considerável - e desagradável - surpresa que constatei, na mais recente edição da Comunicações (Nº 202, 2012/2), que a mesma passou a utilizar o dito “Acordo Ortográfico de 1990” - e, posteriormente, também verifiquei que no sítio da Associação sucedeu o mesmo. Ora, não sendo a APDC um organismo do Estado mas sim, pelo contrário, uma entidade privada (que congrega outras, e bastantes, empresas privadas), nada a obriga a adoptar a suposta “nova ortografia”. Aliás, mesmo que fosse uma instituição pública também não: como já foi amplamente demonstrado por diversos especialistas em diversas ocasiões, o AO90 não tem qualquer consistência, sustentabilidade... e legitimidade jurídica, tanto no plano interno como no externo. Não só não está em vigor como nunca deverá entrar em vigor. Isto, claro, para além da aberração injustificável que constitui nos planos cultural e político. Se o carácter incongruente, e mesmo ridículo, do AO90 já é por de mais evidente na utilização quotidiana, generalizada, do Português, torna-se ainda mais nítido quando aplicado a um sector, a uma área tão específica como são as Tecnologias de Informação, Media e Telecomunicações, em que abundam os anglicismos. O mesmo é dizer, (muitas) palavras derivadas, entre outras, de “act” e de “direct”, com consoantes “mudas” e repetidas, e, claro, até com “ph”. Pelo que a APDC em geral e a Comunicações em particular perderão irremediavelmente credibilidade se, o mais rapidamente possível, não voltarem a utilizar a ortografia portuguesa normal. (…) Acredito que o desenvolvimento das comunicações se faz em primeiro lugar, antes da adequada utilização de tecnologias, da correcta utilização da língua - afinal, o mais primordial, mais fundamental, meio de comunicação. E o lamentável, anti-democrático “acordo ortográfico” constitui indubitavelmente não um contributo para o desenvolvimento das comunicações mas sim, pelo contrário, para o seu definhamento. (…)» Até hoje não obtive resposta a esta mensagem…
… Tal como nunca cheguei a ser informado, apesar de o ter solicitado, se a utilização do AO90 havia sido aprovada em Assembleia Geral da APDC, cujo presidente da Mesa é Eduardo Fitas (da Accenture). Em mensagem enviada a 10 de Abril, perguntei: «(…) Quem, concretamente, “entendeu que iniciaríamos este processo de ajustamento no ano de 2012”? A Direcção? Com certeza que sabe que uma decisão desta importância teria de ser necessariamente tomada, ou pelo menos ratificada, pela AG. Porque, volto a reafirmar este facto, nada, repito, nada existe com força legal que possa obrigar a Associação a adoPtar o AO90.»
Como ilustração, e demonstração, do ridículo em que a APDC caiu, atente-se neste excerto do editorial da edição Nº 203 da Comunicações, assinado pela chefe de redacção da revista, Isabel Travessa, licenciada em Direito e há 14 anos no cargo: «As expetativas são muitas e os grandes grupos mundiais já se estão a posicionar neste novo ecossistema, que envolve players tão distintos como operadores, instituições financeiras, retalhistas e OTT.» Um editorial em que também se faz referência a algo denominado de «espetro». Não é tão empolgante a modernidade? (Também no Esquinas (124).)    

domingo, maio 13, 2012

Observação: A força e a técnica

A pergunta justificava-se: «se», «quando», «como» e com «quem» iriam reagir os cultistas do AO90 ao crescimento avassalador de intervenções públicas, impressas e não só, contra o dito cujo? O «se» concretizou-se «quando» Vasco Graça Moura ordenou que no Centro Cultural de Belém se deixasse de usar a «ortografia» desviante – custa-lhes a crer que existam pessoas que tenham a coragem de passar das palavras… aos aCtos. «Como»? Recorrendo, contra a força da técnica… à técnica da força. «Quem»? Entre «lacraus» por convicção e «lacaios» por obrigação, não mais do que os «suspeitos do costume»…
… O mesmo é dizer, os «cadáveres adiados» do «só-cretinismo». Que saudades de António Guterres, com quem pelo menos havia um mínimo de dignidade e de honra – com ele nenhuma «causa fracturante» se concretizou, linguística ou outra! Por ter questionado (tardiamente…) o AO90, Francisco Assis talvez mereça alguma tolerância. Mas muitos dos seus «camaradas» não. Nomeadamente: João Tiago Silveira, para quem o presidente de uma fundação criada pelo Estado, nomeado pelo Governo, teve «atitudes terroristas» ao «desrespeitar impunemente as opções legítimas e democráticas do Estado português» - pois, só que essas opções não foram nem legítimas nem democráticas…; Augusto Santos Silva, para quem Vasco Graça Moura tornou o CCB num «instrumento da sua luta pessoal» - algo que não deveria indignar quem tanto gosta de «malhar na direita». E há o inevitável Francisco Seixas da Costa, que, incorrigível, aparentemente não satisfeito com os «correctivos» que já lhe apliquei anteriormente (sobre bandeiras nacionais e sobre artigos em jornais), reincidiu, desta vez verberando uma suposta «brigada do asterisco» (percebem? É uma alusão à «brigada do reumático» salazarista… tão espirituoso, o Chico!) que, liderada por VGM, insiste em escrever os seus artigos «segundo a antiga ortografia» - só que o Sr. Embaixador em França parece «esquecer-se» de que os asteriscos são colocados, quais «estrelas de David» nos braços dos «inferiores», não pelos próprios mas sim pelos «guardas dos guetos» linguísticos que são todos os «acordistas» colaboracionistas… aliás, ele próprio deveria usar um, porque admitiu no seu próprio blog que não gosta deste AO porque «está cheio de incongruências, tem soluções menos boas e induz, por vezes, à confusão», mas que, porém, «como cidadão, sendo o Acordo uma lei da República, acho que devo cumpri-la, goste dela ou não»! Ah, «valente»! Só faltou acrescentar «a bem da Nação»! Parece que «temos» homem! Ou será que é «omem»?
No entanto, e na verdade, não é só no PS que se encontram apologistas da anormalidade ortográfica. É extremamente deprimente, penoso, triste, ler Pedro Santana Lopes criticar Vasco Graça Moura e lembrar (com orgulho?) que Aníbal Cavaco Silva o incumbiu de negociar e de assinar o AO para que «o português falado em Portugal não ficasse com um estatuto equivalente ao do latim.» Como é possível que, decorridos mais de 20 anos, e depois de várias demonstrações de deslealdade e de desprezo que recebeu do boliqueimense, Santana ainda lhe mostre qualquer tipo de fidelidade? Entretanto, ele ainda não escreve os seus textos com a nova grafia «porque ainda não o decidi fazer». Eu digo – e disse-lhe, no seu blog – que não o faz porque sabe que se enganou, e desafiei-o a admitir isso mesmo.
Não nos devemos surpreender (muito) que, da parte de (alguns) políticos, pessoas sem carácter e sem escrúpulos, haja sempre disponibilidade para defenderem o indefensável e dizerem e fazerem o que lhes mandam. «Coitados», não é defeito mas sim feitio! Mais grave, muito mais grave, é que o mesmo comportamento seja tido por elementos de outras profissões que deveriam estar nas primeiras linhas da frente da batalha contra o totalitarismo cultural, o fascismo linguístico e o neo-colonialismo ortográfico (o AO90 também surgiu como reacção às independências dos PALOP e às prováveis «derivas alfabéticas» daqueles). Como os jornalistas e os professores.
De entre os primeiros destacam-se, enquanto defensores da ignomínia e da infâmia linguísticas, Paulo Querido, José Carlos de Vasconcelos e Henrique Monteiro. O ex-director do Expresso, aliás, é o autor de um dos mais vergonhosos artigos de que há memória sobre este assunto (e não só) publicados na imprensa portuguesa, e em que não só se queixou de que «duas décadas depois de concluído, quatro anos depois de aprovado por ampla maioria no Parlamento, milhões de euros de investimentos depois, renasce a ofensiva contra o Acordo Ortográfico», e nessa «ofensiva» há «muita teimosia e alguma ignorância», como ainda declarou que «não aceito que uma lei discutida durante mais de 20 anos seja constantemente colocada em causa»! Por outras palavras, para aqueles que não perceberam: ele, «jornalista», recusa-se a considerar válida uma opinião contrária à dele, e que é partilhada pela maioria da população – isto é, uma maioria de potenciais leitores – de uma forma consistente há mais de duas décadas. Duas hipóteses: é o Monteiro uma desgraça para a profissão… ou enganou-se na vocação? Provavelmente, as duas são verdadeiras…
… Tal como o são para Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português, e que constitui uma personificação (há outras…) da incompetência e da degenerescência que têm marcado a educação em Portugal. O facto de esta… criatura ocupar o cargo que ocupa apenas demonstra que os docentes – de português, pelo menos – não têm qualquer noção de decência. Num aspecto ela acaba por ter razão (embora não da maneira que pensa): «andam a brincar com o ensino, com os professores, com os alunos, com os pais, com toda uma comunidade.» Pois andam, e o «aborto ortográfico» é a maior «brincadeira» (de mau gosto) – e já foram tantas – de todas as que já foram feitas nas escolas nacionais. O que não espanta, porque o AO90 só podia ser uma ideia de (maus) palhaços. E a «palhaçada» não parece preocupar (muit)os professores: sempre prontos para protestarem, para se manifestarem, para fazerem greve contra o que não querem e o que não gostam nas suas avaliações, progressões e remunerações, mostram-se, em geral, bastante apáticos, colaborantes e permissivos na aplicação do AO90. Será cansaço?
Assim, e porque o tema é a aprendizagem, proceda-se a uma (breve) «revisão da matéria dada»: só neste país é que há a mania de alterar a ortografia com «data marcada» - e essa mania começou com os republicanos, que mudaram o modo de escrever tal como mudaram a bandeira e o hino, os nomes das ruas e o do bolo-rei; o AO90 não «uniformiza» a ortografia, muito pelo contrário, devido ao aumento das duplas grafias; os seus apologistas deveriam deixar de se referir ao «ph da farmácia» se não quiserem continuar a cobrir-se de ridículo – todos os anglófonos e todos os francófonos usam (e muito) o «ph» e as consoantes «mudas» e repetidas (sim, eles são tão «atrasados», «subdesenvolvidos» em relação a nós); continua por explicar a «lógica» de escrever as estações e os meses do ano com letra minúscula, e de se continuar a utilizar o «h» como primeira letra de palavras; o «acordo» enferma de grandes, graves, anomalias jurídicas, tanto ao nível interno (uma resolução não vale mais do que um decreto) como ao nível externo (se nem todos os países o ratificaram, não está em vigor), e isso já era indiscutível antes mesmo de, em bastantes tribunais portugueses, diversos juízes – indivíduos com juízo – começarem a recusar-se a aplicá-lo e a utilizá-lo; e nem no comunicado final de uma reunião dos ministros da Educação da CPLP foi utilizado, apesar de ter sido o assunto principal daquela… sem dúvida por no mesmo se reconhecer que o AO90 contém «constrangimentos e estrangulamentos»! (Também no Esquinas (122) e no MILhafre (57). Referência aqui.)

sexta-feira, maio 04, 2012

Orientação: No Obamatório pode ler-se…

… Entre os vários textos que escrevi recentemente para aquele meu outro blog: como é que os democratas inventaram que os republicanos declararam uma «guerra às mulheres»; que os democratas têm mais problemas com a lei do que os republicanos; que Barack Obama comeu cão quando era mais novo, e não parece estar arrependido; festas de funcionários públicos norte-americanos à custa dos contribuintes; os maus, preocupantes, verdadeiros números da economia dos EUA; a Casa Branca a fazer fraca figura perante o Kremlin; verdades que parecem mentiras na grande nação do outro lado do Atlântico; «liberais progressistas» continuam a ter medo de Sarah Palin e a tentar destruí-la; o que realmente se passa no Afeganistão; um retrato fidedigno de Rick Santorum; os terroristas amigos de Obama. Tudo isto e muito, muito, muito mais, que a comunicação social portuguesa, em geral e sem surpresa, continua a não divulgar. (Também no Esquinas (121).