Hoje, Dia do
Livro Português (e menos de uma semana depois do Dia Mundial da Poesia), é
também uma data adequada para fazer o primeiro anúncio: o meu livro «Espelhos»,
com cerca de 60 poemas da minha autoria escritos ao longo de mais de 30 anos, «e onde as alusões autobiográficas não afastam
as ilusões fantasistas», vai ser publicado este ano pela Polvo. Contará
com ilustrações do meu amigo Paulo Monteiro, que em 2010 lançou o seu primeiro livro (de banda desenhada) pela mesma editora. E pretende ser um contributo,
necessariamente modesto, para que a poesia volte
a ser «a linguagem literária mais clara e directa, mais imediata e pujante,
mais evocativa e relevante.» Mais novidades e pormenores em breve.
terça-feira, março 26, 2013
quarta-feira, março 20, 2013
Obituário: J. M. Prostes da Fonseca
Faleceu no
passado dia 3 de Fevereiro, e, se fosse vivo, completaria hoje 80 anos.
É por isso que escolhi esta data para uma breve, mas sentida, evocação de, e
homenagem a, José Manuel Prostes da Fonseca…
… Que eu
conheci no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa no final da
década de 80, não enquanto aluno dele mas sim enquanto colega dele, entre 1989
e 1990, no Conselho Directivo a que ele presidiu entre 1984 e 1990. Discreto e competente,
foi um homem de uma cordialidade e de uma correcção inexcedíveis. E, numa
escola tão dinâmica como era, e é, o ISCTE, onde coexistiam múltiplas áreas e
disciplinas científicas, muitas sensibilidades e tendências, muitos grupos, e
onde conflitos de interesses mais ou menos declarados ocorriam regularmente,
ele foi a pessoa certa no sítio certo no momento certo: porque soube – ou
tentou sempre – conjugar e conciliar permanentemente esses interesses
aparentemente divergentes, e congregá-los, canalizá-los, para a realização do
objectivo comum a todos, docentes, discentes e funcionários: modernizar e desenvolver a nossa escola, torná-la numa instituição de ensino de excelência e
de referência. O que de bom e de grande o ISCTE-Instituto Universitário de
Lisboa é actualmente começou a ser construído, verdadeiramente, na viragem da
década de 80 para a de 90, e o seu contributo foi decisivo. Naquele Conselho
Directivo de que eu fui membro muitas decisões foram tomadas, muitas soluções
foram estudadas. Por exemplo, os primeiros esboços do que viriam a ser a nova
biblioteca e o edifício 2 foram apreciados nas nossas reuniões.
A sua
personalidade e a sua visão ficaram evidentes numa entrevista que me concedeu,
e ao meu amigo e colega Filipe Vieira, publicada em Junho de 1989 no Nº 3 do
DivulgACÇÃO, boletim da Associação de Estudantes do ISCTE, que eu coordenava e de que
fora um dos criadores. Seis meses depois, no início de 1990, ele esteve comigo
e ainda com os meus amigos e colegas Rui Paulo Almas e Victor Cavaco, na tomada
de posse dos então novos corpos sociais da Associação Académica de Lisboa, que
o Rui (na Direcção) e o Victor (na mesa da Assembleia Geral) integraram – a
primeira vez em que estudantes do ISCTE participaram na liderança da AAL.
Guardo uma fotografia de nós os quatro tirada nessa ocasião, em que é visível a
satisfação e até o orgulho dele pelos «seus» alunos.
Sobre José
Manuel Prostes da Fonseca é de ler também o que escreveram Alexandre Rosa,
Paulo Pedroso, Raul Iturra (que foi meu professor na disciplina de Introdução à
Antropologia Social) e Rui Paulo Almas.
sábado, março 16, 2013
Opções: Defender o Futuro
Assinei hoje
a petição «Defender o Futuro». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Tive
conhecimento da mesma apenas recentemente – mas antes de ela ter sido entregue na Assembleia da República no passado dia 5 – e decidi subscrevê-la exactamente, e
simbolicamente, um ano depois de ter sido lançada porque este é igualmente o
dia do aniversário do meu irmão.
Lê-se no texto que explica
a iniciativa: «Portugal afunda-se hoje numa profunda crise económica e social,
a que não é alheia a teia legislativa dos últimos seis anos de governação,
destruidora dos pilares estruturantes da Sociedade. A reforma da Sociedade não deve ser
realizada apenas na área económica e fiscal. Carece de uma intervenção mais
profunda, designadamente no que diz respeito à Dignidade da Pessoa, em todas as
etapas da sua vida, desde a concepção até à morte natural, à cultura da
Responsabilidade, do compromisso no Casamento e na Família; por outras
palavras, é necessária uma verdadeira cultura da Liberdade. (…) A nova Assembleia da República tem hoje um dever histórico de
mudar o rumo do País. O desleixo e negligência anteriores devem dar lugar a uma
política de responsabilidade e solidariedade expressa em leis que: coloquem e reconheçam a Família como
fundamento da Organização Social na promoção de responsabilidade pessoal,
solidariedade intergeracional e fomento da Economia; reconheçam ao casamento as
funções para que está vocacionado, com vínculos e laços de responsabilidade
pessoal que promovam e protejam todos e cada um dos seus membros; apelem a uma
maternidade e paternidade responsáveis, generosamente abertas à vida; protejam
e promovam a natalidade e a vida humana em todas as suas fases, desde a
concepção até à morte natural; promovam
uma verdadeira política de liberdade de educação onde os pais,
independentemente de terem ou não recursos, possam escolher a escola dos seus
filhos; reconheçam aos pais o direito a educar os filhos segundo as suas opções
éticas e de valores. (…)»
As opiniões e
posições ideológicas subjacentes a esta iniciativa explicam porque a mesma foi
pouco menos que ignorada por uma comunicação social portuguesa quase toda
«encostada» à esquerda. Curiosamente, o espaço mediático que, segundo pensamos
saber, mais atenção terá dedicado à petição «Defender o Futuro» e/ou os seus
pressupostos foi o programa «Você Na TV» da TVI, na sua emissão de 8 de Março último. Aí Isilda Pegado, uma das primeira(o)s signatária(o)s daquela,
enfrentou representantes do BE, do PCP e do PS – e, como os dois apresentadores
também se opunham ao teor da petição, verificou-se na práctica uma desigualdade
de um(a) para cinco. O que também explica que não tenha sido possível à antiga
deputada do PSD, apesar da sua boa vontade e coragem, suster e sobrepor-se às (previsíveis
e habituais) falácias teóricas dos «fracturantes» de serviço, cuja demagogia e
desonestidade intelectual parecem não conhecer limites.
Comigo não
levariam – nunca levariam – a melhor, mesmo que em vez de cinco fossem 10, 15,
20 ou mais: já observo e analiso estas criaturas há muitos anos e sei como
responder e desmontar (a)os seus «argumentos» da treta (e de trampa). Mas seria
pouco provável que do quarto canal me convidassem para isso ou para qualquer
outra coisa, tendo em conta que, ainda recentemente, me discriminaram de uma
forma deliberada e ostensiva (e ofensiva). Pois é, 20 anos depois de ter sido
fundada, como está diferente a «televisão da igreja»… (Também no Esquinas (138).)
segunda-feira, março 04, 2013
Obrigado: Aos que compareceram…
… Ontem, no
Teatro Rivoli, no Porto, para a apresentação na Cidade Invicta de «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e de Fantástico», no
âmbito do Fantasporto 2013. Agradeço também à organização do mais importante
festival internacional de cinema português, e em particular a Beatriz Pacheco
Pereira, que com muita simpatia nos recebeu, a oportunidade que tão generosamente
nos proporcionou. E este agradecimento não é apenas meu; é também dos restantes
autores e organizadores e, especialmente, da editora Fronteira do Caos e dos
editores Victor Raquel e Carla Cardoso, que experimentaram de forma especial
esta ocasião por serem também da capital do Norte.
À mesa
estiveram sentados, além de mim e de Victor Raquel, também Ana Cristina Luz, um(a)
da(o)s autora(e)s do livro, e António Reis, da organização do festival. Para
além da descrição e da explicação do processo que possibilitou a concretização
de «Mensageiros das Estrelas», com destaque para o colóquio com o mesmo título,
com duas edições (em 2010 e em 2012) já realizadas na Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa, que esteve directamente na sua origem, ainda se falou, e por mais
que um interveniente, de António de Macedo e da sua importância enquanto
cineasta, escritor… e amigo, enquanto alguém a quem muitos de nós devem a entrada,
e «viagens», pelos mundos maravilhosos do mistério e da fantasia… e que, muito justamente, foi homenageado nesta 33ª edição do «Fantas». Ficou ainda a certeza
de que a Ficção Científica & Fantástico tem uma importância e uma
influência em Portugal muitos superiores à que continua a ser generalizadamente
reconhecida. E deixou-se o desafio para que os organizadores do Fantasporto continuem
a levar ao conhecimento dos cineastas as histórias – como as que estão incluídas
no «Mensageiros…» - que podem proporcionar filmes, de curta, média e longa-metragem…
que, quem sabe, poderão vir a ser exibidos em futuras edições do festival.
Outros temas
poderiam ter sido debatidos no encontro de ontem? Sem dúvida, apesar de ter
sido apenas a apresentação de um livro e não um colóquio literário. Mas cabe
também a quem assiste, aos espectadores, aos leitores, e se quiserem, colocarem
questões e corrigirem afirmações dos oradores que considerem estar erradas. Esse
convite à discussão foi feito. Pelo que não se compreende que alguns se queixem
do que ficou por dizer quando não só não tomaram qualquer iniciativa nesse
sentido como nem sequer se deram a conhecer. Quem está «do lado de lá», como eu
e os meus colegas de mesa no Rivoli, não tem (sempre) a obrigação de
se lembrar de tudo a todo o momento. (Também no Simetria.)
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
Observação: Barros e Barreiros erraram
(Uma adenda no final deste texto.)
No passado dia 23 de Fevereiro de 2013 o Diário de Notícias publicou, no seu suplemento QI, um artigo de Eurico de Barros sobre a antologia «Lisboa no Ano 2000» com base numa entrevista feita ao criador e organizador daquela, João Barreiros. Abstraindo do abjecto «acordês» que enforma – e enferma – o texto, logo no terceiro parágrafo pode ler-se que aquela colectânea colectiva de contos constitui «a primeira ficção científica portuguesa de história alternativa.» Telefonei ao jornalista do DN e ele esclareceu-me que aquela afirmação é sua e foi «corroborada por João Barreiros». Porém, e obviamente, está errada…
No passado dia 23 de Fevereiro de 2013 o Diário de Notícias publicou, no seu suplemento QI, um artigo de Eurico de Barros sobre a antologia «Lisboa no Ano 2000» com base numa entrevista feita ao criador e organizador daquela, João Barreiros. Abstraindo do abjecto «acordês» que enforma – e enferma – o texto, logo no terceiro parágrafo pode ler-se que aquela colectânea colectiva de contos constitui «a primeira ficção científica portuguesa de história alternativa.» Telefonei ao jornalista do DN e ele esclareceu-me que aquela afirmação é sua e foi «corroborada por João Barreiros». Porém, e obviamente, está errada…
… Porque a
verdadeira primeira obra portuguesa de história alternativa é, foi, claro, «A República Nunca Existiu!», publicada em 2008… e sobre a qual o próprio Eurico de Barros escreveu então! Como me admitiu, esqueceu-se… mas João Barreiros
também se terá esquecido. Aliás, é igualmente oportuno e relevante lembrar que
ambas as antologias foram editadas pela Saída de Emergência, e que o subtítulo
de «Lisboa no Ano 2000» é «Uma antologia assombrosa sobre uma cidade que nunca
existiu», pelo que, sem dúvida e não surpreendentemente, ainda se «ouvem os
ecos» daquele meu projecto pioneiro que teve como objectivo imaginar, escrever
e publicar contos, enredos, narrativas, em que Portugal nunca havia deixado de
ser uma Monarquia.
Assunto também
abordado no artigo, e que aliás é recorrente nas discussões sobre ficção
científica e fantástico no nosso país, é o da alegada «falta de uma tradição de
literatura de FC, e de imaginação e especulação em geral, em terras lusas. (…)
Esquecemo-nos de sonhar?» João Barreiros não é o único a pensar assim, mas ele
e outros estão, também aqui, errados. Como demonstrei inequivocamente no meu
artigo «A nostalgia da quimera», publicado no Público em 2011, o fantástico é –
sempre foi – o género dominante na literatura portuguesa. A aparente ausência,
na viragem do século XIX para o XX, de uma FC «pura e dura» nacional, em que a
antecipação civilizacional e a inovação tecnológica são factores fulcrais, pode
ter-se devido não à inexistência de obras desse âmbito mas sim à não publicação
daquelas; o mesmo é dizer, que possivelmente existiram autores mas «não
existiram» editores… à altura das suas responsabilidades. E esta não é uma hipótese
mirabolante: quando se sabe que, já no século XXI, neste país houve quem
decidisse destruir milhares de exemplares da «colecção azul» da Editorial
Caminho, mais fácil se torna aceitar que o problema, provavelmente, não está, e
nunca esteve, na escrita. (Também no Simetria.)
(Adenda: Fui contactado por Álvaro Holstein, que me informou da existência do livro «História Maravilhosa de D. Sebastião Imperador do Atlântico», escrito por Samuel Maia e publicado em 1940, e que terá sido, e é, o primeiro livro de história alternativa portuguesa. Pelo que pude ler e depreender do índice tal parece ser verdade, mas só quando puder tê-lo nas mãos, folheá-lo e, eventualmente, confirmar esse facto, é que renunciarei à primazia, neste aspecto, de «A República Nunca Existiu!». Se e quando o fizer… será sem qualquer problema, sem ressentimento, sem tristeza. Muito pelo contrário! Porque, neste assunto, e de uma forma ou de outra, eu «ganho» sempre: «História Maravilhosa…», de que eu nunca tinha ouvido falar até agora, constituirá mais uma prova de que «o fantástico é o género dominante na literatura portuguesa» como eu afirmo no meu artigo «A nostalgia da quimera». Mais: também no início de Março, e numa coincidência curiosíssima, duas pessoas - Manuel Curado e Nuno Fonseca - mencionaram-me o mesmo autor, Cândido de Figueiredo (sim, o do dicionário!), por causa da mesma obra, «Lisboa no Ano Três Mil», de que eu também nunca tinha ouvido falar até agora, publicada em… 1892! Ou seja, e ao contrário do que afirma João Barreiros, Jules Verne provavelmente terá mesmo deixado – pelo menos – uma «semente» em Portugal que «floresceu» ainda no século XIX! Sim, afinal houve alguém no nosso país que imaginou «ter visto o futuro» antes de 1900.)
(Adenda: Fui contactado por Álvaro Holstein, que me informou da existência do livro «História Maravilhosa de D. Sebastião Imperador do Atlântico», escrito por Samuel Maia e publicado em 1940, e que terá sido, e é, o primeiro livro de história alternativa portuguesa. Pelo que pude ler e depreender do índice tal parece ser verdade, mas só quando puder tê-lo nas mãos, folheá-lo e, eventualmente, confirmar esse facto, é que renunciarei à primazia, neste aspecto, de «A República Nunca Existiu!». Se e quando o fizer… será sem qualquer problema, sem ressentimento, sem tristeza. Muito pelo contrário! Porque, neste assunto, e de uma forma ou de outra, eu «ganho» sempre: «História Maravilhosa…», de que eu nunca tinha ouvido falar até agora, constituirá mais uma prova de que «o fantástico é o género dominante na literatura portuguesa» como eu afirmo no meu artigo «A nostalgia da quimera». Mais: também no início de Março, e numa coincidência curiosíssima, duas pessoas - Manuel Curado e Nuno Fonseca - mencionaram-me o mesmo autor, Cândido de Figueiredo (sim, o do dicionário!), por causa da mesma obra, «Lisboa no Ano Três Mil», de que eu também nunca tinha ouvido falar até agora, publicada em… 1892! Ou seja, e ao contrário do que afirma João Barreiros, Jules Verne provavelmente terá mesmo deixado – pelo menos – uma «semente» em Portugal que «floresceu» ainda no século XIX! Sim, afinal houve alguém no nosso país que imaginou «ter visto o futuro» antes de 1900.)
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Observação: «Brava» bojarda
Neste último
Natal receberam-se como prendas em minha casa, e entre outras, vários discos –
de música, de jogos, de filmes. Entre estes «Brave», o mais recente filme dos
estúdios Pixar, que em Portugal recebeu o título «Indomável» (sim, há traduções
piores…), e que é comercializado pela Zon Lusomundo Audiovisuais. Observando a
caixa, li a síntese, a ficha técnica, e a seguinte… ressalva: «Dados corretos
salvo erro tipográfico».
Quero
acreditar que, um dia, se irá investigar, descobrir e explicar por que motivo
neste país tantos indivíduos e tantas instituições, quer públicas quer
privadas, se prestaram – sem o deverem, sem serem forçadas, sem terem qualquer
verdadeira obrigação disso – a fazer figuras ridículas, a passarem por idiotas,
a tornarem-se autênticas anedotas. Talvez então se possa rir (ainda mais, e
descansadamente) da aberração que é, foi, o «ac(b)ord(t)o (porn)ortográfico».
(Adenda - Hoje, 21 de Fevereiro, celebra-se o Dia Internacional da Língua Materna. Uma data ainda melhor do que as outras para todos os que ainda não subscreveram, divulgam e apoiam a Iniciativa Legislativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico... o fazerem.)
(Segunda adenda - «Escoçês» é errado e esquisito? Sim. Mas não é mais errado e esquisito, e ridículo, que, por exemplo, «espetáculo», «perspetiva», «receção» e «suntuoso».)
(Terceira adenda – Quando se recorre à força e à imposição burocráticas e totalitárias, é óbvio que os «processos» (kafkianos) «avançam» e «correm» sem «problemas», que qualquer absurdo é aplicável. Há para aí quem seria um «excelente» «comissário cultural» de Stalin e de Mao…)
(Adenda - Hoje, 21 de Fevereiro, celebra-se o Dia Internacional da Língua Materna. Uma data ainda melhor do que as outras para todos os que ainda não subscreveram, divulgam e apoiam a Iniciativa Legislativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico... o fazerem.)
(Segunda adenda - «Escoçês» é errado e esquisito? Sim. Mas não é mais errado e esquisito, e ridículo, que, por exemplo, «espetáculo», «perspetiva», «receção» e «suntuoso».)
(Terceira adenda – Quando se recorre à força e à imposição burocráticas e totalitárias, é óbvio que os «processos» (kafkianos) «avançam» e «correm» sem «problemas», que qualquer absurdo é aplicável. Há para aí quem seria um «excelente» «comissário cultural» de Stalin e de Mao…)
sábado, fevereiro 09, 2013
Obras: Desenhando os «Mensageiros…»
Pedro Piedade
Marques, que desenhou e paginou «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico», escreve sobre o seu trabalho neste meu
projecto no seu blog Montag em texto intitulado «Controlo terrestre chama major Tomás» (sim, uma alusão à canção «Space Oddity» de David Bowie…)
Um excerto: «(…) Tratou-se de um exercício de recuperação de
uma certa forma de ilustrar a ficção científica “de fora” do género, ou seja:
em vez da ilustração naturalista “pulp” ou associada à “Golden Age” da FC dos
anos 30 aos anos 50 (e ainda a matriz do que se faz na ilustração de FC de há
quarenta anos a esta parte), e porque, muito simplesmente, não sou um
“ilustrador” ou pintor, impunha-se o recurso essencialmente à selecção,
montagem e “colagem” de elementos de heteróclita proveniência (catálogos de
ferramentas e produtos industriais e manuais de astronomia do século XIX,
desenhos de Ernst Haeckel de diversa fauna e flora marinha,
parafernália da Era Espacial como fatos dos primeiros cosmonautas americanos e
soviéticos, etc.), aos quais não faltaram aportações nacionais como detalhes
das estruturas fabris da CUF dos anos 50, o rosto de um jovem D. Carlos dentro
de um capacete da tripulação da Soyuz dos anos 70 ou a fachada da Faculdade de
Letras de Lisboa do arquitecto Pardal Monteiro. (…)» Entretanto, Pedro já adicionou o «Mensageiros…» ao seu
portfolio.
A propósito,
informo novamente que «Mensageiros das Estrelas» vai ser apresentado no Porto no próximo dia 3 de Março, às 17 horas, no Teatro Rivoli, integrado na
programação do Fantasporto 2013. (Também no Simetria.)
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
Outros: Sobre o Regicídio…
… De que hoje
se assinala mais um (triste) aniversário, recomendo a leitura de textos de David
Garcia («105 anos depois do Regicídio, não esquecemos!»), João Afonso Machado
(«Para além da efeméride»), João Amorim («No dia 1 de Fevereiro a escumalha não tem pesar»), João Pinto Bastos («Recordar o Regicídio»), Miguel Castelo-Branco
(«O erro dos regicidas») e Nuno Castelo-Branco («O Regicídio não foi esquecido, jamais o será!»). (Também no Esquinas (137).)
sexta-feira, janeiro 25, 2013
Oráculo: «Mensageiros…» no Fantasporto
O livro
«Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico» vai ser apresentado no Porto no próximo dia 3 de Março, às 17 horas
e no Teatro Rivoli, durante o Fantasporto 2013/33º Festival Internacional de Cinema
do Porto (ver também no Facebook), como se pode ver no programa divulgado esta
semana. Agradeço muito a oportunidade de se fazer o lançamento da obra na
«Invicta» à equipa da organização do evento, em especial a Beatriz Pacheco
Pereira. Na edição deste ano merece igualmente destaque a homenagem que vai ser
feita a um dos autores que participa(ra)m na antologia: António de Macedo, que
vai ter vários dos seus filmes exibidos no Rivoli.
Também a
partir desta semana o «Mensageiros das Estrelas» está disponível para venda nas
principais livrarias portuguesas, como as Bertrand e as FNAC, mas não só.
Apresentada inicialmente a 30 de Novembro no encerramento da segunda edição do colóquio que lhe
deu nome, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e nesta
colocada à venda durante os quatros dias em que decorreu a iniciativa do Centro
de Estudos Anglísticos, a antologia de contos inéditos de FC & F que eu
concebi, co-organizei e em que participei não entrou de imediato no circuito
comercial normal devido ao habitual excesso de oferta que se regista no período
de Natal e de Ano Novo.
Entretanto, e
depois das primeiras, continua(ra)m a surgir notícias, reacções, referências,
comentários, à antologia e também ao colóquio que esteve na sua origem: um
balanço daquele feito por João Campos no Viagem a Andrómeda; um anúncio por
mais um dos seus autores, João Afonso Machado, no Corta-Fitas; uma «crítica»
por Alexandra Rolo no Livros Por Todo Lado (que apenas demonstra a imaturidade
e a inexperiência da signatária); inclusão em «retrospectivas de 2012» feitas
por Marcelina Leandro no Muito Para Ler, e novamente por João Campos no Viagem
a Andrómeda. (Também no Simetria. Referência no Nova Águia, no Ouroboros Lair (um, dois) e no Trëma.)
sábado, janeiro 19, 2013
Opções: Contra o aborto gratuito
Lê-se no
texto que explica a iniciativa: «Neste momento de
crise nacional, com aumento brutal de impostos, cortes de subsídios, cortes de
ordenados e aumento das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde, o
Governo tenta diminuir a despesa pública e aumentar a receita. Assim, torna-se incoerente e ilógico haver
aborto gratuito e pagamento de até um mês de subsídio de maternidade (?!) a 100%
para quem quer abortar quando e quantas vezes quiser, tudo isto às custas do
Estado. Independentemente da
posição que os signatários têm em relação ao aborto ser ou não livre,
peticiona-se ao Governo e à Assembleia da República que a interrupção
voluntária da gravidez (aborto) não seja financiada/comparticipada/subsidiada
pelo Estado Português.»
Esta situação
é ainda mais inadmissível e insustentável num país que, além de estar a sofrer
uma catástrofe económica e financeira, está a sofrer – há mais tempo – uma
catástrofe social e demográfica. Tantas notícias, tantas reportagens que
referem, alarmadas, o envelhecimento da população portuguesa, o aumento de óbitos e a diminuição de nascimentos, a mais baixa taxa de natalidade da União
Europeia… mas que, «curiosamente», se «esquecem» de mencionar os incentivos
públicos – isto é, oficiais! – à interrupção voluntária da gravidez como uma
das causas mais que prováveis, e preponderantes, para esta situação. E que
podem classificar a gravidez na adolescência como sendo um «drama» (não o é
necessariamente), mas que não utilizam esta palavra, ou outra mais forte, para
classificar a autêntica «política de auto-extinção nacional» - uma «solução
final à portuguesa»? – que está a ser aplicada.
quarta-feira, janeiro 09, 2013
Outros: Contra o AO90 (Parte 6)
«Ainda as facultatividades do Acordo Ortográfico de 1990 - Algumas notas críticas», José Paulo Vaz; «Uma bassula ao Acordo Ortográfico» e «A “estandardização” da língua portuguesa», Wa Zani; «O Acordo Ortográfico e a tradução para português», Paula Blank; «Futilidade estatista»,
Eduardo Freitas; «Ainda e sempre o malfadado Acordo Ortográfico da LP de 1990»
e «O Acordo Ortográfico da nossa desunião», António Viriato; «Contra fatos, os argumentos», Francisco Miguel Valada; «Petições contra o acordo ortográfico»,
José Pacheco Pereira; «Bechara, um mentiroso compulsivo!», João Pedro Graça;
«Os dislates de Evanildo Bechara», «Mas então não íamos todos escrever da mesma maneira?», «O Acordo Ortográfico já não causa impacto», «Viegas, boçalidades e patetices», «Rui Tavares é mais ou menos a favor», «E terá sido contactado?»,
«E agora, Manuel?» e «Acordo Ortográfico no Parlamento, a luz ao fundo do túnel?», António Fernando Nabais; «O Acordo, outra vez», «O cadáver adiado» e «Urgentemente»,
Vasco Graça Moura; «Carta aberta em defesa da língua-mãe portuguesa - o português de Portugal», Dulce Rodrigues; «A viúva e a virgem», Janer Cristaldo; «A minha pátria é a língua portuguesa», Samuel de Paiva Pires; «O acordo ortográfico e o peido-mestre», Mouzar Benedito; «Brasil rasga Acordo Ortográfico!», «Mete, e mete muito bem!» e «”Orgulhosamente sós!” E agora, Portugal?», Pedro Quartin
Graça; «Uma paneleireza portuguesa», Joaquim Carlos; «E agora, burr’calhos?»,
Paulo Selão; «E é escrever assim desacordadamente», José Morgado; «O Aborto Horrográfico», Luís Monteiro; «Foi você que pediu um acordo ortográfico?»,
António Jacinto Pascoal; «É a ortografia, pá», Rui Bebiano; «A(c)ta ou desata?», António Bagão Félix; «Carta ao Primeiro-Ministro», António de Macedo;
«Acordar melhor», Maria do Rosário Pedreira; «É desta que o AO vai à vida?»,
Telmo Bértolo; «Alegria breve ou a língua de Pandora», Nuno Pacheco; «Brasil adia Acordo Ortográfico: e agora?..», António Marques; «Sem tom nem som» e «A ideia de “língua”», João Gonçalves; «Dilma, rasgue o acordo ortográfico»,
João Pedro Coutinho; «Aborto acordográfico», João Pinto Bastos; «Avacalharam a língua portuguesa», Sérgio Vaz; «Uma dor na língua», Leonardo Ralha; «”Minhas mágoas eram negras, negras ficaram as águas”…», Cristina Ribeiro; «O remendo»,
José Horta Manzano; «Nem gregos nem troianos, assim-assim», Helena Buescu;
«Carta ao Ministro da Educação», Rui Miguel Duarte. (Também no Esquinas (136) e no MILhafre (68).)
segunda-feira, janeiro 07, 2013
Opções: Votar no Obamatório
Começa
hoje, 7 de Janeiro, e termina no próximo dia 19 de Janeiro, a primeira fase da
votação do «Concurso Blogs do Ano 2012» promovido pelo blog Aventar. No qual
participa, não o Octanas, mas sim o meu outro blog, o Obamatório. E em três
categorias: «actualidade política – blog individual»; «actualidade política –
internacional»; e «blogger do ano».
Ao
tomar conhecimento da iniciativa, pensei «porque não?» e fiz a inscrição. Sem
elevadas ou exageradas expectativas, reconheço. Mas quem quiser participar na
escolha e dar a sua preferência – o que desde já muito agradeço – ao espaço sobre
a política, a sociedade e a cultura dos EUA que eu mantenho há quatro anos,
pode fazê-lo – uma vez por dia! – aqui (nas duas primeiras categorias) e aqui (na
terceira).
segunda-feira, dezembro 31, 2012
Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2012
A literatura: «Poesia Lírica e Satírica», Pedro Correia Garção; «Quatro Visões Memoráveis», «Sete Livros Iluminados» e «Cantigas da Inocência e da Experiência», William Blake; «Sem Título», João Afonso Machado; «Nova Teoria do Mal», Miguel Real; «O Quarto Poder», Juan Gimenez; «O depoimento de Randolph Carter» e «A música de Erich Zann», H. P. Lovecraft.
A música: «Sempre de Mim», Camané; «Na Corrente», Carlos Paredes; «St. Anger», «Death Magnetic» e «Lulu» (com Lou Reed), Metallica; «Procura-se», Susana Félix; «Andrea», Andrea Bocelli; «Fado Global - Vol. 6», Carlos Zel, Fernando Maurício, João Braga, Maria da Fé, Rosa Madeira, e outros; «Quartetos para Cordas», Wolfgang Amadeus Mozart (pelo Quarteto de Cordas de Leipzig).
O cinema: «48», Susana de Sousa Dias; «Erguer do Planeta dos Macacos», Rupert Wyatt; «Eu Sou o Número Quatro», D. J. Caruso; «Antwone Fisher», Denzel Washington; «Rainha dos Danados», Michael Rymer; «21 Gramas», Alejandro González Iñárritu; «Invictus», Clint Eastwood; «Max Payne», John Moore; «"A" Fácil», Will Gluck; «Três Cores - Azul», «(...) - Branco» e «(...) - Encarnado», Krzysztof Kieslowski; «Os Vingadores», Joss Whedon; «A Cidade», Ben Affleck; «Os Sonhadores», Bernardo Bertolucci; «Invasão Mundial/Batalha - Los Angeles», Jonathan Liebesman; «Possessão», Neil LaBute; «Os Próximos Três Dias», Paul Haggis; «O Não-Nascido», David S. Goyer; «Tron - Legado», Joseph Kosinski; «O Americano», Anton Corbijn; «Homens de Negro 3», Barry Sonnenfeld; «O Assassinato de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford», Andrew Dominik; «Beira da Escuridão», Martin Campbell; «Os Jogos da Fome», Gary Ross; «Emprenhada», Judd Apatow; «Juno», Jason Reitman; «Amor Acontece», Brandon Camp; «O Barão», Edgar Pêra; «Data Devida», Todd Phillips; «O Cavaleiro Negro Ergue-se», Christopher Nolan; «Os Perdedores», Sylvain White; «Idade do Gelo - Deriva Continental», Michael Thurmeier e Steve Martino.
E ainda...: «Gangnam Style», Psy; FNAC Chiado - Exposições «4/365 - Fotografias de Ana Maria Russo» + «Pathé Fréres 1908/1911 - Fotografias da Colecção da Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema»; «Californicação» - 4ª época; «O Fenómeno "Tron"» (extras da edição em Blu-Ray do filme); Casa da Comarca da Sertã (Lisboa)/DG Edições - Apresentação do livro «Sem Título» de João Afonso Machado; Sociedade da Língua Portuguesa/Movimento Internacional Lusófono - debate «Há alternativas ao Euro?» com Artur Baptista da Silva e Pedro Braz Teixeira; Pottermore - «A unique online Harry Potter experience from J. K. Rowling»; Centro de Estudos Anglísticos (da Faculdade de Letras) da Universidade de Lisboa - colóquio internacional «Mensageiros das Estrelas - Edição II»; Biblioteca Nacional de Portugal - Exposição «Marcos Portugal (1762-1830) - 250 anos do nascimento» + «José Augusto França - Exposição bibliográfica (1949-2012)» + Mostra «300 anos do "Vocabulário" de Bluteau - O estudo e a ilustração da língua» + Mostra «Manuel Viegas Guerreiro (1912-1997)»; RTP2 - «Câmara Clara» (última emissão); «Ervas» - 8ª época (última); «Monty Python - Quase a Verdade (A Versão dos Advogados)».
quinta-feira, dezembro 27, 2012
Orientação: Sobre um «Processo», no Público
Na edição de ontem (Nº 8296) do jornal Público, e na página 39, está o meu artigo «Processo Retro-ortográfico Sem Curso». Um excerto: «(…) É de perguntar a todos aqueles que sugerem, ou
acusam mesmo, os actuais governantes de serem "fascistas" e que os ameaçam com
hipotéticos golpes militares, se: antes de mais, sabem ou se lembram como é que
era, e o que implicava, o verdadeiro fascismo, mais concretamente a sua versão
portuguesa salazarista-marcelista; e se eles próprios exercem o mais básico
acto de anti-fascismo que é… não escrever segundo o "aborto pornortográfico".
Que é, mesmo, neo-fascista e neo-colonialista; os seus criadores, os seus
proponentes e defensores são, mesmo, neo-fascistas e neo-colonialistas. Quem
tem dúvidas pode dissipá-las ouvindo Fernando Cristóvão numa entrevista concedida em 2008, que esclarece o que pensam os "acordistas" sobre o processo
legislativo num regime democrático – em que, supostamente, as leis não são
dogmas nem mandamentos, e, logo, são alteráveis e revogáveis – e a
independência, a soberania – cultural e não só – dos países africanos de língua
oficial portuguesa. (…)» Transcrição parcial no sítio da Iniciativa Legislativa
de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. (Também no Esquinas (135).)
domingo, dezembro 23, 2012
Outras: Boas leituras
No sítio
Goodreads existem quatro páginas dedicadas a outros tantos livros meus – duas
colectâneas colectivas de contos, um «romance» e uma tradução de um autor
estrangeiro: «A República Nunca Existiu!» (2008, Saída de Emergência);
«Espíritos das Luzes» (2009, LeYa/Gailivro/1001 Mundos); «Poemas» de Alfred
Tennyson (2009, Saída de Emergência); «Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico» (2012, Fronteira do Caos). Três inserem-se,
precisamente, no género FC & F; e o quarto, que reúne 50 dos poemas do
grande escritor inglês, inclui vários marcados indelével e indubitavelmente
pela fantasia, pelo insólito, pelo misterioso e pelo maravilhoso… e pelo
assustador, de que são exemplos «As fadas do mar», «O Kraken», «O Palácio da
Arte», «Um sonho de mulheres formosas» e «Morte de Artur». Boas leituras… e
Boas Festas! Aliás, daqui a um ano, e se tudo correr bem e conforme o previsto,
haverá mais «Festas» para celebrar. (Também no Simetria.)
terça-feira, dezembro 18, 2012
Outros: «UNP» na TL
Na edição de Dezembro de 2012 (Nº 243) da revista Tempo Livre, e na página 13, está uma
referência à publicação, este ano, do meu livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País». Inclui, especificamente, um excerto da minha breve introdução
(«Exp(l)i(c)ação»), em que revelo que «esta
obra ilustra igualmente a minha evolução pessoal, mental, ideológica, de
(inconsciente) republicano comunista, na esquerda, a (consciente) monárquico
conservador, na direita. Em comum em todo o percurso, inalterável, sempre a
vontade de apontar, denunciar, problemas e de propor, expor, soluções.» É de
assinalar o facto de este número do órgão de informação do INATEL ter uma
tiragem superior a 140 mil exemplares.
domingo, dezembro 09, 2012
Observação: Nem dadas!
Não é a
primeira nem, certamente, será a última empresa portuguesa a lançar no mercado
nacional, e, logo, principalmente, preferencialmente, para os consumidores
portugueses, um produto ou um serviço com uma designação em inglês. Porém, a
Porto Editora não é, neste âmbito, uma empresa qualquer, e não só por se ter
especializado em dicionários e em manuais escolares: é «apenas» a entidade
privada que mais tem preconizado, no nosso país, a aplicação do malfadado
«acordo ortográfico de 1990»…
… Pelo que não
pode deixar de ser considerado incongruente, e até ridículo, que uma das suas
mais recentes iniciativas editoriais tenha sido denominada como… «Book Gift»!
Sim, tanto «amor» pela língua portuguesa, tanto «empenho» na sua defesa, tanto
«esforço» na sua valorização… e «uniformização»! Há, pois, motivos para esperar
que, se voltarem a dar um tom anglófono a um próximo lançamento, não hesitarão
em utilizar palavras com «ph» e consoantes repetidas, que só em português são
«arcaicas»… Por exemplo, «Reading Support»; ou «Philosophy Essentials»; ou,
emulando a SIC e a TVI, cujos espaços para as crianças são, respectivamente,
SIC K e K Kanal (mais um «k» e estariam a envergar capuzes brancos), uma
colecção para os mais novos intitulada «Kids Colection»… porque, enfim, «coletion»
não ficaria bem, não é verdade?
Como com
qualquer livro ostentando o símbolo da Porto Editora, estas «Book Gift(s)» são,
se possível, de evitar, de boicotar, não comprar. Nem dadas! (Também no Esquinas (134). Referência no sítio da ILCAO.)
sexta-feira, novembro 30, 2012
Obrigado: Aos que compareceram…
… Hoje, na
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para a apresentação de
«Mensageiros das Estrelas – Antologia de Contos de Ficção Científica e Fantástico»,
acontecimento que encerrou a segunda edição do colóquio internacional Mensageiros das Estrelas, organizado, mais uma vez, pelo Centro de Estudos
Anglísticos da UL. Um agradecimento especial a este centro, em particular a
Adelaide Meira Serras e a Duarte Patarra, que comigo co-organizaram a
antologia, e também a José Duarte. A minha gratidão, logicamente, estende-se
igualmente, e principalmente, aos autores – alguns dos quais não puderam estar
presentes hoje – que tornaram este livro possível.
Tão
importante como um autor – aliás, ele também é um autor na antologia! – é o
Pedro Piedade Marques (ele esteve presente), que desenhou e paginou aquela com
o brilhantismo, com a competência e a imaginação que lhe são reconhecidas. E,
«último mas não o menor», muito pelo contrário, um «muito, muito, muito
obrigado» à editora Fronteira do Caos e aos (meus) editores Carla Cardoso e
Victor Raquel, pela coragem que demonstraram em apostar (em arriscar?) na
concretização desta obra. Que todos – incluindo os leitores – dela se orgulhem
é o meu maior desejo. (Também no Simetria.)
sábado, novembro 24, 2012
Outras: Notícias dos «Mensageiros»
A
antologia de contos de ficção científica e fantástico «Mensageiros das
Estrelas», editada pela Fronteira do Caos e que eu concebi, co-organizei e em
que participei, alcançou já uma considerável «cobertura noticiosa» no espaço
virtual. De destacar os destaques dados por: Abracadabra; Bela Lugosi Is Dead; Blogtailors; Correio do Fantástico
(um, dois); Europa SF; Folha em Branco; Intergalactic Robot; Muito Para Ler; Nebulosa; Nova Águia; Ouroboros Lair; Pantapuff; Viagem a Andrómeda. E nos sítios dos próprios autores, como Blade Runner (João Seixas), O Relógio Avariado de Deus (Ozias Filho) e Tecnofantasia (Luís Filipe Silva), e nas
páginas de Facebook de Cristina Flora, José António Barreiros, Miguel Garcia e Sérgio Franclim.
Como já anunciei aqui, a antologia «Mensageiros das Estrelas» vai ser apresentada no
último dia (30 de Novembro, às 17 horas) do colóquio com o mesmo nome, n(o
anfiteatro 3 d)a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas estará à
venda (neste momento, é essa a previsão) desde o primeiro dia (27). Então
poder-se-á começar a ler e a apreciar os contos que a integram, e que,
divididos em quatro capítulos («Alameda da Universalidade», «A Todo o Vapor»,
«A República Nunca Existiu! – Parte 2» e «Época de Apocalipses»), são: «Aventura
Borgiana – Uma sinopse avançada», Nuno Fonseca; «Rapsódia sem dó (maior)»,
Luísa Marques da Silva; «Tour de main», Maria de Menezes; «As crianças nunca
mentem», Cristina Flora; «Das Visitações», António Pedro Saraiva; «In
Falsetto», Luís Filipe Silva; «A maratonista», Ozias Filho; «A realidade, não
fora a loucura», João Afonso Machado; «Premonição», Ana Cristina Luz; «O preço
de uma coroa», Sacha Andrade Ramos; «O príncipe mais que perfeito», Isabel
Cristina Pires; «A conjura», António de Macedo; «No topo da cadeia alimentar»,
Pedro Manuel Calvete; «Anamorfose», José António Barreiros; «Assombração»,
Sérgio Franclim; «Segundo Ultimatum Futurista», Octávio dos Santos; «Subpólis»,
Miguel Garcia; «O confessor», João Seixas.
Entretanto,
verificou-se igualmente uma alteração na composição da «mesa-redonda» de dia 28
às 17.30, em que eu participo: David Soares não poderá estar presente e será
substituído por Luís M. R. Sequeira; uma troca que vai permitir a exibição das
imagens mais recentes do projecto Ópera do Tejo/Lisboa Pré-1755, que iniciei e
em que ambos participamos (ele muito mais do que eu), e que sem dúvida se
integrará perfeitamente no tema da sessão, que é «Lisboa pela Máquina do Tempo». (Também no Simetria.)
segunda-feira, novembro 19, 2012
Orientação: Sobre o fantástico, na LCV
O meu
artigo «A nostalgia da quimera», que tem como subtítulo, tema e tese «O
fantástico é o género dominante na literatura portuguesa», foi (re)publicado na
edição Nº 4 (páginas 107-110) da revista Letras Com Vida – correspondente ao
segundo semestre de 2011, mas só agora disponível – depois de, originalmente,
ter sido publicado no sítio na Internet do jornal Público, a 18 de Novembro de
2011. A Letras Com Vida, propriedade do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é
dirigida por Miguel Real e por Béata
Cieszynska. Registos audiovisuais da apresentação em Lisboa, ocorrida no
Museu do Teatro no passado dia 30 de Outubro, podem ser acedidos aqui, aqui e
aqui. (Também no Esquinas (133).)
(Adenda - Só a 28 de Novembro vi, finalmente, um exemplar desta revista, e constatei, para minha surpresa e indignação, que o meu artigo havia sido editado segundo o «acordo ortográfico» - sem, obviamente, o meu conhecimento e a minha autorização. Pelo que, inevitavelmente e logicamente, não reconheço, e repudio, esta «versão». E fico à espera de um pedido de desculpas.)
(Adenda - Só a 28 de Novembro vi, finalmente, um exemplar desta revista, e constatei, para minha surpresa e indignação, que o meu artigo havia sido editado segundo o «acordo ortográfico» - sem, obviamente, o meu conhecimento e a minha autorização. Pelo que, inevitavelmente e logicamente, não reconheço, e repudio, esta «versão». E fico à espera de um pedido de desculpas.)
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