O meu novo
livro, «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», editado pela Fronteira
do Caos, está à venda, tal como previamente informei, principalmente nas lojas
Bertrand e FNAC, mas não só. Pode também ser adquirido, por exemplo, na Apolo 70, Culturminho, Sítio do Livro, Tiraqui, Universidade Católica Portuguesa e
Wook. E ainda no El Corte Inglés (apesar de não dispor da correspondente página
electrónica). Outras referências: Gazeta de Viseu, Nova Águia, O Relógio Avariado de Deus e Real Família Portuguesa.
sexta-feira, setembro 14, 2012
sábado, setembro 08, 2012
Observação: A Restauração já começou?
No meu artigo
«Um Presidente por um Rei», publicado no jornal Público a 8 de Junho último, e
que está incluído (páginas 260-262) no meu novo livro «Um Novo Portugal – Ideias de, e para, um País», afirmo – escrevo – que «a primeira iniciativa
indispensável num restaurado Reino de Portugal – e até, se possível, prévio a
este – seria a ilegalização e a dissolução total e, preferencialmente,
definitiva do Grande Oriente Lusitano, complementada pela divulgação dos nomes
de todos os seus membros, passados e presentes.» Porque, a 1 de Agosto, foi
publicada, como comentário num blog, uma (primeira, e incompleta) lista de membros do GOL, pode-se deduzir que a Restauração já começou?
Não tenho
motivos para especular, e para concluir, que a iniciativa do «António José»
tenha constituído como que uma resposta ao meu «repto». De qualquer forma, considero
que a mesma tem mais vantagens do que desvantagens, mais méritos do que
deméritos. E, previsivelmente, originou uma larga gama de reacções, das quais
aqui e agora apenas me vou referir à de João Gonçalves pelo respeito que lhe
tenho. O homem do (blog) Portugal dos Pequeninos também está naquela lista,
embora a sua (breve) passagem pelos «aventaleiros» não constitua uma novidade –
ele próprio já a revelara, em Janeiro deste ano, no PdP. Sobre a divulgação
deste «rol» - com quase 1500 nomes! – esclarece que «é-me indiferente a
divulgação desta espécie de index paranóico para consolo onanista de
uns quantos "assangezinhos" de trazer por casa.»
Faz muito bem
João Gonçalves em não dar (demasiada) importância ao «incidente». «Quem não
deve não teme», e eu nunca pensei, disse e/ou escrevi que todo e qualquer
maçon, membro do GOL ou de outra «confraria» similar, é, à partida, um
indivíduo de carácter duvidoso ou até mesmo um criminoso. Pelo menos, será
ingénuo… Porém, não me parece correcto, e justo, comparar o «António José» ao
fundador do WikiLeaks. Julian Assange procedeu à divulgação ilegal, ilegítima,
injustificada e indiscriminada de informações pertencentes a instituições de
países democráticos cuja existência e actividade são (podem ser) controladas e
reguladas por entidades políticas, judiciais e administrativas, pela comunicação social e – por
último mas não o menos importante – pelos cidadãos eleitores. Neste tema também
faço minhas as palavras de João Afonso Machado: as lojas maçónicas não se
inscrevem naquela categoria; a natureza do seu objecto não é clara, embora não
faltem suposições – suspeições – mais ou menos (bem) fundamentadas; não merecem
ter «direito à privacidade» porque não são verdadeiras famílias. E note-se que,
desta vez, apenas foram divulgados nomes; se tivessem sido mensagens, aí sim é
que seria interessante… (Também no Esquinas (130) e no MILhafre (64).)
sexta-feira, agosto 31, 2012
Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2012
A literatura: «Vencer ou Morrer», Mendo Castro Henriques; «O Milionário de Lisboa», José Norton; «O Marquês de Soveral - Seu Tempo e Seu Modo», Paulo Lowndes Marques; «Sem Papas na Língua - Memórias», Beatriz Costa; «O Espião Alemão em Goa», José António Barreiros; «Comboio Nocturno para Lisboa», Pascal Mercier; «Design do Século XX», Charlotte Fiell e Peter Fiell; «Bob Morane - A Pegada do Sapo», Henri Vernes e William Vance; «Fantascom - A catastrófica chegada», João Barreiros.
A música: «Mãe», «Macau», «Heróis do Mar IV» e «Singles 1982/1987», Heróis do Mar; «Born Villain», Marilyn Manson; «21», Adele; «Onde Quando Como Porquê Cantamos Pessoas Vivas», Quarteto 1111; «Some Great Reward», Depeche Mode; «Jack White's Blues», Blind Willie McTell, Hank Williams, Howlin' Wolf, Patti Page, Robert Johnson, Soledad Brothers, Son House, Terry Reid, e outros; «RockMix - As Grandes Malhas/Rock & Ballads», Aldo Nova, Bad English, Cheap Trick, Europe, REO Speedwagon, Rick Springfield, Skid Row, White Lion, e outros.
O cinema: «Marcos», Robert Kramer e John Douglas; «Cabeça de Jarro», Sam Mendes; «Austrália», Baz Luhrmann; «Bom Povo Português», Rui Simões; «Trocadas», Clint Eastwood; «Pó de Estrela», Matthew Vaughn; «Artur e a Vingança de Maltazard», Luc Besson; «As Idades de Lulu», Bigas Luna; «Hotel para Cães», Thor Freudenthal; «Os Ficheiros-X - Eu Quero Acreditar», Chris Carter; «Precious», Lee Daniels; «Em Bruges», Martin McDonagh; «Gato das Botas», Chris Miller; «A Descida», Neil Marshall; «Novo Pesadelo», Wes Craven; «Nós Somos Marshall», McG; «O Exorcista», William Friedkin; «Amanhecer - Parte 1», Bill Condon; «Sherlock Holmes - Um Jogo de Sombras», Guy Ritchie; «Os Rápidos e os Furiosos - Derrapagem de Tóquio», Justin Lin; «16 Quarteirões», Richard Donner; «Embargo», António Ferreira; «Um Homem Sério», Ethan Coen e Joel Coen; «Dorian Gray», Oliver Parker.
E ainda...: John Peel Centre for Creative Arts - The Space; Coliseu dos Recreios de Lisboa - Sétima Legião (2012/5/4); Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - 82ª Feira do Livro de Lisboa; «Vídeos 1981/1989», Heróis do Mar; Biblioteca Municipal de Lisboa (Palácio Galveias)/Fronteira do Caos - Apresentação do livro «Amor, meu Grande Amor» de João Pedro Martins; «Uma Terapia» (anúncio publicitário para a Prada), Roman Polanski; Museu do Neo-Realismo - Exposições «Adelino Lyon de Castro/O Fardo das Imagens (1945-1953)» + «Ciclo Vinte Mil Livros/José Cardoso Pires» + Colectiva de Artes Plásticas «Novas Obras da Colecção MNR» + «The Return of the Real 19 - Ana Pérez-Quiroga»; Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira - Exposição «Jorge de Sena/A Cor da Liberdade»; FNAC Vasco da Gama/Taschen - Exposição «Morreu a mais bela mulher do Mundo (Marilyn Monroe) - Fotografias de Andre de Dienes e de Bert Stern»; Centro Comercial Atrium Saldanha - Exposição «Michel Giacometti/80 Anos, 80 Imagens»; «Atlântico Norte», Bernardo Nascimento; Biblioteca Nacional de Portugal - Exposições «Jorge Amado em Portugal» + «Luís Manuel Gaspar - Um lugar nos olhos».
quarta-feira, agosto 22, 2012
Outros: «OND» na RM
Seis anos
depois de ter sido publicado, «Os Novos Descobrimentos: Do Império à CPLP – Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas» continua a ser
procurado, consultado… e citado. O mais recente exemplo desse interesse – ou, pelo
menos, o mais recente que chegou ao meu conhecimento – é dado pelo Tenente-Coronel
Carlos Manuel Carreira, que, no seu artigo «O Tempo Tríbio Português» publicado
a 31 de Maio deste ano n(o sítio d)a Revista Militar, não só incluiu o livro
escrito por mim e por Luís Ferreira Lopes (e com prefácio de José Manuel Durão
Barroso) na bibliografia como dele transcreveu quatro breves mas relevantes
excertos.
segunda-feira, agosto 13, 2012
Observação: A «melhor FC» da actualidade…
… E,
provavelmente, dos últimos dez anos (ou mais), pode ser encontrada nas (muitas)
páginas escritas por aqueles que defendem que a Terra está a passar por um
processo de «alterações climáticas», ou, mais concretamente, que está a acontecer
um «aquecimento global» com origem na actividade (industrial) humana… e que
está a pôr em perigo a vida no nosso planeta.
Exagero?
Então repare-se: (ab)usando-se (d)a ciência, (d)as suas instituições, (d)os
seus equipamentos, seus métodos, relatórios, dados, há – continua a haver – um
grande número de «cientistas» que continua a escrever «ficção». A escolherem os
«factos» e os números que lhes interessam – dissimulando e/ou desprezando
outros – de modo a justificarem as suas teorias, a ajustarem as conclusões às
hipóteses e não o contrário. E esta «ficção científica» pode ser colocada
practicamente toda na mesma «categoria»: a apocalíptica, a «doomsday», a de
«fim-de-mundo». Os seus cultores são como que herdeiros de sacerdotes tresloucados
de séculos passados como Gabriel Malagrida, que acreditavam – e que pregavam –
que os «pecados» dos homens eram a causa de catástrofes naturais como os
terramotos, entendidas como castigos de Deus. Embora num estilo diferente
(mais… laico), a «lógica» de pensamento é quase a mesma – é a Terra que procede
à «punição». Já não se trata tanto de religião mas mais de ideologia, política,
economia, (falta de) cultura. Num caso como no outro, o extremismo, o
fanatismo, abundam.
Assim, talvez
seja preferível, mais… «misericordioso», considerar, e entre vários outros, James
Hansen, Phil Jones e Rajendra Pachauri não como alarmistas vigaristas mas sim
como «artistas», embora seja de duvidar de que algum dia estejam ao nível de Aldous
Huxley, Arthur C. Clarke, Philip K. Dick, Isaac Asimov, Ray Bradbury ou Robert
A. Heinlein… Mas lá que tentam contínua e incansavelmente ir além dos limites
da imaginação, disso não restam dúvidas… (Também no Simetria.)
domingo, agosto 05, 2012
Obras: «Um Novo Portugal» - excertos
Do meu novo livro, recentemente publicado, eis excertos de três dos artigos que o
compõem.
O
primeiro tem a ver com as possíveis causas e explicações da decadência deste
país. «Em Portugal, o saudosismo mórbido
e a mania de imitar e seguir o que é estrangeiro, subestimando e desvalorizando
o que é nacional, já vêm de muito longe. Estão intimamente relacionado com a
nossa tendência suicida, de que já falava Miguel de Unamuno. E se essa
tendência encontrou expressão, no virar do século, com as mortes de escritores
como Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Mário de Sá Carneiro e Florbela
Espanca, hoje ela verifica-se, por exemplo, nos números elevadíssimos de mortes
em acidentes de viação, de trabalho e domésticos. Se há coisa que distingue
negativamente o povo português é a sua negligência, o seu descuido, a sua
irresponsabilidade para com a integridade própria e a dos outros. Isso vê-se
também na nossa já proverbial, e secular, falta de higiene, pública pelo menos,
comprovada por esse hábito perene de cuspir para o chão, de deitar lixo na rua
inclusive quando existem perto caixotes do mesmo, na proliferação desordenada
de lixeiras sem condições de segurança, muitas vezes com resíduos perigosos. E
constata-se ainda na falta de manutenção e restauro de edifícios, sejam eles de
habitação ou monumentos históricos. Este desleixo generalizado vem,
fundamentalmente, da descrença do nosso futuro colectivo enquanto nação. As
causas desta doença são antigas. (…) Tantos desaires graves e consecutivos não
podiam deixar de causar marcas profundas num povo que, não muito tempo antes,
tinha sido “Mestre de Metade do Mundo”. Os problemas principais de Portugal não
são pois de carácter político, económico ou mesmo cultural. Têm um cariz
essencialmente psicológico, e também, provavelmente, religioso. De alguma forma
se instalou na consciência colectiva nacional a certeza de que, se tantos
fracassos tinham acontecido, é porque era essa a “vontade de Deus”, que
determinou que Portugal e os portugueses não mereciam ser, e ter, mais e
melhor. Era o destino. Era o fado. Pouco a pouco, ao longo dos séculos, esta
convicção pessimista foi-se entranhando, enraizando, nas nossas mentalidades,
nas nossas práticas e representações, na nossa maneira de ser quotidiana,
reproduzindo-se e expandindo-se contínua e imperceptivelmente. É por isso que o
conformismo, a resignação e a passividade são “imagens de marca” tão
características dos portugueses. É por isso que a mediocridade se tornou uma
instituição, que marginaliza ou mesmo condena, simbólica ou realmente, aqueles
que se distinguem, os competentes, os ambiciosos, os que querem fazer algo de
novo, de diferente ou de melhor. Como se ir mais além significasse,
inevitavelmente, trazer a desgraça. (…)» («A vontade e o destino», 1998, pág.
112.)
O segundo tem a ver com a renovação das gerações e a
correspondente sobrevivência da nação. «(…) A maior riqueza de um país está nos
seus habitantes. A maior riqueza de Portugal está nos portugueses. Em todos os portugueses.
E se pretende-se construir um Novo Portugal, isso não será possível sem novos
portugueses. Estejam eles onde estiverem. (…) Criar uma nova mentalidade,
formar novos portugueses, construir um Novo Portugal, são tarefas de uma missão
que cabe a todos. Nada será possível sem a participação de todos os
portugueses, independentemente do seu sexo, da sua raça, religião, ideologia,
classe ou idade. E independentemente da sua profissão: de facto, interessa
menos o que se faz e onde se faz do que o como se faz. (…)Temos pois de decidir
se queremos ou não que eles sejam, ou continuem a ser, portugueses. Temos de
perguntar a todos esses jovens se querem ser, dentro ou fora de Portugal, os
novos portugueses. Se querem ser, afinal, pessoas, e não meros "recursos
humanos" ou "mão-de-obra". Não é necessário que todos estejam ou venham para
Portugal. É preciso, pelo menos, que se consiga levar Portugal até eles,
qualquer que seja a parte do Mundo em que se encontrem. E isso é algo que, bem
ou mal, já estamos habituados a fazer. Desde há muito tempo.» («Novos
portugueses para um novo Portugal», 1995, pág. 84.)
O terceiro tem a ver com desporto e, mais
concretamente, com Jogos Olímpicos, inevitável num momento em que decorrem os
de Londres 2012 e que com eles se repetem as previsíveis e habituais derrotas, frustrações,
incompetências e insuficiências portuguesas. «(…) É difícil não falar em “fatalismo”:
a tendência recorrente da presença portuguesa em Jogos Olímpicos é a de que não
só os mais credenciados quase sempre perdem como também, invariavelmente, os
menos credenciados não compensam aqueles, excedendo as expectativas e
superando-se a si próprios e aos outros. E essa presença no evento máximo do
desporto mundial – não só em Pequim mas também antes – é bem a “tradução” do
que tem sido a “tradição” de mediocridade de todo o país em geral: o não
aproveitamento de oportunidades, o desperdício de capacidades e de recursos por
escassez de ambição, direcção, organização, enfim, de profissionalismo. Excesso
só mesmo de desculpas de “mau perdedor” (e de “mau pagador”…), de lamúrias… e
de patetices quando, aleluia, lá se ganha uma ou outra medalhinha! (…) É
preciso instituir, finalmente, um verdadeiro sistema desportivo no país! E não
tem que se estar sempre à espera do(s) Governo(s). O Comité Olímpico de
Portugal, em colaboração com as diversas federações desportivas e respectivos
clubes, e ainda com empresas que aceitem ser mecenas do projecto, deve, antes
de mais, estabelecer um eficaz, eficiente e exaustivo programa de prospecção,
selecção e formação de atletas: primeiro, deve definir um conjunto de
critérios, de indicadores, físicos e psicológicos, e visitar todas as escolas
do país e fazer um “rastreio” aos seus alunos, registando as suas
características motoras e mentais e encaminhando-os para os desportos mais
adequados a essas características; segundo, deve procurar, identificar e
recuperar talentos que já estão fora do sistema de ensino, promovendo como que
uma iniciativa de “novas oportunidades para o desporto”, incentivando todos os
portugueses a “denunciarem” familiares, amigos, colegas e vizinhos que eles
suspeitem que (ainda) têm, ou possam ter, jeito para atirar, correr, lançar,
levantar, lutar, pedalar, remar, saltar… (…)» («Os anéis e as quinas», 2008,
pág. 194.) (Também no Esquinas (129) e no MILhafre (63).)
quarta-feira, julho 25, 2012
Obras: «Um Novo Portugal» já está à venda
Anunciei-o a 16 de Abril último. Com uma capa da autoria de Pedro Piedade Marques (que já
desenhara e paginara «Poemas», de Alfred Tennyson, que eu traduzi) que exprime
muito bem, e de um modo impressionante, o conceito que o sustenta e os
sentimentos que o animam, já está à venda – principalmente nas lojas Bertrand e FNAC, mas não só – o meu
novo livro «Um Novo Portugal - Ideias de, e para, um País», talvez o livro mais
politicamente incorrecto – e provocador, e polémico – publicado nos últimos
anos nesta nação em auto-destruição.
A edição é da
Fronteira do Caos e a distribuição é da Gradiva. Quem se «atrever» a adquiri-lo
e a lê-lo que me faça chegar, depois, os seus comentários. Apontem os textos
que preferiram e/ou os que detestaram. Enfim, gostaria de saber as vossas
opiniões. A apresentação pública da obra está prevista mas não marcada; talvez
Setembro, talvez Outubro… Aguardem mais novidades.
sexta-feira, julho 20, 2012
Oráculo: No MdE 2, em Novembro
Tal como para o «Episódio I», realizado em 2010, fui (novamente) convidado pelo Centro de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para
participar como orador no colóquio internacional sobre ficção científica e
fantasia «Mensageiros das Estrelas – Episódio II», que irá decorrer, no
edifício daquele estabelecimento de ensino superior, nos dias 28, 29 e 30 de
Novembro deste ano. O meu nome, fotografia e (breve) biografia já estão em
destaque, no sítio da iniciativa, na página dos convidados nacionais – há também
uma versão em inglês. Mais novidades sobre o evento em geral e a minha
colaboração – que irá além da conversação – naquele em particular serão dadas
oportunamente. (Também no Simetria.)
quinta-feira, julho 12, 2012
Outros: Sim, as «humáquinas» existem!
Recentemente,
no passado mês de Maio, foi notícia em todo o Mundo a proeza cometida pela
norte-americana Cathy Hutchinson: tetraplégica há 15 anos, bebeu um café… com o
auxílio de um robot, um «braço» electrónico com «mãos», comandado pelo seu
cérebro no qual foi inserido um chip.
Mais
recentemente ainda, em Junho, foi também notícia em todo o Mundo o projecto de
«entrar» no cérebro de nem mais nem menos de… Stephen Hawking: através da
utilização e do desenvolvimento de um dispositivo denominado iBrain,
pretende-se potenciar a comunicação do famoso cientista inglês por via das suas
ondas cerebrais devidamente captadas, tratadas e «traduzidas» por computador.
Estes
sucessos sensacionais, dois casos de «mente sobre a matéria», só são surpresas
para quem não tiver lido o meu artigo «Humáquinas – A ciência e a tecnologia estão a criar novos corpos», escrito e publicado em 2008 (primeiro no Público,
numa versão inicial reduzida, depois no Simetria, na versão integral) e
que me proporcionou, em 2009, (mais) um Prémio Editorial (de jornalismo)
Sociedade da Informação. Sim, em muitos aspectos o futuro é já hoje, é já
presente; sim, em muitos aspectos a ficção científica é já um facto. (Também no Simetria.)
terça-feira, julho 03, 2012
Outros: Contra o AO90 (Parte 4)
«A suspensão», Vasco Graça Moura; «Desacordos», Luciano Amaral; «O Acordo Ortográfico – inútil e prejudicial», Anselmo Borges; «A CPLP, Abril, o sector e o setor», «Os nomes dos meses – Abril na CPLP», «Acordo Ortográfico – constrangimentos, insuficiências e implicações negativas», «A grande tourada dos alunos de Letras», «Descubra o estudante do Técnico que há em si» e «A persistência do caos ortográfico – a APP», Francisco Miguel Valada; «SOS»,
Fernando Paulo Baptista; «As editoras mais longe dos leitores», «Há males que vêm por bem», «Um “acordo”, três grafias» e «Um acto de cidadania», Pedro
Correia; «A CPLP e a consagração do desacordo ortográfico», António Emiliano; «abril com caixa baixa», «É agora que nos vamos ver livres da receção?» e «Aventuras herbáceas e erros de podar», Nuno Pacheco; «As mudas e os “espetadores”» e
«Mensagem aos dirigentes do SPGL e da FENPROF e aos directores (ou “diretores”?) das suas revistas», António Marques; «Carta ao Secretário de Estado da Cultura»
e «Carta ao Primeiro-Ministro», António de Macedo; «A acta do cidadão», José
Mendes Bota; «A invenção da existência», David Soares; «A cimeira da CPLP em Luanda, sobre o desacordo ortográfico…», Maria Elisa Ribeiro; «Nós é que agradecemos», Fernando Alberto; «Carta à Universidade Lusófona» e «Novo e-mail ao Primeiro-Ministro a propósito do AO90», Rui Miguel Duarte; «Obrigado pelo Acordo Ortográfico», Nuno Ferreira; «Olhos nos olhos», Maurício Barra; «Há alturas em que é preciso apontar o culpado», Pedro Quartin Graça; «Pensando bem, o acordo ortográfico tem mesmo muita piada», Rui Rocha; «Uma caricatura de nação», Samuel Paiva Pires; «A herança», Maria José Abranches; «Declaração de Amor à Língua Portuguesa», Teolinda Gersão; «Acordo Ortográfico – Jornal de Notícias pára para ver», «(…) – António Houaiss reconhecia o valor diacrítico das chamadas consoantes mudas», «(…) – Entremez muito simples sobre a arte de não responder» e «(…) – A leviandade de José Eduardo Agualusa», António Fernando
Nabais; «O Acordo Ortográfico em Moçambique» e «Ainda o Acordo Ortográfico», José
Pimentel Teixeira; «Para os amantes do AO», Ana Vidal; «Quando um autor estrangeiro repudia o Acordo Ortográfico português», José Mário Silva. (Também no Esquinas (128) e no MILhafre (62). Referência no Delito de Opinião.)
quarta-feira, junho 27, 2012
Observação: Só com outras cores
Já o disse, e escrevi, antes: quando a «seleção» principal de futebol de Portugal joga para um campeonato da Europa ou do Mundo, a questão não é saber se é desta que, finalmente, vai ganhar: é saber em qual das fases vai perder e por quantos.
E hoje, mais
uma vez (a monotonia…), foi isso que aconteceu. Em «direto», perdeu com a
Espanha, actual campeã europeia e mundial, numa das meias-finais do Campeonato
da Europa de Futebol 2012, na Polónia e na Ucrânia… no desempate por pontapés
na marca da grande penalidade. É verdade que se verificou um «progresso» em
relação ao Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul: então também se
perdeu com «nuestros hermanos», mas nos oitavos-de-final, por 0-1, no tempo
regulamentar, e com um golo em fora-de-jogo…
Podia confirmar-se
a «tradição» à partida vendo quais eram as equipas nos quartos-de-final: das
oito só uma nunca havia sido campeã europeia e/ou mundial – exactamente,
Portugal. E quais eram as quatro nas meias-finais: só uma havia já perdido na prova – exactamente, Portugal, e com outra das semi-finalistas, a
Alemanha.
Custódio
tinha afirmado, em conferência de imprensa antes do jogo, que ele e os seus
colegas iriam «lutar até à morte» para que a «equipa de todos nós» vencesse.
Pois bem, o jogo acabou, e, ao que parece, continuavam – felizmente! – todos
vivos… Vivos mas, como de costume, incompetentes e impotentes, perdulários,
desperdiçando as (não muitas) oportunidades de marcar que tiveram. Mais valia
começarem a seguir uma «dieta» à base de comprimidos azuis, porque,
decididamente, não conseguem «acertar com o buraco» de uma forma consequente e consistente
– ou seja, até à victória final.
Também continuo
convencido de que só com outras cores no equipamento Portugal será campeão. Abandonem
a abjecta, nojenta e repulsiva bandeira verde e vermelha da corja de assassinos
conhecida como Carbonária, e, quem sabe, poderão vir a merecer, enfim, os
favores da Fortuna. Se nem com o (suposto) «melhor jogador do Mundo» o
conseguem… (Também no MILhafre (61). «Debates» com Pedro Correia no Delito de Opinião (um, dois) e no Forte Apache.)
sexta-feira, junho 22, 2012
Observação: Não mia, não ruge, não pia
Mais um «notável» - agora também por um mau motivo – que se rendeu ao «aborto pornortográfico»»: Mia Couto.
Tal já era
evidente a quem folheasse (como eu fiz) o seu último livro, «A Confissão da Leoa» - que, obviamente, não adquiri. E, através da edição mais recente
da revista Tempo Livre (Nº 238, 2012/6, páginas 23-28), podemos conhecer mais
pormenorizadamente o seu «pensamento» sobre o assunto: «(…) O Acordo
Ortográfico mexe com uma coisa tão pequenina, mexe com a ortografia, e a minha
reinvenção não se opera exactamente aí… E de facto é um acordo que unifica tão
pouco que não me parece que seja motivo para eu me preocupar… (…) Acho que a
polémica nasceu de um certo sector em Portugal que viu uma certa perda, que
teve um sentimento de que alguma coisa estava a ser mexida no que era um
território sagrado, bem português… Provavelmente, essa reacção nervosa existiu
sempre que houve um acordo deste tipo, sempre que houve uma revisão
ortográfica… Agora é uma coisa mais complicada porque é uma revisão feita por
vários países. O que mais importa para Moçambique é saber quais as implicações
financeiras que este novo acordo acarreta. (…) A polémica é superficial, o
acordo não implica grandes alterações. (…) Aquilo que eu objectei em relação ao
acordo foi a sua pertinência, aquilo que foi invocado para a necessidade de
introduzir alterações. Mas agora que está aí, acho que é improdutivo brigar
contra o acordo. Podemos acusá-lo de várias coisas, de não ser envolvente, de
não contar com a auscultação das pessoas que são realmente as donas, as
fazedoras da língua. Eu não sou militante dessa causa, de questionar e negar o
acordo. É verdade que esse acordo pode resolver algumas coisas que não pareciam
ser grande problema e agora que ele está aí as questões são mais de ordem
prática. Sinceramente, eu já estou a escrever, já o estou a aplicar e não é um
parto tão doloroso assim. (…)»
Quantas
contradições, falsidades, insinuações, em tão pouco espaço… Nem
«personificando» leões este «gatinho» poderá a partir de agora aumentar a sua
dimensão… pessoal e intelectual. Não mia, não ruge, não pia… contra os
fascistas linguísticos que estão a tentar impor, à força, uma ortografia «do
Minho a Timor». E, com José Eduardo Agualusa em Angola, Mia Couto já pode
formar como que um «Mapa Cor-de-Rosa» deste neo-colonialismo cultural. Porém, e
ao contrário do que alguns prematuramente – e alegremente – anunciaram,
Moçambique ainda não está «perdido», ainda não ratificou o AO90. O que foi
aprovado, sim, pelo governo de Maputo foi uma proposta de resolução que será
apresentada e votada no parlamento. Resta, pois, esperar que os deputados
moçambicanos mostrem ter mais bom senso e coragem do que os seus congéneres
portugueses. (Também no Esquinas (127) e no MILhafre (60).)
sexta-feira, junho 15, 2012
Observação: Por «Prometheus» eu prometo…
… Solenemente que nunca verei – a não ser que seja levado ao engano – filmes estrangeiros em salas de cinema portuguesas cuja legendagem obedeça ao aberrante e execrável «aborto pornortográfico».
Tal é o caso
de «Prometheus», a mais recente realização de Ridley Scott, que estreou há uma
semana no nosso país e na qual eu estava suficientemente interessado para considerar
vê-la pela primeira vez, excepcionalmente, sem ser no conforto do meu lar… até
que me lembrei que seria melhor verificar primeiro um certo pormenor. Contactei
inicialmente a Zon Lusomundo, que não souberam (ou não quiseram) responder-me e
esclarecer-me. Contactei depois a Big Picture (?!), distribuidora em Portugal
de filmes da 20th Century Fox, que confirmaram… o que eu já suspeitava: o filme
está legendado em português-de-tarado-e-de-atrasado-mental.
Assim, decidi
esperar que «Prometheus» seja: editado em disco, através do qual o visionarei
com legendas em inglês – o que aliás comecei a fazer ainda antes da imposição
do AO90; ou exibido na televisão, de onde, mesmo que com falta de letras e de
acentos nas legendas, não serei obrigado a comprar um bilhete caro e a aturar
grunhos imbecis que não param de fazer ruídos durante a exibição, sejam eles de
deglutição de pipocas e de refrigerantes ou de conversas com e sem telemóvel –
insulto por insulto, antes aquele que me fica mais barato.
(Adenda – De facto, num primeiro contacto, telefónico, a resposta da Zon Lusomundo não foi esclarecedora; porém, num segundo, por correio electrónico, já foi. Em resposta a uma mensagem minha, uma pessoa da Direcção de Marketing daquela empresa respondeu-me que «sendo a legendagem feita em Portugal por profissionais, é certo que estará ao abrigo do acordo ortográfico em vigor»; ao que eu por minha vez respondi que «se de facto a legendagem fosse feita por VERDADEIROS profissionais, isto é, por pessoas que zelam pela dignidade da língua (e ortografia) portuguesa, que não se deixam intimidar por imposições ilegítimas e vergonhosas, aquela não estaria “ao abrigo do acordo ortográfico (que não está) em vigor”.») (Também no blog Simetria.)
(Adenda – De facto, num primeiro contacto, telefónico, a resposta da Zon Lusomundo não foi esclarecedora; porém, num segundo, por correio electrónico, já foi. Em resposta a uma mensagem minha, uma pessoa da Direcção de Marketing daquela empresa respondeu-me que «sendo a legendagem feita em Portugal por profissionais, é certo que estará ao abrigo do acordo ortográfico em vigor»; ao que eu por minha vez respondi que «se de facto a legendagem fosse feita por VERDADEIROS profissionais, isto é, por pessoas que zelam pela dignidade da língua (e ortografia) portuguesa, que não se deixam intimidar por imposições ilegítimas e vergonhosas, aquela não estaria “ao abrigo do acordo ortográfico (que não está) em vigor”.») (Também no blog Simetria.)
sexta-feira, junho 08, 2012
Orientação: Sobre mudança de regime, no Público
Na edição de hoje (Nº 8096) do jornal Público, e na página 53, está o meu artigo «Um Presidente por um Rei». É como que um pessoal exercício de geral especulação e também um pequeno guia de uma grande revolução. Um excerto: «A mudança de regime teria de ficar consagrada, logicamente, numa nova Constituição. A “da República”, que não vale o papel em que é impressa, é a prova – com o seu “abrir o caminho a uma sociedade socialista” no preâmbulo - de que as consequências da queda do Muro de Berlim em 1989 não se fizeram sentir em toda a Europa e de que uma parte da “Cortina de Ferro” continuou "erguida"… num certo país ocidental.» (Também no Esquinas (126) e no MILhafre (59). Referências: Causa Monárquica; Família Real Portuguesa; Gazeta de Viseu; Real Beira Litoral; Real Portugal; Sem Punhos de Renda.)
segunda-feira, maio 28, 2012
Observação: «Rodriguinhos»
Rodrigo Moita de Deus revelou-se recentemente como uma grande (des)ilusão… para mim, pelo menos. Não por ter prescindido da sua independência político-partidária ao entrar para a comissão política nacional do PSD e reflectir esse novo «estatuto» no seu blog 31 da Armada, onde, nos últimos meses, tem vindo crescente e consistentemente a defender as pessoas e as posições do actual governo. Não há qualquer problema nisso, ele está no seu direito, e saúde-se, pelo menos, o facto de o assumir claramente, frontalmente, sem anonimatos ou «pseudonimatos», ao contrário, por exemplo, dos nojentos lambe-botas «súcia-listas» e «só-cretinistas» que defecavam para a blogosfera a partir do antro «goebbelsiano» denominado Corporações/Câmara Corporativa.
O que me
espanta sim, e muito, na nova atitude de Rodrigo Moita de Deus é a sua concomitante
conversão ao «aborto pornortográfico». Antes de avançar mais, recordo o que já
disse e afirmei, mesmo que por outras palavras, sobre o cerne deste problema: o
pior, o mais grave, não é que existam (alguns, poucos) pervertidos, loucos,
degenerados, capazes de conceber e de expelir aberrações como o AO90; o pior, o
mais grave, é que existam (muitos) indivíduos que, exibindo diferentes graus de
cobardia, se submetam a tais aberrações, que aceitem o inaceitável e que
justifiquem o injustificável. E, sim, continuo a espantar-me com as sucessivas
desistências a que assisto à minha volta, tanto de familiares, amigos, colegas,
pessoas que conheço, como de «figuras públicas». Destas já dei exemplos
anteriormente, e eis agora mais dois: Guilherme de Oliveira Martins e Marcelo
Rebelo de Sousa, dois conceituados (?) juristas com pretensões «colturais» (o
primeiro é – mas não merece ser – presidente do Centro Nacional de Cultura!)
que, precisamente devido a essa dupla «qualidade», deveriam ter sido dos
primeiros a rejeitarem inequivocamente o dito cujo; porém, e pelo contrário,
aceitam-no com o conformismo e a mediocridade tão característicos do «bloco
central» de cumplicidades e de interesses que tanto tem inquinado a sociedade
portuguesa, e de que eles são como que (um)a personificação.
O debate e o
combate sobre o AO90 é transversal à esquerda e à direita, a republicanos e a
monárquicos – há apoiantes e opositores do «coiso» em todos os campos. No
entanto, e como também já afirmei e demonstrei, é um facto que o conceito e a
práctica de «alterar a ortografia num dia através da burocracia» em Portugal
surgiram com (e é típica d)a República. É, pois, por isso que Rodrigo Moita de
Deus como que comete uma «traição» e renega todo o seu passado recente, e
bem-sucedido, de activista subversivo, mas imaginativo, inofensivo e
bem-humorado, pela Monarquia. Ele que, juntamente com mais alguns membros do
seu grupo, teve a coragem de afrontar as «múmias paralíticas» do regime no
próprio dia 5 de Outubro de 2010 e em plena Praça do Município de Lisboa, compensando,
mais ou menos, a ausência da Real Associação de Lisboa e da Causa Real nessa
data (na) capital, acabou por se «sentar» ao lado dessas «múmias» (do «Egito»?).
Será que ele não percebe que, ao escrever «adjetivo», «excecão» e «retidão», é
como se estivesse a arrear uma bandeira azul e branca e a hastear uma verde e
vermelha? Tal como Darth Vader, que ele tanto gosta de invocar, RMD «passou-se»
para o «lado negro da Força». Que lhe faça bom proveito. (Também no Esquinas (125) e no MILhafre (58).)
terça-feira, maio 22, 2012
Observação: nAO à APDC
Ontem enviei uma mensagem à Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, instituição em que trabalhei entre 1999 e 2003, mais concretamente como jornalista na revista Comunicações, e que a seguir transcrevo:
«(…) Hoje
(segunda-feira, 21 de Maio) recebi pelo correio a edição Nº 203 (Maio 2012) da
revista Comunicações. E, tal como eu esperava, e receava, a revista continua a
seguir o denominado "Acordo Ortográfico de 1990" introduzido na edição anterior
– tal como, deduzo, toda a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das
Comunicações nos seus restantes meios e suportes de comunicação. É, pois, com
profunda desilusão que confirmo que a Associação não seguiu as minhas
recomendações, expressas em mensagens que enviei em Março e Abril últimos, e
baseadas em factos incontestáveis, no sentido de cessar a sua cumplicidade com
aquilo que é um atentado à língua e à cultura portuguesas, e, em última
instância, à própria dignidade nacional. Não aceito estar ligado a uma
instituição que, deliberada e levianamente, permite tornar-se num mero apêndice
de uma das suas empresas associadas e, desse modo, se coloca numa via que a
conduzirá inevitavelmente à sua total descredibilização e irrelevância. Assim,
e por tudo isto, comunico que a partir deste momento deixo de ser sócio (Nº
1900) da APDC; e, em consequência, não voltarão a enviar-me, não só qualquer
próxima edição da revista Comunicações, mas também qualquer tipo de correspondência
e de informação, seja em papel ou electrónica. (…)».
Efectivamente,
a 28 de Março enviara a seguinte mensagem para Pedro Norton (da Impresa),
presidente da Direcção da APDC: «(…) Foi com uma considerável - e desagradável
- surpresa que constatei, na mais recente edição da Comunicações (Nº 202,
2012/2), que a mesma passou a utilizar o dito “Acordo Ortográfico de
1990” - e, posteriormente, também verifiquei que no sítio da Associação sucedeu
o mesmo. Ora, não sendo a APDC um organismo do Estado mas sim, pelo
contrário, uma entidade privada (que congrega outras, e bastantes, empresas
privadas), nada a obriga a adoptar a suposta “nova ortografia”. Aliás, mesmo
que fosse uma instituição pública também não: como já foi amplamente
demonstrado por diversos especialistas em diversas ocasiões, o AO90 não tem
qualquer consistência, sustentabilidade... e legitimidade jurídica, tanto no
plano interno como no externo. Não só não está em vigor como nunca deverá
entrar em vigor. Isto, claro, para além da aberração injustificável que
constitui nos planos cultural e político. Se o carácter incongruente, e mesmo
ridículo, do AO90 já é por de mais evidente na utilização quotidiana,
generalizada, do Português, torna-se ainda mais nítido quando aplicado a um
sector, a uma área tão específica como são as Tecnologias de Informação, Media
e Telecomunicações, em que abundam os anglicismos. O mesmo é dizer, (muitas)
palavras derivadas, entre outras, de “act” e de “direct”, com consoantes
“mudas” e repetidas, e, claro, até com “ph”. Pelo que a APDC em geral
e a Comunicações em particular perderão irremediavelmente credibilidade se, o
mais rapidamente possível, não voltarem a utilizar a ortografia portuguesa
normal. (…) Acredito que o desenvolvimento das comunicações se faz em primeiro
lugar, antes da adequada utilização de tecnologias, da correcta utilização da
língua - afinal, o mais primordial, mais fundamental, meio de comunicação. E o
lamentável, anti-democrático “acordo ortográfico” constitui
indubitavelmente não um contributo para o desenvolvimento das comunicações mas
sim, pelo contrário, para o seu definhamento. (…)» Até hoje não obtive resposta
a esta mensagem…
… Tal como
nunca cheguei a ser informado, apesar de o ter solicitado, se a utilização do
AO90 havia sido aprovada em Assembleia Geral da APDC, cujo presidente da Mesa é
Eduardo Fitas (da Accenture). Em mensagem enviada a 10 de Abril, perguntei:
«(…) Quem, concretamente, “entendeu que
iniciaríamos este processo de ajustamento no ano de 2012”? A Direcção? Com
certeza que sabe que uma decisão desta importância teria de ser necessariamente
tomada, ou pelo menos ratificada, pela AG. Porque, volto a reafirmar este
facto, nada, repito, nada existe
com força legal que possa obrigar a Associação a adoPtar o AO90.»
Como
ilustração, e demonstração, do ridículo em que a APDC caiu, atente-se neste
excerto do editorial da edição Nº 203 da Comunicações, assinado pela chefe de
redacção da revista, Isabel Travessa, licenciada em Direito e há 14 anos no
cargo: «As expetativas são muitas e os grandes grupos mundiais já se estão a
posicionar neste novo ecossistema, que envolve players tão distintos como
operadores, instituições financeiras, retalhistas e OTT.» Um editorial em que
também se faz referência a algo denominado de «espetro». Não é tão empolgante a
modernidade? (Também no Esquinas (124).)
domingo, maio 13, 2012
Observação: A força e a técnica
A pergunta justificava-se: «se», «quando», «como» e com «quem» iriam reagir os cultistas do AO90 ao crescimento avassalador de intervenções públicas, impressas e não só, contra o dito cujo? O «se» concretizou-se «quando» Vasco Graça Moura ordenou que no Centro Cultural de Belém se deixasse de usar a «ortografia» desviante – custa-lhes a crer que existam pessoas que tenham a coragem de passar das palavras… aos aCtos. «Como»? Recorrendo, contra a força da técnica… à técnica da força. «Quem»? Entre «lacraus» por convicção e «lacaios» por obrigação, não mais do que os «suspeitos do costume»…
… O mesmo é
dizer, os «cadáveres adiados» do «só-cretinismo». Que saudades de António
Guterres, com quem pelo menos havia um mínimo de dignidade e de honra – com ele
nenhuma «causa fracturante» se concretizou, linguística ou outra! Por ter questionado (tardiamente…) o AO90, Francisco Assis talvez mereça alguma tolerância. Mas muitos dos seus «camaradas» não. Nomeadamente: João Tiago Silveira, para quem o presidente de uma fundação criada pelo Estado, nomeado pelo
Governo, teve «atitudes terroristas» ao «desrespeitar impunemente as opções
legítimas e democráticas do Estado português» - pois, só que essas opções não
foram nem legítimas nem democráticas…; Augusto Santos Silva, para quem Vasco
Graça Moura tornou o CCB num «instrumento da sua luta pessoal» - algo que não
deveria indignar quem tanto gosta de «malhar na direita». E há o inevitável
Francisco Seixas da Costa, que, incorrigível, aparentemente não satisfeito com
os «correctivos» que já lhe apliquei anteriormente (sobre bandeiras nacionais e
sobre artigos em jornais), reincidiu, desta vez verberando uma suposta «brigada do asterisco» (percebem? É uma alusão à «brigada do reumático» salazarista… tão
espirituoso, o Chico!) que, liderada por VGM, insiste em escrever os seus
artigos «segundo a antiga ortografia» - só que o Sr. Embaixador em França
parece «esquecer-se» de que os asteriscos são colocados, quais «estrelas de
David» nos braços dos «inferiores», não pelos próprios mas sim pelos «guardas
dos guetos» linguísticos que são todos os «acordistas» colaboracionistas…
aliás, ele próprio deveria usar um, porque admitiu no seu próprio blog que não gosta deste AO porque «está cheio de incongruências, tem soluções menos
boas e induz, por vezes, à confusão», mas que, porém, «como cidadão, sendo o
Acordo uma lei da República, acho que devo cumpri-la, goste dela ou não»! Ah, «valente»!
Só faltou acrescentar «a bem da Nação»! Parece que «temos» homem! Ou será que é
«omem»?
No entanto, e na verdade, não é só no PS que se encontram
apologistas da anormalidade ortográfica. É extremamente deprimente, penoso, triste, ler Pedro Santana Lopes criticar Vasco Graça Moura e lembrar (com
orgulho?) que Aníbal Cavaco Silva o incumbiu de negociar e de assinar o AO para
que «o português falado em Portugal não ficasse com um estatuto equivalente ao
do latim.» Como é possível que, decorridos mais de 20 anos, e depois de várias
demonstrações de deslealdade e de desprezo que recebeu do boliqueimense,
Santana ainda lhe mostre qualquer tipo de fidelidade? Entretanto, ele ainda não
escreve os seus textos com a nova grafia «porque ainda não o decidi fazer». Eu
digo – e disse-lhe, no seu blog – que não o faz porque sabe que se enganou, e
desafiei-o a admitir isso mesmo.
Não nos devemos surpreender (muito) que, da parte de (alguns)
políticos, pessoas sem carácter e sem escrúpulos, haja sempre disponibilidade
para defenderem o indefensável e dizerem e fazerem o que lhes mandam.
«Coitados», não é defeito mas sim feitio! Mais grave, muito mais grave, é que o
mesmo comportamento seja tido por elementos de outras profissões que deveriam
estar nas primeiras linhas da frente da batalha contra o totalitarismo
cultural, o fascismo linguístico e o neo-colonialismo ortográfico (o AO90
também surgiu como reacção às independências dos PALOP e às prováveis «derivas
alfabéticas» daqueles). Como os jornalistas e os professores.
De entre os primeiros destacam-se, enquanto defensores da
ignomínia e da infâmia linguísticas, Paulo Querido, José Carlos de Vasconcelos
e Henrique Monteiro. O ex-director do Expresso, aliás, é o autor de um dos mais vergonhosos artigos de que há memória sobre este assunto (e não só) publicados
na imprensa portuguesa, e em que não só se queixou de que «duas décadas depois
de concluído, quatro anos depois de aprovado por ampla maioria no Parlamento, milhões de euros de investimentos depois, renasce a
ofensiva contra o Acordo Ortográfico», e nessa
«ofensiva» há «muita teimosia e alguma ignorância», como ainda declarou que «não aceito que uma lei
discutida durante mais de 20 anos seja constantemente colocada em causa»! Por
outras palavras, para aqueles que não perceberam: ele, «jornalista», recusa-se
a considerar válida uma opinião contrária à dele, e que é partilhada pela
maioria da população – isto é, uma maioria de potenciais leitores – de uma
forma consistente há mais de duas décadas. Duas hipóteses: é o Monteiro uma desgraça
para a profissão… ou enganou-se na vocação? Provavelmente, as duas são
verdadeiras…
… Tal como o são para Edviges Ferreira, presidente da
Associação de Professores de Português, e que constitui uma personificação (há outras…) da incompetência e da degenerescência que têm marcado a educação em Portugal.
O facto de esta… criatura ocupar o cargo que ocupa apenas demonstra que os
docentes – de português, pelo menos – não têm qualquer noção de decência. Num
aspecto ela acaba por ter razão (embora não da maneira que pensa): «andam a
brincar com o ensino, com os professores, com os alunos, com os pais, com toda
uma comunidade.» Pois andam, e o «aborto ortográfico» é a maior «brincadeira»
(de mau gosto) – e já foram tantas – de todas as que já foram feitas nas
escolas nacionais. O que não espanta, porque o AO90 só podia ser uma ideia de
(maus) palhaços. E a «palhaçada» não parece preocupar (muit)os professores:
sempre prontos para protestarem, para se manifestarem, para fazerem greve
contra o que não querem e o que não gostam nas suas avaliações, progressões e
remunerações, mostram-se, em geral, bastante apáticos, colaborantes e
permissivos na aplicação do AO90. Será cansaço?
Assim, e porque o tema é a aprendizagem, proceda-se a uma (breve) «revisão da matéria dada»: só neste país é que há a mania de alterar a ortografia com «data marcada» - e essa mania começou com os republicanos, que mudaram o modo de escrever tal como mudaram a bandeira e o hino, os nomes das ruas e o do bolo-rei; o AO90 não «uniformiza» a ortografia, muito pelo contrário, devido ao aumento das duplas grafias; os seus apologistas deveriam deixar de se referir ao «ph da farmácia» se não quiserem continuar a cobrir-se de ridículo – todos os anglófonos e todos os francófonos usam (e muito) o «ph» e as consoantes «mudas» e repetidas (sim, eles são tão «atrasados», «subdesenvolvidos» em relação a nós); continua por explicar a «lógica» de escrever as estações e os meses do ano com letra minúscula, e de se continuar a utilizar o «h» como primeira letra de palavras; o «acordo» enferma de grandes, graves, anomalias jurídicas, tanto ao nível interno (uma resolução não vale mais do que um decreto) como ao nível externo (se nem todos os países o ratificaram, não está em vigor), e isso já era indiscutível antes mesmo de, em bastantes tribunais portugueses, diversos juízes – indivíduos com juízo – começarem a recusar-se a aplicá-lo e a utilizá-lo; e nem no comunicado final de uma reunião dos ministros da Educação da CPLP foi utilizado, apesar de ter sido o assunto principal daquela… sem dúvida por no mesmo se reconhecer que o AO90 contém «constrangimentos e estrangulamentos»! (Também no Esquinas (122) e no MILhafre (57). Referência aqui.)
Assim, e porque o tema é a aprendizagem, proceda-se a uma (breve) «revisão da matéria dada»: só neste país é que há a mania de alterar a ortografia com «data marcada» - e essa mania começou com os republicanos, que mudaram o modo de escrever tal como mudaram a bandeira e o hino, os nomes das ruas e o do bolo-rei; o AO90 não «uniformiza» a ortografia, muito pelo contrário, devido ao aumento das duplas grafias; os seus apologistas deveriam deixar de se referir ao «ph da farmácia» se não quiserem continuar a cobrir-se de ridículo – todos os anglófonos e todos os francófonos usam (e muito) o «ph» e as consoantes «mudas» e repetidas (sim, eles são tão «atrasados», «subdesenvolvidos» em relação a nós); continua por explicar a «lógica» de escrever as estações e os meses do ano com letra minúscula, e de se continuar a utilizar o «h» como primeira letra de palavras; o «acordo» enferma de grandes, graves, anomalias jurídicas, tanto ao nível interno (uma resolução não vale mais do que um decreto) como ao nível externo (se nem todos os países o ratificaram, não está em vigor), e isso já era indiscutível antes mesmo de, em bastantes tribunais portugueses, diversos juízes – indivíduos com juízo – começarem a recusar-se a aplicá-lo e a utilizá-lo; e nem no comunicado final de uma reunião dos ministros da Educação da CPLP foi utilizado, apesar de ter sido o assunto principal daquela… sem dúvida por no mesmo se reconhecer que o AO90 contém «constrangimentos e estrangulamentos»! (Também no Esquinas (122) e no MILhafre (57). Referência aqui.)
sexta-feira, maio 04, 2012
Orientação: No Obamatório pode ler-se…
… Entre os
vários textos que escrevi recentemente para aquele meu outro blog: como é que
os democratas inventaram que os republicanos declararam uma «guerra às mulheres»; que os democratas têm mais problemas com a lei do que os
republicanos; que Barack Obama comeu cão quando era mais novo, e não parece
estar arrependido; festas de funcionários públicos norte-americanos à custa dos
contribuintes; os maus, preocupantes, verdadeiros números da economia dos EUA; a
Casa Branca a fazer fraca figura perante o Kremlin; verdades que parecem mentiras na
grande nação do outro lado do Atlântico; «liberais progressistas» continuam a ter medo de Sarah Palin e a tentar destruí-la; o que realmente se passa no
Afeganistão; um retrato fidedigno de Rick Santorum; os terroristas amigos de Obama. Tudo isto e muito, muito, muito mais, que a comunicação social
portuguesa, em geral e sem surpresa, continua a não divulgar. (Também no Esquinas (121).)
segunda-feira, abril 30, 2012
Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2012
A literatura: «Aventuras Misteriosas I - O Segredo Templário», «(...) II - O Anão de Vasco da Gama» e «(...) III - Três Fantasmas, Duas Revoluções», Sérgio Franclim; «Presa» e «Próximo», Michael Crichton; «Estórias Abensonhadas», Mia Couto; «A Mamã Nunca me Disse», Babette Cole; «Por detrás da luz» e «Um homem e o seu gato (ou) O Céu dos gatos é o Inferno dos pardais», João Barreiros.
A música: «Progressed», Take That; «Luís Represas e João Gil», João Gil e Luís Represas; «(The) Smile (Sessions)», Beach Boys; «O Agora», Sandra Fidalgo; «No Line On The Horizon», U2; «Fado em Mim» e «Terra», Mariza; «Obscured By Clouds», Pink Floyd; «Leopoldina Apresenta Clássicos Infantis Interpretados por...», Áurea, Camané, Clã, Cool Hipnoise, GNR, Jorge Palma, Rui Pregal da Cunha, Rui Veloso, Sérgio Godinho, e outros; «20 Original Hit Songs of 1964», Andy Williams, Aretha Franklin, Doris Day, Elvis Presley, Pete Seeger, Roy Orbinson, Tony Bennett, Vic Damone, e outros.
O cinema: «Panda do Kung Fu 2», Jennifer Yuh; «Eu Não Estou Aí», Todd Haynes; «Queimar Após Leitura», Ethan Coen e Joel Coen; «Capitão América - O Primeiro Vingador», Joe Johnston; «As Vidas dos Outros», Florian Henckel Von Donnersmarck; «Dança dos Vampiros (ou) Os Destemidos Matadores de Vampiros (ou) Perdoe-me, Mas os Seus Dentes Estão no Meu Pescoço», Roman Polanski; «Homem no Interior», Spike Lee; «Taça de Lata», Ron Shelton; «Harry Potter e as Alfaias Mortais - Parte 2», David Yates; «A Ténue Linha Encarnada», Terrence Malick; «MegaMente», Tom McGrath; «Mal Residente - Apocalipse», Alexander Witt; «Sucedâneos», Jonathan Mostow; «O Discurso do Rei», Tom Hooper; «A Tomada do Pelham 123», Tony Scott; «Sete Libras», Gabriele Muccino; «Gomorra», Matteo Garrone; «Atalho de Meek», Kelly Reichardt; «A Coelhinha da Casa», Fred Wolf; «Amor Doido e Estúpido», Glenn Ficarra e John Requa; «Dot.com», Luís Galvão Teles; «As Operações SAAL», João Dias; «Beijos e Balas», Robert Luketic; «Carros 2», John Lasseter; «Fome», Steve McQueen; «Poseidon», Wolfgang Petersen; «Amália», Carlos Coelho da Silva; «As Noites Brancas», Luchino Visconti; «As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne», Steven Spielberg; «Rango», Gore Verbinski.
E ainda...: Biblioteca Nacional de Portugal - Exposição «Das Partes do Sião» + Mostra «A biblioteca de um escritor finissecular - Fialho de Almeida (1857/1911)» + Mostra «Charles Dickens em Portugal» + Exposição «Três Movimentos da Letra - O Desenho da Escrita em Portugal»; (Revista) Rumo Nº 1; «Lost» (último episódio); Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação - Prémios e Homenagens Sociedade da Informação 2011; Sociedade Euterpe Alhandrense - Carnaval de Alhandra 2012; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - Cartoon Xira '11 + Boligán/Espelho de Tinta; Museu do Neo-Realismo - Exposição «Alves Redol e a Fotografia»; FNAC Chiado - Exposição «GodSpeedPinto/Ilustrações de João Maia Pinto».
sábado, abril 28, 2012
Orientação: Sobre o AN e a BN, n’O Sul
Na edição de Abril (Nº 21) de 2012 do jornal O Sul, e na página 6, está o meu artigo «De “A” a “B”: ABN/TT». Um excerto: «Pelo que se justificaria inteiramente proceder-se à integração, à fusão, do Arquivo Nacional/Torre do Tombo com a Biblioteca Nacional, criando-se assim… o Arquivo e Biblioteca Nacional/Torre do Tombo. Seria uma união institucional com evidentes vantagens em termos de eficiência e de eficácia, de eventual aumento de capacidades e de racionalização de custos. Mas não só: dadas as actuais localizações de ambas, em Lisboa, a pouca distância uma da outra, poder-se-ia pensar seriamente em também uni-las fisicamente.» (Também no Esquinas (123) e no MILhafre (58).)
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