quinta-feira, setembro 15, 2011

Observação: Da pátria, a língua

Neste mês de Setembro de 2011, mais concretamente a 1 e a 12, devido a documentos legislativos com essas datas, assinala(ra)m-se os 100 anos de mais uma catástrofe decorrente da insurreição republicana de 5 de Outubro de 1910: a reforma ortográfica de 1911, que constituiu uma autêntica «Caixa de Pandora», o «pecado original» para todos os problemas e discussões neste âmbito que desde então se sucederam e que ainda hoje, e cada vez mais – por causa do abominável «aborto (acordo) ortográfico» de 1990 – nos atormentam.
Não serão muitos os que sabem que foi em contestação a este (agora centenário) crime contra a cultura que Fernando Pessoa escreveu que «minha pátria é a língua portuguesa». Aliás, o autor de «Mensagem» viria a criticar, com – justificada – violência verbal, todos os republicanos e todos os outros atentados, de vários tipos, que aqueles practicaram, como verdadeiros terroristas que eram, e que deixaram o país pior do que estava com a Monarquia. Mas as hordas de Afonso Costa não se «limitaram» a prender, a bater, a matar, a destruir, a censurar: genuínos extremistas e fanáticos, alteraram, mais do que muitos nomes de avenidas, largos, praças e ruas, os símbolos culturais da nação: novo hino, nova bandeira – que o poeta da Orpheu (des)classificou como «ignóbil trapo» - e… nova ortografia.
Neste último século muito se tem discutido e escrito sobre a educação em Portugal, os seus sucessos e fracassos, os seus progressos e regressões. Frequentemente ainda, fala-se do «condicionamento escolar» do Estado Novo e do elevado analfabetismo que permitiu ou até que incentivou. Porém, é raro apontar-se a culpa aos primeiros republicanos, que, preconizando uma revolução (mais uma…) no ensino no sentido da sua massificação, acabaram por fracassar, também, neste domínio. Disso uma causa é hoje indiscutível: a hostilização, através de perseguições individuais e de expropriações patrimoniais, da Igreja Católica, que dispunha de uma presença e de uma influência determinantes em toda a infra-estrutura lectiva. Mas há outra causa primordial para o nosso atraso educativo e cultural: precisamente, a reforma ortográfica de 1911, que, pelo seu radicalismo, pelas súbitas e generalizadas alterações que introduziu, pela confusão que inevitavelmente espalhou, pela inutilização (tornando-os «antiquados», «obsoletos», «ultrapassados») de tantos livros, jornais, revistas e outros materiais impressos então existentes, condicionou decisivamente… e negativamente esta área – fulcral, fundamental – nas décadas seguintes. Quem é que é capaz de provar que as sucessivas acções de «simplificação» da ortografia realizadas durante o último século, e o cada vez menor grau de exigência resultante daquelas, não foram factores de constrangimento do nosso desenvolvimento intelectual, tanto individual como colectivo?
Poder-se-ia pensar que, num momento em que o país está tão fragilizado, quer económica quer socialmente, seria evidente para o Estado que um potenciador de ainda maior insegurança como é o AO fosse cancelado ou, pelo menos, suspenso. Mas não: hoje, a mesma ameaça volta a pairar sobre nós. Já fomos penalizados e prejudicados no passado recente por vários «experimentalismos» e «vanguardismos» na aprendizagem. Nada, no entanto, que se compare com o que agora querem obrigar-nos a aceitar: os alunos do presente – bem como os seus pais e encarregados de educação – estão em risco de sofrer os efeitos devastadores da maior acção de sabotagem comunicacional da História de Portugal. A eles se pede, também, contestação, desobediência, resistência. Eu, que tenho três filhas menores de idade, irei fazer isso… por elas, por mim, por todos. E muitos, muitos mais portugueses – muita(o)s mais… Pessoas! – irão fazer o mesmo e impor a sua vontade democrática na defesa da pátria, a língua. Porque, ao contrário de 1911 e de 1945 (ano do primeiro «acordo ortográfico»... que o Brasil viria a renegar), já não estamos em ditadura. Ou será que estamos? João Malaca Casteleiro, que é tão parecido com António Oliveira Salazar, provavelmente pensa que sim. Tal como os outros partidários deste autêntico fascismo linguístico. (Reproduzido também no Esquinas (100) e no MILhafre (38), referências (indirectas) no Portugal dos Pequeninos e no Causes/Pela Língua Portuguesa contra o «Acordo»!.)

domingo, setembro 11, 2011

Observação: Foi há dez anos

«Tinha acabado de vir do almoço, passava pouco das 14 horas. Numa outra sala, perto da minha, estava um televisor ligado. Já não me lembro em que canal estava sintonizado, mas creio que se estabelecera uma ligação em directo após o embate do primeiro avião; ainda não se sabia o que acontecera, não havia certezas, mas pensava-se, dizia-se, que fora um acidente. Por pouco tempo: quando o segundo avião veio… as dúvidas dissiparam-se.» Porque o que aconteceu há dez anos nos Estados Unidos da América afectou todo o Mundo… e a mim, destaco aqui o texto que coloquei hoje no meu (outro) blog Obamatório. (Referência também no Esquinas (99).)

quarta-feira, agosto 31, 2011

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2011

A literatura: «21 Noites», Prince e Randee St. Nicholas; «Alex 9 – A Coroa dos Deuses», Martin S. Braun; «Batalha», David Soares; «O Vício em Lisboa – Antigo e Moderno», Fernando Schwalbach; «História de Juliette, ou as Prosperidades do Vício», Donatien Alphonse François de Sade; «Eterno Viajante», Sérgio Franclim; «O Piloto sem Rosto», Jean Graton; «Disney no céu entre os Dumbos», João Barreiros; «O enxadrista», Ozias Filho.
A música: «Reptile», Eric Clapton; «Stranded», Roxy Music; «A Cantiga É Uma Arma», «Pois Canté!!», «… E Vira Bom» e «Ronda de Alegria!!», Grupo de Acção Cultural/Vozes na Luta; «Pulse», Pink Floyd; «Kings Of The Wild Frontier», Adam And The Ants; «Tron Legacy», Daft Punk; «Sementes do Fado», António da Silva Leite, José Acuña, Manuel José Vidigal, Marcos Portugal, e outros (pel’Os Músicos do Tejo).  
O cinema: «Fica Smart», Peter Segal; «Assalto ao Santa Maria», Francisco Manso; «O Leitor», Stephen Daldry; «Munique», Steven Spielberg; «Isabel – A Idade Dourada», Shekhar Kapur; «Corações na Atlântida», Scott Hicks; «Senhora na Água», M. Night Shyamalan; «Guerra de Charlie Wilson», Mike Nichols; «Robin Hood», Ridley Scott; «Basterdos Inglórios», Quentin Tarantino; «Homens-X – Primeira Classe», Matthew Vaughn; «Olho de Águia», D. J. Caruso; «RocknRolla», Guy Ritchie; «A Invasão», Oliver Hirschbiegel; «Séraphine», Martin Provost; «Eclipse», David Slade; «Os Falsários», Stefan Rusowitzky; «Como Treinar o teu Dragão», Chris Sanders e Dean DeBlois; «Vencer», Marco Bellocchio; «O Bom Alemão», Steven Soderbergh; «Expiação», Joe Wright; «Harry Potter e as Alfaias Mortais – Parte 1», David Yates; «A Princesa e o Sapo», John Musker e Ron Clements; «Cartas a Julieta», Gary Winick; «Mal Residente – Extinção», Russell Mulcahy.
E ainda...: Reitoria da Universidade de Lisboa - Exposição «100 Imagens da Univer(c)idade/Lisboa e a sua Universidade em Fotografias do Arquivo Histórico Municipal»; Arquivo Nacional Torre do Tombo/Fundação da Casa de Bragança - Exposição «D. Carlos I Fotógrafo Amador/Mostra do Arquivo Fotográfico do Paço Ducal de Vila Viçosa»; APEL - 81ª Feira do Livro de Lisboa; Secretaria Geral e Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças - Exposição «A Lei da Separação/Estado e Igrejas na República»; Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira - Exposição Colectiva da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de V. F. X. (Alexa Jesus + António Maria + Manuel Campino + Rogério Araújo); Museu do Neo-Realismo - Exposição do Centenário de Manuel da Fonseca «Por Todas as Estradas do Mundo»; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal - Exposição «A Rota Histórica das Linhas de Torres/Um Património a Descobrir»; Museu Municipal de V. F. X. - Exposição «O Foral Manuelino de Vila Franca de Xira»; Câmara Municipal de Loulé/Galeria de Arte Praça do Mar - Exposição «Praia de Quarteira - Um Século de Evolução Turística»; Museu do Louvre; Museu das Artes Decorativas; Museu de Orsay; Museu Eugéne Delacroix; Hotel dos Inválidos/Museu do Exército (de França); Museu Grévin; Disneyland Paris.        

segunda-feira, agosto 08, 2011

Orientação: Para «reconquistar», no Público

Na edição de hoje (Nº 7793) do jornal Público, e na página 29, está o meu artigo «Reconquistar Portugal». Um excerto: «É de perguntar se aqueles a quem foi atribuída a tarefa de “vender” o nosso país ao estrangeiro não a terão entendido de um modo… demasiado literal. Não é inevitável que para publicitar Portugal se tenha de “meter na gaveta” o amor-próprio (individual e colectivo), a noção de dignidade, o orgulho patriótico… e o sentido do ridículo. No entanto, são já demasiados os exemplos desse tipo de “conversão”.» (Referência também no Esquinas (98) e no MILhafre (37).)  

terça-feira, julho 26, 2011

Outros: Uma «porta» para os «Espíritos…»

Paulo Brito, no seu sítio Porta VIII, inseriu hoje uma referência ao meu livro «Espíritos das Luzes», e em que faz a seguinte apreciação: 
«“Espíritos das Luzes”, de Octávio dos Santos, é uma obra muito densa – plena de camadas e que recomendo vivamente. Foi um livro que à primeira leitura coloquei de lado – o facto das personagens reais “falarem” com os textos originais tornou em algumas páginas a leitura mais difícil. Reconheço que a leitura seria mais fluída se os textos estivessem “traduzidos” para um português moderno, mas a estarem perdia-se a mais-valia e originalidade da obra. Ultrapassada esta dificuldade é-nos relevado um planeta Portugal inteligentemente alternativo que compensa descobrir.»
(Esta breve recensão é também referida no blog Rascunhos.) 

domingo, julho 24, 2011

Orientação: Todas as Comunicações

O sítio na Internet da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações já começou a disponibilizar digitalmente todas as edições da revista da instituição, a Comunicações – onde eu trabalhei, enquanto redactor, durante quatro anos, mais concretamente entre o Nº 90/Fevereiro 1999 e o Nº 140/Abril 2003. A visitar, consultar… e recordar.

segunda-feira, julho 11, 2011

Observação: O francês é «arcaico»!

O Embaixador de Portugal em França, Francisco Seixas da Costa, escreveu e publicou no jornal francês Les Echos, a 8 de Julho, o artigo «Les efforts du Portugal sont bien mal récompensés...», sobre a redução, pela empresa Moody’s, do «rating» da dívida pública portuguesa para o nível Ba2 (equivalente a «junk», isto é, lixo). Ele divulgou esta intervenção no seu blog Duas ou Três Coisas, onde eu deixei o seguinte comentário:
Sinto-me no dever de expressar a minha mais «sincera» «solidariedade» ao Senhor Embaixador Francisco Seixas da Costa. Apenas posso imaginar – e levemente! – o quanto lhe terá custado escrever este artigo.
Não só pelo tema: de facto, é muito difícil, é mesmo trágico, comentar a desqualificação do país natal para a categoria «lixo» - algo que, pensando bem, representa  a consequência lógica de cem anos de regime republicano (que «magnífica» maneira de encerrar as comemorações!) e em que predominaram «homens de avental» - logo, habituados a lidar com vários tipos de sujidade. Mas também, e precisamente, pela forma de o escrever: então não é que o Senhor Embaixador, emérito defensor e seguidor do «acordo ortográfico» da língua portuguesa, se vê obrigado a utilizar essa «arcaica», «obsoleta», «ultrapassada» língua francesa, em que abundam as consoantes «mudas», os acentos e ainda as vogais e as consoantes repetidas?
Sim, eu sei, são os «ossos do ofício», os «sacrifícios» que se têm de fazer quando se representa Portugal. Mas, caramba, há coisas que são de mais! Atente-se em algumas das palavras presentes no artigo do Senhor Embaixador, cada qual, acredito, uma autêntica punhalada que desferiu no seu coração luso-tropical: «atteindre», «annoncée», «nouvelles», «objectif», «effets», «accepté», «accord», «européennes», «apparu», «dette», «immédiats», «privées», «étonée», «actuelle», «années», «mettre», «meilleure», «cette», «laquelle», «effort», «ailleurs», «différente», «acteurs», «donnaient», «successives», «apporter», «ponctuelles», «elles», «restructuration», «regrettable». Não faltou até – ignóbil insulto auto-infligido! – essa relíquia secular que é «cacophonie», que, com o seu «ph» (não alcalino), é parente distante das nossas «pharmacia» («pharmacie») e «physica» («physique»), «palavras-parasitas» que os nossos «gloriosos» revolucionários de 1910 não tardaram em exterminar.
Sim, o francês já foi a língua da cultura e da civilização. Agora… é a decadência! Lamentável! Pelo que só ficaria bem ao Dr. Seixas da Costa, ilustre elemento da vanguarda da classe operária… perdão, literária, instruir e iluminar os franceses na urgente tarefa e nobre causa de modernizar a sua língua, tornando-a, como a nossa, mais próxima da oralidade. Poderia até requisitar os serviços do Professor Malaca Casteleiro, que, não duvido, estaria disponível e motivado – por um preço adequado, claro – para viajar e para converter estes novos bárbaros. E, já que ele vai para Paris estudar… «philosophie», o anterior primeiro-ministro, Senhor Pinto de Sousa, decerto não recusaria dar a sua ajuda. Que trio! Obviamente que os gauleses, quais descendentes de Astérix, se ririam nas vossas caras e vos chamariam de loucos, mas isso não deveria ser motivo e pretexto para desanimarem e para desistirem!
(Mensagem reproduzida também no Esquinas (97) e no MILhafre (36).) 

terça-feira, julho 05, 2011

Outros: «Visões» com (Jorge) Candeias

Os leitores mais atentos do Octanas saberão que entre mim e Jorge Candeias não existe propriamente um relacionamento cordial… e isto é um eufemismo. Houve uma discussão virtual (não nos conhecemos pessoalmente, apesar de eu já o ter tentado) de grande violência verbal devido às nossas opiniões antagónicas sobre o «acordo ortográfico», além de que o seu posicionamento político de extrema-esquerda também não ajuda a um maior e melhor entendimento…
Porém, isso não obsta a que lhe reconheça capacidade e talento (o que, aliás, lhe cheguei a transmitir) enquanto crítico, tradutor, autor… e organizador desse empreendimento notável que é a Bibliowiki. E, hoje, fui agradavelmente surpreendido por um texto seu em que, fazendo um balanço dos melhores (ou menos maus…) livros de FC & F em português da última década que leu, inclui nele o meu «Visões», editado em 2003. Justifica-se, pois, que lhe diga aqui «obrigado» - depois de já ter feito o mesmo no seu blog.

Obrigado: A António de Macedo…

… Que celebra hoje, 5 de Julho de 2011, o seu 80º aniversário. Eu sou apenas uma entre muitas pessoas que têm muito a agradecer-lhe: no meu caso, nem mais nem menos do que o início – após muitos anos de tentativas – da minha carreira literária, pois foi ele quem propôs a publicação de «Visões». E o prefácio que ele escreveu para o meu primeiro livro ainda hoje pode servir de comprovativo para todos os que, eventualmente, ainda hoje, questionam o meu talento… incluindo eu próprio, em momentos de maior desalento.
Arquitecto de formação, mas mais conhecido enquanto homem do cinema e da televisão, António de Macedo dedicou ao grande e ao pequeno ecrãs três décadas de actividade intensa, durante a qual se afirmou também como um dos maiores «activistas» portugueses da ficção científica e do fantástico, numa filmografia em que se destacam títulos como «Os Abismos da Meia-Noite», «Os Emissários de Khalom» e «A Maldição de Marialva». Impossibilitado de continuar a sua carreira audiovisual, dedicou-se decididamente ao ensino… e à escrita, tanto em ficção como em não-ficção, tendo congregado à sua volta uma nova legião de admiradores, amigos e discípulos. Desde a fundação da Simetria, de que foi e é um dos grandes vultos, tornou-se presença assídua e interveniente em practicamente todos os grandes encontros nacionais de FC & F. Entretanto, tornou-se um eminente especialista em Esoterismo e em estudo de religiões, num percurso em que o ponto culminante foi o seu doutoramento, concluído em 2010, e de que resultou o seu mais recente livro, «Cristianismo Iniciático».
Curiosamente, no ano em que nasceu – 1931 – foram estreados vários filmes que viriam a tornar-se marcantes. Antes de mais, a grande «trilogia clássica» do terror: «Drácula», de Tod Browning, com Bela Lugosi; «Frankenstein», de James Whale, com Boris Karloff; «Dr. Jekyll and Mr. Hyde», de Rouben Mamoulian, com Fredric March. E ainda: «City Lights», de (e com) Charles Chaplin; «The Public Enemy», de William A. Wellman, com James Cagney; «Little Caesar», de Mervyn LeRoy, com Edward G. Robinson; «Monkey Business», de Norman Z. McLeod, com os irmãos Marx; «Platinum Blonde», de Frank Capra, com Jean Harlow; «M», de Fritz Lang; «À Nous la Liberté», de René Clair; «Tabu», de F. W. Murnau… Pode-se dizer que veio ao Mundo sob bons auspícios… cinematográficos, pelo menos! Parabéns, Mestre! (Celebração também no Esquinas (96) e no MILhafre (35), e ainda no Simetria Blog.)          

quarta-feira, junho 15, 2011

Outros: Textos seleccionados

«Amanhã será um dia novo?», António Borges de Cavalho; «Breve nota sobre Camões», David Soares; «A tristonha cerimónia», José António Barreiros; «Por muito que gostasse», Luís Filipe Silva; «O país dos chicos-espertos», Luís M. R. Sequeira; «Erguer o copo saudando o António Cabrita», Manuel Augusto Araújo; «Sair de onde jamais deveríamos ter entrado», Nuno Castelo-Branco; «A ortografia não vai a votos», Nuno Pacheco. (Sugestões dadas também no Esquinas (95) e no MILhafre (34).)  

terça-feira, maio 31, 2011

Outros: «Espíritos…» no «E2»

No passado dia 3 de Maio o meu livro «Espíritos das Luzes» foi mencionado no programa de televisão «E2» emitido na RTP2, uma produção d(os alunos d)a Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa. Cristina Flora foi uma das convidadas, na rubrica «Um livro porque sim», para falar principalmente de uma obra sua - «Leva-me Esta Noite» - mas também recomendou outras três… entre as quais a minha, que classificou de «genial». Muito, muito obrigado para ela… e para a ESCS. O vídeo do referido programa pode ser visto aqui.

sexta-feira, maio 20, 2011

Opções: Ministério… não é fundamental

No passado dia 2 de Maio foi aberta uma petição contra a eventual extinção do Ministério da Cultura no governo de Portugal que resultar das eleições legislativas de 5 de Junho próximo. Que já foi subscrita, no momento em que escrevo, por mais de 1200 pessoas, algumas das quais eu conheço pessoalmente, estimo e admiro. E que, ao fazê-lo, me desiludiram bastante.
Eu não assinei nem vou assinar esta petição. Porque, objectivamente, na práctica, esta iniciativa é (mais) um instrumento de apoio a José Pinto de Sousa. Porque não é o PS mas sim o PSD que pondera a hipótese – admitida no seu programa eleitoral – de colocar a pasta da Cultura a cargo não de um ministro(a) mas sim de um(a) secretário(a) de Estado. Aliás, esta é uma situação com semelhanças à da RTP, cuja comissão de trabalhadores se insurgiu contra a proposta, também prevista pelo partido liderado por Pedro Passos Coelho, de privatização da estação pública – uma posição «laboral» que ilustra bem o conceito de «interesses instalados». E, que se saiba, a CT da RTP não protestou contra a imposição do AO na empresa…
A petição em causa foi lançada pela Sociedade Portuguesa de Autores, presidida por José Jorge Letria que é, desde há muito tempo, um fiel compagnon de route do Partido Socialista. E quem colocar nela a sua assinatura está a dar implicitamente – e inconscientemente? – a sua autorização para ser utilizado como mais um peão na luta do actual, mentiroso, irresponsável, incompetente, desavergonhado, autoritário, abusador primeiro ministro para se manter no poder. Para este «peditório» eu não dou. E apelo veementemente a que mais ninguém dê. Já agora, porque é que os proponentes e os signatários desta petição não lançam outra contra a utilização de serviços públicos – sim, do MC! – em propaganda partidária, não uma mas sim duas vezes? Ou porque não protestam contra o lamentável colaboracionismo de Gabriela Canavilhas no Acordo Ortográfico? Uma ministra que diz que a sua «despromoção» a secretária seria um «retrocesso civilizacional»... mas não a promoção da tauromaquia!
Não é, obviamente, e como se tem comprovado nos últimos anos, a existência de um ministério que resolve todos os problemas que afectam a área da cultura no nosso país. Tal só pode ser feito com a definição e a concretização efectivas de uma política cultural articulada, ambiciosa e abrangente sem deixar de ser realista. E que pode perfeitamente ser dirigida através de uma secretaria de Estado. Assim, não se atribua mais importância aos meios do que aos fins. (Aviso reforçado no Esquinas (94) e no MILhafre (33).)
(Adenda de 2011/6/28 – Já completamente formado o novo governo, resultante de uma coligação entre o PSD e o CDS, confirma-se que a Cultura passa, de facto, a ser uma Secretaria de Estado – a cargo de Francisco José Viegas – e fica na dependência de… Pedro Passos Coelho. Exactamente: o ministro da Cultura é… o próprio primeiro-ministro! Será que os promotores e subscritores desta petição ainda pensam que houve uma «despromoção»?)  

quinta-feira, maio 05, 2011

Ocorrência: Foi há 25 anos…

… Isto é, a 5 de Maio de 1986, que aconteceu o acidente ferroviário na Póvoa de Santa Iria, um dos mais graves da história dos caminhos de ferro em Portugal. Dele resultaram 17 mortos e 83 feridos, na maioria jovens, estudantes, entre os quais amigos e conhecidos meus. Os que os conheciam mas que tiveram a sorte de não seguir naquele comboio também ficaram marcados para sempre.
Há cinco anos, aquando do vigésimo aniversário, reproduzi aqui o artigo «Não (n)os esqueceremos», que escrevi e publiquei no jornal Notícias de Alverca poucos dias depois da tragédia. Este ano, ao se atingir a marca de um quarto de século, decidi que as vítimas mereciam um memorial mais visível. Pelo que contactei Conceição Lino, minha antiga colega de escola, e que, tendo vivido muitos anos em Alverca do Ribatejo, conhecia vários dos acidentados e também acompanhou de perto o sucedido. Graças a ela foi produzida e divulgada hoje uma reportagem na SIC. E encontrei também evocações aqui e aqui.
De entre os que desapareceram naquele dia, um houve cuja perda me custou mais: Francisco Monteiro. Tínhamos a mesma idade, éramos amigos, fomos colegas de turma, partilhávamos a paixão pelo rock & roll, em especial o mais «duro» e «pesado». Recordo-o ao som do tema-título do seu disco favorito: «Back In Black», dos AC/DC… uma canção, ela própria, em honra de alguém que morreu. (Homenagem também no Esquinas (93) e no MILhafre (32).)

sábado, abril 30, 2011

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2011

A literatura: «Cartas Italianas», Luís António Verney; «Contos Fantásticos», Teófilo Braga; «Manifestos e Conferências», José de Almada Negreiros; «O Sétimo Segredo», Irving Wallace; «As Atribulações de Jacques Bonhomme», Telmo Marçal; «O Amor Infinito Que te Tenho e Outras Histórias», Paulo Monteiro; «Com a manhã chega a neblina», George R. R. Martin; «Brinca comigo!» e «Uma noite na periferia do império», João Barreiros; «O dilema do Capuchinho Vermelho», «O feitiço pink» e «Tempo Divino», Cristina Flora.
A música: «Indigo Nights/Live Sessions», Prince; «Duran Duran», Duran Duran; «Com Que Voz», Amália Rodrigues; «Teenage Dream», Katy Perry; «Black Holes And Revelations», Muse; «Os Ferrinhos, o Adufe e a Guitarra», Paco Bandeira; «Greetings From Asbury Park, N. J.», Bruce Springsteen; «Eito Fora», Brigada Victor Jara; «Leopoldina Apresenta Clássicos Infantis Interpretados por...», Ana Moura, Anaquim, David Fonseca, Deolinda, e outros; «Le Voyage Magnifique – Impromptus», Franz Schubert (por Maria João Pires).
O cinema: «História do Brinquedo 3», Lee Unkrich; «A Equipa A», Joe Carnahan; «Ilha Shutter», Martin Scorsese; «Apocalypto», Mel Gibson; «O Dia em que a Terra Parou», Scott Derrickson; «Corpo de Mentiras», Ridley Scott; «Os Amores de Astrée e de Celadon», Eric Rohmer; «A Fonte» e «O Batalhador», Darren Aronofsky; «Babel», Alejandro González Iñárritu; «Michel Vaillant», Louis-Pascal Couvelaire; «Homem Sim», Peyton Reed; «O Bom Pastor», Robert De Niro; «O Que Acontece em Vegas», Tom Vaughan; «O Guardião», Andrew Davis; «A Proposta», Anne Fletcher; «Elizabethtown», Cameron Crowe; «O Laço Branco», Michael Haneke; «Os Dispensáveis», Sylvester Stallone; «Estado da Situação», Kevin Macdonald; «Viúva Rica Solteira Não Fica», José Fonseca e Costa; «O Caso Curioso de Benjamin Button» e «A Rede Social», David Fincher; «A Bela e o Paparazzo», António Pedro de Vasconcelos; «Milk», Gus Van Sant; «Tem que Gostar de Cães», Gary David Goldberg; «Rio», Carlos Saldanha; «O Internacional», Tom Tykwer; «Com Que Voz», Nicholas Oulman.
E ainda...: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Galeria Paulo Nunes – Exposições «Colectiva Projecto 1/Arte Contemporânea» + «Amar-te a Vida Inteira» de Ana Pimentel + «Favelão» (instalação) de Gilvan Nunes; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira – CartoonXira 2011 + Willem/«De Mal a Pior»; Ler Nº 100; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal – Colóquio «Recordar Fialho de Almeida no Centenário da sua Morte»; Associação Lycos-Despertar para o Desenvolvimento – Workshop/Sinapse por Miguel Gaspar «Como escrever e ser compreendido» (Hotel Berna Lisboa) + Workshop/Sinapse por Luís Bettencourt Moniz «Oficina de gestão de objectivos e gestão de tempo» (Hotel Melia Aveiro); Museu do Neo-Realismo – Exposições «Batalha pelo Conteúdo» - Movimento Neo-Realista Português» + «O Passado e o Presente – Outro Olhar sobre a Colecção do MNR»; Embaixada da Polónia/Galeria de Exposições da Direcção Geral da Administração da Justiça – Exposição «Totem Polaco» de Anna Stankiewicz-Odoj e de Mariola Landowska.

segunda-feira, abril 25, 2011

Orientação: Sobre o «socretinês», n’O Sul

Na edição de Abril (Nº 15) d’O SUL (jornal cultural e de debates, regional, com sede em Setúbal), e na página 6, está o meu artigo «Escrever em “socretinês”». Versão virtual incluída no suporte digital de outro jornal da capital do Sado, o Sem Mais, aqui. Reprodução do meu artigo também no Esquinas (92) e no MILhafre (31).

Oráculo: Uma distopia, talvez em 2013

Faz hoje um ano que comecei a escrever aquela que é – vai ser – a minha segunda «narrativa em prosa de longa duração» (não consigo habituar-me a utilizar a palavra «romance», que considero restritiva e algo arcaica), e que, nesse âmbito, se seguirá a «Espíritos das Luzes». E, assim como este, será outro livro tal como nunca houve outro igual – original no conteúdo e também na forma. Mais do que isso: promete ser a obra mais polémica, controversa, até chocante, das últimas décadas... e não só em Portugal. Pode parecer um exagero, mas estou a medir bem as minhas palavras.
Na verdade, este meu livro está a ser preparado tendo também como objectivo a «exportação», a tradução e a divulgação em outros países e línguas. Fundamentalmente, tratar-se-á de uma distopia (para alguns poderá ser uma utopia…) situada num futuro próximo, provável, alternativo. Simplificando ao máximo, posso dizer que será o meu «Bravo Novo Mundo», o meu «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro». Em que a ideia, o conceito principal, consiste na existência de duas grandes classes, grupos, de pessoas – um de opressores, outro de oprimidos. E é precisamente na proposta, no imaginar de quem são uns e outros que reside a «provocação»... talvez a mais «políticamente incorrecta» possível nos dias de hoje.
Se a minha previsão deste (meu) «trabalho em progresso» se concretizar, esta minha obra deverá estar pronta para publicação em 2013... isto, claro, se houver editor(es) suficientemente corajoso(s) e leitores suficientemente curiosos para se «arriscarem», respectivamente, a publicá-la e a adquiri-la. Se escrever este livro é certamente para mim um acto de liberdade… e de libertação, provavelmente não o deverá ser menos para quem o ler. (Anúncio também no blog Simetria.)

sábado, abril 16, 2011

Ordenação: 20 livros...

... Inesquecíveis. Que me impressiona(ra)m. Que me marca(ra)m. Que me influencia(ra)m. Provavelmente, mais emocionalmente do que intelectualmente, pela substância, pelo estilo, por ambos. Onde há ficção e não ficção, prosa e poesia, banda desenhada, biografia, enciclopédia, crónica, crítica, controvérsia. Depois dos 20 filmes e dos 20 discos, não foi tão fácil listar os 20 livros «da minha vida»... daí a demora na elaboração e apresentação deste «terceiro capítulo dos “20 mais”.» Não serão exactamente os 20 melhores livros que já li, hoje (tal como ontem) talvez não me reveja inteiramente no conteúdo de alguns, mas são aqueles de que, instantaneamente, me lembrei... e a vários voltei, ou ainda volto, repetidamente, ao longo dos anos. São eles...
... «Discurso Patético», Cavaleiro de Oliveira (1756); «Viagens na Minha Terra», Almeida Garrett (1843); «As Flores do Mal», Charles Baudelaire (1857); «Uma Campanha Alegre», Eça de Queiroz (1890); «O Anti-Cristo», Friedrich Nietzsche (1895); «O Processo», Franz Kafka (1925); «O Assassinato de Roger Ackroyd», Agatha Christie (1926); «Esteiros», Soeiro Pereira Gomes (1941); «Quinta dos Animais», George Orwell (1945); «Vida de Charlot», Georges Sadoul (1952); «História da Literatura Portuguesa», António José Saraiva e Óscar Lopes (1955); «A Queda», Albert Camus (1956); «Os Carros do Inferno», Sven Hassel (1958); «O Cavalheiro de Domingo», Irving Wallace (1965); «Cem Anos de Solidão», Gabriel Garcia Márquez (1967); «Fórmula 1», Jean Perilhon (1971); «Rush», Jean Graton (1972); «A Enciclopédia do Rock Ilustrada», Nick Logan e Bob Woffinden (1976); «Batman: O Cavaleiro Negro Regressa», Frank Miller (1987); «O Evangelho Segundo Jesus Cristo», José Saramago (1991).

domingo, abril 03, 2011

Opções : ILC contra o AO

Através do preenchimento e do envio do documento correspondente, subscrevi a «Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei no Esquinas (91) e no MILhafre (30).   

domingo, março 27, 2011

Orientação: Sobre propaganda, no Público

Na edição de hoje (Nº 7659) do jornal Público, e na página 32, está o meu artigo «Propaganda e provocação». Um excerto: «Não se está a afirmar que todos os trabalhadores e colaboradores da RTP sejam cúmplices activos das regulares manobras de manipulação que nela se concretizam – e que, em alguns momentos, quase colocam a televisão oficial portuguesa na mesma (falta de) “categoria” das suas congéneres chinesa e norte-coreana. No entanto, sem dúvida que aparecem como espectadores (ou será “espetadores”?) passivos da crescente degradação da empresa, onde a aplicação do “acordo ortográfico” constitui disso o sinal mais recente.» (Referência também no Esquinas (90) e no MILhafre (29), e ainda em: Causa MonárquicaEstado Sentido; Família Real Portuguesa; Real Associação da Beira Litoral.)

segunda-feira, março 21, 2011

Outros: Traços de transfiguração

Após o ter apresentado, em 2010, na Amadora e em Beja, em 2011 o meu querido amigo Paulo Monteiro, que conheço há mais de 25 anos, voltou a Alverca do Ribatejo para apresentar o seu primeiro livro.
«O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» é constituído por dez pequenas narrativas que demonstram outras tantas abordagens, estilos, formas de abordar o – muito peculiar, pessoal – universo fantástico do seu autor. Universo esse em que as linhas, os traços se transfiguram continuamente, em que as pessoas se podem confundir, ou até mesmo transformar, em animais e em árvores, em que as dimensões não são constantes, em que os tempos não são lineares. Enfim, em que as leis da Natureza não se aplicam… só a vontade do artista. Todas as mutações são possíveis desde que sirvam e valorizem uma ideia, uma história, um sentimento relevante.
Os únicos «defeitos» de «O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» são... ser demasiado pequeno (68 páginas)… e tardio: já há muito que nós, os seus amigos e admiradores, esperávamos que o Paulo Monteiro finalmente reservasse, para a elaboração de um livro seu, uma pequena parte do esforço e da disponibilidade que tem aplicado, há mais de uma década, na organização, participação e divulgação de muitas iniciativas relacionadas com BD – não só no Alentejo, que se tornou o seu território (e que lhe deve a criação de uma bedeteca e de um festival), mas também no resto do país e até no estrangeiro. Após tantos anos a apoiar outros autores já era altura de ser ele o protagonista... e merece-o. Tanto que é igualmente um dos 41 criadores presentes na exposição «Tinta nos Nervos – Banda Desenhada Portuguesa», no Museu Berardo, em Lisboa, até 27 de Março. (Recomendação também no Esquinas (89) e no MILhafre (28), e ainda no Simetria Blog.) 

quarta-feira, março 16, 2011

Outros: «Espíritos...» em Inglaterra

Por sugestão minha, foi enviado pela Gailivro na semana passada, tendo chegado ontem, um exemplar de «Espíritos das Luzes» a Inglaterra, mais concretamente à Beckford Society (e a Sidney Blackmore, o seu secretário), instituição que se dedica a preservar, a divulgar e a estudar a vida e a obra de William Beckford, que é um dos protagonistas principais daquele meu livro; daquela sociedade já havia recebido a mais recente edição da sua publicação principal, The Beckford Journal. Este intercâmbio pode igualmente ser entendido como o meu contributo, necessariamente modesto (e atrasado), para a celebração (em 2010) do 250º aniversário do nascimento daquele autor inglês. E esta é a segunda vez que é entregue para lá do Canal da Mancha a uma entidade específica de cariz cultural um trabalho meu com ela relacionado: no ano passado o Tennyson Research Centre já tinha dois exemplares da minha tradução de «Poemas» de Alfred Tennyson, editada pela Saída de Emergência.

sexta-feira, março 04, 2011

Obrigado: Aos que compareceram...

... Hoje, no Palácio da Independência, em Lisboa, para assistirem ao (e participarem no) colóquio «Recordar Fialho de Almeida no Centenário da sua Morte», uma iniciativa minha que eu co-organizei com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal. A esta eu expresso, pela disponibilidade e pela colaboração, a minha gratidão, nas pessoas de Jorge Rangel, presidente da Direcção, e de Ana Proserpio, responsável pelos Serviços Culturais da SHIP. E também um «muito obrigado» muito especial aos especialistas (docentes e investigadores) em história e literatura portuguesas que aceitaram o meu convite para serem oradores: Duarte Drumond Braga, Isabel Pinto Mateus e Ricardo Revez.
De referir que o colóquio foi divulgado na blogosfera e na comunicação social. Destaco: Corta-Fitas; Instituto da Democracia Portuguesa; Nova Águia; Os Meus Livros (na agenda (página 14) e num artigo (páginas 28 e 29) da edição de Março de 2011, Nº 96, escrito por João Morales, director da revista); RTP2 (no programa «Câmara Clara»). É de destacar também o programa da TSF «Aos Domingos com Fialho», cuja emissão de 13 de Março teve como convidada Isabel Pinto Mateus. 

sábado, fevereiro 26, 2011

Orientação: Sobre Eno e Byrne, na Blitz

Na edição de Março de 2011 (Nº 57) da revista Blitz, e nas páginas 30-34 (na rubrica «Retrovisor»), está o meu artigo «Os fantasmas saíram do arbusto», sobre o disco «My Life in the Bush of Ghosts», de Brian Eno e de David Byrne, a propósito dos 30 anos do seu lançamento. Faço notar que, apesar de a Blitz (tal como todas as publicações do grupo Impresa) ter aderido ao Acordo Ortográfico, este meu artigo constitui, obviamente, uma excepção, estando escrito em português normal e decente.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Outros: Flora digital

Cristina Flora, mais do que uma querida amiga, é uma competente e talentosa colega no jornalismo e na literatura. Autora de três romances publicados («A Saudade do Rei», «A Inconstância dos Teus Caprichos» e «Leva-me Esta Noite»), é também uma dedicada contista, disso sendo talvez o melhor exemplo (e o mais conhecido) o que escreveu para «A República Nunca Existiu!», intitulado «A Rainha adormecida», que aliás fecha (com «chave de ouro») o primeiro volume daquela antologia.
Disponível para novas experiências, e sem paciência para esperar pelas respostas de editoras cujas preferências e critérios editoriais são muitas vezes incompreensíveis, Cristina Flora decidiu no ano passado criar uma nova página no Facebook: Contos On-Line, um autêntico «jardim digital» onde tem cultivado «flores e frutos» narrativos, pequenos mas «nutritivos», que dão por nomes como «O dilema do Capuchinho Vermelho», «O feitiço pink» e «Tempo divino» - enredos que (confirmando o estilo da autora) têm o amor como tema central e em que o «fantástico», em vez de «inquinar» a realidade com ideias e situações insólitas, integra-as para assim mais a enriquecer e a fortalecer. Boas leituras! (Recomendação também no Esquinas (88) e no MILhafre (27), e ainda no Simetria Blog.)

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Oráculo: 100 anos após Fialho, na SHIP

No próximo dia 4 de Março de 2011 assinala-se o centenário da morte do escritor Fialho de Almeida. E, na mesma data, a partir das 17.30 horas, realiza-se no Palácio da Independência, em Lisboa, um colóquio evocativo da efeméride, numa co-organização com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal – que aceitou uma proposta minha nesse sentido.
Serão três os oradores, todos eles especialistas da vida e da obra do autor de «Os Gatos» e da história e da literatura portuguesa da sua época: Duarte Drumond Braga, cuja tese de mestrado se intitulou «Espaço e Imaginário da Fronteira em "O Sentimento dum Ocidental", em Narrativas de Fialho de Almeida e n'"Os Pobres" de Raul Brandão»; Isabel Pinto Mateus, cuja tese de doutoramento se intitulou «Kodakização e Despolarização do Real: Para uma Poética do Grotesco na Obra de Fialho de Almeida» - publicada pela Editorial Caminho em 2008, tendo conquistado dois prémios de ensaio (Óscar Lopes e PEN); Ricardo Revez, cuja tese de doutoramento se intitulou «A Ideia de Decadência Nacional em Fialho de Almeida».
É de referir, e recordar, que Isabel Pinto Mateus e Ricardo Revez já haviam estado presentes, enquanto oradores, em outro colóquio sobre Fialho de Almeida, realizado, aquando dos 150 anos do nascimento do escritor, em 2007 no Gabinete de Estudos Olisiponenses, também sob sugestão minha.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Obras: Vem aí o Volume 2...

... De «A República Nunca Existiu!» O dia em que se assinala mais um aniversário (o centésimo terceiro) do assassinato, por republicanos, do Rei D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe, constitui o momento adequado para se fazer um breve ponto da situação da segunda parte da antologia colectiva de contos de história alternativa que eu concebi, cujo primeiro volume foi lançado em 2008.
A edição continua a estar prevista para o primeiro semestre deste ano; alguns dos autores convidados já concluiram e enviaram-me os seus contos – entre eles está António de Macedo; Pedro Piedade Marques, que realizou o (magnífico) desenho de paginação de «Poemas» de Alfred Tennyson (que eu traduzi), vai fazer o mesmo trabalho n’«A República... 2». E eu já redigi a versão inicial da introdução, de que transcrevo em seguida um excerto:
«(...) Apesar de não ter sido (de longe!) o mais vendido no historial da Saída de Emergência, este livro («A República Nunca Existiu!») foi, quase de certeza, o que mais referências recebeu, e durante o maior período de tempo, de entre todos os que já foram lançados por este grupo editorial. Houve, há, obviamente, um motivo principal para esta “durabilidade”, e deve-se dizê-lo sem falsas modéstias: a originalidade, e até a ousadia, do conceito que lhe está na base. A que se deve acrescentar o momento em que foi concretizado: entre dois centenários, o do Regicídio e o da implantação da República, quando, previsivelmente, a disponibilidade para produzir e para consumir factos e ficções relativos à História (mais ou menos) recente de Portugal aumentou, e muito. E, logo após a edição do primeiro volume, cedo ficou evidente que se justificava a edição de um segundo: o assunto ainda dava muito «pano para mangas», ainda proporcionava muita «margem de manobra», e havia outros autores com os quais eu muito gostaria de colaborar, de trabalhar, num projecto deste tipo. E não há que escondê-lo: o objectivo inicial era mesmo lançar este segundo volume de contos sobre um “Portugal alternativo” aquando dos 100 anos da República, em Outubro de 2010. Contudo, e por motivos a que não interessa agora aludir, tal não foi possível. Mas até foi melhor assim; há “males que vêm por bem”. “A República Nunca Existiu! – Volume 2” é lançado num “ambiente” mais “desanuviado” em termos “literário-comemorativísticos”. (...)»

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Opções: Pelos Painéis de São Vicente

Assinei hoje a petição/carta aberta «À Senhora Ministra da Cultura do Governo de Portugal» sobre a realização de «uma outra exposição, esta de arte contemporânea, intitulada “D’Après Nuno Gonçalves”, e compreendendo as vertentes de pintura, escultura, instalação, vídeo e fotografia» no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei no Esquinas (87).

domingo, janeiro 23, 2011

Observação: Das eleições de hoje se conclui...

.... Definitivamente que Portugal, cuja maioria dos eleitores continua a dar vitórias claras a Pinto de Sousa e a Cavaco Silva mesmo quando já há um conhecimento completo das suas execráveis personalidades e comportamentos, merece todo o mal que lhe acontece. (Lamento também no Esquinas (86) e no MILhafre (26).)

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Orientação: Sobre o falhanço da DECO

No Esquinas (85) e no MILhafre (25) está a partir de hoje, reproduzida, uma mensagem de correio electrónico que enviei a 11 de Janeiro à DECO, e em que explico porque eu e a minha esposa decidimos deixar aquela associação após uma ligação de quase 20 anos.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Organização: Novo «e-ndereço»

Substituindo o anterior, «alojado» no Tugamail (sítio e serviço que parece ter definitivamente «desaparecido em combate»), o Octanas tem um novo endereço de correio electrónico - octanas.blog@gmail.com – para quem quiser contactar-me sem ser pelas caixas de comentários do blog; fica igualmente visível em permanência, a partir de agora, na última linha do perfil («Origem»), à esquerda.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Obituário: Paulo Lowndes Marques

2010 já havia acabado mal, com a morte de Carlos Pinto Coelho. E 2011 começa também de uma forma funesta com o falecimento, logo a 1 de Janeiro, de Paulo Lowndes Marques.
Veterano da Guerra no Ultramar (foi fuzileiro em Angola), advogado, destacado militante fundador do CDS-PP, antigo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, só o conheci pessoalmente em Dezembro de 2009, quando acedeu, amavelmente, a participar, na sede da Câmara de Comércio Luso-Britânica, na apresentação em Lisboa de «Poemas» de Alfred Tennyson, que eu traduzi. Posteriormente, convidou-me para escrever e publicar um artigo sobre o grande poeta inglês na revista da British Historical Society of Portugal, de que era presidente. Gentleman – gentil homem - de elevada personalidade, com carácter, competência e currículo irrepreensíveis, fica como uma das heranças da sua vida o seu livro «O Marquês de Soveral – Seu Tempo e Seu Modo», sobre o grande diplomata português do século XIX.
O primeiro dia do ano novo trouxe-lhe o último ultimato. Recorrendo a Tennyson, diria que Paulo Lowndes Marques «cruzou a barra», talvez para Avalon, sem dúvida para um lugar melhor na confluência dos imaginários dos dois países que tantou amou. (Homenagem também no Esquinas (83) e no MILhafre (23).)

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2010

A literatura: «Cartas da Península (1808–1812)», William Warre; «A Invenção da Modernidade (Sobre Arte, Literatura e Música)» e «Os Paraísos Artificiais», Charles Baudelaire; «A Luz Miserável» e «Mucha» (com Mário Freitas e Osvaldo Medina), David Soares; «As Aventuras de Alix - O Deus Selvagem», Jacques Martin; «Noite de Paz», «Os “mininos” da noite» e «O teste», João Barreiros.
A música: «Swing When You’re Winning», Robbie Williams; «Pano Cru», Sérgio Godinho; «Para Além Da Saudade», Ana Moura; «Canção Ao Lado», Deolinda; «Surrealistic Pillow», Jefferson Airplane; «Elephant», White Stripes; «Intuition», Jamie Foxx; «M80 Rádio – Todos os Êxitos dos Anos 70, 80 e 90», A-Ha, Bangles, Buggles, Boney M, Cheap Trick, e outros; «As Árias de Luísa Todi», Antonio Sachinni, Giovanni Paisiello, Niccolò Piccinni, e outros (por Joana Seara e Os Músicos do Tejo dirigidos por Marcos Magalhães).
O cinema: «O Último Condenado à Morte», Francisco Manso; «Manô», George Felner; «Trópico Trovão», Ben Stiller; «Tragam o Carter», Stephen T. Kay; «Homem de Ferro 2», Jon Favreau; «Seguinte», Lee Tamahori; «2012», Roland Emmerich; «Suicídio Encomendado», Artur Serra Araújo; «Darjeeling, Limitada», Wes Anderson; «A Esposa do Astronauta», Rand Ravich; «Quatro Irmãos», John Singleton; «O Lobisomem», Joe Johnston; «Tomada», Pierre Morel; «Uma História de Violência», David Cronenberg; «O Perfume – A História de um Assassino», Tom Tykwer; «O Incrível Hulk», Louis Leterrier; «O Fazedor de Chuva», Francis Ford Coppola; «Duplicidade», Tony Gilroy; «Milionário Cão de Favela», Danny Boyle; «A Mulher do Próximo», José Fonseca e Costa; «Retorcido», Philip Kaufman; «Vicky Cristina Barcelona», Woody Allen; «As Consequências do Amor» e «O Divo», Paolo Sorrentino; «Histórias à Hora de Deitar», Adam Shankman; «Corrida da Morte», Paul W. S. Anderson; «Shrek Para Sempre», Mike Mitchell; «Domino», Tony Scott.
E ainda...: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal – Exposições «Colectiva da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira» + «11ª Bienal de Fotografia»; Fundação Millenium BCP/Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros – Exposição «Ossos que contam História»; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal/Causa Real/Plataforma do Centenário da República – Exposição «A Repressão da Imprensa na Primeira República»; Centro de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – Colóquio «Mensageiros das Estrelas – Ficção Científica & Fantasia»; Biblioteca Nacional de Portugal – Exposições «Cartas de Jogar – Da Fábrica à Mesa» + «Res Publica – Cidadania e Representação Política em Portugal – 1820-1926»; Penthouse Portugal Nº 1; Épica/Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro – Fórum Fantástico 2010; Casa da Juventude do Sobralinho – Exposição dos Alunos das Turmas de Artes da Escola Secundária Reynaldo dos Santos; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal – Exposição de Pintura de Gabriela Marques da Costa «D. João IV e a Restauração».

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Orientação: Sobre territórios, no Público

Na edição de hoje (Nº 7570) do jornal Público, e na página 29, está o meu artigo «Marcar território(s)» - uma breve reflexão, a partir da luta de Aminatu Haidar pela autodeterminação do Saara Ocidental, sobre os territórios – incluindo Olivença – que ainda hoje estão sob soberanias ilegítimas. (Transcrição do texto no Esquinas (84) e no MILhafre (24).)

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Obituário: Carlos Pinto Coelho

Foi hoje a sepultar Carlos Pinto Coelho, que faleceu na passada quarta-feira, 15 de Dezembro, aos 66 anos de idade. Depois de João Aguiar, é o segundo grande jornalista que conheci pessoalmente a desaparecer este ano.
Só por duas vezes me encontrei com ele: a primeira, algures no início dos anos 90, na RTP (ainda na Avenida 5 de Outubro), com o meu amigo Luís Ferreira Lopes, para conversarmos e obtermos informações sobre os planos da estação de televisão pública para o espaço da língua portuguesa, de que resultariam textos mais tarde incluídos no nosso livro «Os Novos Descobrimentos»; a segunda, precisamente, aquando do lançamento daquela obra, a 17 de Julho de 2006, em que ele foi um dos apresentadores – uma honra que nos concedeu e de que muito nos orgulhamos.
Agora, e como sempre acontece em ocasiões como esta, são muitos os que afirmam que ele era – é – um (bom) exemplo, uma referência, os que enaltecem a sua generosidade e a sua competência. Enfim, um homem cheio de qualidades pessoais e profissionais – o que é rigorosamente verdade e não um trivial, costumeiro, elogio póstumo. E, para além disso, era um autêntico, entusiasta, e com provas dadas, lusófono – que, por isso mesmo, e obviamente, era contra essa abominação conhecida como «acordo ortográfico». Também nisso vamos sentir a falta dele… (Homenagem também no Esquinas (82) e no MILhafre (22).) 

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Outros: «Poemas» na Sábado

Na edição de 16 de Dezembro de 2010 (Nº 346) da revista Sábado, e na página 51, está uma referência de Nuno Rogeiro à edição, pela Saída de Emergência e com a minha selecção e tradução, de «Poemas» de Alfred Tennyson e à sua «lírica vitoriana, épica e intensa».

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Observação: Fascismo linguístico

Quem foi que disse que, em Portugal, «fascismo nunca mais»? Quem quiser conhecer um exemplo recente de fascismo – fascismo linguístico, sim, mas fascismo – só tem de ir aqui. Em complemento, quem quiser conhecer um exemplo recente (há outros…) de colaboracionismo – no sentido de «não só sei que já não tenho coluna vertebral como também gostei que ma tirassem» - só tem de ir aqui. Exagero? Então quando meia dúzia de pervertidos - pervertidos culturais (pelo menos…), sim, mas pervertidos – impõem, ou tentam impor, pela força, a um país uma mudança anormal, artificial, inútil, ridícula, em algo de essencial, e que é rejeitada pela quase totalidade da sua população… isso é o quê? Resta agora saber quantos, e quais, vão ser os «resistentes», e se vão ou não entrar na «clandestinidade». Nesta questão a minha posição continua(rá) a ser: «Não passarão!» Pela pena e, se for preciso, pela espada.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Outros: Livros para oferecer no Natal…

… Ou em qualquer dia do ano, estes publicados em 2010, são os que a seguir sugiro, da autoria de pessoas que admiro e que estimo, cujos conhecimentos e talentos nos asseguram sempre experiências enriquecedoras. Assim, e por ordem alfabética do primeiro nome: «Dançar para a República», (coordenação de) Daniel Tércio; «A Luz Miserável», David Soares; «Vaporpunk – Relatos Steampunk Publicados Sob as Ordens de Suas Majestades», (organização de) Gerson Lodi-Ribeiro e Luís Filipe Silva; «De uma Família de Mareantes», João Afonso Machado; «Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas», (organização de) João Seixas; «Alex 9 – A Coroa dos Deuses», Martin S. Braun; «As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia», Miguel Real; «Só Agora Vejo Crescer em Mim as Mãos de Meu Pai», (organização de) Ozias Filho; «Viagens na Minha Terra com Vampiros», Pedro Manuel Calvete (e Almeida Garrett); «Aventuras Fantásticas – Três Fantasmas, Duas Revoluções», Sérgio Franclim.

sexta-feira, novembro 26, 2010

Orientação: Sobre uma «ocupação» pela CML

A partir de hoje no Esquinas (81) e no MILhafre (21) está um relato de uma apropriação muito pouco ética, feita pela Câmara Municipal de Lisboa, de elementos do projecto Ópera do Tejo/Lisboa Pré-Terramoto de 1755, que eu iniciei em 2004.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Opções: Pelo Jardim Botânico de Lisboa

Assinei hoje a petição «Em defesa da missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo…» Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei no Esquinas (80) e no MILhafre (20).

domingo, novembro 14, 2010

Obrigado: Aos que…

… Me convidaram para estar presente enquanto orador, e, por isso, também aos que me ouviram, no colóquio «Mensageiros das Estrelas», na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a 3 de Novembro, e no Fórum Fantástico 2010, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Lisboa, a 13 de Novembro.
Junto aqui, nos agradecimentos, os dois eventos porque, para além das proximidades temática e temporal, houve pessoas em comum a ambos. Um exemplo, Safaa Dib, responsável com Rogério Ribeiro pelo Fórum, e que também integrou a comissão organizadora do «Mensageiros», juntamente com Adelaide Serras, Ana Coelho, Ana Martins, Angélica Varandas, Duarte Patarra, José Duarte e Luís Filipe Silva - uma equipa em estreita ligação com o Centro de Estudos Anglísticos da FLUL, entidade que foi a principal responsável pela iniciativa. Outro exemplo, David Soares, que esteve ao meu lado nos dois encontros; no primeiro, acompanharam-nos na nossa sessão António de Macedo, Inês Botelho e Margarida Vale de Gato; no segundo, acompanharam-nos na nossa sessão João Barreiros e Rui Tavares.
Por fim, um agradecimento especial: a Gisela Monteiro pelas fotografias na FLUL e na BMOR, embora, obviamente, eu não constituísse o pretexto principal das mesmas ;-) ; e a Raquel Garrido pelos vídeos de «Lisboa Fantástica».  

terça-feira, novembro 02, 2010

Oráculo: Dia 13 no FF 2010

Entre os próximos dias 12 e 14 de Novembro vai realizar-se, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Lisboa (Telheiras), o Fórum Fantástico 2010. É organizado pela Épica/Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes, que me convidou para estar presente como participante num painel marcado para o dia 13, entre as 15 e as 16 horas, sobre o tema «Lisboa Fantástica» - para o qual foram também convidados David Soares, João Barreiros e Rui Tavares, este como moderador. (Referência também aqui e aqui.)

sexta-feira, outubro 15, 2010

Oráculo: Em Novembro no MdE

Entre os próximos dias 2 e 5 de Novembro vai realizar-se, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o colóquio «Mensageiros das Estrelas – Ficção Científica & Fantasia». É organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos daquela universidade, que me convidou para estar presente como participante numa sessão/mesa-redonda marcada para o dia 3, entre as 11.30 e as 12.30, no Anfiteatro III da FCUL, sobre o tema «Vinte coisas que aprendemos da literatura fantástica» - para a qual foram também convidados António de Macedo, David Soares, Inês Botelho e Margarida Vale de Gato, esta como moderadora.

terça-feira, outubro 05, 2010

Orientação: Sobre «esforço patriótico»

No Esquinas (79) e no MILhafre (19) está a partir de hoje uma breve «dissertação» sobre um «esforço» que todos os portugueses podem e devem fazer «a favor» da República – mas aconselha-se, porém, que se «tape o nariz» durante a leitura.

Observação: As «mulheres da República»

Para o segundo volume de «A República Nunca Existiu!» (que é, recordo, um projecto literário, artístico, cultural, e não político), tal como para o primeiro, eu e a Saída de Emergência convidámos vários escritores mas nem todos aceitaram. Porém, há que distinguir entre os que responderam ao convite, embora recusando (e justificando), e os que nem sequer responderam; entre estes está Patrícia Reis.
Após repetidos contactos telefónicos e electrónicos com o escritório onde trabalha aquela escritora e jornalista, editora da revista… Egoísta, foi-me dito que «se a senhora (Reis) não respondeu, então é porque (a resposta) é não.» Digo eu: se a senhora não respondeu é porque tem (teve) má educação, não tem boas maneiras. Uma atitude que contrasta, por exemplo, com a da sua amiga Inês Pedrosa, actualmente directora da Casa Fernando Pessoa (mas que não tenho a certeza de que saiba o que aquele poeta pensava da República), que, amável e correctamente, respondeu ao meu convite, embora recusando.
Interessante e ironicamente, algum tempo depois soube, pelo próprio blog da Sra. Reis, que ela tinha pronto um novo livro da sua série «O Diário do Micas» intitulado «Mistério na Primeira República», em cuja sinopse se pode ler o seguinte: «Será que há obscuras organizações ou monárquicos inconformados a quererem estragar as comemorações do centenário? É que a estátua de José Relvas acaba de ser roubada…» Entretanto, tomei conhecimento que este mesmo livro foi inserido no Plano Nacional de Leitura e teve o patrocínio… da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Disse para mim: aqui está a «resposta», aqui está a «justificação».
Ainda mais interessante, ontem soube da existência de um livro de Maria João Seixas intitulado «República das Mulheres», que pretende ser «uma celebração das letras portuguesas no feminino» e que… compila (como também se pode ver na... perdão, «no» Pitta) os depoimentos de 14 escritoras que são retratadas na capa em «pose contemporânea de busto da República». Entre elas estão… Inês Pedrosa e Patrícia Reis. Que sem dúvida sabem que na I República as mulheres eram pessoas de segunda categoria que não tinham, por lei, o direito de voto. Mas, pelos vistos, antes isso que «monárquicos inconformados»…

sexta-feira, outubro 01, 2010

Orientação: Simetria Sonora 2010

Hoje, Dia Mundial da Música, é novamente a data mais adequada para a apresentação da nova versão – a quinta – da Simetria Sonora. Mais 50 títulos foram acrescentados, pelo que são agora 250 discos de FC & F! A ler... e a ouvir.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Orientação: Sobre centenários, no Público

Na edição de hoje (Nº 7480) do jornal Público, e na página 31, está o meu artigo «Em 2010, “não” a 1910, “sim” a 1810!» - é não só mais um texto sobre, e contra, o Centenário da República, mas também a favor da evocação da Guerra Peninsular, no bicentenário desta. (Referência também no Esquinas (78) e no MILhafre (18).)
Outras menções: Arundel; Causa Monárquica; Família Real Portuguesa; Mania de Escrever; Núcleo Monárquico de Abrantes; Pena e Espada; Plataforma do Centenário da República; Real Associação da Beira Litoral; Textos do Dolicocéfalo.
(Adenda: a todos os que pensaram, disseram e/ou escreveram que eu fui demasiado agressivo ou exagerado neste meu artigo, aconselho a que leiam outro artigo, de Vasco Graça Moura, sobre o tema; atentem no que alguém que se assume como republicano afirma sobre o período 1910-1926, e, principalmente, como leva ainda mais longe a comparação com o nazismo, ao mencionar o genocídio feito em Angola durante a Primeira Guerra Mundial.)

quinta-feira, setembro 16, 2010

Orientação: Sobre a imagem de Portugal

No Esquinas (77) e no MILhafre (17) está a partir de hoje uma reflexão sobre o que afecta e o que não afecta a imagem de Portugal, a partir de exemplos dados pelo (ainda) ministro Luís Amado.

quarta-feira, setembro 15, 2010

Obrigado: Aos que compareceram...

... Ontem, no Club Setubalense, para assistir e participar na 11ª edição da Tertúlia «Eis Bocage... Conversas de Botequim», em que «Espíritos das Luzes» constituiu o elemento central. Iniciativa realizada sempre na véspera do Dia da Cidade de Setúbal, que é também o do nascimento de Manuel Maria Barbosa du Bocage e feriado municipal, é por isso um dos momentos mais marcantes das Comemorações Bocagianas.
Agradeço aos actores que leram excertos (seis no total) do meu livro: Susana Brito e Susana Ganilho (Teatro Animação de Setúbal), Fernando Casaca e Rita Sales (Teatro do Elefante), Eduardo Dias e José Lobo (Teatro Estúdio Fontenova). Agradeço a Marcos Magalhães, d’Os Músicos do Tejo, que, nos intervalos entre as leituras, tocou no cravo peças musicais de, entre outros compositores, Carlos Seixas, João Baptista Avondano e José Joaquim dos Santos.
E agradeço principalmente a Manuel Augusto Araújo, assessor para a cultura da Câmara Municipal de Setúbal: que, antes de o contactar e conhecer, já tinha lido e gostado muito de «Espíritos das Luzes» - e voltou a demonstrá-lo no encontro de ontem, proferindo palavras elogiosas sobre o meu trabalho; que foi, pois, o principal responsável por esta enorme honra concedida ao meu livro e a mim – a de nos integrarmos, em lugar de destaque, na homenagem a um dos maiores escritores portugueses feita todos os anos pela sua cidade.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Outros: «A República...» na TVI24

Na emissão de hoje do programa da TVI24 «Livraria Ideal», de João Paulo Sacadura, o entrevistado foi Miguel Real. Foram mostradas e mencionadas algumas das obras que escreveu e/ou em que participou, entre as quais «A República Nunca Existiu!» - mais ou menos a partir dos 17m30s, e depois também durante o genérico final.

terça-feira, agosto 31, 2010

Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2010

A literatura: «Pensamentos», Marco Aurélio; «Paraíso Perdido», John Milton; «A Conspiração dos Antepassados» e «O Evangelho do Enforcado», David Soares; «Padre António Vieira e a Cultura Portuguesa» e «Caça ao índio no Maranhão», Miguel Real; «A sinapse ambígua», Daniel Tércio; «Sincronicidade», «Liscon 2060» e «A síndroma de Abraão», João Barreiros; «Sonhos de planetas e estrelas», Luís Filipe Silva; «A dama de espadas», Alexsandr Pushkin.
A música: «The Song Remains The Same», Led Zeppelin; «Longe», Pedro Abrunhosa & Comité Caviar; «The Scream» e «Join Hands», Siouxsie & The Banshees; «Meddle», Pink Floyd; «Do It Yourself», Ian Dury & The Blockheads; «Love Songs», Elton John; «Sinfonias Nº 1 – Nº 2 – Nº 3 – Nº 4», Luís de Freitas Branco (pela Orquestra Filarmónica de Budapeste dirigida por András Kórodi, Gyula Németh e János Sándor).
O cinema: «A Outra Margem», Luís Filipe Rocha; «Monstros vs. Alienígenas», Rob Letterman e Conrad Vernon; «Bolt», Byron Howard e Chris Williams; «Looney Tunes – De Volta à Acção», Joe Dante; «O Gato no Chapéu», Bo Welch; «O Golpe Italiano», F. Gary Gray; «Cegueira», Fernando Meirelles; «Rapazes Voadores», Tony Bill; «Ponto de Zabriskie», Michelangelo Antonioni; «Super-Homem Regressa», Bryan Singer; «Música e Letras», Marc Lawrence; «Bandido Americano», Ridley Scott; «Sherlock Holmes», Guy Ritchie; «Alice na Terra das Maravilhas», Tim Burton; «Lua Nova», Chris Weitz; «Incepção», Christopher Nolan; «Nebulado com Possibilidade de Almôndegas», Phil Lord e Chris Miller; «Gran Torino», Clint Eastwood.
E ainda...: APEL – 80ª Feira do Livro de Lisboa; Pavilhão Atlântico de Lisboa – Metallica (2010/5/19); ATL-LWC/CHAIA – Colóquio Internacional «Cidades Históricas Virtuais – Reinventando a Investigação Urbana»; Clube Vilafranquense/Partido Comunista Português (Comissão Concelhia de Vila Franca de Xira) – Sessão de homenagem a Carlos Pato; Direcção Geral das Artes/Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira – Exposição «O que é o Teatro?»; Câmara Municipal de Loulé/Galeria de Arte Praça do Mar de Quarteira – Exposição «Do Levante – Pinturas» de Paulo Rosa Botelho; Museu do Oriente – Exposições «Presença Portuguesa na Ásia» + «Deuses da Ásia» + «Macau – Sentir o Património» + «Sangam»; Museu de Aveiro; Fábrica e Museu Histórico da Vista Alegre.