«O reino da insensatez» e «Caros Senhores da “Troika”», Vasco Graça Moura; «Visita guiada ao reino da falácia», Fernando Venâncio; «Uma língua deve ter falantes; o “acordês” não tem falantes» e «O que importa, agora, é rejeitá-lo de vez», Rui Valente; «Adeque o seu vocabulário», José Diogo Quintela; «Contra o corte cego da consoante muda», Ricardo Araújo Pereira; «Ainda o Acordo Ortográfico», Luís M. R. de Sequeira; «Já falou acordês hoje?», «São mudas mas “falam”», «Nem Saramago escapa» e «Taprobana, meu», Nuno Pacheco; «Os bicos-de-papagaio do Acordo Ortográfico» e «A anunciada revisão do Acordo Ortográfico», Francisco Miguel Valada; «Nós, o acordo ortográfico e os nossos filhos», Ana Lima; «O Acordo Rodoviário Europeu», António Emiliano; «Que gente é esta? Manifesto contra a mentira de Estado» e «O estado da choldra ortográfica em Portugal», João Roque Dias. (Divulgação também no Esquinas (109) e no MILhafre (47).)
segunda-feira, dezembro 12, 2011
segunda-feira, dezembro 05, 2011
Outros: Livros para o Natal…
… E não só, porque podem e devem ser adquiridos e oferecidos durante todo o ano, são os que agora recomendo, da autoria recente de amigos e de conhecidos: «Cristianismo Iniciático» e «O Sangue e o Fogo», António de Macedo; «Batalha», «É de Noite que Faço as Perguntas» (com André Coelho, Daniel Silva, João Maio Pinto, Jorge Coelho e Richard Câmara) e «O Pequeno Deus Cego» (com Pedro Serpa), David Soares; «O Espião Alemão em Goa» e «Levante-se o Véu! – Reflexões sobre o Exercício da Justiça em Portugal» (com Álvaro Laborinho Lúcio e José Braz), José António Barreiros; «Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa – Os Melhores Contos do Século XX», (organização de) Luís Filipe Silva; «Vencer ou Morrer», Mendo Castro Henriques; «A Guerra dos Mascates», «Introdução à Cultura Portuguesa» e «O Pensamento Português Contemporâneo 1890-2010», Miguel Real; «A Via Lusófona» e «Fernando Nobre – Diário de uma Campanha», Renato Epifânio. (Recomendações dadas também no Esquinas (108) e no MILhafre (46).)
quarta-feira, novembro 30, 2011
Obituário: Victor Cavaco
Tinha apenas 43 anos… Faleceu ontem em Lisboa, e foi cremado hoje em Almada, o meu amigo e ex-colega Victor Cavaco. E, faz hoje um mês, ele foi uma das ausências mais sentidas num jantar que alguns ex-alunos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa organizaram para assinalar os 25 anos da entrada naquela licenciatura. Porém, já então ele estava muito doente…
Há pessoas, poucas, que sabemos, e podemos e devemos dizê-lo, que mudaram a nossa vida. De uma forma talvez imperceptível mas indubitável. Para mim o Victor foi uma dessas pessoas. Se hoje talvez me evidencio enquanto «empreendedor cultural» multi-tarefa e versátil, é porque comecei a sê-lo por causa dele; foi graças a ele e a outro grande amigo e ex-colega, Rui Paulo Almas, que eu e mais alguns dos nossos entraram em 1988 na Associação de Estudantes do ISCTE, até aí monopolizada pelos alunos de Gestão. E onde deixámos a nossa «marca» ao iniciarmos e desenvolvermos várias actividades, entre as quais: o jornal da associação, o DivulgACÇÂO (o motivo principal da minha admissão na AEISCTE, devido à minha experiência anterior no Notícias de Alverca); colóquios e exposições; o 1º Encontro Nacional de Estudantes de Sociologia; e as nossas presenças e participações (quase sempre resultantes de eleições) em órgãos académicos, tanto internos ao ISCTE – Conselho Directivo, Assembleia de Representantes – como externos – a Associação Académica de Lisboa, para cujos órgãos sociais tanto o Rui como o Victor foram eleitos em 1989.
O empreendedorismo do Victor não se restringiu ao âmbito escolar: também no âmbito profissional deu provas, ao ter sido um dos fundadores do Instituto de Estudos Sociais e Económicos – onde trabalhei durante algum tempo (a convite dele) – e da Spirituc IA – que realizou graciosamente (por decisão dele) um estudo de mercado sobre o meu projecto MAR. Quando foi preciso pude sempre contar com o seu apoio. E até n’«Os Novos Descobrimentos» ele aparece, porque foi um dos co-autores (comigo, com o Rui e com o Luís Ferreira Lopes) do artigo/manifesto «Comunidade lusófona: para que te quero?», publicado no Diário Económico em 1996 e que integra aquele livro.
Hoje, ao sair do cemitério, recordava com outro amigo e «iscteano», Filipe Vieira, que eu tinha oferecido ao Victor, num dos seus aniversários, um disco editado originalmente no ano em que ele nascera: «Beggars Banquet», dos Rolling Stones. A canção que o encerra chama-se «Salt of the Earth». Todos nós somos pó e cinza… mas nem todos são sal da terra.
quarta-feira, novembro 23, 2011
Orientação: Entrevista ao «E:2»
Está já disponível a entrevista que concedi ao programa televisivo «E:2», da RTP2, no seu canal próprio do YouTube. Transmitida originalmente no passado dia 25 de Outubro, teve como pretexto e tema principal o meu livro «Espíritos das Luzes», mas serviu também para uma reflexão sobre a História de Portugal; está dividida em quatro partes, pelo que se deve ver a emissão até ao fim. Agradeço, mais uma vez, à equipa de estudantes da Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa, o convite e a oportunidade que me concederam. (Divulgação também no Esquinas (107), no MILhafre (45) e no blog Simetria. Referências igualmente na 1001 Mundos, no blog Os Meus Livros e no Rascunhos.)
sexta-feira, novembro 18, 2011
Orientação: Sobre o fantástico, no Público
«O fantástico é o género dominante na literatura portuguesa» é o subtítulo, e a tese, do meu artigo «A nostalgia da quimera», a partir de hoje disponível no Público (Online). Um excerto: «Não tanto pelo número dos seus livros mas mais pelo impacto e influência daqueles, o fantástico assume-se como o género dominante na (história da) literatura portuguesa – muito mais importante do que categorias ou épocas como o iluminismo, romantismo, realismo, modernismo, neo-realismo, pós-modernismo e outros “ismos”.» (Divulgação também no Esquinas (106), no MILhafre (44) e no blog Simetria. Referências igualmente em Bad Books Don't Exist, Blogtailors, 1001 Mundos, blog Os Meus Livros e Rascunhos.)
segunda-feira, novembro 14, 2011
Opções: Contra os feriados…
… De 10 de Junho e de 5 de Outubro votei hoje no inquérito que o jornal Público está a efectuar electronicamente, sob a pergunta «De que feriados abdicaria?» Para aqueles que ainda desconhecem as minhas opiniões sobre o (actual) «Dia de Portugal» e a República, aproveito para recordar artigos que escrevi e que publiquei – no Público! – sobre aqueles temas, especificamente este e este. (Informação, e recomendação, dadas também no Esquinas (105) e no MILhafre (43).)
quarta-feira, novembro 09, 2011
Organização: Esclarecimento sobre o FF
Ao contrário do que é dito no artigo «Fantasias de Telheiras», escrito por João Morales e publicado na edição de Novembro (Nº 104) da revista Os Meus Livros, e mais especificamente na página 29, informo, e esclareço, que não estarei presente no Fórum Fantástico 2011 – nem como participante nem sequer enquanto espectador. Pode-se consultar o programa definitivo da iniciativa aqui. Porém, confirmo que chegou a haver contactos nesse sentido, com base numa ideia, numa sugestão minha para um painel/tema/sessão que é, efectivamente, a referida naquele texto. O motivo da minha ausência será, possivelmente, revelado oportunamente. (Esclarecimento dado também no blog Simetria.)
terça-feira, novembro 01, 2011
Observação: David e os «Golias»
Hoje, mais um (infeliz) aniversário do Terramoto de 1755, e num ano em que se assinalam os 300 do nascimento de David Perez, compositor italiano que viria a influenciar enormemente a evolução da música em Portugal. Nascido em Nápoles e falecido em Lisboa (em 1778), Perez veio para o nosso país a convite do Rei D. José. Principal maestro e autor da Corte, professor de princesas (entre elas a futura Rainha D. Maria I) e de Luísa Todi, criador de vastíssima obra tanto profana como sacra, foi também dele a música da ópera (drama) que estreou a Ópera (edifício) do Tejo.
Assim, e à semelhança do que tentei fazer em relação a Alfredo Keil, procurei, desde 2007, congregar esforços e recursos no sentido de gravar e publicar em disco(s), e pelo menos, «Alexandre na Índia». Com o maestro Jorge Matta elaborei um plano/orçamento e ambos contactámos o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, e, depois, duas importantes empresas italianas, multinacionais, que operam em Portugal, uma do sector financeiro e outra do sector automóvel. Porém, e infelizmente, nenhuma daquelas três entidades se mostrou disponível para apoiar, para financiar o projecto. No entanto, deve-se esclarecer que por parte do IICL havia interesse mas não dinheiro, exactamente o contrário por parte das duas empresas – dois «Golias» empresariais que não quiseram ajudar a recordar, e a homenagear, um «David»… seu compatriota.
Todavia, e felizmente, o tricentenário do compositor acabou por ser celebrado. Em Portugal, através do colóquio internacional «David Perez e a Música da sua Época – 1711-1778», que decorreu entre 21 e 23 de Outubro no Museu de Aveiro e foi organizado pelo Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Em Espanha, através da execução e da gravação, pela Real Companhia Ópera de Câmara (de Barcelona), de uma outra ópera sua, «Solimano» - que terá estreado em 1757 no Teatro da Ajuda, em Lisboa. (Evocação também no Esquinas (104) e no MILhafre (42).) (Adenda: também a Biblioteca Nacional decidiu celebrar os 300 anos do nascimento do compositor.)
quarta-feira, outubro 26, 2011
Ocorrência: Eu na RTP2
Foi ontem, terça-feira (25 de Outubro), transmitida na RTP2, no programa «E:2», uma entrevista comigo, concedida a 23 de Setembro, a propósito do meu livro «Espíritos das Luzes». Na verdade, e de certo modo, foi já hoje, quarta-feira (26 de Outubro), porque a emissão começou por volta das duas horas da manhã…
… E não avisei antecipadamente aqui porque não fui informado previamente pela equipa da Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa, que produz o programa, da data de transmissão. Ou seja, também não o vi, e estou a aguardar que me enviem a respectiva gravação e/ou a ligação para um sítio na Internet que a contenha. Assim que o souber, procederei à sua divulgação.
Impõe-se esclarecer que a oportunidade para esta entrevista surgiu na sequência de uma outra, feita para o mesmo programa, à minha amiga Cristina Flora, e em que ela aproveitou para recomendar, com outros dois livros, o meu. Agora foi a minha vez de retribuir a cortesia, recomendando o seu livro «A Inconstância dos teus Caprichos», e ainda «A Mitologia Portuguesa», de Sérgio Franclim, e «Esoterismo da Bíblia», de António de Macedo.
terça-feira, outubro 18, 2011
Observação: «Três» Marquesas
Dois livros, dois «romances históricos» que têm ambos como protagonista D. Leonor de Almeida, Marquesa de Alorna, foram publicados neste ano de 2011 com poucos meses de intervalo… e ambos por editoras do grupo LeYa: «As Luzes de Leonor», de Maria Teresa Horta, pela D. Quixote; e «Marquesa de Alorna – Do Cativeiro de Chelas à Corte de Viena», de Maria João Lopo de Carvalho, pela Oficina do Livro.
Este facto não passaria de uma coincidência, de uma curiosidade, não fossem relatos recentes feitos nomeadamente por Eduardo Pitta, José Paulo Fafe, Pedro Santana Lopes e Rodrigo Moita de Deus que referem a existência de uma polémica algo «subterrânea» em que certos quadrantes como que consideram a obra de Maria Teresa Horta (descendente da Marquesa) a «legítima», e a de Maria João Lopo de Carvalho (pertencente à família que adquiriu um palácio e propriedade que foram outrora da Marquesa) a «ilegítima»… e que, em consequência, estará a ser alvo de um boicote organizado (ou quase) que a impede de ser (mais) divulgada na comunicação social. Não se trata, de modo algum, de uma «punição» por (uma suspeita de) plágio, mas sim, tudo o indica, de mais uma demonstração da discriminação que também existe, e de que maneira, no «meio literário português»: Horta é de «esquerda», foi uma das «Três Marias»; e Carvalho é de «direita», é amiga do antigo primeiro-ministro de Portugal e antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa. A existir tal «campanha», isso não me surpreende. Já ando nisto há demasiado tempo para saber que tem mais probabilidades de ser publicado, publicitado e (em especial) premiado quem corresponder a um certo perfil, quem obedecer a determinada(s) fidelidade(s), enfim, quem se mostrar social, política e culturalmente «correcto».
Porém, há outro motivo, para mim mais importante, para abordar este assunto: é que em 2009, e por uma terceira editora do grupo LeYa (Gailivro/1001 Mundos), foi publicado outro livro em que a Marquesa de Alorna surge, se não como um(a) d(o)as protagonistas principais, pelo menos como a primeira das secundárias: o meu «Espíritos das Luzes». Apesar do cenário de fantasia proporcionado pelo «planeta Portugal», a D. Leonor que nele se encontra é a «genuína» - não só por serem mesmo suas as palavras que ela pronuncia na narrativa mas também por naquela se evidenciar, e potenciar, a sua inteligência e a sua independência, a sua ética e a sua estética. Enfim, uma mulher extraordinária que teve uma vida extraordinária… e que merece muitos livros. (Reproduzido no Esquinas (103) e no MILhafre (41).) (Adenda: eu não disse?)
sexta-feira, outubro 07, 2011
Outros: «Espíritos…» em oferta
No blog da 1001 Mundos a partir de hoje, e até segunda-feira, estão disponíveis exemplares de três livros, editados por aquela chancela do Grupo LeYa, para oferecer a outros tantos leitores que se mostrarem interessados. Um desses livros é o meu «Espíritos das Luzes»; os outros são «As Atribulações de Jacques Bonhomme», de Telmo Marçal, e «Se Acordar Antes de Morrer», de João Barreiros. Basta enviar uma mensagem de correio electrónico… e esperar. (Adenda: com uma semana de atraso, foram finalmente divulgados os nomes dos contemplados.)
quarta-feira, outubro 05, 2011
Observação: Eu e os Alfredos
Desde há mais ou menos quatro anos que sou «assombrado» (no bom sentido) por, entre outros «fantasmas» (excelentíssimos), dois homens chamados Alfredo, ambos nascidos no século XIX, um inglês e outro português (embora filho de alemães). Um, Alfred Tennyson, escritor, morreu a 6 de Outubro de 1892; o outro, Alfredo Keil, compositor e pintor, morreu a 4 de Outubro de 1907. Pelo que hoje, 5 de Outubro, me parece ser o dia ideal para escrever novamente sobre estes dois grandes artistas, em relação aos quais decidi que queria fazer mais além de admirar as suas vidas e obras.
Sobre Alfred Tennyson os meus esforços resultaram em sucesso. Escrevi e consegui publicar (50 d)os seus «Poemas» em 2009 – ano do bicentenário do seu nascimento e dos 150 anos da sua visita a Portugal. O livro com as minhas traduções foi o primeiro editado em língua portuguesa exclusivamente com obras daquele autor; recebeu do jornal Público a classificação máxima (cinco estrelas); exemplares foram enviados para o Tennyson Research Centre, em Inglaterra; e tive a honra de contar com a presença e a participação do saudoso Paulo Lowndes Marques na apresentação, feita na Câmara de Comércio Luso-Britânica, em Lisboa. Onde, porém, não compareceu o então embaixador do Reino Unido em Lisboa. Hoje não tenho qualquer dúvida: Alexander Ellis não quis estar presente; nunca se mostrou interessado apesar de lhe ter sido comunicado que marcaríamos uma data adequada à sua disponibilidade; nem sequer se mostrou receptivo em receber-me para lhe oferecer um exemplar. Note-se que ele não deixou de assinalar os 40 anos dos Monty Python (!) e… os 200 da Batalha do Buçaco – acontecimento marcante para a Guerra Peninsular e para o Duque de Wellington, que Tennyson elogiou. Pergunto: porque é que um representante máximo de um país rejeita tão ostensivamente uma homenagem feita a um dos maiores artistas desse mesmo país? Respondo: porque um poeta laureado que encarnou e cantou a Inglaterra imperial constitui hoje um embaraço politicamente incorrecto para «progressistas» dados ao multiculturalismo. No entanto, a má educação de um deles não foi suficiente para estragar o meu êxito.
O mesmo já não posso dizer sobre Alfredo Keil, em que os meus esforços resultaram em fracasso. O meu objectivo era (e ainda é…) a edição de (mais) discos com gravações de obras do autor d’«A Portuguesa». E, como não sou músico, teria de recorrer a outras pessoas e a outras entidades. Assim, contactei, entre outras, a Câmara Municipal de Sintra, a Mineraqua (empresa proprietária das águas Castello, para as quais Keil compôs uma valsa), o Museu da Música (que tem no seu espólio instrumentos e partituras que foram de Keil), a Numérica (companhia discográfica que tem a concessão da colecção PortugalSom), a RTP/Antena 2 (que tem registos de espectáculos com músicas de Keil), o Teatro Nacional de São Carlos… Practicamente todas me disseram ter interesse pelo projecto… mas não outro elemento fundamental: dinheiro. Este poderia e deveria vir do Estado e, sim, da República… da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Afinal, se os criminosos maçons e carbonários de Afonso Costa não hesitaram em roubar para o seu regime a marcha de Keil, os seus «herdeiros e sucessores» poderiam e deveriam, pelo menos, fazer por ele algo de meritório com uma (pequena) parte dos dez milhões de euros do seu orçamento, e não apenas gastá-los em propaganda. Falei sobre o assunto com duas pessoas ligadas à CNCCR… sem resultados. Todavia, uma outra havia com especial obrigação na divulgação dos trabalhos de Keil: a então ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, que, enquanto pianista, participou na gravação do único disco existente com peças daquele artista!
Tanto Alfred Tennyson como Alfredo Keil são, em circunstâncias diferentes e em modos distintos, exemplos de criadores que com o passar dos anos foram sendo cada vez menos valorizados pelos seus países. Estes, hoje, não são dignos deles. Não só por não os honrarem devidamente, mas também por terem «evoluído» para formas e apresentarem aspectos de que decerto aqueles dois homens se envergonhariam. (Evocação também no Esquinas (102) e no MILhafre (40).)
Tanto Alfred Tennyson como Alfredo Keil são, em circunstâncias diferentes e em modos distintos, exemplos de criadores que com o passar dos anos foram sendo cada vez menos valorizados pelos seus países. Estes, hoje, não são dignos deles. Não só por não os honrarem devidamente, mas também por terem «evoluído» para formas e apresentarem aspectos de que decerto aqueles dois homens se envergonhariam. (Evocação também no Esquinas (102) e no MILhafre (40).)
Oráculo: «A República… 2» em 2012?
Afinal, e tal como 2010, 2011 também não vai ser o ano em que foi editado o Volume 2 de «A República Nunca Existiu!» Apesar de não ser o «culpado» pelo facto, sou o primeiro responsável pelo projecto, pelo que devo pedir desculpas aos leitores por até agora ter feito promessas que não foram cumpridas.
O motivo para este (mais um) incumprimento dos prazos anunciados é o atraso por parte de alguns autores na entrega dos seus contos – alguns dos quais já foram convidados há pelo menos um ano e meio! No momento em que publico este texto, oito já me enviaram os seus contributos, pelo que faltam seis para que «A República Nunca Existiu! – Volume 2» alcance a dimensão ideal – ou seja, 14, o número dos que integraram o Volume 1, lançado em 2008.
Considerando o que tem acontecido, não será pois aconselhável voltar a apontar uma data para a publicação do livro. Espero, e farei o que for possível, para que isso aconteça, finalmente, em 2012.
Orientação: «Bicentenário» no Obamatório
O Obamatório, o meu outro blog, atingiu ontem as 200 entradas com o texto intitulado «Mais um? Quem diria!». Mais de dois e anos e meio depois de ter começado (a 20 de Janeiro de 2009, dia da tomada de posse do actual presidente norte-americano), a sua designação e os seus objectivos continuam válidos: «Um repositório de informações e de opiniões sobre Barack Hussein Obama em particular, e sobre a sua presidência, a política e a sociedade dos Estados Unidos da América em geral, que não são dadas habitualmente na comunicação social portuguesa, e não só. Um observatório da censura e da propaganda. Um laboratório contra a hipocrisia e a histeria.» Quem quiser saber o que realmente acontece(u) do outro lado do Atlântico deve consultá-lo continuamente… e visitar os seus arquivos.
sábado, outubro 01, 2011
Orientação: SS com 300!
Hoje, Dia Mundial da Música, é mais uma vez a data mais indicada para a apresentação da nova versão – a sexta – da Simetria Sonora. Mais 50 títulos foram acrescentados, pelo que são agora 300 discos de FC & F! A ler... e a ouvir. (Referência no Rascunhos.)
sábado, setembro 24, 2011
Outros: Novo Rumo em Angola
A partir deste terceiro quadrimestre de 2011 há em Angola um novo órgão de comunicação social: a revista Rumo, publicação mensal sobre «negócios, conhecimento e estilo de vida». Que vai procurar «revelar os projectos empresariais e governamentais que estão a mudar» aquele país, nas províncias e não apenas na capital, e «mostrar as empresas de sucesso que fazem crescer a economia».
Resultado de uma parceria entre a Finicapital e a Impresa, a Rumo tem como director-executivo Luís Ferreira Lopes, meu amigo de há mais de 25 anos, com quem me iniciei no jornalismo (em 1985, no Notícias de Alverca) e escrevi o livro «Os Novos Descobrimentos», editado em 2006. Até recentemente editor de economia na SIC Notícias, ele decidiu imprimir uma grande viragem na sua vida aos níveis pessoal e profissional… juntamente com a sua esposa, Rosália Amorim, editora-chefe da Rumo e que desempenhou funções semelhantes tanto na Exame como no Expresso. Agora mudaram-se com «armas e bagagens»… e dois filhos para Luanda.
Deles se pode e deve esperar competência, dinamismo, independência e profissionalismo nas suas novas funções. Aquele país africano, tão distante mas tão próximo de nós, com tanto potencial mas ainda carente de muito do que é essencial, vai beneficiar bastante com a presença de ambos. Bom trabalho e boa sorte é o que eu lhes desejo. (Divulgação também no Esquinas (101) e no MILhafre (39).)
quinta-feira, setembro 15, 2011
Observação: Da pátria, a língua
Neste mês de Setembro de 2011, mais concretamente a 1 e a 12, devido a documentos legislativos com essas datas, assinala(ra)m-se os 100 anos de mais uma catástrofe decorrente da insurreição republicana de 5 de Outubro de 1910: a reforma ortográfica de 1911, que constituiu uma autêntica «Caixa de Pandora», o «pecado original» para todos os problemas e discussões neste âmbito que desde então se sucederam e que ainda hoje, e cada vez mais – por causa do abominável «aborto (acordo) ortográfico» de 1990 – nos atormentam.
Não serão muitos os que sabem que foi em contestação a este (agora centenário) crime contra a cultura que Fernando Pessoa escreveu que «minha pátria é a língua portuguesa». Aliás, o autor de «Mensagem» viria a criticar, com – justificada – violência verbal, todos os republicanos e todos os outros atentados, de vários tipos, que aqueles practicaram, como verdadeiros terroristas que eram, e que deixaram o país pior do que estava com a Monarquia. Mas as hordas de Afonso Costa não se «limitaram» a prender, a bater, a matar, a destruir, a censurar: genuínos extremistas e fanáticos, alteraram, mais do que muitos nomes de avenidas, largos, praças e ruas, os símbolos culturais da nação: novo hino, nova bandeira – que o poeta da Orpheu (des)classificou como «ignóbil trapo» - e… nova ortografia.
Neste último século muito se tem discutido e escrito sobre a educação em Portugal, os seus sucessos e fracassos, os seus progressos e regressões. Frequentemente ainda, fala-se do «condicionamento escolar» do Estado Novo e do elevado analfabetismo que permitiu ou até que incentivou. Porém, é raro apontar-se a culpa aos primeiros republicanos, que, preconizando uma revolução (mais uma…) no ensino no sentido da sua massificação, acabaram por fracassar, também, neste domínio. Disso uma causa é hoje indiscutível: a hostilização, através de perseguições individuais e de expropriações patrimoniais, da Igreja Católica, que dispunha de uma presença e de uma influência determinantes em toda a infra-estrutura lectiva. Mas há outra causa primordial para o nosso atraso educativo e cultural: precisamente, a reforma ortográfica de 1911, que, pelo seu radicalismo, pelas súbitas e generalizadas alterações que introduziu, pela confusão que inevitavelmente espalhou, pela inutilização (tornando-os «antiquados», «obsoletos», «ultrapassados») de tantos livros, jornais, revistas e outros materiais impressos então existentes, condicionou decisivamente… e negativamente esta área – fulcral, fundamental – nas décadas seguintes. Quem é que é capaz de provar que as sucessivas acções de «simplificação» da ortografia realizadas durante o último século, e o cada vez menor grau de exigência resultante daquelas, não foram factores de constrangimento do nosso desenvolvimento intelectual, tanto individual como colectivo?
Poder-se-ia pensar que, num momento em que o país está tão fragilizado, quer económica quer socialmente, seria evidente para o Estado que um potenciador de ainda maior insegurança como é o AO fosse cancelado ou, pelo menos, suspenso. Mas não: hoje, a mesma ameaça volta a pairar sobre nós. Já fomos penalizados e prejudicados no passado recente por vários «experimentalismos» e «vanguardismos» na aprendizagem. Nada, no entanto, que se compare com o que agora querem obrigar-nos a aceitar: os alunos do presente – bem como os seus pais e encarregados de educação – estão em risco de sofrer os efeitos devastadores da maior acção de sabotagem comunicacional da História de Portugal. A eles se pede, também, contestação, desobediência, resistência. Eu, que tenho três filhas menores de idade, irei fazer isso… por elas, por mim, por todos. E muitos, muitos mais portugueses – muita(o)s mais… Pessoas! – irão fazer o mesmo e impor a sua vontade democrática na defesa da pátria, a língua. Porque, ao contrário de 1911 e de 1945 (ano do primeiro «acordo ortográfico»... que o Brasil viria a renegar), já não estamos em ditadura. Ou será que estamos? João Malaca Casteleiro, que é tão parecido com António Oliveira Salazar, provavelmente pensa que sim. Tal como os outros partidários deste autêntico fascismo linguístico. (Reproduzido também no Esquinas (100) e no MILhafre (38), referências (indirectas) no Portugal dos Pequeninos e no Causes/Pela Língua Portuguesa contra o «Acordo»!.)
domingo, setembro 11, 2011
Observação: Foi há dez anos
«Tinha acabado de vir do almoço, passava pouco das 14 horas. Numa outra sala, perto da minha, estava um televisor ligado. Já não me lembro em que canal estava sintonizado, mas creio que se estabelecera uma ligação em directo após o embate do primeiro avião; ainda não se sabia o que acontecera, não havia certezas, mas pensava-se, dizia-se, que fora um acidente. Por pouco tempo: quando o segundo avião veio… as dúvidas dissiparam-se.» Porque o que aconteceu há dez anos nos Estados Unidos da América afectou todo o Mundo… e a mim, destaco aqui o texto que coloquei hoje no meu (outro) blog Obamatório. (Referência também no Esquinas (99).)
quarta-feira, agosto 31, 2011
Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2011
A literatura: «21 Noites», Prince e Randee St. Nicholas; «Alex 9 – A Coroa dos Deuses», Martin S. Braun; «Batalha», David Soares; «O Vício em Lisboa – Antigo e Moderno», Fernando Schwalbach; «História de Juliette, ou as Prosperidades do Vício», Donatien Alphonse François de Sade; «Eterno Viajante», Sérgio Franclim; «O Piloto sem Rosto», Jean Graton; «Disney no céu entre os Dumbos», João Barreiros; «O enxadrista», Ozias Filho.
A música: «Reptile», Eric Clapton; «Stranded», Roxy Music; «A Cantiga É Uma Arma», «Pois Canté!!», «… E Vira Bom» e «Ronda de Alegria!!», Grupo de Acção Cultural/Vozes na Luta; «Pulse», Pink Floyd; «Kings Of The Wild Frontier», Adam And The Ants; «Tron Legacy», Daft Punk; «Sementes do Fado», António da Silva Leite, José Acuña, Manuel José Vidigal, Marcos Portugal, e outros (pel’Os Músicos do Tejo).
O cinema: «Fica Smart», Peter Segal; «Assalto ao Santa Maria», Francisco Manso; «O Leitor», Stephen Daldry; «Munique», Steven Spielberg; «Isabel – A Idade Dourada», Shekhar Kapur; «Corações na Atlântida», Scott Hicks; «Senhora na Água», M. Night Shyamalan; «Guerra de Charlie Wilson», Mike Nichols; «Robin Hood», Ridley Scott; «Basterdos Inglórios», Quentin Tarantino; «Homens-X – Primeira Classe», Matthew Vaughn; «Olho de Águia», D. J. Caruso; «RocknRolla», Guy Ritchie; «A Invasão», Oliver Hirschbiegel; «Séraphine», Martin Provost; «Eclipse», David Slade; «Os Falsários», Stefan Rusowitzky; «Como Treinar o teu Dragão», Chris Sanders e Dean DeBlois; «Vencer», Marco Bellocchio; «O Bom Alemão», Steven Soderbergh; «Expiação», Joe Wright; «Harry Potter e as Alfaias Mortais – Parte 1», David Yates; «A Princesa e o Sapo», John Musker e Ron Clements; «Cartas a Julieta», Gary Winick; «Mal Residente – Extinção», Russell Mulcahy.
E ainda...: Reitoria da Universidade de Lisboa - Exposição «100 Imagens da Univer(c)idade/Lisboa e a sua Universidade em Fotografias do Arquivo Histórico Municipal»; Arquivo Nacional Torre do Tombo/Fundação da Casa de Bragança - Exposição «D. Carlos I Fotógrafo Amador/Mostra do Arquivo Fotográfico do Paço Ducal de Vila Viçosa»; APEL - 81ª Feira do Livro de Lisboa; Secretaria Geral e Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças - Exposição «A Lei da Separação/Estado e Igrejas na República»; Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira - Exposição Colectiva da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de V. F. X. (Alexa Jesus + António Maria + Manuel Campino + Rogério Araújo); Museu do Neo-Realismo - Exposição do Centenário de Manuel da Fonseca «Por Todas as Estradas do Mundo»; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal - Exposição «A Rota Histórica das Linhas de Torres/Um Património a Descobrir»; Museu Municipal de V. F. X. - Exposição «O Foral Manuelino de Vila Franca de Xira»; Câmara Municipal de Loulé/Galeria de Arte Praça do Mar - Exposição «Praia de Quarteira - Um Século de Evolução Turística»; Museu do Louvre; Museu das Artes Decorativas; Museu de Orsay; Museu Eugéne Delacroix; Hotel dos Inválidos/Museu do Exército (de França); Museu Grévin; Disneyland Paris.
segunda-feira, agosto 08, 2011
Orientação: Para «reconquistar», no Público
Na edição de hoje (Nº 7793) do jornal Público, e na página 29, está o meu artigo «Reconquistar Portugal». Um excerto: «É de perguntar se aqueles a quem foi atribuída a tarefa de “vender” o nosso país ao estrangeiro não a terão entendido de um modo… demasiado literal. Não é inevitável que para publicitar Portugal se tenha de “meter na gaveta” o amor-próprio (individual e colectivo), a noção de dignidade, o orgulho patriótico… e o sentido do ridículo. No entanto, são já demasiados os exemplos desse tipo de “conversão”.» (Referência também no Esquinas (98) e no MILhafre (37).)
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