quinta-feira, maio 05, 2011

Ocorrência: Foi há 25 anos…

… Isto é, a 5 de Maio de 1986, que aconteceu o acidente ferroviário na Póvoa de Santa Iria, um dos mais graves da história dos caminhos de ferro em Portugal. Dele resultaram 17 mortos e 83 feridos, na maioria jovens, estudantes, entre os quais amigos e conhecidos meus. Os que os conheciam mas que tiveram a sorte de não seguir naquele comboio também ficaram marcados para sempre.
Há cinco anos, aquando do vigésimo aniversário, reproduzi aqui o artigo «Não (n)os esqueceremos», que escrevi e publiquei no jornal Notícias de Alverca poucos dias depois da tragédia. Este ano, ao se atingir a marca de um quarto de século, decidi que as vítimas mereciam um memorial mais visível. Pelo que contactei Conceição Lino, minha antiga colega de escola, e que, tendo vivido muitos anos em Alverca do Ribatejo, conhecia vários dos acidentados e também acompanhou de perto o sucedido. Graças a ela foi produzida e divulgada hoje uma reportagem na SIC. E encontrei também evocações aqui e aqui.
De entre os que desapareceram naquele dia, um houve cuja perda me custou mais: Francisco Monteiro. Tínhamos a mesma idade, éramos amigos, fomos colegas de turma, partilhávamos a paixão pelo rock & roll, em especial o mais «duro» e «pesado». Recordo-o ao som do tema-título do seu disco favorito: «Back In Black», dos AC/DC… uma canção, ela própria, em honra de alguém que morreu. (Homenagem também no Esquinas (93) e no MILhafre (32).)

sábado, abril 30, 2011

Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2011

A literatura: «Cartas Italianas», Luís António Verney; «Contos Fantásticos», Teófilo Braga; «Manifestos e Conferências», José de Almada Negreiros; «O Sétimo Segredo», Irving Wallace; «As Atribulações de Jacques Bonhomme», Telmo Marçal; «O Amor Infinito Que te Tenho e Outras Histórias», Paulo Monteiro; «Com a manhã chega a neblina», George R. R. Martin; «Brinca comigo!» e «Uma noite na periferia do império», João Barreiros; «O dilema do Capuchinho Vermelho», «O feitiço pink» e «Tempo Divino», Cristina Flora.
A música: «Indigo Nights/Live Sessions», Prince; «Duran Duran», Duran Duran; «Com Que Voz», Amália Rodrigues; «Teenage Dream», Katy Perry; «Black Holes And Revelations», Muse; «Os Ferrinhos, o Adufe e a Guitarra», Paco Bandeira; «Greetings From Asbury Park, N. J.», Bruce Springsteen; «Eito Fora», Brigada Victor Jara; «Leopoldina Apresenta Clássicos Infantis Interpretados por...», Ana Moura, Anaquim, David Fonseca, Deolinda, e outros; «Le Voyage Magnifique – Impromptus», Franz Schubert (por Maria João Pires).
O cinema: «História do Brinquedo 3», Lee Unkrich; «A Equipa A», Joe Carnahan; «Ilha Shutter», Martin Scorsese; «Apocalypto», Mel Gibson; «O Dia em que a Terra Parou», Scott Derrickson; «Corpo de Mentiras», Ridley Scott; «Os Amores de Astrée e de Celadon», Eric Rohmer; «A Fonte» e «O Batalhador», Darren Aronofsky; «Babel», Alejandro González Iñárritu; «Michel Vaillant», Louis-Pascal Couvelaire; «Homem Sim», Peyton Reed; «O Bom Pastor», Robert De Niro; «O Que Acontece em Vegas», Tom Vaughan; «O Guardião», Andrew Davis; «A Proposta», Anne Fletcher; «Elizabethtown», Cameron Crowe; «O Laço Branco», Michael Haneke; «Os Dispensáveis», Sylvester Stallone; «Estado da Situação», Kevin Macdonald; «Viúva Rica Solteira Não Fica», José Fonseca e Costa; «O Caso Curioso de Benjamin Button» e «A Rede Social», David Fincher; «A Bela e o Paparazzo», António Pedro de Vasconcelos; «Milk», Gus Van Sant; «Tem que Gostar de Cães», Gary David Goldberg; «Rio», Carlos Saldanha; «O Internacional», Tom Tykwer; «Com Que Voz», Nicholas Oulman.
E ainda...: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Galeria Paulo Nunes – Exposições «Colectiva Projecto 1/Arte Contemporânea» + «Amar-te a Vida Inteira» de Ana Pimentel + «Favelão» (instalação) de Gilvan Nunes; Câmara Municipal de Vila Franca de Xira – CartoonXira 2011 + Willem/«De Mal a Pior»; Ler Nº 100; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal – Colóquio «Recordar Fialho de Almeida no Centenário da sua Morte»; Associação Lycos-Despertar para o Desenvolvimento – Workshop/Sinapse por Miguel Gaspar «Como escrever e ser compreendido» (Hotel Berna Lisboa) + Workshop/Sinapse por Luís Bettencourt Moniz «Oficina de gestão de objectivos e gestão de tempo» (Hotel Melia Aveiro); Museu do Neo-Realismo – Exposições «Batalha pelo Conteúdo» - Movimento Neo-Realista Português» + «O Passado e o Presente – Outro Olhar sobre a Colecção do MNR»; Embaixada da Polónia/Galeria de Exposições da Direcção Geral da Administração da Justiça – Exposição «Totem Polaco» de Anna Stankiewicz-Odoj e de Mariola Landowska.

segunda-feira, abril 25, 2011

Orientação: Sobre o «socretinês», n’O Sul

Na edição de Abril (Nº 15) d’O SUL (jornal cultural e de debates, regional, com sede em Setúbal), e na página 6, está o meu artigo «Escrever em “socretinês”». Versão virtual incluída no suporte digital de outro jornal da capital do Sado, o Sem Mais, aqui. Reprodução do meu artigo também no Esquinas (92) e no MILhafre (31).

Oráculo: Uma distopia, talvez em 2013

Faz hoje um ano que comecei a escrever aquela que é – vai ser – a minha segunda «narrativa em prosa de longa duração» (não consigo habituar-me a utilizar a palavra «romance», que considero restritiva e algo arcaica), e que, nesse âmbito, se seguirá a «Espíritos das Luzes». E, assim como este, será outro livro tal como nunca houve outro igual – original no conteúdo e também na forma. Mais do que isso: promete ser a obra mais polémica, controversa, até chocante, das últimas décadas... e não só em Portugal. Pode parecer um exagero, mas estou a medir bem as minhas palavras.
Na verdade, este meu livro está a ser preparado tendo também como objectivo a «exportação», a tradução e a divulgação em outros países e línguas. Fundamentalmente, tratar-se-á de uma distopia (para alguns poderá ser uma utopia…) situada num futuro próximo, provável, alternativo. Simplificando ao máximo, posso dizer que será o meu «Bravo Novo Mundo», o meu «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro». Em que a ideia, o conceito principal, consiste na existência de duas grandes classes, grupos, de pessoas – um de opressores, outro de oprimidos. E é precisamente na proposta, no imaginar de quem são uns e outros que reside a «provocação»... talvez a mais «políticamente incorrecta» possível nos dias de hoje.
Se a minha previsão deste (meu) «trabalho em progresso» se concretizar, esta minha obra deverá estar pronta para publicação em 2013... isto, claro, se houver editor(es) suficientemente corajoso(s) e leitores suficientemente curiosos para se «arriscarem», respectivamente, a publicá-la e a adquiri-la. Se escrever este livro é certamente para mim um acto de liberdade… e de libertação, provavelmente não o deverá ser menos para quem o ler. (Anúncio também no blog Simetria.)

sábado, abril 16, 2011

Ordenação: 20 livros...

... Inesquecíveis. Que me impressiona(ra)m. Que me marca(ra)m. Que me influencia(ra)m. Provavelmente, mais emocionalmente do que intelectualmente, pela substância, pelo estilo, por ambos. Onde há ficção e não ficção, prosa e poesia, banda desenhada, biografia, enciclopédia, crónica, crítica, controvérsia. Depois dos 20 filmes e dos 20 discos, não foi tão fácil listar os 20 livros «da minha vida»... daí a demora na elaboração e apresentação deste «terceiro capítulo dos “20 mais”.» Não serão exactamente os 20 melhores livros que já li, hoje (tal como ontem) talvez não me reveja inteiramente no conteúdo de alguns, mas são aqueles de que, instantaneamente, me lembrei... e a vários voltei, ou ainda volto, repetidamente, ao longo dos anos. São eles...
... «Discurso Patético», Cavaleiro de Oliveira (1756); «Viagens na Minha Terra», Almeida Garrett (1843); «As Flores do Mal», Charles Baudelaire (1857); «Uma Campanha Alegre», Eça de Queiroz (1890); «O Anti-Cristo», Friedrich Nietzsche (1895); «O Processo», Franz Kafka (1925); «O Assassinato de Roger Ackroyd», Agatha Christie (1926); «Esteiros», Soeiro Pereira Gomes (1941); «Quinta dos Animais», George Orwell (1945); «Vida de Charlot», Georges Sadoul (1952); «História da Literatura Portuguesa», António José Saraiva e Óscar Lopes (1955); «A Queda», Albert Camus (1956); «Os Carros do Inferno», Sven Hassel (1958); «O Cavalheiro de Domingo», Irving Wallace (1965); «Cem Anos de Solidão», Gabriel Garcia Márquez (1967); «Fórmula 1», Jean Perilhon (1971); «Rush», Jean Graton (1972); «A Enciclopédia do Rock Ilustrada», Nick Logan e Bob Woffinden (1976); «Batman: O Cavaleiro Negro Regressa», Frank Miller (1987); «O Evangelho Segundo Jesus Cristo», José Saramago (1991).

domingo, abril 03, 2011

Opções : ILC contra o AO

Através do preenchimento e do envio do documento correspondente, subscrevi a «Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei no Esquinas (91) e no MILhafre (30).   

domingo, março 27, 2011

Orientação: Sobre propaganda, no Público

Na edição de hoje (Nº 7659) do jornal Público, e na página 32, está o meu artigo «Propaganda e provocação». Um excerto: «Não se está a afirmar que todos os trabalhadores e colaboradores da RTP sejam cúmplices activos das regulares manobras de manipulação que nela se concretizam – e que, em alguns momentos, quase colocam a televisão oficial portuguesa na mesma (falta de) “categoria” das suas congéneres chinesa e norte-coreana. No entanto, sem dúvida que aparecem como espectadores (ou será “espetadores”?) passivos da crescente degradação da empresa, onde a aplicação do “acordo ortográfico” constitui disso o sinal mais recente.» (Referência também no Esquinas (90) e no MILhafre (29), e ainda em: Causa MonárquicaEstado Sentido; Família Real Portuguesa; Real Associação da Beira Litoral.)

segunda-feira, março 21, 2011

Outros: Traços de transfiguração

Após o ter apresentado, em 2010, na Amadora e em Beja, em 2011 o meu querido amigo Paulo Monteiro, que conheço há mais de 25 anos, voltou a Alverca do Ribatejo para apresentar o seu primeiro livro.
«O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» é constituído por dez pequenas narrativas que demonstram outras tantas abordagens, estilos, formas de abordar o – muito peculiar, pessoal – universo fantástico do seu autor. Universo esse em que as linhas, os traços se transfiguram continuamente, em que as pessoas se podem confundir, ou até mesmo transformar, em animais e em árvores, em que as dimensões não são constantes, em que os tempos não são lineares. Enfim, em que as leis da Natureza não se aplicam… só a vontade do artista. Todas as mutações são possíveis desde que sirvam e valorizem uma ideia, uma história, um sentimento relevante.
Os únicos «defeitos» de «O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» são... ser demasiado pequeno (68 páginas)… e tardio: já há muito que nós, os seus amigos e admiradores, esperávamos que o Paulo Monteiro finalmente reservasse, para a elaboração de um livro seu, uma pequena parte do esforço e da disponibilidade que tem aplicado, há mais de uma década, na organização, participação e divulgação de muitas iniciativas relacionadas com BD – não só no Alentejo, que se tornou o seu território (e que lhe deve a criação de uma bedeteca e de um festival), mas também no resto do país e até no estrangeiro. Após tantos anos a apoiar outros autores já era altura de ser ele o protagonista... e merece-o. Tanto que é igualmente um dos 41 criadores presentes na exposição «Tinta nos Nervos – Banda Desenhada Portuguesa», no Museu Berardo, em Lisboa, até 27 de Março. (Recomendação também no Esquinas (89) e no MILhafre (28), e ainda no Simetria Blog.) 

quarta-feira, março 16, 2011

Outros: «Espíritos...» em Inglaterra

Por sugestão minha, foi enviado pela Gailivro na semana passada, tendo chegado ontem, um exemplar de «Espíritos das Luzes» a Inglaterra, mais concretamente à Beckford Society (e a Sidney Blackmore, o seu secretário), instituição que se dedica a preservar, a divulgar e a estudar a vida e a obra de William Beckford, que é um dos protagonistas principais daquele meu livro; daquela sociedade já havia recebido a mais recente edição da sua publicação principal, The Beckford Journal. Este intercâmbio pode igualmente ser entendido como o meu contributo, necessariamente modesto (e atrasado), para a celebração (em 2010) do 250º aniversário do nascimento daquele autor inglês. E esta é a segunda vez que é entregue para lá do Canal da Mancha a uma entidade específica de cariz cultural um trabalho meu com ela relacionado: no ano passado o Tennyson Research Centre já tinha dois exemplares da minha tradução de «Poemas» de Alfred Tennyson, editada pela Saída de Emergência.

sexta-feira, março 04, 2011

Obrigado: Aos que compareceram...

... Hoje, no Palácio da Independência, em Lisboa, para assistirem ao (e participarem no) colóquio «Recordar Fialho de Almeida no Centenário da sua Morte», uma iniciativa minha que eu co-organizei com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal. A esta eu expresso, pela disponibilidade e pela colaboração, a minha gratidão, nas pessoas de Jorge Rangel, presidente da Direcção, e de Ana Proserpio, responsável pelos Serviços Culturais da SHIP. E também um «muito obrigado» muito especial aos especialistas (docentes e investigadores) em história e literatura portuguesas que aceitaram o meu convite para serem oradores: Duarte Drumond Braga, Isabel Pinto Mateus e Ricardo Revez.
De referir que o colóquio foi divulgado na blogosfera e na comunicação social. Destaco: Corta-Fitas; Instituto da Democracia Portuguesa; Nova Águia; Os Meus Livros (na agenda (página 14) e num artigo (páginas 28 e 29) da edição de Março de 2011, Nº 96, escrito por João Morales, director da revista); RTP2 (no programa «Câmara Clara»). É de destacar também o programa da TSF «Aos Domingos com Fialho», cuja emissão de 13 de Março teve como convidada Isabel Pinto Mateus. 

sábado, fevereiro 26, 2011

Orientação: Sobre Eno e Byrne, na Blitz

Na edição de Março de 2011 (Nº 57) da revista Blitz, e nas páginas 30-34 (na rubrica «Retrovisor»), está o meu artigo «Os fantasmas saíram do arbusto», sobre o disco «My Life in the Bush of Ghosts», de Brian Eno e de David Byrne, a propósito dos 30 anos do seu lançamento. Faço notar que, apesar de a Blitz (tal como todas as publicações do grupo Impresa) ter aderido ao Acordo Ortográfico, este meu artigo constitui, obviamente, uma excepção, estando escrito em português normal e decente.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Outros: Flora digital

Cristina Flora, mais do que uma querida amiga, é uma competente e talentosa colega no jornalismo e na literatura. Autora de três romances publicados («A Saudade do Rei», «A Inconstância dos Teus Caprichos» e «Leva-me Esta Noite»), é também uma dedicada contista, disso sendo talvez o melhor exemplo (e o mais conhecido) o que escreveu para «A República Nunca Existiu!», intitulado «A Rainha adormecida», que aliás fecha (com «chave de ouro») o primeiro volume daquela antologia.
Disponível para novas experiências, e sem paciência para esperar pelas respostas de editoras cujas preferências e critérios editoriais são muitas vezes incompreensíveis, Cristina Flora decidiu no ano passado criar uma nova página no Facebook: Contos On-Line, um autêntico «jardim digital» onde tem cultivado «flores e frutos» narrativos, pequenos mas «nutritivos», que dão por nomes como «O dilema do Capuchinho Vermelho», «O feitiço pink» e «Tempo divino» - enredos que (confirmando o estilo da autora) têm o amor como tema central e em que o «fantástico», em vez de «inquinar» a realidade com ideias e situações insólitas, integra-as para assim mais a enriquecer e a fortalecer. Boas leituras! (Recomendação também no Esquinas (88) e no MILhafre (27), e ainda no Simetria Blog.)

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Oráculo: 100 anos após Fialho, na SHIP

No próximo dia 4 de Março de 2011 assinala-se o centenário da morte do escritor Fialho de Almeida. E, na mesma data, a partir das 17.30 horas, realiza-se no Palácio da Independência, em Lisboa, um colóquio evocativo da efeméride, numa co-organização com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal – que aceitou uma proposta minha nesse sentido.
Serão três os oradores, todos eles especialistas da vida e da obra do autor de «Os Gatos» e da história e da literatura portuguesa da sua época: Duarte Drumond Braga, cuja tese de mestrado se intitulou «Espaço e Imaginário da Fronteira em "O Sentimento dum Ocidental", em Narrativas de Fialho de Almeida e n'"Os Pobres" de Raul Brandão»; Isabel Pinto Mateus, cuja tese de doutoramento se intitulou «Kodakização e Despolarização do Real: Para uma Poética do Grotesco na Obra de Fialho de Almeida» - publicada pela Editorial Caminho em 2008, tendo conquistado dois prémios de ensaio (Óscar Lopes e PEN); Ricardo Revez, cuja tese de doutoramento se intitulou «A Ideia de Decadência Nacional em Fialho de Almeida».
É de referir, e recordar, que Isabel Pinto Mateus e Ricardo Revez já haviam estado presentes, enquanto oradores, em outro colóquio sobre Fialho de Almeida, realizado, aquando dos 150 anos do nascimento do escritor, em 2007 no Gabinete de Estudos Olisiponenses, também sob sugestão minha.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Obras: Vem aí o Volume 2...

... De «A República Nunca Existiu!» O dia em que se assinala mais um aniversário (o centésimo terceiro) do assassinato, por republicanos, do Rei D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe, constitui o momento adequado para se fazer um breve ponto da situação da segunda parte da antologia colectiva de contos de história alternativa que eu concebi, cujo primeiro volume foi lançado em 2008.
A edição continua a estar prevista para o primeiro semestre deste ano; alguns dos autores convidados já concluiram e enviaram-me os seus contos – entre eles está António de Macedo; Pedro Piedade Marques, que realizou o (magnífico) desenho de paginação de «Poemas» de Alfred Tennyson (que eu traduzi), vai fazer o mesmo trabalho n’«A República... 2». E eu já redigi a versão inicial da introdução, de que transcrevo em seguida um excerto:
«(...) Apesar de não ter sido (de longe!) o mais vendido no historial da Saída de Emergência, este livro («A República Nunca Existiu!») foi, quase de certeza, o que mais referências recebeu, e durante o maior período de tempo, de entre todos os que já foram lançados por este grupo editorial. Houve, há, obviamente, um motivo principal para esta “durabilidade”, e deve-se dizê-lo sem falsas modéstias: a originalidade, e até a ousadia, do conceito que lhe está na base. A que se deve acrescentar o momento em que foi concretizado: entre dois centenários, o do Regicídio e o da implantação da República, quando, previsivelmente, a disponibilidade para produzir e para consumir factos e ficções relativos à História (mais ou menos) recente de Portugal aumentou, e muito. E, logo após a edição do primeiro volume, cedo ficou evidente que se justificava a edição de um segundo: o assunto ainda dava muito «pano para mangas», ainda proporcionava muita «margem de manobra», e havia outros autores com os quais eu muito gostaria de colaborar, de trabalhar, num projecto deste tipo. E não há que escondê-lo: o objectivo inicial era mesmo lançar este segundo volume de contos sobre um “Portugal alternativo” aquando dos 100 anos da República, em Outubro de 2010. Contudo, e por motivos a que não interessa agora aludir, tal não foi possível. Mas até foi melhor assim; há “males que vêm por bem”. “A República Nunca Existiu! – Volume 2” é lançado num “ambiente” mais “desanuviado” em termos “literário-comemorativísticos”. (...)»

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Opções: Pelos Painéis de São Vicente

Assinei hoje a petição/carta aberta «À Senhora Ministra da Cultura do Governo de Portugal» sobre a realização de «uma outra exposição, esta de arte contemporânea, intitulada “D’Après Nuno Gonçalves”, e compreendendo as vertentes de pintura, escultura, instalação, vídeo e fotografia» no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei no Esquinas (87).

domingo, janeiro 23, 2011

Observação: Das eleições de hoje se conclui...

.... Definitivamente que Portugal, cuja maioria dos eleitores continua a dar vitórias claras a Pinto de Sousa e a Cavaco Silva mesmo quando já há um conhecimento completo das suas execráveis personalidades e comportamentos, merece todo o mal que lhe acontece. (Lamento também no Esquinas (86) e no MILhafre (26).)

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Orientação: Sobre o falhanço da DECO

No Esquinas (85) e no MILhafre (25) está a partir de hoje, reproduzida, uma mensagem de correio electrónico que enviei a 11 de Janeiro à DECO, e em que explico porque eu e a minha esposa decidimos deixar aquela associação após uma ligação de quase 20 anos.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Organização: Novo «e-ndereço»

Substituindo o anterior, «alojado» no Tugamail (sítio e serviço que parece ter definitivamente «desaparecido em combate»), o Octanas tem um novo endereço de correio electrónico - octanas.blog@gmail.com – para quem quiser contactar-me sem ser pelas caixas de comentários do blog; fica igualmente visível em permanência, a partir de agora, na última linha do perfil («Origem»), à esquerda.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Obituário: Paulo Lowndes Marques

2010 já havia acabado mal, com a morte de Carlos Pinto Coelho. E 2011 começa também de uma forma funesta com o falecimento, logo a 1 de Janeiro, de Paulo Lowndes Marques.
Veterano da Guerra no Ultramar (foi fuzileiro em Angola), advogado, destacado militante fundador do CDS-PP, antigo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, só o conheci pessoalmente em Dezembro de 2009, quando acedeu, amavelmente, a participar, na sede da Câmara de Comércio Luso-Britânica, na apresentação em Lisboa de «Poemas» de Alfred Tennyson, que eu traduzi. Posteriormente, convidou-me para escrever e publicar um artigo sobre o grande poeta inglês na revista da British Historical Society of Portugal, de que era presidente. Gentleman – gentil homem - de elevada personalidade, com carácter, competência e currículo irrepreensíveis, fica como uma das heranças da sua vida o seu livro «O Marquês de Soveral – Seu Tempo e Seu Modo», sobre o grande diplomata português do século XIX.
O primeiro dia do ano novo trouxe-lhe o último ultimato. Recorrendo a Tennyson, diria que Paulo Lowndes Marques «cruzou a barra», talvez para Avalon, sem dúvida para um lugar melhor na confluência dos imaginários dos dois países que tantou amou. (Homenagem também no Esquinas (83) e no MILhafre (23).)

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2010

A literatura: «Cartas da Península (1808–1812)», William Warre; «A Invenção da Modernidade (Sobre Arte, Literatura e Música)» e «Os Paraísos Artificiais», Charles Baudelaire; «A Luz Miserável» e «Mucha» (com Mário Freitas e Osvaldo Medina), David Soares; «As Aventuras de Alix - O Deus Selvagem», Jacques Martin; «Noite de Paz», «Os “mininos” da noite» e «O teste», João Barreiros.
A música: «Swing When You’re Winning», Robbie Williams; «Pano Cru», Sérgio Godinho; «Para Além Da Saudade», Ana Moura; «Canção Ao Lado», Deolinda; «Surrealistic Pillow», Jefferson Airplane; «Elephant», White Stripes; «Intuition», Jamie Foxx; «M80 Rádio – Todos os Êxitos dos Anos 70, 80 e 90», A-Ha, Bangles, Buggles, Boney M, Cheap Trick, e outros; «As Árias de Luísa Todi», Antonio Sachinni, Giovanni Paisiello, Niccolò Piccinni, e outros (por Joana Seara e Os Músicos do Tejo dirigidos por Marcos Magalhães).
O cinema: «O Último Condenado à Morte», Francisco Manso; «Manô», George Felner; «Trópico Trovão», Ben Stiller; «Tragam o Carter», Stephen T. Kay; «Homem de Ferro 2», Jon Favreau; «Seguinte», Lee Tamahori; «2012», Roland Emmerich; «Suicídio Encomendado», Artur Serra Araújo; «Darjeeling, Limitada», Wes Anderson; «A Esposa do Astronauta», Rand Ravich; «Quatro Irmãos», John Singleton; «O Lobisomem», Joe Johnston; «Tomada», Pierre Morel; «Uma História de Violência», David Cronenberg; «O Perfume – A História de um Assassino», Tom Tykwer; «O Incrível Hulk», Louis Leterrier; «O Fazedor de Chuva», Francis Ford Coppola; «Duplicidade», Tony Gilroy; «Milionário Cão de Favela», Danny Boyle; «A Mulher do Próximo», José Fonseca e Costa; «Retorcido», Philip Kaufman; «Vicky Cristina Barcelona», Woody Allen; «As Consequências do Amor» e «O Divo», Paolo Sorrentino; «Histórias à Hora de Deitar», Adam Shankman; «Corrida da Morte», Paul W. S. Anderson; «Shrek Para Sempre», Mike Mitchell; «Domino», Tony Scott.
E ainda...: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal – Exposições «Colectiva da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira» + «11ª Bienal de Fotografia»; Fundação Millenium BCP/Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros – Exposição «Ossos que contam História»; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal/Causa Real/Plataforma do Centenário da República – Exposição «A Repressão da Imprensa na Primeira República»; Centro de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – Colóquio «Mensageiros das Estrelas – Ficção Científica & Fantasia»; Biblioteca Nacional de Portugal – Exposições «Cartas de Jogar – Da Fábrica à Mesa» + «Res Publica – Cidadania e Representação Política em Portugal – 1820-1926»; Penthouse Portugal Nº 1; Épica/Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro – Fórum Fantástico 2010; Casa da Juventude do Sobralinho – Exposição dos Alunos das Turmas de Artes da Escola Secundária Reynaldo dos Santos; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal – Exposição de Pintura de Gabriela Marques da Costa «D. João IV e a Restauração».