domingo, abril 03, 2011

Opções : ILC contra o AO

Através do preenchimento e do envio do documento correspondente, subscrevi a «Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei no Esquinas (91) e no MILhafre (30).   

domingo, março 27, 2011

Orientação: Sobre propaganda, no Público

Na edição de hoje (Nº 7659) do jornal Público, e na página 32, está o meu artigo «Propaganda e provocação». Um excerto: «Não se está a afirmar que todos os trabalhadores e colaboradores da RTP sejam cúmplices activos das regulares manobras de manipulação que nela se concretizam – e que, em alguns momentos, quase colocam a televisão oficial portuguesa na mesma (falta de) “categoria” das suas congéneres chinesa e norte-coreana. No entanto, sem dúvida que aparecem como espectadores (ou será “espetadores”?) passivos da crescente degradação da empresa, onde a aplicação do “acordo ortográfico” constitui disso o sinal mais recente.» (Referência também no Esquinas (90) e no MILhafre (29), e ainda em: Causa MonárquicaEstado Sentido; Família Real Portuguesa; Real Associação da Beira Litoral.)

segunda-feira, março 21, 2011

Outros: Traços de transfiguração

Após o ter apresentado, em 2010, na Amadora e em Beja, em 2011 o meu querido amigo Paulo Monteiro, que conheço há mais de 25 anos, voltou a Alverca do Ribatejo para apresentar o seu primeiro livro.
«O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» é constituído por dez pequenas narrativas que demonstram outras tantas abordagens, estilos, formas de abordar o – muito peculiar, pessoal – universo fantástico do seu autor. Universo esse em que as linhas, os traços se transfiguram continuamente, em que as pessoas se podem confundir, ou até mesmo transformar, em animais e em árvores, em que as dimensões não são constantes, em que os tempos não são lineares. Enfim, em que as leis da Natureza não se aplicam… só a vontade do artista. Todas as mutações são possíveis desde que sirvam e valorizem uma ideia, uma história, um sentimento relevante.
Os únicos «defeitos» de «O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias» são... ser demasiado pequeno (68 páginas)… e tardio: já há muito que nós, os seus amigos e admiradores, esperávamos que o Paulo Monteiro finalmente reservasse, para a elaboração de um livro seu, uma pequena parte do esforço e da disponibilidade que tem aplicado, há mais de uma década, na organização, participação e divulgação de muitas iniciativas relacionadas com BD – não só no Alentejo, que se tornou o seu território (e que lhe deve a criação de uma bedeteca e de um festival), mas também no resto do país e até no estrangeiro. Após tantos anos a apoiar outros autores já era altura de ser ele o protagonista... e merece-o. Tanto que é igualmente um dos 41 criadores presentes na exposição «Tinta nos Nervos – Banda Desenhada Portuguesa», no Museu Berardo, em Lisboa, até 27 de Março. (Recomendação também no Esquinas (89) e no MILhafre (28), e ainda no Simetria Blog.) 

quarta-feira, março 16, 2011

Outros: «Espíritos...» em Inglaterra

Por sugestão minha, foi enviado pela Gailivro na semana passada, tendo chegado ontem, um exemplar de «Espíritos das Luzes» a Inglaterra, mais concretamente à Beckford Society (e a Sidney Blackmore, o seu secretário), instituição que se dedica a preservar, a divulgar e a estudar a vida e a obra de William Beckford, que é um dos protagonistas principais daquele meu livro; daquela sociedade já havia recebido a mais recente edição da sua publicação principal, The Beckford Journal. Este intercâmbio pode igualmente ser entendido como o meu contributo, necessariamente modesto (e atrasado), para a celebração (em 2010) do 250º aniversário do nascimento daquele autor inglês. E esta é a segunda vez que é entregue para lá do Canal da Mancha a uma entidade específica de cariz cultural um trabalho meu com ela relacionado: no ano passado o Tennyson Research Centre já tinha dois exemplares da minha tradução de «Poemas» de Alfred Tennyson, editada pela Saída de Emergência.

sexta-feira, março 04, 2011

Obrigado: Aos que compareceram...

... Hoje, no Palácio da Independência, em Lisboa, para assistirem ao (e participarem no) colóquio «Recordar Fialho de Almeida no Centenário da sua Morte», uma iniciativa minha que eu co-organizei com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal. A esta eu expresso, pela disponibilidade e pela colaboração, a minha gratidão, nas pessoas de Jorge Rangel, presidente da Direcção, e de Ana Proserpio, responsável pelos Serviços Culturais da SHIP. E também um «muito obrigado» muito especial aos especialistas (docentes e investigadores) em história e literatura portuguesas que aceitaram o meu convite para serem oradores: Duarte Drumond Braga, Isabel Pinto Mateus e Ricardo Revez.
De referir que o colóquio foi divulgado na blogosfera e na comunicação social. Destaco: Corta-Fitas; Instituto da Democracia Portuguesa; Nova Águia; Os Meus Livros (na agenda (página 14) e num artigo (páginas 28 e 29) da edição de Março de 2011, Nº 96, escrito por João Morales, director da revista); RTP2 (no programa «Câmara Clara»). É de destacar também o programa da TSF «Aos Domingos com Fialho», cuja emissão de 13 de Março teve como convidada Isabel Pinto Mateus. 

sábado, fevereiro 26, 2011

Orientação: Sobre Eno e Byrne, na Blitz

Na edição de Março de 2011 (Nº 57) da revista Blitz, e nas páginas 30-34 (na rubrica «Retrovisor»), está o meu artigo «Os fantasmas saíram do arbusto», sobre o disco «My Life in the Bush of Ghosts», de Brian Eno e de David Byrne, a propósito dos 30 anos do seu lançamento. Faço notar que, apesar de a Blitz (tal como todas as publicações do grupo Impresa) ter aderido ao Acordo Ortográfico, este meu artigo constitui, obviamente, uma excepção, estando escrito em português normal e decente.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Outros: Flora digital

Cristina Flora, mais do que uma querida amiga, é uma competente e talentosa colega no jornalismo e na literatura. Autora de três romances publicados («A Saudade do Rei», «A Inconstância dos Teus Caprichos» e «Leva-me Esta Noite»), é também uma dedicada contista, disso sendo talvez o melhor exemplo (e o mais conhecido) o que escreveu para «A República Nunca Existiu!», intitulado «A Rainha adormecida», que aliás fecha (com «chave de ouro») o primeiro volume daquela antologia.
Disponível para novas experiências, e sem paciência para esperar pelas respostas de editoras cujas preferências e critérios editoriais são muitas vezes incompreensíveis, Cristina Flora decidiu no ano passado criar uma nova página no Facebook: Contos On-Line, um autêntico «jardim digital» onde tem cultivado «flores e frutos» narrativos, pequenos mas «nutritivos», que dão por nomes como «O dilema do Capuchinho Vermelho», «O feitiço pink» e «Tempo divino» - enredos que (confirmando o estilo da autora) têm o amor como tema central e em que o «fantástico», em vez de «inquinar» a realidade com ideias e situações insólitas, integra-as para assim mais a enriquecer e a fortalecer. Boas leituras! (Recomendação também no Esquinas (88) e no MILhafre (27), e ainda no Simetria Blog.)

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Oráculo: 100 anos após Fialho, na SHIP

No próximo dia 4 de Março de 2011 assinala-se o centenário da morte do escritor Fialho de Almeida. E, na mesma data, a partir das 17.30 horas, realiza-se no Palácio da Independência, em Lisboa, um colóquio evocativo da efeméride, numa co-organização com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal – que aceitou uma proposta minha nesse sentido.
Serão três os oradores, todos eles especialistas da vida e da obra do autor de «Os Gatos» e da história e da literatura portuguesa da sua época: Duarte Drumond Braga, cuja tese de mestrado se intitulou «Espaço e Imaginário da Fronteira em "O Sentimento dum Ocidental", em Narrativas de Fialho de Almeida e n'"Os Pobres" de Raul Brandão»; Isabel Pinto Mateus, cuja tese de doutoramento se intitulou «Kodakização e Despolarização do Real: Para uma Poética do Grotesco na Obra de Fialho de Almeida» - publicada pela Editorial Caminho em 2008, tendo conquistado dois prémios de ensaio (Óscar Lopes e PEN); Ricardo Revez, cuja tese de doutoramento se intitulou «A Ideia de Decadência Nacional em Fialho de Almeida».
É de referir, e recordar, que Isabel Pinto Mateus e Ricardo Revez já haviam estado presentes, enquanto oradores, em outro colóquio sobre Fialho de Almeida, realizado, aquando dos 150 anos do nascimento do escritor, em 2007 no Gabinete de Estudos Olisiponenses, também sob sugestão minha.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Obras: Vem aí o Volume 2...

... De «A República Nunca Existiu!» O dia em que se assinala mais um aniversário (o centésimo terceiro) do assassinato, por republicanos, do Rei D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe, constitui o momento adequado para se fazer um breve ponto da situação da segunda parte da antologia colectiva de contos de história alternativa que eu concebi, cujo primeiro volume foi lançado em 2008.
A edição continua a estar prevista para o primeiro semestre deste ano; alguns dos autores convidados já concluiram e enviaram-me os seus contos – entre eles está António de Macedo; Pedro Piedade Marques, que realizou o (magnífico) desenho de paginação de «Poemas» de Alfred Tennyson (que eu traduzi), vai fazer o mesmo trabalho n’«A República... 2». E eu já redigi a versão inicial da introdução, de que transcrevo em seguida um excerto:
«(...) Apesar de não ter sido (de longe!) o mais vendido no historial da Saída de Emergência, este livro («A República Nunca Existiu!») foi, quase de certeza, o que mais referências recebeu, e durante o maior período de tempo, de entre todos os que já foram lançados por este grupo editorial. Houve, há, obviamente, um motivo principal para esta “durabilidade”, e deve-se dizê-lo sem falsas modéstias: a originalidade, e até a ousadia, do conceito que lhe está na base. A que se deve acrescentar o momento em que foi concretizado: entre dois centenários, o do Regicídio e o da implantação da República, quando, previsivelmente, a disponibilidade para produzir e para consumir factos e ficções relativos à História (mais ou menos) recente de Portugal aumentou, e muito. E, logo após a edição do primeiro volume, cedo ficou evidente que se justificava a edição de um segundo: o assunto ainda dava muito «pano para mangas», ainda proporcionava muita «margem de manobra», e havia outros autores com os quais eu muito gostaria de colaborar, de trabalhar, num projecto deste tipo. E não há que escondê-lo: o objectivo inicial era mesmo lançar este segundo volume de contos sobre um “Portugal alternativo” aquando dos 100 anos da República, em Outubro de 2010. Contudo, e por motivos a que não interessa agora aludir, tal não foi possível. Mas até foi melhor assim; há “males que vêm por bem”. “A República Nunca Existiu! – Volume 2” é lançado num “ambiente” mais “desanuviado” em termos “literário-comemorativísticos”. (...)»

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Opções: Pelos Painéis de São Vicente

Assinei hoje a petição/carta aberta «À Senhora Ministra da Cultura do Governo de Portugal» sobre a realização de «uma outra exposição, esta de arte contemporânea, intitulada “D’Après Nuno Gonçalves”, e compreendendo as vertentes de pintura, escultura, instalação, vídeo e fotografia» no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei no Esquinas (87).

domingo, janeiro 23, 2011

Observação: Das eleições de hoje se conclui...

.... Definitivamente que Portugal, cuja maioria dos eleitores continua a dar vitórias claras a Pinto de Sousa e a Cavaco Silva mesmo quando já há um conhecimento completo das suas execráveis personalidades e comportamentos, merece todo o mal que lhe acontece. (Lamento também no Esquinas (86) e no MILhafre (26).)

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Orientação: Sobre o falhanço da DECO

No Esquinas (85) e no MILhafre (25) está a partir de hoje, reproduzida, uma mensagem de correio electrónico que enviei a 11 de Janeiro à DECO, e em que explico porque eu e a minha esposa decidimos deixar aquela associação após uma ligação de quase 20 anos.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Organização: Novo «e-ndereço»

Substituindo o anterior, «alojado» no Tugamail (sítio e serviço que parece ter definitivamente «desaparecido em combate»), o Octanas tem um novo endereço de correio electrónico - octanas.blog@gmail.com – para quem quiser contactar-me sem ser pelas caixas de comentários do blog; fica igualmente visível em permanência, a partir de agora, na última linha do perfil («Origem»), à esquerda.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Obituário: Paulo Lowndes Marques

2010 já havia acabado mal, com a morte de Carlos Pinto Coelho. E 2011 começa também de uma forma funesta com o falecimento, logo a 1 de Janeiro, de Paulo Lowndes Marques.
Veterano da Guerra no Ultramar (foi fuzileiro em Angola), advogado, destacado militante fundador do CDS-PP, antigo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, só o conheci pessoalmente em Dezembro de 2009, quando acedeu, amavelmente, a participar, na sede da Câmara de Comércio Luso-Britânica, na apresentação em Lisboa de «Poemas» de Alfred Tennyson, que eu traduzi. Posteriormente, convidou-me para escrever e publicar um artigo sobre o grande poeta inglês na revista da British Historical Society of Portugal, de que era presidente. Gentleman – gentil homem - de elevada personalidade, com carácter, competência e currículo irrepreensíveis, fica como uma das heranças da sua vida o seu livro «O Marquês de Soveral – Seu Tempo e Seu Modo», sobre o grande diplomata português do século XIX.
O primeiro dia do ano novo trouxe-lhe o último ultimato. Recorrendo a Tennyson, diria que Paulo Lowndes Marques «cruzou a barra», talvez para Avalon, sem dúvida para um lugar melhor na confluência dos imaginários dos dois países que tantou amou. (Homenagem também no Esquinas (83) e no MILhafre (23).)

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2010

A literatura: «Cartas da Península (1808–1812)», William Warre; «A Invenção da Modernidade (Sobre Arte, Literatura e Música)» e «Os Paraísos Artificiais», Charles Baudelaire; «A Luz Miserável» e «Mucha» (com Mário Freitas e Osvaldo Medina), David Soares; «As Aventuras de Alix - O Deus Selvagem», Jacques Martin; «Noite de Paz», «Os “mininos” da noite» e «O teste», João Barreiros.
A música: «Swing When You’re Winning», Robbie Williams; «Pano Cru», Sérgio Godinho; «Para Além Da Saudade», Ana Moura; «Canção Ao Lado», Deolinda; «Surrealistic Pillow», Jefferson Airplane; «Elephant», White Stripes; «Intuition», Jamie Foxx; «M80 Rádio – Todos os Êxitos dos Anos 70, 80 e 90», A-Ha, Bangles, Buggles, Boney M, Cheap Trick, e outros; «As Árias de Luísa Todi», Antonio Sachinni, Giovanni Paisiello, Niccolò Piccinni, e outros (por Joana Seara e Os Músicos do Tejo dirigidos por Marcos Magalhães).
O cinema: «O Último Condenado à Morte», Francisco Manso; «Manô», George Felner; «Trópico Trovão», Ben Stiller; «Tragam o Carter», Stephen T. Kay; «Homem de Ferro 2», Jon Favreau; «Seguinte», Lee Tamahori; «2012», Roland Emmerich; «Suicídio Encomendado», Artur Serra Araújo; «Darjeeling, Limitada», Wes Anderson; «A Esposa do Astronauta», Rand Ravich; «Quatro Irmãos», John Singleton; «O Lobisomem», Joe Johnston; «Tomada», Pierre Morel; «Uma História de Violência», David Cronenberg; «O Perfume – A História de um Assassino», Tom Tykwer; «O Incrível Hulk», Louis Leterrier; «O Fazedor de Chuva», Francis Ford Coppola; «Duplicidade», Tony Gilroy; «Milionário Cão de Favela», Danny Boyle; «A Mulher do Próximo», José Fonseca e Costa; «Retorcido», Philip Kaufman; «Vicky Cristina Barcelona», Woody Allen; «As Consequências do Amor» e «O Divo», Paolo Sorrentino; «Histórias à Hora de Deitar», Adam Shankman; «Corrida da Morte», Paul W. S. Anderson; «Shrek Para Sempre», Mike Mitchell; «Domino», Tony Scott.
E ainda...: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal – Exposições «Colectiva da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira» + «11ª Bienal de Fotografia»; Fundação Millenium BCP/Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros – Exposição «Ossos que contam História»; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal/Causa Real/Plataforma do Centenário da República – Exposição «A Repressão da Imprensa na Primeira República»; Centro de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – Colóquio «Mensageiros das Estrelas – Ficção Científica & Fantasia»; Biblioteca Nacional de Portugal – Exposições «Cartas de Jogar – Da Fábrica à Mesa» + «Res Publica – Cidadania e Representação Política em Portugal – 1820-1926»; Penthouse Portugal Nº 1; Épica/Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro – Fórum Fantástico 2010; Casa da Juventude do Sobralinho – Exposição dos Alunos das Turmas de Artes da Escola Secundária Reynaldo dos Santos; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal – Exposição de Pintura de Gabriela Marques da Costa «D. João IV e a Restauração».

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Orientação: Sobre territórios, no Público

Na edição de hoje (Nº 7570) do jornal Público, e na página 29, está o meu artigo «Marcar território(s)» - uma breve reflexão, a partir da luta de Aminatu Haidar pela autodeterminação do Saara Ocidental, sobre os territórios – incluindo Olivença – que ainda hoje estão sob soberanias ilegítimas. (Transcrição do texto no Esquinas (84) e no MILhafre (24).)

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Obituário: Carlos Pinto Coelho

Foi hoje a sepultar Carlos Pinto Coelho, que faleceu na passada quarta-feira, 15 de Dezembro, aos 66 anos de idade. Depois de João Aguiar, é o segundo grande jornalista que conheci pessoalmente a desaparecer este ano.
Só por duas vezes me encontrei com ele: a primeira, algures no início dos anos 90, na RTP (ainda na Avenida 5 de Outubro), com o meu amigo Luís Ferreira Lopes, para conversarmos e obtermos informações sobre os planos da estação de televisão pública para o espaço da língua portuguesa, de que resultariam textos mais tarde incluídos no nosso livro «Os Novos Descobrimentos»; a segunda, precisamente, aquando do lançamento daquela obra, a 17 de Julho de 2006, em que ele foi um dos apresentadores – uma honra que nos concedeu e de que muito nos orgulhamos.
Agora, e como sempre acontece em ocasiões como esta, são muitos os que afirmam que ele era – é – um (bom) exemplo, uma referência, os que enaltecem a sua generosidade e a sua competência. Enfim, um homem cheio de qualidades pessoais e profissionais – o que é rigorosamente verdade e não um trivial, costumeiro, elogio póstumo. E, para além disso, era um autêntico, entusiasta, e com provas dadas, lusófono – que, por isso mesmo, e obviamente, era contra essa abominação conhecida como «acordo ortográfico». Também nisso vamos sentir a falta dele… (Homenagem também no Esquinas (82) e no MILhafre (22).) 

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Outros: «Poemas» na Sábado

Na edição de 16 de Dezembro de 2010 (Nº 346) da revista Sábado, e na página 51, está uma referência de Nuno Rogeiro à edição, pela Saída de Emergência e com a minha selecção e tradução, de «Poemas» de Alfred Tennyson e à sua «lírica vitoriana, épica e intensa».

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Observação: Fascismo linguístico

Quem foi que disse que, em Portugal, «fascismo nunca mais»? Quem quiser conhecer um exemplo recente de fascismo – fascismo linguístico, sim, mas fascismo – só tem de ir aqui. Em complemento, quem quiser conhecer um exemplo recente (há outros…) de colaboracionismo – no sentido de «não só sei que já não tenho coluna vertebral como também gostei que ma tirassem» - só tem de ir aqui. Exagero? Então quando meia dúzia de pervertidos - pervertidos culturais (pelo menos…), sim, mas pervertidos – impõem, ou tentam impor, pela força, a um país uma mudança anormal, artificial, inútil, ridícula, em algo de essencial, e que é rejeitada pela quase totalidade da sua população… isso é o quê? Resta agora saber quantos, e quais, vão ser os «resistentes», e se vão ou não entrar na «clandestinidade». Nesta questão a minha posição continua(rá) a ser: «Não passarão!» Pela pena e, se for preciso, pela espada.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Outros: Livros para oferecer no Natal…

… Ou em qualquer dia do ano, estes publicados em 2010, são os que a seguir sugiro, da autoria de pessoas que admiro e que estimo, cujos conhecimentos e talentos nos asseguram sempre experiências enriquecedoras. Assim, e por ordem alfabética do primeiro nome: «Dançar para a República», (coordenação de) Daniel Tércio; «A Luz Miserável», David Soares; «Vaporpunk – Relatos Steampunk Publicados Sob as Ordens de Suas Majestades», (organização de) Gerson Lodi-Ribeiro e Luís Filipe Silva; «De uma Família de Mareantes», João Afonso Machado; «Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas», (organização de) João Seixas; «Alex 9 – A Coroa dos Deuses», Martin S. Braun; «As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia», Miguel Real; «Só Agora Vejo Crescer em Mim as Mãos de Meu Pai», (organização de) Ozias Filho; «Viagens na Minha Terra com Vampiros», Pedro Manuel Calvete (e Almeida Garrett); «Aventuras Fantásticas – Três Fantasmas, Duas Revoluções», Sérgio Franclim.