terça-feira, fevereiro 08, 2011

Oráculo: 100 anos após Fialho, na SHIP

No próximo dia 4 de Março de 2011 assinala-se o centenário da morte do escritor Fialho de Almeida. E, na mesma data, a partir das 17.30 horas, realiza-se no Palácio da Independência, em Lisboa, um colóquio evocativo da efeméride, numa co-organização com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal – que aceitou uma proposta minha nesse sentido.
Serão três os oradores, todos eles especialistas da vida e da obra do autor de «Os Gatos» e da história e da literatura portuguesa da sua época: Duarte Drumond Braga, cuja tese de mestrado se intitulou «Espaço e Imaginário da Fronteira em "O Sentimento dum Ocidental", em Narrativas de Fialho de Almeida e n'"Os Pobres" de Raul Brandão»; Isabel Pinto Mateus, cuja tese de doutoramento se intitulou «Kodakização e Despolarização do Real: Para uma Poética do Grotesco na Obra de Fialho de Almeida» - publicada pela Editorial Caminho em 2008, tendo conquistado dois prémios de ensaio (Óscar Lopes e PEN); Ricardo Revez, cuja tese de doutoramento se intitulou «A Ideia de Decadência Nacional em Fialho de Almeida».
É de referir, e recordar, que Isabel Pinto Mateus e Ricardo Revez já haviam estado presentes, enquanto oradores, em outro colóquio sobre Fialho de Almeida, realizado, aquando dos 150 anos do nascimento do escritor, em 2007 no Gabinete de Estudos Olisiponenses, também sob sugestão minha.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Obras: Vem aí o Volume 2...

... De «A República Nunca Existiu!» O dia em que se assinala mais um aniversário (o centésimo terceiro) do assassinato, por republicanos, do Rei D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe, constitui o momento adequado para se fazer um breve ponto da situação da segunda parte da antologia colectiva de contos de história alternativa que eu concebi, cujo primeiro volume foi lançado em 2008.
A edição continua a estar prevista para o primeiro semestre deste ano; alguns dos autores convidados já concluiram e enviaram-me os seus contos – entre eles está António de Macedo; Pedro Piedade Marques, que realizou o (magnífico) desenho de paginação de «Poemas» de Alfred Tennyson (que eu traduzi), vai fazer o mesmo trabalho n’«A República... 2». E eu já redigi a versão inicial da introdução, de que transcrevo em seguida um excerto:
«(...) Apesar de não ter sido (de longe!) o mais vendido no historial da Saída de Emergência, este livro («A República Nunca Existiu!») foi, quase de certeza, o que mais referências recebeu, e durante o maior período de tempo, de entre todos os que já foram lançados por este grupo editorial. Houve, há, obviamente, um motivo principal para esta “durabilidade”, e deve-se dizê-lo sem falsas modéstias: a originalidade, e até a ousadia, do conceito que lhe está na base. A que se deve acrescentar o momento em que foi concretizado: entre dois centenários, o do Regicídio e o da implantação da República, quando, previsivelmente, a disponibilidade para produzir e para consumir factos e ficções relativos à História (mais ou menos) recente de Portugal aumentou, e muito. E, logo após a edição do primeiro volume, cedo ficou evidente que se justificava a edição de um segundo: o assunto ainda dava muito «pano para mangas», ainda proporcionava muita «margem de manobra», e havia outros autores com os quais eu muito gostaria de colaborar, de trabalhar, num projecto deste tipo. E não há que escondê-lo: o objectivo inicial era mesmo lançar este segundo volume de contos sobre um “Portugal alternativo” aquando dos 100 anos da República, em Outubro de 2010. Contudo, e por motivos a que não interessa agora aludir, tal não foi possível. Mas até foi melhor assim; há “males que vêm por bem”. “A República Nunca Existiu! – Volume 2” é lançado num “ambiente” mais “desanuviado” em termos “literário-comemorativísticos”. (...)»

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Opções: Pelos Painéis de São Vicente

Assinei hoje a petição/carta aberta «À Senhora Ministra da Cultura do Governo de Portugal» sobre a realização de «uma outra exposição, esta de arte contemporânea, intitulada “D’Après Nuno Gonçalves”, e compreendendo as vertentes de pintura, escultura, instalação, vídeo e fotografia» no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei no Esquinas (87).

domingo, janeiro 23, 2011

Observação: Das eleições de hoje se conclui...

.... Definitivamente que Portugal, cuja maioria dos eleitores continua a dar vitórias claras a Pinto de Sousa e a Cavaco Silva mesmo quando já há um conhecimento completo das suas execráveis personalidades e comportamentos, merece todo o mal que lhe acontece. (Lamento também no Esquinas (86) e no MILhafre (26).)

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Orientação: Sobre o falhanço da DECO

No Esquinas (85) e no MILhafre (25) está a partir de hoje, reproduzida, uma mensagem de correio electrónico que enviei a 11 de Janeiro à DECO, e em que explico porque eu e a minha esposa decidimos deixar aquela associação após uma ligação de quase 20 anos.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Organização: Novo «e-ndereço»

Substituindo o anterior, «alojado» no Tugamail (sítio e serviço que parece ter definitivamente «desaparecido em combate»), o Octanas tem um novo endereço de correio electrónico - octanas.blog@gmail.com – para quem quiser contactar-me sem ser pelas caixas de comentários do blog; fica igualmente visível em permanência, a partir de agora, na última linha do perfil («Origem»), à esquerda.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Obituário: Paulo Lowndes Marques

2010 já havia acabado mal, com a morte de Carlos Pinto Coelho. E 2011 começa também de uma forma funesta com o falecimento, logo a 1 de Janeiro, de Paulo Lowndes Marques.
Veterano da Guerra no Ultramar (foi fuzileiro em Angola), advogado, destacado militante fundador do CDS-PP, antigo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, só o conheci pessoalmente em Dezembro de 2009, quando acedeu, amavelmente, a participar, na sede da Câmara de Comércio Luso-Britânica, na apresentação em Lisboa de «Poemas» de Alfred Tennyson, que eu traduzi. Posteriormente, convidou-me para escrever e publicar um artigo sobre o grande poeta inglês na revista da British Historical Society of Portugal, de que era presidente. Gentleman – gentil homem - de elevada personalidade, com carácter, competência e currículo irrepreensíveis, fica como uma das heranças da sua vida o seu livro «O Marquês de Soveral – Seu Tempo e Seu Modo», sobre o grande diplomata português do século XIX.
O primeiro dia do ano novo trouxe-lhe o último ultimato. Recorrendo a Tennyson, diria que Paulo Lowndes Marques «cruzou a barra», talvez para Avalon, sem dúvida para um lugar melhor na confluência dos imaginários dos dois países que tantou amou. (Homenagem também no Esquinas (83) e no MILhafre (23).)

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2010

A literatura: «Cartas da Península (1808–1812)», William Warre; «A Invenção da Modernidade (Sobre Arte, Literatura e Música)» e «Os Paraísos Artificiais», Charles Baudelaire; «A Luz Miserável» e «Mucha» (com Mário Freitas e Osvaldo Medina), David Soares; «As Aventuras de Alix - O Deus Selvagem», Jacques Martin; «Noite de Paz», «Os “mininos” da noite» e «O teste», João Barreiros.
A música: «Swing When You’re Winning», Robbie Williams; «Pano Cru», Sérgio Godinho; «Para Além Da Saudade», Ana Moura; «Canção Ao Lado», Deolinda; «Surrealistic Pillow», Jefferson Airplane; «Elephant», White Stripes; «Intuition», Jamie Foxx; «M80 Rádio – Todos os Êxitos dos Anos 70, 80 e 90», A-Ha, Bangles, Buggles, Boney M, Cheap Trick, e outros; «As Árias de Luísa Todi», Antonio Sachinni, Giovanni Paisiello, Niccolò Piccinni, e outros (por Joana Seara e Os Músicos do Tejo dirigidos por Marcos Magalhães).
O cinema: «O Último Condenado à Morte», Francisco Manso; «Manô», George Felner; «Trópico Trovão», Ben Stiller; «Tragam o Carter», Stephen T. Kay; «Homem de Ferro 2», Jon Favreau; «Seguinte», Lee Tamahori; «2012», Roland Emmerich; «Suicídio Encomendado», Artur Serra Araújo; «Darjeeling, Limitada», Wes Anderson; «A Esposa do Astronauta», Rand Ravich; «Quatro Irmãos», John Singleton; «O Lobisomem», Joe Johnston; «Tomada», Pierre Morel; «Uma História de Violência», David Cronenberg; «O Perfume – A História de um Assassino», Tom Tykwer; «O Incrível Hulk», Louis Leterrier; «O Fazedor de Chuva», Francis Ford Coppola; «Duplicidade», Tony Gilroy; «Milionário Cão de Favela», Danny Boyle; «A Mulher do Próximo», José Fonseca e Costa; «Retorcido», Philip Kaufman; «Vicky Cristina Barcelona», Woody Allen; «As Consequências do Amor» e «O Divo», Paolo Sorrentino; «Histórias à Hora de Deitar», Adam Shankman; «Corrida da Morte», Paul W. S. Anderson; «Shrek Para Sempre», Mike Mitchell; «Domino», Tony Scott.
E ainda...: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal – Exposições «Colectiva da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira» + «11ª Bienal de Fotografia»; Fundação Millenium BCP/Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros – Exposição «Ossos que contam História»; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal/Causa Real/Plataforma do Centenário da República – Exposição «A Repressão da Imprensa na Primeira República»; Centro de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – Colóquio «Mensageiros das Estrelas – Ficção Científica & Fantasia»; Biblioteca Nacional de Portugal – Exposições «Cartas de Jogar – Da Fábrica à Mesa» + «Res Publica – Cidadania e Representação Política em Portugal – 1820-1926»; Penthouse Portugal Nº 1; Épica/Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro – Fórum Fantástico 2010; Casa da Juventude do Sobralinho – Exposição dos Alunos das Turmas de Artes da Escola Secundária Reynaldo dos Santos; Sociedade Histórica (/Palácio) da Independência de Portugal – Exposição de Pintura de Gabriela Marques da Costa «D. João IV e a Restauração».

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Orientação: Sobre territórios, no Público

Na edição de hoje (Nº 7570) do jornal Público, e na página 29, está o meu artigo «Marcar território(s)» - uma breve reflexão, a partir da luta de Aminatu Haidar pela autodeterminação do Saara Ocidental, sobre os territórios – incluindo Olivença – que ainda hoje estão sob soberanias ilegítimas. (Transcrição do texto no Esquinas (84) e no MILhafre (24).)

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Obituário: Carlos Pinto Coelho

Foi hoje a sepultar Carlos Pinto Coelho, que faleceu na passada quarta-feira, 15 de Dezembro, aos 66 anos de idade. Depois de João Aguiar, é o segundo grande jornalista que conheci pessoalmente a desaparecer este ano.
Só por duas vezes me encontrei com ele: a primeira, algures no início dos anos 90, na RTP (ainda na Avenida 5 de Outubro), com o meu amigo Luís Ferreira Lopes, para conversarmos e obtermos informações sobre os planos da estação de televisão pública para o espaço da língua portuguesa, de que resultariam textos mais tarde incluídos no nosso livro «Os Novos Descobrimentos»; a segunda, precisamente, aquando do lançamento daquela obra, a 17 de Julho de 2006, em que ele foi um dos apresentadores – uma honra que nos concedeu e de que muito nos orgulhamos.
Agora, e como sempre acontece em ocasiões como esta, são muitos os que afirmam que ele era – é – um (bom) exemplo, uma referência, os que enaltecem a sua generosidade e a sua competência. Enfim, um homem cheio de qualidades pessoais e profissionais – o que é rigorosamente verdade e não um trivial, costumeiro, elogio póstumo. E, para além disso, era um autêntico, entusiasta, e com provas dadas, lusófono – que, por isso mesmo, e obviamente, era contra essa abominação conhecida como «acordo ortográfico». Também nisso vamos sentir a falta dele… (Homenagem também no Esquinas (82) e no MILhafre (22).) 

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Outros: «Poemas» na Sábado

Na edição de 16 de Dezembro de 2010 (Nº 346) da revista Sábado, e na página 51, está uma referência de Nuno Rogeiro à edição, pela Saída de Emergência e com a minha selecção e tradução, de «Poemas» de Alfred Tennyson e à sua «lírica vitoriana, épica e intensa».

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Observação: Fascismo linguístico

Quem foi que disse que, em Portugal, «fascismo nunca mais»? Quem quiser conhecer um exemplo recente de fascismo – fascismo linguístico, sim, mas fascismo – só tem de ir aqui. Em complemento, quem quiser conhecer um exemplo recente (há outros…) de colaboracionismo – no sentido de «não só sei que já não tenho coluna vertebral como também gostei que ma tirassem» - só tem de ir aqui. Exagero? Então quando meia dúzia de pervertidos - pervertidos culturais (pelo menos…), sim, mas pervertidos – impõem, ou tentam impor, pela força, a um país uma mudança anormal, artificial, inútil, ridícula, em algo de essencial, e que é rejeitada pela quase totalidade da sua população… isso é o quê? Resta agora saber quantos, e quais, vão ser os «resistentes», e se vão ou não entrar na «clandestinidade». Nesta questão a minha posição continua(rá) a ser: «Não passarão!» Pela pena e, se for preciso, pela espada.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Outros: Livros para oferecer no Natal…

… Ou em qualquer dia do ano, estes publicados em 2010, são os que a seguir sugiro, da autoria de pessoas que admiro e que estimo, cujos conhecimentos e talentos nos asseguram sempre experiências enriquecedoras. Assim, e por ordem alfabética do primeiro nome: «Dançar para a República», (coordenação de) Daniel Tércio; «A Luz Miserável», David Soares; «Vaporpunk – Relatos Steampunk Publicados Sob as Ordens de Suas Majestades», (organização de) Gerson Lodi-Ribeiro e Luís Filipe Silva; «De uma Família de Mareantes», João Afonso Machado; «Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas», (organização de) João Seixas; «Alex 9 – A Coroa dos Deuses», Martin S. Braun; «As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia», Miguel Real; «Só Agora Vejo Crescer em Mim as Mãos de Meu Pai», (organização de) Ozias Filho; «Viagens na Minha Terra com Vampiros», Pedro Manuel Calvete (e Almeida Garrett); «Aventuras Fantásticas – Três Fantasmas, Duas Revoluções», Sérgio Franclim.

sexta-feira, novembro 26, 2010

Orientação: Sobre uma «ocupação» pela CML

A partir de hoje no Esquinas (81) e no MILhafre (21) está um relato de uma apropriação muito pouco ética, feita pela Câmara Municipal de Lisboa, de elementos do projecto Ópera do Tejo/Lisboa Pré-Terramoto de 1755, que eu iniciei em 2004.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Opções: Pelo Jardim Botânico de Lisboa

Assinei hoje a petição «Em defesa da missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo…» Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esta é uma posição que reiterei no Esquinas (80) e no MILhafre (20).

domingo, novembro 14, 2010

Obrigado: Aos que…

… Me convidaram para estar presente enquanto orador, e, por isso, também aos que me ouviram, no colóquio «Mensageiros das Estrelas», na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a 3 de Novembro, e no Fórum Fantástico 2010, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Lisboa, a 13 de Novembro.
Junto aqui, nos agradecimentos, os dois eventos porque, para além das proximidades temática e temporal, houve pessoas em comum a ambos. Um exemplo, Safaa Dib, responsável com Rogério Ribeiro pelo Fórum, e que também integrou a comissão organizadora do «Mensageiros», juntamente com Adelaide Serras, Ana Coelho, Ana Martins, Angélica Varandas, Duarte Patarra, José Duarte e Luís Filipe Silva - uma equipa em estreita ligação com o Centro de Estudos Anglísticos da FLUL, entidade que foi a principal responsável pela iniciativa. Outro exemplo, David Soares, que esteve ao meu lado nos dois encontros; no primeiro, acompanharam-nos na nossa sessão António de Macedo, Inês Botelho e Margarida Vale de Gato; no segundo, acompanharam-nos na nossa sessão João Barreiros e Rui Tavares.
Por fim, um agradecimento especial: a Gisela Monteiro pelas fotografias na FLUL e na BMOR, embora, obviamente, eu não constituísse o pretexto principal das mesmas ;-) ; e a Raquel Garrido pelos vídeos de «Lisboa Fantástica».  

terça-feira, novembro 02, 2010

Oráculo: Dia 13 no FF 2010

Entre os próximos dias 12 e 14 de Novembro vai realizar-se, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Lisboa (Telheiras), o Fórum Fantástico 2010. É organizado pela Épica/Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes, que me convidou para estar presente como participante num painel marcado para o dia 13, entre as 15 e as 16 horas, sobre o tema «Lisboa Fantástica» - para o qual foram também convidados David Soares, João Barreiros e Rui Tavares, este como moderador. (Referência também aqui e aqui.)

sexta-feira, outubro 15, 2010

Oráculo: Em Novembro no MdE

Entre os próximos dias 2 e 5 de Novembro vai realizar-se, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o colóquio «Mensageiros das Estrelas – Ficção Científica & Fantasia». É organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos daquela universidade, que me convidou para estar presente como participante numa sessão/mesa-redonda marcada para o dia 3, entre as 11.30 e as 12.30, no Anfiteatro III da FCUL, sobre o tema «Vinte coisas que aprendemos da literatura fantástica» - para a qual foram também convidados António de Macedo, David Soares, Inês Botelho e Margarida Vale de Gato, esta como moderadora.

terça-feira, outubro 05, 2010

Orientação: Sobre «esforço patriótico»

No Esquinas (79) e no MILhafre (19) está a partir de hoje uma breve «dissertação» sobre um «esforço» que todos os portugueses podem e devem fazer «a favor» da República – mas aconselha-se, porém, que se «tape o nariz» durante a leitura.

Observação: As «mulheres da República»

Para o segundo volume de «A República Nunca Existiu!» (que é, recordo, um projecto literário, artístico, cultural, e não político), tal como para o primeiro, eu e a Saída de Emergência convidámos vários escritores mas nem todos aceitaram. Porém, há que distinguir entre os que responderam ao convite, embora recusando (e justificando), e os que nem sequer responderam; entre estes está Patrícia Reis.
Após repetidos contactos telefónicos e electrónicos com o escritório onde trabalha aquela escritora e jornalista, editora da revista… Egoísta, foi-me dito que «se a senhora (Reis) não respondeu, então é porque (a resposta) é não.» Digo eu: se a senhora não respondeu é porque tem (teve) má educação, não tem boas maneiras. Uma atitude que contrasta, por exemplo, com a da sua amiga Inês Pedrosa, actualmente directora da Casa Fernando Pessoa (mas que não tenho a certeza de que saiba o que aquele poeta pensava da República), que, amável e correctamente, respondeu ao meu convite, embora recusando.
Interessante e ironicamente, algum tempo depois soube, pelo próprio blog da Sra. Reis, que ela tinha pronto um novo livro da sua série «O Diário do Micas» intitulado «Mistério na Primeira República», em cuja sinopse se pode ler o seguinte: «Será que há obscuras organizações ou monárquicos inconformados a quererem estragar as comemorações do centenário? É que a estátua de José Relvas acaba de ser roubada…» Entretanto, tomei conhecimento que este mesmo livro foi inserido no Plano Nacional de Leitura e teve o patrocínio… da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Disse para mim: aqui está a «resposta», aqui está a «justificação».
Ainda mais interessante, ontem soube da existência de um livro de Maria João Seixas intitulado «República das Mulheres», que pretende ser «uma celebração das letras portuguesas no feminino» e que… compila (como também se pode ver na... perdão, «no» Pitta) os depoimentos de 14 escritoras que são retratadas na capa em «pose contemporânea de busto da República». Entre elas estão… Inês Pedrosa e Patrícia Reis. Que sem dúvida sabem que na I República as mulheres eram pessoas de segunda categoria que não tinham, por lei, o direito de voto. Mas, pelos vistos, antes isso que «monárquicos inconformados»…