A partir de hoje no Esquinas está um comentário meu a mais um episódio característico do «futebol à portuguesa».
quinta-feira, abril 30, 2009
sábado, abril 25, 2009
Orientação: Segundo texto na Plataforma
No blog da Plataforma do Centenário da República está a partir de hoje a minha segunda contribuição para aquele espaço: um artigo da minha autoria publicado originalmente em 2000, acrescido de um comentário actual.
quarta-feira, abril 22, 2009
Outros: «Espíritos…» no JL
Na edição publicada hoje (Nº 1006) do Jornal de Letras, Artes e Ideias, e na página 25, está um artigo sobre o meu livro «Espíritos das Luzes». Escrito por Miguel Real, intitula-se «O anacronismo como arte».
O conhecido e prestigiado cronista, ensaísta e romancista começa por afirmar que o meu livro «constitui-se, tanto na sua estrutura quanto no seu estilo, como uma narrativa estranha, deveras singular mesmo, sem correspondência em outro romance na actual literatura portuguesa.» Essa estranheza e essa singularidade ocorrem porque a obra «interage simultaneamente em dois tempos históricos radicalmente distintos. (…) Jogando esteticamente na categoria de anacronismo, opera uma paradoxal desproporção voluntária entre forma e conteúdo (acompanhada por dois tipos radicalmente distintos de linguagem) – uma forma futurista integra um conteúdo e uma linguagem eminentemente clássica, ou, dito de outro modo, uma narrativa futurista funda-se numa história real do passado distante.» E é aqui que reside, segundo Miguel Real, «o efeito de estranheza, um autêntico soco no estômago literário do leitor, que se desorienta, não ousando classificar a narrativa que está lendo: romance de costumes?, romance histórico? romance de ficção científica?, possuindo, no entanto, a certeza (e o deleite) de seguir os capítulos em imagens de fundo cinematográfico.» O crítico salienta, enfim, que o meu livro oferece ao leitor um «grande, grande desafio (…), quase uma provocação.»
Esta edição do Jornal de Letras está à venda até ao dia 5 de Maio.
O conhecido e prestigiado cronista, ensaísta e romancista começa por afirmar que o meu livro «constitui-se, tanto na sua estrutura quanto no seu estilo, como uma narrativa estranha, deveras singular mesmo, sem correspondência em outro romance na actual literatura portuguesa.» Essa estranheza e essa singularidade ocorrem porque a obra «interage simultaneamente em dois tempos históricos radicalmente distintos. (…) Jogando esteticamente na categoria de anacronismo, opera uma paradoxal desproporção voluntária entre forma e conteúdo (acompanhada por dois tipos radicalmente distintos de linguagem) – uma forma futurista integra um conteúdo e uma linguagem eminentemente clássica, ou, dito de outro modo, uma narrativa futurista funda-se numa história real do passado distante.» E é aqui que reside, segundo Miguel Real, «o efeito de estranheza, um autêntico soco no estômago literário do leitor, que se desorienta, não ousando classificar a narrativa que está lendo: romance de costumes?, romance histórico? romance de ficção científica?, possuindo, no entanto, a certeza (e o deleite) de seguir os capítulos em imagens de fundo cinematográfico.» O crítico salienta, enfim, que o meu livro oferece ao leitor um «grande, grande desafio (…), quase uma provocação.»
Esta edição do Jornal de Letras está à venda até ao dia 5 de Maio.
quinta-feira, abril 16, 2009
Orientação: A minha página no Bibliowiki
Divulgo hoje a minha página no Bibliowiki, que é apresentado como sendo «um site bibliográfico sobre a literatura de ficção científica e de todas as outras vertentes do fantástico publicadas em português.»
É uma iniciativa que eu considero, além de ambiciosa, (muito) interessante e meritória, apesar de poderem ser questionados os critérios que determinam a subdivisão dos contos (meus como os de outros) em «contos», «contos curtos» e «vinhetas». Além disso (e no momento em que escrevo), esta minha página está desactualizada, faltando, precisamente, cinco contos (do meu primeiro livro, «Visões» - «A multidão», «Um funcionário público», «Instruções para uso da máquina», «Pânico» e «Metade»), e ainda, obviamente, o meu novo livro «Espíritos das Luzes». Existem igualmente outros materiais que talvez devessem estar referidos neste espaço, como, por exemplo: diversos artigos da minha autoria; a entrevista que concedi à revista «Bang!» a propósito d’«A República Nunca Existiu!»; o meu projecto «Simetria Sonora».
É uma iniciativa que eu considero, além de ambiciosa, (muito) interessante e meritória, apesar de poderem ser questionados os critérios que determinam a subdivisão dos contos (meus como os de outros) em «contos», «contos curtos» e «vinhetas». Além disso (e no momento em que escrevo), esta minha página está desactualizada, faltando, precisamente, cinco contos (do meu primeiro livro, «Visões» - «A multidão», «Um funcionário público», «Instruções para uso da máquina», «Pânico» e «Metade»), e ainda, obviamente, o meu novo livro «Espíritos das Luzes». Existem igualmente outros materiais que talvez devessem estar referidos neste espaço, como, por exemplo: diversos artigos da minha autoria; a entrevista que concedi à revista «Bang!» a propósito d’«A República Nunca Existiu!»; o meu projecto «Simetria Sonora».
Para discutir este e outros assuntos já tentei contactar o fundador do Bibliowiki... porém, e até agora, sem sucesso. Se e quando houver novidades neste âmbito... serão dadas.
quarta-feira, abril 08, 2009
Obrigado: Aos que compareceram hoje
Agradeço a todos os que compareceram hoje na FNAC Chiado para a apresentação do meu livro «Espíritos das Luzes». Um «muito obrigado» muito especial a Miguel Real, pela abrangente e elogiosa apreciação que fez da minha obra, e a Pedro Reisinho e à Gailivro, pela confiança e pelo apoio que me têm prestado. E digo também um «muito obrigado»... antecipado a todos os que comprarem este meu livro (por exemplo, aqui, aqui, aqui ou aqui) e que quiserem enviar-me os seus comentários, as suas opiniões, sobre ele.
sexta-feira, abril 03, 2009
Orientação: Nova Águia (25)
A partir de hoje, dia em que se assinalam 15 anos sobre a morte do Professor Agostinho da Silva, está também disponível no Nova Águia o meu artigo «Mestre, Profeta, Santo», publicado originalmente em 2004.
terça-feira, março 31, 2009
Oráculo: «Espíritos…», dia 8, em Lisboa
O meu novo livro, «Espíritos das Luzes», vai ser apresentado no próximo dia 8 de Abril, pelas 18.30 horas, na FNAC Chiado, em Lisboa, com a presença e intervenção de Miguel Real.
Editado pela Gailivro (uma empresa do grupo Leya), «Espíritos das Luzes» integra a colecção «1001 Mundos», que já inclui, entre outros autores, Stephenie Meyer («Nómada», «Eclipse», «Lua Nova», «Crepúsculo»), Anthony Horowitz, («A Sociedade das Trevas», «Estrela Maldita», «O Portão do Corvo»), Anne McCaffrey («O Dragão Branco», «A Demanda do Dragão») e Geoff Ryman («Ar»).
Na contracapa pode ler-se: «Era uma vez, num outro universo, em outro espaço e outro tempo, um planeta chamado Portugal... que fora abalado por um terrível terramoto que quase destruíra por completo a capital, Lisboa. O Marquês de Pombal, o todo-poderoso primeiro ministro do Rei D. José, prometeu, confiante na capacidade dos seus arquitectos e engenheiros, e também na de milhares de operários-robôs, que a cidade seria reconstruída, para diferente e para melhor, em sete dias. Entretanto, aterra no astroporto do Cais das Colunas uma nave que traz o milionário inglês William Beckford. À sua espera está um seu amigo português, o poeta Manuel Bocage, e os dois iniciam um percurso pela megalópole em acentuada e acelerada mutação, durante o qual irão encontrar, além de Sebastião José, outros personagens importantes e fascinantes, entre os quais o Intendente Pina Manique, a Marquesa de Alorna, Voltaire, a Rainha D. Maria I, Kant, António Ribeiro Sanches, Luís António Verney, Luísa Todi... Por entre manifestações místico-religiosas, encontros científicos e culturais, discussões de política galáctica e orgias tecno-sexuais, Beckford e Bocage ver-se-ão à mercê de um misterioso e inquietante indivíduo, que acabará por os levar até a um sítio onde se guarda o mais espantoso, o mais extraordinário segredo de Portugal...» Os dois primeiros capítulos podem ser lidos aqui.
Na contracapa pode ler-se: «Era uma vez, num outro universo, em outro espaço e outro tempo, um planeta chamado Portugal... que fora abalado por um terrível terramoto que quase destruíra por completo a capital, Lisboa. O Marquês de Pombal, o todo-poderoso primeiro ministro do Rei D. José, prometeu, confiante na capacidade dos seus arquitectos e engenheiros, e também na de milhares de operários-robôs, que a cidade seria reconstruída, para diferente e para melhor, em sete dias. Entretanto, aterra no astroporto do Cais das Colunas uma nave que traz o milionário inglês William Beckford. À sua espera está um seu amigo português, o poeta Manuel Bocage, e os dois iniciam um percurso pela megalópole em acentuada e acelerada mutação, durante o qual irão encontrar, além de Sebastião José, outros personagens importantes e fascinantes, entre os quais o Intendente Pina Manique, a Marquesa de Alorna, Voltaire, a Rainha D. Maria I, Kant, António Ribeiro Sanches, Luís António Verney, Luísa Todi... Por entre manifestações místico-religiosas, encontros científicos e culturais, discussões de política galáctica e orgias tecno-sexuais, Beckford e Bocage ver-se-ão à mercê de um misterioso e inquietante indivíduo, que acabará por os levar até a um sítio onde se guarda o mais espantoso, o mais extraordinário segredo de Portugal...» Os dois primeiros capítulos podem ser lidos aqui.
Entretanto, referências têm sido feitas nos media sobre a edição e a apresentação de «Espíritos das Luzes», nomeadamente: Antena 1; Correio do Fantástico; Diário Digital; Marcador de Livros; Nova Águia; Porta-Livros; Tecnofantasia.
segunda-feira, março 30, 2009
Orientação: Primeiro texto na Plataforma
Por convite de João Távora, a partir de hoje colaboro também no blog da Plataforma do Centenário da República – uma acção (mais ou menos) regular que se adiciona à minha participação pontual no sítio principal deste projecto, iniciada a 15 de Março com a inclusão do meu artigo «Keil, Fialho e Bruno». E a minha primeira contribuição é uma referência à citação que eu escolhi para abrir o livro «A República Nunca Existiu!»
sábado, março 21, 2009
Oráculo: Tradução para 2009
Hoje, Dia Mundial da Poesia, é sem dúvida o momento certo para informar que o livro em que tenho estado a trabalhar com mais empenho recentemente – especificamente, desde Agosto do ano passado – consiste numa compilação de 50 poemas, por mim seleccionados e traduzidos para português, de um notável autor (estrangeiro, claro) do século XIX; mais concretamente, de um poeta que nasceu em 1809 – cumpre-se pois, este ano, o seu 200º aniversário – e que visitou Portugal em 1859 – cumpre-se pois, este ano, o 150º aniversário dessa viagem. Mais importante, e mesmo insólito: a concretizar-se, este livro que estou a preparar será o primeiro desse «trovador» na nossa língua, pelo que constituirá uma estreia com um atraso de, pelo menos, mais de um século. O meu objectivo é publicá-lo, obviamente, este ano, talvez em Setembro próximo.
domingo, março 15, 2009
Orientação: Artigo na Plataforma
A partir de hoje está também disponível, no sítio da Plataforma do Centenário da República, o meu artigo «Keil, Fialho e Bruno», publicado originalmente em 2007.
sexta-feira, março 13, 2009
Outros: Amigos com novos livros
Sendo este blog, obviamente e principalmente, um meio para a divulgação das minhas actividades, com destaque para livros e artigos, também tem espaço para divulgar (aliás, já o fiz antes...) as novidades literárias de amigos.
Luís Ferreira Lopes, com quem eu escrevi «Os Novos Descobrimentos – Do Império À CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», publicou no início deste ano «Seja Mais Esperto do que a Crise» - uma obra adequada aos tempos que correm.
Entretanto, vários dos autores que comigo colaboraram em «A República Nunca Existiu!» lançaram igualmente novos livros nestes últimos 12 meses.
Luís Ferreira Lopes, com quem eu escrevi «Os Novos Descobrimentos – Do Império À CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», publicou no início deste ano «Seja Mais Esperto do que a Crise» - uma obra adequada aos tempos que correm.
Entretanto, vários dos autores que comigo colaboraram em «A República Nunca Existiu!» lançaram igualmente novos livros nestes últimos 12 meses.
«Leva-me esta Noite» é o titulo do novo romance de Cristina Flora. «O Priorado do Cifrão» é o título do novo romance de João Aguiar. Maria de Menezes participou com o conto «A Viagem para o Céu» na antologia «Comboio com Asas», uma das várias iniciativas que assinalaram os 500 anos da cidade do Funchal.
Miguel Real, sempre incansável e prolífico, editou não um, não dois, não três, mas sim quatro livros desde «A República...»: «Matias Aires – As Máscaras da Vaidade», «Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa», «Padre António Vieira e a Cultura Portuguesa» e «O Sal da Terra». Já Sérgio Sousa Rodrigues tem um novo ensaio: «A Mitologia Portuguesa».
De João Seixas, e enquanto não estão prontos «A Alma do Louva-a-Deus» e «Zeppelins sobre Lisboa» (este a continuação/desenvolvimento do seu conto «A noite das marionetas» em «A República...»), podemos ir lendo, no computador, «O Terceiro Rosto de Jano», a obra que ele tem estado a escrever com Luís Filipe Silva.
Miguel Real, sempre incansável e prolífico, editou não um, não dois, não três, mas sim quatro livros desde «A República...»: «Matias Aires – As Máscaras da Vaidade», «Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa», «Padre António Vieira e a Cultura Portuguesa» e «O Sal da Terra». Já Sérgio Sousa Rodrigues tem um novo ensaio: «A Mitologia Portuguesa».
De João Seixas, e enquanto não estão prontos «A Alma do Louva-a-Deus» e «Zeppelins sobre Lisboa» (este a continuação/desenvolvimento do seu conto «A noite das marionetas» em «A República...»), podemos ir lendo, no computador, «O Terceiro Rosto de Jano», a obra que ele tem estado a escrever com Luís Filipe Silva.
terça-feira, março 03, 2009
Outros: «Espíritos...» na Simetria
No sítio da Simetria, por cortesia de Luís Richheimer de Sequeira, está a partir de hoje uma referência à próxima edição do meu livro «Espíritos das Luzes», com especial destaque para a capa e contracapa do mesmo.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Ocorrência: APE rejeitou «A República...»
Fui hoje informado pela Associação Portuguesa de Escritores, em telefonema efectuado para a sede daquela associação, de que o livro «A República Nunca Existiu!», de que eu sou o criador, organizador e um dos 14 participantes (entre os quais João Aguiar e Miguel Real), não é admissível ao Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, atribuído pela APE e pela Câmara Municipal de Famalicão. José Correia Tavares, da direcção da associação, disse-me que o motivo da rejeição est(ar)á, precisamente, no facto de «A República...» ser uma obra colectiva, ser considerada uma «antologia» (mesmo que obedecendo a um tema único), e que a agremiação a que pertence tende a privilegiar a autoria individual. Mesmo aceitando - ou querendo acreditar - que não há outras razões, de ordem político-ideológica, por trás desta decisão, não posso deixar de a considerar decepcionante, e, de certo modo, surpreendente. (Actualização: um assunto abordado também no blog Centenário da República.)
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Oráculo: «Espíritos das Luzes» em Abril
O meu livro «Espíritos das Luzes» vai ser publicado em Abril pela Gailivro. Hoje desloquei-me novamente à sede do grupo Leya onde assinei o respectivo contrato - e devolvi, depois de as ter (re)visto, as primeiras provas. E apontaram-se os locais onde deverão ser feitas as apresentações: além de Lisboa, Setúbal, Penamacor e Porto. Para o lançamento na capital já tinha sido convidado, como orador, Miguel Real, que entretanto aceitou.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Organização: Projecto «Lisboa Pré-1755» na FCT
Foi hoje entregue (electronicamente) na Fundação para a Ciência e a Tecnologia o projecto «Cidade e Espectáculo – Uma Visão da Lisboa Pré-Terramoto» no âmbito do «Concurso de Projectos de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico em todos os Domínios Científicos», ainda relativo a 2008, e financiado por fundos estruturais da União Europeia e fundos nacionais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Trata-se, obviamente, do projecto «Ópera do Tejo» - que eu iniciei em 2004 – alargado, praticamente, até à sua «máxima expressão»: o objectivo já não é, através da tecnologia Second Life, recriar virtualmente apenas aquela casa de espectáculos mas sim «a Lisboa destruída em 1755, sobre a qual foi construída a Lisboa projectada pelos engenheiros Eugénio dos Santos e Carlos Mardel. Consiste, deste modo, numa colaboração entre duas vertentes científicas - a histórica e a da linguagem virtual - de modo a disponibilizar a visualização de uma memória. A partir da documentação escrita e iconográfica existente nos arquivos e museus nacionais, irá proceder-se a uma proposta de reconstituição da cidade que incluirá não só o desenho urbano, como também o tecido arquitectónico do conjunto e os interiores de alguns edifícios mais marcantes, tais como o Palácio Real, a Patriarcal, a Ópera do Tejo, o Convento de Corpus Christi e o Hospital de Todos-os-Santos. (...) Todo o projecto estará acessível ao público através de um portal online a ser utilizado também como: um recurso pedagógico, ao possibilitar uma relação interactiva com o público, através de visitas virtuais e jogos que permitam a exploração da componente física da cidade e do seu quotidiano; um instrumento de dinamização do debate científico e da partilha de fontes documentais em torno da cidade de Lisboa, agregando contribuições de outros especialistas, nacionais e estrangeiros.» (excertos do sumário executivo)
A equipa, que já incluía, além de mim, Alexandra Câmara, Helena Murteira, Luís Sequeira e Silvana Moreira, foi, compreensivelmente, também alargada; entre investigadores e consultores passa a contar também com Ana Amaro, António Pimentel, Aurora Carapinha, Drew Baker, Joaquim Ramos Carvalho, José Sarmento de Matos, Miguel Soromenho, Paulo Simões Rodrigues, Pedro Januário, Raquel Henriques da Silva e Rita Vieira dos Santos. A instituição (principal) proponente do projecto é a Universidade de Évora – através do Centro de História da Arte e Investigação Artística – e tem como instituições participantes a Beta Technologies e o King’s Visualisation Lab (do King’s College de Londres).
Trata-se, obviamente, do projecto «Ópera do Tejo» - que eu iniciei em 2004 – alargado, praticamente, até à sua «máxima expressão»: o objectivo já não é, através da tecnologia Second Life, recriar virtualmente apenas aquela casa de espectáculos mas sim «a Lisboa destruída em 1755, sobre a qual foi construída a Lisboa projectada pelos engenheiros Eugénio dos Santos e Carlos Mardel. Consiste, deste modo, numa colaboração entre duas vertentes científicas - a histórica e a da linguagem virtual - de modo a disponibilizar a visualização de uma memória. A partir da documentação escrita e iconográfica existente nos arquivos e museus nacionais, irá proceder-se a uma proposta de reconstituição da cidade que incluirá não só o desenho urbano, como também o tecido arquitectónico do conjunto e os interiores de alguns edifícios mais marcantes, tais como o Palácio Real, a Patriarcal, a Ópera do Tejo, o Convento de Corpus Christi e o Hospital de Todos-os-Santos. (...) Todo o projecto estará acessível ao público através de um portal online a ser utilizado também como: um recurso pedagógico, ao possibilitar uma relação interactiva com o público, através de visitas virtuais e jogos que permitam a exploração da componente física da cidade e do seu quotidiano; um instrumento de dinamização do debate científico e da partilha de fontes documentais em torno da cidade de Lisboa, agregando contribuições de outros especialistas, nacionais e estrangeiros.» (excertos do sumário executivo)
A equipa, que já incluía, além de mim, Alexandra Câmara, Helena Murteira, Luís Sequeira e Silvana Moreira, foi, compreensivelmente, também alargada; entre investigadores e consultores passa a contar também com Ana Amaro, António Pimentel, Aurora Carapinha, Drew Baker, Joaquim Ramos Carvalho, José Sarmento de Matos, Miguel Soromenho, Paulo Simões Rodrigues, Pedro Januário, Raquel Henriques da Silva e Rita Vieira dos Santos. A instituição (principal) proponente do projecto é a Universidade de Évora – através do Centro de História da Arte e Investigação Artística – e tem como instituições participantes a Beta Technologies e o King’s Visualisation Lab (do King’s College de Londres).
domingo, fevereiro 01, 2009
Ocorrência: Um ano «sem República»
Hoje assinala-se mais um aniversário – o 101º - do Regicídio que vitimou o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís. E pode dizer-se também que se assinala o primeiro aniversário de «A República Nunca Existiu!», o livro que eu concebi, organizei e em que participei, juntamente com mais 13 autores, entre os quais João Aguiar, Maria de Menezes e Miguel Real.
Esta é uma obra em que se procurou imaginar como seria Portugal se nunca tivesse deixado de ser um Reino. O que implicaria, quase de certeza, muitas diferenças em relação à «história verdadeira», não só no que respeita ao nosso próprio país mas também nas relações com os outros países e povos da lusofonia; aliás, convém salientar que um dos contos, escrito por um brasileiro (Gerson Lodi-Ribeiro), imagina o exílio de outro Rei na nação irmã...
Esta é pois a data certa para disponibilizar a ligação para a gravação da entrevista que concedi, sobre o livro, a Ana Aranha na Antena 1, emitida no seu programa «À Volta dos Livros» a 12 de Fevereiro de 2008. E também para indicar, depois da que apresentei a 16 de Abril do ano passado, uma segunda e breve «recolha» de referências à «República...» no ciberespaço. Ei-las por ordem alfabética: BookCrossing; Crítica Literária; Diário de Notícias/Sapo; GoodReads; Shvoong; Sound+Vision. (Efemérides evocadas igualmente no Esquinas (38) e Nova Águia (24).)
Esta é uma obra em que se procurou imaginar como seria Portugal se nunca tivesse deixado de ser um Reino. O que implicaria, quase de certeza, muitas diferenças em relação à «história verdadeira», não só no que respeita ao nosso próprio país mas também nas relações com os outros países e povos da lusofonia; aliás, convém salientar que um dos contos, escrito por um brasileiro (Gerson Lodi-Ribeiro), imagina o exílio de outro Rei na nação irmã...
Esta é pois a data certa para disponibilizar a ligação para a gravação da entrevista que concedi, sobre o livro, a Ana Aranha na Antena 1, emitida no seu programa «À Volta dos Livros» a 12 de Fevereiro de 2008. E também para indicar, depois da que apresentei a 16 de Abril do ano passado, uma segunda e breve «recolha» de referências à «República...» no ciberespaço. Ei-las por ordem alfabética: BookCrossing; Crítica Literária; Diário de Notícias/Sapo; GoodReads; Shvoong; Sound+Vision. (Efemérides evocadas igualmente no Esquinas (38) e Nova Águia (24).)
terça-feira, janeiro 20, 2009
Orientação: Artigo no Diário Digital
Foi hoje publicado no Diário Digital o meu artigo «As verdades e as mentiras sobre George W. Bush». Representa um (modesto) contributo da minha parte contra a falsificação da História, o encurtamento da memória e o desvirtuamento do passado. E um (sério) aviso contra a histeria de massas provocada por – enganosos - «amanhãs que cantam» emanados de «ídolos» com «pés de barro». (Uma informação – e uma advertência – dada também no Esquinas (37).)
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2008
A literatura: «Pai em Construção», Francisco Abelha; «Os Ossos do Arco-Íris», David Soares; «A Conspiração dos Abandonados – Contos Neo-Góticos», António de Macedo; «Céu em Fogo», Mário de Sá-Carneiro; «Amendoins/Obra Completa – Volume 1/1950-1952», Charles M. Schulz; «João e a Floresta de Betão», Pedro Reisinho; «Bauhaus/1919-1933 – Reforma e Vanguarda», Magdalena Droste.
A música: «Lark’s Tongues In Aspic», «Starless And Bible Black» e «Three Of A Perfect Pair», King Crimson; «Memorial», Moonspell; «Saints Of Los Angeles», Motley Crüe; «You Are What You Is», Frank Zappa; «Aux Armes Et Caetera», Serge Gainsbourg; «Música Para D. João VI e D. Carlota», vários autores (por Isabel Alcobia e Mário Trilha); «Don Giovanni», Wolfgang Amadeus Mozart (por Renato Bruson, Nikolay Bikov, Anna Longo, e outros, com a Orquestra Filarmónica de Roma dirigida por Michael Halasz); «As Variedades de Proteu», António Teixeira (por Mário João Alves, Susana Teixeira, Maria Repas Gonçalves, e outros, com a Escola de Retórica, Métrica e Harmonia dirigida por Stephen Bull).
O cinema: «Homem Cinderela», Ron Howard; «Campo de Batalha Terra», Roger Christian; «Filme da Treta», José Sacramento; «Catwoman», Pitof; «Casanova», Lasse Hallstrom; «Desbravador», Marcus Nispel; «Sweeney Todd – O Barbeiro Demónio da Rua Fleet», Tim Burton; «Capitão do Céu e o Mundo de Amanhã», Kerry Conran; «50 Primeiras Datas», Peter Segal; «Artur e os Minimeus», Luc Besson; «Viagem ao Princípio do Mundo» e «O Quinto Império – Ontem Como Hoje», Manoel de Oliveira; «A Vila», M. Night Shyamalan; «Noites de Talladega – A Balada de Ricky Bobby», Adam McKay; «Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal», Steven Spielberg; «WALL-E», Andrew Stanton; «O Cavaleiro Negro», Christopher Nolan.
E ainda...: 3ª Exposição Colectiva da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira; Fórum Fantástico 2008 (Lisboa); VAST 2008 - 9º Simpósio Internacional sobre Realidade Virtual, Arqueologia e Herança Cultural (Braga); «Um Mundo Catita», Filipe Melo e João Leitão (RTP2).
A música: «Lark’s Tongues In Aspic», «Starless And Bible Black» e «Three Of A Perfect Pair», King Crimson; «Memorial», Moonspell; «Saints Of Los Angeles», Motley Crüe; «You Are What You Is», Frank Zappa; «Aux Armes Et Caetera», Serge Gainsbourg; «Música Para D. João VI e D. Carlota», vários autores (por Isabel Alcobia e Mário Trilha); «Don Giovanni», Wolfgang Amadeus Mozart (por Renato Bruson, Nikolay Bikov, Anna Longo, e outros, com a Orquestra Filarmónica de Roma dirigida por Michael Halasz); «As Variedades de Proteu», António Teixeira (por Mário João Alves, Susana Teixeira, Maria Repas Gonçalves, e outros, com a Escola de Retórica, Métrica e Harmonia dirigida por Stephen Bull).
O cinema: «Homem Cinderela», Ron Howard; «Campo de Batalha Terra», Roger Christian; «Filme da Treta», José Sacramento; «Catwoman», Pitof; «Casanova», Lasse Hallstrom; «Desbravador», Marcus Nispel; «Sweeney Todd – O Barbeiro Demónio da Rua Fleet», Tim Burton; «Capitão do Céu e o Mundo de Amanhã», Kerry Conran; «50 Primeiras Datas», Peter Segal; «Artur e os Minimeus», Luc Besson; «Viagem ao Princípio do Mundo» e «O Quinto Império – Ontem Como Hoje», Manoel de Oliveira; «A Vila», M. Night Shyamalan; «Noites de Talladega – A Balada de Ricky Bobby», Adam McKay; «Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal», Steven Spielberg; «WALL-E», Andrew Stanton; «O Cavaleiro Negro», Christopher Nolan.
E ainda...: 3ª Exposição Colectiva da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira; Fórum Fantástico 2008 (Lisboa); VAST 2008 - 9º Simpósio Internacional sobre Realidade Virtual, Arqueologia e Herança Cultural (Braga); «Um Mundo Catita», Filipe Melo e João Leitão (RTP2).
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Oráculo: «Espíritos das Luzes» editado em 2009
Hoje desloquei-me à sede do grupo empresarial e editorial Leya onde Pedro Reisinho, editor da Gailivro, me entregou e propôs um contrato para a publicação do meu livro «Espíritos das Luzes» no próximo ano, e em príncipio no primeiro trimestre. Espero poder dar mais pormenores em breve. (Actualização: uma informação dada também no sítio Tecnofantasia.)
domingo, dezembro 14, 2008
Opções: «7 Maravilhas de Origem Portuguesa»
Começou ontem a votação para a eleição das «7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo», e eu já escolhi e votei, hoje, (n)as minhas preferidas. Assim, e considerando critérios e factores de ordem histórica mas também estéticos, simbólicos e relativos ao (actual) estado de conservação dos monumentos, a minha opção foi (por ordem alfabética) para: Basílica do Bom Jesus de Goa (Índia); Cidade Fortificada de Mazagão (Marrocos); Cidade Velha de Santiago (Cabo Verde); Fortaleza de Ormuz (Irão); Forte do Príncipe da Beira (Brasil); Igreja de São Paulo de Macau (China); Ilha de Moçambique. (Uma proposta reiterada no Esquinas (36) e no Nova Águia (23).)
sábado, dezembro 13, 2008
Orientação: «Humáquinas» na Simetria
A versão integral do meu artigo «Humáquinas – A ciência e a tecnologia estão a criar novos corpos» está a partir de hoje disponível no sítio da Simetria. Recordo que a primeira versão (reduzida) deste artigo foi publicada no jornal Público Nº 6665 (caderno P2, páginas 6 e 7), do dia 30 de Junho de 2008. (Uma informação dada também no Esquinas (35).)
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Orientação: Esquinas (34) e Nova Águia (22)
O meu artigo «E o “Prémio Miguel de Vasconcelos 2008”...», publicado no jornal O Diabo no passado dia 3 de Dezembro, pode agora ser lido no Esquinas e no Nova Águia.
terça-feira, dezembro 09, 2008
Outros: Carta ao VR
Enviei hoje, por correio electrónico, a seguinte carta a uma jornalista da redacção do jornal Vida Ribatejana.
Cara Vera Galamba:
A propósito da entrevista que fez a Eduardo Rodrigues, publicada na edição Nº 4516 do Vida Ribatejana, do passado dia 26 de Novembro de 2008 (suplemento de economia, páginas 2 e 3), permita-me fazer as seguintes observações:
1ª - Como qualquer pessoa minimamente informada, com um mínimo de cultura geral, sabe, não existe um «Prémio Nobel da Arquitectura». O que existe sim é um prémio, o Pritzker, que é consensualmente visto como o o mais importante da arquitectura, que Renzo Piano efectivamente já ganhou (em 1998), e que por isso é visto como uma espécie de «Nobel da arquitectura»... assim, com aspas. Ora, na referida entrevista (página 2, sexta coluna), essas aspas não estão lá. Por isso, das duas uma: ou o patrão da Obriverca desconhece a existência do Pritzker e acredita que um seu colaborador ganhou o «Nobel da Arquitectura»; ou ele sabe, deu isso a entender durante a entrevista, mesmo que com uma subtil referência (por exemplo, «... que já ganhou o que é considerado o "Nobel da Arquitectura"...»)... e que a entrevistadora não captou. De qualquer modo, o que fica impresso, preto no branco, é um grande atestado de ignorância, mesmo de incompetência, do Sr. Rodrigues, para mais na sua área de actividade!
2ª - Um pouco mais à frente (página 3, primeira coluna), o entrevistado faz uma afirmação gravíssima que a entrevistadora deixou passar em claro, não tentando aprofundar o seu sentido (ou então tentou, só que foi cortada...): a de que «um conjunto de malfeitores» entrou «em conluio com o Ministério Público» para embargar a construção do Edifício Jardim, em Alverca. Seria bom esclarecer: que o «conjunto de malfeitores» mencionado é uma instituição, uma associação, devidamente legalizada, e já prestigiada pelas iniciativas que toma, chamada Xiradania – mas que, por os seus dirigentes terem ideias de urbanismo e (da interpretação) do Plano Director Municipal de Vila Franca de Xira diferentes das do Sr. Rodrigues, só podem ser «malfeitores»; e que «provas» é que o entrevistado tem de que uma entidade como o Ministério Público se «conluia» com criminosos, ou é, ela própria, uma agremiação criminosa. Porém, o verdadeiro «malfeitor» é o Sr. Rodrigues: no sentido literal do termo – o Prémio Personalidade 2008 do Salão do Imobiliário de Lisboa também deve ter sido atribuído por vários edifícios... mal feitos pela Obriverca, em especial aquele na Quinta das Drogas que há uns anos teve de ser implodido; e no sentido criminal do termo – no início dos anos 90 o Sr. Rodrigues foi levado a tribunal (em Vila Franca de Xira) acusado do abate ilegal de árvores em Alverca (perto da Casa S. Pedro), e foi condenado, se não me engano, a três anos de prisão... com pena suspensa. Foi pena ele não ter ido bater com os «costados» numa cela; mas, pelo menos, valeu a pena vê-lo, como eu vi, a «suar as estopinhas» para se safar, mesmo que para isso tivesse sistematicamente atirado as culpas da decisão (de derrubar as árvores) para um sócio que entretanto tinha morrido... e a ter como testemunhas abonatórias individualidades como José Álvaro Vidal, José António Carmo... e Luís Filipe Vieira!
3ª - Um assunto que inicialmente eu estranhei não ser mencionado na entrevista foi o da denominada «Nova Vila Franca». Mas, pensando melhor, talvez não: afinal, trata-se de um projecto megalómano e irresponsável, planeado para ser construído numa zona de inundação do Tejo, e que tem sido regularmente «arrasado» por especialistas de renome, a começar pelo Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.
Termino dizendo que, se o quiserem, têm a minha autorização para publicar esta minha mensagem na secção de «Correio do Leitor». Todavia, não acredito que o Vida Ribatejana, e em especial os seus directores, tenham coragem para tanto.
Cumprimentos,
Octávio dos Santos
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Orientação: Artigo n’O Diabo
Na edição publicada hoje - Nº 1666 - do jornal O Diabo, e na página 21, está o meu artigo de opinião «E o "Prémio Miguel de Vasconcelos 2008"...» que eu decidi «atribuir» a um proeminente político português. Se quiserem saber quem é... comprem e leiam!
terça-feira, dezembro 02, 2008
Outros: Beta Technologies
Hoje, tal como já anteriormente anunciara, eu e os restantes elementos que integram actualmente o «Projecto Ópera do Tejo» estivemos em Braga para participar no VAST 2008. Com o título «City and spectacle: a vision of pre-earthquake Lisbon», a comunicação que apresentámos revelou a mudança de perspectiva que efectuámos em relação a 2005: construída agora pela Beta Technologies, a nova «recriação virtual» abrange também, além da Ópera do Tejo, o palácio real pré-1755 em que aquela se integrava. (Actualização: uma informação também dada – e desenvolvida – no Esquinas (33) e no Nova Águia (21).)
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Outros: Fundação Batalha de Aljubarrota
No dia em que se assinala mais um aniversário da restauração da independência de Portugal, proponho uma visita ao sítio de uma instituição que se dedica à divulgação e ao estudo de um acontecimento (e suas múltiplas causas, contextos e consequências) cujo espírito seria depois encarnado pelos patriotas de 1640. A Fundação Batalha de Aljubarrota - com a qual, aliás, já estabeleci contacto – foi finalmente formalizada neste ano de 2008, e pode dizer-se que representa também a celebração contínua de uma data – 14 de Agosto de 1385 – que eu considero ser a mais importante da história do nosso país, e que por isso mesmo deveria ser o seu dia nacional. (Uma proposta que eu reitero no Esquinas (32) e no Nova Águia (20)).
sábado, novembro 15, 2008
Ocorrência: 30 anos...
... Passam hoje (talvez) sobre o início da minha «vida literária» e (de certeza) sobre o nascimento do meu amigo e também escritor Sérgio Sousa Rodrigues.
Foi efectivamente no Outono de 1978 que comecei a escrever de uma forma constante, empenhada, regular... e numerada: os meus quatro primeiros poemas indicam aquele ano como o do arranque efectivo, embora só tenham sido concluídos em 1981 – após, portanto, três anos de várias versões, demonstrando desde logo uma obsessiva procura pela perfeição possível que ainda hoje me caracteriza.
Porém, e apesar de não haver dúvidas quanto ao ano e à estação, o desconhecimento – ou o esquecimento – é total no que se refere ao dia e ao mês, pelo que optei por, simbolicamente, fazer coincidir esta efeméride pessoal com o aniversário do Sérgio. E isto pela gratidão que lhe devo por ter sido ele, de facto, a tornar a minha «vida literária» numa «carreira literária», ao levar à editora Hugin e a António de Macedo aquele que seria o meu primeiro livro a ser publicado (em 2003): «Visões».
Por coincidência, ou talvez não, em 2008 não só assinalo 30 anos de poesia mas também escrevi o meu poema Nº 300: intitula-se «Abraços, beijos e carinhos», está incluído no meu livro (ainda por publicar) «Espelhos», e nele divago sobre o meu legado enquanto pai. Um assunto que aos 13 anos estava ainda longe no meu horizonte...
Porém, e apesar de não haver dúvidas quanto ao ano e à estação, o desconhecimento – ou o esquecimento – é total no que se refere ao dia e ao mês, pelo que optei por, simbolicamente, fazer coincidir esta efeméride pessoal com o aniversário do Sérgio. E isto pela gratidão que lhe devo por ter sido ele, de facto, a tornar a minha «vida literária» numa «carreira literária», ao levar à editora Hugin e a António de Macedo aquele que seria o meu primeiro livro a ser publicado (em 2003): «Visões».
Por coincidência, ou talvez não, em 2008 não só assinalo 30 anos de poesia mas também escrevi o meu poema Nº 300: intitula-se «Abraços, beijos e carinhos», está incluído no meu livro (ainda por publicar) «Espelhos», e nele divago sobre o meu legado enquanto pai. Um assunto que aos 13 anos estava ainda longe no meu horizonte...
sábado, novembro 01, 2008
Oráculo: Ópera do Tejo em Braga
Hoje passa mais um aniversário do Terramoto de 1755. O mesmo é dizer que passa mais um aniversário da destruição do Teatro Real do Paço da Ribeira ou Ópera do Tejo, que desde 2005 tem vindo a ser recordado e recriado digitalmente através de um projecto que eu iniciei. E a nova fase desse projecto vai ser apresentada no próximo dia 2 de Dezembro em Braga, durante o VAST 2008 – 9º Simpósio Internacional sobre Realidade Virtual, Arqueologia e Herança Cultural. É uma organização da Universidade do Minho, da Associação EuroGraphics e do programa europeu Epoch. Além de mim estarão presentes os outros actuais membros da equipa: Alexandra Câmara, Helena Murteira, Luís Sequeira e Silvana Moreira.
sexta-feira, outubro 10, 2008
Outros: Fotografias da Feira
O meu amigo Luís Sequeira publicou no seu blog algumas das fotografias captadas a 14 de Junho último na Feira do Livro de Lisboa aquando da sessão de autógrafos dada, no espaço da editora Saída de Emergência, pelos autores (quase todos) do livro «A República Nunca Existiu!» - onde ele e eu nos incluímos. (Actualização: uma informação dada também no Esquinas (31)).
domingo, outubro 05, 2008
Outros: Plataforma do Centenário
No dia em que se assinala o 98º aniversário de um dos mais trágicos acontecimentos da História de Portugal (contemporânea e não só), proponho uma visita ao sítio da Plataforma do Centenário da República. Não, não é a «comissão oficial»: é sim uma iniciativa de um grupo de cidadãos – com os quais, aliás, já estabeleci contacto - que decidiram, corajosamente, denunciar, desmascarar, desmistificar quase cem anos de propaganda, mentira e hipocrisia ao serviço de um regime fundado no assassínio, na fraude e na opressão. (Uma proposta que eu reitero no Esquinas (30) e no Nova Águia (19)).
quarta-feira, outubro 01, 2008
Orientação: Simetria Sonora 3
Hoje, Dia Mundial da Música, é igualmente o dia em que acrescentei mais 25 discos à lista do fantástico e da ficção científica... na música que é a Simetria Sonora – o total está agora em 150. (Uma referência que reiterei igualmente no Esquinas (29)).
Orientação: Esquinas (28)
Hoje, Dia Mundial da Música, é também o dia em que se assinala o 30º aniversário da edição do primeiro disco de Prince, «For You» - e isto no ano em que «Sua Alteza Púrpura» também celebrou (a 7 de Junho último) o seu 50º aniversário (uma efeméride que os principais meios de comunicação nacionais ignoraram, preferindo dar destaque aos 50 anos de Madonna e de Michael Jackson e aos 65 de Júlio Iglésias...)
Este é pois o momento certo para se (re)ler, no Esquinas, o meu artigo «O “sinal”, duas décadas depois» (sobre o álbum «Sign O’ The Times»), publicado no ano passado – quando passavam 20 anos sobre a sua edição - no Jornal de Negócios (primeira versão) e este ano na revista Cais (versão integral).
Este é pois o momento certo para se (re)ler, no Esquinas, o meu artigo «O “sinal”, duas décadas depois» (sobre o álbum «Sign O’ The Times»), publicado no ano passado – quando passavam 20 anos sobre a sua edição - no Jornal de Negócios (primeira versão) e este ano na revista Cais (versão integral).
sexta-feira, setembro 26, 2008
quarta-feira, setembro 17, 2008
Orientação: Esquinas (25) e Nova Águia (17)
O final, hoje, dos Jogos Paralímpicos de Pequim constitui um bom pretexto para se (voltar a) ler, agora no Esquinas e no Nova Águia, o meu artigo «Os anéis e as quinas», saído a Público no passado dia 27 de Agosto.
sábado, setembro 13, 2008
Outros: «Percursos da Música Portuguesa»
Começa hoje a ser exibida, na RTP2 e por volta das 12.30, uma série documental de 14 episódios intitulada «Percursos da Música Portuguesa». É um programa da autoria do Maestro Jorge Matta, com quem estou a tentar concretizar, desde há um ano, um projecto de gravação e edição de discos com música portuguesa antiga. Um projecto que foi inspirado por outro: o da reconstituição virtual da Ópera do Tejo. (Actualização: esta é uma sugestão que, a propósito do Dia Mundial da Música, reiterei no Esquinas (27) e no Nova Águia (18)).
domingo, agosto 31, 2008
Olhos e Orelhas: Segundo Quadrimestre de 2008
A literatura: «Três Histórias com Final Feliz», Maria de Menezes; «Vathek», William Beckford; «Léonore e os Portugueses», Donatien Alphonse François, Marquês de Sade; «Ir Pró Maneta - A Revolta Contra os Franceses (1808)», Vasco Pulido Valente; «A Morte de Portugal», Miguel Real; «Quem me Assassinou Para que eu Seja tão Doce?», António Lobo Antunes; «Que Farei com Este Livro?» e «A Segunda Vida de Francisco de Assis», José Saramago; «O Mistério da Estrada de Sintra», Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão; «O Jogador», Fiodor Dostoievski; «Sergei Eisenstein», Stéphane Bouquet; «Akira Kurosawa», Charles Tesson; «Stanley Kubrick», Bill Krohn; «Tim Burton», Aurélien Ferenczi.
A música: «Permanent Vacation», Aerosmith; «Argus», Wishbone Ash; «Who Are You», Who; «Nonsuch», XTC; «Voo Nocturno», Jorge Palma; «Slip Of The Tongue», Whitesnake; «Vilancicos Negros do Século XVII», vários autores (pelo Coro Gulbenkian dirigido por Jorge Matta).
O cinema: «Filme da Abelha», Simon J. Smith e Steve Hickner; «Eu Sou Lenda», Francis Lawrence; «Tesouro Nacional – Livro dos Segredos», Jon Turteltaub; «Senhor da Guerra», Andrew Niccol; «Encontrando a Terra do Nunca», Marc Forster; «Evan o Todo Poderoso», Tom Shadyac; «Refém», Florent Siri; «Panda do Kung Fu», Mark Osborne e John Stevenson.
E ainda…: Biblioteca Nacional - «A América Portuguesa/Tesouros Brasileiros nas Colecções da Biblioteca Nacional de Portugal e da Biblioteca da Ajuda»; Câmara Municipal de Lisboa - «Lisboa 1758/O Plano da Baixa Hoje»; Feira Internacional de Lisboa - 20ª Feira Internacional de Artesanato; ProSandArt - 6º Festival Internacional de Escultura em Areia; Museu Nacional de Arqueologia - «Religiões da Lusitânia. Loquuntur Saxa»/«Sit Tibi Terra Levis: Rituais funerários romanos e paleocristãos em Portugal»/«Impressões do Oriente: de Eça de Queirós a Leite de Vasconcelos»; Museu Colecção Berardo - «Le Corbusier: Arte da Arquitectura».
A música: «Permanent Vacation», Aerosmith; «Argus», Wishbone Ash; «Who Are You», Who; «Nonsuch», XTC; «Voo Nocturno», Jorge Palma; «Slip Of The Tongue», Whitesnake; «Vilancicos Negros do Século XVII», vários autores (pelo Coro Gulbenkian dirigido por Jorge Matta).
O cinema: «Filme da Abelha», Simon J. Smith e Steve Hickner; «Eu Sou Lenda», Francis Lawrence; «Tesouro Nacional – Livro dos Segredos», Jon Turteltaub; «Senhor da Guerra», Andrew Niccol; «Encontrando a Terra do Nunca», Marc Forster; «Evan o Todo Poderoso», Tom Shadyac; «Refém», Florent Siri; «Panda do Kung Fu», Mark Osborne e John Stevenson.
E ainda…: Biblioteca Nacional - «A América Portuguesa/Tesouros Brasileiros nas Colecções da Biblioteca Nacional de Portugal e da Biblioteca da Ajuda»; Câmara Municipal de Lisboa - «Lisboa 1758/O Plano da Baixa Hoje»; Feira Internacional de Lisboa - 20ª Feira Internacional de Artesanato; ProSandArt - 6º Festival Internacional de Escultura em Areia; Museu Nacional de Arqueologia - «Religiões da Lusitânia. Loquuntur Saxa»/«Sit Tibi Terra Levis: Rituais funerários romanos e paleocristãos em Portugal»/«Impressões do Oriente: de Eça de Queirós a Leite de Vasconcelos»; Museu Colecção Berardo - «Le Corbusier: Arte da Arquitectura».
quarta-feira, agosto 27, 2008
Orientação: E ainda mais um artigo no Público
Na edição de hoje - Nº 6723 - do jornal Público, e na página 33, está o meu artigo de opinião «Os anéis e as quinas», sobre a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de Pequim… e não só. Comprem e leiam!
quinta-feira, agosto 14, 2008
Orientação: Esquinas (24) e Nova Águia (16)
Hoje, 14 de Agosto, passa mais um aniversário da Batalha de Aljubarrota de 1385, e esta é a data que eu considero que deveria ser o nosso dia nacional. O que eu defendi no meu artigo «Hoje não é Dia de Portugal», publicado no jornal Público a 10 de Junho último, e que pode agora ser lido no Esquinas e no Nova Águia.
quinta-feira, julho 17, 2008
Orientação: Nova Águia (15)
Hoje passam: 12 anos desde a fundação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa; e dois anos desde a apresentação do livro «Os Novos Descobrimentos - Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», escrito por mim e por Luís Ferreira Lopes. Duas efemérides que eu assinalo no Nova Águia.
quarta-feira, julho 09, 2008
segunda-feira, junho 30, 2008
Orientação: Ainda outro artigo no Público
Na edição de hoje - Nº 6665 - do jornal Público, e nas páginas 6 e 7 do caderno P2, está (a versão reduzida d)o meu artigo «Humáquinas - A ciência e a tecnologia estão a criar novos corpos». Comprem e leiam! Ou então vejam-no aqui.
domingo, junho 29, 2008
sexta-feira, junho 13, 2008
Orientação: Mais um artigo no Público
Na edição de hoje - Nº 6648 - do jornal Público, e nas páginas 62 e 63 do caderno Ípsilon, está o meu artigo «As múltiplas dimensões de James Cameron». Comprem e leiam!
terça-feira, junho 10, 2008
Orientação: Outro artigo no Público
Na edição - Nº 6645 - de hoje, dia 10 de Junho de 2008, do jornal Público, e na página 41, está o meu artigo «Hoje não é Dia de Portugal». Comprem e leiam!
sábado, junho 07, 2008
Orientação: Artigo na Cais
Prince Rogers Nelson completa hoje 50 anos de vida. E na revista Cais Nº 131/Junho de 2008, nas páginas 60 e 61, está o meu artigo «O “sinal“, duas décadas depois», agora - e finalmente - na sua versão integral. Comprem e leiam (é mesmo por uma boa causa)!
domingo, junho 01, 2008
Oráculo: «ARNE!» na Feira do Livro
No próximo dia 14 de Junho, domingo, e véspera do seu encerramento, a Feira do Livro de Lisboa 2008 vai também receber (quase todos) os autores de «A República Nunca Existiu!» para uma sessão de autógrafos, às 16 horas, no pavilhão (Nº 159) da editora Saída de Emergência.
segunda-feira, maio 26, 2008
Obrigado: «OND» recebeu menção honrosa
«Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», escrito por mim e por Luís Ferreira Lopes e publicado pela Almedina em 2006, recebeu uma menção honrosa no âmbito dos Prémios Culturais 2008 (categoria Livro) da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, em cerimónia realizada hoje no Palácio da Independência, em Lisboa. Agradeço à SHIP, em meu nome e do meu amigo e co-autor, esta distinção e esta honra (que é também referida no Nova Águia (11)).
sábado, maio 24, 2008
Orientação: Esquinas (20) e Nova Águia (10) (13)
Passam hoje dois anos sobre a abertura da exposição da campanha «Salve um Livro II», que incluiu o exemplar de «O Uruguai», de José Basílio da Gama, cujo restauro eu financiei. Entretanto, e também na Biblioteca Nacional, abriu a exposição «A América Portuguesa/Tesouros Brasileiros», cujo contexto é o mesmo do da vida e obra daquele poeta da Arcádia Portuguesa. Estas são iniciativas que eu relembro igualmente no Esquinas (20) e no Nova Águia (10) (13).
quarta-feira, maio 21, 2008
Orientação: Esquinas (17) e Nova Águia (9)
Passam hoje 10 anos sobre a inauguração da Expo 98, e assinalo esta efeméride no Esquinas e no Nova Águia com a inclusão de excertos de um artigo que escrevi sobre aquele acontecimento.
quinta-feira, maio 15, 2008
Orientação: Esquinas (16) e Nova Águia (6)
Hoje, em que se celebra mais um aniversário – o 102º - do nascimento de Humberto Delgado, convido a ler, no Esquinas e no Nova Águia, o meu artigo «E o nome do novo aeroporto de Lisboa deve ser…», publicado no jornal Expresso em Novembro do ano passado.
terça-feira, maio 13, 2008
Organização: «CEC» registado na IGAC
Entreguei hoje, 13 de Maio de 2008, na sede da Inspecção-Geral das Actividades Culturais, situada no Palácio Foz, em Lisboa, o requerimento de registo de direito de autor - que deu entrada sob o número 2010/08 - sobre mais uma obra: «Cenas Eventualmente Chocantes» é o meu quarto livro de poesia a ser construído (depois de «Alma Portuguesa», «Espelhos» e «Museu da História») e reúne, como o próprio título indica, versos de cariz erótico.
segunda-feira, maio 12, 2008
Obras: «Espíritos das Luzes»
Passam hoje 250 anos sobre a publicação do alvará, redigido pelo então futuro Marquês de Pombal Sebastião José de Carvalho e Melo e ratificado pelo Rei D. José, que estabeleceu «os direitos públicos e particulares da reedificação da cidade de Lisboa». Ou seja, passam hoje 250 anos sobre o verdadeiro início da reconstrução da capital de Portugal após o terramoto. Pareceu-me pois esta a data apropriada para incluir aqui, e pela primeira vez, excertos do (primeiro capítulo do) meu livro «Espíritos das Luzes».
A Passarola inter-estelar entrou na atmosfera do planeta Portugal e iniciou a descida até à cidade capital, Lisboa. Dentro da nave, um dos passageiros mal podia esperar por voltar a ver aquela terra estrangeira que tanto amava: o inglês William Beckford.
Mas esta segunda visita não se devia a um bom motivo. Muito pelo contrário: a 1 de Novembro todo este planeta, e em especial a sua capital, havia sido sacudido por um terrível terramoto. O inglês soube quase imediatamente da notícia pelo canal informativo transgaláctico Gazeta de Lisboa, que sintonizava frequentemente onde quer que estivesse, e que, tal como muitos outros canais de muitos outros planetas, era facilmente captado em Londres. (…)
Beckford pouco tempo teve para reunir e organizar o seu séquito: em poucas horas estava pronto para partir da capital do seu planeta natal Inglaterra, numa nave portuguesa. Esta fora produzida na fábrica fundada pelo padre, cientista e visionário Bartolomeu de Gusmão, e estava equipada, como todas da frota a que pertencia, com uma tecnologia de salto espaço-temporal – era a herdeira, por assim dizer, de uma longa tradição de construção de naves espaciais, em especial das antigas Naus e Caravelas, algumas ainda em utilização. A viagem demorou relativamente pouco tempo, e, na aurora do dia 4 de Novembro, o inglês chegou finalmente ao seu destino. (…)
Enquanto se aproximava da superfície do planeta azul e branco, um dos mais pequenos mas também um dos mais belos do sistema solar Europa, Beckford, de uma vigia, ia vendo e reconhecendo, através das inúmeras mas ténues nuvens que a pouco e pouco se dissipavam, os seus continentes - Minho, Trás-os-Montes, Douro, Beiras, Ribatejo, Alentejo, Algarve, Açores, Madeira – e oceanos – Lima, Douro, Mondego, Tejo, Sado, Guadiana. Avistou e admirou novamente a assombrosa cordilheira da Estrela, no hemisfério norte; a extensa floresta de Leiria, junto ao equador; o assombroso vulcão da ilha do Pico, no hemisfério sul.
Porém, nada se comparava ao momento em que se começava a sobrevoar Lisboa: a imagem da vasta, grande, enorme cidade branca e dourada a formar-se era, apesar do cataclismo, tão fantástica e fascinante como da primeira vez... Eis a capital de Portugal, pontilhada pelo seu castelo, pelas suas igrejas, conventos e mosteiros, pelos seus palácios e casas, lojas e oficinas, escolas e quartéis...
Suave e seguramente, a Passarola inter-estelar pousou no astroporto do Cais das Colunas, em frente ao Terreiro do Paço. Lá estavam, estacionadas ou em manobras de aterragem e de descolagem, dezenas de outras naves, grandes, médias e pequenas, de passageiros, mercantes e militares, portuguesas e de outros planetas-nações. A azáfama, o movimento, o tráfego nesta porta de entrada de Lisboa já eram normalmente elevados, mas, após o terramoto, aumentaram de imediato quase exponencialmente, consequência inevitável das necessidades anormais que de repente se verificaram em termos de alimentos e de medicamentos, de materiais e de equipamentos, embora não em pessoas e em financiamentos. No astroporto circulavam igualmente centenas – uma parte dos milhares que existiam na capital - de outros veículos voadores, estes de baixa altitude, inferior alcance e menor dimensão, que asseguravam o transporte mais segmentado de passageiros e de objectos: os coches. Destes existiam várias marcas e vários modelos, que diferiam aos níveis de potência e sofisticação; no entanto, todos constituíam como que pontos coloridos e brilhantes que animavam, tanto de dia como de noite, os céus de Lisboa. (…)
A Passarola inter-estelar entrou na atmosfera do planeta Portugal e iniciou a descida até à cidade capital, Lisboa. Dentro da nave, um dos passageiros mal podia esperar por voltar a ver aquela terra estrangeira que tanto amava: o inglês William Beckford.
Mas esta segunda visita não se devia a um bom motivo. Muito pelo contrário: a 1 de Novembro todo este planeta, e em especial a sua capital, havia sido sacudido por um terrível terramoto. O inglês soube quase imediatamente da notícia pelo canal informativo transgaláctico Gazeta de Lisboa, que sintonizava frequentemente onde quer que estivesse, e que, tal como muitos outros canais de muitos outros planetas, era facilmente captado em Londres. (…)
Beckford pouco tempo teve para reunir e organizar o seu séquito: em poucas horas estava pronto para partir da capital do seu planeta natal Inglaterra, numa nave portuguesa. Esta fora produzida na fábrica fundada pelo padre, cientista e visionário Bartolomeu de Gusmão, e estava equipada, como todas da frota a que pertencia, com uma tecnologia de salto espaço-temporal – era a herdeira, por assim dizer, de uma longa tradição de construção de naves espaciais, em especial das antigas Naus e Caravelas, algumas ainda em utilização. A viagem demorou relativamente pouco tempo, e, na aurora do dia 4 de Novembro, o inglês chegou finalmente ao seu destino. (…)
Enquanto se aproximava da superfície do planeta azul e branco, um dos mais pequenos mas também um dos mais belos do sistema solar Europa, Beckford, de uma vigia, ia vendo e reconhecendo, através das inúmeras mas ténues nuvens que a pouco e pouco se dissipavam, os seus continentes - Minho, Trás-os-Montes, Douro, Beiras, Ribatejo, Alentejo, Algarve, Açores, Madeira – e oceanos – Lima, Douro, Mondego, Tejo, Sado, Guadiana. Avistou e admirou novamente a assombrosa cordilheira da Estrela, no hemisfério norte; a extensa floresta de Leiria, junto ao equador; o assombroso vulcão da ilha do Pico, no hemisfério sul.
Porém, nada se comparava ao momento em que se começava a sobrevoar Lisboa: a imagem da vasta, grande, enorme cidade branca e dourada a formar-se era, apesar do cataclismo, tão fantástica e fascinante como da primeira vez... Eis a capital de Portugal, pontilhada pelo seu castelo, pelas suas igrejas, conventos e mosteiros, pelos seus palácios e casas, lojas e oficinas, escolas e quartéis...
Suave e seguramente, a Passarola inter-estelar pousou no astroporto do Cais das Colunas, em frente ao Terreiro do Paço. Lá estavam, estacionadas ou em manobras de aterragem e de descolagem, dezenas de outras naves, grandes, médias e pequenas, de passageiros, mercantes e militares, portuguesas e de outros planetas-nações. A azáfama, o movimento, o tráfego nesta porta de entrada de Lisboa já eram normalmente elevados, mas, após o terramoto, aumentaram de imediato quase exponencialmente, consequência inevitável das necessidades anormais que de repente se verificaram em termos de alimentos e de medicamentos, de materiais e de equipamentos, embora não em pessoas e em financiamentos. No astroporto circulavam igualmente centenas – uma parte dos milhares que existiam na capital - de outros veículos voadores, estes de baixa altitude, inferior alcance e menor dimensão, que asseguravam o transporte mais segmentado de passageiros e de objectos: os coches. Destes existiam várias marcas e vários modelos, que diferiam aos níveis de potência e sofisticação; no entanto, todos constituíam como que pontos coloridos e brilhantes que animavam, tanto de dia como de noite, os céus de Lisboa. (…)
quarta-feira, maio 07, 2008
quarta-feira, abril 30, 2008
Olhos e Orelhas: Primeiro Quadrimestre de 2008
A literatura: «Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa» e «O Último Minuto na Vida de S.», Miguel Real; «O Silêncio dos Livros/Esse Vício Ainda Impune», George Steiner/Michel Crépu; «Siddhartha», Hermann Hesse; «O Segredo do Espadão», Edgar Pierre Jacobs; «2061 – Odisseia Três», Arthur C. Clarke.
A música: «Wednesday Morning, 3 A. M.», «Sounds Of Silence», «Parsley, Sage, Rosemary And Thyme», «Bookends» e «Bridge Over Troubled Water», Simon & Garfunkel; «What’s Going On», Marvin Gaye; «The Downward Spiral», Nine Inch Nails; «Songs From The Wood», Jethro Tull; «Discovery», Electric Light Orchestra; «Drama», Yes; «Come On Over», Shania Twain.
O cinema: «Piratas das Caraíbas – No Fim do Mundo», Gore Verbinsky; «King Kong», Peter Jackson; «Ratatouille», Brad Bird; «Quebrando as Ondas», Lars Von Trier; «Rapariga com um Brinco de Pérola», Peter Webber; «Longe do Paraíso», Todd Haynes; «Conheçam os Robinsons», Stephen Anderson; «Pés Alegres», George Miller; «Plano de Voo», Robert Schwentke; «Fanny Hill», Valentine Palmer; «A Sentinela», Clark Johnson; «Transformadores», Michael Bay; «O Reino», Peter Berg; «Kinsey», Bill Condon; «Adaptação», Spike Jonze; «Hora de Ponta 3», Brett Ratner; «Miss Congenialidade 2: Armada e Fabulosa», John Pasquin; «V de Vingança», James McTeigue; «Miami Vice», Michael Mann; «Serenidade», Joss Whedon.
E ainda…: «O Dia do Regicídio», Fernando Vendrell (RTP); «Stanley Kubrick - Uma Vida em Imagens», Jan Harlan (DVD); Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal - CartoonXira 2008+«Este Rectângulo»/João Abel Manta; Xiradania/Clube Vilafranquense - «A Nova Vilafranca» (Debate com Gonçalo Ribeiro Telles, Luísa Schmidt e Rui Perdigão).
A música: «Wednesday Morning, 3 A. M.», «Sounds Of Silence», «Parsley, Sage, Rosemary And Thyme», «Bookends» e «Bridge Over Troubled Water», Simon & Garfunkel; «What’s Going On», Marvin Gaye; «The Downward Spiral», Nine Inch Nails; «Songs From The Wood», Jethro Tull; «Discovery», Electric Light Orchestra; «Drama», Yes; «Come On Over», Shania Twain.
O cinema: «Piratas das Caraíbas – No Fim do Mundo», Gore Verbinsky; «King Kong», Peter Jackson; «Ratatouille», Brad Bird; «Quebrando as Ondas», Lars Von Trier; «Rapariga com um Brinco de Pérola», Peter Webber; «Longe do Paraíso», Todd Haynes; «Conheçam os Robinsons», Stephen Anderson; «Pés Alegres», George Miller; «Plano de Voo», Robert Schwentke; «Fanny Hill», Valentine Palmer; «A Sentinela», Clark Johnson; «Transformadores», Michael Bay; «O Reino», Peter Berg; «Kinsey», Bill Condon; «Adaptação», Spike Jonze; «Hora de Ponta 3», Brett Ratner; «Miss Congenialidade 2: Armada e Fabulosa», John Pasquin; «V de Vingança», James McTeigue; «Miami Vice», Michael Mann; «Serenidade», Joss Whedon.
E ainda…: «O Dia do Regicídio», Fernando Vendrell (RTP); «Stanley Kubrick - Uma Vida em Imagens», Jan Harlan (DVD); Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Celeiro da Patriarcal - CartoonXira 2008+«Este Rectângulo»/João Abel Manta; Xiradania/Clube Vilafranquense - «A Nova Vilafranca» (Debate com Gonçalo Ribeiro Telles, Luísa Schmidt e Rui Perdigão).
quarta-feira, abril 16, 2008
Outros: «A República…»... «em linha»
Até agora tenho tentado indicar as principais referências feitas ao livro «A República Nunca Existiu!» feitas nos órgãos de comunicação social «tradicionais» - jornais, revistas, rádio e televisão. Mas é chegada a altura de mencionar igualmente, se não todas, pelo menos algumas das principais alusões àquela obra colectiva - que eu concebi, organizei e em que também participei - na «blogosfera portuguesa»… e não só. A este respeito podem estabelecer-se duas categorias de sítios na Internet: os dos próprios participantes no projecto; e os dos outros.
Na primeira categoria, é de apontar: o sítio da Simetria; o do Esquinas; as páginas pessoais de João Seixas e de Sérgio Sousa-Rodrigues.
Na segunda categoria, é de apontar, entre outros, e por ordem alfabética: Almanaque Republicano; Bad Books Don’t Exist; Companhia dos Animais; Correio do Fantástico; Estante de Livros (uma e duas); Fórum Defesa; Innerspace; Muito Para Ler; Segredo dos Livros; Somos Portugueses; Tecnofantasia.
Na primeira categoria, é de apontar: o sítio da Simetria; o do Esquinas; as páginas pessoais de João Seixas e de Sérgio Sousa-Rodrigues.
Na segunda categoria, é de apontar, entre outros, e por ordem alfabética: Almanaque Republicano; Bad Books Don’t Exist; Companhia dos Animais; Correio do Fantástico; Estante de Livros (uma e duas); Fórum Defesa; Innerspace; Muito Para Ler; Segredo dos Livros; Somos Portugueses; Tecnofantasia.
Orientação: Esquinas (14)
Agora através do Esquinas - e, apropriadamente, no Dia Mundial da Voz! - de novo revelo os 20 discos da minha vida… até agora! Três portugueses, dezassete estrangeiros. Todos fundamentais, todos inesquecíveis.
quarta-feira, abril 09, 2008
Orientação: Nova Águia (2)
A minha segunda contribuição para o blog Nova Águia, colocada hoje, tem como tema a recente – e fortíssima – «praga» de estrangeirismos (mais concretamente, anglicismos) que tem afectado a língua portuguesa. Escrito na sequência da grande polémica em curso sobre o Acordo Ortográfico, este texto, que assenta em muito num artigo que escrevi e publiquei na revista Comunicações há cerca de seis anos, pretende ajudar a demonstrar que existem ameaças maiores ao nosso idioma do que as propostas de alteração na sua ortografia – que, concordo, são excessivas e desajustadas.
segunda-feira, abril 07, 2008
Outros: Uma mensagem de um leitor
Recebi hoje esta mensagem:
(…) Chamo-me Bruno Fonseca e sou estudante de Antropologia aqui em Lisboa, mas já estive em História no Porto (de onde sou). (…) Venho dar os parabéns pelo livro «A Republica Nunca Existiu!», que é, a meu ver, uma obra pioneira da História Alternativa aqui em Portugal. Sei que muita gente participou mas dou-lhe os meus parabéns a si por, por um lado, ter coordenado aquele excelente trabalho, e, por outro, porque o seu conto «A marcha sobre Lisboa» ser o meu preferido . Pode-se mesmo lamentar que as coisas não se tenham passado daquele forma, que não tenha havido alguém forte (porque não um rei?) capaz de deter a besta do Salazar! Li aquele conto ao fim de um dia em que estava particularmente triste e até fiquei mais animado, embora ao mesmo tempo lamentasse por aquilo não ser verdade... Devido a coisas que passei, e embora só tenha nascido nos anos 80, odeio profundamente o fascismo! Acho mesmo que muitos dos problemas do Portugal de hoje têm origem na mentalidade mesquinha de muita gente... que foi moldada pelo Estado Novo. (…)
(…) Chamo-me Bruno Fonseca e sou estudante de Antropologia aqui em Lisboa, mas já estive em História no Porto (de onde sou). (…) Venho dar os parabéns pelo livro «A Republica Nunca Existiu!», que é, a meu ver, uma obra pioneira da História Alternativa aqui em Portugal. Sei que muita gente participou mas dou-lhe os meus parabéns a si por, por um lado, ter coordenado aquele excelente trabalho, e, por outro, porque o seu conto «A marcha sobre Lisboa» ser o meu preferido . Pode-se mesmo lamentar que as coisas não se tenham passado daquele forma, que não tenha havido alguém forte (porque não um rei?) capaz de deter a besta do Salazar! Li aquele conto ao fim de um dia em que estava particularmente triste e até fiquei mais animado, embora ao mesmo tempo lamentasse por aquilo não ser verdade... Devido a coisas que passei, e embora só tenha nascido nos anos 80, odeio profundamente o fascismo! Acho mesmo que muitos dos problemas do Portugal de hoje têm origem na mentalidade mesquinha de muita gente... que foi moldada pelo Estado Novo. (…)
Quero agradecer ao Bruno por: ter comprado o livro; ter gostado dele; ter tido o trabalho, e o cuidado, em me contactar; ser um adepto da literatura fantástica em geral e da história alternativa em particular; e concordar comigo em como Salazar foi a pior desgraça que aconteceu em Portugal no último século.
quinta-feira, março 27, 2008
Outros: «ARNE!» no Uchronia
«A República Nunca Existiu!» já está presente no Uchronia, um sítio dedicado especialmente à ficção no género fantástico e que tem como objectivo a listagem de obras no subgénero de história alternativa. Uma inclusão - e uma honra - que se devem particularmente ao empenho de um dos participantes no projecto: Gerson Lodi-Ribeiro.
segunda-feira, março 10, 2008
Outros: Afinal, mais uma…
Corrigindo e actualizando a informação dada no meu texto anterior, afinal «A República Nunca Existiu!» foi mencionada em mais uma revista - a quarta - na sua edição de Março. De facto, a Magazine Artes (Nº 60) faz uma referência (não assinada, página 88, com imagem da capa) ao livro, referência essa que é basicamente uma reprodução do texto da contracapa. Porém, foi acrescida a alegação de o nome da obra estar «glosando um título de (João) Bénard da Costa a respeito do cinema português», o que não é, obviamente, verdade.
segunda-feira, março 03, 2008
Outros: Mais três no terceiro mês
«A República Nunca Existiu!» foi mencionada nas edições de Março de três revistas: Os Meus Livros (Nº 61), esta pela segunda vez, Tempo Livre (Nº 191) e Blitz (Nº 21).
Na primeira (página 66, com imagem da capa) é novamente Filipe d’Avillez quem assina o texto, agora uma breve recensão, intitulado «Os tempos que não foram». Atribuindo ao livro a classificação de três estrelas e meia, aponta como prós daquele «o tema; o género; alguns dos contos mais bem conseguidos» e como contras «os (contos) que fogem ao tema e as variações de qualidade» dos mesmos. «O saldo final é sem dúvida abonatório, tanto pela diversão como pela aposta num género que tem muito por onde explorar ainda.»
Na TempoLivre (página 32, sem imagem da capa), e na rubrica «Livro Aberto» da secção «Boa Vida», José Jorge Letria refere «A República Nunca Existiu!» como uma das propostas que se distinguem na ficção narrativa de edição recente, «merecendo especial destaque o texto de João Aguiar».
Na Blitz (página 108, também sem imagem da capa, canto inferior direito), e na rubrica «Livros» da secção «Guia», João Villalobos indica que se deve «espreitar» a nossa obra.
Na primeira (página 66, com imagem da capa) é novamente Filipe d’Avillez quem assina o texto, agora uma breve recensão, intitulado «Os tempos que não foram». Atribuindo ao livro a classificação de três estrelas e meia, aponta como prós daquele «o tema; o género; alguns dos contos mais bem conseguidos» e como contras «os (contos) que fogem ao tema e as variações de qualidade» dos mesmos. «O saldo final é sem dúvida abonatório, tanto pela diversão como pela aposta num género que tem muito por onde explorar ainda.»
Na TempoLivre (página 32, sem imagem da capa), e na rubrica «Livro Aberto» da secção «Boa Vida», José Jorge Letria refere «A República Nunca Existiu!» como uma das propostas que se distinguem na ficção narrativa de edição recente, «merecendo especial destaque o texto de João Aguiar».
Na Blitz (página 108, também sem imagem da capa, canto inferior direito), e na rubrica «Livros» da secção «Guia», João Villalobos indica que se deve «espreitar» a nossa obra.
domingo, março 02, 2008
Orientação: Nova Águia
Escolhi o dia de hoje para dar início à minha colaboração no blog da revista Nova Águia, duas iniciativas da Associação Agostinho da Silva, as quais mencionei aqui pela primeira vez no passado dia 6 de Fevereiro. Faço-o com uma referência aos (três) prémios que a Sociedade Histórica da Independência de Portugal vai atribuir este ano.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Obrigado: Aos que compareceram hoje
Exprimo aqui, em meu nome e no dos outros (13) autores, o nosso agradecimento a todos aqueles que compareceram hoje, na Hemeroteca Municipal de Lisboa, à apresentação do nosso livro «A República Nunca Existiu!». Reiteramos uma saudação calorosa a Luís Corte Real e à Saída de Emergência pelo excelente trabalho que fizeram, e continuam a fazer, na edição e divulgação da nossa obra. E dizemos um «muito obrigado» muito especial ao Dr. Álvaro de Matos, por ter sido, além de um dos oradores, o nosso anfitrião nesta cerimónia.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Outros: No Jornal do Modelo
No Nº 2 do Jornal do Modelo (exactamente, o supermercado), editado hoje, e n(o canto superior direito d)a página 19, secção «Bazar», «A República Nunca Existiu!» é objecto de uma pequena mas significativa referência - com imagem da capa e um «que» a mais no título!
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Oráculo: «A República…» lançada dia 29
Mais de um mês depois de ter sido posto à venda, o livro «A República Nunca Existiu!», que eu concebi, organizei e revi (além de também nele participar juntamente com outros treze autores), vai ser, finalmente, apresentado «oficialmente» no próximo dia 29 de Fevereiro (sexta-feira), pelas 18 horas, na Hemeroteca Municipal de Lisboa.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Orientação: Esquinas (13)
A partir de hoje, data de mais um aniversário do nascimento de Agostinho da Silva, pode-se também ler no Esquinas o artigo «Mestre, Profeta, Santo», publicado originalmente em 2004.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Outros: Na Visão e no Público (outra vez)
Mais duas referências na imprensa ao livro «A República Nunca Existiu!». Uma na revista Visão e outra no jornal Público (pela segunda vez).
Na Visão Nº 779, editada ontem, 7 de Fevereiro de 2008, na página 114, um dos cinco textos - assinados por L. A. M. (que suponho serem as iniciais de Luís Almeida Martins) - sobre outras tantas obras recentes relacionadas com D. Carlos e com o Regicídio é dedicado ao «livro dos 14»; e nele se afirma que «A República…» é «um volume de contos de qualidade variável mas uniformemente absorvente.»
No Público Nº 6522, de hoje, 8 de Fevereiro de 2008, na página 44 do caderno Ípsilon, está uma recensão do livro (intitulada «E se não tivesse havido regicídio?») assinada por Luís Miguel Queirós - que já escrevera textos sobre o duplo assassinato de há 100 anos (e os livros sobre o tema) na edição deste jornal de há uma semana. Tendo atribuído ao nosso livro a classificação de duas estrelas (num máximo de cinco), LMQ afirma que, por só estarem presentes «dois ficcionistas consagrados (João Aguiar e Miguel Real) (…), o resultado literário raramente seja convincente. Muitos destes contos partem de boas ideias, mas, algumas vezes, valem apenas por isso.» Porém, e também por causa disso, «do que o leitor desta antologia não se poderá queixar é de falta de variedade. (…) Há abordagens para satisfazer todos os gostos.»
Na Visão Nº 779, editada ontem, 7 de Fevereiro de 2008, na página 114, um dos cinco textos - assinados por L. A. M. (que suponho serem as iniciais de Luís Almeida Martins) - sobre outras tantas obras recentes relacionadas com D. Carlos e com o Regicídio é dedicado ao «livro dos 14»; e nele se afirma que «A República…» é «um volume de contos de qualidade variável mas uniformemente absorvente.»
No Público Nº 6522, de hoje, 8 de Fevereiro de 2008, na página 44 do caderno Ípsilon, está uma recensão do livro (intitulada «E se não tivesse havido regicídio?») assinada por Luís Miguel Queirós - que já escrevera textos sobre o duplo assassinato de há 100 anos (e os livros sobre o tema) na edição deste jornal de há uma semana. Tendo atribuído ao nosso livro a classificação de duas estrelas (num máximo de cinco), LMQ afirma que, por só estarem presentes «dois ficcionistas consagrados (João Aguiar e Miguel Real) (…), o resultado literário raramente seja convincente. Muitos destes contos partem de boas ideias, mas, algumas vezes, valem apenas por isso.» Porém, e também por causa disso, «do que o leitor desta antologia não se poderá queixar é de falta de variedade. (…) Há abordagens para satisfazer todos os gostos.»
Relativamente a esta «crítica», não me «queixo» da baixa classificação, do «erro de contagem» (são 14 autores e não 13) nem das considerações pouco entusiasmadas (e entusiasmantes). «Queixo-me», sim, de LMQ voltar a revelar, agora da maioria dos contos, pormenores fundamentais, quando não os próprios finais dos mesmos! Porém, e mais uma vez, garanto que não estou zangado. O mesmo não dirão talvez os potenciais compradores e leitores do livro…
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Outros: Nova Águia e MIL
Hoje assinala-se o 400º aniversário do nascimento do Padre António Vieira. Parece-me a data indicada para falar aqui, no Octanas, e finalmente, de um projecto que assume, para já, duas formas, a de um blog e a de uma revista. Trata-se da Nova Águia, uma iniciativa da Associação Agostinho da Silva, da qual sou membro, e que me convidou igualmente a fazer parte do Movimento Internacional Lusófono, outra ideia da AAS, que ainda agora está no princípio mas que promete vir a dar muito que falar e que fazer.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Oráculo: «ARNE!» na Antena 1
A Antena 1 (95,7 FM) irá transmitir, no próximo dia 12 de Fevereiro, às 16.40 e, em repetição, às 21.40 (e às 4.20 de dia 13), no programa «À Volta dos Livros», uma entrevista comigo, conduzida pela jornalista Ana Aranha, a propósito, claro, do livro «A República Nunca Existiu!».
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Outros: «A República…» no Público
Seria de prever que, no dia em que se assinala o centenário do Regicídio, «A República Nunca Existiu!» fosse referido em mais órgãos de comunicação social. Na verdade, no jornal Público de hoje, Nº 6515, páginas 12 e 13 do caderno P2, está o artigo «O Rei das montras», de Luís Miguel Queirós (inserido num especial sobre o tema). Neste trabalho, além de uma fotografia de uma montra de uma livraria de Lisboa em que «A República Nunca Existiu!» ocupa lugar de destaque e de uma outra foto com a capa do livro, está, mesmo no final, uma referência a este meu projecto – e em que o jornalista autor do texto se permite revelar pormenores fundamentais de dois contos, o meu e o de João Aguiar. Não levo a mal… pelo contrário, obrigado!
Ocorrência: 100 anos
Hoje, 1 de Fevereiro de 2008, passam 100 anos sobre a morte, por assassinato terrorista, do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe. As Cerimónias do Centenário começaram ontem, 31 de Fevereiro, com a conferência «D. Carlos, um Rei Constitucional», proferida pelo historiador Rui Ramos na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. Hoje, destaque para: a homenagem ao pai e ao filho, às 17 horas, entre a Praça do Comércio e a Rua do Arsenal; a missa solene, às 19 horas, no Mosteiro de São Vicente de Fora; a inauguração de uma exposição no Patriarcado de Lisboa. A evocação não acaba neste dia, estando previstas outras iniciativas durante todo o mês.
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Outros: «ARNE!» no Jornal de Letras
O Nº 974, editado hoje, 30 Janeiro de 2008, do Jornal de Letras, Artes e Ideias, inclui o artigo «Crónica de uma morte ilustrada» (páginas 14 e 15), escrito por Luís Ricardo Duarte, que também faz referência aos livros publicados a propósito do centenário do Regicídio de 1 de Fevereiro de 2008. Neste texto, um de quatro que o JL publica sobre a efeméride, «A República Nunca Existiu!» é igualmente mencionado: em imagem (a capa); e em palavras – são indicados o conceito do projecto e todos os autores. Duas correcções, porém: não é «Luís» mas sim «Luísa» Marques da Silva; e o facto de três dos autores serem monárquicos (militantes) não significa, necessariamente, que os restantes 11 formem, nesta obra, uma «maioria republicana»…
domingo, janeiro 27, 2008
Outros: No Sol e na RTP
«A República Nunca Existiu!» foi, neste fim de semana, referido em pelo menos dois órgãos de comunicação social.
Ontem, 26 de Janeiro, o Nº 72 do jornal Sol incluiu, na sua revista Tabu, um trabalho especial sobre o Rei D. Carlos e o Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 constituído por vários artigos; um deles, «Reis das montras» (páginas 54-55T), menciona, entre outros, o nosso livro, classificando-o de uma «proposta mais contra a corrente» e adicionando dois excertos de uma pequena entrevista que dei à jornalista Catarina Marques, autora do texto.
Hoje, 27 de Janeiro, o programa «Câmara Clara», da RTP2, teve como tema, precisamente, o Regicídio; Paula Moura Pinheiro convidou para uma conversa os historiadores António Pimentel e Rui Ramos, e, numa das pequenas reportagens transmitidas durante a emissão, abordaram-se os diversos livros já editados sobre o assunto, entre os quais, claro, «A República Nunca Existiu!» - mostraram-se imagens da capa e do índice, foi dito o conceito do projecto e o meu nome enquanto organizador do mesmo.
Ontem, 26 de Janeiro, o Nº 72 do jornal Sol incluiu, na sua revista Tabu, um trabalho especial sobre o Rei D. Carlos e o Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 constituído por vários artigos; um deles, «Reis das montras» (páginas 54-55T), menciona, entre outros, o nosso livro, classificando-o de uma «proposta mais contra a corrente» e adicionando dois excertos de uma pequena entrevista que dei à jornalista Catarina Marques, autora do texto.
Hoje, 27 de Janeiro, o programa «Câmara Clara», da RTP2, teve como tema, precisamente, o Regicídio; Paula Moura Pinheiro convidou para uma conversa os historiadores António Pimentel e Rui Ramos, e, numa das pequenas reportagens transmitidas durante a emissão, abordaram-se os diversos livros já editados sobre o assunto, entre os quais, claro, «A República Nunca Existiu!» - mostraram-se imagens da capa e do índice, foi dito o conceito do projecto e o meu nome enquanto organizador do mesmo.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Outros: «A República...» no DN
A edição de hoje do Diário de Notícias (Nº 50693) publica, na página 34, um artigo intitulado «E se D. Carlos não tivesse sido assassinado?», da autoria de Eurico de Barros, e cujo tema é, precisamente, a publicação de «A República Nunca Existiu!» Nele se fazem referências a alguns dos autores e à introdução que eu escrevi. Também hoje, mas no Global (Nº 87), e na página 18, se faz referência ao livro (e ao artigo no DN), com um texto intitulado «Cenários de ficção alternativos ao regicídio».
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Outros: Entrevista na Bang!
O mais recente número (o 3) da revista Bang!, editado – em formato electrónico – pela Saída de Emergência, inclui uma entrevista… a mim, a propósito da publicação do livro «A República Nunca Existiu!»: «Como organizar uma monarquia», páginas 59-61. Em complemento, está também presente um dos contos que o integram: «O patriota improvável», de Maria de Menezes.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Orientação: «Simetria Sonora» aumentada
A partir de hoje, e no sítio da Simetria, foram acrescentados mais 25 discos – passam a ser 125 – à lista da ficção científica e do fantástico na música que é a «Simetria Sonora», e que foi, recorde-se, «inaugurada» a 1 de Outubro de 2006, Dia Mundial da Música. As novas entradas na nossa colecção estão assinaladas a negro.
sábado, janeiro 05, 2008
Oráculo: À venda dia 21
«A República Nunca Existiu!», colectânea de contos de 14 autores, entre os quais eu, livro concebido, organizado e revisto por mim, editado pela Saída de Emergência e distribuído pela Bertrand, começará a ser comercializado no próximo dia 21 de Janeiro.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Outros: «ARNE!» n’Os Meus Livros
A edição Nº 59, de Janeiro de 2008, da revista Os Meus Livros, inclui o artigo «A morte saiu à rua» (pp.28-31), escrito por Filipe d’Avillez, onde se faz referência aos livros que vão ser, ou foram, publicados a propósito do Centenário do Regicídio de 1 de Fevereiro de 2008. Um desses livros é, precisamente, «A República Nunca Existiu!», do qual é reproduzida a capa e, mais significativo, ao qual é dado um especial destaque, em «caixa» na página 30. Nesta o jornalista termina considerando que se trata de «um livro que poderá interessar a qualquer curioso, mas que fará as delícias daqueles que desejam realmente que a história alternativa fosse esta, na qual vivem agora, e da qual são lembrados quando visitam, a cada 1º de Fevereiro, como que em peregrinação, o Panteão Real no Mosteiro de São Vicente de Fora.»
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2007
A literatura: «O Táxi Nº 9297», Reinaldo Ferreira; «Fragmentos de uma Conspiração», José Manuel Lopes; «Romance da Raposa», Aquilino Ribeiro; «O Dedo Mágico», «A Girafa, o Pelicano e Eu», «Os Tontos», «O Enorme Crocodilo» e «George e o Remédio Mágico», Roald Dahl.
A música: «Planet Earth», Prince; «Autoamerican», Blondie; «The Piper At The Gates Of Dawn», Pink Floyd; «Pet Sounds», Beach Boys; «Forever Changes», Love; «South Saturn Delta», Jimi Hendrix; «Be Yourself Tonight», Eurythmics; «Concerto para Violino e Orquestra/Tentações de S. Frei Gil», Luís de Freitas Branco (pela Orquestra Sinfónica da RDP dirigida por Silva Pereira, com Vasco Barbosa, violino).
A música: «Planet Earth», Prince; «Autoamerican», Blondie; «The Piper At The Gates Of Dawn», Pink Floyd; «Pet Sounds», Beach Boys; «Forever Changes», Love; «South Saturn Delta», Jimi Hendrix; «Be Yourself Tonight», Eurythmics; «Concerto para Violino e Orquestra/Tentações de S. Frei Gil», Luís de Freitas Branco (pela Orquestra Sinfónica da RDP dirigida por Silva Pereira, com Vasco Barbosa, violino).
O cinema: «As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa», Andrew Adamson; «Casino Royale», Martin Campbell; «A Rainha», Stephen Frears; «Rei Artur», Antoine Fuqua; «Instinto Básico 2», Michael Caton-Jones; «Noite no Museu», Shawn Levy; «300», Zack Snyder; «Conheçam os Fockers», Jay Roach; «Quatro Fantásticos e o Surfista Prateado», Tim Story; «O Jardineiro Constante», Fernando Meirelles; «Harry Potter e a Ordem da Fénix», David Yates; «Shrek o Terceiro», Chris Miller; «Die Hard 4.0», Len Wiseman; «Homem Aranha 3», Sam Raimi.
E ainda...: Museu Nacional da Imprensa/Ministério das Finanças – PortoCartoon 2007; Câmara Municipal de Sintra/Adega Visconde de Salreu - «Alfredo Keil em Sintra – 100 Anos Depois»; Fundação Arbués Moreira – Museu do Brinquedo; Club Vilafranquense/Comissão para a Reabilitação do Teatro Salvador Marques de Alhandra – «Teatros Históricos», por José Carlos Alvarez; Fórum Fantástico 2007; Pavilhão Atlântico de Lisboa – Marilyn Manson (2007/11/19); Arquivo e Biblioteca Nacional/Torre do Tombo – (Exposições) Guerra Peninsular/200 Anos + Tratados entre Portugal e os Países da União Europeia/Séculos XIII-XXI.
E ainda...: Museu Nacional da Imprensa/Ministério das Finanças – PortoCartoon 2007; Câmara Municipal de Sintra/Adega Visconde de Salreu - «Alfredo Keil em Sintra – 100 Anos Depois»; Fundação Arbués Moreira – Museu do Brinquedo; Club Vilafranquense/Comissão para a Reabilitação do Teatro Salvador Marques de Alhandra – «Teatros Históricos», por José Carlos Alvarez; Fórum Fantástico 2007; Pavilhão Atlântico de Lisboa – Marilyn Manson (2007/11/19); Arquivo e Biblioteca Nacional/Torre do Tombo – (Exposições) Guerra Peninsular/200 Anos + Tratados entre Portugal e os Países da União Europeia/Séculos XIII-XXI.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Orientação: Artigo no Jornal de Negócios
A edição Nº 1159 do Jornal de Negócios, publicada hoje, 28 de Dezembro de 2007, inclui, nas páginas XX e XXI do caderno Weekend, o meu artigo «O “sinal”, duas décadas depois», sobre os 20 anos da edição de «Sign “O” The Times», de Prince.
terça-feira, dezembro 25, 2007
Obras: “Charlot”
Com um chapéu de coco, uma bengala, sapatos enormes e um bigode a fingir
ele fez deste Mundo um lugar melhor para se estar.
Ele sempre nos fez rir,
mas, ao mesmo tempo, obrigava-nos também a pensar.
As calúnias com que o tentaram atingir
não foram suficientes para o conseguirem silenciar.
E nem quando chegou a altura de partir
ele nos deixou, ao menos por uma vez, chorar.
Porque escolheu a noite de Natal para se despedir
oferecendo-nos como presentes muitas imagens para recordar.
E apesar da imensa tristeza que deveríamos sentir
só pensámos na alegria, na beleza e no amor que ele tinha para nos dar.
Talvez ele tenha regressado para junto dos seus, a dormir,
e reencontrado a sua infância, mais feliz, ao acordar.
Hoje, 25 de Dezembro de 2007, passam 30 anos sobre a morte de Charles Chaplin.
Poema (Nº 235) escrito em 1991 e incluído no meu livro «Museu da História».
ele fez deste Mundo um lugar melhor para se estar.
Ele sempre nos fez rir,
mas, ao mesmo tempo, obrigava-nos também a pensar.
As calúnias com que o tentaram atingir
não foram suficientes para o conseguirem silenciar.
E nem quando chegou a altura de partir
ele nos deixou, ao menos por uma vez, chorar.
Porque escolheu a noite de Natal para se despedir
oferecendo-nos como presentes muitas imagens para recordar.
E apesar da imensa tristeza que deveríamos sentir
só pensámos na alegria, na beleza e no amor que ele tinha para nos dar.
Talvez ele tenha regressado para junto dos seus, a dormir,
e reencontrado a sua infância, mais feliz, ao acordar.
Hoje, 25 de Dezembro de 2007, passam 30 anos sobre a morte de Charles Chaplin.
Poema (Nº 235) escrito em 1991 e incluído no meu livro «Museu da História».
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Organização: «Livro do Regicídio» está pronto
Hoje, 10 de Dezembro de 2007, concluí a organização (redacção e revisão), e enviei à editora Saída de Emergência, (d)o livro «A República Nunca Existiu!», obra que pretende assinalar o primeiro centenário do Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, que vitimou o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe.
Além de mim, participam mais 13 autores: Alexandre Vieira, Bruno Martins Soares, Cristina Flora, Gerson Lodi-Ribeiro, João Aguiar, João Seixas, José Manuel Lopes, Luísa Marques da Silva, Luís Bettencourt Moniz, Luís Richheimer de Sequeira, Maria de Menezes, Miguel Real e Sérgio Sousa-Rodrigues.
Esta obra colectiva, que se insere no âmbito da literatura fantástica e do sub-género da história alternativa, será, em princípio, apresentada em Lisboa no próximo dia 31 de Janeiro de 2008.
Além de mim, participam mais 13 autores: Alexandre Vieira, Bruno Martins Soares, Cristina Flora, Gerson Lodi-Ribeiro, João Aguiar, João Seixas, José Manuel Lopes, Luísa Marques da Silva, Luís Bettencourt Moniz, Luís Richheimer de Sequeira, Maria de Menezes, Miguel Real e Sérgio Sousa-Rodrigues.
Esta obra colectiva, que se insere no âmbito da literatura fantástica e do sub-género da história alternativa, será, em princípio, apresentada em Lisboa no próximo dia 31 de Janeiro de 2008.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Orientação: Esquinas (12)
A partir de hoje no Esquinas pode-se ler «Uma carta à Europa-América», que eu enviei àquela editora há dois anos.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Obras: “Rosa vermelha, rosa branca”
Naquele momento o corso* deixou de ser uma ameaça;
ele e ela esqueceram-se de que havia uma guerra entre nações.
Estavam sós num enorme palácio abandonado ao crepúsculo
e o bater dos seus corações era mais forte do que o troar dos canhões.
Ela não podia continuar bordando e lendo poesia
depois de receber aquela carta lacrada do seu amado.
Ele obtivera uma breve licença da frente de batalha
e implorava-lhe que não faltasse a um encontro, talvez o último a ser marcado.
Eles sabem que serão condenados pelas suas aristocráticas famílias,
mas por bailes românticos e jantares faustosos não podem esperar.
Há muito que não há corridas de carruagens puxadas por cavalos brancos sob fogo de artifício;
há muito que não há passeios de barco ao som de violinos em lagos banhados pelo luar.
Assim que se viram beijaram-se demorada e ternamente,
após o que ele lhe ofereceu uma bela e fresca rosa vermelha.
Sussurrando: «A flor da paixão violenta e arrebatada,
a que tudo submete, que tudo consome, tudo incendeia!»
E nessa noite a melancolia desapareceu e a felicidade explodiu.
Dois corpos flamejantes abriram feridas na esperança e no medo.
Mais profundas que as abertas nas planícies por soldados e cavalos
porque estas, embora dolorosas, cicatrizam sempre mais tarde ou mais cedo.
Quando ela acordou de madrugada ele já tinha partido
mas deixara uma bela e fresca rosa branca a seu lado sobre o travesseiro.
Com um bilhete que dizia: «A flor do amor puro e eterno,
que vai além da vida e da morte por ser verdadeiro.»
* Napoleão Bonaparte
Hoje, 19 de Novembro de 2007, passam 200 anos sobre o início das invasões francesas de Portugal.
Poema (Nº 190) escrito em 1988 e incluído no meu livro «Alma Portuguesa».
ele e ela esqueceram-se de que havia uma guerra entre nações.
Estavam sós num enorme palácio abandonado ao crepúsculo
e o bater dos seus corações era mais forte do que o troar dos canhões.
Ela não podia continuar bordando e lendo poesia
depois de receber aquela carta lacrada do seu amado.
Ele obtivera uma breve licença da frente de batalha
e implorava-lhe que não faltasse a um encontro, talvez o último a ser marcado.
Eles sabem que serão condenados pelas suas aristocráticas famílias,
mas por bailes românticos e jantares faustosos não podem esperar.
Há muito que não há corridas de carruagens puxadas por cavalos brancos sob fogo de artifício;
há muito que não há passeios de barco ao som de violinos em lagos banhados pelo luar.
Assim que se viram beijaram-se demorada e ternamente,
após o que ele lhe ofereceu uma bela e fresca rosa vermelha.
Sussurrando: «A flor da paixão violenta e arrebatada,
a que tudo submete, que tudo consome, tudo incendeia!»
E nessa noite a melancolia desapareceu e a felicidade explodiu.
Dois corpos flamejantes abriram feridas na esperança e no medo.
Mais profundas que as abertas nas planícies por soldados e cavalos
porque estas, embora dolorosas, cicatrizam sempre mais tarde ou mais cedo.
Quando ela acordou de madrugada ele já tinha partido
mas deixara uma bela e fresca rosa branca a seu lado sobre o travesseiro.
Com um bilhete que dizia: «A flor do amor puro e eterno,
que vai além da vida e da morte por ser verdadeiro.»
* Napoleão Bonaparte
Hoje, 19 de Novembro de 2007, passam 200 anos sobre o início das invasões francesas de Portugal.
Poema (Nº 190) escrito em 1988 e incluído no meu livro «Alma Portuguesa».
quarta-feira, novembro 14, 2007
Orientação: Esquinas (11)
Três meses depois da publicação da Lei Nº 37/2007 de 14 de Agosto, que «aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo» (e que só entra em vigor a 1 de Janeiro de 2008), está a partir de hoje também disponível no Esquinas o meu artigo «É só fumaça!», publicado originalmente em 1997.
domingo, novembro 11, 2007
Outros: Ecos do Fórum
A edição Nº 6435 do jornal Público, publicada hoje, 11 de Novembro de 2007, inclui, nas páginas 10 e 11 do caderno P2, o artigo «É tempo de curtas», escrito pela jornalista Dulce Furtado, e que constitui um balanço do Fórum Fantástico 2007, que se realizou nos passados dias 8, 9 e 10 de Novembro na Universidade Lusófona em Lisboa. Nele é referido, entre outros livros de contos que começam a ganhar algum destaque, aquele que eu estou a organizar: «O FF 2007 veio dar a achega de que está a ocorrer uma inversão, também no panorama literário português. Primeira prova dada pela publicação das antologias de contos de vários autores portugueses “Por Universos Nunca Dantes Navegados”, “A República Nunca Existiu!” e “Contos de Terror do Homem-Peixe”, ao que se somam “A Conspiração dos Abandonados – Contos Neogóticos”, de António de Macedo, e “Pequenos Mistérios”, do norte-americano Bruce Holland Rogers.» Convirá esclarecer que, de todos os livros citados, «A República Nunca Existiu!» é o único que ainda não está publicado.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Obrigado: Aos que compareceram hoje
Exprimo aqui o meu agradecimento a todos aqueles que compareceram hoje à segunda sessão do Fórum Fantástico 2007 em que eu e Luís Côrte-Real, da editora Saída de Emergência, fizemos a «pré-apresentação» do livro «A República Nunca Existiu!», obra colectiva no sub-género «história alternativa» e que deverá ser apresentada no próximo dia 1 de Fevereiro de 1908, em que passarão 100 anos sobre o Regicídio que vitimou o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe. Digo um «muito obrigado» muito especial à Épica/Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes, em particular a Rogério Ribeiro e a Safaa Dib, por terem aceitado a minha sugestão e satisfeito o meu pedido, praticamente à «última hora», de inclusão no programa do Fórum deste ano do anúncio e divulgação de um projecto que nasceu, pode dizer-se, no Fórum do ano passado.
Outros: Comentário ao «nome do aeroporto»
Na edição de hoje, 9 de Novembro de 2007, do jornal Destak, na página 22, vem transcrita uma mensagem de António Brotas com comentários ao meu artigo «Que nome para o aeroporto?», publicado na edição do passado dia 3 de Novembro do jornal Expresso. O mesmo texto está, aliás, igualmente reproduzido no blog Novo Aeroporto de Lisboa, em entrada também com data de hoje.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Oráculo: «Regicídio» no FF07
O Fórum Fantástico 2007, que decorrerá no auditório da Biblioteca Victor de Sá da Universidade Lusófona, em Lisboa (no Campo Grande), nos próximos dias 8, 9 e 10 de Novembro, vai incluir, no dia 9 (sexta-feira) e às 15.30 horas, uma pré-apresentação do livro «A República Nunca Existiu!». Este primeiro «anúncio oficial» da colectânea de contos de vários autores (que eu concebi e estou a organizar) estará a meu cargo e também de Luís Côrte-Real, da editora Saída de Emergência.
sábado, novembro 03, 2007
Orientação: Artigo no Expresso
A edição Nº 1827 do jornal Expresso, publicada hoje, 3 de Novembro de 2007, inclui, na página 36 (primeiro caderno), o meu artigo «Que nome para o aeroporto?» Comprem e leiam!
quinta-feira, novembro 01, 2007
Orientação: Esquinas (10)
Neste dia em que passa o 252º aniversário do Terramoto de Lisboa, fica mais uma vez o convite, agora através do Esquinas, para uma visita à Ópera do Tejo.
quarta-feira, outubro 31, 2007
Orientação: Esquinas (9)
Neste dia em que se assinala mais uma... Noite das Bruxas, ou Halloween, fica mais uma vez o convite, agora através do Esquinas, para uma visita à Simetria Sonora.
terça-feira, outubro 16, 2007
Orientação: Esquinas (8)
Uma semana depois de ter sido publicado originalmente no jornal O Diabo, está a partir de hoje disponível no Esquinas – e sem gralhas, mórbidas ou outras – o meu artigo «Keil, Fialho e Bruno».
terça-feira, outubro 09, 2007
Orientação: Mais um artigo n’O Diabo
A edição Nº 1606 do jornal O Diabo, publicada hoje, 9 de Outubro de 2007, inclui, na página 21, o meu artigo «Keil, Fialho e Bruno».
sábado, outubro 06, 2007
Orientação: Esquinas (7)
Seis meses depois de ter sido publicado originalmente no jornal Público, está a partir de hoje disponível no Esquinas o meu artigo «300 aos 50», sobre Frank Miller e o filme «300», baseado num dos seus livros.
sexta-feira, outubro 05, 2007
Orientação: Esquinas (6)
A partir de hoje, também no Esquinas, o meu artigo «Datas marcadas», em comemoração de mais um 5 de Outubro – o de 1143, não o de 1910.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Orientação: Esquinas (5)
A partir de hoje, também no Esquinas, o meu artigo «MeDiana», publicado há 10 anos sobre a morte de Diana Spencer.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Organização: «A marcha sobre Lisboa» na IGAC
Entreguei hoje, 26 de Setembro de 2007, na sede da Inspecção-Geral das Actividades Culturais, situada no Palácio Foz, em Lisboa, o requerimento de registo de direito de autor - que deu entrada sob o número 4051/07 - sobre mais uma obra: «A marcha sobre Lisboa» é um conto que constitui igualmente a minha contribuição para a obra colectiva «Livro do Regicídio» (título provisório), projecto que eu concebi e que estou a organizar, e que pretende assinalar os 100 anos do atentado em que foram assassinados o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe. Deverá por isso ser apresentado a 1 de Fevereiro do próximo ano, em Lisboa.
segunda-feira, setembro 17, 2007
Orientação: Esquinas (4)
Neste dia de recomeço das aulas, fica mais uma vez o convite, agora através do Esquinas, para uma visita à Associação de Pais e Encarregados de Educação do Sobralinho.
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