terça-feira, março 13, 2007

Outros: Associação Agostinho da Silva

Hoje, 13 de Março de 2007, é a data da minha inscrição na Associação Agostinho da Silva. Tornar-me membro desta entidade que tem como objectivo preservar e divulgar a memória e a obra de um homem que foi uma das maiores figuras da cultura em língua portuguesa do século XX era algo que, admito-o, já há muito deveria ter feito. Aconteceu, finalmente, e num dia para mim especial: o do aniversário do nascimento do meu pai – a quem, postumamente, devo o ter podido conhecer o Professor.
O meu primeiro contributo para esta Associação foi o empréstimo de alguns dos materiais que possuo relacionados com Agostinho da Silva - nomeadamente recortes de jornais e de revistas, e ainda cartas e cartões manuscritos, redigidos por ele e dirigidos a mim – para serem devidamente copiados e integrados no vasto arquivo/biblioteca que a AAS está a construir na sua sede – localizada no edifício da Junta de Freguesia das Mercês, na Rua do Jasmim, Nº 11, perto da Praça do Príncipe Real.

quinta-feira, março 08, 2007

Obras: “Rosa”

És uma rosa branca que ostenta a pureza
mas não deixas de ter muitos picos aguçados.
Para te poder acariciar homenageando a tua beleza
os meus dedos sangram e tardam em ficar cicatrizados.

Das tuas pétalas exala-se um suave odor,
um aroma agradável de uma frescura primaveril.
Com a Primavera vieste em todo o teu esplendor;
contigo a vida será eternamente juvenil.

A um arrebatamento teu nada se assemelha.
De repente, a rosa branca tornou-se vermelha.

Crescer forte e saudável será a tua história.
Vou ter-te sempre, sempre junto a mim.
Cuidarei de ti e desabrocharás em glória
com as raízes bem assentes no meu jardim.

E quando fizermos a troca de pólens com regularidade
uma semente será criada como ode à fertilidade.


Hoje, 8 de Março de 2007, celebra-se (mais um) Dia Internacional da Mulher.

Poema (Nº 136) escrito em 1985 e incluído no meu livro «Alma Portuguesa».

quinta-feira, março 01, 2007

Outros: «OND» em exposição no ISCTE

Na biblioteca do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (o estabelecimento de ensino superior onde, recordo, fiz a Licenciatura em Sociologia) abriu hoje ao público a exposição bibliográfica «PALOP/Portugal – Cooperação para o Desenvolvimento», que estará patente até ao último dia deste mês. Desta exposição, que conta com o apoio do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, faz também parte o livro «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas», escrito por mim e por Luís Ferreira Lopes – e cuja edição (pela Almedina no ano passado) foi, precisamente, apoiada pelo IPAD.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Opções: «Grandes Portugueses» («Parte 2»)

Hoje, dia de Carnaval, decidi participar na «segunda fase» da iniciativa «Grandes Portugueses» promovida pela RTP, apesar de lamentar que: a minha escolha da «primeira fase», Afonso de Albuquerque, não esteja entre os «finalistas»; e que nenhuma mulher esteja também presente nos «dez mais».
Assim, e utilizando todos os telefones que tenho à disposição (tal como é permitido e está previsto), decidi «repartir» - de forma desigual, note-se - os meus votos por três figuras: Afonso Henriques – por ter sido, de facto, o primeiro português, por ter, efectivamente, sonhado e criado Portugal; Luís de Camões – por ter personificado, melhor do que ninguém, a «portugalidade» intemporal, tanto na arte como na vida; e Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal – por ter constituído como que o «interface» entre o «Portugal antigo» e o «Portugal moderno», por ter fortalecido um país e reconstruído a sua capital.
Agora, que ganhe o «melhor»... desde que esse não seja, claro, nem Álvaro Barreirinhas Cunhal nem António Oliveira Salazar!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Oráculo: Um livro para assinalar o Regicídio

Hoje, 1 de Fevereiro de 2007, passam 99 anos sobre a data do assassinato, em Lisboa, do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe. A Real Associação de Lisboa, da qual me orgulho de ser membro, está a preparar uma série de iniciativas com as quais pretende evocar dignamente, daqui a um ano, o centenário de tão fatídico e funesto acontecimento. Uma delas foi proposta por mim e está actualmente em preparação: a edição de um livro de ficção, com contos de vários autores. Oportunamente irei dando mais informações sobre este projecto.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Opções: «7 Maravilhas»

É verdade que na lista apresentada existem algumas lacunas. É ainda mais verdade que esta iniciativa serve de (fraca) consolação pelo facto de nenhuma obra portuguesa estar na lista das mais importantes do Mundo, cuja escolha vai ter a sua apoteose em Lisboa. Porém, apesar disso, decidi participar na escolha das «7 Maravilhas» de Portugal. E os meus votos, enviados hoje, foram para (por ordem alfabética): Castelo de Guimarães; Convento de Cristo, Tomar; Convento de Mafra; Mosteiro da Batalha; Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa; Paço Ducal de Vila Viçosa; Torre de Belém, Lisboa.

sábado, janeiro 27, 2007

Outros: SbH - e «Visões» - no Expresso e no Público

A edição Nº 1787 de hoje, 27 de Janeiro de 2007, do Expresso, inclui, na revista Única (páginas 32-36), o artigo «Livros em alta voz», cujo tema é a edição de áudiolivros no nosso país – e nele é feita uma referência (com fotografia) a Albertina Dias e à Solutions by Heart, «editora pioneira dos áudiolivros em Portugal», que já lançou, entre outros, a «versão em disco» do meu livro «Visões». Antes, a 19 de Janeiro, a edição do jornal Público desse dia incluía, no suplemento Mil Folhas (páginas 4-6), o artigo «Livros por ouvir», sobre o mesmo tema e igualmente com uma referência (mais pequena) à SbH.

sábado, janeiro 20, 2007

Ocorrência: 90 anos

A minha avó materna, Antónia Maria do Vale, completou hoje 90 anos de vida. Não é uma idade, e um número, qualquer. Bem pelo contrário: tratou-se de um momento muito especial. E o ano em que ela nasceu foi igualmente um ano muito especial. Foi o ano das Revoluções Russas, da partida do Corpo Expedicionário Português para França (para combater na Primeira Grande Guerra), das aparições de Fátima, da tomada do poder por Sidónio Pais, do «Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas» de José de Almada Negreiros, d’«O Emigrante» de Charles Chaplin. Nasceste em 1917, e ainda estás connosco. Obrigado, avó! Parabéns, avó!

domingo, janeiro 14, 2007

Orientação: Ópera do Tejo tem novo espaço

«Abriu hoje ao público» o sítio da Ópera do Tejo. Ou, mais concretamente, o espaço na Rede que é a sede do projecto que tem como objectivo permanente «recriar virtualmente» o Teatro Real do Paço da Ribeira de Lisboa, inaugurado em 1755 e destruído no mesmo ano pelo grande terramoto de 1 de Novembro.
Inicialmente, e como muitos devem saber, as imagens da evocação por computação gráfica que o nosso grupo – eu, Alexandra Câmara, Luís Sequeira e Silvana Moreira – realizou estiveram alojadas no sítio da ARCI (Associação Recreativa para a Computação e Informática). Porém, a nossa relação com aquela instituição cessou, e, em consequência, vimo-nos na necessidade de construir, finalmente, a nossa própria «casa». E ela aí está!
No entanto, e tal como a nossa «ópera» é um protótipo em contínuo desenvolvimento, também o formato deste sítio é tudo menos definitivo. Ao longo do tempo iremos mudar e melhorar o seu desenho gráfico, alterar a sua estrutura, acrescentar conteúdos, adicionar funcionalidades. E neste processo, estamos, obviamente, receptivos a comentários e a sugestões.

domingo, dezembro 31, 2006

Olhos e Orelhas: Terceiro Quadrimestre de 2006

A literatura: «A Arte de Amar», Ovídio; «A Arte da Guerra», Sun Tzu; «Os Crimes do Amor», Marquês de Sade; «Todos os Nomes», José Saramago; «Sinal Breve», Ana Viana.
A música: «Chinatown», Thin Lizzy; «The Big Express», XTC; «Homework», Daft Punk; «Heathen», David Bowie; «Fallen», Evanescence; «Unknown Pleasures», Joy Division; «Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos», Banda do Casaco; «Ring Ring» e «Waterloo», Abba; «Quartetos (2º Volume)», João de Almeida Mota (pelo Quarteto Capela).
O cinema: «Guerra dos Mundos», Steven Spielberg; «Hidalgo», Joe Johnston; «Sem Direcção para Casa – Bob Dylan», Martin Scorsese; «Psicopata Americano», Mary Barron; «Júri em Fuga», Gary Fleder; «Leis da Atracção», Peter Howitt; «Assassinato na Casa Branca», Dwight Little; «As Profecias do Homem-Traça», Mark Pellington; «Embriagados de Amor», Paul Thomas Anderson; «À Maneira de Carlito», Brian de Palma; «Pago para Esquecer», John Woo; «Brilha», Scott Hicks; «Tróia», Wolfgang Petersen; «Alexandre», Oliver Stone; «Dick», Andrew Fleming; «Herói», Zhang Yimou; «A Noiva Cadáver», Mike Johnson e Tim Burton; «Mar Adentro», Alejandro Amenábar; «A Pequena Sereia», Ron Clements e John Musker; «Gothika», Mathieu Kassovitz; «Serendipicidade», Peter Chelsom; «Piratas das Caraíbas – O Cofre do Homem Morto», Gore Verbinski; «Algo Tem de Dar», Nancy Meyers; «A Idade do Gelo 2», Carlos Saldanha; «Agarrado a Ti», Bobby e Peter Farrelly.
E ainda...: Museu Nacional de Arte Antiga/Colecção Rau - exposição «Grandes Mestres da Pintura - de Fra Angelico a Bonnard»; «Guerras de Alecrim e Manjerona», letras de António José da Silva e músicas de António Teixeira, Teatro Nacional D. Maria II; APDC - 16º Congresso das Comunicações; Fórum Fantástico 2006.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Outros: SbH - e «Visões» - no Semanário Económico

A edição Nº 1039, de hoje, 7 de Dezembro de 2006, do jornal Semanário Económico inclui, na página 36, um artigo intitulado «Solutions by Heart lança 20 áudiolivros em 2007». Consistindo fundamentalmente numa entrevista a Albertina Dias, fundadora e directora daquela editora, nele se faz um balanço da actividade até ao momento da SbH – que incluiu, claro, a edição do áudiolivro «Visões», de que sou autor – e se revelam os planos e objectivos para o futuro.
Entretanto, a SbH vai fazer depois de amanhã, em Lisboa, e uma semana depois, no Porto, a apresentação de mais dois áudiolivros.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Outros: GAO

Em dia de mais um aniversário da restauração da independência de Portugal, faço um convite para se visitar o sítio do Grupo dos Amigos de Olivença – uma instituição cujas iniciativas (como petições, por exemplo) eu já, obviamente, apoiei.

sábado, novembro 25, 2006

Orientação: Os meus livros no Webboom

O Natal de 2006 aproxima-se... está apenas a um mês de distância. E aqui ficam, desde já, duas sugestões de prendas a oferecer no dia 25 de Dezembro: os meus livros! No portal Webboom podem ir a esta página, onde os dois estão «expostos»... e encomendar!

quarta-feira, novembro 15, 2006

Outros: «OND» no SuperGoa.com

Neste mês de Novembro de 2006 o portal SuperGoa.com publicou dois artigos em que se fazem reflexões sobre o estado actual da lusofonia a partir da abordagem do livro, meu e de Luís Ferreira Lopes, «Os Novos Descobrimentos – Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas». São eles: «Pôr os pontos nos “is”! - da discórdia à cooperação», hoje, dia 15; e «Diplomacia: “Pequeno” Mediador Precisa-se!», no dia 10.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Obrigado: Aos que compareceram hoje

Exprimo aqui o meu agradecimento a todos aqueles que compareceram hoje ao colóquio «Cinco Livros de 1756», bem como à inauguração da respectiva exposição bibliográfica (ocorrida no dia 2), realizado na Biblioteca Nacional, em Lisboa. Digo um «muito obrigado» muito especial a Viriato Soromenho Marques, Jorge P. Pires, Miguel Real, Faustino Cordeiro e António de Araújo por nos terem dado a honra da sua presença e o valor das suas intervenções. E reitero uma saudação especial à BN, nomeadamente nas pessoas de Jorge Couto e de António Braz de Oliveira, por ter aceite a minha ideia e concordado em co-organizar esta iniciativa. Espero que nos encontremos todos novamente quem sabe, no mesmo local, no próximo ano, para outras iniciativas relacionadas com a história e a literatura portuguesas. Até sempre!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Outros: «OND» na Tempo Livre e na Revista APAVT

A edição Nº 176, Novembro de 2006, da revista Tempo Livre (órgão oficial do INATEL), inclui, na página 54 (rubrica Livro Aberto), o seguinte comentário de José Jorge Letria (jornalista, escritor, animador cultural, actualmente Vice-Presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores): «Destaque também para “Os Novos Descobrimentos”, de Luís Ferreira Lopes e Octávio dos Santos, com a chancela da Almedina, reflexão oportuna e rigorosa sobre a evolução da realidade portuguesa desde o colonialismo até à descolonização.»
Também a revista da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e de Turismo, na sua edição Nº 3 (II Série), de Novembro de 2006, na página 49 (rubrica Ócios e Negócios), inclui uma referência ao nosso livro, composta pela imagem da capa e por um breve excerto do prefácio escrito por José Manuel Durão Barroso.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Opções: «Grandes Portugueses»

Hoje, 30 de Outubro, decidi participar na iniciativa «Grandes Portugueses», promovida pela RTP. Pelo que enviei um SMS com o nome da figura histórica que, na minha opinião, foi – pode ter sido – o maior (o melhor?) português de todos os tempos: Afonso de Albuquerque.
Primeiro que tudo, há um inegável factor de proximidade: aquele Vice-Rei da Índia nasceu praticamente no mesmo sítio onde eu vivo desde que nasci: o actual concelho de Vila Franca de Xira, mais concretamente em Alhandra. Porém, mais importante do que isso é o facto de Afonso de Albuquerque ter verdadeiramente corporizado o período, o momento da História em que Portugal foi efectivamente mais... grande – em terras e mares sobre os quais exerceu o seu poder – e mais forte. Sob o comando daquele nosso compatriota, meu conterrâneo, o nosso país alcançou o máximo de dimensão... e de coragem.
Actualmente, o seu perfil e o seu percurso estão algo esquecidos da memória colectiva dos portugueses – provavelmente porque ele é, sem dúvida, o símbolo supremo do nosso passado colonial, imperial, e, logo, «politicamente (e historicamente?) incorrecto». No entanto, talvez no próximo ano possam existir pretextos para o «redescobrimento» de Afonso de Albuquerque. Na verdade, em 2007 assinalam-se: os 500 anos (foi em 1507...) do início da sua vitoriosa campanha militar na Ásia – e da construção da Fortaleza de Ormuz; e os 450 anos (foi em 1557...) da publicação, pelo filho Brás de Albuquerque, dos «Comentários de Afonso de Albuquerque». Por isso, aguardem...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Obrigado: Aos que compareceram hoje

Exprimo aqui o meu agradecimento a todos aqueles que compareceram hoje ao colóquio «Arcádia Lusitana – 250 Anos», bem como à inauguração da respectiva exposição bibliográfica, realizado na Biblioteca Nacional, em Lisboa. Digo um «muito obrigado» muito especial a Vanda Anastácio, Miguel Real, Maria Luísa Malaquias Urbano, Duarte Ivo Cruz e Maria de Lourdes Ferraz por nos terem dado a honra da sua presença e o valor das suas intervenções. E uma saudação especial à BN, nomeadamente nas pessoas de Jorge Couto e de António Braz de Oliveira, por ter aceite a minha ideia e concordado em co-organizar esta iniciativa. Espero que nos encontremos todos novamente a 9 de Novembro, no mesmo local, para o colóquio «Cinco Livros de 1756». Até lá!

quinta-feira, outubro 12, 2006

Oráculo: Dois novos nomes para os dois colóquios

Tanto no colóquio «Arcádia Lusitana – 250 Anos», a realizar de hoje a uma semana, 19 de Outubro, como no colóquio «Cinco Livros de 1756», a realizar a 9 de Novembro, ambos na Biblioteca Nacional, foi necessário proceder à substituição de um dos oradores. Assim, no primeiro, em vez de Fernando Pinto do Amaral estará presente Maria de Lourdes Ferraz; e, no segundo, em vez de Vasco Graça Moura estará presente Viriato Soromenho Marques.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Obras: "Fazer amor com a República"

Vou fazer amor com a República;
vou fazê-lo muito, muito e bem!
Liberdade, Igualdade e Fraternidade
será a nossa divisa na cama também!

Foram tantos os que receberam os teus favores,
quase todos velhos senis, decrépitos e impotentes.
Eles usaram e abusaram da tua ingenuidade;
violaram-te até te corromperem completamente.

A anarquia foi uma doença que te estuprou;
os golpes de Estado foram os males que te desfloraram.
Ditadores civis e militares saltaram para cima de ti;
as tuas carnes roliças lamberam, morderam e apalparam.

Empunhando a tua bandeira, dar-te-ei orgasmos
que serão manifestações populares de alegria.
Quando se está em cima de uma mulher como tu
quem é que precisa mesmo da Monarquia?


Poema (Nº 90) escrito em 1983 e incluído no meu livro «Alma Portuguesa».